Eternamente
51 Capítulo 51
Eu estava me olhando no espelho, e não acreditando no que estava vendo. Eu estava tão diferente, e nunca achei que me acharia sexy. Eu havia tirado o vestido e colocado uma camisola, que a Beck falou que ficaria linda. Eu sei que o Gabe vai gostar, ainda mais por causa de toda essa transparência, mas eu não sei se consigo sair desse banheiro. Ok, não é a primeira vez que irei fazer sexo com ele, mas eu estou usando algo que nunca usei.
— Emy, ah... Você está bem? Eu estou preocupado com você. Nós chegamos, e você disse que tinha uma surpresa pra mim, mas até agora está ai. Está passando mal?
Gabe estava me chamando, mas eu não queria se passar por ridícula.
— Eu já estou saindo. – olhei-me novamente, e retoquei o batom.
Isso, Emy! Você consegue, garota! É a sua noite de núpcias! Não passe vergonha!
Respirei fundo, e destranquei a porta. Era agora! Gabe estava me esperando do outro lado, e estava sem o terno, deixando que a camisa marcasse cada músculo do sue corpo. Droga, que homem é esse? Meu homem!
— Então, gostou? – perguntei, dando uma voltinha.
Ele ficou parado e me olhava sem piscar. Isso é sinal que ele gostou, né? Droga, eu sabia que tinha exagerado. Olha essa calcinha, quero dizer, nem calcinha direito eu estou usando.
— Gabe, diga alguma coisa. Você gostou?
— Ah... Meu Deus do céu! Isso é... Isso é perfeito! Caralho, você está muito gostosa! Do tipo, quero te pegar agora e só acabar com você quando a nossa lua de mel acabar. Mulher, quer que eu enfarte na lua de mel?
— Eu quis fazer uma surpresa, e achei que você gostaria disso.
— Ah, eu gostei! Eu e o poderoso aqui. – apontou para a calça dele, que realmente estava do jeito que eu gostava.
— Então, o que você vai fazer comigo? – fui até ele, e sussurrei.
— Coisas bem sujas, e que vão te sujar em todos os lugares, querida. – ele me pegou no colo, e me levou até a parede.
Gabe me prendeu, e me beijava sem parar. Seu beijo era feroz e com vontade. Uma mão apertava a minha bunda e eu delirava com aquilo. Mas ele também tinha um cuidado com a minha barriga, que estava bem avantajada.
— Puta que pariu, Emily Campbell Hunter, você já está tão pronta pra mim!
— Sempre estarei, marido!
— Isso, me chama de marido, minha esposa gostosa! – ele enfiou dois dedos dentro de mim, e eu fechei os olhos, sentindo uma das melhores sensações do mundo.
— Gabe...
— Temos a noite toda, meu amor. – adoro!
Gabe me penetrou rápido, e eu arfei de tanto prazer. Adoro quando ele consegue ser sexy, selvagem e duro. O combo perfeito! Ele me segurava com aquelas mãos maravilhosas, e me penetrava sem parar. O barulho das estocadas dele estavam ecoando pelo quarto, junto com os nossos gemidos.
— Ah, meu Deus, isso está tão gostoso, Gabe! Eu vou...
— Vem pra mim, amor! Vem pro seu homem! O seu marido! – ele entrou com força, e sussurrou aquelas palavras em meu ouvido, e foi o meu fim.
Eu me entreguei, gritando o nome dele e apertando os seus ombros.
Gabe me levou até a cama, que era enorme, e me deitou. Ele se levantou, e começou a me olhar com aquele jeito safado. Eu comecei a passar as mãos sobre o meu corpo, que ainda estava coberto pela fina camisola. Gabe tirou a camisa, e eu pude ver os pingos de suor, que estavam em seu belo peitoral e gominhos da barriga. Meu Deus, que barriga era aquela! Vocês precisam ver! Não, vocês não podem ver! Isso aqui é só meu!
Ele veio até a mim, e começou a beijar o meu pescoço e ombros. Seus beijos eram delicados e molhados. Porcaria, eu também estava muito molhada. Ele abaixou uma alça da camisola e não parava de me beijar. Uma das suas mãos apertava os meus seios, que estava crescendo e ele estava amando.
— Você está tão gostosa, Emy! Eu sou o homem mais sortudo desse mundo Eu estou tentando ser um príncipe com você, mas está sendo impossível. Você está malditamente sexy e gostosa!
— E quem disse que eu os príncipes não são selvagens? Eu gosto quando você é selvagem comigo, e você é o meu príncipe. – sussurrei.
Foi só eu dizer isso, que ele tirou a minha camisola, deixando-me apenas de calcinha.
— Olha como você está perfeita!
— Mesmo grávida?
— Principalmente grávida, querida. Nossos filhos só a deixaram mais gostosa, e não há nada que eu mude em você.
— Eu te amo, Gabe! – beijei-o, puxando o seu cabelo, que eu sei que ele adorava quando eu fazia aquilo.
Gabe tirou a calça e a cueca, e o seu membro saltou, deixando-me muito feliz. Ele sorriu pra mim, e começou a dançar, alisando o seu membro. Era a dança mais sexy que eu já tinha visto em toda a minha vida.
Mordia os meus lábios, e tocava os meus seios, mostrando o quão excitada eu estava. Gabe veio até a mim, e tirou a minha calcinha com os dentes, bem devagar. Ele beijava a minha barriga, e descia para a minha vagina. Gabe começou com leves beijos, depois colocou a sua poderosa língua em ação. Ai, isso estava mais que gostoso! Eu não tenho palavras para descrever esse momento. Gabe estava acabando comigo, e com toda a minha sanidade. Ele me lambia sem dó, e eu estava me segurando para não gozar. Uma das suas mãos segurava a minha cintura, a outra passava por cima do meu clitóris, que já estava quase explodindo.
— Ah... Ah, isso está tão gostoso!
— Gostoso está a minha visão, Emy! Você é a minha visão perfeita!
Gabe me lambeu com vontade, fazendo-me gritar feito louca. Eu estou louca por esse homem, gente! Isso é normal? É normal querer sempre sexo com ele? Gabe é maravilhoso, em todos os sentidos!
Antes mesmo de me recuperar, ele já estava dentro de mim, bem devagar, deleitando-se dos nossos corpos. Eu estava por cima, e ele apertava a minha cintura e os meus seios. Estávamos suados e quase chegando ao ápice. Eu comecei a subir e descer cada vez mais rápido, e apertava os seus ombros, deixando marcas das minhas unhas.
— Emy, eu vou gozar! – ele dizia, mas a sua voz estava falhando.
— Vem pra sua mulher, Gabe! Vem pra mim, meu amor!
Eu e Gabe gozamos juntos, e eu cai o lado dele. Nossos corpos suados, mas estávamos cheios de prazer e alegria.
— Seja bem vinda a sua noite de núpcias, Emily Campbell Hunter.
— Seja bem vindo a sua noite de núpcias, Gabe Hunter.
Gabe me beijou, e eu sabia que viria outros rounds, e eu estava bem ansiosa para isso!
***
— Gabe, não precisa ter medo, querido. Foi só uma pequena turbulência. – sorri, mas eu também quase havia morrido de medo.
Olhei para o Gabe, que estava com um saco, prestes a vomitar. Passamos por uma pequena turbulência, mas estava tudo normalizado, só que o Gabe não estava nada bem.
— Querido, você está bem? – perguntei preocupada.
Ele me olhou e tirou o saco do seu rosto.
— Eu me senti o Jack do Titanic ao ver o iceberg. Eu quase virei comida de tubarão, Emy! Quase morri!
— Não exagera, Gabe! Foi só uma turbulência.
Ele me olhou seriamente, e eu sorri. Gabe tinha essa mania de exagerar em tudo. Eu sei que ele tem medo, mas nem foi tudo isso.
— Eu nem vou te dizer nada, Emy. Vou ignorar o que você me disse, e coloque-se no lugar de Jack e Rose quando viram o iceberg. Era o meu desespero no momento que esse maldito meio de transporte balançou. Eu achei que iria pagar pelos meus pecados bem mais cedo.
— Já passou, e agora vamos aproveitar a viagem, ok? – beijei-o e sorri.
Ele concordou, mas não senti tanta firmeza.
Uma aeromoça nos ofereceu comida, e o Gabe pegou tudo o que estava no carrinho.
— Obrigado. – ele agradeceu, e a moça nos olhou assustada.
— Gabe, porque você pegou tudo isso?
— A gente nunca poderejeitar uma refeição, seja ela qual for. Ela ofereceu, e eu peguei. É de graça. Ok, nem é de graça assim, mas ela ofereceu e eu não posso fazer uma desfeita com a moça. Você quer? – ele me ofereceu um chocolate, e eu peguei. — Pra mim e pra você, princesa.
— Você é maluco, sabia?
— Maluco por você, meu amor. – sorriu e me beijou.
O resto da viagem foi tranquilo, pelo menos pra mim. Gabe não queria dizer para onde estávamos indo, e eu estava surtando de tanta curiosidade. Ele falou que era um dos lugares que eu sempre queria visitar.
Assim que descemos do avião, ele me agarrou pela cintura.
— Bem vinda as Ilhas Maldivas, meu amor!
MEU DEUS! Em letras bem gritantes, porque eu estou nas ilhas Maldivas! Ilhas Maldivas! Eu sempre sonhei em visitar, e surtava quando via as fotos, mas hoje eu estou aqui. Eu estou nas Ilhas Maldivas com o Gabe! Posso estar mais feliz? Não!
— Vamos, nós temos uma reserva no melhor hotel daqui.
Eu arregalei os olhos quando eu vi o tamanho daquele hotel e o preço dela. Eu teria que vender um rim no mercado negro para poder pagar aquela diária, e olhe lá se não teria que vender mais alguns órgãos.
— Gabe, isso aqui é muito caro. – sussurrei.
Ele olhou pra mim e sorriu.
— Vendi meu corpo para pagar, me pagaram bem.
— O que? – perguntei, e o recepcionista olhou assustado para o Gabe.
— Brincadeira. – sorriu. – É brincadeira, moço. Não me olha assim, eu sou casado!
Eu ri da careta do Gabe. O moço deu aquele olhar de sedução para ele.
— Vamos para o quarto, antes que esse homem me ofereça o corpo dele. – Gabe me puxou, e fomos em direção ao nosso quarto.
Ao chegarmos ao quarto, eu quase cai para trás. Era mais que perfeito. A vista era magnifica, digna de cinema. O quarto era enorme, tinha uma sala grande, com direito a televisão e tudo mais. O quarto tinha uma cama enorme, que dava umas mil pessoas nela. O que posso dizer do banheiro? Meu Deus! Eu quero morar nesse banheiro! Banheira enorme, chuveiro que era de dar inveja e esse espelho maravilhoso, que eu já queria na minha vida.
— Gostou? – Gabe perguntou, abraçando-me.
— Seu corpo valeu a pena, querido. Deve ter ganhado bastante. – brinquei.
— Sabe como é, né? As garotas não resistem ao poder do advogato, e quem nunca provou morre de vontade.
Virei-me para ele e cruzei os braços. Eu não estou com ciúmes dele! Sim, eu estou com ciúmes dele!
— Ficam com vontade, Gabe?
— Vão ficar só na vontade, porque a única que vai provar desse corpo é você.
— Acho bom, advogato.
Ele me beijou e fomos para a cama, onde fizemos amor por muito tempo, e aproveitamos muito bem a nossa cama.
***
Eu estava colocando um biquíni maravilhoso, que eu havia comprado há poucas semanas. Gabe não sabia deste pequeno detalhe, porque ele acha que eu usarei um maiô, ou uma burca, como ele mesmo disse para eu usar. Olhei-me no espelho, e passei as mãos sobre a minha barriga. Eu estava com a barriga grande, até porque estou esperando gêmeos, e se forem meninos, eu ficarei maior ainda. Imaginem dois meninos, iguais ao Gabe. Eu vou pirar!
Peguei a minha bolsa, e sai do banheiro. Gabe estava me esperando no quarto, e a visão daqui era de morrer. Bermuda que marcava bem a sua bunda, camisa que deixava os seus braços fortes de fora e o cabelo pós-sexo. Visão do paraíso. O meu paraíso!
— Estou pronta, querido.
Ele virou-se e abriu a boca. Seja lá o que for o que está pensando, ele está malditamente sexy nessa versão praiano.
— Você quer que eu compre um maiô para você, princesa?
— Não. Eu só trouxe biquíni.
Ele respirou fundo e passou as mãos sobre o cabelo.
— Você está brincando comigo? Quer que eu enfarte antes dos 30? Quer ver o seu pobre marido na cadeia? Tenha dó de mim, Emy.
— Que exagero, Gabe! É só um biquíni.
— Não é um biquíni. É um pedaço de pano, que está tampando as suas partes. Olha ai, até a sua barriga está maior. Emy, os caras amam mulheres grávidas, e vão dar em cima de você.
— Eu espero que você não seja um desses caras que gostam de mulheres grávidas.
— Eu não preciso gostar de nenhuma outra mulher. Eu já sou muito bem servido em casa, e fiz dois de uma vez só, porque não brinco em serviço.
— Linda declaração, mas podemos ir? – coloquei a minha saída de praia, e peguei a bolsa.
Gabe respirou fundo, e concordou. Ele sempre concorda com o que eu falo, mesmo não gostando.
***
— Isso está tão bom, amor. – falei, deitada na espreguiçadeira ao lado dele, que ainda não estava gostando de me ver daquele jeito.
— Nossa, estou amando! – olhei para ele, que estava usando o seu tom de sarcasmo.
— Não seja sarcástico comigo, Gabe.
— Eu acho que deveríamos ter ido a um lugar onde se usa burca.
— Não! Eu estou muito bem aqui. – sorri.
— Amor, burca é uma roupa linda, cheia de cobertura e mistérios. – ele fazia umas caretas, e eu ria daquilo.
— Eu prefiro não ficar cheia de mistérios.
— Você é sem graça, Emy. – deitou-se ao meu lado e colocou as mãos sobre a minha barriga.
Gabe pegou o jornal, enquanto eu lia um livro bem quente, que estava muito interessante, e eu planejava fazer aquilo com o Gabe. Ele iria pirar!
— Eu sei que você está lendo algo bem erótico. – sussurrou. – Isso não é justo!
— Como assim? Como você sabe?
— Conheço o seu corpo, princesa. Está tensa, mas no sentido gostoso. – mordeu o meu pescoço.
— Então você me conhece muito bem, senhor adovgato gostoso.
— Ah, eu te conheço perfeitamente. Sei o quanto você fica excitada, princesa. Confesso que eu não estou gostando de saber que está assim por causa de um cara que fode por ai, enquanto você tem um que pode fazer isso a qualquer hora, e ainda te ama.
— Sou uma sortuda, e não precisa ficar com ciúmes, Gabe. Será sempre você! Isso aqui é só um livro.
— Acho bom! – ele fechou o jornal, e virou-se para mim. – Eu poderia escrever um livro, ou alguém escrever sobre mim, o que acha?
— Eu acho isso interessante. – ri.
— Imagina só: as pessoas lendo as minhas aventuras. Ah, e eu já tenho até o nome.
— Qual seria?
— Meus contos de fodas. Legal, né?
— Meus contos de fodas? Gabe, você é demais! Deveria escrever um livro de piada.
— Você acha que alguém leria ou compraria um livro de piada ou sobre a minha vida? Vida e obra de Gabe Hunter. O cara mais sexy e charmoso que a terra já teve.
— E o mais convencido também. – completei.
— Vou pensar nisso. Quero um livro falando sobre mim, ou sobre o nosso amor. E vai ter muita foda!
— Gabe!
— O que foi? Eu não falei nada. – ele veio até mim, e tirou o livro das minhas mãos.
Gabe me beijou, e eu achei que ele estava fazendo sexo com a minha boca, porque estava quase uma acrobacia bocal.
— Uau! Isso foi...
— Meus contos de fodas, querida. – piscou.
— Só meu?
— Isso tudo. – ele apontou par a o seu corpo. – É somente para o seu uso, princesa. Pode abusar à vontade, e sem moderação.
— Olha que eu aproveito.
— Pode se lambuzar, e dançar no mastro do poder.
Gabe e a sua imaginação. Mas ele tinha tudo isso, e era meu. E eu iria abusar quando eu quiser.
***
— Amor, eu vou pegar uma bebida para nós. – falei, levantando-me.
— Coloque a saída de praia.
— Gabe...
— Então eu vou com você.
— Ok, eu vou colocar a saída, mas não acha que vai ficar mandando em mim.
Pode alguém mais ciumento do que ele? Gabe estava me olhando com aquele olhar de gavião protegendo a sua presa. Eu estava rezando para que ninguém fizesse nenhuma gracinha, senão o Gabe ciumento iria atacar.
Fui até o bar, que ficava perto da piscina, e pedi dois drinks, o meu era sem álcool. Estava esperando, até que um homem sentou-se do meu lado, e sorriu pra mim. Se o Gabe ver, vai dar merda!
— Eu não pude deixar de notar, mas você é linda! – ele falou perto demais.
— Obrigada! – voltei a olhar para frente, ignorando essa cantada.
— Essa sua barriga de grávida a deixou mais linda ainda. Posso tocar?
Eu me virei, e ele tocou, sem saber se eu deixaria ou não. Esse cara é abusado demais!
— Linda! Menino ou menina?
— Eu e o meu marido não sabemos. São gêmeos.
— Você deve estar feliz!
— Sim! Eu e o meu marido, que daqui a pouco vai vir aqui, estamos muito felizes. – enfatizei a palavra marido, para que ele saiba que sou muito bem casada.
— Você é realmente linda!
Eu sorri com desdém, peguei as bebidas e sai de perto. Credo, que cara abusado! Fica dando em cima de mulher casada! O Gabe não pode nem sonhar com isso.
Gabe estava deitado, com o jornal nas mãos. Eu coloquei os copos sobre a mesinha que estava ao lado, e o beijei.
— Demorei? – perguntei.
— Não! Tinha muita gente te olhando?
— Não. – eu não menti, eu apenas omiti o fato daquele homem ter me cantado.
— Hum, sei. Eu vou ao banheiro, mas não demoro.
— Ok! – sorri.
Peguei o meu drink, e sentei-me. Aquele mar maravilhoso, que acalmava e enchia os nossos olhos com tanta beleza. Eu sempre gostei de praia, e amava quando meus pais me levavam para alguma praia. Quando eu e o Gabe nos mudamos para a Califórnia, eu não tinha tanto tempo, mas sempre dava uma passadinha nas praias, nem que fosse só para ver o mar. Fiquei contemplando aquela beleza, até que o meu querido marido chegou, e eu comecei a contemplá-lo. Ele sentou-se do meu lado, colocou as mãos na minha barriga e me beijou. Gabe é o complemento perfeito para a minha vida. Com ele, a rotina não existe e a risada é garantida. Eu o amor por ser quem ele é, mesmo com aquele ciúmes exagerados e suas piadinhas fora de hora.
— Você está linda, mesmo com esse projeto de biquíni.
— E você está lindo, mesmo com a sua implicância. – virei-me para ele. – Você acha que as mulheres não reparam em você?
— Elas reparam? – ele estufou o peito, e passou as mãos pelo cabelo.
— Gabe! – eu bati em seu peito, e ele riu.
— Doeu, mulher! Que tapa forte!
— É para aprender e não ficar se engraçando por ai. Se estufar esse peito de novo, eu faço topless.
Ele me olhou sério.
— Porra de mulher que pega pesado nas brincadeiras. Quer ficar causando enfarte nos outros e prisões por ai.
— Sou dessas. – ri.
— E eu sou desses que adoram atacar os seus seios, que estão maravilhosos. Eu acho que sempre vou te manter grávida.
— Bobo!
— É serio. Acaba uma gestação, vamos para a outra, e por ai vai.
— Eu mando implantar um útero em você, ai você via saber como é ficar desse jeito. – apontei para a minha barriga.
— Eu vou ter peitos bonitos? Porque se eu tiver, eu quero!
Eu gargalhei com aquela conversa. Eu falei que com ele a risada é garantida.
— Vamos aproveitar essa praia, porque a noite promete.
— O que o meu marido vai fazer comigo? – fiz cara de inocente.
— O que seu pai não deve saber.
Ai, que calor! Que chegue a noite.
***
Eu estava em um belo restaurante, acompanhado do meu belo marido, que me olhava admirado.
— Esse restaurante é incrível.
— Você merece, minha princesa. Tudo por você!
— Eu te amo!
— Eu te amo muito mais.
Uma música começou a tocar, e o Gabe me tirou para dançar. Porque ele tinha que ser perfeito em tudo? Até dançar ele sabe!
— Sabe, eu ainda não acredito que estou casado com você. Emy, você é o topo da minha cadeia alimentar.
— O que? Gabe, se isso foi uma cantada, por favor, pare! – ri.
— Foi romântico.
— Topo da cadeia alimentar? Jura?
— Claro! Sempre estará no topo da minha vida e do meu coração.
— Isso parece depoimento do Orkut.
— Está chamando a minha declaração de depoimento do Orkut? – riu.
— Ah, você não se lembra de quando tínhamos? Era assim: com licença, o topo é meu! Ah, Gabe, você me mandava vários.
— Verdade. Eu sempre quis ser o primeiro na sua vida.
— E sempre será o primeiro homem pra mim. – beijei-o.
Gabe me puxou, e saímos da restaurante. Ele iria cumprir com a promessa, e eu estava ansiosa.
Ele destrancou a porta, e foi tirando o meu vestido e eu fazia o mesmo com a sua roupa. Estávamos sedentos um pelo outro.
— Gabe, eu queria te falar uma coisa.
— O que foi? Está passando mal?
— Não! É um desejo que eu tenho.
— Querida, desejo é comigo mesmo. Pode falar.
Eu estava com vergonha, mas ele é o meu marido e eu não preciso ficar desse jeito.
— Então, eu sempre tive um desejo por fazer sexo em um lugar.
— Qual lugar?
— Ah... Na piscina.
Seus olhos brilharam, e ele sorriu.
— Seu desejo é uma ordem. Ainda bem que temos uma piscina privativa, e podemos tampar para que ninguém veja a gente, senão eu mataria quem visse você gozar.
Ele me deixou nua em segundos, e fez o mesmo. Colocou-me no colo, e fomos até a piscina que tinha em frente ao nosso quarto. Eu falei que era um quarto bem luxuoso e caro.
Ele tampou com a cortina, e nós apreciamos com a luz do luar. Gabe me beijava sem parar, e eu alisava os seus músculos rígidos. Ele colocou as minhas pernas em volta dele, e entrou de uma vez.
— Isso tudo é saudades? – perguntei.
— Saudades e desejo de estar no meu lugar favorito. – sussurrou, e mordeu de leve a minha orelha.
Gabe entrava e saía sem parar, e eu já estava enlouquecendo. Esse homem sabe satisfazer do jeito certo.
— Emy, caralho de mulher gostosa! Puta que pariu, eu estou chegando pra você, princesa.
— Vem pra sua mulher, Gabe! Vem pra mim, meu amor! – sussurrei, e mordi de leve o ombro dele.
Eu comecei a rebolar, e isso foi o fim para nós. Gozamos maravilhosamente, e eu me segurei para não cais naquela piscina.
— Eu te amo, meu amor. — falei.
— Eu te amo, minha princesa.
Gabe me colocou na escadinha da piscina, e sorriu.
— Já acabou?
— Isso não é nem o começo, querida. Hoje vamos ver o amanhecer.
Ai, meu Deus! Isso porque é só o começo da nossa lua de mel! Esse homem sabe me deixar louca, em todos os sentidos.
Gabe
Estou no quarto do nosso hotel, só esperando a minha mulher sair do banheiro. Mulher! Mulher! Minha mulher! Eu achei que essas palavras iriam ser estranhas pra mim, mas eu amo ouvi-las e pronunciá-las. Não como forma de posse, mas como uma forma de amor, do mesmo jeito que eu sou o marido dela. Só dela!
Olhei para o relógio, e vi que ela estava tempo demais naquele banheiro. Será que tinha fugido? É sério! Eu vi em um episódio de Friends, em que a Rachel fugiu do casamento. Ela não ia fazer isso, até porque ela se casou comigo por livre e espontânea vontade.
— Emy, ah... Você está bem? Eu estou preocupado com você. Nós chegamos, e você disse que tinha uma surpresa pra mim, mas até agora está ai. Está passando mal?
Ou está ai, pelo menos? Fala comigo!
— Eu já estou saindo.
Ótimo! Ela está viva e não está passando mal. Tirei o terno, e fiquei esperando. Se ela demorasse mais um pouco, eu iria arrombar a porta, e... Meu Deus! Ela estava absurdamente gostosa. Ao invés de arrombar a porta, eu vou é arrombar outra coisa, se é que me entendem.
— Então, gostou? – perguntou, dando uma voltinha.
Eu não sabia como agir ou pensar. Ela estava gostosa pra caralho! Como que ela pode ficar cada dia mais linda? Olhei para a calcinha, e quase não tinha uma. Caralho! Hoje o meu amigo vai querer usar todas as defesas e entrar sem dó.
— Gabe, diga alguma coisa. Você gostou?
— Ah... Meu Deus do céu! Isso é... Isso é perfeito! Caralho, você está muito gostosa! Do tipo, quero te pegar agora e só acabar com você quando a nossa lua de mel acabar. Mulher, quer que eu enfarte na lua de mel?
Ela deve querer isso, né? Só pode.
— Eu quis fazer uma surpresa, e achei que você gostaria disso.
— Ah, eu gostei! Eu e o poderoso aqui. – apontei para a minha calça, que estava pedindo Habeas corpus.
— Então, o que você vai fazer comigo? – sussurrou.
— Coisas bem sujas, e que vão te sujar em todos os lugares, querida. – peguei-a no colo, e a prendi na parede. Que mulher nunca sonhou com uma pegada na parede? A Emy ama isso!
Eu a prendi com vontade, mas com cuidado, porque não podemos esquecer que ela está grávida. Meu beijo era feroz, mostrando o quão excitado e com vontade eu estava. Minha mão apertava aquela bunda maravilhosa, e a outra a segurava para ela ficar firme. Coloquei dois dedos dentro dela, e vi como ela estava pronta para me receber.
— Puta que pariu, Emily Campbell Hunter, você já está tão pronta pra mim!
— Sempre estarei, marido!
— Isso, me chama de marido, minha esposa gostosa! – enfiei novamente dois dedos dentro dela, e vi que ela fechou os olhos, delirando-se com os dedos mágicos do garoto.
— Gabe...
— Temos a noite toda, meu amor. – e eu pretendo aproveitar a noite, madrugada e o dia.
Eu tirei o meu pênispara fora da calça, e a penetrei com destreza. Eu sei que eu posso estar sendoduro, e isso eu sou demais, mas nós não estávamos aguentando de saudades um do outro.
— Ah, meu Deus, isso está tão gostoso, Gabe! Eu vou...
— Vem pra mim, amor! Vem pro seu homem! O seu marido! – fui entrando cada vez mais fundo, e eu acho que quase batia no útero dela. O que? Gente, eu sou grande, bem grande para vocês ficarem sabendo e se deliciando por ai.
Ela gritou o meu nome, apertando o meu ombro, que ficaria com a marca dela.
Coloquei-a sobre a cama, que a olhei com o meu jeito safado. Ela adora esse olhar! Eu iria destruir essa mulher! Ela começou a passar as mãos sobre os eu corpo, e isso foi o meu fim. Vê-la tão entregue, mostrando o seu corpo, me chamando para tirar aquela camisola, que não cobria nem metade dela, foi o fim pra mim. Não me segurei, e fui até ela, tirando-a e jogando em um canto qualquer. Tirei a minha camisa, e já estava suando de tanto calor que estava sentindo. Ela me olhava com desejo, e olhar de pecado. Pecado é o que eu quero fazer com ela.
Comecei a beijar os seus ombros e o seu pescoço, que cheirava maravilhosamente bem. Os seios dela estavam grandes, e muito lindos. Não que fossem feios antes, mas eles cresceram tão rápidos e estão me chamando. Eu queria ir bem devagar com ela, e aproveitar cada segundo, mas está impossível me segurar. Eu a quero nesse momento!
— Você está tão gostosa, Emy! Eu sou o homem mais sortudo desse mundo Eu estou tentando ser um príncipe com você, mas está sendo impossível. Você está malditamente sexy e gostosa!
— E quem disse que eu os príncipes não são selvagens? Eu gosto quando você é selvagem comigo, e você é o meu príncipe. – sussurrou.
Não preciso de mais nada. Tirei a camisola dela, e a deixei apenas com aquele pedaço de calcinha.
— Olha como você está perfeita!
— Mesmo grávida?
— Principalmente grávida, querida. Nossos filhos só a deixaram mais gostosa, e não há nada que eu mude em você.
E não mesmo! Ela sempre foi perfeita, desde a primeira vez que eu a vi. Emy sempre foi a Afrodite da minha vida.
— Eu te amo, Gabe! – beijou-me e puxou os meus cabelos, sabendo muito bem que eu amava quando ela fazia isso.
Tirei o resto da minha roupa, deixando o meu pênis bem livre e feliz. Como diria aquele desenho que está na moda: livre estou, livre estou, nós iremos transar. Livre estou, livre estou, eu vou te fazer gozar. Essa é a minha versão adulta, obviamente. Dancei, imaginando ela alisando o meu pau e fazendo mil coisas comigo. Ela mordia os lábios e tocava os seus seios. Eu fui até ela, e tirei com a boca aquele pedaço de pano que cobria o meu paraíso. Quero acesso livre! Ataquei sem dó, e usei a língua, provando do meu doce preferido.
— Ah... Ah, isso está tão gostoso!
— Gostoso está a minha visão, Emy! Você é a minha visão perfeita!
Ela gritava cada vez mais, e isso era um combustível para eu continuar com o que estava fazendo. Ela gozou tão alto, que eu pensei em gravar aquela cena. Era erótica demais, e eu tinha amado a visão. Entrei nela, querendo aproveitar do seu corpo, sem nenhuma pressa. Ela subia e descia sem parar, e apertava os meus ombros. Isso está gostoso!
— Emy, eu vou gozar! – eu já estava quase lá, e não iria demorar.
— Vem pra sua mulher, Gabe! Vem pra mim, meu amor!
Pronto! Eu a segurei firme, e gozei, gritando o nome dela. Ela caiu ao meu lado, com a respiração falhando e toda suada. Era a imagem perfeita do nosso pós-sexo.
— Seja bem vinda a sua noite de núpcias, Emily Campbell Hunter.
— Seja bem vindo a sua noite de núpcias, Gabe Hunter.
E vamos para o segundo, terceiro e quantos rounds tivermos.
***
— Gabe, não precisa ter medo, querido. Foi só uma pequena turbulência. – sorriu.
Pequena turbulência? Eu achei que estava naquele brinquedo Samba, porque esse negócio tremeu mais do que pessoa morrendo de frio. Eu quero sair daqui! Eu quero a minha mãe! Não! Eu quero ir para a casa! Poderíamos ter ido de carro ou ônibus. Tudo menos o avião. Eu estava com um saco, tentando normalizar a respiração, mas estava quase impossível.
— Querido, você está bem? – perguntou preocupada..
— Eu me senti o Jack do Titanic ao ver o iceberg. Eu quase virei comida de tubarão, Emy! Quase morri!
E foi assim mesmo que eu me senti. Lembram quando o Jack viu o iceberg? Pois bem, o meu desespero foi o mesmo.
— Não exagera, Gabe! Foi só uma turbulência.
Nunca diga isso para mim. Foi só isso, ou só aquilo. Foi uma turbulência e eu quase tive uma prova da morte. Eu sou um sobrevivente ao milagre!
— Eu nem vou te dizer nada, Emy. Vou ignorar o que você me disse, e coloque-se no lugar de Jack e Rose quando viram o iceberg. Era o meu desespero no momento que esse maldito meio de transporte balançou. Eu achei que iria pagar pelos meus pecados bem mais cedo.
— Já passou, e agora vamos aproveitar a viagem, ok? – beijou-me e sorriu.
Aproveitar? Eu não diria que irei aproveitar. Eu vou é ficar atento a qualquer coisa.
Uma aeromoça nos ofereceu comida, e eu fui pegando o tinha na bandeja. Ela ofereceu, mas não falou a quantidade. Eu estou pagando e quero comer.
— Obrigado. – agradeci, e ela me olhou estranho. Cara feia pra mim é fome.
— Gabe, porque você pegou tudo isso?
— A gente nunca pode rejeitar uma refeição, seja ela qual for. Ela ofereceu, e eu peguei. É de graça. Ok, nem é de graça assim, mas ela ofereceu e eu não posso fazer uma desfeita com a moça. Você quer? – ofereci, e ela pego. — Pra mim e pra você, princesa.
Eu estou pagando a passagem, então tenho direito de comer, não é?
— Você é maluco, sabia?
— Maluco por você, meu amor. – sorri e a beijei.
Eu comi quase tudo. O resto da viagem foi sem turbulência, mas eu fiquei de olho e não dormi um segundo. Se fosse para morrer, eu iria querer morrer vivo, ou morto, porque eu vou estar morto. Ai que confusão!
Emy não sabia do destino, pois eu queria fazer uma grande surpresa. Ela adora praia, e sempre me falada desse lugar. Eu pesquisei e achei lindo.
— Bem vinda as Ilhas Maldivas, meu amor!
Ela abriu a boca, e ficou surpresa. Eu faria tudo por ela!
— Vamos, nós temos uma reserva no melhor hotel daqui.
O hotel era deslumbrante, e valia cada centavo. Eu não iria escolher qualquer hotel na nossa lua de mel. Eu quero o melhor para ela. Sei que ela vai dizer que é caro, mas não importa.
— Gabe, isso aqui é muito caro. – sussurrou.
Eu falei. Eu olhe pra ele e sorri.
— Vendi meu corpo para pagar, me pagaram bem. – brinquei.
— O que? – perguntou, e o recepcionista olhou assustado para mim.
Pronto, só faltava esse homem achar que é verdade.
— Brincadeira. – sorri. – É brincadeira, moço. Não me olha assim, eu sou casado!
Sai de ré! Eu ando com uma cruz para exorcizar demônios. Ele me olhava com uma cara de psicopata, e eu fiquei com medo.
— Vamos para o quarto, antes que esse homem me ofereça o corpo dele. – puxei-a, levando para o nosso quarto.
O quarto era outra maravilha. Grande e muito confortável, e a cama era macia, perfeita para fazer amor. Emy olhou tudo com atenção e nos mínimos detalhes. Eu quero que ela goste e se sinta a vontade.
— Gostou? – perguntei, abraçando-a.
— Seu corpo valeu a pena, querido. Deve ter ganhado bastante. – brincou
— Sabe como é, né? As garotas não resistem ao poder do advogato, e quem nunca provou morre de vontade. – falei, provocando-a.
— Ficam com vontade, Gabe?
— Vão ficar só na vontade, porque a única que vai provar desse corpo é você.
— Acho bom, advogato.
Fomos estrear a cama, e foi tudo maravilhoso!
***
Estava esperando a Emy colocar um maiô ou uma burca, porque não sei se eu iria aguentar aquele monte de homem olhando a minha mulher. Seria muito para a minha sanidade. Talvez eu vá preso, mas eu sou advogado, então está tudo bem. Coloquei uma bermuda e uma camisa, e fiquei esperando a minha bela esposa sair do banheiro.
— Estou pronta, querido.
Virei-me, e quase tive um pequeno AVC ou um enfarte no miocárdio. Ela estava usando um biquíni. Um pequeno biquíni! Vocês não tem noção de como eu estou me sentindo neste momento. Eu acho que ela não se lembrou de quando eu disse que era para ela trazer um maiô. Ele deve ter esquecido, eu tenho certeza.
— Você quer que eu compre um maiô para você, princesa?
— Não. Eu só trouxe biquíni.
Ok! Acalma, Gabe! Não morra agora! É só um biquíni, que está me provocando!
— Você está brincando comigo? Quer que eu enfarte antes dos 30? Quer ver o seu pobre marido na cadeia? Tenha dó de mim, Emy.
— Que exagero, Gabe! É só um biquíni.
— Não é um biquíni. É um pedaço de pano, que está tampando as suas partes. Olha ai, até a sua barriga está maior. Emy, os caras amam mulheres grávidas, e vão dar em cima de você.
Eu sei disso, porque é uma estatística. Parece praga, sabe? Igual quando você está namorando, ai aparece um monte de gente querendo ficar com você. Mas quando você está solteiro, ninguém aparece. Isso é fato! Homens gostam de mulheres grávidas, assim como as mulheres gostam de ver um cara com um bebê.
— Eu espero que você não seja um desses caras que gostam de mulheres grávidas.
Eu não sou desses! Eu acho lindo, mas não fico desejando a mulher dos outros. A minha já basta, e eu sinto todo o desejo por ela.
— Eu não preciso gostar de nenhuma outra mulher. Eu já sou muito bem servido em casa, e fiz dois de uma vez só, porque não brinco em serviço.
— Linda declaração, mas podemos ir? – ela pegou a bolsa e colocou a saída de praia. Eu sei que ela não vai mudar de ideia, então o jeito é ir, mesmos em aceitar.
***
— Isso está tão bom, amor. – ela disse, deitada ao meu lado, só com aquela porra de um biquíni, que mal cobria a sua bunda. Porra, os homens não param de olhar!
— Nossa, estou amando! – falei.
— Não seja sarcástico comigo, Gabe.
— Eu acho que deveríamos ter ido a um lugar onde se usa burca.
E eu tentei, mas ela quis a praia. Conhecer os mistérios, mas ela quis o mar.
— Não! Eu estou muito bem aqui. – sorriu.
— Amor, burca é uma roupa linda, cheia de cobertura e mistérios. – e de calor. Como elas aguentam aquilo? Mas o bom é que ninguém ficaria olhando.
— Eu prefiro não ficar cheia de mistérios.
— Você é sem graça, Emy. – resmunguei.
Peguei o jornal, mas nem sabia o que estava lendo. Eu não estou com cabeça para nada, apenas para ficar de olho nos periquitos de pirata, que vão dar em cima da minha mulher. Olhei pra ela, que estava lendo um desses livros eróticos que ela gosta, e seu corpo estava tenso. Porcaria! Eu estou aqui, para ela usar e abusar, mas ela está lendo um livro de um cara que faz sexo bom. Eu também faço isso. Querem provar? Brincadeira.
— Eu sei que você está lendo algo bem erótico. – sussurrei. – Isso não é justo!
— Como assim? Como você sabe?
— Conheço o seu corpo, princesa. Está tensa, mas no sentido gostoso. – mordi o pescoço dela.
— Então você me conhece muito bem, senhor adovgato gostoso.
— Ah, eu te conheço perfeitamente. Sei o quanto você fica excitada, princesa. Confesso que eu não estou gostando de saber que está assim por causa de um cara que fode por ai, enquanto você tem um que pode fazer isso a qualquer hora, e ainda te ama.
E que fode bem gostoso! Muito bem!
— Sou uma sortuda, e não precisa ficar com ciúmes, Gabe. Será sempre você! Isso aqui é só um livro.
— Acho bom! – deixei o jornal de lado, e tive uma brilhante ideia. – Eu poderia escrever um livro, ou alguém escrever sobre mim, o que acha?
Imaginem só: isso seria demais! Contar sobre a minha vida, ou algo mais interessante.
— Eu acho isso interessante. – riu.
— Imagina só: as pessoas lendo as minhas aventuras. Ah, e eu já tenho até o nome.
— Qual seria?
— Meus contos de fodas. Legal, né?
Nome perfeito! Seria umas dicas de como conquistar a sua melhor amiga. Cara, eu sou bom!
— Meus contos de fodas? Gabe, você é demais! Deveria escrever um livro de piada.
— Você acha que alguém leria ou compraria um livro de piada ou sobre a minha vida? Vida e obra de Gabe Hunter. O cara mais sexy e charmoso que a terra já teve.
— E o mais convencido também. – completou.
— Vou pensar nisso. Quero um livro falando sobre mim, ou sobre o nosso amor. E vai ter muita foda!
De 300 página, 299 será só disso, e eu sei que vocês gostam, né?
— Gabe!
— O que foi? Eu não falei nada. – tirei o livro das mãos dela, e a beijei, como se estivéssemos fazendo um sexo lingual.
— Uau! Isso foi...
— Meus contos de fodas, querida. – pisquei.
— Só meu?
— Isso tudo. – apontei para o meu corpo. – É somente para o seu uso, princesa. Pode abusar à vontade, e sem moderação.
— Olha que eu aproveito.
— Pode se lambuzar, e dançar no mastro do poder.
Um mastro bem grande e saboroso. Eu iria aproveitar dessa mulher pelo resto da minha vida!
***
— Amor, eu vou pegar uma bebida para nós. – falou, levantando-se.
— Coloque a saída de praia. – ou não saia de perto de mim.
— Gabe...
— Então eu vou com você. – ameacei.
— Ok, eu vou colocar a saída, mas não acha que vai ficar mandando em mim.
Eu não quero mandar nela, mas se ela acha que vai ficar desfilando o seu belo corpo por ai, ela está muito enganada. Sou ciumento, não nego, melhoro quando eu quiser, que no caso eu estou ótimo desse jeito.
Fiquei olhando para ela, até ela parar no bar. Meu olhar desviou, quando um menino estava perdido, e eu fu até ele para ajudá-lo.
— Cadê a sua mãe, pequeno? – perguntei para o menininho, que parecia que iria chorar.
— Eu não sei. Eu vim pegar a minha bola, e quando eu fui ver, ela não estava mais aqui.
— Vamos esperar, se caso ela demorar, nós iremos procurar a sua mãe, tudo bem? – falei, sorrindo.
Ele concordou, e ficamos esperando por alguns segundos, até uma mulher aparecer, e ele dizia que era a mãe dele.
— Muito obrigado por cuidar do meu filho. Eu fui atrás dele, e quando voltei, ele não estava mais aqui.
— Sem problemas. Tenha cuidado, garotão. Cuide-se!
Ele agradeceu, e eu assenti. Se eu perdesse os meus filhos, eu acho que iria morrer de desespero e de medo. Devemos ter muito cuidado com isso.
Estava voltando para o meu lugar, quando escutei e vi um cara conversando com a Emy. Escondi-me atrás de uma das árvores, e me segure para não dar uma voadora nesse babaca.
— Essa sua barriga de grávida a deixou mais linda ainda. Posso tocar?
Eu falei que homens são tarados por mulheres grávidas. Esse filho da puta está tocando nos meus filhos e na barriga da minha mulher. Ele vai ficar sem essa mão de punheta.
— Linda! Menino ou menina?
Ainda quer saber? Vai morrer!
— Eu e o meu marido não sabemos. São gêmeos.
— Você deve estar feliz!
— Sim! Eu e o meu marido, que daqui a pouco vai vir aqui, estamos muito felizes.
A Emy estava incomodada, e eu estava gostando disso.
— Você é realmente linda!
Lindo serão as flores do seu enterro, nariz que rouba oxigênio.
Voltei correndo para o meu lugar, mas esse homem ainda vai me escutar. Não vem dar em cima da minha mulher, porque senão vai se arrepender.
— Demorei? – perguntou.
Quase uma eternidade.
— Não! Tinha muita gente te olhando?
— Não. – Imagina, só tinha um homem colocando as suas mãos sobre a sua barriga e te chamando de linda. Quase nada, só a morte dele.
— Hum, sei. Eu vou ao banheiro, mas não demoro.
— Ok! – sorriu.
Fui até o bar, e rezei para que o nariz de oxigênio estivesse lá. Ele iria se arrepender. Pedi uma água, e pensei em como poderia puxar assunto com ele. Ele me cumprimentou, então facilitou pra mim.
— Muitas mulheres? – perguntei, fazendo-me de inocente.
— Várias. Isso aqui é o paraíso! Cara, você tem que aproveitar.
— Eu irei. Alguma em especial? – perguntei.
— Cara, tinha uma que é de parar o trânsito.
— Jura?
— Muito gata! Estava com biquíni maravilhoso, mas o melhor era a barriga de grávida. Você sabe como são as mulheres quando estão grávidas, né? Cheias de libido e desejo. E os seios dela, meu Deus, estavam grandes e eu não consegui ficar sem olhar.
— Eram grandes? Hum, interessante. Grandes iguais as minhas bolas e o pênis que engravidou aquela mulher, que por um acaso é a minha mulher. Quer ver? – ameacei colocar as mãos dele no meu pênis, mas ele tirou correndo.
— Como?
— Não se faça de idiota, mão de punheta. Aquela que você deu em cima é a minha mulher, que está grávida dos meus filhos. – falei, nervoso.
— Cara, me desculpe, eu não...
— Xi, calado! Está avisado, entendeu? Se olhar, eu arranco os seus olhos com alicate de cortar unha.
Ele assentiu, e arregalou os olhos. Pronto, ameaça feita. E eu não exagerei com ele, porque ninguém gosta quando mexem com quem a gente ama, né? Ainda mais a mulher da gente ou o marido e namorado de vocês, não é?
Ao voltar, reparei que a Emy estava concentrada vendo o mar, e estava tão linda e natural. Meu Deus, como eu amo essa mulher!
— Você está linda, mesmo com esse projeto de biquíni.
— E você está lindo, mesmo com a sua implicância. Você acha que as mulheres não reparam em você?
— Elas reparam? – estufei o peito, como se quisesse aparecer.
— Gabe! – falou, batendo no meu peito, fazendo-me rir.
— Doeu, mulher! Que tapa forte!
— É para aprender e não ficar se engraçando por ai. Se estufar esse peito de novo, eu faço topless.
O que? Nem brincando!
— Porra de mulher que pega pesado nas brincadeiras. Quer ficar causando enfarte nos outros e prisões por ai.
— Sou dessas. – riu.
— E eu sou desses que adoram atacar os seus seios, que estão maravilhosos. Eu acho que sempre vou te manter grávida.
Sempre mesmo. Ela está cada dia mais radiante e linda.
— Bobo!
— É serio. Acaba uma gestação, vamos para a outra, e por ai vai.
Talvez poderemos formar um time de futebol, ou uma continuação par ao filme Doze é demais.
— Eu mando implantar um útero em você, ai você via saber como é ficar desse jeito.
— Eu vou ter peitos bonitos? Porque se eu tiver, eu quero! – brinquei.
— Vamos aproveitar essa praia, porque a noite promete.
— O que o meu marido vai fazer comigo? – fez aquela cara de inocente, mas pega fogo à noite.
— O que seu pai não deve saber. – e nem imaginar.
Se o meu padrinho imaginar o que eu sempre quis fazer com a filha dele... Meu Deus, eu serei capado por ele!
***
Emy e eu estávamos acabando de jantar em um restaurante belíssimo e romântico. Ela estava perfeita e enchia os meus olhos e o meu coração de tanto amor. Eu a amo a cada segundo da minha vida, e ela é o motivo para me manter vivo.
— Esse restaurante é incrível.
— Você merece, minha princesa. Tudo por você!
— Eu te amo!
— Eu te amo muito mais. – e para sempre.
A música começou a tocar, e eu a chamei para dançar comigo. Eu a segurei pela cintura, e a levei no ritmo da dança. Ela me olhava com tanto amor, que eu quase a agarrei aqui.
— Sabe, eu ainda não acredito que estou casado com você. Emy, você é o topo da minha cadeia alimentar.
Foi uma cantada brega, eu sei, mas foi de coração.
— O que? Gabe, se isso foi uma cantada, por favor, pare! – riu.
— Foi romântico.
— Topo da cadeia alimentar? Jura?
— Claro! Sempre estará no topo da minha vida e do meu coração.
E de tudo que me envolva, ela sempre estará no meu primeiro pensamento.
— Isso parece depoimento do Orkut.
Caramba! Saudades Orkut. Quanto tempo.
— Está chamando a minha declaração de depoimento do Orkut? – ri.
— Ah, você não se lembra de quando tínhamos? Era assim: com licença, o topo é meu! Ah, Gabe, você me mandava vários.
Claro que mandava. Marcar território era a minha cara. Quero dizer, ainda é a minha cara. Mandava vários, e eu descobri a senha dela uma vez, e apaguei uns comentários de uns meninos da escola. Ela nem pode saber disso.
— Verdade. Eu sempre quis ser o primeiro na sua vida.
— E sempre será o primeiro homem pra mim. – beijou-me.
Eu não estava aguentando mais. Eu tinha que tê-la novamente, e seria agora. Saímos de lá, e graças a Deus eu já tinha pagado a conta, senão sairia sem pagar.
Destranquei a porta do quarto, e já fui tirando o vestido dela, e a minha roupa. Eu não quero perder mais tempo e tê-la nua e totalmente entregue a mim.
— Gabe, eu queria te falar uma coisa.
— O que foi? Está passando mal? – perguntei preocupado.
— Não! É um desejo que eu tenho.
Hum, adoro um desejo, ainda mais se for sexual.
— Querida, desejo é comigo mesmo. Pode falar.
Ela estava com vergonha de mim? Mesmo depois de tudo o que já fizemos?
— Então, eu sempre tive um desejo por fazer sexo em um lugar.
— Qual lugar?
— Ah... Na piscina.
Nunca fiz na piscina, mas deve ser bom, ainda mais com ela. Enfim, se ela tem um desejo, eu tenho que realiza-lo e farei com o maior prazer e com um pau duro. Ainda bem que temos uma cortina para tampar, porque eu não iria deixar alguém ver a minha mulher gozar lindamente.
— Seu desejo é uma ordem. Ainda bem que temos uma piscina privativa, e podemos tampar para que ninguém veja a gente, senão eu mataria quem visse você gozar.
Eu a deixei nua em segundos e a coloquei no colo, levando-a até a piscina. Fechei a cortina, e olhei com desejo para ela. Seremos apenas nós dois e a luz do luar. Eu a beijei com vontade, colocando as pernas dela em volta de mim, e entrei de uma vez, mas com cuidado.
— Isso tudo é saudades? – perguntou.
Saudades, desejo, vontade... Com ela eu sinto tudo isso e muito mais.
— Saudades e desejo de estar no meu lugar favorito. – sussurrei, e mordi de leve a sua orelha.
Eu entrava e saia sem parar, e nossos olhares estavam conectados um com o outro. Era algo muito forte, muito mais do que amor. Era algo inexplicável e sem nome, mas era maior e mais forte do que qualquer sentimento que tínhamos. A Emy e eu erámos um só. Um só coração, voz e corpo. Erámos inquebráveis e fortes para tudo o que iriamos enfrentar ou que enfrentamos.
— Emy, caralho de mulher gostosa! Puta que pariu, eu estou chegando pra você, princesa.
— Vem pra sua mulher, Gabe! Vem pra mim, meu amor! – sussurrou, e mordeu de leve o meu ombro.
O meu fim foi quando ela começou a rebolar. Puta que não me pariu, eu gozei tão forte e urrei de tanto prazer. Ela me acompanhou, e eu a segurei com firmeza.
— Eu te amo, meu amor. — falou.
— Eu te amo, minha princesa. – até o fim da minha vida.
Eu a coloquei na escadinha para poder executar o meu próximo passo, que seria fabuloso.
— Já acabou?
— Isso não é nem o começo, querida. Hoje vamos ver o amanhecer.
Eu iria enlouquecê-la apenas com a minha língua e depois fazer amor até quando entrarmos em coma. Isso levaria tempo, mas eu não tinha pressa. Eu tenho é a lua de mel inteira para isso.
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