Eternamente
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Corram que lá vem sangue! Sim, Gabe e Chad estavam de matando só pelo olhar. E eu? Eu estava surpresa com a presença repentina do Gabe e com o rosto de Chad. Se os olhos deles pudessem sair faíscas, eu já tinha sido atingida, porque espalharia para todo s os lados. Eu bem que falei que não seria legal os dois juntos no mesmo espaço por muito tempo, mas o Gabe não me escutou. Agora estou aqui vendo um assassinato pelo olhar.
– Sou eu. Estou vendo que gostou de me ver. – Gabe falou para Chad, provocando-o.
– Nem um pouco. O que está fazendo aqui? Você não foi convidado. – Chad perguntou nervoso, e seu olhar não saia do Gabe.
– Claro que eu fui. Eu sou da turma, Chad, queira você ou não.
– Mas eu não te chamei.
– Mas chamou a minha mulher. Não é amor? – perguntou, sorrindo pra mim e beijando a minha testa.
– É claro. – falei apreensiva.
– Eu a chamei, não você.
– Bem, se você chama a namorada de alguém, eu acho que, automaticamente, o namorado também está convidado.
– Não está não.
– Então tudo bem. Eu vou embora, com a Emy. Vamos princesa? – Gabe disse, segurando a minha cintura e virando-se para o carro.
Droga! Eu queria ter um tempo com os meus colegas, mas não queria aborrecer o Gabe. Chad tinha sido muito sem educação com essa ideia de que não tinha convidado o Gabe. Meu motivo era o medo dos dois ficarem muito tempo, e vocês viram o motivo. Mas eu tinha ficado feliz com a presença do Gabe, pelo menos teria alguém para me fazer rir, ou alguém muito mais próximo de mim.
– Não! – Chad exclamou.
Viramos para ele, que estava com a cabeça baixa.
– Ah Chad, eu sabia que você me queria por perto, mas não precisava falar com tanta veemência. – Gabe disse sarcasticamente.
Chad não falou nada, apenas levantou a cabeça e assentiu negativamente.
– E então, vamos? – o pessoal perguntou.
– Claro! A princesa vem comigo!
– Mas eu iria levá-la, Gabe. – Chad falou.
– Não precisa. Eu sou o namorado e tenho o direito e dever de levá-la.
– Docinho, você quer ir com ele?
Opa, agora o foco era a carona? Ou melhor, a briga pela carona. Eu não falei que eles não se suportavam. Não era exagero, nem um pouco. Eu quis evitar, mas ninguém me escuta. O melhor que eu tinha que fazer era ir com o Gabe, senão eu iria ouvir muito.
– Eu vou com ele, Chad. Iremos nos encontrar por lá!
– Se você quer assim. Eu vou sozinho mesmo. – Disse, fazendo carinha de coitado pra mim, mas não iria adiantar, porque eu sabia desse truque de cachorro arrependido.
Estávamos combinando um ponto de encontro, quando Elisa, uma das poucas garotas legais e que era uma boa amiga para mim, veio em nossa direção.
– Emy, você vai de carro com o Gabe, então eu posso ir com o Chad? Eu não quero que ele vá sozinho! – falou timidamente para nós.
– Claro que pode Lis. Irá nos fazer um favor enorme. – Gabe disse sério, mas com um sorriso de lado.
– Gabe! Desculpe-me, Lis. É claro que você pode, será bom para os dois. – falei rindo e com duplo sentido, porque eu sempre achei que Lis tinha uma queda pelo Chad, mas sempre medo pelo fato do nosso namoro. Seria legal se eles ficassem juntos, assim, Lis ficaria feliz e Chad desistiria de algo entre nós.
Entramos no carro e partimos rumo ao acampamento. Os carros iam um seguindo o outro, mas combinamos um local, porque vai que algum se perde de nós.
Gabe estava sério e concentrado na estrada. Ele não falou mais nada pra mim, e eu muito menos, mas minha língua estava coçando, e não iria aguentar muito tempo.
– Porque você veio sem avisar? – pronto perguntei. Eu falei que não iria ficar sem falar muito tempo, ainda mais com ele.
– Vai dar uma de Chad agora? Porque se for, eu dou meia volta e voltamos para casa. – disse nervoso, e nem ao menos olhou pra mim.
– Você não pode mandar em mim. Eu quero ir para o acampamento e eu vou mesmo se for a pé.
– Vai nada, eu te conheço. E eu não estou mandando em você.
– Como você soube onde eu estava? Como se arrumou tão rápido?
– Perguntas, perguntas... Bem, vamos lá! Eu liguei para os rapazes, e eles não sabiam da minha volta, só sabiam que você tinha voltado porque o Chad comentou que você iria também. Irônico, não é?! Nós voltamos juntos, você sai para jantar com ele, fala sobre o nosso namoro, ele a convida para o acampamento com turma, mas não fala que eu também voltei, e muito pior, não me chama.
Eita! Gabe estava chateado, mas ele tinha razão. Eu também tinha uma parcela de culpa nisso, assim como o Chad também, mas com ele eu converso depois.
– Eu não sabia disso. Mas você sabe o motivo de não ter falado do acampamento.
– Sei. E até concordo com você. Não suporta respirar o mesmo ar que aquele ser.
– E como você irá fazer no por lá?
– A gente dá um jeito, ainda maia para ficar ao lado da pessoa que a gente ama e quer proteger.
– Você me ama ainda, mesmo eu ter errado com você?
– Você sabe que sim. Sabe que estarei sempre com você, mesmo quando estivermos velhinhos, você toda enrugada e de cabelos brancos, e eu um senhor viril e charmoso. Mesmo assim, eu estarei cuidando de você, de cada passo e de cada pensamento.
Para o mundo que eu quero chorar. Eu não tenho o melhor amigo do mundo? E ele é só meu!
– Isso não é justo! – falei chorando.
– O que? – perguntou preocupado.
– Você ser todo charmoso, e eu enrugada. – falei brincando.
– Ah, princesa, plásticas estão ai para isso. Se quiser eu estarei ao lado da mesa de cirurgia e posso até pagar um botox, com um bom médico. O que acha? – perguntou rindo.
– Que você é um bobo, isso sim. Um bobo que me faz chorar de emoção até com essas palhaçadas.
– Um bobo que te ama, princesa!
– Eternamente?
– Eternamente! – falou, beijando a minha mão.
Conversar com o Gabe deu uma boa aliviada em meu coração e na viagem. Durante o caminho rimos, cantamos, contamos piadas e brincamos de adivinhação, nossa brincadeira favorita.
Assim que avistamos de longe algumas árvores, começamos a nos animar. Eu gostava de ar puro, da natureza, de poder sentar e descansar de todos os problemas e barulho da vida urbana. Eu só tinha medo dos animais, tipo, muito medo mesmo, principalmente de cobra e escorpião. Credo, só de pensar eu já arrepio.
Gabe foi entrando na floresta, e logo paramos junto com o resto do pessoal. Graças a Deus ninguém se perdeu!
– Ufa! Finalmente chegamos. – falou um dos rapazes.
– A viagem foi um pouco longa, mas vai valer a pena pessoal! – Chad disse.
– Então vamos nos ajeitar em algum lugar, e já arrumar tudo certinho, pode ser? – perguntei.
Todos concordaram, e fomos procurar um lugar bom para arrumarmos nossas barracas.
– Nunca achei que montar uma barraca fosse tão complicado. – falou uma das meninas.
Todas nós meninas concordamos e rimos.
Olhei para a minha barraca, e percebi que ela era a menor de todas que estavam por ali. Será que eu iria dormir sozinha? Acho melhor eu ir perguntar pro Gabe.
– Gabe, eu posso te fazer uma pergunta?
– Pode. – ele falou, levantando a blusa e limpando um pouco o rosto.
Meu Deus! Gabe estava malhando mais que o normal? Porque só assim para ele ter uma barriga daquela. Ele estava mais forte, bem mais do que eu já tinha visto. Ele estava...
– Princesa, o que você iria me perguntar?- falou rindo.
– Ah... Bem... Aonde você vai dormir?
– Na barraca?! – disse ironicamente.
– Ah, eu sei. Mas em que barraca? Quer que eu te ajude a montar a sua?
– Já está montada. – falou rindo.
– Em que lugar?
– Serve esta aqui na nossa frente? – falou apontando para a minúscula barraca, que eu achei que seria minha.
– O que? Eu achei que essa barraca seria minha, só minha. E que você ainda iria montar a sua.
– Não! Eu achei que não teria problema em dormirmos juntos.
Dormir junto? Tipo, juntos mesmo?
– Oi? Dormir juntos? Eu e você?
– Quem mais seria?
Eu sozinha e você na sua barraca?
– Gabe, porque você não trouxe a barraca maior?
– Esqueci. Eu peguei a primeira que vi. – disse, dando de ombros.
– A primeira que viu? Gabe, essa barraca é pequena, não irá nos caber. Você o seu tamanho? – perguntei já me arrependendo no segundo seguinte, por causa do duplo sentido.
– Eu já vi o meu tamanho, vejo todos os dias.
– Idiota!
– Ei, desculpa, ok? Irá caber sim, nem que para isso, tenhamos que dormir abraçados.
O que eu podia fazer? Tinha que ser desse jeito, senão iria dormir pra fora da barraca.
– Tudo bem. Se não tem outro jeito...
– Você vai gostar de dormir comigo. Um homem viril, gostoso, lindo, cheiroso, sensual...
– E nada modesto.
– Isso mesmo. Vai, dá um sorriso nesse rosto lindo, princesa. Nós estamos no paraíso, e será por pouco tempo. Ah, por falar nisso, eu trouxe o seu repelente, porque você deve ter esquecido. – falou me entregando.
– Eu não tenho culpa que tenho alergia aos insetos.
– Eu sei. Por isso eu sempre te ajudo a lembrar do repelente, princesa. Agora vamos aproveitar, ok?
– Você tem razão. E então, vamos fazer o que?
– Podemos fazer uma caminhada com o pessoal. O que você acha?
– Gostei da ideia. Vamos falar com eles.
Estávamos fazendo uma caminhada com o pessoal, e ao mesmo tempo ficamos admirando o lugar. Era lindo, tinha um ar puro e com grandes árvores frutuosas. Lis comentou que tinha uma cachoeira não muito longe dali, e combinamos de ir até lá após almoçarmos.
Após almoçarmos o eu trouxemos de casa, resolvi ir descansar um pouco na barraca, mas antes que pudesse ir até ela, Chad pergunta se eu queria dormir na barraca dele, com a desculpa de que a que eu estava era muito pequena. Eu claro neguei na hora. Nem nos sonhos eu iria dormir com ele, e nem o Gabe deixaria isso acontecer. Por fala nele, ele chegou bem na hora que o Chad insistia, e Gabe simplesmente disse que eu e ele ficaríamos juntos na mesma barraca apertada porque somos namorados e isso não teria problema nenhum. Chad percebendo que não iria adiantar insistir vai embora.
Estávamos quase no final da tarde, quando decidimos ir até a cachoeira. O lugar era realmente lindo! Tinha algumas pedras altas para quem quisesse se aventurar em pular daquela altura, ou pra quem tivesse coragem também. E há algumas pedras um pouco mais baixar, de onde as meninas estavam se preparando para pular. Eu estava com um vestido floral e com o biquíni por baixo. Tirei o vestido, e senti olhar e a presença bem perto do Chad.
– Você está linda, Emy. Tipo, muito linda mesmo. – falou me olhando de cima para baixo.
– Obrigada.
– Seu corpo está tão... Diferente. Está com mais curvas, mais...
Quando ele iria dizer alguma coisa adivinhem quem chegou... Isso mesmo Gabe.
– Está com mais o que, Chad? – disse me abraçando, e Deus, ele estava apenas de bermuda e sem camisa. SEM CAMISA! Minha mão estava sem seu peitoral, porque melhor lá do que na bunda dele, e eles estavam duros. Ele estava malhando mais, com toda a certeza.
– Estou apenas a elogiando, Gabe. Não posso?
– Claro, mas só a elogie quando eu estiver por perto. Mas ela está linda mesmo, não é? Vou te confessar uma coisa: eu amo o corpo dela, assim como as minhas mãos amam e outras partes do meu corpo também, se é que você me entende. – disse sorrindo, e eu quase enfartando com aquilo. Agora o Chad acha que eu já fui para a cama com o Gabe. Oh, Deus!
Chad parecia um fantasma depois do que o Gabe disse. Saiu de lá e foi nadar com os rapazes. Gabe virou-se para mim e sorriu.
– Ai, como é babaca!
– Porque falou aquilo?
– Aquilo o que? Sobre as minhas mãos amarem o seu corpo?
– Aham. Isso é mentira, e você sabe muito bem disso.
– Mas ele não sabe, e nem vai saber a verdade. Por falar nisso, que porcaria de biquíni é esse? – flaou bravo.
– Um simples biquíni normal?!
– Normal para quem não enxerga, não é? Porque todos os estão olhando para você e para esse par de... Seios. – ele falou engasgando.
– Eu não tenho culpa que tenho seios.
– Mas tem culpa de...
– De...?
– De ter um corpo desses. Desde quando você tem uma cintura dessas? E um par de coxas?
– Desde sempre.
– Eu nunca percebi. E me deixe vai. Vou entrar na água com as meninas, e se você quiser vir...
– Emily? Emily venha aqui! – ele gritou.
Eu nem dei bola e fui até as meninas.
Durante a nossa diversão eu percebi que a tensão entre o Gabe e o Chad havia diminuído. Eles não estavam perto um do outro, mas não estavam trocando farpas, o que era um milagre.
Fomos um embora antes que começasse a escurecer completamente. Gabe ainda estava com a cara emburrada comigo por causa do meu biquíni, mas eu nem dei bola, mesmo ele me olhando bravo durante todo o caminho.
Estávamos sentados ao redor de uma fogueira que os meninos haviam feito. Os marshmallows que trouxemos estavam assando na fogueira. Um dos meninos chegou com um violão e começou a cantar uma música antiga, e começamos a cantar junto com ele, menos o Gabe que estava sério e olhava para longe.
– Tudo bem, Gabe? – perguntei preocupado.
– Está. Eu estou bem. – falou esforçando um sorriso.
Eu sabia que tinha algo de errado, e não era apenas por causa da roupa que eu usei. Ele parecia distante e com um pensamento perdido.
A música acabou e Gabe se levantou. Eu achei que ele iria se deitar, mas ele pegou o violão e se posicionou ao meu lado.
– Bem, faz um bom tempo que eu não canto, mas essa música é era importante pra mim, e pode decifrar muita coisa. – falou, começando os primeiros acordes do violão.
Eu fiquei sem entender, mas assim que ele começou a cantar o meu mundo parou! Gabe tinha uma voz perfeita! Ele sempre cantou bem, muito bem por sinal, mas aquela música tinha caído como uma luva em sua voz grossa e afinada. As meninas suspiravam e se abanavam. A música era perfeita, e eu amava o cantor Ed Sheeran, principalmente aquela música. Mas porque será que ele estava a cantando, e ainda olhando para mim? Eu vi, eu juro que vi seus olhos marejados enquanto ele cantava o refrão.
Querida, eu te amarei
Até que tenhamos 70 anos
Amor, meu coração ainda se apaixonará tão fácil
Quanto quando tínhamos 23
Estou pensando em como
As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas
Talvez apenas o toque de uma mão
Eu, me apaixono por você a cada dia
Eu só quero te dizer que eu estou
Então, querida, agora
Me abrace com seus braços de amor
Beije-me sob a luz de mil estrelas
Coloque sua cabeça em meu coração que bate
Estou pensando alto
Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos.
Eu estou chorando? Deus, sim, eu estou chorando! Gabe tinha feito eu me emocionar com aquela música. Fiquei pensando em todos os momentos que estivemos juntos. Nas nossas bagunças, nas risadas bobas em lugares impróprios, das nossas briguinhas bobas, da nossa cumplicidade em tudo. Pensei o quanto eu era feliz ao lado dele. Eu estava tão pensativa que nem percebi quando a música acabou e Gabe se levantou e foi em direção à barraca. Fui atrás dele, e o encontrei deitado com os braços em cima dos olhos.
– Gabe, está bem? Você está passando mal?
Ele apenas assentiu positivamente.
– Não quer falar comigo? Ainda é por causa do meu biquíni? Eu não uso mais, ok?! – falei, me deitando ao lado dele.
– São tantas coisas, princesa.
– Porque você cantou aquela música?
– Acho que ela fala muito sobre nós... Sobre mim. A sua amizade, você e o que temos é muito importante pra mim, mais do que qualquer coisa. Eu te protegeria de qualquer mal, nem se eu morresse para te salvar. – falou-me sério.
Odiava quando Gabe ficava tão encanado com alguma coisa e nunca me falava, principalmente quando ele falava sobre morte e essas coisas.
– Credo, Gabe! Odeio quando você fala desse jeito! Não vai acontecer nada para que você tenha que me proteger com a sua vida. Estamos bem, ok? Eu amei a música, e você canta tão bem...
– Promete estar sempre comigo?
– Claro que sim, até os setenta anos?
– Até a eternidade. – falou me abraçando.
Deitei-me de frente para ele, e Gabe fez o mesmo. Ficamos nos olhando, até que eu senti o sono chegando e fui fechando os olhos.
Acordei com a luz do sol batendo em meu rosto, e com muito calor. Gabe não estava mais dormindo, então decidi acordar também. Sai da barraca e percebi que todos estavam dormindo ainda, mesmo sendo um pouco tarde, e como não tinha nada para fazer e estava um dia quente, resolvi ir até a cachoeira para me refrescar.
Fiquei ali contemplando o silêncio da natureza e as suas belezas. Fui até um canto da cachoeira em que a pedra tampava, e ninguém poderia me ver por ali por causa da pedra que ficava na frente. Estava boiando com os olhos fechados, quando escutei um barulho estranho. Comecei a rezar achando que era algum ladrão por ali, mas ao mesmo tempo mudei de ideia e comecei a rezar para que não fosse um animal perigoso.
– Meu Deus, eu espero que não seja um escorpião ou uma cobra, senão eu morreria do coração. – falei rezando.
Fui saindo devagar de trás da pedra, e se for um bicho eu saio correndo, sem olhar para trás.
Assim que eu me levantei por completo, avistei Gabe de costas, sem camisa e com um short de corrida, e assim dou um suspiro de alívio de fecho os olhos por alguns segundos. Assim que os abro, Gabe vira e eu percebo que ele está nu! Totalmente pelado e com aquela coisa a mostra e virada pra mim, de frente pra mim. E, meu pai, o negócio era grande, assim como Joan tinha me falado. Ah, senhor, o que eu estou pensando? Ele está pelado aqui na minha frente.
– Gabe, tampa isso! – gritei.
– Princesa? Meu Deus! – ele gritou de volta.
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