Eternamente
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Oi amores!
Obrigada pelos comentários e leituras.
O cap de hoje está sem parágrafo por causa do Nyah! Eu não entendo o motivo que está acontecendo isso :(
Eu sempre separo as linhas, mas eu preciso terminar o capítulo de Dança Comigo? Por isso que vou deixar desse jeito :(
Espero que gostem!
E temos uma fotinha do George.
Beijos
George era simplesmente um cavalheiro. Daqueles que abre a porta do carro, que segura levemente a mão da garota durante o caminho e tudo mais. Eu estava me sentindo bem ao lado dele, e estava ansiosa por este jantar.
– Chegamos Emy. ele falou sorrindo pra mim.Nem deu tempo para eu esperar, porque eu fui ver ele estava abrindo a porta do meu carro e entregando o seu braço delicadamente, me ajudando a sair do carro. Naquele momento eu me senti uma princesa perto dele, mas que Gabe não me ouça falar isso, de jeito nenhum.O restaurante era maravilhoso. O maitre nos levou até uma mesa um pouco mais reservada e nos deu licença.– George, esse lugar é maravilhoso. É tão lindo...– Tudo para você, Emy. Quero que aproveitemos esta noite. Eu assenti e sorri.O garçom nos entregou a cartela de vinho, mas como eu não entendia nada, então deixei que George escolhesse. Logo após, veio o menu. A comida era relativamente bem mais cara, e me senti um pouco incomodada por ter que pedir alguma coisa.– Pode pedir o que quiser. Não precisa ficar com vergonha.– É que eu não sei muito bem sobre essas comidas. falei envergonhada.– Eu vou te ajudar. Você come carne?– Sim. Só não coloque muita pimenta, porque sou alérgica.– Pode deixar. Você vai experimentar a melhor comida do mundo. — George falou sorrindo.Eu sorri e concordei. Bem, a melhor comida era do Gabe. Sim, ele cozinhava também, e fazia várias coisas maravilhosas, desde pizza, até as massas mais requintadas. Fora os doces que ele fazia. É de dar água na boca de qualquer um.Ele pediu o nosso jantar e ficamos nos olhando por alguns minutos. Eu sempre ficava nervosa nessas situações, porque não sabia quem iria começar o assunto, e qual poderia ser seria o assunto.– Então, eu quero saber um pouco sobre a sua vida, Emy. Claro, se não for incomodo.Comecei a me apresentar formalmente. Coisas como o nome completo, idade, profissão e tudo mais. Ele parecia que estava ouvindo tudo atentamente, e não deixava de sorrir.– Agora é você. Pode se apresentar, Sr Adams. falei rindo.– Bem vamos lá. Prazer, George Adams, 33 anos e engenheiro civil. Gosto de pescar, assistir futebol, ir ao cinema, mas também gosto de ficar em casa, curtindo uma boa televisão, livro e fuçar na internet. Como você já deve saber gosto de me exercitar, mas confesso que tenho preguiça de ir à academia, mas eu gosto de comer, principalmente doces. Acho que sou uma formiga.– Então somos dois. – Mas você tem o corpo perfeito. Deve fazer bastante academia.– Quem dera. Acho que a preguiça deve me consumir, porque eu sou uma sedentária. Tenho sorte que não engordo tão fácil, mas eu pretendo seguir uma alimentação mais saudável.Ele riu e começou a me elogiar. Eu sempre me incomodo com isso. Não que seja chato levar elogios, mas eu ainda ficava com vergonha.A comida chegou, e estava muito cheirosa e mais deliciosa ainda. Evitei tomar muito vinho, senão logo estaria rindo feito uma hiena bêbada. George era muito inteligente, mas ao mesmo tempo engraçado. Contava histórias de quando estava na faculdade, da sua família, e até de alguns clientes. Ele sempre perguntava sobre como era ser professora, e como eram os meus alunos. Eu respondia sorrindo, já que era um prazer e um amor imenso que eu sentia por eles e pela profissão. – E seus pais não moram aqui?– Não. Eles continuaram em Washington. Minha mãe é meio que uma governanta, e meu pai têm duas lojas.– Jura? Loja do que?– De mecânica. Ele sempre gostou de carros e de ficar mexendo. Ficava praticamente o dia todo. Então o meu padrinho, que até então era o patrão dele, abriu uma mecânica junto com uma loja, aonde vende autopeças de carros e essas coisas. Daí ele deu de presente para o meu pai, quer dizer, eles são sócios. Meu padrinho entrou com o dinheiro e meu pai com a mão de obra. falei orgulhosa.– Que legal, Emy. E deu super certo, não é?!– Pior que deu. Meu pai ficou relutante em aceitar, mas era um grande sonho dele. Meu padrinho teve que quase se ajoelhar para que ele aceitasse. Ele é teimoso.– E antes do seu pai ter a loja, ele fazia o que?– Ele era motorista.– E você cresceu junto com essa família?– Sim. A minha avó trabalhou para os pais da minha tia Agnes, e quando a minha tia se casou, deu um serviço para a minha mãe, já que ela estava precisando. Então, minha mãe conheceu o meu pai. E depois de muitas conquistas e de anos de amizade, eles firmaram um namoro, noivado, casamento e estão até hoje.– E seus padrinhos têm algum filho?Eu sorri com a pergunta.– Aham. Você o conheceu hoje.– O Gabe? Gabe Hunter é filho dos seus padrinhos?– Sim. Nós nos conhecemos desde sempre. Ele é três anos mais velho do que eu, então ele me conhece desde quando eu nasci. Meus padrinhos são os pais dele. Agnes e Michael Hunter, meus padrinhos, pais de Gabe. falei sorrindo.– E você e Gabe nunca namoraram?Mais um que pergunta isso. Será que parecemos um casal?
– Acho que todo mundo que me conhece já perguntou isso. E a resposta é não. Nós nunca namoramos, nunca mesmo. – Desculpe-me a intromissão, mas é difícil de acreditar nisso. Bem, você é linda, e ele um garanhão.– Eu sei que é difícil acreditar, mas o que temos é uma amizade tão grande. Nós somos como irmãos, sempre protegendo um ao outro. Eu o amo muito, e quero a felicidade dele acima de tudo. Sempre irei protegê-lo.– Isso é bonito de se ver. Uma amizade de verdade, porém, eu acho que ele não foi com a minha cara.– Não liga, não. Ele é devia estar cansado. Gabe trabalha demais, e eu já pedi para ele tirar férias, mas ele nunca escuta.– Todos os advogados são assim, Emy. Mas ele é um dos melhores advogados da Califórnia.– Sim, ele é. Mesmo assim, eu acho que ele deve tirar umas férias.– Com certeza. Por falar em férias, para qual lugar você vai descansar?– Estava pensando em ir para a casa dos meus pais, já que faz um tempinho que eu não os vejo.– Que legal. Seus pais vão amar a visita.– E eu também. E você, vai pra onde?– Não sei. Talvez fique aqui, ou para Londres. Ainda não decidi.Londres? Que sonho! Acho que um dia as minhas economias dão conta de me levarem para Londres.A conversa fluía animada. Eu fiquei observando o quanto George era bonito. Ele era mais velho, e parecia ser sério, mas ao mesmo tempo engraçado. Seus olhos azuis, e sua pele um pouco bronzeada, seus cabelo liso e curto. Seus traços de masculinidade eram fortes, e a blusa não deixava enganar. Seu sorriso perfeito. Os dentes brancos e todos alinhados. Sua barba para fazer deixava um ar sexy nele. Eu sorria só de lembrar no Gabe. Se ele estivesse aqui já ia começar a perguntar o porquê eu estava pensando demais, porque estava observando demais. Deus! Porque eu me lembrei do Gabe agora? Ah, foco no George. Neste homem lindo que está bem em sua frente. O jantar estava tão bom, que eu não queria que tivesse terminado. George estava me levando embora, com a promessa de que iríamos sair mais vezes durante essa semana.Ao chegar ao meu prédio, ele desceu junto comigo, mesmo eu falando que não era preciso. Chegamos ao meu andar e eu já fui procurando a chave em minha bolsa.– Está entregue. Espero que tenha gostado do jantar. falou, enquanto segurava a minha mão.– Eu amei. Foi maravilhoso, desde a comida, até a companhia.– Eu posso dizer o mesmo, Emy. Você é linda, e eu espero te ver essa semana.– Iremos nos ver, com certeza. sorri.Ele foi se aproximando de mim, e colocou as duas mãos em meu rosto. – Eu quero fazer isso desde o dia e que eu te conheci. Desculpe-me se eu estou sendo intrometido e apressado, mas você é uma mulher incrível e me deixou balançado. Eu preciso te beijar, mas só se você quiser.Ele quer me beijar? Jesus! E eu quero ser beijada? Sim, eu quero um beijo de George Adams.– Eu também quero, e muito.Sem esperar, ele colou a minha boca com a dele. Um beijo que começou lento e foi aumentando cada vez mais a intensidade. As mãos dele passeavam pela minha nuca e costas. Eu segurava o seu cabelo levemente. Ficamos ali nos beijando, até que eu escutei o barulho de uma porta se abrindo e um grito conhecido.– O que está acontecendo aqui? Gabe gritava nervoso.Era o Gabe? Mas ele não tinha ido embora? E droga, ele estava com uma cara de bravo, muito bravo.– Eu quero saber o que está acontecendo por aqui. Sim! Ele estava muito bravo!– Estamos nos beijando Gabe. Algum problema?- pergunteiPela careta que ele fez parecia que tínhamos um problema.– Princesa, está na hora de entrar. – Você não é o meu pai.– Emily, não torre a minha paciência.– Hey cara, você não é o pai dela e muito menos o namorado. Deixe-a aqui comigo. – Opa! Quem aqui chamou o intrometido na conversa? Bem, eu não sou o pai dela, até porque o mais velho aqui deve ser você, não é?! Você a conhece há 5 minutos, e já se acha no direito de vir falar alto comigo e de mandar nela.– Gabe, por favor. Entre e me deixe com o George.– Pra que? Vocês já não saíram para jantar? Então pra que querem privacidade? Já não tiveram o suficiente?– Gabe você bebeu?– Eu? Por favor, princesa. É claro que não. Até porque eu fiquei aqui, e não sai para jantar com ninguém. Você deve ter bebido.Droga! Mil vezes, droga! Ele tinha bebido. E toda a vez ele fica nervoso e vinha com uma bolha de superproteção para cima de mim. Mas porque será que ele bebeu? Será que é por causa de algum problema no escritório? Mas ele não me falou nada.– Gabe, você pode entrar? Daqui a pouco eu irei com você. – Vai mesmo? Não demore, por favor.Gabe entrou meio cambaleando. A voz dele não parecia de bêbado, mas os gestos e o andar o entregavam.– Desculpe-me pelo espetáculo. Ele nunca fica assim, só quando algo muito sério está acontecendo.– Sem problemas. Mas você vai ficar bem mesmo? Ele está bêbado, e você sabe que eles dão trabalho.– Não é a primeira vez, acredite. Raramente acontece, mas eu sei lidar com isso e com ele.– Se você quiser eu posso ficar.– Não precisa, de verdade. – Ok. – Obrigada pelo jantar, pela noite e pelo beijo.– Eu é que tenho que agradecer. Amei cada segundo da nossa noite, principalmente o nosso beijo. O que me faz querer beijá-la cada vez mais. Iremos nos encontrar esta semana?– Com certeza.Despedimo-nos com outro beijo, dessa vez mais rápido. Ele entrou no elevador, e eu fiquei parada em frente a minha porta. Respirei fundo antes de entrar e enfrentar a fera Hunter.– Princesa, cadê você? Eu preciso de você! Gabe me gritava por dentro do apartamento.Entrei e notei que tinha uma garrafa de Whisky em cima da mesa. E ele estava deitado no sofá, todo esparramado e sem camisa.– Princesa? Princesa? ele gritava.– Estou aqui, Gabe. falei no tom mais calmo possível, mas eu queria era matá-lo por aquilo e pelo show que ele deu.– Ah, você está ai. Achei que teria que ir até a porta de novo. Respirei fundo antes de começar a falar. Ele iria me escutar, ah, iria mesmo.– Gabe Hunter, que merda é essa que você fez?– Eu? O que eu fiz? disse fazendo cara de inocente.– Não me venha com essa carinha de inocente. Você bebeu e depois foi fazer escândalo na porta do meu apartamento.Ele parecia estar pensando um pouco. Talvez esteja juntando as palavras para poder falar.– Eu nem bebi muito. – Praticamente a garrafa inteira. E o show de você deu lá fora, hein?! Porque gritou daquele jeito com o George?Ele parecia pensar mais um pouco. Fechou a cara e olhou feio pra mim.– Você ainda pergunta? O cara estava te dando o maior amasso e a mão dele estava praticamente na sua bunda.– O que? Claro que não. Estávamos nos beijando como todo casal faz. Todo mundo beija, Gabe.Ele me olhou assustado e bravo ao mesmo tempo.– Vocês não são um casal. Conheceram-se há cinco minutos e já vem com esse papo. E o beijo? Emy, ele queria abusar de você.– O que? Pelo amor de Deus, Gabe. Pare de falar asneiras. Estou vendo que quer dar mais um show é isso?– Se eu quisesse dar um show,eu estaria cantando, dançando ou fazendo qualquer merda por ai.– Bem, merda você já fez. Ele veio em minha direção e ficou me olhando. Eu o encarei com a cara mais fechada do mundo.– Não venha com desculpas ou qualquer outro método de conversa. Eu estou magoada com você. Ele respirou fundo e me abraçou. Ah, porque ele faz isso? Ele sabe que eu acabo perdoando. Não falamos nada, apenas ficamos ali, no nosso mundo.– Gabe, vá tomar um banho e depois dormir. Eu tenho certeza de que amanhã você vai estar melhor, e não irá lembrar-se disso.Ele suspirou e foi para o banheiro. E eu fui arrumar aquela sala que estava bagunçada.Cheguei ao quarto de hóspedes e ele já estava deitado de costas para a porta. Fui para o meu banheiro de tomei um belo banho e fui deitar. Fui até ele e dei um beijo de boa noite.Acordei um pouco mais tarde, afinal era domingo. Coloquei uma roupa bem leve confortável e fui fazer o café. Passei em frente à porta do quarto onde Gabe estava, e parecia que ele ainda estava dormindo.Preparei o meu querido café e fui arrumar a mesa. Quando estava me sentando Gabe aparece na cozinha só de calça de moletom. Será que ele não tinha camiseta? – Bom dia, princesa! falou me dando um beijo na bochecha.– Bom dia, Gabe! falei, tentando soar séria.Ele me olhou assustado, mas não falou nada. Pegou uma xícara e sentou-se para tomar o café. Fiquei encarando para ver se ele iria falar alguma coisa, mas parecia que ele estava alheio de tudo.
– Quer mais café? perguntou sorrindo.Café? Eu queria era arrebentar a cara dele ainda. – Não. Eu quero é arrebentar a sua cara Gabe Hunter.– Por quê? O que eu fiz?Ele ainda pergunta gente. – Sério que você pergunta? Bem, vamos lá: você bebeu demais e gritou com o George ontem.– Eu fiz isso? Nossa, nem lembro. Passa a torrada pra mim, por favor.Torrada? Eu aqui falando sobre ontem, na esperança de ouvir um Desculpe-me, eu não queria fazer isso Mas o que eu escuto é um pedido de torrada.– Gabe Hunter. gritei.Ele largou na hora o que estava fazendo e me olhou.– O que foi?– O que foi? Pelo amor de Deus, Gabe. Você me deve desculpas, não acha?Ele suspirou e olhou para baixo.– Desculpe-me, princesa. Eu realmente não lembro o que eu fiz, mas deve ter sido uma grande merda.– Sim, foi. Você gritou comigo e com George e ficou me mandando entrar.– Jura? Eu não quis fazer isso, mas acho que foi culpa da bebida.– E porque você bebeu?– Não sei. Eu disse que iria embora, mas daí eu achei essa garrafa aqui, daquela vez que eu trouxe e você escondeu. Ai eu comecei a bebeu um copo, dois, e quando eu fui ver parecia que tudo estava rodando.– Gabe, isso raramente acontece. Você está com algum problema?– Não! Claro que não. Eu estou ótimo. Eu só fiquei com vontade de beber.– Gabe, não minta pra mim.– É sério. Eu estou bem. disse me dando um enorme sorriso.– Eu vou acreditar. Mas, por favor, não beba mais daquele jeito. – Eu prometo. E o seu encontro como foi? perguntou sério.Eu comecei a falar sobre a noite anterior. Sobre o restaurante, sobre a nossa conversa, que foi muito legal. Falei sobre como era o George e tudo mais. Gabe parecia estar ouvindo tudo, mas ao mesmo tempo parecia que estava em outro mundo. – Está me escutando Gabe?– Claro. Você está falando do Goffrey.– É George.– Isso mesmo, George. falou rindo.– Ele achou que você não gostou dele.– Por quê?– Pelo jeito que você o tratou. – E eu lá tenho que ser simpático com todo mundo? Não sou a miss simpatia.– Você e suas piadinhas. Tente ser mais legal com ele, Gabe.– Então até eu fui falado neste jantar? perguntou, enquanto mordia um pedaço da torrada.– Aham. confirmei, bebericando um pouco mais do meu café.– Posso saber o que falaram da minha pessoa. E olha, se falaram mal eu sou advogado, hein?!– Seu bobo. É claro que eu não falei mal de você. Ele perguntou sobre a nossa amizade. Perguntou se já namoramos.– De novo?– Sim. É a milésima pessoa que acha que já fomos namorados.– Eles não sabem que existe amizade entre um homem e uma mulher? perguntou indignado.– Sei lá. Ah, mas eu expliquei sobre a nossa amizade. – E ele entendeu?– Sim. O George é um cara maduro, mais velho e era óbvio que ele iria entender.Ele parecia incomodado com alguma coisa, mas eu nem imagino o que seja.– Vamos mudar de assunto, princesa. O que vamos fazer hoje?– Ah, eu pensei em ficar aqui no apartamento mesmo. Assistindo um filme, e arrumando algumas coisas para essa última semana de aula. E você?– Se você aceitar o seu melhor amigo depois de ontem, eu posso ficar aqui com você. Claro, se você quiser.Ele e essa carinha de piedade e esse sorriso maldito. Eu não conseguia dizer não para ele. Eu não conseguia ficar muito tempo brigado com ele. Sabia que ele tinha errado ontem, mas o que a bebida não faz com a pessoa, né?! – É claro que eu aceito o melhor amigo do mundo, mesmo com a burrada de ontem. Eu quero a sua companhia, Gabezinho.– Obrigada, princesinha. Então vamos acabar de tomar o café e vamos mofar no sofá da sala.Ele me deu um beijo na bochecha, e então terminamos o nosso café.O domingo estava passando rápido demais. Depois de assistirmos o filme, nós fomos fazer alguma coisa simples para comer. Estava terminando de arrumar algumas coisas da escola, quando a campainha tocou. Gabe foi atender para mim, e logo voltou com um buquê de rosas vermelhas em sua mão e me entregou.– Ah, são do George. Que amor! Não são lindas, Gabe? perguntei sorrindo feito uma boba.– Muita. Mas ele só sabe dar rosas vermelhas? Tem que avisar que na floricultura tem vários tipos de flores. falou sarcasticamente.– Ah para, Gabe. Eu amo rosas vermelhas, e ele sabe disso. Ah, tem o cartão.*Para a doce e adorável, Emy! Que aceitou ser a minha companheira, na melhor noite que eu tive em minha vida! Obrigada pela companhia, pelas risadas, pelas histórias, paciência e por me ouvir. E principalmente, obrigada pelo melhor e mais doce beijo! Espero nos encontrar, pois eu não vejo a hora. Adoro-te! Com amor, George Adams*.Com amor? Ah, meu Deus! Eu nunca recebi um cartão tão fofo de um cara. Eu abracei o cartão junto ao meu peito e beijei delicadamente. George era um cavalheiro e ainda por cima romântico. Ele era perfeito! Olhei para o Gabe, e ele estava com o cenho franzido e com o olhar para a televisão. Só virou depois que eu comecei a falar com ele.– Você viu que lindo, Gabe? George não é um lindo e romântico?– Epa! E eu lá vou achar homem bonito e romântico? Isso é com vocês. Mas, então, o Geoffrey mandou flores e um cartãozinho, que mais parecia estar escrito a bíblia do que um recadinho.– Gabe! Ele foi simpático e atencioso. Eu nunca recebi flores de um homem assim. E o nome dele é George.– Hey, e as flores que eu já mandei pra você. Não conta?– Ah, seu bobo! Você é meu amigo. Eu nunca recebi flores de um possível pretendente. E ele quer me ver, de novo.– Uhul! Vamos fazer festa. – Sem ironia, por favor. Eu vou colocar em um vaso e guardar o cartão, já volto.Ele apenas assentiu, e voltou seu olhar para a televisão.O resto da tarde e da noite foi monótono. Gabe teve que ir embora e eu fiquei sozinha. Fiquei pensando nas flores e no George. Será que iria dar certo com ele? Acordei com um sorriso enorme, e estava preparada para a última semana de aula. Assim como todos os dias, Gabe estava me esperando. Percebi que ele estava estranho, mas não quis perguntar o que era... Por enquanto. Eu realmente estava preocupada. Será que ele estava doente? Com problemas sérios? Eu precisava falar com ele, senão iria pirar.– Gabe, eu sei que eu já perguntei, mas você está bem? perguntei preocupada.Ele respirou fundo e forçou um sorriso pra mim. Eu sabia que tinha alguma coisa errada.– Eu estou bem, de verdade. Você sabe que eu odeio segunda feira, por isso estou assim.Ele estava mentindo pra mim. Ele estava estranho desde ontem. Mas, porque será que ele não queria falar pra mim? Será que não confiava mais em mim? – Você não confia mais me mim? perguntei quase chorando.Ele me olhou desesperado. Parou em um lugar e começou a me abraçar. Eu sentia no abraço certa tensão, mas sentia uma paz também.– Princesa, eu sempre vou confiar em você. Você é a única pessoa no mundo que eu confio a minha vida. – Mas então, porque você está estranho? Parece que está escondendo alguma coisa de mim. Nós nunca escondemos nada um do outro.– São problemas no escritório.– Financeiro? Se for, nós podemos dar um jeito. Eu posso dar o dinheiro que eu estou guardando.– Não! Emy, não é financeiro. São muitas causas, e muitos casos complicados. Você sabe que eu fico tenso quando não consigo resolver alguma coisa. Estou tentando adiantar muita coisa, e o estresse está tomando conta.Será mesmo que era verdade? Será que é só isso?– Tem certeza? Você sabe que pode contar comigo, para tudo. Eu não suporte te ver deste jeito. Não me deixa no escuro.– Princesa, você nunca vai ficar no escuro. Não escondemos nada um do outro, esqueceu? E outra, hoje a noite iremos jantar, e eu vou poder descontrair.– Tudo bem. Eu só não quero que você esconda algo que está te afligindo. – Não irei. ele me disse, dando um beijo.Cheguei à escola e tudo ocorreu normalmente. Joan estava feliz, e sempre falava do Gabe. E eu sorria com toda a espontaneidade dela. Gabe estava me esperando, como todos os dias. Entrei e lhe dei um beijo e um sorriso sincero. Ele parecia estar melhor, mas eu ainda o achava tenso. Fomos para o seu apartamento. Gabe decidiu cozinhar. Ele é um ótimo cozinheiro, então não palpitei na sugestão dele. Fui arrumar a mesa e fiquei esperando a lasanha ficar pronta. Ficamos conversando asneiras, até que o forno apitou. Ah, nossa lasanha estava pronta, e o cheiro era divino.Sentamo-nos, e eu comecei a comer aquela maravilha de outro mundo. Gabe aprendeu a cozinhar depois que viemos para a faculdade. Eu e ele tínhamos que aprender, e virarmos-nos 30. Eu e ele penamos no começo, mas aprendemos na marra. – Ah, isso aqui está perfeito! Eu vou acabar virando uma bola desse jeito. falei, um pouco com a boca cheia.– Você virando uma bola? Nunca, princesa. Você come, mas nunca engorda. Como faz isso? perguntou rindo.– Não sei. Eu acho que preciso dar uma engordadinha, não acha?– Claro que não. Seu corpo é proporcional ao seu tamanho. Está perfeita. – Ah obrigada.Ficamos comendo, e confesso que quase acabamos com toda a lasanha. Gabe poderia derreter toda a gordura na academia, mas eu era uma pequena preguiçosa. Precisava imediatamente me exercitar mais.Fomo lavar a louça, e depois assistir televisão. Gabe parecia nervoso, e sua mão suava, e pingos de suor brotaram em sua testa. Achei que ele estava passando mal, e então segurei sua mão e pedi para ele respirar.– Gabe, você está bem? Pelo amor de Deus! Diga-me que está bem? perguntei desesperada e tremendo.– Emy, eu preciso te falar. Eu preciso mesmo falar. disse, segurando a minha mão.Falar? O que Será que ele tinha de tão importante para me falar.– Pode falar. Seja o que for eu estou aqui.– Tudo bem. Mas, me prometa que não vai surtar. E que vai me deixar acabar de falar.– Gabe, você está me assustando. Ele segurou a minha mão mais forte ainda, mas sem machucá-la. Olhou em meus olhos e começou a falar.– Princesa, há um tempinho atrás o meu pai ligou pra mim, perguntando como estavam as coisas e tudo mais. Falei que estava tudo bem, tanto profissionalmente, tanto pessoalmente. Daí, ele começou a falar sobre os meus relacionamentos. Que eu não arrumava ninguém, que eu levava a vida na brincadeira. E me fez prometer que levaria uma namorada para casa, senão ele iria arrumar com aquela minha prima chata. Na hora eu não sei o que deu em mim, e eu soltei que estava namorando, mas que ainda era discreto. – Você fez o que? Gabe, você mentiu para o padrinho. falei baixo.– Eu sei, e eu me senti mal por isso. Mas a história ainda não acabou. Tinha mais? Meu Deus! O que viria mais por ai?– Essa mentira foi aumentando, e eu não consegui desmentir. Meus pais estavam felizes com esse namoro. Mas o pior aconteceu na sexta. Ele ligou e disse que, era para eu levar a minha namorada nas férias para eles conhecerem. E ele falou que se eu não levar, ele irá vir pra cá. Emy, eu estou perdida. Ele vai descobrir que eu menti durante todo esse tempo, e ele vai ficar decepcionado comigo, assim como, a minha mãe, avó, tias, enfim... A família inteira.Eu não sabia o que dizer. Gabe nunca tinha mentido para os pais dele. E ele estava encrencado, muito encrencado. Meu tio era um amor de pessoa, mas odiava mentira, seja ela qual for.– E agora, Gabe? O que você vai fazer? Você não pode apresentar uma das suas ficantes para eles?– Claro que não. Emy, eu disse que iria levar uma garota legal para a casa dele, não elas.– Joan. Você pode levar a Joan.– Pelo amor de Deus, Emy! Ela muito menos, e você sabe o motivo.– Eu não sei mais quem você pode levar. Mas vamos dar um jeito nisso.– Bem, eu já pensei em alguém.– Quem?Ele respirou fundo e fechou a cara. – Quem, Gabe? – Você. Bem que você poderia se passar por minha namorada. falou com cara de piedade.– O QUE? gritei, e ao mesmo tempo levantei correndo do sofá.Deus! Minha crise de nervoso está atacando, e estou sentindo aquela maldita falta de ar. Eu preciso de ar, eu preciso de ar...
Notas finais
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