Eternamente
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Oi, amores.
Primeiramente eu queria me desculpar pela demora, mas eu quis descansar um pouco nesse carnaval, mesmo não gostando de folia, haha...
Ontem eu estava acabando de escrever esse capítulo e o meu note deu um probleminha, então eu tive que pegar o do meu tio, por isso se, eu demorar, é pq estou sem o meu querido computador :(
Obrigada pelos comentários, e leitores fantasmas apareçam, eu gostaria de conhecê-los, haha...
Espero que gostem, e deixe o seu comentário, quero saber se estão gostando ou não.
Beijos
Todos estavam nos olhando com aquelas carinhas de ansiedade e sorriam até demais. Eu olhei para o Gabe e ele sorria feito um idiota. Que merda será que ele estava pensando? Eu aqui, quase enfartando, e ele sorrindo. Sabe aquela hora que você quer cavar um buraco e se enfiar nele? Ou se pudesse ficar invisível? Quem dera se eu pudesse fazer isso nesse momento. Até pensei em pegar a colher e ver se consigo cavar um buraco e me enfiar nele, até que todos parem de me olhar e de querer um beijo entre nós. Nunca achei que passaria por essa enrascada, mas claro, eu tinha que imaginar que passaríamos por maus bocados diante da nossa família, principalmente diante da Vic.
– Então tia, cadê o beijo? Vic me perguntou sorrindo.– O beijo? Ah, querida, nós... Droga! Eu não sabia o que falar ou como agir. Se eu falasse que eu não queria o beijo todos iriam desconfiar de algo, se eu beijasse... Não! Eu não posso beijá-lo. Ele é meu melhor amigo, meu irmão. É como se eu estivesse cometendo um incesto. O que eu vou fazer? Gritar? Bem, essa seria uma boa opção, mas eu iria sair como louca. Fingir um desmaio? Não, eles iriam querer me levar para o hospital, e lá iria descobrir a mentirinha. Quais as outras opções? Vamos ver... Ah... Uhm... Nenhuma opção! Droga! Respira Emy. Você consegue sair dessa! Você é forte, destemida... Claro que não sou destemida, eu sou a maior medrosa do mundo! Mas eu vou ter que sair dessa, e se o Gabe não me ajudar, eu o mato.– Você não sabe beijar, tia? É fácil, é só colocar a sua boca na boca do titio, daí vocês começam a se mexer de um lado para o outro. – Vic. falou a mãe dela.– O que foi? Eu só estou ensinando. A tia está assustada e parece que não sabe beijar. Eu só quero ajudar. falou olhando pra mim com a carinha triste.– Querida, eu e o tio Gabe, nós, ah...– Você está brava comigo tia? – Não, meu amor. Claro que eu não estou brava com você. falei sorrindo para ela.– Então beija o tio Gabe.E eu achando que tinha me livrado dessa. – Gabe, fala alguma coisa. sussurrei para ele.– O que você quer que eu fale? perguntou sorrindo.– Alguma coisa, ou pelo menos me ajude com alguma atitude. Você fica sorrindo feito um palhaço. – Você quer que eu faça algo? – Óbvio. Você me colocou nessa, agora você tem que me ajudar. falei o mais baixo possível.– Tudo bem. Você que pediu.E nem deu tempo de responder mais nada. Gabe segurou a minha a minha cabeça e sorriu. Aquele maldito sorriso que encanta todo mundo. Piscou para Vic e selou a sua boca na minha. Eu não consegui fechar os olhos de tão assustada que eu estava. Eu estava beijando Gabe Hunter! O me melhor amigo, meu irmão de criação, meu... Deus! Os lábios dele são macios e bons... Droga! Foco, Emy! Não estávamos nos beijando como nos filme, era apenas um longo selinho, mas ao mesmo tempo foi forte e tinha um pouco de possessão ali. Eu tentei me livrar, mas ele me segurava mais forte. Depois de alguns segundos, que pareceram uma eternidade, ele abriu os olhos e me soltou, mas antes disse, mordeu de leve os meus lábios, e um arrepio passou pelo meu corpo. Ele me olhou profundamente, como se quisesse dizer algo, mas apenas sorriu. Eu estava devastada com aquilo. Pedi para me ajudar, não me beijar. Eu não sabia como olhar para ele e para a minha família que estava à mesa. Eu estava sentindo vergonha, e talvez medo, mas não sabia do que. Eu nunca soube encarar as pessoas depois de alguma coisa que eu causei ou fiz, e esse um deles. – Ah, que beijo fofo. Digno de príncipe e princesa. Vocês poderiam dar outro, não é?! Vic falou toda feliz, e sorria até demais.– Hoje não, querida. Eu e a titia não somos muito de beijar.Não somos mesmo. Nós nunca nos beijamos antes. – Como assim, Gabe. perguntou a minha madrinha.– Mãe, nós somos discretos. Não saímos por ai nos beijando em publico. Acho isso muito particular.O filho da mãe sabia mentir bem. Eu falei que ele deveria ser ator.– Entendi. Eu achei que vocês nunca tivessem se beijado, ai eu acharia estranho, porque namorados se beijam, e fora que fazem outras coisas. minha madrinha falou rindo.Outras coisas? Definitivamente eu não irei fazer outras coisas.– Que outras coisas, tia? Vic perguntou curiosa.Argh! Aquilo já estava sendo demais pra mim. Não estava agüentando aquele sufoco que está a minha cabeça. Eu preciso sair daqui. – Desculpem-me, mas eu estou cheia. Com licença.Sai sem olhar para trás, mesmo com a minha mãe me chamando. Corri para o meu quarto e me tranquei. Eu queria um pouco de paz para a minha cabeça, queria poder dormir, sem ter que pensar em mais nada. Essa história toda mal tinha começado, e já estava ficando uma bola de neve, e poderia piorar cada vez mais e mais. Eu não estava preparada para aquilo, mas não poderia desistir agora. Seria injusto com o Gabe, já que ele sempre me ajudou quando eu precisei. Mas porque será que ele me beijou, e depois ficou me olhando daquela forma estranha? Porque eu estava estranha com isso? Tantos porquês que eu não sei de mais nada.
Deitei na minha cama, e peguei o celular. Quero ficar bem quieta aqui no meu canto, antes de ter que enfrentar os olhares felizes de todos. Coloquei uma música para tocar e acabei adormecendo. Acordei com o barulho do celular, que não parava de apitar. Achei que fosse o despertador para trabalhar, mas só então fui ver que era uma mensagem, quer dizer, milhões de mensagens, e todas do Gabe. Preciso falar com você, princesa. Por favor, atenda o celular. Estou preocupado. Princesa, você está bem? Não quer falar comigo? Todos saíram, mas eu estou em casa, esperando por você.Havia muitas ligações da minha mãe, do Gabe e da minha madrinha. Eu tinha perdido a hora de tudo, e nem percebi que o meu cochilo passou de 10 minutos. Fui até o espelho que tinha no meu quarto e me ajeitei. Sai do quarto e escutei o barulho da televisão. Será que a minha mãe estava em casa? Assim que cheguei à sala, deparei-me com o Gabe deitado no sofá, toda a vontade. Fiquei parada perto do sofá esperando que ele me veja, mas acho que demoraria séculos.– Oi. falei tímida, e me sentando no sofá.Ele se levantou rapidamente e se sentou. Olhou para mim e sorriu. Quem iria falar primeiro? Como começaríamos o assunto?– Você está bem? Nós ficamos preocupados com você. Estava passando mal? perguntou com seus olhos fixos em mim.– Estava. Era um mal estar, uma dorzinha chata de cabeça.– Sei. Mas eu sei que tem muito mais nessa dorzinha de cabeça.Droga! Porque ele tinha que me conhecer tanto? – Gabe, eu...– Emy, eu sei o motivo da sua saída repentina. E eu me senti culpado por isso. falou com a cabeça baixa.Respirei fundo antes de enfrentá-lo. Eu nunca tive essa conversa com ele, claro que falávamos sobre beijos, mas era entre ele e outra mulher, e eu e outro homem.– Não se sinta, Gabe. Eu sabia que essa hora iria chegar de qualquer jeito, mas não esperava que chegasse tão cedo assim.– Emy, eu...– Porque, Gabe? Porque você me beijou? pronto. a pergunta de um milhão.– Você pediu para que eu te ajudasse de alguma forma, e esse foi o único jeito.– Não era não. Você poderia inventar alguma outra coisa.– O que, Emy? Seria mais fácil então falarmos que nunca tínhamos nos beijado antes, e que isso tudo é uma mentira. ele falou nervoso.– Você é bom em inventar as coisas, poderia se sair muito bem, sem ter que me beijar.– Porque você está se importando tanto com isso? Foi só um beijo. Eu já beijei milhões de vezes, e não teve nada de diferente. ele gritava nervoso.Aquilo foi como um soco no estomago. Tudo bem que estava me sentindo mal com aquilo, mas para mim não foi igual aos outros, tinha sido... Diferente.– Pra você é sempre igual, Gabe. Todas as mulheres são iguais para você. Eu não sei como eles estão acreditando nisso tudo. Se fosse eu, eu iria perceber que o que temos não passa de uma farsa. Nem sei como aceitei isso. gritei de volta.– Agora você quer voltar atrás? perguntou preocupado– Eu não disse isso, disse? – Está insinuando que sim. – Para um bom entendedor, meia palavra basta. – Emy, olha, eu sei que foi errado o que eu fiz, mas diante deles, nós somos namorados. E como a minha mãe falou: namorados fazem isso.– Isso e outras coisas. Eu não quero nem saber quando eles vierem com outro tipo de pergunta. O que eu vou falar? – Minta.– Eu não sou tão cara de pau assim, Gabe. – Aprenda a ser. Emy, eu sei que estou pedindo muito, mas é por pouco tempo. Daqui a duas semanas, ou até menos, nós vamos embora, e tudo isso será uma lembrança engraçada. Lembrança engraçada? Só se for para ele. Mas o que eu não fazia por ele. – Tudo bem, Gabe. Eu não vou jogar tudo para o alto agora. Mas da próxima vez que eu te pedi uma ajuda, não venha com beijos.– Não irei, eu prometo. Eu odeio brigar com você. Odeio quando você fica desse jeito. Eu fiquei realmente preocupado, e a madrinha queria vir te ver, mas ela achou melhor você descansar.– Eu também odeio brigar com você, principalmente gritar. E eu estou melhor, bem melhor.Ele me abraçou e beijou a minha cabeça. Eu o abracei fortemente, e dava para sentir que seus músculos estavam rígidos. Ficamos sentados no sofá assistindo TV. Riamos de um programa de humor que estava passando. O clima estava leve, e nem parecia que tínhamos brigado há poucos minutos trás. Nós raramente tínhamos essas discussões, e ele raramente ficava nervoso assim comigo. Ele sempre foi muito brincalhão, e todas as vezes que eu ia dar uma bronca nele ele vinha com suas piadas ou sorria feito um idiota pra mim. Hoje ele estava estranho, parecia que estava realmente nervoso, e que queria matar qualquer um. Ainda bem que não fui eu.– Esse programa é muito idiota. Olha o que o cara fez. ele falou apontando para a TV, e ria sem parar.– É tão idiota que você está rindo.– É por isso mesmo. – Você deveria ser ator, sabia. – Quem sabe. Se um dia eu ganhar o Oscar, eu ofereço a você.– Obrigada por se lembrar de mim, uma mera mortal.– Eu sempre vou me lembrar de você.Ficamos mais alguns minutos, mas logo escutamos o barulho da porta da sala se abrindo.– Olá, queridos. Como vocês estão? minha mãe perguntou, mas eu sabia que essa pergunta estava sendo dirigida a mim.– Estamos bem, madrinha. ele disse olhando para mim.– Gabe você se importa em nos dar licença? Eu preciso falar com a minha filhinha. – Claro que não, madrinha. Estou de saída. Qualquer coisa é só falar. Gabe disse olhando para mim e sorrindo. Eu sabia que ele estava ao meu lado.Minha mãe sentou-se ao meu lado, e eu deitei em seu colo. Era tão aconchegante estar com a minha mãe e em seu colo, como quando eu era criança. Minha mãe sempre gostou de fazer cafuné pra eu dormir, sempre gostou que eu ficasse ao lado dela para conversar os meus problemas ou ate asneiras. Ela era e sempre será a minha melhor amiga.– E então, o que a minha supermãe quer falar comigo?– Nada. Eu só quero saber como a vida da minha filhinha está. – Bem, mãe. Trabalhando muito...– E namorando também, não é? perguntou rindo.– Claro. respondi sorrindo.Eu odiava mentir, principalmente para a minha mãe. Ela nunca me escondeu nada, e eu nuca escondi também. Senti-me mal com aquilo, porque é como se eu tivesse traindo a confiança dela.– Filha, esse namoro ele não foi um pouco rápido demais? Não que eu não esteja gostando, muito pelo contrário, eu amo o Gabe como um filho também, mas sei lá...Minha mãe me conhecia muito bem, e eu sabia que ela poderia desconfiar de alguma coisa.– Foi mesmo, mas nós nos conhecemos há tanto tempo, então nem foi tão rápido assim.Ela parecia estar pensando um pouco. – Isso é verdade. Mas e hoje? Esse beijo, a sua cara de assustada. Isso foi meio estranho?Será que todas as mães têm um sexto sentido? Porque a minha tinha um, e era forte.– Mãe, é complicado sabe. Eu sou tímida e ficar beijando o meu namorado na frente de todo mundo, principalmente na frente de uma criança, não foi fácil. Eu me senti mal por isso, e fiquei com vergonha.– Mas ele é seu namorado, isso é normal. Beijar é normal, transar é normal. E isso todo mundo faz, principalmente casais que estão no começo do relacionamento como vocês.Transar? Sim, todo o casal faz menos eu e o Gabe, porque nós não somos um casal, não mesmo. Não iria transar com o Gabe, seria a coisa mais estranha do mundo.– Eu sei mãe. Eu ainda tenho que me acostumar só isso.– Então acostume logo, menina. Na minha época, eu dava cada beijão no seu pai, que olha... Até hoje viu. Você não demorou muito para nascer. Também com o nosso fogo...– Mãe! Eu não quero saber da vida sexual dos meus pais. falei rindo.– O que foi? Ah, filha, somos amigas. Olha, mesmo com todos esses anos, o nosso casamento nunca saiu da rotina, muito pelo contrário.– Ok, parou! Acho melhor eu ir até lá fora, tomar um ar fresco. falei me levantando do sofá.– Parei! Ah, filha, você está ocupada?– Não, por quê?– Eu fiz esse bolo, e eu queria que você levasse para o seu pai na oficina. Ele passa um bom tempo lá, e se deixar fica sem comer, e eu preciso dele bem forte. falou rindo maliciosamente. Eu iria pedir para você levar pra mim.– Sem problemas, mãe. É bom que eu dou um abraço nele.Peguei a sacola com o bolo, alguns pratinhos e garfinhos. Minha mãe disse que lá deveria ter o café. Estava ligando para o táxi, quando Gabe veio perguntando aonde eu iria.– Vou até a oficina do papai. – Eu te levo princesa. Eu vou ao escritório do meu pai, e te deixo por lá, e depois de busco.
– Não vai te atrapalhar?– De jeito nenhum. Vamos?O caminho era um pouco longo, mas com a nossa conversa, parecia que nem estávamos nos importando com a distância. Gabe me deixou na porta da oficina, e disse que não demoraria em passar por aqui. Entrei e me deparei com vários clientes, e alguns empregados. Havia vários carros para serem arrumados, e a loja era enorme. Meu padrinho e meu tinha tinham um ótimo negócio, e estava claro, que fazia sucesso. Perguntei para um moço onde meu pai estava, e ele me falou que ele estava nos fundos da loja. Passei pela enorme cozinha e deixei a sacola em cima da mesa. Não demorei em encontrar a voz do meu pai, que era alta e grossa. – Esqueceu-se que tem uma filha, pai? perguntei atrás dele.– Filha, que surpresa maravilhosa. falou me abraçando.– Tive que vir até aqui, porque o senhor vive trabalhando. Parece até que se esqueceu de mim.– Nunca, minha menina. Você e sua mãe são tudo pra mim. – Eu sei papai. Estou enchendo do seu saco. Ele me abraçou forte e beijou a minha bochecha.– Então você veio para ver a oficina e a loja?– Sim e não. Eu vim porque a mamãe pediu para te trazer comida, senão o senhor morre de fome por aqui. – Sua mãe e suas preocupações...– Sempre, pai. Mas ela está certa, o senhor se deixar, não come nana e vive por aqui.– É o que eu gosto.– E eu tenho orgulho disso, mas tem que se alimentar.– Irei, eu prometo. O que você trouxe?– Bolo, bem, um enorme bolo. – Bem a cara dela. Pena que não fiz o café.– Se quiser eu faço, e com todo o amor do mundo.– Eu aceito. Faz tempo que não tomo o seu café, que é maravilhoso.– Aprendi com os melhores.Sai e fui até a cozinha preparar o melhor café para o meu pai. Enquanto estava esperando o café ficar pronto, eu fiquei presa nos meus pensamentos. Isso tudo aqui cresceu demais. Da última vez que eu vi era até grande, mas não desse jeito. Tinha muitos empregados, e os clientes pareciam brotar do nada. Eu via o quanto meu pai estava feliz com isso. Assim que terminei de coar o café, fui arrumar a mesa. Estava pegando os pratinhos, quando escutei alguém chegando, mas aquela voz era conhecida, muito conhecida.– Nossa, que cheiro maravilhoso de café é esse? Sr. Campbell, o senhor está se superando, hein!Ao chegar à cozinha ele se assustou comigo, assim como eu assustei com ele, já que fazia muito tempo que não nos víamos.– Emy, é você? ele perguntou assustado.– Chad. respondi mais assustada ainda.
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