Eternamente
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Amores, que saudades de vocês!
Peço desculpas pela demora, mas é que final de ano é uma correria. Depois do ano novo eu tive uma intoxicação, e agora eu estou viajando. Demorei para postar, pois estava escrevendo um pouco a cada dia.
Bem, o Nyah! não vai muito com a minha cara, porque eu escrevo no word e lá sai certinho, mas aqui sem sem o parágrafo :(
Eu não sei o que acontece, mas não sou eu, é o Nyah :
Vou tentar mandar algum e-mail ou sei lá, mas tentarei arrumar. Desculpem-me, de verdade! :
Espero que gostem! E feliz 2015!
Amo vocês, minha leitoras divas!
Gabe ainda estava com cara de poucos amigos, e como eu o conhecia, achei melhor não falar com ele, pois senão iria ficar nervoso e me deixaria nervosa.
Decidimos jantar em um pequeno restaurante. Adorávamos aquele lugar, e o chef era muito gente boa, fora que a comida era simples e caseira.– O que vão querer beber? o garçom perguntou para nós dois.– Eu vou querer um vinho. E você, Emy? perguntou pra mim.– Ah, eu vou querer um suco de laranja, por favor. pedi sorrindo para o garçom.Após o nosso pedido para a bebida e comida, ficamos ali, um encarando o outro. Queria saber quem iria começar a conversa, e pelo visto era eu.– Então Gabe, pode me dizer o motivo pelo qual eu não posso sair com o Max? perguntou, olhando no fundo dos seus olhos.Ele bufou, com cara de poucos amigos.– Emily, não vamos falar sobre isso, por favor. ele pediu, com a cara fechada.– Nada disso. Você me deve um motivo e eu quero saber. Poxa Gabe, nós nunca escondemos nada um do outro. Eu só quero saber do porque você não deixou.– Você quer saber? Bem vamos lá. Ele é um mulherengo, Emy. Eu tenho certeza que depois do jantar, ele iria querer cair na sua calcinha.– Mas...– Mas nada. Eu o conheço. Já vi muitas mulheres caírem de amores por ele, mas depois ele simplesmente dá um belo pé na bunda delas. E eu não quero que você seja uma. Você é minha melhor amiga, e acho que merece algo melhor que o Max.Por um instante eu fiquei furiosa com aquilo. Ele falando do Max, sendo que ele era igual a ele. – Gabe, mas você é igual. Você fica com as mulheres e depois dá um pé na bunda. — falei sarcasticamente.– É diferente. Elas sabem desde o começo o que eu quero, e até concordam. Mas ele, bem, ele iludi. Eu já o vi fazendo juras de amor para uma moça, mas depois de duas noites ele a dispensou sem dó. Você quer isso, Emy? Quer ser dispensada como um nada?-perguntou, olhando profundamente em meus olhos e com cara de interrogação.Será que ele tinha razão? Bem, eu não conhecia Max, então eu não poderia dizer se aquilo era verdade ou mentira. Mas o Gabe conhecia, e pela cara de safado do Max bem que ele poderia ser tudo isso mesmo.– Não me venha com essa sua cara de interrogação. Você sabe que eu não quero isso. Mas não precisava ficar com essa cara emburrada comigo. – Não era com você, princesa. É o trabalho, junto com a cantada deslavada do Max. Ele sabe que você é minha melhor amiga, e mesmo assim fica fazendo gracinha.– O deixe. Desculpe-me? falei enquanto mostrava o dedinho de desculpa, igual quando fazíamos quando éramos crianças.Ele olhou com um sorriso de lado, mas logo abriu um sorriso enorme. Cruzou o dedinho com o meu, e assim fizemos as pazes.– Não precisa se desculpar princesa, agora vamos esquecer, e vamos comer?– Sim senhor Hunter. falei sorrindo.O jantar correu tranquilamente. Ríamos feitos dois bobos, e até levamos alguns olhares de pessoas que estavam ao nosso redor. Acho que eles estavam achando que éramos dois idiotas ali naquele restaurante. Gabe quis pagar a conta, como sempre fazia quando o garçom vinha com o papel. Ele sempre pegava antes de mim, e dizia que iria pagar e nem adiantava eu querer dividir. Eu tentei argumentar, como todas às vezes, mas foi em vão.– Entregue. Gabe falou sorrindo, ao me deixar em frente do prédio.– Obrigada pela jantar, estava maravilhoso! falei sorrindo.– Não precisa agradecer. Amanhã eu passo aqui no mesmo horário? perguntou.– Não precisa se...– No mesmo horário? ele perguntou, sem me deixar intervir.– Sim, no mesmo horário. disse, sem tentar uma nova briga.– Ok. Estarei aqui.– Boa noite, príncipe! falei, dando-lhe um beijo na bochecha.– Boa noite, princesa! ele falou me dando um abraço.Cheguei ao apartamento e fui direto para o banho e depois cama, pois o dia seguinte seria mais um de trabalho.Acordei com o barulho do despertador. E sem enrolar, sai da cama e fiz toda a minha higiene. Tomei o meu querido café, que era o meu verdadeiro despertador. Logo depois, o porteiro telefonou, avisando que o Gabe havia chegado.Assim que desci, notei algumas meninas dando em cima dele, e claro, ele não iria perder a chance de conquistar.– Claro que eu irei ligar. – Vai mesmo, gatinho? perguntou uma loira alta e magra. – Com certeza. Podemos sair hoje à noite, o que você acha?– Adorei. Ai está o meu endereço e telefone. Até logo, gatinho. falou a loira, dando-lhe um beijo no canto da boca. Eu fiquei observando toda aquela cena, e me deu vontade de rir da pobre Barbie do Paraguai, que saiu toda contente, achando que teria algo mais sério.– Bom dia, gatinho! falei sarcasticamente para Gabe, enquanto entrava no carro.– Você também princesa? falou revirando os olhos.– Se você acha que eu iria perder a piada, estava totalmente enganado. Gatinho? Jura? falei rindo.– O que eu não faço para conseguir uma boa noite, com uma mulher gostosa. – Gostosa? Pra mim, ela parecia mais uma Barbie do Paraguai. – Barbie do Paraguai? Ai princesa, só você mesmo com esses apelidos. Mas, essa loira ai deve aguentar a noite toda, e são dessas que eu gosto.
– Pelo amor de Deus! Não vamos começar a falar sobre suas noites logo agora, né?!– Mas eu nem comecei. Sobre o gatinho, bem... Está mais para um tigrão, um belo e enorme tigrão. Gabe falou olhando pra mim, ou melhor, gargalhou.– Parou! Vamos mudar de assunto. A moça que trabalha comigo quer os eu número. Eu passo ou não passo?– Quem é mesmo a moça? perguntou curioso.– É a Joan, você deve conhecê-la. – É gostosa? – E eu vou saber. Só sei que ela é louca para sair com você. – Interessante. Mas não passe o meu número, senão ela vai ficar ligando sem parar. Passe o dela pra mim, daí eu ligo e podemos marcar alguma coisa.Enquanto Gabe falava, eu fiquei observando o quanto ele poderia ser cafajeste com as outras mulheres, e comigo ele era essa pessoa incrível. Ele me tratava bem, nunca tentou nada, o que eu agradeço, e praticamente eu era a única amiga dele. Era comigo que ele dividia os problemas, as angústias, e até conversar sobre essas noites. Porém, eu me sentia bem, pois ele confiava em mim, mesmo depois de tantos anos de amizade, ele acreditou na nossa amizade. – O que está pensando? perguntou curioso.– Em nada. Gabe, essas mulheres aceitam ter essa noite com você, mesmo sabendo que só será aquilo e mais nada?– Eu deixo avisado antes. Não quero que nenhuma delas espere um buquê de rosas, um anel em seu dedo e um padre para abençoar. Se alguma quiser isso, não fica comigo. – Entendi. Não queria mais falar sobre isso. Tratei logo de mudar de assunto. Ficamos falando de amenidades, até chegar à escola. Despedimo-nos, e ele já foi avisando que iria me buscar.A parte da manhã foi rotineira. As crianças faziam as atividades, eu corrigia, e tudo mais o eu fazia todos os dias. Ai bater a sinal para o recreio, Joan veio até a minha sala, e começou a falar sobre o assunto preferido dela: Gabe.– Ah, eu falei de você pra ele. Ela parecia petrificada, não mexia, não respirava, e eu até pensei que ela poderia ter dado um enfarto nela– Joan? Joan, você está bem? perguntei preocupada.– Você falou de mim? E como ele reagiu? perguntou desesperada.– Ah... Normal. Ele perguntou se eu poderia passar o seu número, mas eu...– Mas o que? – Eu não sabia se poderia dar, vai que você não queria.– Está louca? Pelo amor de Deus, Emily Campbell! É claro que pode passar o número. Jesus! Eu estou sonhando? Se estiver, por favor, não me acorde! ela falava enquanto se abanava e sorria feito uma louca.– Calma! Eu vou passar o número, ok! – Ok! Eu vou manter a calma. Manter a calma. ele repetia como se fosse um mantra.Graças a Deus o sinal tocou, senão ficaria sem os braços, do tanto que ela me apertou, e sem a audição, do tanto que ela gritou.Na hora de ir embora, Gabe já estava me esperando, e ele teve a sorte de que Joan já tinha ido embora, senão ela ficaria no meu pé só por causa dele.– E ai princesa, como foi a aula? perguntou sorrindo.– Foi bem. Meus pequenos estão ansiosos para o início das férias. falei entusiasmada.– E parece não são só eles. Vejo que a animação dele te contagiou. –Sim. Eu estava pensando em passar as férias aqui mesmo, mas eu estou com tanta saudade de casa que eu acho que irei visitá-los. – Jura? Se eu pudesse...– É claro que você pode, Gabe. Poxa, você nunca tira férias.– Eu sei, mas é que...– Que nada. Por favor, vamos visitá-los. Eu tenho certeza que eles vão amar.– Eu vou pensar ok?– Pensa com carinho.Gabe apenas assentiu e sorriu pra mim. Eu queria muito que ele fosse visitar os pais, e eu queria passar as férias com ele.O caminho para a casa foi cercado de conversas banais e risadas. Estava quase chegando, quando me lembrei da Joan. Se eu não desse o número dela, eu estaria morta.– Gabe, aqui está o número da minha colega. eu falei entregando um papel com o número.– Qual é o nome dela mesmo?– Joan. Por favor, não esqueça o nome dela.– Pode deixar, amanhã ligarei pra ela, já que hoje eu tenho compromisso.– Com a Barbie do Paraguai, gatinho? falei enquanto brincava com a cara dele.– Sem gatinho. Mas é com ela sim, espero que a noite compense esse apelido.– Isso eu já não quero saber. Despedimo-nos, e como todas as noites, eu não iria fazer nada.Tentei dormir de todas as formas, mas meus pensamentos iam em direção a minha vida. Eu queria encontrar alguém, queria ter alguém ao meu lado. Meu último relacionamento, não que eu tenha namorado muito, bem talvez dois rapazes, faz iatempo que tinha terminado, e convenhamos que não foi tão bom quanto eu achei que iria ser. No começo estava ótimo, a ponto de achar que seria para sempre, mas com o tempo ele foi demonstrando ser outra pessoa. Eu tentei muito levar a diante, mas o fim da meada foi quando o peguei beijando outra mulher. Naquele momento eu percebi o quanto eu tinha sido burra em relação a ele. Fiquei dias chorando, e o Gabe ficou ao meu lado, mesmo sem saber da traição, senão ele iria matar o crápula do meu ex.Bem, depois desse relacionamento eu me fechei. Talvez eu devesse tentar com outra pessoa, mas meu medo de ser traída, ou de quebrar o meu coração de qualquer forma me destrói. Eu nunca olhei para o Gabe pensando em relacionamento, até porque Gabe é o oposto do relacionamento sério que eu quero pra mim. E pela nossa amizade, sim, somos tão amigos e não arriscaria por nada nesse mundo. Eu o vejo como um irmão mais velho, aquele irmão super protetor, chato, implicante e rabugento, mas que mesmo assim eu amo e o quero sempre por perto. Muita gente não acredita que possa haver amizade entre um homem e mulher, ainda mais com um homem como Gabe, mas eu posso provar que pode existir sim uma amizade. Confesso que sinto ciúmes com toda essa mulherada em cima dele, mas é aquele ciúmes de irmã. Eu sei que ele não vai ficar sério com ninguém, mas mesmo assim eu não consigo não sentir nada. Estava no carro com Gabe, quando ele começou a falar sobre a loira que ele tinha ficado na noite passada.– Princesa, confesso que eu esperava mais. ele falou decepcionado.– Então ela não entrou na lista de Gabe Hunter?– Não. Fora que era chata pra caramba. Você sabe que eu odeio mulheres fúteis.– Eu sei. Mas não poderíamos esperar muito dela, não é?! Mas hoje você poderá sair com alguém legal.– Ah, eu tinha me esquecido da Joan. Espero que ela seja boa.– Isso eu já não sei, mas ela é legal comigo. falei, dando de ombros.– Todo mundo é legal com você. disse sorrindo.– É porque eu sou legal. falei sorrindo.Cheguei à escola, e a primeira pessoa que estava me esperando era Joan, que estava com um enorme sorriso no rosto.– Emy, é hoje! disse desesperada.– Pois é. Demorou mas chegou. – Eu vou até sair mais cedo para me arrumar. Eu apenas sorri. Não queria prolongar mais aquele assunto. Eu gostava da Joan, mas quando ela cismava com alguma coisa, ou com alguém não havia ninguém que tirava de sua cabeça.Prossegui com a aula, e nem vi quando a hora passou. Quando dei por mim, eu já estava me despedindo dos meus alunos lindos. Gabe foi o caminho todo falando sobre o escritório. Ele estava fazendo sucesso, bem, eu não esperava menos, já que ele era um excelente profissional, e na sua área era muito respeitado.– Gabe, não se esqueça da Joan.– Pode deixar princesa. Eu mandei uma mensagem pra ela.– Então está bom. Beijos e bom encontro.– Obrigado! Depois eu conto como foi.– Ok!Ao chegar ao apartamento, fiquei com esperança de que desse certo esse encontro. Joan estava falando sobre sair com ele há meses, e Gabe merecia pela noite passada.Eu estava de pijama, e deitada no sofá assistindo um filme de romance, quando escuto a campainha tocar. Ao abrir me deparei com uma Joan com um sorriso enorme em seu rosto.– Joan? Você está bem? perguntei curiosa.– Posso entrar Emy?– Claro. falei, enquanto abria o caminho para ela passar.– Emy, primeiramente me desculpe pelo horário, mas eu tinha que vir falar sobre o Gabe.– Aconteceu alguma coida com ele? perguntei desesperada.– Não! Eu preciso falar com o meu cupido.– Cupido?– Emily Campbell, eu tive a melhor noite da minha vida. Gabe é... Insaciável, gostoso e grande, muito grande...Meu Deus! Joan veio aqui pra falar sobre o Gabe. E a noite vai ser longa....
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