Eternamente
36 Capítulo 36
Eu estou aqui, deitada em meu quarto, e me perguntando o motivo do Gabe ter me tratado daquele jeito. O que eu estou fazendo? Chorando. Eu não estou nem ai se vai me dar dor de cabeça depois, ou se meus olhos irão inchar. A minha preocupação era outra coisa. Gabe estava tão estranho. Ele agiu como um idiota, fora que foi grosso a ponto de gritar comigo. Nunca, nunca mesmo ele gritou comigo. Nem quando eu fazia alguma arte quando éramos crianças. Isso doeu, não pelo fato de ele ter gritado como se eu fosse uma criança, mas é porque eu não havia feito nada. Apenas estava preocupado com ele. Só isso.
– Filha? – minha mãe colocou a cabeça para dentro do meu quarto, me tirando dos devaneios. – Posso entrar?
Eu queria ficar sozinha, mas a minha mãe tinha o melhor colo, e os melhores cafunés. Ela sabia me dizer coisas apenas com o olhar. Enxuguei as minhas lágrimas, e pedi para que ela entrasse.
– Tudo bem, Emy? – perguntou, acendendo a luz, e percebendo o meu rosto inchado, e meu rosto vermelho. Droga, quem mandou ficar vermelha por qualquer coisa.
– Só com muita dor de cabeça. – não menti, até porque é verdade.
– Por isso está chorando? – assenti. – Emy, eu já te falei que chorar só vai piorar. Você tomou um remédio?
Aquela é a minha mãe. Ela é toda preocupada, e isso só me faz amá-la ainda mais.
– Eu vou tomar. – ela me olhou desconfiada. – Prometo.
– Mudando de assunto. Seu pai ligou, e perguntou de você. Eu não comentei com ele sobre o que aconteceu, porque senão ele viria correndo pra cá.
– Você fez bem, mãe. Conhecendo o papai, ele ficaria louco, e eu até acho melhor eu contar, daí ele irá ver que eu estou bem.
Meu pai era daqueles que largava tudo, e saía correndo. Eu me lembro da história que a minha mãe me contava quando ela estava grávida, e um dia sentiu uma pequena contração. Meu pai quase destruiu a cidade inteira para chegar até o hospital. Ele teve algumas infrações na carteira, mas o importante era que ele conseguiu levar a minha mãe até ao hospital.
– Eu vou à oficina. – falei, me levantando da cama.
– Filha, você não acha melhor descansar? À noite você fala com ele.
– Não, mãe. E eu também quero sair um pouco. Ir falar com o papai vai me fazer bem. – dei um beijo na testa dela, e fui me arrumar.
***
Estacionei o carro, e fui atrás do meu pai. Ao entrar, dei de cara com uma das pessoas que eu não queria ver por agora.
– Emy, quanto tempo. Como você está? – Chad perguntou sorrindo.
Não que eu esteja o evitando, mas é porque eu o conheço, e sei muito bem que aonde a nossa conversa sempre vai parar.
– Bem. Você viu o meu pai? – já fui mudando de assunto, porque senão ele iria prolongar.
– Está na sala dele.
– Obrigada. – saí o mais rápido possível, e fui até a sala do meu pai.
Ao abrir a porta, avistei o meu pai sentado em frente ao computador. Ele estava sério, e todo concentrado.
– Pai, eu atrapalho? – ele olhou pra mim, e sorriu.
– Nunca. – levantou-se, e me abraçou. – Entra, querida.
A sala dele era simples, mas sofisticada. Tinha várias fotos da nossa família, mas a que me chamou atenção era uma dos meus pais. Eles estavam abraçados, e com aquele olhar apaixonado que eu vejo até hoje.
– O que traz a minha querida filha até aqui?
Papai sabia que eu queria alguma coisa. Eu nunca aparecia em seu trabalho.
– Eu vim falar de um assunto importante com o senhor.
– Emy, o que aconteceu? É com você?
– É, mas eu quero que o senhor se acalme. Estou bem, muito bem. Ok?
Contei tudo pra ele, e vi o seu desespero ao saber do que havia acontecido. Ainda bem que eu é que estava contando, senão ele iria sair igual a um louco atrás de mim. Meu pai é um desesperado.
– Você está bem mesmo, filha? Não machucou ou quebrou nada? Deixe-me te ver melhor. Está com alguma dor?
–Pai, acalme-se! Eu estou bem, e não estou sentindo dor, e nem tenho um arranhão. – sorri.
– Que susto, Emy. Como um louco pôde fazer isso?
– Bêbado, pai. Esses aí não sabem os efeitos de seus atos.
– Ele deveria estar preso. – falou, nervoso. – Se o Alex não estivesse lá...
– Vamos esquecer isso, pai. Eu estou bem, e eu não quero ficar lembrando-me no que poderia ter acontecido.
Ele bufou, e depois olhou pra mim. Eu vi que ele estava sofrendo, e com medo do que poderia ter acontecido. Mas é passado, e eu quero esquecer.
– Tudo bem. O importante é que você está bem, e sem nenhum machucado. – ele me abraçou, e eu retribui. Meu pai é o melhor pai do mundo.
Despedi-me do meu pai, que insistia em me levar embora, mas ele ainda tinha alguns trabalhos para fazer, então não quis interrompê-lo. Ao chegar perto do carro, escutei Chad me chamar. Caramba, será que ele não cansa disso?
– Emy, eu preciso falar com você. – disse, sério.
Eu não estava com paciência para escutá-lo falar do Gabe, ou do que tivemos. Eu já havia encerrado essa novela, e eu espero que ele tenha entendido.
– É muito urgente? – rezei para que ele desistisse.
Ele respirou fundo, e olhou em meus olhos.
– Eu soube do acidente. Sem querer eu escutei um pedaço da sua conversa com o seu pai.
– Chad, você sabe que...
– Eu sei que é feio escutar atrás da porta, mas eu ouvi a palavra acidente, então fiquei preocupado. Está tudo bem?
– Estou bem. Não machuquei. – sorri.
– Que bom! Eu fiquei tão preocupado.
– Já passou. Agora eu tenho que ir. Obrigada pela preocupação, Chad.
– Emy, se precisar, eu estou aqui.
Assenti, e entrei no carro.
***
– Mãe, cheguei! – coloquei a bolsa no meu quarto, e eu fui atrás da minha mãe, encontrando-a na lavanderia.
– Como foi a conversa com o seu pai?
– Bem. Ele reagiu daquele jeito que você deve imaginar, mas tudo ficou bem.
– Bom, ele ligou aqui umas mil vezes, e queria saber se você havia chegado a casa.
– Eu mandei uma mensagem pra ele. O papai é muito desesperado.
– Eu o entendo, filha.
– Eu também. – suspirei. — Posso te ajudar com alguma coisa?
– Só faltam umas peças de roupa do Gabe que está no banheiro dele. Você pode pegá-lo pra mim, por favor, e depois colocá-las na máquina? Eu preciso acabar algumas outras coisas.
Queria dizer não, mas acabei aceitando. Eu quero ajudá-la, mas não quero ter que ver o Gabe, não agora. Eu não sei como estamos, e se ele já se acalmou.
Fui até o quarto dele, e entrei sem bater, mas deparei-me com ele sentado na cama.
– Desculpe-me, eu não sabia que você estava aqui. – droga, eu não quero chorar na frente dele. — Eu só vou pegar as roupas sujas no banheiro, e já saio. – entro correndo, sem olhá-lo, porque eu sei que não irei conseguir não lembrar-me de como ele me tratou.
Gabe merece um castigo, e dos grandes. Não sei facilitar as coisas com ele, muito menos dar uma de boazinha. Serei a difícil, ou tentarei.
Peguei as roupas que estavam no cesto, e as coloquei em meu colo. Senti um cheiro forte de bebida, e vi que era da camisa que o Gabe estava usando. Cheirei-a por inteiro, e quase vomitei. Era bebida pura, e das fortes. Mas o que me chamou atenção foi a gola da camisa. Nela havia uma marca de batom vermelho bem vivo. Não estava acreditando no que eu estava vendo. Ele disse que iria resolver um assunto de trabalho, mas pelo jeito foi se divertir. Meu Deus! Será que ele ficou com alguém? Será que... Não, ele não faria isso comigo, com nós.
– Gabe, o que é isso? – segurei a camisa com força, e me segurei para não chorar ou pensar o pior. Eu confio nele, e no que temos.
– É uma camisa. – falou em tom de escárnio.
Bufei de raiva. Ele ainda tinha a cara de pau de brincar comigo.
– Esse cheiro de bebida, e... – não conseguia dizer o resto. Minha vontade é de chorar, mas não serei fraca. – Essa marca de batom?
Gabe me olhou assustado, e eu logo senti que ele se entregou. Ele havia feito algo de errado, e eu não iria perdoá-lo.
– Emily, isso não é nada. – típico. Todos dizem isso quando tem alguma coisa.
– Não é nada? É uma maldita marca de batom, Gabe. Na sua camisa! – gritei.
– Emy, acalme-se, por favor.
– Você me traiu, Gabe? – eu só rezo para que a resposta seja negativa.
– Não vamos falar sobre isso. Eu preciso conversar com você.
Culpado! Ele tinha uma maldita culpa no cartório, e não quer dizer. Ele fez coisa errada, com toda a certeza. Eu quero acabar com ele. Quero gritar, e esfregar essa camisa na sua cara.
– Não quer falar? Pelo amor de Deus, Gabe...
– Eu quero um tempo. – disse, sério.
Meu mundo parou. Eu parei de falar imediatamente, sentindo as minhas mãos trêmulas e suadas. Tudo o que eu mais temia estava acontecendo. Tudo o que eu não quero estava acontecendo.
– O quê? – sussurrei, não acreditando no que tinha ouvido. Poderia ter sido coisa da minha cabeça, ou que eu ouvi mal. Sim, eu ouvi mal.
– Eu quero um tempo para o nosso relacionamento.
Não, eu não ouvi mal. Ele pediu um tempo, e eu nem sei o motivo. Gabe quer ficar longe de mim, mas eu não quero ficar longe dele.
Gabe
Eu me sinto um crápula, idiota, burro, o pior homem da face da terra. Eu magoei a última pessoa que merecia, e que eu queria fazer isso. Emy é a mulher da minha vida, mas eu não pensei no momento, e simplesmente gritei com ela. Eu nunca fiz aquilo em toda a minha vida. E isso tudo é culpa de um desgraçado perseguidor. Ele estava acabando com a minha sanidade, a minha paz e o meu sossego. Eu estava me transformando em um homem frio e distante. E me fazendo pensar em coisas que não deveria nem ser pensadas. Eu preciso pensar com cautela, e preciso acabar com toda essa palhaçada. Seja lá quem for que está por trás disto, eu não iria deixar vencê-lo.
Tentei trabalhar, e esquecer a burrada que tinha feito. Eu precisava me acalmar para poder ir falar com ela. Precisava me desculpar, e precisava que ela me desculpasse. Fui errado, mas eu agi sem pensar. Uma dica: nunca faça isso! Depois irá se arrepender, e ficará com medo da pessoa não te perdoar, ainda mais se for o amor da sua vida. Depois de bons minutos, eu achei melhor ir me desculpar, sabia que ela deveria estar chorando, e isso partia o meu coração. Droga, ela é a minha mulher, e eu só quero ver lágrimas de alegria nos olhos dela. Eu estava devastado, mas tenho certeza que ela estaria mais. Emy é muito sentimental, e eu imaginei o jeito que ela deveria estar.
– Madrinha, cadê a Emy? – perguntei, chegando à cozinha.
– Querido, ela saiu. Foi até o trabalho do pai dela.
Ela saiu? Merda, com quem será que ela foi?
– Sozinha?
– Sim. Mas logo ela está de volta. Já está com saudades, né?
– Muita. –sorri, disfarçando o meu nervosismo.
Se ela foi até a oficina, ela irá encontrar o Chad. Aquele lá não larga do pé dela parece carrapato. Ela vai estar sozinha, e ele vai se achar no direito de conversar com ela. Argh, vontade de pegar o carro e ir até lá. Fora que ela foi sozinha, e tem um louco atrás de mim, que pode muito bem se aproveitar disso. Deus, eu preciso acabar com isso!
– Eu vou subir, qualquer coisa é só chamar. – dei um beijo em sua bochecha, e fui até o meu quarto.
Muitas pessoas acham que o quarto é o refúgio, o seu lugar. Mas eu não consigo achar isso. Claro, eu me sinto bem aqui porque tem as minhas coisas, mas o meu refúgio, o meu lugar, será sempre ao lado da princesa. Ela é o meu porto seguro. O lugar onde eu sei que posso estar. Eu confio cegamente nela, mas não sei se posso contar o que está acontecendo. Sei que eu deveria contar para que ela possa ficar atenta, mas eu a conheço suficientemente bem, então sei que ela ficará preocupada, fora os problemas de saúde que ela tinha. Emy tinha a mania de dizer que estava tudo bem, mas eu sei que ela não ficaria. Se ela visse o que eu recebi, o que eu ouvi... Não, eu não posso contar com ela, não dessa vez. Não sei quando isso vai acabar, mas eu a quero longe de todo esse inferno e perigo que me ronda.
– Posso entrar?
– Alex,claro.
– A sua madrinha disse que eu poderia subir.
– Sem problemas. Senta ai. – apontei para a cama.
– Então, eu vim ver como você e a Emy estão. Eu não consegui trabalhar direito. Fiquei preocupado com vocês.
Alex é um grande amigo. Sempre foi como um irmão pra mim. Era um dos poucos caras que eu não sentia ciúmes quando ficava perto da Emy. Ele sempre falou que eu nutria algo a mais por ela, mas eu nunca quis acreditar.
– Estamos bem, graças a você. Eu sempre vou te agradecer, Alex. Você salvou a Emy!
– Não precisa. A Emy é como se fosse uma irmã pra mim, e na hora que eu vi o carro, eu não pensei duas vezes.
Só de imaginar a cena do carro vindo pra cima dela... Meu Deus!
– Gabe, você está bem mesmo? Está estranho.
– Só estou pensando em algumas coisas. Tentando tomar algumas decisões importantes.
– É sobre a Emy? Cara, você a tratou de um jeito estranho.
– Eu sei. Acabei sendo um idiota com ela, e agora ela saiu. Foi até o trabalho do pai dela, e nem me avisou.
– Seu medo se chama Chad? – assenti. – Gabe, ela te ama! Chad pode ser bem impertinente, mas ela vai saber acabar com qualquer gracinha dele.
Isso é verdade. Emy já tinha dado um basta nas conversinhas dele, e ele não seria capaz de atormentá-la novamente com essa história.
– Eu sei. – ri.
– Gabe, eu tenho que ir. Só passei para saber como vocês estavam, mas a Emy saiu então outro dia eu falo com ela.
– Eu vou dizer a ela que você esteve aqui.- ele assentiu.
– Cara, se cuida! Até logo!
– Até!
E mais uma vez estou sozinho, mas o medo não me deixa. Ninguém sabe o que é viver ameaçado, e com medo de que algum maluco possa fazer com você, com a sua família ou com a pessoa que você ama. Você vive com medo de deixar a pessoa sozinha, com medo de ameaças novas, ou até mesmo da sua sombra. Eu estou passando por isso nesses últimos dias, e sei o quão desesperador foi ao ver as fotos, as ameaças, o telefonema, a imagem da Emy com medo. Aqueles olhos que eu tanto amo, que eu adoro passar o tempo olhando. O azul que me tranquiliza, e me acalma... Os mesmos olhos estavam cheios de lágrimas, e com medo. Mal sabe ela que eu estou com muito mais, e temendo perdê-la para esse desgraçado. Ninguém nunca vai entender o amor que eu sinto por ela. O tamanho dos meus sentimentos, e do meu desejo por aquela mulher. A Emy tem o poder de tirar o meu chão, mesmo ela é o meu chão. A pessoa que eu mais confio e amo nesse mundo. O meu pilar, meu porto seguro. Não existe Gabe sem Emy. Nunca vai existir. Desde o momento que eu a vi na maternidade, eu sabia que ela seria minha. Que ela iria me completar como um quebra cabeça. Falta-se uma peça, ele nunca ficará bonito e completo. E é assim que nós somos, que o nosso amor é: se não estamos juntos, não estamos completos, e o nosso amor não é bonito, nem na nossa memória. Porque somos bonitos juntos. Por isso que eu decidi da pior forma, que eu teria que tomar a pior decisão da minha vida. Não seria definitiva, mas seria precisa para aquele momento. Ela não viveria o inferno comigo. É uma batalha que eu devo lutar sozinho, e quando estiver vencida, eu estarei com ela. Ambos sofrerão, mas eu não consigo pensar em outra forma. Posso estar exagerando, mas o medo faz a gente ficar assim. Não irei perdê-la para sempre. Nunca!
– Desculpe-me, eu não sabia que você estava aqui. – droga, ela está com cara de choro. — Eu só vou pegar as roupas sujas no banheiro, e já saio. – ela entrou correndo, e mal olhou pra mim. Eu sou um burro mesmo.
Depois de alguns segundos, ela voltou segurando a camisa que eu havia usado agora pouco, mas que, por causa da bebida, eu a retirei.
– Gabe, o que é isso? – segurou a camisa com força.
– É uma camisa. – falei em tom de escárnio. Fui rude, mas eu teria que ser assim.
– Esse cheiro de bebida, e... – ela parecia não conseguir dizer o resto da frase. Céus! Será que está passando mal? – Essa marca de batom?
Marca de batom? Não existe nenhuma marca de batom na minha camisa. Olhei assustado pra ela, e logo me lembrei daquela mulher no bar. Ela havia me abraçado, e eu tinha certeza que deixou um beijo na gola da camisa. Maldita!
– Emily, isso não é nada. – e não é mesmo. Eu não fiz nada de errado, e ela sabe muito bem que eu não seria capaz.
– Não é nada? É uma maldita marca de batom, Gabe. Na sua camisa! – gritou.
– Emy, acalme-se, por favor.
– Você me traiu, Gabe? – eu sabia que ela iria desconfiar, mas a última coisa que eu quero fazer é lembrar-me daquela mulher, que nem tem nenhuma importância pra mim.
– Não vamos falar sobre isso. Eu preciso conversar com você.
Meu Deus! Tinha chegado a hora. Seria agora ou nunca. Eu teria que criar uma coragem que não tinha, mas que, por ela, eu criaria. Preciso fazer isso, mesmo a magoando, e me quebrando, mas eu faria de tudo para que ela estivesse bem. Longe de tudo o que poderia nos afetar.
– Não quer falar? Pelo amor de Deus, Gabe...
– Eu quero um tempo. – falei, sério.
Falei rápido, e com o coração despedaçado. Não conseguiria vê-la mal, e muito menos chorando, mas eu não posso ser egoísta. Seu bem estar deve estar em primeiro lugar. Meu coração palpitava, e a minha boca tremia, com vontade de voltar atrás, e falar que é apenas uma brincadeira, mas a minha cabeça dizia que era o melhor a ser feito naquele momento.
– O quê? – sussurrou.
– Eu quero um tempo para o nosso relacionamento.
Minha vontade era de pegá-la em meus braços, e nunca mais soltá-la. Emy é a minha vida, e eu deveria protegê-la. Meu Deus me perdoe por estar sendo covarde, mas ninguém sabe como o meu coração está despedaçado e quebrado neste momento.
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