Eternamente
196 Capítulo 195-O julgamento de Donovan Parte Final
Isabella Marie Swan Cullen
Alguns dias depois…
Finalmente o último dia de julgamento havia chegado. Foi uma semana muito difícil, e espero que hoje finalmente saia o veredicto.
Mais algumas testemunhas estavam depondo, pessoas que conheciam Donovan. Em seguida, seriam os envolvidos. Edward deu mais de um depoimento, quanto as outras pessoas que Donovan machucou, ainda não havíamos dado nosso depoimento.
̶ Leah. – sussurrei para minha irmã.
̶ Hum.
̶ Quando irei depor? – perguntei, eu já estava ficando ansiosa.
̶ Bem, como você foi a última vítima dele, é capaz de ser a última que irá testemunhar. – disse minha irmã.
Assenti.
̶ Ok, obrigada.
Voltei a prestar atenção nos depoimentos, querendo de uma vez por todas que acabasse logo, mas, ainda teria u longo caminho pela frente.
̶ Obrigado pelo seu testemunho. – disse meu pai.
̶ Próxima testemunha, Mary Alice Cullen Hale.
̶ Chegou a vez das testemunhas mais importantes. – disse Edward.
̶ E quem são as testemunhas mais importantes? – perguntei.
̶ Alice, Esme e você. – respondeu minha irmã.
̶ As pessoas que ele atacou. – completou Edward.
Assenti e voltei a prestar atenção no Júri.
Alice caminhou com dificuldade.
̶ Ela não parece muito bem. – Edward disse.
̶ Já não era para ela ter dado a luz? – Leah perguntou.
̶ Ela já está na reta final. Não vai demorar muito, a barriga dela já está abaixando. Sua bebê já está se encaixando. – disse.
̶ Espero que ela aguente mais um pouquinho. Por que temos que estar presentes no parto. – Edward disse e eu concordei com a cabeça.
Alice sentou-se na cadeira de testemunhas.
̶ Sra. Hale, a senhora é irmã mais nova, do Sr. Edward Cullen, correto? – meu pai perguntou.
̶ Sim. – ela respondeu.
̶ Também é médica, qual a sua especialidade?
̶ Médica obstetra. – ela respondeu.
̶ E a senhora trabalha há muito tempo no hospital onde o Sr. Donovan trabalhava?
̶ Desde minha residência. Quando entrei no hospital, Donovan já implicava com meu irmão, Ele queria o cargo que meu irmão ocupa, de médico chefe. Donovan não achava meu irmão competente para o cargo, por Edward ser muito novo e Donovan ser um médico experiente.
̶ E por que acha que seu irmão ganhou este cargo? – meu pai perguntou.
̶ Edward sempre foi muito inteligente. Jamais tirou notas baixas na escola, para falar a verdade, ele não sabe nem o que era isso, formou-se com honras, com a maior nota. Ele não conseguiu o cargo por que bajulou ou subornou alguém, ele conseguiu pelas suas próprias competências. Para ser um bom médico, não é necessário ter anos de experiência, e sim competente.
Olhei para o Edward que sorria com a declaração de sua irmã. Voltei a olhar para Alice.
̶ Sra. Hale, o Sr. Donovan tentou ataca-la, certo? Pode dizer o que houve?
Alice respirou fundo.
̶ Donovan queria destruir o meu irmão a todo custo, então ele tentou de tudo para atingi-lo, atingindo seus familiares. Eu fui a primeira. – Alice parou por um momento, perdida nas lembranças. – Eu havia terminado algumas consultas e parei para ir ao banheiro. Eu usei o banheiro e quando estava lavando as mãos, ele de repente apareceu, encurralou-me, agarrou-me… ̶ a voz de Alice falhou.
̶ Meritíssimo. – minha irmã se levantou. – Minha cliente está na reta final da gravidez, peço para que ela não seja tão pressionada.
̶ Sra. Hale, podemos te dar um tempo. – meu pai disse, preocupado com seu bem estar, Carlisle também parecia preocupado, mas ele não podia intervir para não ter um conflito de interesse.
Um policial deu um copo de água para Alice, ela bebeu um gole e respirou fundo.
̶ Eu estou bem, posso continuar. – ela disse e olhou para o meu pai. – Donovan rasgou minhas roupas, eu comecei a gritar, pedindo socorro. Meu marido entrou no banheiro junto com meu cunhado, eles tiraram Donovan de perto de mim e começaram a bater nele, Bella e Rosalie apareceram para me ajudar. Aquilo foi… horrível.
̶ BANDO DE MENTIROSOS! – Donovan gritou. – Ela me chamou para o banheiro! Tentou me seduzir!
Alice fechou os olhos, tentando ignorar Donovan.
̶ SR. DONOVAN! CONTROLE-SE! – Carlisle berrou alto de mais, já nervoso. Afinal, era sua filha mais nova, grávida, que estava ali. Ele não estava com muita paciência. Donovan se calou.
̶ E tudo isso aconteceu, por que o Sr. Donovan queria a todo custo prejudicar seu irmão? – meu pai perguntou.
̶ Sim, tudo que Donovan fez, foi para tentar prejudicar meu irmão. – ela o olhou. – Meu irmão é um profissional incrível, com méritos. Treinou com uma das melhores médicas do país, a Dra. Grace Trevelyan-Grey, que comprou o hospital e o nomeou como diretor. Tudo por mérito próprio. E o que o Dr. Donovan não admite, é a própria incompetência.
̶ SUA VADIA! – Donovan levantou-se, tentando ir até Alice, mas foi segurado pelos policiais.
̶ Controle-se, Sr. Donovan. – disse Carlisle, dessa vez calmamente, satisfeito com o depoimento da filha.
Os policiais o fizeram sentar-se, e ele manteve a calma.
̶ Sem mais perguntas. Está dispensada, Dra. Hale. – meu pai disse.
Alice assentiu e levantou-se, voltando para seu lugar, ao lado de Jasper, que a abraçou e conferiu seu pulso para ver se estava tudo certo com ela.
̶ Ela deu um ótimo depoimento. – disse.
Edward sorriu.
̶ É. E o depoimento dela é muito importante, já que ela foi uma das vítimas dele.
Assenti.
̶ Próxima testemunha: Esme Anne Platt Cullen.
Esme levantou-se e foi em direção a cadeira de testemunha. Ela não olhou para Carlisle, para não ter nenhum conflito de interesse, meu pai então aproximou-se dela para fazer as perguntar, parando ao lado de Leah.
̶ Sra. Cullen, a senhora é a mãe dos médicos, os Drs, Edward Cullen, Rosalie McCarty e Alice Hale, certo?
Esme assentiu com a cabeça.
̶ Sim.
̶ E sabia de todo o problema que seu filho teve com o réu?
̶ Sim, ele comentou com toda a família que estava tendo problema com um colega de trabalho, ficamos sabendo mais quando ele tentou machucar minha filha.
̶ E em seguida, ele tentou machucar a senhora. – meu pai afirmou.
̶ Sim.
̶ Conte-nos como foi esse episódio.
Esme respirou fundo.
̶ Eu havia tirado folga do trabalho. E como de costume, escolhi um bom livro para ler ao ar livre. Fui até o parque e sentei-me em um banco para ler. Eu estava em paz, curtindo a natureza, e de repente apareceu meus filhos. Edward disse-me sobre Donovan, eu não fazia ideia de que estava sendo perseguida e vigiada, ele de repente atirou. O tiro não pegou em mim, eu não sofri nada, mas Edward colocou-se a minha frente e tomou o tirou no meu lugar, ele foi acertado no ombro.
Meu pai assentiu.
̶ Então, neste atentado, a senhora não se feriu, certo? Somente o seu filho?
Esme assentiu.
̶ Sim. Donovan conseguiu fugir, infelizmente. E depois desse atentado? Aconteceu algo mais?
̶ Ele ficou foragido. Edward ficou uma pilha, sabia que ele tentaria matar outras pessoas, ele estava sendo uma ameaça para a família inteira, e quando menos esperávamos, ele sequestrou minha nora, que estava grávida, quase dando a luz. Foram momentos terríveis para a gente sem notícia. Ele entrou em contato afirmando que estava com ela. Ele não queria dinheiro como normalmente é nos sequestros. Ele queria somente torturar Edward. E conseguiu. Mas, graças a Deus conseguimos resgatá-la, claro que ela também foi muito inteligente e conseguiu fugir.
̶ Aquela vadia me deixou aleijado! – gritou Donovan.
̶ Sr, Donovan! – Carlisle chamou sua atenção e seu advogado o acalmou.
̶ Depois desse ocorrido, Sra. Cullen, sua nora entrou em trabalho de parto e foi socorrida pelos seus filhos e genros, certo?
Esme assentiu com a cabeça.
̶ Sim. Meus filhos haviam ido acompanhar os policiais na busca e também para o caso da Bella precisar de socorro, já que ela estava para dar a luz. – Esme respondeu.
̶ A senhora só viu sua nora, após o resgate?
̶ Sim, no hospital. Ela e meu neto.
̶ E como eles estavam depois do ocorrido?
̶ Anthony estava bem, nasceu saudável apesar de tudo, Bella ainda estava muito assustada. Para falar a verdade, ela ainda está, e só ficará tranquila, após esse homem for condenado.
Donovan riu.
̶ Isso não vai acontecer. – ele disse com uma certa certeza.
̶ A senhora acha que o Sr. Donovan deve ser condenado? – meu pai perguntou.
̶ Sim, ele tentou violentar minha filha, tentou me matar, sequestrou minha nora, e a polícia não tivesse chegado a tempo, ele com certeza tentaria matar minha nota e meu neto. Ele merece ser preso e ficar o resto da vida presto.
̶ Sua cadela! – Donovan levantou-se, indo em direção a Esme.
̶ Policiais! – Carlisle gritou.
Antes mesmo de algum policial se aproximar, Leah se colocou a frente de Donovan e lhe deu uma rasteira, como sua perna não ficou boa por conta do tiro que lhe dei, ele caiu facilmente. Os policiais se aproximaram e pegaram Donovan do chão, arrastando-o para sua cadeira e o sentando. Leah se virou para o advogado de Donovan.
̶ Contenha seu cliente! – exigiu.
O advogado assentiu com a cabeça e se virou para Donovan, acalmando-o.
̶ Canalha! – disse Edward, furioso com seu ato.
̶ Está tudo bem, Sra. Cullen?
Esme assentiu com a cabeça.
̶ Sim, estou bem. Ele não chegou perto de mim. – ela olhou discretamente para Carlisle e assentiu com a cabeça, confirmando que estava bem.
Carlisle se virou para o meu pai.
̶ Pode continuar.
Meu pai assentiu.
̶ Bom, sem mais perguntas. Obrigado, Sra. Cullen.
Esme levantou-se e voltou a se sentar em seu lugar. Meu pai pegou uma folha e leu, era a folha de testemunhas.
̶ Meritíssimo, o réu tem uma testemunha a seu favor. E segundo seu advogado, ela está de prova que tudo não passou de uma calúnia.
Carlisle assentiu.
̶ Pode chama-la.
̶ Quem deporia a favor dele? – perguntei ao Edward.
̶ Lauren Mallory.
Respirei fundo.
̶ Eu não acredito nisso. – fiquei frustrada.
̶ Claro que ela deporia a favor dele, são tudo farinha do mesmo saco. – disse Edward, ele também não estava muito contente.
Lauren apareceu, passou sem nem mesmo nos olhar e foi se sentar na cadeira de testemunhas. Desta vez, Leah assumiu o questionário.
̶ Srta. Mallory, seja bem vinda. – ela disse.
Lauren assentiu com a cabeça.
̶ Obrigada.
̶ Está aqui por livre e espontânea vontade?
̶ Sim, estou.
̶ Srta. Mallory, qual a sua relação com o Dr. Donovan e o Dr. Cullen? – Leah perguntou.
̶ Eu trabalhei como enfermeira no hospital com eles.
̶ E tinha alguma relação a mais com eles?
Lauren demorou em responder.
̶ Vai Lauren! – Edward gritou, fazendo com que Lauren o olhasse. – Diga a verdade!
̶ Sr. Cullen, contenha-se! – exigiu Carlisle.
Peguei o braço de Edward.
̶ Calma.
Edward se calou e voltamos a prestar atenção no depoimento de Lauren.
Lauren respirou fundo.
̶ Eu… namorei o Dr, Cullen. – ela revelou.
̶ E foi um namoro sério? – Leah perguntou.
̶ Não. Não ficamos muito tempo juntos. – ela respondeu.
̶ Devido à chegada de sua esposa? – meu pai perguntou.
̶ Não. Quando Isabella chegou à cidade, eu já não estava com o Dr. Cullen. – ela respondeu.
̶ E por que romperam a relação? – Leah perguntou.
̶ Por que… ̶ Lauren olhou para Edward e em seguida para Donovan. – Por que eu estava com o Dr. Donovan.
Leah assentiu.
̶ Sim. A senhorita deixou o Sr. Cullen para se envolver com o Sr. Donovan, mesmo sabendo que ele era casado, certo? E ele jamais deixou a esposa.
Lauren encarou minha irmã.
̶ Bom, eu acredito que foi ousada, não é mesmo? E não muito inteligente. Afinal, trocou um homem solteiro, por um homem casado, que não te prometeu nada. Já este homem que você abandonou, cresceu mais em sua carreira, arrumou uma pessoa, se casou com ela e formou uma família. Quanto a senhorita, ficou sozinha. – Leah jogou em sua cara.
̶ Ah, não. Leah está levando para o pessoal.
̶ Protesto, Meritíssimo! – disse o advogado de Donovan. – Minha colega está se excedendo.
̶ Sra. Black, por favor, mantenha o profissionalismo. – Carlisle pediu.
Lauren sorriu para ela.
̶ Olha só, eu sendo julgada pela pessoa que tirou o namorado da própria irmã. – lembrou-a.
Leah respirou fundo e virou-se para Carlisle.
̶ Perdoe-me Meritíssimo, passei um pouco dos limites. – ela pediu.
Carlisle assentiu com a cabeça.
̶ Podem prosseguir.
Meu pai se virou para Lauren.
̶ O seu relacionamento com o Dr. Donovan continua?
Lauren negou com a cabeça.
̶ Não.
̶ Mas… está testemunhando a favor dele, não é mesmo? É pelo que vocês tiveram? – perguntou meu pai.
Lauren assentiu com a cabeça.
̶ Sim…
̶ A senhorita tem ciência das coisas que aconteceram entre o Sr, Donovan e o Sr. Cullen?
Lauren assentiu.
̶ Presenciei muitas coisas.
̶ Srta. Mallory, lhe farei uma pergunta definitiva, e gostaria que respondesse com sinceridade.
Lauren concordou com a cabeça.
̶ O Sr. Donovan alega que tudo isso é uma calúnia e que ele é inocente, lembrando que ele está sendo acusado de tentativa de estupro contra: Mary Alice Cullen Hale. Tentativa de homicídio contra: Esme Cullen e Edward Cullen. E sequestro contra: Isabella Marie Swan Cullen e seu filho que nasceu no processo, Anthony Swan Cullen. O Sr. Cullen e suas testemunhas estão mentindo? São tudo calúnias contra o Sr. Donovan? O Sr. Donovan é inocente?
Lauren abaixou a cabeça, ela parecia nervosa. Ela olhou para Edward, depois para Donovan, respirou fundo e olhou para meu pai e minha irmã.
̶ Não. – ela respondeu e eu arregalei os olhos.
̶ O que? – Edward também parecia surpreso.
̶ Não são calúnias. Edward e suas testemunhas estão falando a verdade. Donovan cometeu todos os crimes.
̶ VAGABUNDA!
Todos se descuidaram e Donovan se levantou, indo até Lauren e arrastando-a pelos cabelos. Ele começou a bater nela e ela gritava desesperada. Levantamos, também ficando desesperados.
̶ Policiais! – Carlisle gritou.
Os policiais correram e seguraram Donovan, sentando-o de volta em seu lugar.
̶ Algemem-no! – exigiu Carlisle e os policiais o algemaram.
Leah e meu pai ajudaram Lauren a se levantar e se sentar, em seguida, minha irmã chamou Jasper, que se aproximou e examinou Lauren.
̶ Como ela está. Dr. Hale?
̶ Bem, ela só precisa de um tempo para se acalmar.
̶ Sra. Black, promotor, vocês ainda tem mais alguma pergunta? – Carlisle perguntou.
Leah negou com a cabeça.
̶ Não Meritíssimo. Já terminamos com a Srta. Mallory. – respondeu minha irmã.
̶ Está dispensada. Pode sair para se acalmar.
Lauren se levantou e saiu da sala.
̶ Vamos dar continuidade a última testemunha: Isabella Marie Swan Cullen.
Chegou a minha vez, era a minha hora. Daria o depoimento que colocaria Donovan na cadeia pelo resto de sua vida.
Edward pegou minha mão e me olhou.
̶ Vai lá. Boa sorte, meu amor.
Assentiu.
̶ Obrigada. – dei-lhe um selinho e me aproximei. Sentei-me na cadeira de testemunhas.
̶ Sra. Cullen, a senhora é esposa do Dr. Edward Cullen, certo? E uma das vítimas do Dr. Donovan, correto? – Carlisle perguntou.
̶ Sim. – respondi.
̶ Como conheceu o Dr. Donovan?
̶ No hospital, eu era namorada do Edward quando o conheci. Fiquei sabendo da história deles, e que ele tirou Lauren de Edward por inveja, por que queria tirar tudo dele. Nosso primeiro encontro, ele até tentou dar em cima de mim e logo o cortei, foi quando ele viu que eu não seria como Lauren. Depois o presenciei tendo rixas com Edward, provocações, caras feias, até ele começar a agir de fato.
̶ E foi quando ele atacou sua cunhada? – Carlisle perguntou.
Eu assenti.
̶ Escutamos gritos vindos do banheiro feminino, quando entramos para ver. Donovan estava tentando agarrar Alice, suas roupas estavam rasgadas, o impedimos, Jasper e Emmett tentaram agredi-lo, mas os seguranças impediram.
̶ E depois daquele ataque, ele tentou ferir sua sogra, certo? – meu pai perguntou.
̶ Sim. Ele… mandou um vídeo para Edward de sua mãe lendo no parque, Edward correu para o local e encontrou sua mãe, quando ele viu Donovan, protegeu sua mãe e acabou levando um tiro. – contei.
̶ E ele continuou foragido, certo? – meu pai perguntou.
̶ Sim, ele mandava ameaças as vezes, deixou Edward bem preocupado. E quando menos se esperava…
̶ Sra. Cullen, conte sobre o dia em que o réu raptou-a.
Respirei fundo, puxando o horror que vivi da minha memória.
̶ Eu havia acordado cedo para ir visitar minha mãe no cemitério. Deixei Edward com as crianças. Passei um tempo no cemitério, e ao sair de lá, fui pega por trás, não vi que era ele. Um pano foi colocar em minha boca com clorofórmio e eu desmaiei. Acordei em um local abandonado, sujo.
̶ O Sr. Donovan chegou abusá-la sexualmente? – Carlisle perguntou.
̶ Não. Ele só… me manteve presa, me agredia as vezes e… fazia muita tortura psicológica, principalmente quando entrei em trabalho de parto. – lembrar daqueles momentos eram dolorosos demais e não contive minhas lágrimas, um policial me deu um copo de água para me acalmar. – Eu implorei pela ajuda dele. Por ele ser médico, mas ele me deixou ali, morrendo de dor. E eu sabia que assim que meu filho nascesse, Donovan se livraria dele. Então comecei a pensar em fugir dele, tentar ter meu filho longe das garras dele.
̶ Você tentou me matar, sua vadia!
̶ Sr. Donovan! – Carlisle chamou sua atenção.
̶ Donovan ameaçou de jogar meu filho no rio e em meio a muita dor das contrações, tentei pensar em uma maneira de sair de lá. Achei uma caixa de ferramentas e peguei uma chave de fenda que encontrei ali, escondi e fiquei ali no chão, com muita contração. Donovan entrou no local e quando se aproximou, enfiei a chave de fenda em sua perna.
̶ Onde você atingiu a artéria femoral, certo? O que acabou deixando o réu manco.
̶ Como médica, eu sabia que se cortasse a artéria femoral, ele não poderia vir atrás de mim, senão, sangraria até a morte. Por isso o acertei, ele caiu e peguei sua arma. Donovan também é médico e sabia que não poderia vir atrás de mim, senão ele morreria. Foi por isso que fugi, e após afastar-me da cabana, não aguentei mais e tive que parar para ter meu filho.
̶ E foi assim que encontrou suas cunhadas?
Assenti com a cabeça.
̶ Quando eu parei, estava com fortes contrações, prestes a ter meu bebê, com uma enorme dor. A dor era tanta que eu acabei gritando. Alice e Rosalie estavam por perto, escutaram meu grito e me procuraram. Quando elas me acharam, ligaram para os meninos que foram ao nosso encontro. E assim que eles chegaram… fizeram meu parto.
̶ E como foi o parto? – meu pai perguntou.
̶ Ah… sofrido. Eu não estava em um hospital, e se não estivesse junto com outros médicos… poderia ter morrido.
̶ Mas, no final você e seu filho ficaram muito bem, não é mesmo?
Assenti, sorrindo ao me lembrar do meu mais novo.
̶ Sim, ficamos bem. Ainda mais quando voltamos para casa. – olhei para Donovan. – Agora, eu só quero que esse homem que quase me matou, pague pelos seus crimes.
Meu pai assentiu e virou-se para Carlisle.
̶ Sem mais perguntas, meritíssimo. – ele disse.
̶ Está liberada, Sra. Cullen. Muito obrigado. – disse Carlisle.
Levantei-me e voltei para o meu lugar ao lado de Edward.
̶ Faremos um recesso de uma hora, voltaremos com a decisão sobre o réu. – disse Carlisle.
Saímos da sala de audiência e eu chamei pela minha irmã.
̶ Pelo amor de Deus, diga-me que já está acabando.
Leah sorriu.
̶ Foi uma longa semana, Bella. Sei que foi sofrido, mas finalmente chegou ao fim. Agora, o júri irá decidir. E mantenha a calma, por que não tem como ele não ser condenado. Só temos que torcer para que ele pegue uma boa condenação.
̶ Por mim, esse infeliz pegava pena de morte. – disse Edward.
̶ Infelizmente para os crimes que ele cometeu, a pena de morte não se aplica. Pena de morte é somente para os crimes mais graves, como homicídio, e graças à Deus, ele só teve tentativas, ninguém morreu. Mas, com certeza, menos de vinte anos ele não pega.
̶ Tomara. – torci.
Edward passou os braços em volta de mim.
̶ Agora, temos somente que esperar.
Fomos para a sala de espera, esperar uma hora inteira para a decisão. Donovan não ficava com a gente. Não podia, eu estava nervosa, ansiosa para tudo isso acabar de uma vez por todas.
Edward pegou minha mão.
̶ Vem comigo. – ele se levantou e me puxou. – Vamos tomar um ar.
Os outros assentiram e Edward puxou-me para longe dali. Não fomos para a saída, e sim ele me levou para o banheiro e fechou a porta em seguida.
̶ Achei que fossemos tomar um ar. – disse.
̶ Acho que você ficaria melhor se ficasse sozinha comigo.
Não tive tempo de falar nada, Edward colou o corpo ao meu e me beijou. Eu sabia onde ele queria chegar, não seria muito certo fazer isso aqui, estávamos no banheiro, dentro do Fórum Judicial.
Parei nosso beijo.
̶ Tem certeza? Estamos dentro de um banheiro.
Ele sorriu.
̶ Tenho.
Edward me levantou pela cintura e me sentou na pia, olhou-me nos olhos.
̶ Aconteça o que acontecer, nós sempre estaremos juntos, ok? Eu prometo.
Sorri.
̶ Eu também prometo. – acariciei seu rosto. – Eu te amo.
̶ Eu também te amo. – ele me beijou.
Enquanto nos beijávamos, suas mãos passearam pelo meu corpo, desceram até meu joelho e subiram pelas minhas coxas, levantando meu vestido. Desci minhas mãos para o botão de sua calça. Era bem louco fazermos isso aqui, mas acho que estávamos precisando.
(…)
Edward e eu saímos do banheiro.
̶ Acha que demoramos muito tempo? – perguntei, preocupada que alguém notasse nossa demora.
̶ Não. Dissemos que íamos tomar um ar. – ele riu. – Devem achar que estamos lá fora.
Parei e virei-me para ele.
̶ Estou desarrumada? Meu cabelo, vestido? – perguntei.
Ele me olhou e sorriu.
̶ Está linda. Do jeito que chegou aqui. – ele respondeu.
̶ Ótimo. – olhei-o para ver se ele também estava apresentável e ajustei somente sua gravata, em seguida, dei-lhe um selinho. – Vamos.
Fomos para a sala de espera, encontrando nossa família.
̶ Oi, está tudo bem, Bella? – Esme perguntou.
Assenti.
̶ Sim, estávamos… lá fora. Respirando ar puro. – menti.
̶ Fizeram muito bem. – disse Rose. – Mas, relaxe. Isso tudo já está acabando.
̶ Ainda bem.
Edward se sentou e eu me sentei ao seu lado, deitando minha cabeça em seu ombro. Ficamos a metade do tempo naquele banheiro, não demoraria a voltarmos ao tribunal, passou-se meia hora desde que voltamos do banheiro, chamaram-nos para voltar a sala.
Sentamo-nos em nossos lugares. Carlisle entrou na cala e se sentou em seu lugar.
̶ Todos de pé. – ele disse e nos levantamos.
Um dos júris entregou o envelope ao Carlisle, ele o abriu e leu.
̶ Estamos aqui para julgar as acusações contra o Dr. Willian Ray Donovan. – Carlisle suspirou e olhou de novo para o papel. – Pela decisão do Júri, pela acusação de tentativa de abuso sexual contra Mary Alice Cullen Hale, o réu é considerado, culpado. Pela acusação de tentativa de homicídio contra Esme Anne Platt Cullen e Edward Anthony Cullen, o réu é considerado culpado. Pela acusação de sequestro e tentativa de homicídio contra Isabella Marie Swan Cullen e o bebê Anthony Swan Cullen, o réu é considerado culpado. Com pena de 35 anos em regime fechado.
̶ NÃO! – Donovan gritou. – ISSO TUDO FOI CALUNIADO, O JUIZ E PROMOTOR SÃO PARENTES DESSES DESGRAÇADOS, FOI TUDO ARMADO.
̶ Sr. Donovan, o juiz e eu agimos de acordo com a lei. Não nos aproveitamos de nenhuma situação. Qualquer juiz daria a mesma sentença. – meu pai se defendeu e defendeu Carlisle.
̶ Caso encerrado! – Carlisle bateu seu martelo.
Um enorme peso saiu das minhas costas, finalmente Donovan teria sua punição.
̶ Graças à Deus. – Edward me abraçou. – Esse pesadelo acabou.
̶ Bella. – Leah aproximou-se de mim.
̶ Leah. – soltei Edward e a abracei. – Obrigada mesmo. Você foi uma excelente advogada.
̶ Não foi nada. – ela me soltou e sorriu. – Eu aprendi com o melhor.
Começamos a rir.
̶ E agora, Leah? – Edward perguntou.
̶ Donovan vai direto para presidio, para cumprir sua pena. E não se preocupem, ele não sairá de lá tão cedo, e quando sair, estará um velho caquético, isso se ele não morrer de velhice dentro do presidio, ele já está em uma certa idade, capaz disso acontecer. – ela sorriu. – Não se preocupem, agora vocês terão paz.
̶ Ainda bem.
̶ E… quando poderemos ir embora? – Edward perguntou.
̶ Já podem ir. – ela respondeu.
̶ Não precisamos assinar nada? – Edward perguntou.
Leah negou.
̶ Não, isso é comigo, o advogado de Donovan, meu pai e Carlisle. Vocês estão liberados. Vão para casa, fiquem com os filhos de vocês e comemorem. Vocês têm muito para comemorar.
Sorri.
̶ Planejarei um almoço, e quero você lá. Quero que nos reunimos para essa comemoração.
Leah sorriu.
̶ Pode deixar, estaremos lá. Só não se esqueça de fazer um cantinho para as crianças brincarem. Essa família já está formando um time de futebol, só você, tem três.
Comecei a rir.
̶ Sim, tem o seu, da Rosie, da Vic, daqui a pouco da Alice. Precisaremos organizar um canto mesmo para eles brincarem.
Leah riu.
̶ Bom, ligue-me para combinarmos, eu ainda tenho trabalho para fazer. Tchau.
̶ Tchau. – dissemos.
̶ Vamos embora.
̶ Não vamos falar com os outros? – perguntei.
̶ Falamos depois. Eu tenho planos para a gente.
̶ Que planos?
̶ Bom, deixaremos as crianças na casa do seu pai e só os levaremos amanhã. Vamos ter uma comemoração a dois, mas não em casa. – ele sorriu. – Vamos comemorar em um motel.
Sorri.
̶ Nossa, que tentador. Mas, eu preciso passar em casa para me arrumar, e antes, tenho que ver as crianças. Dar mamar para Thony, tirar leite para ele.
Ele assentiu.
̶ Claro. Passamos lá primeiro, ficamos um pouco com as crianças, e depois iremos para casa. Enquanto você se arruma, eu levo Simba para ficar com as crianças.
̶ Ok.
̶ Vamos.
Edward me puxou para fora do Fórum. Não falamos com ninguém da família, ele dirigiu direto para casa do meu pai, para vermos as crianças. Nós transbordávamos de alegria, por que agora, finalmente teríamos paz.
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