Eternamente

137 Capítulo 136-A paciente do Emmett/ Apoio/ Sumiço das meninas/ Suspensão


Edward Anthony Cullen

Eu tinha muito trabalho para fazer, parece que esse povo não trabalhava e tudo caia nas minhas costas.

Bateram na minha porta.

-Entra. –Disse.

Victória entrou na sala.

-Oi, Dr. Cullen.

Sorri.

-Oi, Vic. –Levantei-me e fui até ela. A abracei. –Meus parabéns pela gravidez.

Ela riu.

-Obrigada, Edward. Espero que tenha aceitado o meu convite para ser o padrinho.

Sorri.

-Sim, é claro que eu aceitei. E o Dean? Ficou feliz?

Ela sorriu.

-Sim, ele ficou muito feliz, ainda mais com a minha escolha de padrinhos. –Ela disse.

Sorri.

-Que bom. –Disse.

-Bom, mas não foi por isso que eu vim te procurar. –Ela disse.

A olhei.

-Então que foi? Algum problema?

-Lembra-se daquela paciente do Emmett? Com tumor no cérebro?

Assenti.

-Sim, a Rebecca. Tudo bem com ela?

Ela negou.

-Não, parece que ela está nos momentos finais. Emmett está cuidando sozinho dela, acho que talvez ele precise de uma ajuda amiga. Eu não encontrei as meninas e o Jasper está em cirurgia, só sobrou você. –Ela disse.

Assenti.

-Ok, vamos lá. Eu não vou deixar o Emmett sozinho. –Disse, me levantando.

-Obrigada. –Ela disse.

Saímos da minha sala e fomos para o quarto da Rebecca.

Rebecca Bloom. Ela tinha um tumor no cérebro há mais de 5 anos, frequenta o hospital desde que descobriu e Emmett cuida dela por todo esse tempo. Seu tumor é inoperável, ele cresce há cada ano, até que o seu corpo não aguenta. Ela é filha de empresários que sempre colaborou muito no hospital, eu não os conhecia pessoalmente, mas com o passar do tempo, Emmett tem se apegado muito a essa paciente, ainda mais agora que ele é pai, ele se coloca no lugar dos pais, todos nós nos colocamos, eu também não imagino passar por uma coisa dessas com os meus filhos.

Entramos no quarto e encontramos os pais, Emmett e a Rebecca.

Eu já perdi as contas de quantas vezes ela ficou internada aqui, ela sempre ia e vinha, tinha vezes que ela ficava internada por dias, outras semanas, meses. Dessa vez ela ficou aqui por umas duas semanas, mas dessa vez ela não voltaria pra casa.

-Olá, sou o Dr. Cullen. –Disse.

-Dr. Edward Cullen, certo? –A mulher perguntou.

Assenti.

-Sim.

-Sua irmã, esposa do Dr. McCarty, é minha ginecologista. –Ela disse.

Sorri.

-Que bom. Eu sou o Kyle Bloom, essa é minha esposa Mia Bloom, somos os pais da Rebecca. –O cara disse.

-É um prazer Sr e Sra. Bloom, eu sou o chefe do Dr. McCarty, vim ajuda-lo a cuidar da filha de vocês. –Disse.

-Claro, obrigado. –O Sr. Bloom disse.

Aproximei-me do Emmett, a garota estava dormindo.

-Oi, como ela está? –Sussurrei.

-Mal. –Ele me olhou. –Eu não dou nem 5 horas.

-E já disse a eles?

Ele assentiu.

-Eles não querem se conformar. –Ele disse.

-É, deu pra perceber, eles estão bem abatidos. –Disse. –Ela já está sofrendo há muito tempo, ela precisa descansar.

-Eu sei, mas eu não vou desistir. –Ele disse.

-Emmett, o câncer dela é terminal, não tem mais salvação. –Disse.

Ele negou.

-Não, eu não posso desistir. –Ele disse.

-Você se apegou demais a esse caso, ainda mais agora que você é pai, você pensa que poderia ser a Valentina. –Disse.

-E você não pensa? Também poderia ser a Megan e o Ethan. –Ele disse.

Assenti.

-Sim, eu penso nisso em cada paciente meu, mas não podemos mudar isso, pensando em nossos filhos, Emmett. Não dá para alterar uma doença, ainda não. –Disse.

Ele respirou fundo.

-Quando decidimos fazer medicina, nós sabíamos da pressão que sofreríamos, você sabia também das milhares de crianças que iria ver morrendo, quando escolheu pediatria. –Disse.

Ele assentiu.

-Você tem razão, mas eu não vou desistir. –Ele me olhou. –Não me leve a mal, mas por que a Victória trouxe você e não a Rosie?

-Ela não encontrou as meninas, elas devem ter se escondido em algum lugar para fofocar e o Jasper está em uma cirurgia. Você só tem a mim. –Disse.

Ele sorriu.

-Você é um bom parceiro. –Ele disse.

Sorri.

-Eu sei disso.

-Doutor. –Rebecca acordou.

Emmett se aproximou dela.

-Oi, Beck. Como está se sentindo? –Emmett perguntou.

-Muito cansada. –Ela disse.

-Eu sei, meu amor.

Ela me olhou.

-Esse é meu chefe, Dr. Cullen.

-Ele é irmão da Dra. McCarty?

Sorri.

-Sim, ela é minha irmã. Você não acha ela linda?

Ela sorriu.

-Sim, ela é a Dra. Barbie. –Ela disse.

Comecei a rir.

-Gostei do nome. –Disse.

-Ela é mais nova?

-A do meio, nós temos uma irmã mais nova, Dra. Alice Hale. Ela é pequena, parece uma fada.

Ela sorriu.

-Beck, você precisa descansar. Vai ficar tudo bem, nós estaremos aqui com você. Durma um pouco. –Emmett disse. –Eu ficarei bem aqui.

-Tudo bem.

Emmett segurou sua mão e logo ela adormeceu. Os pais dela ficaram do outro lado da cama e ficaram velando o sono dela.

Emmett não estava bem, essa paciente era muito importante pra ele, e por mais que eu fosse o melhor amigo dele, não era o meu apoio que ele precisava.

Fui até a Victória, que estava parada ao lado da porta.

-Victória, revire esse hospital inteiro e ache aquelas três, Emmett precisa da Rosalie. –Pedi.

Ela assentiu.

-Ok, eu vou acha-las. –Ela disse.

-Obrigado.

Victória saiu do quarto e eu continuei ali, dando o meu apoio.

(…)

Quanto mais as horas iam passando, mais perto da morte Rebecca estava.

Victória ainda não havia voltado, provavelmente ela não tinha encontrado as meninas. Onde essas três se enfiaram.

Aproximei-me do Emmett.

-Emm, precisa de algo? Por que não vai pra sua sala descansar um pouco? Você está péssimo.

Ele negou.

-Não, eu vou ficar aqui. –Ele me olhou. –Posso só te pedir uma coisa?

-Se for pra procurar a Rosalie, eu já pedi pra Vic procura-la, só que ela e as meninas sumiram. –Disse.

-Não é isso. Eu sei que quando ela souber, ela vai vir correndo. Eu só queria um café bem forte. –Ele disse.

Assenti.

-Ok, eu vou agora mesmo buscar e pode deixar que eu pago. –Disse.

Ele sorriu.

-Obrigado, Edward. –Ele disse.

Sorri.

-De nada, cunhado. –Disse e saí do quarto.

-Edward. –Olhei pra trás.

Jasper e Victória se aproximaram.

-Como ela está? –Jasper perguntou.

-Morrendo. –Olhei pra Victória. –Achou as meninas?

Ela negou.

-Não, nós a procuramos por todo hospital. –Ela respondeu.

Respirei fundo.

-Eu não acredito nisso, era para elas estarem trabalhando. Onde elas se meteram?!

-Calma, nós iremos continuar procurando, mas lembre-se que elas são suas irmãs e sua esposa. –Victória disse.

-Estamos dentro do hospital, aqui elas são funcionárias dele e descumpriram uma regra, Edward já quase perdeu o emprego por dar prioridade e deixar todo mundo fazer o que quiser. –Jasper disse.

-Pois é, e esse sumiço delas, pode realmente me fazer perder o emprego, e elas não vão se perdoar. –Disse. –Vic, anuncia elas no microfone, se elas não responderem, é por que elas não estão no hospital.

Ela assentiu.

-Ok, farei isso agora mesmo. –Victória disse e foi pra recepção.

-Eu vou ver como a Rebecca está. –Jasper disse e entrou no quarto.

Fui até a cantina, comprei alguns cafés e voltei para o quarto.

-Oi, como ela está?

Emmett respirou fundo.

-Muito mal. –Ele respondeu.

-Seu café. –Lhe entreguei o copo.

-Valeu.

-E pra vocês. –Entreguei o café para os pais da Rebecca e o Jasper.

-Obrigado, Dr. Cullen.

Sentei-me no sofá junto com o Jasper.

-Essa foi a paciente que ele mais se apegou, ele vai sofrer.

-É, era por isso que a esposa dele devia estar aqui, para apoiá-lo. –Disse.

-Quando tudo isso acabar, você podia dar uma licença para ele.

Assenti.

-Eu vou dar.

-E o que você vai fazer com as meninas?

Respirei fundo.

-Não sei.

Eu realmente não sabia o que fazer. Eu sei que aqui no hospital nós tínhamos que esquecer que somos uma família, mas elas continuavam sendo minhas irmãzinhas e minha esposa, doía puni-las.

-Mamãe… papai…

Rebecca havia acordado.

-Estamos aqui, filha. –Sua mãe disse.

-Eu… amo vocês. –Ela disse.

-Nós também te amamos. –Seu pai disse.

-Vocês têm… que se cuidar.

-Nós iremos.

-Eu to cansada… quero descansar.

-Pode descansar, meu amor.

A máquina começou a apitar.

Levantamo-nos.

-Parada cardíaca!

Emmett pegou o desfibrilador, Jasper o ajudou, fazendo massagem cardíaca, Emmett passou o gel e carregou.

-Afaste!

Ele deu o choque na Rebecca, tentando reanima-la. Ele tentou de novo, por várias e várias vezes, mas ela não reagia.

-Emmett…

Emmett não deu atenção ao Jasper e tentou de novo.

Jasper me olhou, implorando para tomarmos uma atitude.

-Já chega, Emmett! Ela morreu. –Disse.

Ele parou e respirou fundo.

-Hora da morte: 15h45.

Kyle e Mia começaram a chorar.

-Minha princesa… -Kyle disse, chorando.

-Filhinha querida. –Mia abraçou o corpo da filha.

-Eu sinto muito, eu tentei. –Emmett disse.

Kyle assentiu.

-Nós sabemos e agradecemos. Será que nós podemos ficar sozinhos com ela?

-Claro, vamos meninos. –Disse e saí do quarto com o Jasper e o Emmett.

Do lado de fora, parei o Emmett.

-Emm. Sei que é um momento difícil pra você, é ruim para todo médico perder um paciente, isso acontece com todo mundo. Vai ser difícil, mas você vai superar. –Disse.

-É cara, estamos com você.

Emmett sorriu.

-Obrigada, gente.

-Oi, o que perdemos? –Rose perguntou, aparecendo junto com Alice, Bella e Victória.

Emmett a abraçou.

-Ela morreu. –Ele disse.

-Ah, meu amor. –Rosalie o olhou. –Eu sinto muito.

-Onde é que vocês estavam? –Perguntei.

-Fomos tomar um café fora do hospital. –Alice respondeu.

-O que? Em horário de trabalho? Reviramos esse hospital inteiro atrás de vocês, nós precisávamos de vocês!

-Sinto muito, Edward. Por que não nos ligou? –Bella perguntou.

-Por que eu achei que estivessem no hospital!

-Dr. Cullen.

Virei-me e dei de cara com a minha chefe.

-Dra. Volturi.

-Vejo que suas médicas fujonas reapareceram.

-Doutora, pedimos desculpas pelo nosso sumiço. –Alice disse.

-Tem noção do que fizeram? Rebecca Blomm era paciente de um colega de equipe de vocês, era obrigação de vocês estarem aqui. Ela era filha de um dos maiores colaboradores do hospital, metade do dinheiro dele, paga o salário de vocês!

-Nos desculpe, Dra. Volturi. –Bella disse.

-Vocês estavam fora do hospital em horário de trabalho, isso causa uma demissão. –Ela me olhou. –Dr. Cullen, faça seu trabalho.

A olhei.

-Dra. Volturi, eu não posso demiti-las. Uma delas é mãe dos meus filhos. –Disse.

-Então dê a punição que elas merecem.

Olhei para minhas irmãs e minha esposa e respirei fundo.

-Dra. McCarty, Dra. Hale, Dra. Swan. Vocês estão suspensas por duas semanas.

A Dra. Volturi pigarreou.

Respirei fundo e a olhei.

-Três.

Ela continuou a me olhar.

Respirei fundo.

-Um mês.

Ela sorriu.

-Está ótimo. –Ela olhou pra elas. –Espero que esse tempo sirva para pensarem. E Dr. Cullen. –Ela me olhou. –Estou contente que esqueceu sua família e foi profissional.

Assenti.

-Obrigado.

-Com licença. –Ela disse e entrou no quarto.

Olhei para as meninas.

-Me desculpem, eu não queria fazer isso. –Pedi.

-Tudo bem, Edward. Nós sabemos que não teve culpa, a culpa foi nossa. –Rosalie disse.

-É, antes a gente ser suspensas do que você perdendo o emprego, não iriamos nos perdoar e a mamãe nos mataria. –Alice disse.

-E um de nós tem que trabalhar para sustentar o Ethan e a Megan. –Bella disse.

Sorri.

-É, vocês tem que ir embora do hospital, não podem ficar aqui, estando suspensas. –Emmett disse.

-Claro, nós já vamos.

-Quer ir no jipe?

Rose negou.

-Não precisa.

-Aqui, vai no meu carro e dê uma carona pra elas. –Disse pra Bella, entregando a chave do meu carro.

-Ok, eu venho te buscar mais tarde. –Ela disse.

-Tá.

Ela me deu um selinho e olhou para as minhas irmãs.

-Vamos, meninas?

-Vamos. –Rosalie deu um selinho no Emmett. –Você vai ficar bem?

Ele assentiu.

-Vou, não se preocupe. Vai pra casa e cuida da Tininha. –Emmett disse.

Ela assentiu.

-Ok.

-Tchau, amor. –Alice deu um beijo no Jasper. –Te vejo em casa.

-Tchau, linda. –Jasper disse.

-Tchau, meninos. –Elas disseram.

-Tchau. –Respondemos.

Elas foram pra sala delas pegar suas coisas.

Respirei fundo.

-Eu me sinto mal. –Disse.

-Olha, sabemos que foi difícil fazer isso, Edward. Mas a Dra. Volturi tem razão, todos nós temos que ser profissionais. –Emmett disse.

Assenti.

-Eu não quero ter que demiti-las uma próxima vez. –Disse.

-Elas sabem disso, Edward. E eu tenho certeza que elas não deixarão isso acontecer de novo. –Jasper disse.

Assenti.

-Tudo bem. Precisa de ajuda com alguma coisa, Emm?

Ele assentiu.

-Sim, eu tenho que fazer alguns relatórios sobre a morte da Rebecca e enviar o corpo dela ao necrotério. –Ele disse.

-Então nós vamos te ajudar, vamos lá. –Jasper disse.

Fomos com o Emmett até a sua sala e o ajudamos.

Agora seria um mês difícil sem aquelas três.

Isabella Marie Swan Cullen

Eu e as meninas pegamos nossas bolsas e fomos para o estacionamento, entramos no carro do Emmett e eu dirigi pra casa da Alice.

Nós três havíamos saído para tomar um café fora do hospital e conversar um pouco, um papo de mulher. Não sabíamos que isso causaria tanto problema e chegaria aos superiores do Edward, e o obrigando a nos punir.

-Ai, eu não sei se eu fico brava por ter sido suspensa ou com pena do Edward, por ter sido obrigado a suspender as próprias irmãs e a esposa. –Rosalie disse.

-É, mas também somos as culpadas né. –Alice disse.

-Como é que iriamos imaginar que estavam precisando da gente?

-Já pararam pra pensar, que poderia ser o emprego do Edward? –Rosalie perguntou.

Respirei fundo.

-Já, eu me sentiria muito mal. –Disse.

-É, nós temos que tomar cuidado agora, fazer tudo certo. –Alice disse.

-E iremos, quando voltarmos da suspensão. –Disse.

-Agora nós podemos nos focar nas crianças. –Rose disse.

Sorri.

-É, tem razão. Eu vou passar o dia com os meus bebês, vamos dar umas férias pra Berta. –Disse.

-É, e você Alice, aproveite esse mês, para se dedicar em fazer um filho, se enrolar mais, Bella e eu passaremos na sua frente para dar irmãozinhos às crianças. –Rose disse.

-Isso mesmo. –Concordei.

Ela riu.

-Eu não trabalharei por um mês, mas Jasper ainda trabalha. –Ela disse.

-Mas você ficará o dia inteiro em casa, poderá preparar uma coisinha especial, para quando ele chegar em casa. –Disse.

-Eu vou pensar no assunto. –Ela disse.

-Ok.

Parei o carro em frente a casa de Alice.

-Pronto. –Disse.

-Obrigada pela carona, Bella.

-De nada.

-Tchau, meninas. Deem um beijo na mamãe e nas crianças.

-Tchau. –Dissemos.

Alice saiu do carro e entrou em casa.

Rosalie me olhou.

-Vamos buscar as nossas crianças? –Ela perguntou.

Assenti.

-Vamos.

Dirigi pra casa dos Cullen.

Chegamos em frente a casa e saímos do carro. Entramos com a chave da Rosalie.

-Oi, gente! –Rosalie disse.

-Oi. –Esme e Berta disseram.

Valentina se levantou. Era a primeira vez que a vi andar, eu só tinha visto em vídeo.

-Dindin. –Ela veio na minha direção.

-Oi, querida. –A peguei no colo e lhe dei um beijo na bochecha. –Dindin?

Rosalie riu.

-Dinda é diminutivo de madrinha, como ela está aprendendo a falar ainda, eu a ensinei a falar Dindin, tanto pra você, como para o Edward.

Comecei a rir e dei um beijo na bochecha da Valentina.

-Agora vem com a mamãe, meu amor.

-Mama. –Valentina estendeu os bracinhos pra Rosalie e ela a pegou.

Fui até o sofá e dei um beijo na Megan e no Ethan.

-Oi, meus amores. –Disse.

-Como foi a viagem, Bella? –Esme perguntou.

-Muito boa, mas eu morri de saudade do Edward e dos meninos. –Respondi.

Ela sorriu.

-Eu imagino.

-Bom, Berta, a partir de hoje, você ganhará férias de um mês. –Rosalie disse.

-Por que isso de repente? –Esme perguntou.

-Bella, Alice e eu, fomos suspensas do hospital, por um mês.

-O que? Edward suspendeu vocês?

Assentimos.

-Por quê?

-Bom, havia uma paciente que Emmett tinha se apegado muito, ela tinha um tumor terminal no cérebro, estava morrendo hoje e Emmett precisava do apoio de todos, mas a gente havia saído em horário de trabalho para um café e ficamos lá conversando, quando voltamos, a menina já havia morrido, estavam todos atrás da gente e quando Edward nos encontrou, ele estava com a chefona. Nós tomamos uma bronca, pois os pais da menina, colaboravam com o hospital e ela queria que Edward nos demitisse, mas ele disse que não podia, então ela fez ele nos punir, ele ia nos suspender por duas semanas, mas ela não ficou satisfeita e fez com que ele nos suspendesse por um mês, se ele não fizesse isso, era ele que perderia o emprego, e não iriamos nos perdoar. –Rosalie explicou.

-É, sem contar que vocês iriam tomar uma baita bronca do seu pai. –Esme disse. –Mas vocês também erraram, que ideia de sair no meio do expediente, ainda mais vocês, que trabalham com a vida de uma pessoa.

-É, nós nos arrependemos muito por isso. –Disse.

-Mas agora não tem mais volta, estamos suspensas por um mês e teremos que ficar em casa, então Berta, não precisa se preocupar, nós iremos te dar férias. –Rose disse.

-E vocês tem certeza de que não precisam de mim?

-Temos Berta, iremos aproveitar esse tempo que a gente tem, para passar um tempo com os meninos, dar um carinho de mãe. –Disse.

Ela sorriu.

-Tudo bem.

-Faça uma longa viagem e nos reencontramos daqui um mês. –Rosalie disse.

-Ok, obrigada meninas. –Berta agradeceu.

-De nada. –Dissemos.

Berta deu um beijo nas crianças.

-Tchau crianças, meninas. –Ela disse.

-Tchau. –Dissemos.

-Tchau, Sra. Cullen.

-Tchau, Berta. –Esme disse.

Berta pegou sua bolsa e foi embora.

Esme nos olhou.

-Como Edward ficou, com essa suspensão?

-Muito mal, mas não ficamos brava, sabemos que ele não queria fazer isso e era o trabalho dele.

-Dentro do hospital, não somos uma família, e sim colegas de trabalho. –Rosalie disse.

Esme assentiu.

-É, é verdade, ele é o chefe de vocês, mas não podem tratar vocês com privilégio. –Esme disse.

-É, nós sabemos disso. Agora vamos tratar essas suspensão como férias no trabalho e ficar no trabalho ativo de mãe. –Rose disse.

Esme sorriu.

-Isso é ótimo pra vocês, mas e Alice?

-Bom, nós demos a ideia dela planejar uma gravidez.

-É uma ótima ideia, espero que ela escute vocês. –Ela disse.

Começamos a rir.

-Bom, então eu vou pra casa, curtir o resto da tarde com os meus filhotes. –Bella disse.

-Eu também vou.

-Olha, já que estão de “férias”, não precisam ficar o tempo todo em casa com as crianças, podem vir pra cá. –Esme disse.

Rosalie assentiu.

-É uma ótima ideia, até por ele os meninos estão acostumados a ficar aqui. –Rose disse.

-Fale pra sua irmã vir também. –Esme disse.

-Ok. –Rosalie disse. –Vamos, Bella?

Assenti.

-Vamos, tchau Esme. –Disse.

-Tchau Bella. –Ela me deu um beijo na bochecha e um beijo na testa dos meus filhos. –Tchau, meninos.

-Tchau, mamãe. –Rose disse.

-Tchau querida, tchau Valentina. –Esme deu um beijo na Rosalie e na Valentina.

Rosalie e eu colocamos os meninos no carrinho e saímos da casa dos seus pais, colocamos eles nas cadeirinhas no banco de trás, os carrinhos no porta malas, entramos no carro e eu dirigi para o apartamento da Rosalie.

-Será que Alice vai mesmo pensar em engravidar agora? –Perguntei.

Rosalie sorriu.

-Acho que sim, já faz um tempinho que Alice virou titia, ela já deve querer experimentar isso. –Rosalie disse.

Sorri.

-Tomara, se não eu não vou mais conseguir segurar o Edward. –Disse.

Ela riu.

-Ele está louco para dar um irmãozinho pra Megan e o Ethan? –Rosalie perguntou.

Assenti.

-É, eu pedi pra ele deixar a Alice engravidar primeiro, mas eu também acho os meninos muito novos, pra eu ter outro filho. –Disse.

-Não, isso é besteira, eles já têm quase um ano. –Rosalie disse.

Respirei fundo.

-Vamos ver o que a Alice resolve. –Disse.

Ela riu.

Parei o carro em frente ao prédio da Rosalie.

-Pronto, precisa de ajuda? –Perguntei.

Ela negou.

-Não, obrigada. Abra o porta malas.

-Tá.

Rosalie saiu do carro e eu abri o porta malas. Ela pegou o carrinho da Valentina, o abriu e colocou a Valentina nele.

-Pronto, tchau sobrinhos lindos. –Ela disse e deu um beijo na testa da Megan o do Ethan.

Rosalie pegou a sua bolsa e a bolsa da Valentina e fechou a porta.

-Tchau, Bella.

-Tchau. –Disse.

Rosalie entrou em seu prédio. Liguei o carro e dirigi pra casa.

Cheguei em casa e saí do quarto, peguei o carrinho, coloquei os meninos no carrinho, peguei nossas bolsas e entrei em casa. Fomos recebidos pelo Simba.

-Oi, garotão. –Disse, fazendo carinho nele. –Boa noticia pra você, nós passaremos o dia juntos, por um mês.

Fomos pra sala de estar, deixei os meninos no carrinho, em frente ao sofá e liguei a TV, coloquei um desenho e eles ficaram assistindo.

-Eu já volto, amores. –Disse e olhei para o Simba. –Cuida deles.

Ele se sentou em frente as crianças e ficou olhando, atento pra eles.

Subi e fui para o quarto.

Entrei no quarto e fui ao banheiro, tirei minha roupa e tomei um rápido banho, depois do banho, me vesti e saí do quarto.

Desci e fui pra sala de estar, eles continuavam no mesmo lugar.

Simba latiu.

-Vem, Simba.

Fui pra cozinha e coloquei comida pra ele, ele ficou comendo e eu voltei pra sala de estar.

Megan e Ethan estenderam os bracinhos pra mim.

Sorri.

-Estão com fome, meus amores?

Sentei-me no sofá e os peguei no colo, os amamentei ao mesmo tempo, pois os dois estavam com fome.

Depois que os amamentei, os coloquei no carrinho e fui pra cozinha, Simba já tinha terminado de comer.

Peguei sua coleira.

-Vamos passear?

Ele latiu.

Coloquei a coleira nele e fomos pra sala de estar.

-Vamos meninos.

Saímos de casa, eu segurava a coleira do Simba com uma mão e empurrava o carrinho com a outra.

Nós fomos até o parque e eu me sentei no banco, o carrinho ao meu lado. Soltei a coleira do Simba e joguei a bolinha.

-Vai!

Ele saiu correndo pra pegar a bolinha e ficou brincando.

Olhei para os meus filhos, eles estavam quietinhos, sentindo a brisa no rosto.

Ficamos no parque, por uma hora, depois as crianças ficaram cansadas.

-Simba!

Simba se aproximou.

-Vamos pra casa. –Disse e coloquei a coleira nele.

Voltamos pra casa, Simba ficou no jardim, descansando e eu fui pra cozinha com as crianças, eu tinha que fazer o jantar.

(…)

Depois que fiz o jantar, deixei tudo pronto, os meninos tinham dormido, eu tinha que ir buscar o Edward, então tinha que levar os meninos assim mesmo.

Os coloquei com cuidado no banco de trás, entrei no carro e o liguei, dirigi para o hospital.

Cheguei em frente ao hospital e mandei uma mensagem para o Edward.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Amor, estou aqui em frente ao hospital, te esperando.

B.C

Guardei meu celular e fiquei esperando pelo Edward.

Logo ele saiu do hospital e se aproximou, ele entrou no carro e bateu a porta.

-Shiiii. –Olhei pra trás e por sorte eles não haviam acordado.

-Desculpe, eu não sabia que eles estavam dormindo. –Ele disse. –Por que não me disse? Eu teria pegado um taxi.

Sorri.

-Eles nem estão incomodados, Edward. Não se preocupe. –Disse.

Ele riu e me deu um selinho.

-Vamos?

Assenti.

-Vamos.

Liguei o carro e fomos embora.

-Como ficaram as coisas, depois que fomos embora?

-Até que tranquilas, os pais da Rebecca, nos convidaram para o velório. –Ele disse.

Assenti.

-Ok, e nós iremos.

-Concordo. –Ele disse. –Me desculpe por te punir.

Sorri.

-Amor, não estamos bravas, você só fez o seu trabalho. Nós já fizemos até planos. –Disse.

-Planos?

-É, demos a ideia pra Alice, dela planejar engravidar e Rosalie e eu demos férias pra Berta e passaremos esse mês, grudadinhas nos nossos filhos. –Disse.

Ele sorriu.

-É, eu to começando a ficar com inveja. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Não fique, nós iremos no hospital te visitar. –Disse.

-E você também poderia estudar para sua teve. –Edward disse.

Assenti.

-É, é uma boa ideia. Farei isso também. –Disse. –E como Emmett ficou?

-Ainda sentido pela perda, mas ele vai superar. –Ele disse.

-É, vida de médico não é fácil. –Disse.

-E não sabemos disso? –Ele disse.

Sorri.

Chegamos em casa e eu coloquei as crianças no berço, Edward brincou com o Simba e depois foi tomar banho.

Coloquei a mesa e servi o jantar, peguei um vinho na adega e me sentei, esperando pelo Edward.

Eu havia feito um dos pratos preferidos dele, macarronada com queijo, acompanhado com o vinho.

Logo ele apareceu.

-Hum, hoje você caprichou. –Ele disse.

Sorri.

-Foi só para provar que eu não fiquei brava com você. –Disse.

Ele sorriu.

-Você é demais. –Ele disse e beijou meu pescoço.

-Eu só não fiz sobremesa. –Disse.

-Tudo bem. –Ele disse, se sentando a minha frente e eu o servi.

Nós começamos a comer e Edward estava gostando.

-É bom mesmo Alice engravidar agora, para planejarmos o terceiro. –Edward disse e eu engasguei.

Tomei um gole de vinho.

-É… vamos com calma. –Disse.

Ele riu.

-Bella, já está na hora de termos outro. –Ele disse.

-E nós iremos, amor. Calma. –Disse.

Ele assentiu.

-Tudo bem, eu vou deixar a minha irmã tentar. –Ele disse.

Comecei a rir.

Nós terminamos de comer e Edward subiu para o quarto.

Tirei a mesa do jantar, e lavei a louça, coloquei comida para o Simba e subi, fui para o quarto dos gêmeos.

Eles estavam dormindo e não acordariam tão cedo.

Liguei a babá eletrônica e saí do quarto, fui para o meu.

Edward estava deitado na cama, todo esparramado.

-Amor, você ainda está mal com a suspensão? –Perguntei.

Ele me olhou.

-Um pouco. Por quê?

-Por que eu queria te fazer se sentir melhor. –Disse.

Tirei meus sapatos e minha roupa, fiquei apenas de lingerie, a sua frente.

Ele sorriu.

-Hum, isso com certeza me faz eu me sentir muito bem. –Ele disse. –Vem cá.

Sorri e subi na cama, deitei-me por cima dele e ele me beijou.

-Eu te amo e jamais ficarei brava com você. –Ele disse.

Ele sorriu.

-Eu também te amo, mas não vou dizer que não me deixa bravo. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Tudo bem, eu aceito. Sei que sou uma pessoa difícil. –Disse.

Ele riu e nos virou, ficando por cima de mim.

E essa noite, esquecemos tudo o que tinha acontecido no nosso dia e focamos só em nós dois. Eu não me importava em ficar um mês sem trabalhar, o importante é que eu continuaria perto do meu marido lindo.

Notas finais
Lingerie: http://www.multicharme.com.br/product_images/b/038/DSCF5550__27133_zoom.jpg