Eternamente

171 Capítulo 170-Voltando pra casa/ Desvendando segredo Swan


Isabella Marie Swan Cullen

Abri os olhos e encarei o teto. Eu tive um sonho esquisito. Era com a Leah, e ela chorava. Não era a primeira vez que eu tinha um sonho desses, mas era estranho. Leah estava em uma fase tão feliz da vida dela. Ela era uma ótima advogada, estava em um casamento feliz com o Jacob, eles tiveram um filho lindo. Não havia motivos pra ela chorar daquele jeito, então, eu não tinha com o que me preocupar, esse sonho não significava nada.

Olhei pra cima, e vi meu próprio reflexo no teto espelhado e sorri, me recordando de onde eu estava e da maravilhosa noite que eu tive ontem. Remexi-me um pouco na cama redonda e percebi que estava dolorida. A noite ontem foi muito boa.

Olhei para o lado e Edward dormia tranquilamente ao meu lado. Virei-me de lado, ignorando as dores e acariciei seu rosto.

-Gatinho. –Sussurrei.

-Hum. –Ele disse, todo sonolento.

-Amor, acorda. –Disse, acariciando suas costas.

Ele se virou.

-Ai. –Ele me olhou e sorriu. –Bom dia, gatinha linda.

Sorri.

-Bom dia, meu gatinho lindo. –Disse e lhe dei um selinho. –Dormiu bem?

Ele sorriu.

-Perfeitamente bem, mas estou quebrado da noite de ontem. –Ele disse.

Sorri.

-É, eu também. –Disse.

Ele acariciou minha barriga.

-Acordou, por que está com fome? –Ele perguntou.

-Não, na verdade, eu acordei, por que sonhei com a Leah. –Disse.

-Um pesadelo?

-Pra falar a verdade, eu não sei. Ela chorava muito, mas, não há motivos pra isso acontecer, ela está em uma fase tão feliz. –Disse.

-Vai ver é um efeito ao contrário. No seu sonho, ela podia estar triste, mas, na vida real, isso significa felicidade. –Ele disse.

Assenti.

-É, é verdade. –Sorri. –Então, eu não tenho com o que me preocupar.

-E nem deve se preocupar, pelo bem desse bebê. –Ele disse, acariciando minha barriga.

Comecei a rir.

-Vamos tomar um banho? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Vamos. Espere, não se mexa. –Ele disse.

Assenti.

-Ok.

Edward se levantou e deu a volta na cama redonda, ele se aproximou de mim e me pegou no colo.

-Eu levo você. –Ele disse.

Comecei a rir.

Edward entrou no banheiro comigo. Ele me colocou no chão e me olhou.

-Eu vou encher a banheira. –Ele disse.

Assenti.

-Ok.

Sentei-me na pia e fiquei esperando Edward encher a banheira, ele encheu toda a banheira, depois, peguei os sais e os óleos e me aproximei, coloquei tudo na banheira, logo se formou a espuma.

Sorri.

-Pronto. Nosso banho está prontinho. –Disse.

Ele sorriu.

-Ok, primeiro as damas. –Ele disse, estendendo a mão pra mim.

Peguei a sua mão e entrei na banheira e me sentei, Edward entrou logo em seguida, sentando-se a minha frente e me olhou.

-Gostou da noite? –Ele perguntou.

Sorri.

-Adorei. –Respondi. –E você?

Ele sorriu.

-Com você, é tudo maravilhoso. –Ele respondeu.

Comecei a rir.

-Tudo bem. –Disse. –Escuta, pode dar uma folguinha pra mim? Eu não estou no pique pra ir trabalhar, eu quero muito ficar em casa hoje.

Ele sorriu.

-A noite de ontem te derrubou? –Ele perguntou.

Sorri.

-É, um pouco. –Respondi. –Eu posso ficar em casa?

Ele assentiu.

-Claro, eu acho que vou ficar em casa também, nós dois merecemos uma folga, em casa, com nosso cachorro. –Ele disse.

-As crianças podem ficar na sua mãe? Pra gente descansar um pouco? –Perguntei.

-Claro, podemos mandar uma mensagem pra Allie e pedir pra ela leva-los pra casa da minha mãe, pra eles ficarem com a Berta. –Ele disse.

Assenti.

-Ok. Eu quero passar a tarde dormindo. –Disse.

-A gravidez já está te dando muito sono? –Ele perguntou.

-Um pouco, estou me sentindo mais lenta, então acho que sim. –Disse.

-Você dormia bastante na primeira gravidez.

Sorri.

-É sim, eu me lembro muito bem. –Disse.

-Não se preocupe em ir sempre trabalhar, se ver que não está se sentindo bem, quero que fique em casa, descansando. –Ele disse.

Assenti.

-Pode deixar, doutor. Eu jamais colocaria a vida do nosso filho em perigo. –Disse.

Ele assentiu.

-Espero mesmo, por que eu quero vocês dois bem. –Ele disse.

-Ok. E por falar em gravidez. Pode não ficar colocando a Allie no seu lugar? Ela precisa de tanto cuidado quanto eu. –Ele disse.

-E acha que eu não sei disso? Claro que eu não vou fazer Alice trabalhar demais, agora que ela está grávida. Eu não fiz isso com a Rosalie e não farei isso com ela. –Ele disse. –É meu sobrinho também.

-Allie quer uma menina. –Disse.

-Ela ainda não sabe o sexo. –Ele disse.

-Ela é obstetra e diz ter certeza de que é uma menina. –Disse.

Ele riu.

-Desse jeito o Ethan vai ficar rodeado de meninas, pelo menos ele vai ter a companhia do irmão. –Ele disse.

O olhei.

-Do irmão? –Perguntei.

-É, eu tenho certeza que é um menino, assim, Megan terá os dois irmãos para afastar os lobos. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Ai, Edward. Pelo amor de Deus!

-O que? Acha que foi fácil pra mim, cuidar daquelas duas? Na adolescência, havia sempre uma fila de homens atrás delas. Rosalie era a que chamava mais atenção, alta, cabelo longo, olhos azuis, loira. Minha mãe dizia que meu pai também chamava a atenção desse jeito, é por isso que os dois são tão parecidos. E Alice, bom, ela era baixinha e quando era mais nova, tinha cara de inocente, o que fazia com que os garotos tentassem se aproveitar dela. Eu sempre tinha que ficar alerta, cuidar pra que ninguém usasse e abusasse da Rosie, por que era linda, e cuidar pra que ninguém tentasse enganar a Alice, por que ela era realmente inocente.

Sorri.

-E por quanto tempo durou essa proteção com elas? –Perguntei.

-Acho que até eu ficar bem ocupado com as garotas, ai elas se soltavam um pouco.

Revirei os olhos.

-Olha, Rosie perdeu a virgindade com um idiota, que só quis ficar com ela, por que ela era bonita, e depois disso, ela começou a ter mais cuidado e não ficar com qualquer um, o que a fez ser mais valorizada. Quando a Alice, bom, teve os que tentou se aproveitar da sua inocência, mas, ela felizmente não caiu nas mãos de nenhum idiota, e com o tempo, foi ficando esperta, até ela conhecer o Jasper.

-Jasper não se aproveitou dela. –Disse.

-É, mas a fez sofrer por anos. –Ele disse.

-Jasper foi um idiota por se arrastar pra Maria, quando ele tinha a Allie bem ali, o amando, mas, enfim ele percebeu isso, eles estão casados, vão ter um filho. –Disse.

Ele sorriu.

-É, aleluia.

-E quanto ao Emmett?

-Eu sempre soube que Emmett era um galinha, e quando ele começou a se engraçar pra Rosalie, eu não gostei nada, mas, ela era maior de idade, sabia o que estava fazendo. Ai, eles começaram a namorar e a fazer sexo por toda parte, inclusive no hospital, o que eu odiei.

-Eu nunca entendi essa sua implicância, nós também já fizemos sexo no hospital, Edward.

-É, mas, se lembra do que aconteceu? Eu não quero passar por aquilo de novo, eu jamais terei coragem de demitir minhas irmãs, ou até mesmo você. –Ele disse.

-Isso não vai acontecer, Edward. Desde que Christian comprou o hospital e deu todo o poder pra gente, as coisas tem melhorado. Estamos administrando tudo, melhor do que a Heidi. –Disse.

-É, para o desgosto dela. –Ele disse. –Ela estava fazendo tudo aquilo, pra se vingar de mim, por causa da Grace, foi bom tirar o poder dela, pelo menos ela não vai mais atingir ninguém. –Ele respirou fundo. –Queria que fosse tão fácil com o Donovan.

-Esse verme será preso, meu amor, não se preocupe. –Disse.

Ele assentiu.

-É, agora, voltando ao assunto. E sobre os seus ex namorados? –Ele perguntou.

-Você sabe, além de você, eu tive dois, Jacob, que me trocou pela Leah e James, que me traiu com a Tanya. –Disse.

Ele riu.

-É, você não teve muita sorte. –Ele disse.

Arranhei seu pé, por debaixo da água.

-Aí! Sem violência. –Ele disse.

-E o meu terceiro namorado… -O olhei. -… bom, eu estou de olho, pra ver se ele não vai seguir pelo mesmo rumo, que os meus dois primeiros namorados.

Ele sorriu.

-Posso apostar que não. –Ele disse.

Comecei a rir.

-E você? Fale-me sobre suas namoradas? –Perguntei.

-Eu não era de namorar, era bicho solto, a única que eu realmente pensei em namoro, pra sossegar, foi a Lauren. –Ele disse.

Assenti.

-Ai, ela te colocou um par de chifres, com o Donovan. –Disse.

-É, ai eu não quis me envolver com mais ninguém, até que eu conheci você, e sei que você é totalmente o oposto dela. –Ele disse.

Comecei a rir.

-É, eu sei disso. –Disse. –Será que ela ainda está com o Donovan?

-Não sei e não quero saber, de nenhum dos dois. –Ele disse.

-Bom, Lauren já é carta fora do baralho, depois que a Rosalie deu aquela surra nela, ela nem se arrisca a se aproximar da gente. Agora o Donovan…

-Bella!

O olhei.

-Desculpe, amor. Mas, é a verdade. Você mesmo está todo preocupado. –Disse.

-Claro que eu estou, ele tentou atacar a minha mãe, pra tem tentar me atingir, pra ele fazer alguma coisa com você e os nossos filhos, é muito fácil. Até as minhas irmãs e a Valentina correm perigo. –Ele disse.

-Eu sei, amor. Mas, você não pode viver preocupado, isso não faz bem pra ninguém. –Disse.

-Eu sei, mas, eu não consigo evitar. –Ele disse.

-Pois tente. –Disse. –Pelo menos um pouco. Esse ar de preocupação, não trás energia positiva nem pra mim e nem para o bebê.

Ele respirou fundo.

-Tudo bem, eu vou tentar me acalmar um pouco, mas, eu não garanto nada. –Ele disse.

Sorri.

-Bom, quando estiver assim, todo preocupado, sabe onde me encontrar. Eu posso te ajudar a relaxar. –Disse.

Ele sorriu.

-E eu vou cobrar. –Ele disse, vindo pra cima de mim.

Comecei a rir e acabei me entregando a ele, mais uma vez, naquela banheira.

(…)

Depois do nosso longo banho, Edward e eu vestimos o roupão do motel e pedimos o café da manhã, sentamos à pequena mesa que havia ali, e começamos a tomar café.

-Hum, estou cheio de fome. –Edward disse, atacando tudo.

-E por que essa fome toda? –Perguntei.

Ele me olhou e sorriu.

-Gastei muita energia ontem. –Ele disse.

Comecei a rir.

-É, gastou mesmo, mas, eu também gastei. –Disse.

-Então, alimente-se bem, por que você está comendo por dois. –Ele disse.

Assenti.

-Está bem.

Comecei a comer.

Depois que terminamos o nosso café, nós nos arrumamos e saímos do quarto, Edward foi até a recepção, pagou toda a conta e saímos do motel, entramos no carro e eu peguei meu celular no porta luvas, coloquei a bateria e o liguei.

-Mas, já? –Ele perguntou.

-Eu só vou pedir pra sua irmã levar os nossos filhos pra casa da sua mãe. –Disse.

Ele assentiu.

-Tudo bem.

Mandei uma mensagem para a Allie.

De: Bella

Para: Allie

Oi, Allie. Bom dia.

Como foi a noite com os meus filhos? Tranquila?

Será que você e Jazz poderiam leva-los pra casa dos seus pais?

B.C

Ela logo respondeu.

De: Allie

Para: Bella

Oi, Bella. Bom dia.

A noite com eles, foi maravilhosa. Nós realmente aprendemos a cuidar de crianças. E foi tudo tranquilo. Estamos todos inteiros.

Jazz e eu os levaremos direto pra casa dos meus pais, não se preocupe.

E a noite de vocês? Foi tudo ótimo?

A.H

Respondi.

De: Bella

Para: Allie

Que bom que foi tudo tranquilo, fico orgulhosa de vocês.

Obrigada pelo favor.

E nossa noite foi maravilhosa. Depois eu conto os detalhes, pra você e pra Rosie. Tchau.

B.C

Ela respondeu.

De: Allie

Para: Bella

É, também estamos muito orgulhosos da gente.

Não foi nada cuidar dos meus sobrinhos, quando quiserem dar uma escapada é só me avisarem. Eles são uns fofos.

Que bom que se divertiram, e eu vou mesmo querer saber de todos os detalhes.

Se cuidem por ai. Tchau.

A.H

Olhei para o Edward.

-Prontinho. –Disse.

-E como foi a noite deles? –Edward perguntou.

-Allie disse que tranquila.

Ele assentiu.

-Que bom. –Ele sorriu. –Meus filhos são comportados, puxaram para o pai.

Gargalhei.

-Vai, pega meu celular, eu vou mandar mensagem pra Rosie e pedir pra ela assumir o nosso lugar. –Ele disse.

-É hoje que a Heidi se mata. –Disse, pegando o celular do Edward e colocando a bateria.

Ele começou a rir.

-Eu vou pedir pra ela pegar leve com ela. –Ele disse, pegando seu celular. –Mas, ainda acho que ela devia continuar.

-Ed, prometemos transformar o hospital em um bom ambiente de trabalho. Heidi foi uma pessoa muito cruel com a gente, mas, nós somos melhores que ela. –Disse.

Ele assentiu.

-É, tem razão. Eu vou pedir pra ela pegar leve. –Ele disse.

Assenti.

-Muito bem.

Edward mandou mensagem pra sua irmã do meio, e eu fiquei esperando, pra gente ir embora.

-Pronto, ela já está avisada que vai nos substituir e pra pegar leve com a Heidi. –Ele me olhou. –Vamos pra casa trocar de roupa e depois a gente vai pra casa dos meus pais?

Assenti.

-Vamos. –Disse.

Edward ligou o carro e dirigiu direto pra casa.

-Como será que o Simba passou a noite? –Edward perguntou, todo preocupado.

Sorri.

-Eu acho que bem, seu filho mais velho se vira muito bem. –Disse.

Ele riu.

-Vamos leva-lo pra passear mais tarde? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Claro, vamos leva-lo pra buscar as crianças mais tarde. –Ele disse.

-A sua mãe vai adorar isso. –Disse.

Ele riu.

Algum tempo depois, nós chegamos em casa, Edward parou o carro em frente a nossa casa, por que sairíamos daqui a pouco.

Saímos do carro e entramos em casa. Edward assoviou e Simba apareceu, latindo todo alegre.

-Oi, garotão. –Edward brincou com ele.

-Oi, garoto. –Acariciei sua cabeça. –Bom, garotos. Fiquem ai brincando, eu vou me trocar.

-Ok. –Edward disse.

Subi e fui para o quarto, entrei no quarto e fui direto para o closet, onde eu troquei de roupa, depois, saí do quarto e desci, Edward continuava brincando com o Simba.

-Amor, já estou pronta.

Ele assentiu.

-Ok, eu vou me arrumar e a gente já saí. –Ele disse e me deu um selinho. –Eu não demoro.

-Está bem. –Disse.

Edward subiu pra se trocar e eu olhei para o Simba.

-E então, garotão? Vamos lá ver se ainda tem comida. –Disse e fui pra cozinha, com Simba atrás de mim.

Ele ainda tinha um pouco de comida e água, então, decidi colocar mais um pouco pra ele. Abri a porta para o jardim e ele saiu correndo. É, ele queria ar puro.

Fiquei um pouco tonta e me segurei no balcão.

Respirei fundo e peguei um copo de água. Fui pra sala de estar e sentei-me no sofá, tomando minha água.

Algum tempo depois, Edward desceu as escadas, pronto.

-Estou pronto. –Ele disse.

Assenti, terminando de beber minha água.

-Tudo bem? –Ele perguntou.

-Fiquei um pouco tonta, mas já estou melhor. –Disse.

Ele se aproximou de mim.

-Você tem que dormir direito. –Ele disse.

-Farei isso quando voltarmos pra casa. –Disse.

-Eu coloco na pia pra você. –Ele disse, pegando o copo das minhas mãos.

-Obrigada.

Edward levou o copo pra cozinha e eu o esperei voltar, ele voltou alguns minutos depois.

-Pronto, vamos?

Assenti.

-Vamos. –Disse, me levantando com cuidado.

-Está se sentindo melhor? –Ele perguntou.

-Estou, podemos ir. –Respondi.

-Ok. E o Simba?

-Está no jardim.

-Ok, então vamos. –Ele disse.

-Vamos.

Saímos de casa e fomos para o carro, entramos no carro e Edward dirigiu direto pra casa dos seus pais.

Chegamos na residência dos Cullen, saímos do carro e entramos na casa, fomos até a sala de estar, onde Berta brincava com as três crianças.

-Oi.

-Oi Bella, Edward. –Berta disse.

Aproximamo-nos das crianças e eu peguei a Megan no colo, Edward pegou o Ethan.

-Oi, meus amores. Passaram bem a noite? –Perguntei.

-Parece que sim, pelo menos eles estão inteiros. –Edward disse.

Comecei a rir e dei um beijo na bochecha da Megan, depois, eu fui até o Edward e dei um beijo na bochecha do Ethan, Edward deu um beijo na bochecha da Megan.

-E com você, bá? Tudo bem? –Edward perguntou.

Berta assentiu.

-Sim, está tudo ótimo. –Ela respondeu. –E com vocês? Soube que tem mais um a caminho.

Sorri.

-Sim, nós temos. –Disse, passando a mão na minha barriga.

-E, não se preocupe, por que, assim que ele nascer, como terá um bebê a mais pra você cuidar, então, terá um aumento no seu salário. –Edward disse.

Berta assentiu.

-Ok, como quiserem. –Ela disse.

-Ótimo. Minha mãe está ai? –Edward perguntou.

-Sim, querem que eu a chame? –Berta perguntou.

-Sim, por favor. –Edward pediu.

-Ok, fiquem de olho na Valentina pra mim.

-Pode deixar. –Edward disse.

Berta subiu para chamar a Esme e colocamos as crianças no chão, Valentina estava fazendo a maior bagunça com os brinquedos.

-Olha só, não nega que é filha do Emmett. –Disse.

-É, também puxou um pouco da mãe. –Edward disse. –Quando éramos crianças, a única que arrumava as próprias bonecas, era a Alice, Rosalie sempre as deixava jogada em qualquer canto.

Comecei a rir.

-É, Emmett e Rosalie são o casal perfeito. –Disse.

-É, pena que essa doce menininha, puxou esses dons deles. –Edward disse e se abaixou. –Tinie, vem dar um beijo no padrinho?

Ela sorriu e andou até o Edward.

-Didinho, didinho. –Ela disse e lhe deu um beijo na bochecha do Edward, e Edward devolveu o beijou.

-Hei, a madrinha também quer. –Disse, me abaixando.

Ela veio até mim, sorrindo.

-Didinha, didinha. –Ela disse e me deu um beijo na bochecha.

Sorri e lhe dei um beijo na bochecha.

-Linda. –Disse.

Escutamos os passos na escada e nos levantamos.

Esme desceu as escadas com a Berta.

-Olá. –Ela disse e nos cumprimentou.

-Oi. –Dissemos.

-E como foi a noite romântica de vocês? –Esme perguntou.

-Maravilhosa. –Respondemos.

Ela sorriu.

-Que bom. –Ela disse. –Alice e Jasper os trouxeram sãos e salvos, a noite com eles foram tranquilas e eles disseram que aprenderam muito, cuidando deles, o que é muito bom.

Sorri.

-Fico feliz com isso. –Disse.

-Eu também.

-É, que bom que eles estão se dedicando. –Disse. –Eles acabaram de sair daqui, foram direto para o hospital, assim como a Rosie e o Emm, que vieram deixar a Tinie. Rosie disse que assumiria o lugar de vocês no hospital. Não vão trabalhar?

-Não, eu estou um pouco cansada, então, ficarei em casa descansando e Edward vai ficar me acompanhando.

Esme assentiu.

-É, você tem mesmo que descansar. –Ela disse. –Não precisa levar os meninos, vão descansar e mais tarde vocês vêm buscar eles.

-Era isso que iriamos fazer, mãe. Tudo bem pra você? –Edward perguntou.

-Claro, tudo bem. Será como qualquer outro dia. Só que eu não estarei em casa, por que tenho que ir trabalhar, mas, volto antes de vocês virem busca-los.

-Tudo bem, se a Berta pode lidar com três crianças sozinha. –Edward disse.

-Olha, os três são mais comportáveis que você, quando era criança. –Berta disse.

-Isso é verdade. –Esme concordou.

Comecei a rir.

-Hei! Duas contra um, é sacanagem. –Edward disse.

Elas também riram.

-Bom, podem ir e descansem um pouco, principalmente você, Bella. –Esme disse.

-Ok, eles tem roupas limpas, fraldas? –Perguntei.

-Sim, tem tudo isso aqui, não se preocupe. –Berta disse.

-Tá legal, então, eu só vou deixar leite pra eles. –Disse.

-Ok.

Peguei a mamadeira deles, a bombinha dentro da bolsa e fui pra cozinha. Entrei na cozinha e tirei leite, coloquei na mamadeira e deixei dentro da geladeira. Voltei pra sala de estar.

-Pronto, está dentro da geladeira. –Disse.

-Ok. –Berta disse.

-Agora vão, vocês precisam descansar. Vemo-nos mais tarde. –Esme disse.

Abaixei-me e dei um beijo na bochecha da Megan.

-Até mais tarde, filha. –Disse.

Ela sorriu pra mim.

Fui até o Ethan e também lhe dei um beijo na bochecha.

-Até mais tarde, filho. –Disse e ele também sorriu pra mim.

Fui até a Valentina e dei um beijo na bochecha dela.

-Tchau, afilhada linda. –Disse. Ela sorriu e acenou, voltando sua atenção para suas bonecas.

Olhei pra Berta.

-Tchau, Berta. –Disse.

-Tchau, querida. Se cuide. –Ela disse.

-Obrigada. –Disse e fui até a Esme, me despedi dela. –Tchau, Esme.

-Tchau, querida. –Ela disse.

Olhei para o Edward.

-Vamos?

-Vamos. –Ele foi até as crianças e deu um beijo na testa dos três. –Tchau, meninos. Comportem-me. –Ele disse. –Tchau, Berta.

-Tchau, querido. –Berta disse.

Edward se aproximou de mim e da Esme e lhe deu um beijo na bochecha. –Tchau mãe, até mais tarde.

-Tchau, querido. Descansem. –Ela disse.

-Ok.

Saímos da casa dos Cullen e fomos para o nosso carro, entramos no carro e respirei fundo.

-Tá legal, planos? –Edward perguntou.

-Dormir. –Respondi.

Edward começou a rir.

-É, tenho que concordar com você, eu também quero dormir. –Ele disse, ligando o carro.

Edward então, dirigiu pra nossa casa, onde iriamos direto para o nosso quarto e dormir a tarde inteira. Além de mal termos dormido durante a noite, por que estávamos ocupados fazendo outras coisas, também tinha a gravidez, que estava me dando muito sono. Então, nós dormiríamos bastante hoje.

Leah Clearwater-Swan Black

Alguns dias depois…

Coloquei o Miguel pra dormir.

-Leah. –Victória entrou no quarto, junto com a Nessie e dei um pulo de susto.

-Ai! Pelo amor de Deus, não entrem desse jeito. –Disse.

-Está assustada desse jeito, por que vão aprontar? –Nessie perguntou.

-Eu não vou aprontar nada, só vou dar uma olhadinha na minha antiga casa. –Vic disse.

-E eu, vou tentar descobrir o que o papai e a Sue andam escondendo. –Disse.

-Tá, vocês que sabem. –Nessie disse.

-Tá legal, vamos confirmar a história. Qual é a desculpa que vai inventar, se perguntarem da Leah? –Vic perguntou.

-Que ela foi ajudar uma antiga amiga de escola, que se meteu em problemas em Las Vegas. –Nessie respondeu.

-E se perguntarem por mim? –Vic perguntou.

-Você foi com o Dean, visitar o sobrinho doente dele, o que também é mentira. –Nessie respondeu.

-Isso mesmo. –Vic disse.

-Ness, seu irmão aceitou em nos emprestar o helicóptero, prometemos não arranhar. –Disse.

Nessie sorriu.

-Sim, ele concordou. E ele sabe que não irão arranhar, por que não será vocês que irão pilotar, e sim o piloto dele. –Nessie disse.

-Você não disse que ele sabia pilotar? –Vic perguntou.

-E ele sabe, mas, nem sempre ele quer pilotar, muitas vezes, ele quer apenas curtir a viagem, então, ele tem um piloto de confiança pra isso, pois, esse helicóptero é como um filho pra ele, e não se preocupem, é bem seguro. –Nessie respondeu.

-Ok. Tem alguém em casa? –Perguntei.

-Não, apenas Seth e eu. O papai foi trabalhar, a Sue saiu pra almoçar com umas amigas.

-E Dean está trabalhando, mas, ele sabe de tudo e manterá segredo. –Victória disse.

-Ótimo. –Disse.

-E a Bella, ela não sabe de nada do que estão investigando? –Nessie perguntou.

-Não, Bella está grávida, não quero que ela passe mal. Já basta toda a preocupação que ela está passando, por causa do Donovan. –Disse.

Nessie assentiu.

-Tudo bem, então é melhor irem logo, antes que a Sue chegue com um monte de questionários, e eu tenho certeza que ela pegaria vocês na mentira se olhassem nos seus olhos. –Nessie disse.

-Tem razão. É melhor irmos. –Disse e dei um beijo na testa do Miguel. –Tchau, filho. –Disse e olhei pra Nessie. –Cuida bem dele.

Nessie assentiu.

-Pode deixar.

-Do meu filho também, cuida muito bem dele. –Vic disse.

Nessie assentiu.

-Pode deixar comigo. Vão, descubram tudo o que tem para descobrirem e os bebês ficarão bem comigo. Eu consigo enganar o papai e a Sue, tive ótimos professores. Elliot e Christian sempre mentiam para os nossos pais e eles acreditavam, já até mentiram por mim, então acredite, eu sei muito bem como fazer isso. –Ela disse.

-Tudo bem, nós confiamos em você. –Disse. –Vamos, Vic?

Victória assentiu.

-Vamos.

Dei mais um beijo na testa do Miguel e saímos do quarto deles. Descemos e encontramos Seth jogado no sofá, assistindo um filho.

-Seth, não é pra ficar o dia inteiro nesse sofá, é pra ajudar a Ness a cuidar dos nossos bebês. –Disse.

-Pode deixar, irmãs. Cuidaremos muito bem dos nossos sobrinhos. –Seth disse.

-Assim espero. –Disse.

-Então vamos, Leah. Antes que apareça a Sue ou o Charlie. –Victória disse.

-Ok, vamos. –Disse, pegando minha bolsa. –Tchau, gente.

-Tchau. –Eles disseram.

-Boa sorte por lá. –Seth disse.

-É, espero que consigam descobrir alguma coisa. –Nessie disse.

-Valeu. Qualquer coisa sobre os bebês, nos liguem. –Disse.

-Pode deixar, Leah. –Nessie disse e me entregou um papel. –É o endereço do heliporto onde o helicóptero está, agora vão logo!

-Está bem. Vamos, Vic.

Victória e eu fomos pra garagem e entramos no meu carro, dirigi direto para o endereço que a Renesmee me deu, ao chegarmos lá, fomos para o heliporto.

O piloto foi muito simpático com a gente e nos orientou sobre o helicóptero. Entramos, e colocamos os cintos, os fones, o piloto também entrou, se preparou e subimos voo.

Era muito bom voar, sentia uma paz muito grande.

Duas horas e meia depois, pousamos em um heliporto.

-Chegamos, senhoritas.

-Chegamos mais rápido que o normal. –Vic disse.

-A viagem de helicóptero, é mais rápido. –Disse.

-Eu adorei. –Victória disse, ao sairmos do helicóptero.

-É, mas não estamos aqui a turismo, então anda logo. –Disse.

-Está bem.

Saímos do heliporto.

-Ah, Miami. Até que eu senti falta daqui. –Victória disse.

-Vamos logo. –Disse e chamei um taxi.

Entramos no taxi e Victória deu o endereço da sua antiga casa ao taxista. Chegamos em frente a casa e saímos do taxi. Pagamos o motorista e ele foi embora.

-A última vez que estive aqui, foi quando eu conheci o Jacob. –Disse.

-É, já faz um tempo. –Ela disse. –Vamos.

Entramos na casa com a chave da Victória.

A casa estava cheia de pó, mas, tudo estava no seu devido lugar, como da última vez que estive aqui.

-Está tudo como antes. –Vic disse.

A olhei.

-Tudo bem? Sei que deve ser difícil estar aqui. –Perguntei.

Ela assentiu.

-Eu vou ficar bem, obrigada. –Ela disse.

-Quanto pó. –Disse.

-É, ninguém vem aqui, desde que meu pai e Renée foram pra Los Angeles, pra Renée se tratar. –Victória respondeu.

-E por que não vende? –Perguntei.

-A casa era do meu pai e da Renée, eu herdei a parte do meu pai, Bella e Renesmee são herdeiras da Renée, pra vender essa casa, eu preciso da autorização delas, mas, nunca conversamos a respeito. –Ela disse.

Assenti.

-E então? Vamos conversar com as buscas? –Victória perguntou.

Assenti.

-Sim, vamos procurar aqui embaixo primeiro, depois procuramos lá em cima. –Disse.

-Ok. –Victória disse, concordando.

Nós começamos a vasculhar tudo, começamos pela garagem, depois fomos para o porão, não encontramos nada, então fomos pra sala de estar, sala de jantar e cozinha, também não havia nada ali, subimos para o segundo andar e fomos para o sótão, que também não havia nada, procuramos em todos os quartos e por último, fomos para o quarto da Renée e do Phil.

-Aqui é o último lugar, tem que haver alguma coisa aqui. –Disse.

-É, eu também espero que esteja, essa casa está cheia de pó e está me fazendo espirrar. –Victória disse.

Nós reviramos o quarto inteiro, o closet. Não havia nada. Vic e eu nos jogamos no chão, exaustas.

-Eu não acredito que viemos até aqui e não achamos nada. –Disse.

-É, eu também não acredito nisso. –Victória disse. –Leah, olha ali.

Olhei pra onde Victória olhava. Embaixo da cama, havia uma caixa.

-Vem.

Nós nos levantamos e empurramos a cama.

Pegamos a caixa e a abrimos.

-Ai, meu Deus! –Victória disse.

A caixa estava cheia de brinquedos sexuais.

-Tá, sempre soubemos que aquele casal adorava… essas coisas. –Disse.

-É, eu sei muito bem. Vivi com eles, desde que tinha 10 anos. –Victória disse e olhou em direção pra onde a caixa estava. –Olha ali.

Olhei na mesma direção.

-O que é isso?

-Parece um fundo falso. Acho que Renée colocou a caixa por cima, pra esconder. –Vic disse. –Leah, vai até o banheiro, no armário tem uma caixa de ferramentas.

-Ok.

Fui até o banheiro e peguei a caixa de ferramentas, onde Vic disse que tinha, levei ao quarto e a coloquei no chão. Ela pegou uma chave de fenda e a colocou no piso, arrancando uma madeira do assoalho.

-Olhe, é mesmo um fundo falso.

Ajoelhei-me ao seu lado. Vic pegou a caixa e a abrimos.

-São fotos. –Disse.

Pegamos as fotos e as olhamos. Eram fotos do casamento do meu pai com a Renée, fotos da Bella bebê.

-Leah, olha só essas.

Olhei uma das fotos que ela me mostrava.

Meu pai estava na foto, tinha por volta de uns 17 anos, ele estava com duas mulheres, reconheci a Sue, e ao lado dela, estava uma mulher, que era idêntica a ela.

-Elas são idênticas.

-É, parece que a Sue tem uma irmã gêmea. –Victória disse.

-Então esse é o segredo deles. –Olhei a outra foto.

Na outra foto, Renée estava junto com eles, mas, ela estava grávida.

-Renée está nessa e grávida, é óbvio que é da Bella.

-É, com certeza.

-Seu pai e as gêmeas também estão. –Vic disse. –Quem é essa menininha, que está no colo de uma delas?

Olhei pra menina e a reconheci.

-Não pode ser.

-Que foi? –Victória perguntou.

-Essa menina… sou eu. –Disse.

Eu conhecia muito bem a Sue, pra diferenciar uma da outra, e eu estava no colo da outra. O que eu estava fazendo, com a mulher idêntica a Sue? Por que ninguém nunca falou dela. Meu pai tinha que me explicar isso, e tinha que me explicar o que eu estava fazendo no meio disso tudo.

Continua…