Eternamente
32 Capítulo 32
Eu tentava me acalmar antes de qualquer coisa. Não tinha culpa do que havia acontecido. Foi um acidente, não minha culpa. Eu nunca provocaria aquilo. Na minha cabeça estava uma bagunça, porque eu tinha como provar que não estava em alta velocidade, Bom, eu acho que tinha.
– A Srta Campbell deve dar o seu depoimento.
Depoimento? Eu não quero dar depoimento nenhum. Se for para me acusarem de algo que eu não tenho culpa, eu me nego a falar qualquer coisa.
– Qual o seu nome? – Gabe perguntou.
– Owen.
– Oficial Owen. A minha mulher e eu acabamos de sair de um hospital, do qual ainda estamos machucados. Ela não irá depor agora.
Gabe estava na postura de advogado, e ele estava mais sexy do que nunca. Argh! Esses pensamentos agora não, Emy!
– E você quem é?
– Gabe Hunter. Eu sou o noivo e advogado da Srta Campbell. Eu estava com ela no momento do acidente.
– Hum. Então o senhor também terá que dar o seu depoimento.
– Nós daremos, mas não hoje. O médico pediu repouso, e isso é o que não estamos fazendo no momento.
Meu Deus! Que homem quente é esse? Eu já o tinha visto na versão advogado, mas hoje ele está demais. Mesmo sem o terno que sempre usa, Gabe estava estupidamente quente e atraente. Seu braço estava em volta da minha cintura, e eu tinha certeza que era para mostrar que eu era dele. Com coisa que iria precisar ele ficar marcando território. Quem trocaria Gabe Hunter por qualquer outro homem? Nem se eu seu fosse louca!
– Entendo. Eu posso conversar rapidamente com você, Sr Hunter?
Gabe pensou e olhou pra mim. Óbvio que eu não queria que ele saísse daqui, mas Gabe estava ali como advogado e eu não iria impedi-lo.
– Eu já volto, amor. Vá descansar! Daqui a pouco eu subo e vou com você, ok?!
Assenti e lhe dei um beijo.
Gabe saiu do meu campo de visão, indo para o escritório. E eu só quero esquecer esse acidente e tudo que possa envolvê-lo. Quero nunca mais se lembrar da batida, daquele hospital, do medo que eu senti, e de ver o Gabe naquela cama. Se eu pudesse passar uma borracha em cima daquilo, com toda a certeza eu já teria feito isso. Sei que isso vai persistir muito na minha cabeça, não que eu tenha ficado com trauma, mas ainda quando eu fecho os olhos eu consigo ver o medo estampado no rosto do Gabe e aquele carro indo em direção ao meu. Foi horrível, sem sombra de dúvida.
– Querida, está tudo bem? – mamãe perguntou.
– Ah, está. Só estou um pouco cansada.
– Vá se deitar, filha. O Gabe já foi para o quarto?
– Não. Ele está falando com o agente da polícia que veio falar comigo.
– Ele falou alguma coisa sobre o acidente, querida?
– Queria me interrogar, mas o Gabe achou melhor outra hora.
– Ele tem razão. Vocês dois acabaram de sair do hospital e merecem descansar.
Suspirei e confirmei com a minha mãe. Meu corpo pedia a minha cama e um bom descanso.
– Mãe, se você vir o Gabe, fale que eu estou deitada. Meu corpo está pedindo socorro. – falei, sorrindo.
– Eu irei dizer, querida. Agora vá e descanse bastante. – deu-me um beijo e eu fui direto para o quarto e para a minha querida cama.
***
Nem sei por quanto tempo dormi. Só sei que eu senti um corpo colado ao meu, e eu sabia muito bem de quem era. Fui virando meu corpo bem devagar para ficar de frente ao Gabe. Assim que consegui me virar sem ele acordar, o que foi um milagre. Fiquei observando o belo homem que estava deitado comigo. Gabe é absurdamente maravilhoso e, mesmo dormindo, ele ainda conseguia mostrar a beleza e o seu poder. Não, eu não estou falando do famoso poder do Gabe Hunter, apesar de que isso também é bem aparente nele. Muito bem aparente, e eu já havia provado o bastante do quanto ele tem esse poder. Ah, vamos voltar aqui, Emy. Foca na beleza dele. Gabe simplesmente reinava no meu mundo, na minha vida, no meu coração e em tudo o que ele tinha sobre as suas mãos. Ele sempre foi destemido e nunca tinha medo de nada. Tantas vezes eu o admirava quando ele chegava à minha casa, e ficava falando dos casos que ele ganhava, do quanto isso era prazeroso pra ele e pra mim também, porque ver a sua vitória me deixava imensamente orgulhosa dele. Entretanto, poucas pessoas o conheciam como eu. Sabia seus gostos, manias, estilos e tudo o que ele gostava ou não. Para muitos que trabalhavam com o Gabe ele era um ser quase intocável por causa da profissão, mas para mim, bem, ele era o meu Gabezinho. Meu príncipe encantado, que tinha horas que era um belo sapo, mas que eu o amava mesmo assim.
Ele continuava dormindo, mas seu rosto tinha certa preocupação. Não foquei muito nisso, porque sabia que era por causa do acidente que sofremos, mas o homem ainda era perfeito. Sua boca entreaberta era um convite para ser beijada. E se dependesse de mim, nossa, ela seria muito beijada.
– Não sei o que eu faço com você, Gabe.
– Vai ficar me olhando até quando?
Safado! Ele estava acordado o tempo todo, mas me enganou direitinho.
– Espertinho! Eu vou te matar, Gabe!
– Só se for de prazer, querida. Se for assim, eu morrerei feliz.
– Bobo! Eu aqui te olhando, e você acordado há um tempão.
– Acordei faz alguns minutos, mas não queria estragar a sua autoavaliação sobre o meu belo corpo esculpido pelos deuses da Grécia.
Soltei uma gargalhada. Gabe sabia ser engraçado e nada modesto.
– A humildade chegou a você e voltou, né querido?
– E eu menti? Todas me amam!
– Todas? – resposta errada, querido.
– Todas, mas eu quero somente uma. E ela está deitada aqui comigo, em um maldito pijama curto.
Gabe foi chegando cada vez mais perto de mim, e eu sabia muito bem o que ele queria fazer comigo.
– Você é tão gostosa! Eu sou um sortudo!
– Sim, você é, mas não iremos fazer nada agora. – levante-me da cama, e fiquei em pé, olhando para a cara de desagrado do meu namorado.
– Mas...
– Nem pense, Gabe. Você está machucado e eu não quero que fique pior.
– Eu não vou, muito pelo contrário, eu vou me recuperar muito mais rápido. Muito mais!
Gabe tinha uma lábia, mas eu não iria cair na dele. Eu também estava com saudades de tê-lo, mas também poderia esperar, eu acho.
– Não me venha com essa conversinha mole, Gabe. Eu te conheço. – ele fez uma careta, e eu cai na risada. Ele odiava ser contrariado.
– Argh! Que mulher teimosa eu fui arrumar.
–Ah, não fica assim. Quando você se recuperar nós iremos aproveitar bastante.
Ele assentiu e ficou com a cara emburrada, mas era mais fofo ainda.
– O que você vai fazer?
Ele olhou para o relógio e ficou pensando.
– Acho que vou para a academia.
Academia? Há essa hora e desse jeito? Gabe estava ficando maluco.
– Eu sei que estou machucado, ma eu irei pegar leve nos treinos. Eu preciso tirar a minha tensão, e gastar na academia o que eu queria estar gastando com você.
Sabia que eu tinha culpa por ele estar indo à academia. Gabe sempre frequentava, e não era sedentário. Já eu, bem, eu sou totalmente o oposto. Era o próprio sedentarismo em pessoa. A preguiça nasceu em mim e mora até hoje, sem pagar aluguel. Eu prometi que começaria a fazer algum exercício, mas nem deu tempo de pensar em nada disso.
– Posso ir com você? Prometo que ficarei quietinha no meu canto. Você faz os seus e eu faço os meus. – fiz a maior carinha de cachorro bonzinho.
Ele olhou pra mim e abaixou a cabeça. Por um segundo eu achei que ele diria não, mas eu estava totalmente enganada.
– Oba! Vou colocar a minha roupa de academia.
– Você tem uma?
– Olha aqui, eu posso não frequentar diariamente, mas eu tenho uma.
– Quem te deu de presente. – perguntou, rindo da minha cara ainda por cima.
Falei que ele me conhecia bem. Até ele sabia que eu não compraria uma roupa de academia.
– A madrinha. – sim, foi um presente mesmo e não nego. – Algum problema?
Ele disse que não e saiu do quarto. Gabe ainda tinha a cara de pau de ficar rindo de mim. Engraçadinho.
***
Só de pisar na academia eu já havia cansado, agora eu terminei de fazer esteira e estava praticamente morta aqui no chão. Como que essas mulheres conseguem ficarem horas em uma academia, fazendo mil exercícios nos aparelhos, musculação, aula de não sei o que, sei lá de funcional. Meu Deus, só de pensar isso cansa. O único exercício que eu faço é levantamento de garfo, e é o melhor. Ok, eu sei que não devo exagerar, e prometo começar a ter uma vida mais saudável. Prometer é demais, eu vou tentar de novo, mas outro dia.
Levantei-me do chão e, graças a Deus a academia não tinha ninguém. Sim, Gabe tem um amigo que é dono daqui, e ele permitiu que o ele ficasse até a hora que quisesse. Depois era só entregar a chave para o guarda e tudo ficaria bem. Fui até a outra sala, onde o Gabe estava treinando. Escutei-o dando socos no saco de areia e fui até lá para poder ver. Ele não poderia exagerar, mas acho que seria bom pra ele fazer qualquer tipo de atividade que o faça bem.
Ao chegar à sala eu me deparei com ele sem camisa e todo suado. Meu pai amado, cadê a minha sanidade nesse momento? Ela simplesmente não existe. Esse homem todo, com essa barriga maravilhosa e chamativa e essa bunda virada pra mim. Estou mortinha aqui! Jesus me abana!
– Pode entrar, princesa. Eu estou quase terminando o treino. – ele sabia muito bem que eu estava atrás dele.
Sentei-me no chão e fiquei admirando aquele monumento de homem. Meu homem! Gabe estava todo concentrado, mas eu percebi que ele me olhava algumas vezes. Ele estava estupidamente quente com aquela bermuda, e seus músculos estavam mais aparentes do que nunca. Fiquei pensando em como seria ter o seu corpo sobre o meu. Sendo beijada pela aquela boca perfeita e sentindo as minhas mãos por aquele corpo quente e forte. Eu já estava ficando excita apenas por imaginar, imagina se ele fizer isso. Eu me perco fácil e sem ele pedir.
– Pare de fazer isso, ou eu paro tudo e te prendo nessa parede. E não terei dó de você.
Ele percebeu a minha vontade ou tinha o poder de ler mentes. Não, ele me conhecia muito bem. Conseguia ler o meu corpo perfeitamente, bem melhor do que eu mesma. Mas só de imaginá-lo me prendendo na parede, ah, isso estava me deixando completamente com vontade de implorar para ele fazer isso. Fechei os olhos só de imaginar ele entrando em mim, daquele jeito mais selvagem possível e que só ele sabia fazer.
– Eu falei para não fazer isso, mas você não me escutou. – ele veio até a mim, e eu percebi a escuridão dos seus olhos.
Ele me levantou rapidamente, e ali eu nem me lembrei de dor, nem acidente e nada mais. Era somente eu e ele naquele momento.
– Eu vou te foder duro. Quero sentir cada pedaço de você, e não quero você pedindo para eu parar, porque dessa vez será no meu tempo. Ouviu bem, Emy?
Eu não iria discordar, ainda mais com a vontade que eu estava de senti-lo em mim.
Entrelacei as minhas pernas na cintura dele, e Gabe me levou até uma parede. Prensou-me e começou a me beijar loucamente. Ele me mordiscava, e eu tinha certeza que ficaria marcas. Mas naquele momento eu queria era só aproveitar.
– Você é malditamente gostoso e é toda minha! — sussurrou em meu ouvido.
Ele apertava a minha bunda, e eu gemia cada vez mais.
– Eu não sou um desses dominadores dos livros, mas hoje eu quero que você se entregue completamente pra mim. Quero que você levante os braços e não me toque.
Eu apenas assenti e levantei os braços.
Eu nem vi o momento que ele retirou a calça. Foi tudo tão rápido, e quando eu fui perceber ele já estava dentro de mim, e não parava um segundo. As estocadas estavam fortes, e isso estava me levando à loucura a cada segundo.
– Gabe... Ah, eu preciso...
– Shiii, quietinha! Eu só quero ouvir os seus gemidos e o barulho das minhas estocadas em você. Hoje quero que você perceba a saudade que eu estava de você, e o quanto de tesão que eu estava guardando dentro de mim. Entendeu?
– Sim. – sussurrei, quase sem força nenhuma.
Nossos corpos suados estavam grudados, assim como as nossas bocas. Gabe não parou um segundo, até que eu comecei a sentir que estava chegando.
– Gabe... Eu vou... Que delícia!
– Goza, sua gostosa! Goza pra mim, só pra mim! Seu homem! Quem está te fodendo nesse momento?
– Você! Meu homem! Meu... Ah...
Eu estava ficando sem palavras para aquele momento maravilhoso. Estava tudo tão... Perfeito.
– Deixe vir e aproveite o momento.
E foi ele acabar de falar que nós nos entregamos ao prazer absoluto que estávamos sentindo. Posso dizer que foi uma das melhores sensações que já tive na vida. Estava sendo acima do surreal pra mim. Gabe havia superado tudo em mim.
Fiquei com os olhos fechados e tentando recuperar a minha respiração. Gabe ainda estava dentro de mim, e eu imaginei que ele deveria estar fazendo a mesma coisa que eu.
– Já se recuperou, princesa?
– Eu acho que sim. – respondi, abrindo os olhos e sorrindo.
– Ótimo, porque nós vamos continuar.
O quê? Como assim?
– Querida, você acha que eu acabei com você?
Eu assenti envergonhada. Eu achei que seria a famosa rapidinha, mas estou vendo que estava enganada.
– Não, querida. Eu só te dei uma amostra grátis. Eu tenho muito mais para você. Eu já te falei que tenho muito tesão acumulado e vou resolver isso agora mesmo.
Ele nem esperou eu protestar. Desgrudou-me da parede, mas não saiu de dentro de mim. Queria saber para aonde ele estava me levando, mas nem cheguei a protestar. Eu só queria tê-lo novamente só pra mim. Mas esse homem um dia me mata de tanto prazer.
Gabe
Não sei o motivo desse policial aqui em casa. Eu até entendo os fatos que o trazem até aqui, mas ele não imaginou que estaríamos cansados, ou que precisaríamos de repouso.
– A Srta Campbell deve dar o seu depoimento.
A Emy não ia dar depoimento, não agora. Ela tinha que ter o repouso, e não ter que reviver o acidente. Sei o quanto ela deve estar com medo, mas ela não precisa, já que não tem culpa.
– Qual o seu nome? – perguntei.
– Owen.
– Oficial Owen. A minha mulher e eu acabamos de sair de um hospital, do qual ainda estamos machucados. Ela não irá depor agora.
E não estou nem ai que ele seja policial ou o presidente. A saúde da minha mulher vem em primeiro lugar. Coloquei a minha máscara de advogado e passaria por cima de quem for, mas a Emy não iria depor agora.
– E você quem é?
– Gabe Hunter. Eu sou o noivo e advogado da Srta Campbell. Eu estava com ela no momento do acidente.
Sim, eu estou marcando o meu território sobre ela. Pode parecer idiotice, mas nunca saberei quando irei encontrar outro homem que Pode dar em cima da Emy. Ainda mais quando ele está fardado. Eu sei muito bem que vocês possuem uma queda por homens de farda. Vai saber se a minha mulher está incluída também.
– Hum. Então o senhor também terá que dar o seu depoimento.
Que saco!
– Nós daremos, mas não hoje. O médico pediu repouso, e isso é o que não estamos fazendo no momento.
Pronto! Agora eu espero que ele entenda que não iremos dar o nosso depoimento agora. A Emy estava precisando de descanso, e falar sobre o acidente só iria sobrecarregá-la ainda mais.
– Entendo. Eu posso conversar rapidamente com você, Sr Hunter?
Eu queria negar, mas sabia que ele não iria desistir. Olhei para a Emy, e vi que ela não queria que eu saísse do lado dela, porém eu seria obrigado a fazer isso.
– Eu já volto, amor. Vá descansar! Daqui a pouco eu subo e vou com você, ok?!
Ela concordou e me beijou. Ah, como eu queria prolongar esse beijo, mas não iria dar um show na frente desse policial.
Fui até o escritório e pedi para ele se sentasse. Respirei fundo e me preparei para escutar e falar o que deveria.
– Pois bem, o que quer comigo?
– Sr Hunter, eu só queria saber se a sua namorada estava em alta velocidade ou embriagada.
Deus me ajude a ter paciência com ele.
– Policial Owen, a minha noiva não estava em alta velocidade e muito menos embriagada. Estávamos indo para uma festa com os nossos amigos. Tudo aconteceu muito rápido e nem tivemos tempo para nada. A Srta Campbell parou no sinal vermelho corretamente, e assim que o sinal abriu ela seguiu o caminho, até sentirmos outro carro colindo com o nosso. Depois disso não nos lembramos de mais nada.
Ele pareceu anotar o meu depoimento em um papel, e eu espero que ele tenha entendido o que de fato aconteceu.
– Eu espero que você tenha entendido que a minha noiva não tem culpa de nada. Foi um maldito acidente.
– Vocês não estavam brigando enquanto ela dirigia?
O quê? Ele não pode estar insinuando isso! Eu não o deixaria pensar que tínhamos culpa.
– Agente Owen, eu fui bom até agora, mas não dá para ser educado quando o Sr vem até a minha casa, e fica perguntando se eu e a minha noiva estávamos brigando no momento do acidente.
– Sr Hunter, eu apenas...
– Mesmo que nós tenhamos problemas no nosso relacionamento, isso não lhe interessa. Todo o casal briga, mas naquele momento estávamos muito bem. Então o acidente não foi causado por uma desatenção da minha noiva.
Tentei soar educado, mas acabei de ser estúpido. Minha paciência já estava acabando com toda essa merda.
– Compreendo Sr Hunter, e peço desculpas pelas perguntas, mas acho que deve saber que é o meu trabalho. Eu estou anotando tudo, e irei procurar o culpado pelo acidente.
– Espero que o encontre logo. Tenho certeza que deve ser algum bêbado irresponsável. Eu o quero na cadeia, porque ele provocou um acidente, que por pouco eu não perco a minha mulher.
– Nós iremos rastrear qualquer prova, Sr Hunter. E qualquer novidade, seja ela qual for, nós iremos comunicar ao senhor.
Eu assento e estendo a minha mão. Levo-o até a porta, mas antes ele se vira para mim, como se quisesse falar alguma coisa.
– Algum problema? – perguntei curioso.
– Pode ser coisa da minha cabeça, mas eu realmente quero ajudá-los, mas o Sr possui algum inimigo? Alguém que quer o seu mal ou da sua noiva?
Alguém que quer o meu mal ou o da Emy? Isso nunca passou pela minha cabeça. E isso não poderia ser verdade. Ou seria? Eu não tinha inimigo, não ao ponto de pensar em alguém que fosse capaz de matar. Será que alguém seria capaz de fazer essa atrocidade?
– Então qualquer novidade eu aviso. Até mais, Sr Hunter.
– Até, policial Owen.
Despedi-me dele e simplesmente fiquei parada no escritório. Esse assunto de acidente já estava me perturbando, mas agora a minha cabeça estava mais bagunçada ainda. Só de imaginar que alguém poderia estar fazendo mal a nós... Droga! Esse alguém quase matou a Emy, e quase que eu não posso fazer nada para salvá-la.
– Está tudo bem, meu filho.
Sai do meu transe, e deparei com a madrinha parada na porta do escritório.
– Ah, está. – menti. Eu até queria falar que estava preocupado, mas isso a deixaria mais preocupada. E a última coisa que eu queria era trazer preocupação para todos.
– A Emy disse que está no quarto. Se você quiser ir ficar com ela.
– Eu irei. Obrigada, madrinha.
– Descanse, meu querido.
***
Fui até o quarto dela, e ela estava deitada e linda. Emy tinha um poder sobre descomunal sobre mim. Ela poderia pisar em mim, que eu ainda estaria ao lado dela, e a querendo cada vez mais.
Deitei-me e puxei o seu corpo para ficar mais perto do meu. Queria sentir o seu cheiro e saber que ali, naquele momento, nós estávamos bem e sem ninguém para tentar alguma coisa.
Acordei e senti que a Emy tinha mudado de posição. Eu tinha certeza que ela estava acordada e estava e olhando. Queria poder subir em cima dela e nunca mais soltá-la, mas não poderia fazer isso, não agora. Ah, só de imaginar a boca dela... Tenha controle, Gabe. Pelo menos por agora.
– Não sei o que eu faço com você, Gabe.
Ah, eu quero fazer muitas coisas com você, minha gostosa. Mas agora eu só quero é ver a sua cara de assustada.
– Vai ficar me olhando até quando?
– Espertinho! Eu vou te matar, Gabe!
– Só se for de prazer, querida. Se for assim, eu morrerei feliz.
– Bobo! Eu aqui te olhando, e você acordado há um tempão.
– Acordei faz alguns minutos, mas não queria estragar a sua autoavaliação sobre o meu belo corpo esculpido pelos deuses da Grécia.
Ela soltou uma gargalhada, e eu a acompanhei. Era tão gostoso ouvir a risada dela. A risada despreocupada.
– A humildade chegou a você e voltou, né querido?
– E eu menti? Todas me amam!
– Todas? – percebi que ela ficou com ciúme, então tratei de mudar a minha resposta.
– Todas, mas eu quero somente uma. E ela está deitada aqui comigo, em um maldito pijama curto.
Sim, ela estava malditamente sexy em um pijama curto. Qual homem dá para se segurar com uma mulher linda e com esse pedaço de pano. Eu não estava me segurando mais, então fui chegando mais perto dela, com a missão fazer um bom amor gostoso com ela.
– Você é tão gostosa! Eu sou um sortudo!
– Sim, você é, mas não iremos fazer nada agora. – levantou-se da cama rapidamente, me deixando no vácuo.
– Mas...
– Nem pense, Gabe. Você está machucado e eu não quero que fique pior.
– Eu não vou, muito pelo contrário, eu vou me recuperar muito mais rápido. Muito mais!
Tentei persuadi-la com a minha boa lábia. Quem sabe ela não cai na minha, não é?!
– Não me venha com essa conversinha mole, Gabe. Eu te conheço.
– Argh! Que mulher teimosa eu fui arrumar.
–Ah, não fica assim. Quando você se recuperar nós iremos aproveitar bastante.
Assenti conformado com a decisão dela. Não poderei fazer isso agora, mas não iria demorar. E quando eu a pegasse... Sai de perto!
– O que você vai fazer? – ela perguntou me tirando dos pensamentos pecaminosos
Olhei para o relógio e vi que não era tão tarde para ir à academia. Meu amigo havia acabado de inaugurar uma, e eu prometi que iria visitá-lo. Talvez hoje seja uma boa hora para treinar um pouco e tirar essa tensão de mim.
– Acho que vou para a academia.
Ela fez uma cara de assustada, e eu imaginei que ela ficaria preocupada.
– Eu sei que estou machucado, ma eu irei pegar leve nos treinos. Eu preciso tirar a minha tensão, e gastar na academia o que eu queria estar gastando com você.
– Posso ir com você? Prometo que ficarei quietinha no meu canto. Você faz os seus e eu faço os meus. – fez a maior carinha de cachorro bonzinho.
Droga! Eu queria era me afastar dela porque não posso estar dentro dela, e ela quer me acompanhar. Isso não vai prestar. Mas eu não consigo negar nada a ela. Assenti positivamente e ela ficou feliz.
– Oba! Vou colocar a minha roupa de academia.
– Você tem uma? – Emy tinha tanta preguiça, que eu achei milagre ela ter uma.
– Olha aqui, eu posso não frequentar diariamente, mas eu tenho uma.
– Quem te deu de presente. – perguntei, rindo da minha cara dela.
– A madrinha. Algum problema?
Apenas disse que não e sai do quarto. Eu espero que essa roupa seja grande o máximo possível, porque eu estarei ferrado se ela usar aqueles pedaços de pano pelo corpo.
***
Eu estava me acabando de tanto dar soco nesse saco. Porque eu estava me acabando? Primeiro: Emy estava com uma roupa estupidamente curta. Sim, ela não estava usando uma calça e uma blusa. Era um maldito short e um top. Só isso! Segundo: eu estava com tesão acumulado. Muito tesão! Tinha que gastar tudo isso aqui, porque não poderia gastá-lo de outra forma. Terceiro: o assunto do acidente e o pensamento de ter alguém querendo nosso mal. Isso está acabando comigo. Totalmente.
Eu quero acabar com quem estiver tentando fazer isso. Eles podem me machucar, mas machucar a Emy. Isso eu não deixaria acontecer. Jamais! Eu seria capaz de matar se eu descobrir que é verdade. Não teria pena e nem dó. Essa pessoa iria se arrepender de ter nascido. Iria arrancar cada osso, poderia ser preso, mas ele ou ela nunca tentaria fazer mais nada para mim, e muito menos para a Emy.
Concentra-se Gabe. Seu foco agora é a felicidade com a Emy. Isso deve ser coisa da sua cabeça, só isso. Vamos acabar com essa tensão que está acumulado. Droga, eu quero é acabar com isso de outro jeito. Quero é me deliciar com o corpo da minha mulher. Aquele corpo do pecado. Por falar nela, onde ela deve estar? Isso está estranho, porque ela detesta academia e quase nunca vai.
Será que ela estava bem? Será que estava com dor e não estava conseguindo se levantar?
Quando eu ia sair à procura dela, eu a senti atrás de mim. Sabia que ela estava me observando.
– Pode entrar, princesa. Eu estou quase terminando o treino. – falei sem ao menos olhar para trás, senão eu iria parar tudo e a tomaria para mim.
Ela sentou-se no chão, e eu apenas me foquei nos socos que estava dando. Claro que eu não perderia a chance de observá-la, e esse foi o meu erro. Emy estava absurdamente gostosa. Ela estava me olhando com desejo, fazendo com que eu fosse à loucura. Meu desejo não era de fazer amor. Era uma vontade insana de fodê-la duramente e sem dó nenhuma.
– Pare de fazer isso, ou eu paro tudo e te prendo nessa parede. E não terei dó de você.
Voltei a minha atenção para o saco, e tentei tirar a imagem dela nua, com as mãos sobre o meu corpo. Eu entrando e saindo dela, desesperadamente. Sem pressa e sem nada. Olhei-a novamente, e lá estava ela. Merda! Ela estava com os olhos fechados, e eu juro que escutei um gemido saindo daquela boca maravilhosa. Eu não ir a suportar. Eu tinha que tê-la, agora!
– Eu falei para não fazer isso, mas você não me escutou. – fui até ela. Calmamente, mas o sexo que teríamos não seria assim.
Levantei-a rapidamente, e a fiquei observando por alguns segundos.
– Eu vou te foder duro. Quero sentir cada pedaço de você, e não quero você pedindo para eu parar, porque dessa vez será no meu tempo. Ouviu bem, Emy?
Ela entrelaçou as pernas na minha cintura, e eu a empurrei para a parede mais próxima que eu vi. Nossos beijos eram desesperados, e eu queria marcar território naquela pele gostosa e toda delicada. Queria mostrar para ela que não se pode me deixar com tesão acumulado, porque senão eu fico louco.
– Você é malditamente gostoso e é toda minha! — sussurrei em seu ouvido.
Apertei a sua bunda redondinha, e ela gemia em meu ouvido. Hoje eu tentaria um sexo diferente.
– Eu não sou um desses dominadores dos livros, mas hoje eu quero que você se entregue completamente pra mim. Quero que você levante os braços e não me toque.
Tirei as calças rapidamente, e o meu amigo já estava todo feliz. Ele sofreu esses dias, e estava todo saltitante e duro. Ele queria senti-la profundamente. Entre nela, e nem me lembrei de que eu poderia tê-la machucada. Meu desejo era enorme, que meu foco era somente em ir fundo e fortemente. Eu iria gozar fácil, mas eu queria que ela fosse primeiro. A minha prioridade seria ela, e o prazer que eu queria dar para a minha mulher.
– Gabe... Ah, eu preciso...
– Shiii, quietinha! Eu só quero ouvir os seus gemidos e o barulho das minhas estocadas em você. Hoje quero que você perceba a saudade que eu estava de você, e o quanto de tesão que eu estava guardando dentro de mim. Entendeu?
– Sim. – sussurrou, quase sem força nenhuma.
Nem me lembrei de que estávamos suados. Isso era tão excitante. Seu corpo estava molhado, e grudado ao meu. Sua barriga maravilhosa estava brilhando, e a minha vontade era de beijá-la, cada pedacinho e sem pressa nenhuma. Senti que ela apertou o meu pau, e sabia que ela estava chegando, para a minha alegria.
– Gabe... Eu vou... Que delícia!
– Goza, sua gostosa! Goza pra mim, só pra mim! Seu homem! Quem está te fodendo nesse momento?
– Você! Meu homem! Meu... Ah...
Já não estava aguentado mais. Queria gozar dentro dela, para ela sentir o quanto eu estou quente por ela. Só por ela. Eu sou o homem da vida dela! O único que lhe dá prazer!
– Deixe vir e aproveite o momento.
Não demorou um segundo, e nós gozamos. Ela tremia de tanto prazer, e seu cabelo grudava em seu rosto, mas ela ainda estava linda, ainda mais depois de um orgasmo louco e gostoso.
Encostei a minha testa na dela, e fechei os olhos. Tinha que me recuperar para podermos continuar. Ainda tinha vontade, então não ia acabar tão cedo com o que tinha planejado.
– Já se recuperou, princesa?
– Eu acho que sim. – respondeu, abrindo os olhos e sorrindo.
– Ótimo, porque nós vamos continuar.
Ela fez cara de assustada, achando que nós tínhamos terminado. Mal sabe ela que isso foi só um aperitivo do que ela iria provar.
– Querida, você acha que eu acabei com você?
Ah, Emy, você deveria me conhecer, querida. Sabe que eu não contento com pouco. Sabe que quando eu gosto, eu gosto muito.
– Não, querida. Eu só te dei uma amostra grátis. Eu tenho muito mais para você. Eu já te falei que tenho muito tesão acumulado e vou resolver isso agora mesmo.
Sem sair de dentro dela, eu a segurei fortemente até o destino do nosso próximo sexo louco e gostoso. Eu só queria ficar dentro dela, sem interrupções de ninguém. Meu objetivo seria matá-la de prazer, de todas as formas possíveis.
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