Eternamente

48 Capítulo 48


Notas iniciais
Gente, algumas meninas me pediram para não parar de postar. Darei mais uma chance, mas eu espero os comentários de vocês, porque isso é muito importante pra mim. Sério. Espero que gostem! Beijos

Meu Deus, que voz era aquela no meu ouvido? Fiquei excitada só com a voz, imagina com o resto. O Gabe tinha esse maldito poder sobre mim. Só com o seu simples toque, sorriso ou voz eu já ficava louca. Não sei se é por causa dos hormônios da gravidez, mas eu não estou nem ai. Tenho esse homem lindo ao meu lado, e vou aproveitar desse corpo.

Virei-me para ele, e pude ver bem melhor o terno que ele estava usando. Era um pecado em forma de homem. Aquela roupa marcava cada músculo do seu corpo, e era tentador.

— Minha despedida de solteira, Gabe? Tentador. – sorri. – Mas, todas as mulheres vão a uma casa para ver homens dançando, e não passam a despedida com o futuro marido. Isso está errado, não está? – perguntei sorrindo.

— Você não é a maioria das mulheres, você é a minha mulher! E, não, eu não aceitaria você vendo homens dançando. Se quiser ver, eu estou aqui. Sou todo seu!

Todo meu! Meu homem! Meu namorado, noivo e futuro marido. E ainda é completamente sexy.

— Ponto pra você, querido. Então, já que é a nossa despedida, nós temos que fazer algo.

— Quem disse que não iremos fazer? Só iremos embora daqui amanhã, e você estará bem satisfeita com a nossa festinha particular.

Que calor é esse que subiu aqui? Esse homem piscando pra mim é para acabar com a minha sanidade.

— Então, eu sou uma noiva bem exigente, e quero que a minha despedida seja perfeita.

— Só de ter nós dois ela é perfeita. – sorriu. – Mas, eu posso fazer algo a respeito disso.

Ele me pegou-me no colo, levando-me até o quarto. Gabe havia decorado com rosas pelo quarto e velas. Seu cheiro predominava o quarto. Colocou-me sobre a cama, e olhou para mim seriamente.

— Hoje a noite é especial. Será a sua despedida como Emily Campbell, porque logo você terá o meu sobrenome, mostrando para todo mundo que você é minha, só minha.

Ele foi até rádio, e colocou um pendrive. Eu estava tão excitada só de vê-lo, imagina quando ele começar o que planeja.

— Você ficará sentadinha, enquanto eu danço pra você. Quero que veja o seu homem dançando só pra você, a minha mulher!

— Sim. – respondi ansiosa.

Quando escutei a música, eu quase pirei. Ele não iria fazer isso com o meu pobre coração.

— Sei o quanto você gosta desse tal de Justin Timberlake, então, eu quero que você se lembre de mim todas as vezes que escutar essa música.

O toque de SexyBack ecoou pelo quarto, e eu me segurei para não piscar, porque eu não quero perder nenhum segundo dessa dança.

Ele começou a olhar para mim profundamente, sem piscar. Seu olhar era penetrante e sexy. Ele dançava tão sensualmente, e eu mordia meus lábios para não ir atacá-lo. Gabe sabia muito bem o que estava fazendo, e sabe o efeito que tem em mim. Ele desabotoava o terno, e sorria maliciosamente. Safado. Meu safado. Assim que ele tirou, jogou de lado, e virou-se, dançando com aquela bunda deliciosa. Ai, meu Deus, que bunda era aquela?

— Gostando da visão, princesa?

— Você não imagina o quanto. – sorri.

Virou-se novamente pra mim, e abria lentamente a camisa, mostrando aquele peitoral que eu amava, e deixando à mostra a tatuagem que havia feito para mim. Ele abria a camisa lentamente, mostrando que queria me torturar. Filho ficando apenas de calça social. Essa maldita calça que o deixava com ar de advogado sério e sexy.

— Acho que estou com um problema no botão da minha calça, querida. Você pode vir me ajudar? – sorriu.

Eu fui até ele, e me abaixei, abrindo o botão da calça. Olhei para cima, e ele me olhou, sabendo o que eu iria fazer. Passei as minhas mãos sobre a barriga dele, e beijei. Olhei para o rosto dele, e beijei a sua boca. Estava tão feroz, que nem eu me reconheci. Assim que eu me afastei, ele segurou os meus braços.

— Emy, desse jeito você acaba com tudo o que eu planejei. – sorriu.

— Mas...

— Agora é sobre você, querida. Meu trabalho é te satisfazer. – levou-me novamente para a cama, e tirou a calça, ficando apenas de cueca branca. Puta que pariu! Porque ele está usando cueca branca? Isso é um perigo para a minha cabeça. Sim, eu estou olhando para lá, e vendo o quão grande ele é e está.

Gabe passava a mãos sobre o seu corpo, fechando os olhos e mordendo os lábios. A música ainda tocava, e ele estava disperso em sua dança sensual.

Veio até mim, e pediu que eu me levantasse. Fiquei de pé em frente a ele, mas ele me virou. Suas mãos começaram a passar pelo meu corpo, apertando os meus seios e bunda.

— Você é minha, Emy! Esse corpo, seus pensamentos e seu coração são meus.

— São seus, Gabe. Sempre foram e serão só seus.

Ele foi deslizando lentamente o zíper do meu vestido.

— Você gosta das minhas mãos sobre o seu corpo? – sussurrou em meu ouvido.

— Sim. Eu amo as suas mãos, Gabe.

— Eu sei que gosta, princesa. Eu sei muito bem do que você gosta. Você gosta de me sentir duro e profundo, não é, querida?

— Muito! Eu quero sentir você, Gabe.

Ele tirou todo o meu vestido, deixando-me apenas de lingerie.

— Gostosa. Minha gostosa.

Gabe começou a me beijar na nuca, mas sua boca ia descendo pelas minhas costas e ia até a base da coluna. Ele não parou um segundo, até que eu senti que ele estava tirando a minha calcinha.

— Querida, você estão tão linda nesses saltos, que eu não quero que você os tire, ok?

— Ok.

— Eu quero que você coloque as mãos sobre a cama, e empine essa bunda maravilhosa.

Fiz o que ele me pediu, e olhei para ele. Gabe estava sem a cueca, e alisava o seu pênis.

— Que visão maravilhosa! – beijou-me. – Se você sentir alguma coisa, por favor, eu quero que me diga. Não quero que você e os nossos filhos se sintam desconfortáveis.

— Ok.

— Querida, eu serei duro com você, porque eu sei que você não está aguentando mais, e eu também não. Eu vou te pegar de jeito, princesa. E eu quero que você grite o quanto quiser. Somos eu e você, Emy.

Sem eu esperar, ele me penetrou por trás, me fazendo arfar de prazer. Ele entrava e saía fortemente.

— Gabe, ah... Ah... – eu gemia com toda a vontade, sem medo de ser feliz.

— Geme, Emy. Pode gemer o quanto você quiser. Eu sei que você está gostando, gostosa. Minha gostosa. – ele segurava na base da minha coluna, enquanto eu me contorcia de tanto prazer.

Gabe estava suado, e eu estava quase chegando ao meu prazer.

— Gabe, eu vou gozar. Eu vou... – foi só eu falar isso, que o Gabe começou a intensificar ainda mais dentro de mim, e eu gozei, gemendo o mais alto possível. Ele veio atrás de mim, chamando o meu nome em alto e bom som.

Caímos na cama, totalmente sem ar, mas com um sorriso enorme no rosto. Gabe me puxou para o seu abraço, e me beijou lentamente.

— Isso foi demais, Gabe. A dança, o sexo e você. Você sempre me surpreende, sabia?

— Eu sempre quero te surpreender, princesa. Valeu a pena dançar pra você. Sempre que quiser, eu serei o seu dançarino particular. – beijou-me novamente.

— Eu posso me acostumar. – sorri.

— E eu quero que você se acostume, princesa. – sorriu de volta. – Agora, vamos parar de conversa, porque temos a noite toda para fazermos o que bem entendermos.

— Eu gosto disso.

— E eu mais ainda. Agora nós vamos fazer amor, porque eu quero marcar cada pedaço do seu corpo.

— Eu gosto muito disso.

Ele sorriu, e me agarrou pela cintura, tirando a parte de cima da minha lingerie, e me colocando por cima dele.

— Aproveite-se do seu noivinho, princesa.

— Eu vou aproveitar muito. – pisquei.

***

Depois da noite bem quente, nós acabamos caindo no sono quando estava amanhecendo. Eu estava exausta, então nem percebi quando o Gabe havia saído da cama. Levantei-me e fiz a minha higiene. Voltei para o quarto, e o Gabe estava lá, com uma bandeja de café da manhã, e com o seu sorriso maravilhoso.

— Bom dia, princesa. Dormiu bem?

— Muito bem, noivo. – beijei-o.

— Assim é que eu gosto. – sorriu. – Bem, eu trouxe algumas coisas para nós comermos, e eu espero que você goste.

— Eu já amei, Gabe. Tudo o que você faz eu amo.

Sentamo-nos na cama, e começamos a comer. Olhei para o bolo de chocolate, e lembrei-me que ele havia me pedido para fazer o bolo para ele.

— Esse é o bolo que eu fiz? – perguntei.

— Aham. Eu trouxe pra cá, porque eu me lembrei de uma coisa.

— Que coisa? – perguntei curiosa.

— Lembra quando você era criança, e me disse que quando crescesse iria fazer esse bolo para o seu príncipe encantando?

— Lembro? Foi quando você brigou com o Joe. – ele me olhou irritado ao ouvir o nome desse filho da mãe.

— Sim, foi esse dia. Então, depois você disse que o dia perfeito seria da seguinte forma: você faria o bolo, depois sairia para brincar, ele iria beijar a sua mão, depois você daria um pedaço de bolo de chocolate para ele e vocês iriam morar em um castelo encantado.

Ele lembrava-se direitinho do que eu havia falado. Éramos crianças, e eu nunca imaginei que ele iria lembrar-se daquilo.

— Você... – eu já estava chorando.

— Sim, Emy. Eu estou fazendo o seu dia perfeito. – sorriu. – Você fez o bolo; nós brincamos muito ontem à noite, e depois iremos à praia curtir um pouco; eu irei beijar a sua mão todos os dias da minha vida e eu comprei essa casa, que é o nosso castelo encantado. Eu comprei com as minhas moedinhas, porque eu sou o seu príncipe, Emy. Eu sou seu, de todas as formas, momentos e horas. Eu sempre fui seu. O seu príncipe encantado, minha princesa.

— Gabe, eu te amo tanto. – fui até ele, e o beijei. – Você é o amor da minha vida! O único amor que eu tive.

— Eu te amo a cada segundo, Emy. Eu sou e sempre serei capaz de tudo para vê-la feliz. Você e os nossos filhos são a minha prioridade. – beijou a minha mão, fazendo-me sorrir.

— Bem, agora falta uma coisa.

— Que coisa? – perguntou.

Eu peguei um pedaço de bolo que estava cheio de cobertura, e levei até ele. Gabe mordeu, e sorriu.

— Pronto, agora o meu dia perfeito está completo.

— Meu dia sempre será perfeito, Emy, porque eu tenho você.

Eu sorri, e continuamos com o nosso café da manhã encantado. Gabe tinha realizado o eu dia perfeito de infância. Pode uma pessoa ser mais perfeito? Por favor, me respondam se eu não sou uma garota sortuda? Ah, eu sou! Eu sou e sempre serei sortuda por ter esse homem maravilhoso ao m eu lado. Gabe é meu tudo!

***

— Bem que nós poderíamos passar a nossa lua de mel na praia, meu amor. O Que você acha? – perguntei, enquanto estávamos voltando para a casa.

Não deu para ficar muito tempo na praia, porque tínhamos que resolver os detalhes finais do casamento, mas eu queria muito ter aproveitado mais.

— Praia, princesa?

— É. Não seria legal? Eu acho que seria maravilhoso, meu amor.

Gabe parecia que estava pensando em alguma coisa, mas acabou concordando com a minha ideia. Iriamos para uma praia para curtimos a nossa lua de mel. Ah, que ansiedade.

— Eu queria ter ficado mais. Nem aproveitamos direito.

— A gente pode voltar, princesa. Eu faço qualquer coisa por você.

Tem como se apaixonar mais por ele? Morram de inveja, porque ele é meu! Meu Gabe!

— Não precisa, amor. A gente precisa resolver os detalhes finais do nosso casamento, principalmente a degustação do Buffet. Você vai ir comigo, né?

— Eu vou onde você for, Emy. É o nosso casamento, princesa. – ele sorriu, e eu lhe dei um beijo.

Gabe ficava cada dia mais fofo, e lindo. Meu amor por ele crescia a cada segundo.

***

Nem deu tempo de chegar a casa. As meninas me arrastram para ir ver o meu vestido de noiva. O Gabe foi arrastado pelos rapazes, mesmo reclamando que queria ficar mais tempo comigo. Nem preciso dizer que as meninas me encheram de perguntas sobre a noite passada, mas eu não entrei em detalhes, porque não quero ninguém babando pelo meu noivo. Ninguém precisa dança que ele fez pra mim. Mas só de pensar naquilo... Ai, que calor!

— Emy? Emy?

— Ah, oi! – olhei para a Beck, que ria de alguma coisa.

— Pensando na noite passada? – perguntou.

— Não! – menti. – Talvez.

— Sabia. – riu. – Mas o foco é o seu vestido, ok? Tente esquecer o Gabe por algum segundo, tudo bem? Você consegue?

— Eu vou tentar.

Olhei para ela, que vestia o seu vestido de madrinha. Ela e a Lis iriam com as suas cores preferidas, modelos diferentes, mas muito meigos e lindos. Eu havia amado a escolha delas.

— Nós já escolhemos o vestido das meninas, agora falta o seu. Está preparada, querida? – mamãe perguntou.

— Eu estou bem ansiosa e nervosa. – falei.

— Seu vestido ficou perfeito, querida. Ficou a sua cara. – minha madrinha disse, me abraçando.

Levantei-me, e fui até o trocador. A estilista estava me esperando para me ajudar com o vestido. Assim que ela tirou da arara, eu quase tive um enfarte. Era tão perfeito, que eu me poderia só andar com aquele vestido.

— Meu Deus! – exclamei.

— Gostou? – a moça perguntou.

— Eu amei! Eu nunca achei que teria um vestido desse jeito. É mais que perfeito.

Ele não era rodado, mas nem tanto. A parte de cima era de renda, bem clássico, e a renda descia em camadas pela parte de baixo do vestido. Sua manga era curta e marcava a minha barriga. Meu Deus, esse é o meu vestido de noiva! Meu vestido.

— Muito obrigada. Eu amei! – falei, emocionada.

Ela me abraçou, e eu respirei fundo antes de mostrar para as meninas.

— Como eu fiquei? – perguntei.

Elas me olharam, e ficaram quietas. Será que não havia ficado bom?

— Emy, você é a noiva mais linda que eu vi na vida. O Gabe vai morrer quando te ver desse jeito.

— Eu espero que não. – sorri. – Preciso do meu noivo bem vivo.

— Filha, você está perfeita! – mamãe disse.

As quatro vieram me abraçar, e eu chorava cada vez mais. Era muita emoção para uma pessoa só.

— Antes de você tirar o vestido, deixe-me tirar uma foto. – minha madrinha pediu.

Eu fiquei de perfil, e coloquei as mãos sobre a minha barriga. Sorri alegremente lembrando-me dos meus pequenos.

Olhei-me novamente no espelho, e sorri. Eu estava com o meu vestido de noiva. Era muita emoção. Não vejo a hora do Gabe me ver. Aposto que ele vai adorar.

***

Após acertarmos as nossas roupas, decoração, lugar e a confirmação de todos os convidados, faltava escolhermos o Buffet. Eu e Gabe estávamos sentados em uma mesa, esperando a degustação. Ele não estava muito feliz por estar esperando. E eu não estava muito feliz com os meus enjoos. Gabe até tentou me proibir de vir, mas precisávamos resolver esse item da lista, então eu bati o pé e disse que viria mesmo assim.

— Que demora! – ele reclamou.

— Gabe!

— Porque marcar horário, sendo que vai atrasar. Eu não comi nada, porque quero encher a minha barriga nessa degustação, mas com essa demora do caramba... – reclamou mais uma vez.

— Deve ter acontecido alguma coisa, amor. É só esperarmos.

— Daqui a pouco eu caio morto nessa mesa por causa da fome. Ai eles vão me socorrer só na semana que vem. Nem pra trazer um pãozinho com água. Se fosse Jesus, ele já teria nos dado pão e água, igual fez com os apóstolos.

— Gabe, é pecado ficar usando o nome de Deus em vão.

— Desculpa.

Eu dei risada das reclamações dele. Gabe não estava com paciência, ainda mais com a fome que ele estava.

— Desculpem-me pelo atraso, mas eu estava acabando de atender outro casal. – uma mulher nos disse. – Sou Mônica.

— Prazer. Eu sou a Emily. – olhei para o Gabe, que olhava com cara feia para a mulher. – Esse é o meu noivo, o Gabe. – cutuquei-o.

— É prazer que vocês tenham resolvido escolher o nosso Buffet. Preparei os pratos conforme o gosto de vocês. Espero que gostem. Pedirei para que eles tragam até aqui. Fiquem à vontade.

— Obrigada. – agradeci.

Sentei-me, e olhei para o Gabe.

— Porque você fez aquela cara para a moça? Que coisa feia, Gabe!

— Feia? Feia é o ela fez com a gente. – disse nervoso. — Você viu o tamanho do nariz? Ela deve roubar o oxigênio do planeta. Por isso que estamos enfrentando problemas ambientais.

— Para de implicância, Gabe. A moça foi simpática.

— Foi simpática porque iremos pagar.

— Não é assim.

— Aham, sei. Eu só espero que essa demora de duas horas tenha valido a pena. Eu estou com fome!

— Eles já vão servir. – suspirei.

Ele olhou pra mim, e sorriu. Mudança de humor é com o Gabe!

— Como está o seu enjoo? – perguntou preocupado.

— Está melhorando, mas ainda não estou tão bem como queria estar. Estou com medo de não conseguir provar as comidas.

— Se você quiser eu provo. Eu acho melhor você não exagerando nesses temperos, Emy. Eu sei que eles estão cientes sobre a sua alergia, mas é melhor evitar. Eu provo, e te falo o que achei.

— Eu queria ajudar. – suspirei.

— Você pode provar os doces. É bom que dividimos as tarefas.

— É verdade. Então eu vou até a outra sala para experimentar os doces. Por favor, escolha bem a comida.

— Eu sei de comida, Emy. – piscou.

— Tarado.

— Sou mesmo.

Dei um beijo nele, e fui até a sala ao lado. Ali era o paraíso dos doces. Só de olhar já me dava diabetes. Era tão cheiroso, e meu estômago não embrulhou. Parece que os meus bebês irão gostar de doce.

Uma mocinha muito simpática me atendeu, e me mostrou as cartelas dos doces. Era cada um mais lindo e gostoso do que o outro. Estava até difícil de escolher. Provei um por um, e só saia elogios. Como pode um simples doce ser tão perfeito?

Escolhi os doces que eu mais amei, e que eu sei que o Gabe também irá amar. Doces tradicionais e outros não. Depois fui para a parte dos bolos. Meu Deus! Isso aqui é maravilhoso! Quero morar em um lugar desses. Não queremos um bolo extravagante, até porque eu acho brega, mas queremos um clássico. O recheio será de brigadeiro, o nosso preferido.

Olhei alguns, e decidi por um que achei que fosse a nossa cara. A moça anotou todos os meus pedidos, e eu agradeci.

Despedi-me e fui encontrar com o Gabe, que saía com uma sacola em sua mão.

— O que é isso? – perguntei.

— Eu pedi, gentilmente, que me dessem um pouco do que eu provei. Eu quero que você prove, querida, e saber a sua opinião.

— Jura? Que fofo! – dei-lhe um beijo, e sorri. – Você é o melhor noivo que eu poderia ter.

— O melhor e o único.

— Convencido.

Ele riu e me abraçou. Finalmente tudo estava resolvido.

***

— Gabe, eu vou entrar para tirar esses sapatos e guardar a comida. – falei, saindo do carro.

— Eu irei estacionar, e daqui a pouco eu entrarei.

Entrei em casa, e guardei a comida na geladeira. Mais tarde eu iria comer, e ver se o Gabe havia feito uma boa escolha para o cardápio.

Fui até o nosso quarto, e tirei os sapatos. Ai, que alívio! Era um alívio tirar o sutiã e os sapatos, né? Era uma sensação maravilhosa!

Encontrei com as duas mulheres da minha vida, que estavam na sala.

— Resolveram o Buffet, querida?

— Já, mãe. Está tudo resolvido, graças a Deus.

— E os seus enjoos?

— Ah, estão bem melhor, madrinha. Esses pequenos aqui estão dando uma trégua para a mamãe, né, amores? – olhei para a minha barriga, e acariciei.

— Eu achei que você estava lá fora com o Gabe. Ele está conversando com o Chad.

Merda! Isso vai dar uma bela merda! Gabe e Chad juntos por muito tempo... Hum, isso não dá certo!

— Eu vou até eles. – avisei.

Fui rezando, pedindo para estarem vivos, sem nenhum arranhão.

— Gabe! – chamei-o. Bom, eles estão vivos, então isso é um bom sinal.

— Oi, meu amor. – beijou-me. – Estávamos falando de você agora mesmo.

— Jura? Oi, Chad!

— Emy. – me cumprimentou. – Eu estava parabenizando o Gabe pelo casamento, e dizer que fico feliz por vocês.

— Obrigada, Chad. Como você está?

— Bem. Eu estou indo viajar com a minha namorada.

— Uau! Eu fico muito feliz pela namorada. Espero que vocês sejam felizes. – sorri.

— Ela é incrível! Espero que dê certo.

— Já deu. – sorriu. – Eu preciso ir. Ainda tenho que pegá-la em casa. Parabéns novamente.

— Obrigada.

Ele se despediu e foi embora. Eu espero que o Chad seja feliz com alguém que realmente o ame. Ele foi importante na minha vida, mas não foi o meu amor. Meu coração nunca foi dele, porque ele já era do Gabe, mas o Chad é uma pessoa muito querida.

— Eu espero que ele seja feliz, bem longe da gente. Ele poderia se mudar para a Groelândia, porque assim a nossa felicidade seria completa, não acha? – perguntou-me.

— Eu acho que você está pirado, Gabe. Sempre com ciúmes?

— Protegendo o que é meu, princesa. Vocês são meus! – disse, colocando as mãos sobre a minha barriga, e fazendo carinho.

— Isso mesmo, querido. Nós somos seus, e de mais ninguém!

— Vamos esquecer o Chad, ok? Quero que o nosso foco seja o casamento, nossos filhos e a nossa vida como marido e mulher. Eu nem acredito que iremos nos casar, Emy. É tão surreal, que parece que eu vou acordar desse sonho, e perceber que nada é verdadeiro.

— Mas tudo isso é muito verdadeiro. Nosso casamento é muito real, nossos filhos, que me deixam bem enjoada e logo irão nascer e mostrar o quão real é e o nosso amor. Ele é a forma de mostrar que isso não é um sonho, Gabe. Eu te amo.

— Eu te amo, Emy. – beijou-me.

***

A semana parecia que andava em passos de tartaruga. Quanto mais eu queria que chegasse, mais demorava. Mas, finalmente, era o dia! O nosso dia! Meu casamento finalmente iria acontecer. Era tanta felicidade dentro do meu peito.

Acordei, levantei-me da cama e fiz toda a minha rotina. Olhei-me no espelho, e vi pela última vez a Emily Campbell. Daqui a pouco eu seria mulher do meu melhor amigo e teria o seu sobrenome. Inacreditável para quem estava relutante em aceitar fingir que era namorada do melhor amigo, mas hoje é uma noiva, e de verdade.

Sorri para mim mesma, e respirei fundo. Meu Deus, eu iria me casar hoje! O Gabe seria meu marido! Meu melhor amigo e marido! É muita felicidade!

Gabe

Puta que pariu! Que vestido era aquele? Ela estava sensacional, fora o perfume que alastrava por todo o ambiente. A Emy estava de um jeito que me enlouquecia de amor e de tesão. Se eu não me segurar, eu posso facilmente arrancar esse vestido, e partir para o ataque.

Ela virou-se para mim, e me olhou de cima para baixo. Parece que eu fui aprovado no papel de advogado sexy. Escolhi um terno que ela adorava, e eu sabia que iria enlouquecer, assim como eu estou enlouquecendo.

— Minha despedida de solteira, Gabe? Tentador. – sorriu. – Mas, todas as mulheres vão a uma casa para ver homens dançando, e não passam a despedida com o futuro marido. Isso está errado, não está? – perguntou sorrindo.

Ah, querida, não fale em homens com tetas de glitter, isso me dá arrepio. Eles nunca dançarão para você. Eu sou o seu dançarino particular.

— Você não é a maioria das mulheres, você é a minha mulher! E, não, eu não aceitaria você vendo homens dançando. Se quiser ver, eu estou aqui. Sou todo seu!

— Ponto pra você, querido. Então, já que é a nossa despedida, nós temos que fazer algo.

Emy, não sorria pra mim desse jeito. Eu já estou duro só de pensar o que iremos fazer essa noite.

— Quem disse que não iremos fazer? Só iremos embora daqui amanhã, e você estará bem satisfeita com a nossa festinha particular.

Satisfeita e dolorida.

— Então, eu sou uma noiva bem exigente, e quero que a minha despedida seja perfeita.

— Só de ter nós dois ela é perfeita. – sorri. – Mas, eu posso fazer algo a respeito disso.

Peguei-a no colo, levando até ao nosso quarto. Ele estava todo decorado, e eu fui eu que fiz tudo isso. Que orgulho! Joguei o perfume que ela gosta quando eu uso e fiz o mais romântico possível. Coloquei-a delicadamente sobre a nossa cama, e olhei seriamente para ela. Eu precisava de concentração.

— Hoje a noite é especial. Será a sua despedida como Emily Campbell, porque logo você terá o meu sobrenome, mostrando para todo mundo que você é minha, só minha.

Posso estar querendo marcar território? Sim, mas eu não estou nem ai. Foda-se o que os haters que me odeiam vão pensar. Ela é minha, e eu marco o que eu quiser. Se quiser eu marco esses porras com um soco na cara.

Voltando para o romantismo, Gabe. Fui até o som, e coloquei Justin Timberlake. Sim, eu irei dançar Justin. Não é uma coisa muito agradável, mas ela gosta, então irei fazer o que a minha mulher gosta.

— Você ficará sentadinha, enquanto eu danço pra você. Quero que veja o seu homem dançando só pra você, a minha mulher!

— Sim. – respondeu.

— Sei o quanto você gosta desse tal de Justin Timberlake, então, eu quero que você se lembre de mim todas as vezes que escutar essa música.

O toque da música começou, e eu me segurei para não desistir disso tudo. Será que eu estava sendo ridículo? Eu não sou um bailarino, mas eu sabia rebolar. É só mexer a cintura e passar a mão pelo corpo, não é? Ah, sei lá, eu iria fazer isso.

Comecei a olhá-la profundamente, sem piscar. Era o tipo olhar sexy, sabe? Desabotoava o meu terno bem devagar e sorria para ela. Ela mordia os lábios, e isso me deixava mais louco. Joguei o terno no chão e me virei. Comecei a rebolar a minha bunda, e eu sei que ela estava olhando. Aposto que eu estava me saindo bem, não acham? Pelo menos a Emy estava gostando.

— Gostando da visão, princesa?

— Você não imagina o quanto.

Virei-me novamente, e abria a camisa do mesmo ritmo do terno. Eu iria torturá-la por ser sexy. Eu abria cada botão bem devagar, enquanto ela me olhava com desejo. Assim que eu tirei a camisa, olhei para as minhas calças e tive uma ideia. Ela iria me ajudar com o meu “probleminha”.

— Acho que estou com um problema no botão da minha calça, querida. Você pode vir me ajudar? – sorri.

Ela veio até a mim, e se abaixou. Ela sentiu a minha ereção, e sorriu. Abriu o botão da minha calça, e olhou pra mim. Passou mãos sobre a minha barriga e beijou. Puta que pariu, eu vou morrer aqui. Puxei-a para cima, e a beijei. Eu necessitava da boa dela desesperadamente.

— Emy, desse jeito você acaba com tudo o que eu planejei. – sorri.

Eu quero seguir por todo o meu plano, mesmo querendo muito acabar com isso. Mas eu queria ver o prazer dela. Era sobre ela.

— Mas...

— Agora é sobre você, querida. Meu trabalho é te satisfazer. – levei-a novamente para a cama, e tirei a calça, ficando apenas de cueca branca.

Passei a mão sobre o meu corpo do jeito mais sensual que possível. Fechei os olhos, imaginando o que eu queria fazer com ela. Imaginando cada pedaço do corpo dela. Pedi que ela se levantasse, e passei as mãos sobre o corpo dela, deixando-a arrepiada.

— Você é minha, Emy! Esse corpo, seus pensamentos e seu coração são meus.

— São seus, Gabe. Sempre foram e serão só seus.

Deslizei o zíper do vestido dela, abrindo bem devagar.

— Você gosta das minhas mãos sobre o seu corpo? – sussurrei em seu ouvido.

— Sim. Eu amo as suas mãos, Gabe.

— Eu sei que gosta, princesa. Eu sei muito bem do que você gosta. Você gosta de me sentir duro e profundo, não é, querida?

— Muito! Eu quero sentir você, Gabe.

Tirei o vestido, deixando-a somente de lingerie. Puta que pariu, que porra é essa? Que maravilha é essa? A Emy ficava cada vez mais gostosa.

— Gostosa. Minha gostosa.

Meus beijos iam da sua nuca, costas e coluna. Quero marcar cada pedaço dela.

— Querida, você estão tão linda nesses saltos, que eu não quero que você os tire, ok?

— Ok.

— Eu quero que você coloque as mãos sobre a cama, e empine essa bunda maravilhosa.

Ela fez o que eu pedi, enquanto eu tirava a cueca, e alisava o meu pau. Ele estava dolorido e queria entrar nela forte e duro.

— Que visão maravilhosa! – beijou-a. – Se você sentir alguma coisa, por favor, eu quero que me diga. Não quero que você e os nossos filhos se sintam desconfortáveis.

— Ok.

— Querida, eu serei duro com você, porque eu sei que você não está aguentando mais, e eu também não. Eu vou te pegar de jeito, princesa. E eu quero que você grite o quanto quiser. Somos eu e você, Emy.

Não esperei um segundo, e entrei dentro dela, fazendo-a sentir prazer. Ela segurava na cama fortemente, e rebolava no meu pau. Eu iria gozar facilmente. Eu entrava e saía dela sem parar, e cada vez mais forte.

— Gabe, ah... Ah... – ela gemia com toda a vontade, sem medo de ser feliz. E eu estava urrando de tanto prazer.

— Geme, Emy. Pode gemer o quanto você quiser. Eu sei que você está gostando, gostosa. Minha gostosa. – eu segurava na base da coluna dela, enquanto ela contorcia de tanto prazer.

Eu já estava suado, e chegando ao meu prazer, mas eu queria escutá-la primeiro.

— Gabe, eu vou gozar. Eu vou... – eu intensifiquei as estocadas, quando ela gemeu alto. O melhor som que eu poderia escutar.

Não demorei muito, e gritei o nome dela com o maior prazer. Uau! Isso foi maravilhoso!

— Isso foi demais, Gabe. A dança, o sexo e você. Você sempre me surpreende, sabia?

— Eu sempre quero te surpreender, princesa. Valeu a pena dançar pra você. Sempre que quiser, eu serei o seu dançarino particular. – beijei-a novamente.

— Eu posso me acostumar. – sorriu.

— E eu quero que você se acostume, princesa. – sorri de volta. – Agora, vamos parar de conversa, porque temos a noite toda para fazermos o que bem entendermos.

— Eu gosto disso.

— E eu mais ainda. Agora nós vamos fazer amor, porque eu quero marcar cada pedaço do seu corpo.

— Eu gosto muito disso.

Eu a puxei pela cintura, tirando os eu sutiã. Ela iria mandar em mim, e eu iria obedecer com o maior prazer.

— Aproveite-se do seu noivinho, princesa.

— Eu vou aproveitar muito. – piscou.

***

Acordei o mais cedo possível. Eu queria fazer uma surpresa para ela, e eu espero que ela goste e se lembre do que ela me disse alguns anos atrás, quando ainda éramos crianças. Seria uma forma de mostrar o quanto eu a amo, e que eu sempre estarei realizando os sonhos dela.

Arrumei o nosso café da manhã em uma bandeja, e levei para o nosso quarto. Quando eu cheguei, ela estava saindo do banheiro. E, uau, ela é simplesmente linda de qualquer jeito.

— Bom dia, princesa. Dormiu bem?

— Muito bem, noivo. – beijou-me.

— Assim é que eu gosto. – sorri. – Bem, eu trouxe algumas coisas para nós comermos, e eu espero que você goste.

— Eu já amei, Gabe. Tudo o que você faz eu amo.

Ela olhou para o bolo, e sorriu.

— Esse é o bolo que eu fiz? – perguntou.

— Aham. Eu trouxe pra cá, porque eu me lembrei de uma coisa.

— Que coisa? – perguntou curiosa.

— Lembra quando você era criança, e me disse que quando crescesse iria fazer esse bolo para o seu príncipe encantando?

— Lembro? Foi quando você brigou com o Joe.

Eu não quero nem me lembrar desse filho da puta. O que ele fez... Vontade de acabar com a vida dele de novo. Esse idiota deve estar no inferno.

— Sim, foi esse dia. Então, depois você disse que o dia perfeito seria da seguinte forma: você faria o bolo, depois sairia para brincar, ele iria beijar a sua mão, depois você daria um pedaço de bolo de chocolate para ele e vocês iriam morar em um castelo encantado.

Sim, eu me lembrava de cada detalhe da nossa conversa. Éramos crianças, mas tudo o que ele me falou ainda está guardado. Ela já era minha, sempre foi.

— Você... – ela já estava chorando.

— Sim, Emy. Eu estou fazendo o seu dia perfeito. – sorri. – Você fez o bolo; nós brincamos muito ontem à noite, e depois iremos à praia curtir um pouco; eu irei beijar a sua mão todos os dias da minha vida e eu comprei essa casa, que é o nosso castelo encantado. Eu comprei com as minhas moedinhas, porque eu sou o seu príncipe, Emy. Eu sou seu, de todas as formas, momentos e horas. Eu sempre fui seu. O seu príncipe encantado, minha princesa.

— Gabe, eu te amo tanto. – beijou-me. – Você é o amor da minha vida! O único amor que eu tive.

— Eu te amo a cada segundo, Emy. Eu sou e sempre serei capaz de tudo para vê-la feliz. Você e os nossos filhos são a minha prioridade. – beijei a sua minha mão, fazendo-a sorrir.

Eles sempre seriam o meu porto seguro, mas a minha fraqueza ao mesmo tempo.

— Bem, agora falta uma coisa.

— Que coisa? – perguntei.

Ela pegou um pedaço do bolo, e levou até a minha boca.

— Pronto, agora o meu dia perfeito está completo.

— Meu dia sempre será perfeito, Emy, porque eu tenho você.

Ela deu um sorriso enorme, e me mandou um beijo. Eu tinha realizado o dia perfeito para ela. Eu sempre realizaria todos os desejos e sonhos que ela tivesse. Essa era uma obrigação na minha vida, porque a felicidade dela era a minha felicidade.

***

Estávamos voltando para a casa. Infelizmente não deu para aproveitar tanto como queríamos, mas valeu a pena. Temos a vida toda para voltarmos para a nossa casa na praia.

— Bem que nós poderíamos passar a nossa lua de mel na praia, meu amor. O Que você acha? – ela perguntou.

— Praia, princesa?

— É. Não seria legal? Eu acho que seria maravilhoso, meu amor.

Não sei se seria legal. A minha definição de legal nesse momento seria eu e ela sozinhos, em qualquer lugar e fazendo amor. Isso seria bem legal. Agora, passar a lua de mel em uma praia... Sei lá, ela iria usar biquíni, homens ficariam olhando e eu iria preso em plena lua de mel! Não sei se isso é legal para nós. Ah, mas eu sabia que ela não iria desistir de viajar, então o melhor seria eu comprar as passagens.

— Eu queria ter ficado mais. Nem aproveitamos direito.

— A gente pode voltar, princesa. Eu faço qualquer coisa por você.

— Não precisa, amor. A gente precisa resolver os detalhes finais do nosso casamento, principalmente a degustação do Buffet. Você vai ir comigo, né?

— Eu vou onde você for, Emy. É o nosso casamento, princesa. – ela sorriu e me beijou.

***

— Merda! Isso aqui está apertando o meu pescoço! – reclamei.

Eu e os rapazes estávamos escolhendo o terno para o casamento. Não estava sendo uma missão muito fácil, porque todos apertavam a minha garganta, ou eram muito feios.

— Para de reclamar, Gabe! – meu pai falou.

— Eu não estou reclamando, estou contestando um fato. Quer que eu faça uma traqueostomia para ter que usar uma porcaria de uma gravata?

— Olha a boca, menino! – repreendeu-me.

— Senhor, nós podemos fazer um ajuste.

— Então faça, porque estou ficando sem ar.

O rapaz ajustou a gravata, e assim eu pude respirar aliviado. Bem melhor!

— Obrigado. – agradeci.

Olhei-me novamente no espelho, e me vi de terno. O terno do meu casamento. Não me achando muito, mas eu estava um gato. A Emy amava me ver de terno, e eu tenho certeza de que ela irá amar a me ver desse jeito.

Eu estava ansioso para saber sobre o vestido dela, mas ela me proibiu, de todas as formas, em vê-la de vestido. Até pedi uma foto, mas foi como se eu tivesse pedido alguma foto de mulher pelada. Ela me olhou de um jeito bem raivoso. Fiquei com medo.

Assim que nós acabamos, meu padrinho e meu pai voltaram para o trabalho. Alex teve que ir embora, então eu ficaria sozinho em casa.

Subi para o meu quarto, e resolvi pesquisar sobre a lua de mel. A Emy queria praia, então ela teria uma lua de mel na praia. Pesquisei algumas, e todas eram lindas, do jeito que eu imaginei o gosto dela. Água cristalina, calmo e bem paradisíaco. Decidi por um lugar perfeito, e comprei as passagens. Confirmei o hotel, e tudo mais. Ela iria amar a surpresa.

Outra surpresa que eu tinha era sobre o local do casamento. Ela acha que será em um salão, mas eu pedi que fosse no jardim da casa dos meus pais. O porquê desse lugar? Simples, quando éramos crianças, aquele lugar era o nosso lugar preferido. Brincávamos sempre debaixo das árvores, e ficávamos horas e horas. E foi ali, naquele mesmo lugar, que eu me declarei para ela. Então seria o lugar perfeito para a nossa união, e ela irá se surpreender.

***

Estávamos esperando pela degustação do cardápio da festa. Esperando mesmo, porque essa porra estava demorando muito. Eu nem comi, porque quero ter espaço na minha barriga para comer de graça. Fora que a Emy estava enjoando, e quis vir. Ela é muito teimosa. Falei pra ficar em casa, mas quase me matou depois disso.

— Que demora! – reclamei.

— Gabe!

— Porque marcar horário, sendo que vai atrasar. Eu não comi nada, porque quero encher a minha barriga nessa degustação, mas com essa demora do caramba... – sim, eu estou reclamando. Estou com fome, caralho! Quero comida!

— Deve ter acontecido alguma coisa, amor. É só esperarmos.

— Daqui a pouco eu caio morto nessa mesa por causa da fome. Ai eles vão me socorrer só na semana que vem. Nem pra trazer um pãozinho com água. Se fosse Jesus, ele já teria nos dado pão e água, igual fez com os apóstolos.

— Gabe, é pecado ficar usando o nome de Deus em vão.

— Desculpa.

Perdão senhor, mas é inevitável! Olhava para a porta, e nada de alguém aparecer. Nem biscoito eles nos deram. Custava dar uma balinha pelo menos. Não, nem isso. Filhos da...

— Desculpem-me pelo atraso, mas eu estava acabando de atender outro casal. – uma mulher nos disse. – Sou Mônica.

Mônica, eu não fui com a sua cara. Pare de apresentações, e mostre a comida!

— Prazer. Eu sou a Emily. Esse é o meu noivo, o Gabe. – cutucou-me

— É prazer que vocês tenham resolvido escolher o nosso Buffet. Preparei os pratos conforme o gosto de vocês. Espero que gostem. Pedirei para que eles tragam até aqui. Fiquem à vontade.

— Obrigada.

Eu ainda estava mal humorado. Era a preocupação com a Emy, a fome e o atraso dessa tal de Mônica.

— Porque você fez aquela cara para a moça? Que coisa feia, Gabe!

— Feia? Feia é o ela fez com a gente. – falei, nervoso. — Você viu o tamanho do nariz? Ela deve roubar o oxigênio do planeta. Por isso que estamos enfrentando problemas ambientais.

— Para de implicância, Gabe. A moça foi simpática.

— Foi simpática porque iremos pagar.

— Não é assim.

Sempre é assim. Se fosse de graça, ela não seria tão simpática, não é? Vendedores são assim porque querem que a gente compre; quando alguém vem pedir alguma coisa pra gente, eles são simpáticos e os políticos quando querem o nosso voto. É a lógica das coisas, gente. Eu era assim quando queria pegar uma mulher. Era, porque hoje eu não preciso mais disso.

— Aham, sei. Eu só espero que essa demora de duas horas tenha valido a pena. Eu estou com fome!

— Eles já vão servir. – suspirou.

Olhei para ela e sorri. Não quero mais brigar ou discutir sobre esse assunto. Eu estou preocupado com ela.

— Como está o seu enjoo? – perguntei preocupado.

— Está melhorando, mas ainda não estou tão bem como queria estar. Estou com medo de não conseguir provar as comidas.

— Se você quiser eu provo. Eu acho melhor você não exagerando nesses temperos, Emy. Eu sei que eles estão cientes sobre a sua alergia, mas é melhor evitar. Eu provo, e te falo o que achei.

— Eu queria ajudar.

— Você pode provar os doces. É bom que dividimos as tarefas.

— É verdade. Então eu vou até a outra sala para experimentar os doces. Por favor, escolha bem a comida.

— Eu sei de comida, Emy. – pisquei.

— Tarado.

— Sou mesmo.

Fiquei esperando o primeiro prato. Um rapaz me serviu, mas ao olhar no prato, eu assustei.

— Cadê o resto da comida? – perguntei.

— Senhor, essa é a comida.

— Ah? Não, isso aqui não tampa nem o buraco do meu dente.

— Mas é a degustação, senhor.

— Sim. Se for pra dar comida, eu quero o prato cheio. Porque vocês colocaram em um prato grande, sendo que nem tem comida direito?

— Está acontecendo alguma coisa? – essa tal de Mônica perguntou.

— Sim, eu quero a comida de verdade. Isso aqui dá pra ver o fundo do prato.

— Mas...

— Não! Coloca mais sustância nisso aqui. Eu vim de barriga vazia para poder caber mais, e você me traz isso? Eu quero provar a comida, não o prato.

— Senhor...

— Tudo bem. Eu ligarei para o outro Buffet, assim iremos contratá-los. – peguei o meu celular, fingindo que estava ligando para alguém.

— Ok! Nós iremos colocar mais comida.

— Muito obrigado pela atenção, Mônica. – sorri, e devolvi o prato.

Depois de alguns minutos, o meu querido prato veio cheio, do jeito que eu queria. Provei a provei cada comida. Só pedi para eles fazerem algumas alterações por causa da alergia e da gravidez da Emy. Tinha alimentos e temperos que poderiam fazê-la passar mal, e isso era a última coisa que eu queria que acontecesse.

— Fizemos todas as alterações, senhor. Deseja mais alguma coisa?

— Você poderia fazer uma marmitinha para levar embora?

— Como assim? – ela perguntou.

— Marmita. Você não conhece isso? Pelo amor de Deus! Vocês não vão guardar essa comida, né? Então eu pedi que me deixassem levar embora as comidas que não estão com o tempero forte. A minha noiva precisa provar para saber das escolhas que eu fiz. Pode fazer isso?

— Eu não sei se...

— Tudo bem. Os meus filhos irão nascer com cara de camarão, e a sua será sua. Você ficará com remorso pelo resto da vida. – dei de ombros.

— Ok. Nós iremos te entregar as comidas. Aguarde só um pouco.

— Tenho todo o tempo.

Depois de alguns minutos, ela me trouxe uma sacola, que tinha o meu pedido. Agradeci, com fingimento, porque essa mulher tinha me dado no saco, e fui encontrar a Emy.

— O que é isso? – perguntou

— Eu pedi, gentilmente, que me dessem um pouco do que eu provei. Eu quero que você prove, querida, e saber a sua opinião.

Não foi tão gentilmente, mas eu pedi.

— Jura? Que fofo! – deu-me um beijo e sorriu. – Você é o melhor noivo que eu poderia ter.

— O melhor e o único.

— Convencido.

Abracei-a, e fomos embora. Agora era só esperar o nosso casamento.

***

— Gabe, eu vou entrar para tirar esses sapatos e guardar a comida. – falou, saindo do carro.

— Eu irei estacionar, e daqui a pouco eu entrarei.

Coloquei o carro na garagem, e travei. Estava indo em direção a casa, quando escutei me chamarem. Olhei para trás, e era o Chad bundão. Fingi que não era comigo, e continuei andando. Siga em frente, Gabe. Não olhe para trás.

— Gabe! – merda, eu olhei.

Virei-me e esperei ele chegar até a mim.

— Oi, Gabe. Como anda? – Chad perguntou.

— Com as duas pernas, graças a Deus. – sorri.

— Sempre com uma piada, né, Gabe.

— Chad, a vida sem piada é como sexo sem orgasmo: sem graça.

— Ok! Eu só vim para perguntar a Emy.

— Estamos bem, muito bem! Ela está grávida, de gêmeos. Meus filhos! – estou marcando território? Sim! Sempre farei isso.

— Eu fiquei sabendo. Parabéns pelos bebês e pelo casamento.

— Ah, muito obrigado. – sim, fui sarcástico.

— Dá para ver que a Emy está feliz. Ela sempre foi sua, Gabe, desde criança.

— Fico feliz que tenha percebido, Chad. Demorou, mas percebeu que vocês não têm volta.

— Eu sei. Eu ainda achava que a Emy gostava de mim, e que seriamos felizes, mas eu me enganei. Ela sempre será feliz com você, Gabe. Eu espero que vocês sejam mais felizes do que já são.

Escutei a voz dela me chamando, e eu me virei.

— Gabe!

— Oi, meu amor. – beijei-a. – Estávamos falando de você agora mesmo.

— Jura? Oi, Chad!

— Emy. – cumprimentou-a. Não, eu não vou ter um ataque de ciúmes, ainda não, mas se ele colocar novamente as mãos na cintura dela... — Eu estava parabenizando o Gabe pelo casamento, e dizer que fico feliz por vocês.

— Obrigada, Chad. Como você está?

— Bem. Eu estou indo viajar com a minha namorada.

Escutei a voz dos anjos? Aleluia, senhor! Ele vai largar do pé da minha namorada! Obrigado, senhor! Muito obrigado!

— Uau! Eu fico muito feliz pela namorada. Espero que vocês sejam felizes. – sorriu.

— Ela é incrível! Espero que dê certo.

— Já deu. – sorri. – Eu preciso ir. Ainda tenho que pegá-la em casa. Parabéns novamente.

— Obrigada.

Acenei, e ele foi embora. Tchau, Chad! Fique bem longe da Emy! Bem, bem, bem, bem distante!

— Eu espero que ele seja feliz, bem longe da gente. Ele poderia se mudar para a Groelândia, porque assim a nossa felicidade seria completa, não acha? – perguntei.

— Eu acho que você está pirado, Gabe. Sempre com ciúmes?

— Protegendo o que é meu, princesa. Vocês são meus! – falei, colocando as mãos sobre a barriga dela, e fazendo carinho.

Meus filhos! Às vezes eu não acredito que serei pai. Estou ansioso, e contando os meses. Quero que passe logo!

— Isso mesmo, querido. Nós somos seus, e de mais ninguém!

— Vamos esquecer o Chad, ok? Quero que o nosso foco seja o casamento, nossos filhos e a nossa vida como marido e mulher. Eu nem acredito que iremos nos casar, Emy. É tão surreal, que parece que eu vou acordar desse sonho, e perceber que nada é verdadeiro.

— Mas tudo isso é muito verdadeiro. Nosso casamento é muito real, nossos filhos, que me deixam bem enjoada e logo irão nascer e mostrar o quão real é e o nosso amor. Ele é a forma de mostrar que isso não é um sonho, Gabe. Eu te amo.

Eu amo essa mulher! De todas as formas e momentos. Ela é única!

— Eu te amo, Emy. – beijei-a.

***

Era hoje! Finalmente, hoje eu me tornaria um homem casado. Passei a semana toda contando as horas de tanta ansiedade. Muitos homens não gostam de se casar, mas eu gosto e quero, porque eu encontrei a mulher da minha vida. A mulher com quem eu quero dividir cada momento da minha vida.

Assim que saí do banheiro, deitei-me novamente na cama. A Emy não tinha dormido comigo, porque optou por passar a noite passada junto com os seus pais. Relutei, mas acabei aceitando. Deitei-me novamente na cama, e peguei uma foto nossa de quando éramos crianças. Na foto, nós estávamos n os casando de mentira. Quem diria que uma mentiria se tornaria verdade. Ali, nós não sabíamos o que iríamos enfrentar, mas eu sabia que ela era minha. A minha menina. Coloquei a foto no lugar, e sorri. Essa mesa cena iria se repetir, mas dessa vez seria de verdade e para sempre. Minha melhor amiga seria a minha mulher!