Eternamente
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Eu amo o Gabe, e acabei de confessar isso para o homem que eu achei que seria apenas o meu melhor amigo. Nunca senti nada relacionado a amor de homem e mulher, bem, antes da nossa mentira. Eu senti que isso mudou assim ele me deu aquele selinho. A partir daquele momento, eu comecei a vê-lo com outros olhos, mas na minha cabeça aquilo era loucura.
— Repete de novo, por favor! Repete que me ama. – Gabe me pediu sorrindo.
— Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo.
— Meu Deus! Como eu sonhei com essas palavras. Esses dias eu achei que nunca iria escutar, mas Deus foi bom comigo, e viu que eu estava sofrendo com a nossa distância.
— Você sofreu?
— Claro que sim. Nós quase não ficamos separados, e ficar um dia, ou poucas horas, eu já sofri o bastante.
— Ah, que lindo!
— Minha linda! Eu nem acredito que estamos juntos agora.
— Gabe, nós ainda temos que conversar sobre isso. A nossa amizade, tudo o que vivemos. Não acha que...
— Que está na hora de ficarmos juntos? Sim, eu acho! Emy, eu te amo e você me ama! Tem algo de errado nisso? Somos adultos, somos amigos e agora namorados, mas de verdade. Eu não me arrependo de ter falado o que sinto por você. E, convenhamos que, sempre achávamos que iria acontecer algo entre a gente, só que não queríamos estragar a nossa amizade.
— Esse é o meu medo. Tenho medo de não dar certo, e não voltarmos a ser como éramos antes.
— Nós somos amigos em primeiro lugar. Mas, acho meio improvável não ficarmos juntos. – Gabe falou piscando pra mim, e dando aquele sorriso matador.
— Só me prometa uma coisa?
— Todas que você quiser.
— Não me machuque, por favor. Eu estou entregando o meu coração nessa relação. Eu te amo muito, e não quero me decepcionar.
— Não irá! Se eu te fizer sofrer, acredite, eu estarei sofrendo muito mais. Agora, vamos parar de falação, e vamos fazer o que eu mais quero.
— Ah, é. O que é então?
— Isso aqui.
Gabe me agarrou mais forte ainda. Seus olhos presos aos meus, e suas mãos grandes forçavam minha cintura e a minha nuca. Deus, que beijo era aquele? Ele era um Deus do beijo, com toda a certeza!
Ficamos deitados debaixo da nossa árvore, e, claro, dando vários e vários beijos.
****
Eu exalava felicidade. Na minha testa estava escrito “feliz demais”. Nos meus poros soltavam felicidade. Eu nunca me senti tão feliz e completa como estava naquele dia. Pois bem, eu descobri que amo o Gabe, estou com ele e estamos bem e felizes. Tem como melhorar? Não, por enquanto está tudo mil maravilhas, o que me dá m certo medo, já que quando está tudo bem, o santo desconfia. Porém, eu me deixei curtir esses momentos com ele e com a nossa família, que, por um acaso, estavam quase todos aqui hoje. Eles iriam almoçar por aqui, e já estávamos quase acabando o almoço.
— Que carinha de felicidade é essa ai, filha? Você e o Gabe se resolveram? – mamãe me perguntou sorrindo pra mim.
— Sim. Estamos bem novamente.
— Dá para ver pela sua carinha de felicidade e os seus olhos brilhantes. Estou feliz que a minha bronca tenha ajudado.
— Sim, mamãe. Sua bronca me ajudou, e muito. – falei sorrindo.
— Que bom que vocês estão juntos. Ele é o meu filho, mas fica insuportável quando não estão juntos. A cara dele ontem e seu humor. Deus me livre! – minha marinha disse rindo, e nós a acompanhamos.
— Mas, então a noite foi boa?
— Madrinha! Pelo amor de Deus! Nós ainda...
— Ainda não?! Eu achei que o mundo estava mais moderno, mas estou vendo que a modernidade ainda não chegou em vocês.
— Ainda não.
— Espero que não demore. Quero netinhos logo, logo.
Netos? Desde quando o assunto reconciliação foi parar em netos? Acho melhor eu acabar com isso, ou logo estarei perdida com todo esse assunto.
— Ok! Eu conheço as duas, e sei que vão começar a falar sem parar. Um dia, um dia, nós paramos e conversamos sobre isso, mas não hoje e não agora. A Vic está chegando.
— Opa, é verdade. Aquela lá tem um ouvido bom, viu! – a madrinha falou. – Mas quando quiser dicas...
— Ok! Um dia.
Vic e sua mãe estavam nos ajudando, quer dizer, Vic estava tentando ajudar. Ela estava mais destruindo e derrubando as coisas, isso sim.
— Vic, desça já dessa cadeira! – a mãe dela falou brava.
— Mamãe, eu quero ajudar!
— Vai ajudar muito se você ficar quietinha!
— Mas mamãe...
— Mas nada!
— Vic, lá no quarto tem um livrinho de desenhos. Pode subir e pegar para ler se você quiser.
— Oba! Obrigada, tia Emy. Posso ir até lá, mamãe?
— Pode sim, e fique quietinha.
Sim, no quarto do Gabe tinha um livro de desenhos que ele havia comprado para a Vic. Isso era uma das únicas coisas que a deixavam quieta.
Estávamos arrumando a mesa, quando escutamos as risadinhas da Vic. Ela estava descendo com um livro na mão e com um sorriso no rosto.
— Olha aqui, tia Emy. Eu achei esse livro de desenho do tio Gabe. Mas tem um nome estranho. Olha aqui. – ela me falou me entregando o livro.
Assim que eu coloquei os olhos no livro, eu dei um grito de susto. Puta merda! Aquilo era o livro do Kama sutra que o Gabe havia comprado, e estava nas mãos de uma criança agora. Não, estava nas mãos da Vic. Santo Deus! Eu vou matar o Gabe por deixar isso à mostra.
— Titia, eu juro que não vi muita coisa. Eu só vi uma imagem ai. Parece que é um menino e uma menina, e o nome da história é: posição mamãe e papai. Que história é essa, tia? Lê pra mim?
— Vic... Ah... Eu... Isso aqui é muito chato! História de terror, credo! O tio Gabe que gosta.
— Se ele gosta, eu também gosto. Vou pedir para ele me contar essa história.
Ah, eu vou pregar uma peça com ele. Gabe vai morrer de vergonha, e eu de rir.
— Querida, vá até a sala e mande o tio Gabe ler para você. Acho que ele vai gostar. Só não abra o livro, ok?!
— Oba! Estou indo agora!
— Kama sutra é? Estou vendo que vão botar fogo! – minha madrinha falou, e eu fiquei mais vermelha que um tomate. – O seu pai vai querer matar o Gabe.
— Pior que vai mesmo, madrinha.
E lá se foi ela! Toda feliz e sorridente. Gabe vai enfartar, tenho certeza. Como que queria ver a cara de assustado dele.
Acabamos de arrumar, e quando eu ia chamar os meninos para comer, quando senti uma mão me puxando. Ah, eu conheço muito bem aquelas mãos. E eu as adorava!
— Que história é essa de você mandar a Vic vir me mostrar aquele livro? Eu quase fui morto pelo seu pai.
— Jura? Não foi por maldade. – falei, fazendo a maior cara de inocente.
— Não foi por maldade? Sei. Eu te conheço, princesa. Conheço mesmo. – Gabe falou sussurrando em meu ouvido, dando uma mordida de leve.
— Gabe nossos pais...
— Quietinha princesa. Eu só não te agarro aqui agora por causa deles, mas logo, logo você vai se arrepender por isso. – falou com a boca colada a minha.
— Gabe... – sussurrei.
— Ah, princesa, agora eu tenho um motivo para ler aquele livro. Você não perde por esperar. – ele falou e me deu um beijo rápido, mas intenso.
— Gabe aonde você vai? – perguntei um pouco perdida.
— Eu já desço.
E assim como apareceu, ele sumiu. Ele é maluquinho! Mas é o meu maluquinho.
O almoço foi bem animado. Vic não parava de falar sobre como eu e Gabe parecíamos um príncipe e uma princesa juntos. Eu ria de tudo aquilo e tinha mais certeza do eu amor pela aquela família, e ainda mais pelo Gabe.
****
Após o farto almoço, o que me deu aquela preguiça básica, todos foram para a área da piscina, enquanto eu e Gabe ficamos vendo um filme qualquer na televisão.
— Princesa, bem que você poderia fazer aquela pipoca doce que só você sabe fazer, né?
— Você não está cheio, não?
— Mas é a sua pipoca é a melhor! Por favor! – disse, distribuindo beijos pelo meu rosto.
— Ok. Estou indo. – falei me levantando.
— Princesa?
Virei-me para ele e sorri.
— Eu te amo.
Eu sorri e fiz um coração com as mãos.
Cantava uma música qualquer e fiz a pipoca do jeito que o Gabe gosta: bem doce. Preparei algo para bebermos e fui até a sala.
— Espero que goste, Gabe. Fiz com todo o amor e carinho.
Assim que olhei para ele, eu paralisei. Ele me olhava sério e com aquela carranca inconfundível.
— O que aconteceu, Gabe?
— O que aconteceu? Pergunta pro seu amigo George.
— O que o George tem com isso?
— Ele tem tudo a ver, principalmente o encontro que vocês marcaram.
Puta merda! Eu esqueci que uma vez o George me mandou uma mensagem. E, agora, o Gabe está com ciúmes, e aquele modo possessivo ao extremo.
Gabe
Se eu morresse agora, eu morreria o homem mais feliz do mundo! A mulher mais linda, gostosa e inteligente acaba de se declarar para mim. Posso estar mais feliz? Não! Eu não posso! Eu quero ouvir que ela me ama para o resto da vida. Pedi que ela repetisse, e se dependesse de mim, eu até gravaria para escutar a sua voz e a sua declaração.
— Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo.
— Meu Deus! Como eu sonhei com essas palavras. Esses dias eu achei que nunca iria escutar, mas Deus foi bom comigo, e viu que eu estava sofrendo com a nossa distância.
— Você sofreu?
Se eu estava sofrendo? Eu estava ficando louco! Se ficasse sem falar com ela mais um pouco, eu iria entrar em depressão.
— Claro que sim. Nós quase não ficamos separados, e ficar um dia, ou poucas horas, eu já sofri o bastante.
— Ah, que lindo!
— Minha linda! Eu nem acredito que estamos juntos agora.
— Gabe, nós ainda temos que conversar sobre isso. A nossa amizade, tudo o que vivemos. Não acha que...
Ah, não! Ela não vai ficar em cima do muro logo agora. Eu a proíbo a pensar demais. Ela não vai ficar mais longe de mim. De jeito nenhum! Nem se eu a prender na minha cama, ou se ela ficar algemada a mim. Mas longe, jamais!
— Que está na hora de ficarmos juntos? Sim, eu acho! Emy, eu te amo e você me ama! Tem algo de errado nisso? Somos adultos, somos amigos e agora namorados, mas de verdade. Eu não me arrependo de ter falado o que sinto por você. E, convenhamos que, sempre achávamos que iria acontecer algo entre a gente, só que não queríamos estragar a nossa amizade. – falei sinceramente.
— Esse é o meu medo. Tenho medo de não dar certo, e não voltarmos a ser como éramos antes.
A última coisa que eu quero que ela sinta é medo. Quero dar amor, carinho, prazer. Tudo isso, menos medo.
— Nós somos amigos em primeiro lugar. Mas, acho meio improvável não ficarmos juntos.
— Só me prometa uma coisa?
— Todas que você quiser.
— Não me machuque, por favor. Eu estou entregando o meu coração nessa relação. Eu te amo muito, e não quero me decepcionar.
— Não irá! Se eu te fizer sofrer, acredite, eu estarei sofrendo muito mais. Agora, vamos parar de falação, e vamos fazer o que eu mais quero.
Se eu a fazer sofrer, eu estarei morto. Nunca, jamais, em hipótese alguma eu iria fazê-la sofrer. Ela é tudo de melhor, meu mundo! Mas eu quero esquecer tudo, e me focar somente em nós. Nessa boca linda que eu quero me acabar de tanto beijar.
— Ah, é. O que é então?
— Isso aqui.
Sem esperar, a agarrei, e a prendi mais forte possível. Seu cheiro, sua pele, sua boca... Deus! Que mulher é essa? Vou perder a sanidade logo, logo.
Ficamos deitados debaixo da nossa árvore, e, claro, dando vários e vários beijos... Para a minha alegria! Acho que a ideia de prender a mim até que não seria uma má ideia.
****
Meu sorriso não saia do rosto, e a minha cabeça na minha garota Minha princesa, minha mulher, minha, minha e minha! Eu me lembro de quando falei que ela seria minha, na época eu era apenas um garoto, mas era esperto, e acho que previa o futuro. Agora eu entendo o motivo das minhas crises de ciúmes quando ela namorava o outro lá. Quando ela saia demais com ele, e quando ela apenas mencionava o nome dele. Pior foi quando outro cara, que ela estava saindo a traiu. Eu quebrei a cara dele, e jurei de morte. Sei que sou advogado, mas naquela hora era o Gabe ciumento que estava na área. Óbvio que ela não sabe disso, mas também nem precisa. O cara teve a lição, e acho que vai pensar muito bem antes de pisar no meu caminho.
— O que você acha meu filho?
— Oi?! –perguntei sem entender nada.
— Onde você está com a cabeça?
— Eu... Ah...
— Na minha filha, não é?
— Padrinho, eu sei...
— Eu sei que você a ama! Isso a gente vê desde... Sempre. Espero que sejam felizes, e que a faça feliz. Ela é minha menina ainda, mas você é como um filho pra mim. Somos uma família mais unida agora.
— Pode ter certeza que a farei mais feliz possível.
— Só não quero saber de ficar se agarrando por ai.
Isso será difícil, mas eu sorri e concordei. Pois é, agora terei que entrar em acordo com o amigão lá de baixo.
Ficamos conversando amenidades, até escutarmos a voz da princesinha da família.
— Tio Gabe, conta uma história pra mim?
— Claro princesinha. Qual história?- perguntei sorrindo.
Ela me deu o livro, e eu quase enfartei quando li: KAMA SUTRA. Jesus, senhor, pai... Meu Deus! Como que essa menina pegou esse livro, e ainda por cima traz até aqui. Olhei para a cara do meu sogro e do meu pai, e eles ficaram mais assustados do que eu. Como eu vou me explicar agora?
— Querida, onde você achou esse livro? – perguntei sem graça.
— Eu achei no seu quarto, tio. Bem, estava procurando um livrinho de pintura, mas eu achei esse ai. Tem uma figura estranha, e nome também. Daí, a tia Emy mandou eu trazer para você me contar a história.
— Vic querida, vamos esquecer isso, ok? Esse livro é chato e de monstros. – meu pai falou me salvando.
— Tudo bem. Mas então você tem eu jogar fora, tio Gabe. Vai que você tenha pesadelos.
— Vou jogar querida. Pode deixar.
Meu pai saiu com a Vic, e eu fiquei olhando com cara de perdido para o meu padrinho. Como eu vou me explicar agora sobre o livro? Ele vai achar que eu quero fazer tudo àquilo com a Emy. Ok, eu quero, mas ele não precisa saber.
— Então, acho que o almoço deve estar quase pronto, não é? – falei nervoso e suando feito um porco no rolete.
— É. Você não tem nada para falar?
— Padrinho, aquele livro eu já tinha antes de conhecer a Emy. Eu ia dar de presente para um amigo, por isso que estava no meu quarto.
— Vocês são grandes, mas ela é a minha filha. Não quero saber de safadezas soltas por ai, senão eu arranco você sabe o que. Está entendido?
— Sim senhor! Super entendi.
Ufa! Passei pela inquisição. Obrigado, senhor! Mas a Emy ia pagar!
Estava indo para o almoço, mas avistei a Emy. Ah, querida, agora você me paga. Agarrei-a pela cintura, e a puxei para um canto.
— Que história é essa de você mandar a Vic vir me mostrar aquele livro? Eu quase fui morto pelo seu pai.
Eu e o amigão lá de baixo. Só de imaginar a cena... Urgh! Não!
— Jura? Não foi por maldade.
— Não foi por maldade? Sei. Eu te conheço, princesa. Conheço mesmo. – falei sussurrando em seu ouvido, dando uma mordida de leve. Droga! O carinha já acordou, e está todo animado.
— Gabe nossos pais...
— Quietinha princesa. Eu só não te agarro aqui agora por causa deles, mas logo, logo você vai se arrepender por isso. – falei com a boca colada na dela.
— Gabe... – sussurrou.
— Ah, princesa, agora eu tenho um motivo para ler aquele livro. Você não perde por esperar. – falei e dei um beijo rápido, mas intenso.
Eu iria ler mesmo, e iria aproveitar muito. Não comprei a toa, não é?! Ela não perde por esperar. Mas agora eu preciso acalmar um pouco o amigo, senão meu padrinho vai cumprir com a promessa.
— Gabe aonde você vai? – perguntei um pouco perdida.
— Eu já desço.
Fui até o quarto e pensei em milhões de coisas broxantes. Eu queria fazer outra coisa, porém não posso no momento.
Desci após alguns minutos e imaginei coisas broxantes ainda. Sentei-me a mesa e me fartei com aquele almoço maravilhoso, e com as conversas da minha família. Vic sempre ria para mim e pra Emy. Essa menina é uma peça!
****
Estavam todos na área da piscina, mas eu queria apenas curtir o momento com ela. Queria um tempo mais a sós. O filme que estava passando eu nem prestei atenção, ainda mais com essa mulher aos meus braços. Essa tentação doce... Ah, por falar em doce, me deu uma vontade de comer aquela pipoca dela. Sei que pode soar estranho, mas eu senti vontade, sim.
— Princesa, bem que você poderia fazer aquela pipoca doce que só você sabe fazer, né?
Fiz aquela cara de cachorro pidão. Ela não resiste.
— Você não está cheio, não?
— Mas é a sua pipoca é a melhor! Por favor! – disse, distribuindo beijos pelo seu rosto.
— Ok. Estou indo. – falou se levantando.
— Princesa?
Virou-se para mim e sorriu. O sorriso mais encantador do mundo!
— Eu te amo. – falei me declarando mais uma vez.
Ela sorriu e fiz um coração com as mãos, retribuindo o meu amor.
Fiquei esperando ela chegar, até que escutei o celular dela tocando. Não iria atender, mas achei que fosse algo da escola porque não parava de insistir.
— Alô.
— Emy, é você? – perguntou uma voz masculina, e eu já não estava gostando daquilo.
— Não. É o namorado dela. Quem é? – perguntei nervoso.
— Namorado? Mas a Emy não está namorando. – disse rindo.
O safado ainda riu? Riu de mim? Filho da puta! Vou descobrir quem é esse babaca.
— Quem é?
— George. O futuro namorado dela.
— Futuro defunto, isso sim que ele vai ser. Quando acho que me livro de um filho de uma mãe, o outro renasce das cinzas. Acho que o apelido dele deve ser fênix, porque ele renasce de onde não deveria.
— Ah, é você! Então, George, a Emily está namorando, e é sério.
— Impossível. Nós marcamos de nos encontrar e de nos conhecermos melhor.
— Impossível será você chegar perto dela.
— Acho isso impossível. A Emy é...
Nem esperei o babaca falar mais nada. Desliguei o celular na cara dele, e me segurei para não quebrar alguma coisa, imaginando ser a cara do idiota intrometido.
— Espero que goste, Gabe. Fiz com todo o amor e carinho.
Pronto, ela estava bem diante de mim, mas eu não conseguia olhar para ela, sem passar a minha raiva.
— O que aconteceu, Gabe?
— O que aconteceu? Pergunta pro seu amigo George.
Nem amigo ele vai ser. Vai ser um morto quando eu o encontrar.
— O que o George tem com isso?
— Ele tem tudo a ver, principalmente o encontro que vocês marcaram.
Um encontro que será o funeral dele. Até envio ma coroa de flores. Idiota, bastardo, filho da puta e da mãe, desgraçado... Eu quero matá-lo por ter ligado e ainda debochado de mim. Ele vai se arrepender, ah se vai! Meu modo possessivo estava ativado!
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