Eternamente

3 Bônus de natal


Notas iniciais
Amores, feliz natal! Que Jesus abençoe o lar de cada uma, e que esse natal seja repleta de bençãos. Bem, quem me segue no snap sabe que eu AMO O NATAL! Sim, pra mim, é a época mais linda do mundo. As luzes, as músicas, as pessoas, e claro, o verdadeiro motivo do natal pra mim: o nascimento de Jesus. E também eu estou comemorando as mais de 30 mil leituras!! UHUL!!!! Por isso, eu escrevi esse bônus para mostrar o natal da nossa Anne e do nosso Chris, quando eles eram crianças. Eu fiz com todo o amor, e eu espero que gostem! Beijos e aproveitem o bônus e o natal!

Natal é a época mais bonita do ano! É a época aonde as pessoas se perdoavam, se amavam, se uniam, riam, compartilhavam de momentos únicos e inesquecíveis. Eu amo essa época não só por causa dos presentes, eu amo porque é o nascimento de Jesus e é uma data cristã. Mas eu também gosto por causa do papai Noel. Ah, o papai Noel... Ele sempre iria nos visitar, e sempre falava para sermos boas pessoas, assim, papai do céu, nossa família, e ele sempre estariam conosco.

Estávamos todos sentados em uma enorme mesa, cheia de comidas gostosas, e de muitas pessoas sorrindo e brincando umas com as outras.

Mamãe e papai estão sentados lado a lado. Tia Agnes está ao lado do tio Michael, que está sentado na ponta da mesa. Ao redor, estão todos os irmãos, irmãs, sobrinhos e primos dos Hunter. Meus pais sempre participam das festas do final do ano, e claro, eu sempre estou junto com o Gabe. Por falar nele, para variar, ele está ao meu lado, rindo de alguma coisa que falaram.

– Em que você está pensando princesa? ele perguntou pra mim, com um sorriso e com uma cara de interrogação.

– Nada não. Do que você está rindo? perguntei curiosa.

– Papai estava contando uma das suas histórias de pescaria. falou sorrindo.

Tio Michael era muito divertido, tão divertido que nem parecia um advogado sério e importante. Um dos seus passatempos preferidos era pescar, e ele sempre levava meu pai junto. Eu o amo muito, não só pelo fato de me tratar como uma filha, mas também porque ele é meu padrinho.

– Com certeza deve ter contado a mesma história de sempre.

– Acho que ele só deve ter essa, e ainda é história de pescador.

Rimos muito, e o ambiente estava perfeito. Gabe sempre me perguntava se eu queria alguma coisa, se queria que cortasse a carne pra mim, ou simplesmente conversava comigo coisas banais.

Após aquela ceia maravilhosa, fomos ao redor da árvore, aonde tia Agnes e tio Michael começaram com as entregas dos presentes. Mamãe e papai ganharam uma viagem, e pelo o que eles falaram, era como se fosse uma segunda lua de mel. Estavam todos trocando presentes, até que eu ouvi tia Agnes vinda com um pacote enorme em suas mãos em minha direção.

– Minha querida, esse presente é para você. Espero que goste, e se divirta com o Gabe. Nós te amamos, minha afilhada linda. ela disse sorrindo, e me dando um beijo estalado na bochecha.

– Como que fala filha? mamãe perguntou.

– Obrigada, tia Gue. falei usando o apelido que eu tinha criado para ela, já que às vezes seu nome era complicado pra mim.

O pacote era realmente grande, e eu mal conseguia segurá-lo. Gabe veio para me ajudar, e juntos abrimos o presente.

– Nossa princesa, você ganhou um patinete. disse sorrindo.

Meus olhos brilhavam, porque eu havia visto em um comercial na televisão, mas eu não cheguei a pedir para os meus pais.

– Príncipe, era isso que eu queria de natal. Como será que a tia adivinhou?

– Princesa, o papai Noel deve ter trazido.

– Verdade. Eu cheguei a pedir para ele, mas eu achei que não tinha me escutado.

– Ele sempre escuta. E claro que ele iria escutar a menina com o coração mais doce e puro do mundo. disse com um enorme sorriso.

Gabe havia roupas, sapatos, e alguns brinquedos, como o patinete. Nós dois parecíamos dois bobos com aquilo, e ele não parava de dizer que eu teria que usar o capacete, a tornozeleira e a cotoveleira para eu não me machucar, e se não usasse ele iria esconder o meu brinquedo.

Eu ganhei roupas, sapatos, bonecas e um kit escolar dos meus pais, já que eles sabiam que eu amava. E eu estava distraída em um canto com tudo aquilo ao meu redor, que nem percebi a aproximação do primo do Gabe: Daniel.

– Oi Emy. Nossa... Você ganhou muitos presentes.

Ele não era primo de sangue, já que ele é filho de um casal de amigos da família, mas tem a mesma idade que o Gabe, e os tios sempre falaram que eles são primos por consideração. Eu não gostava muito dele, porque muitas vezes o notei tentando fazer alguma maldade para o Gabe, mas eu sempre o protegia.

– É verdade. falei, tentando não olhar muito para ele.

– Você ganhou um patinete? Isso ainda existe? Faz tempo que eu joguei o meu no lixo, e claro, o meu era motorizado.

Metido! Era isso que ele era. Sempre querendo ser o melhor de todos.

– Legal! falei, o cortando.

– Quem tal irmos lá fora brincar com o patinete? Eu te empurro. falou sorrindo, mas seu olhar era malvado.

– Está nevando. E meus pais falaram para eu não ir lá fora.

– Eles nem vão saber, porque estão conversando. Vamos Emily, pare de ser medrosa. Eu te empurro, e bem devagar... disse com um sorriso amedrontador.

Quando eu ia tentar fugir, percebi que Gabe estava chegando com um pedaço de bolo de chocolate, o nosso bolo de chocolate preferido.

– Princesa, eu trouxe o nosso bolo de... Daniel? O que está fazendo aqui? perguntou sério.

– Primo, eu estava conversando com a Emy, não é? perguntou para mim.

Gabe me olhava sério, querendo uma resposta verdadeira, e claro, eu não mentiria para o meu melhor amigo.

– Ele queria me levar lá fora, para que eu andasse no patinete.

Gabe olhou furioso, e por um momento me arrependi de ter falado para ele.

– É claro que ela não vai. Está nevando, é perigoso, e ela pode ficar doente.

– Ah Gabe, eu disse que seria rápido e que eu iria empurrá-la.

– De jeito nenhum. Emy não sai daqui. falou sério, olhando para mim e para o Daniel.

– Vocês são uns chatos. Eu vou ali ver jogar com os outros meninos.

Ele saiu nervoso, e percebi que Gabe respirava aliviado, bem, até eu respirava aliviada.

– Intrometido. Ainda bem que você não foi com ele, senão além dos meus pais e seus pais, eu também brigaria com você. Daniel não é de confiança.

– Eu sei príncipe, mas ele ficou aqui, e eu não sabia mais o que fazer.

– Ainda bem que eu cheguei. Eu demorei porque estava pegando um pedaço do nosso bolo de chocolate.

– Ai que delícia! Vem, vamos nos sentar aqui em frente à lareira.

Sentamos-nos e comemos todo o bolo, e olha que ele era um pedaço enorme. Nossos pais estavam conversando tão animadamente, que nem perceberam que já havíamos comido e que estávamos olhando para aquela linda lareira.

– Princesa, eu tenho que te entregar o meu presente de natal. — falou envergonhado.

– Gabe, não precisava. Você já me deu um sapato lindo. Sei que meu presente não foi tão...

– Perfeito! Seu presente foi perfeito. Eu amei o diário com seus recadinhos, e um porta-retrato com a nossa foto. Foi um dos melhores presentes que eu ganhei.

– Melhores?

– Você foi o melhor presente que eu ganhei. Então, eu pensei no seu presente, e eu comprei para você.

Ele me entregou uma caixinha e pediu para que eu abrisse.

– Gabe, é lindo. Como se fosse de uma princesa.

– Porque você é uma princesa. A princesa do mundo da Emily e do meu mundo. Deixe-me colocar? perguntou.

Eu assenti e sorri plenamente para ele.

Eu olhava para aquele anel, que tinha uma coroa rosa e lilás em cima, e ficava cada vez mais emocionada.

– Eu não sei como agradecer.

– Prometa-me que nunca irá se separar de mim, e que a sempre será a minha princesa.

– Eu prometo!

– Eternamente.

– Eternamente.

E nos abraçamos apertados. E esse foi um dos melhores natais que eu passei ao lado do Gabezinho.