Eternamente

135 Capítulo 134-Voltando pra casa/ Matando as saudades


Isabella Marie Swan Cullen

Dois dias depois…

Nós tivemos um ótimo final de semana e nos divertimos muito, mas agora já era hora de voltar pra casa.

Hoje já era segunda-feira e tínhamos que voltar pra casa. O tempo não estava nada bom e previmos que o nosso voo se atrasaria.

-Estão todas prontas? –Nessie perguntou.

-Sim. –Respondemos.

-Tá tudo bem, Leah? –Nessie perguntou.

-Tudo, é só um enjoo matinal. –Leah respondeu, completamente jogada na cama.

Fui até ela e a examinei.

-Logo vai passar, só espero que não piore no avião. –Disse.

-Eu também espero. –Ela disse.

Olhei para Victória, que estava sentada na poltrona.

-E você, Vic? Tudo bem?

Ela assentiu.

-Por enquanto sim. –Ela respondeu.

-Que ótimo, meninas. Nós temos que ir, antes que percamos o voo, vamos? –Nessie perguntou.

-Vamos.

Pegamos as nossas malas e saímos do quarto, entramos no elevamos e descemos para o térreo.

Saímos do elevador e fomos pra recepção. Fechamos a nossa conta e saímos do hotel. Chamamos um taxi e fomos para o aeroporto.

(…)

Nós estávamos sentadas nas cadeiras, esperando. O aeroporto estava lotado e fazia uma hora que o nosso voo tinha atrasado.

Victória voltou do balcão de informações.

-E ai? –Leah perguntou.

Victória respirou fundo.

-Tenho péssimas notícias. –Ela disse.

-Nosso voo não tem previsão? –Perguntei.

Ela negou.

-Não. Está vindo uma tempestade muito forte e todos os voos foram cancelados, não terá nenhum voo até essa tempestade passar, nós teremos que ficar aqui, até o nosso voo sair. –Ela disse.

-Ai não, era só o que faltava. –Nessie disse.

-Eu não acredito, essa tempestade não tem previsão para passar. –Leah disse.

-O único jeito é esperar. –Disse.

-Bella, pode mandar um mensagem para o Edward avisando, e peça para ele avisar ao seu pai, Dean, Jacob e Seth? –Vic pediu.

Assenti.

-Claro.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Edward.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Oi amor.

Estou no aeroporto e o meu voo atrasou.

Ele não tem previsão de sair por conta de uma forte tempestade que está por vir, estamos presas aqui, então eu não sei que horas chegaremos ai.

Avise ao meu pai, por favor. E avise também para o Jacob, Dean e Seth.

Beijos, te amo.

B.C

Ele respondeu.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Está bem, amor.

Eu vou avisar eles, me avisa quando estiver entrando no avião.

Beijos, eu também te amo.

E.C

-Pronto. Eu já avisei para o Edward e ele vai avisar os meninos. –Disse.

-Ok, mas o que vamos fazer para o tempo passar? –Leah perguntou.

-Que tal irmos para a praça de alimentação e comer? Eu to morrendo de fome. –Victória disse.

-Hum, isso já é fome de grávida? –Leah perguntou.

Victória começou a rir.

-Vamos logo.

-Vamos. –Nessie disse, me abraçando pela cintura e fomos pra praça de alimentação.

***

Nós passamos o dia inteiro aqui no aeroporto e nada do nosso voo sair.

Nós estávamos deitados no chão, em um canto do aeroporto, pois havíamos dado os lugares nas cadeiras para umas crianças que estavam cansadas.

Eu estava muito cansada, mas a única coisa que eu queria, era ir embora e ficar com meu marido e meus filhos.

“-Atenção passageiros do voo 377, com destino a Los Angeles. Por favor, embarquem no portão de embarque 9. O avião logo decolará.”

Sentei-me.

-Meninas, acordem. O nosso voo foi anunciado. –Disse.

Elas acordaram.

-Sério?

-Sim, vamos. Ou passaremos a noite aqui. –Disse.

-Vamos.

Levantamo-nos, pegamos as nossas malas e seguimos para o portão e entramos no avião.

Agora era só esperar e logo eu veria minha família.

Algumas horas depois…

Chegamos ao aeroporto de Los Angeles já de madrugada, era quase 5h da manhã e logo iria amanhecer.

-Ah, enfim casa. –Leah disse.

-A gente podia ter pedido pra alguém vir nos buscar. –Nessie disse.

-Nós não fazíamos ideia de que horas chegaríamos, então o melhor é pegarmos um taxi e vamos pra casa. –Vic disse.

-Bella, você vem com a gente? –Leah perguntou.

Neguei.

-Não, eu quero ir direto pra casa, quero ver meus filhos e o meu marido. –Disse.

-Tudo bem, então vamos. –Nessie disse.

Saímos do aeroporto.

Chamamos dois taxis. Um pra Leah, Vic e Nessie e outro pra mim.

-Bom, é isso. Foi muito bom fazermos essa viagem. –Leah disse.

Sorri.

-É mesmo, devíamos fazer isso mais vezes. –Disse.

-Devíamos mesmo, mas vamos esperar esses bebês nascerem. –Nessie disse.

-É, agora vão pra casa, e as duas, descansem. Vocês precisam. –Disse. –Cuida delas, Nessie.

Ela assentiu.

-Pode deixar comigo. –Ela disse.

Despedimo-nos.

-Tchau, meninas. Digam ao papai, que depois eu farei uma visita. –Disse.

-Ok.

-Tchau. –Elas disseram.

-Tchau.

Elas entraram no taxi e foram embora.

Também entrei no meu taxi e fui embora pra casa.

Cheguei em frente à minha casa, paguei o taxista, peguei minhas malas e saí do taxi.

O taxista foi embora e eu entrei em casa, estava tudo escuro, então acendi a luz.

Simba veio correndo da cozinha e latiu pra mim.

-Oi garotão. –Agachei-me e acariciei sua cabeça. –Sentiu saudade, né? Eu também senti saudade de você, amigão.

Ele subiu em cima de mim.

-Não vamos fazer barulho, por que está todo mundo dormindo. –Disse.

Beijei sua cabeça.

-Eu vou ver o Edward e as crianças. Fique aqui e não faça barulho. –Disse e ele foi pra cozinha, todo feliz.

Sorri e subi para o quarto, fui primeiro quarto das crianças.

Entrei no quarto e eles estavam dormindo, tranquilamente. Meu coração se encheu de alegria por estar de voltar e ver meus filhos.

Dei um beijo na testa de cada um.

-Oi meus, amores. A mamãe voltou. –Sussurrei. –Irei deixar vocês dormindo, mas amanhã eu vou encher vocês de beijos.

Dei mais um beijo na bochecha deles e saí do quarto.

Fui para o meu quarto. Hora de matar a saudade do meu gatinho.

Entrei no quarto e eles estava dormindo todo esparramado na cama, nem parecia que estava sentindo a minha falta.

Fechei a porta e fui até a cama.

Sentei-me na sua cintura, segurei seus pulsos, beijei e mordi seu pescoço.

Sua pele se arrepiou e ele abriu os olhos e me olhou.

Sorri.

-Oi, meu amor. Sentiu saudade?

Ele sorriu.

-Você voltou. –Ele disse.

Sorri.

-Claro que eu voltei, acha que eu iria abandonar vocês? –Perguntei.

-E como foi a viagem? –Ele perguntou.

-Podemos falar sobre isso depois? Eu passei o dia inteiro no aeroporto, saímos de lá tarde, eu cheguei em casa, abandonei minhas malas na sala, matei minhas saudades do Simba, dos nossos filhos e agora eu quero matas as saudades de você. –Disse.

Ele sorriu.

-E não está cansada pra isso? –Ele perguntou.

-Eu posso descansar depois. Eu durmo com o meu chefe, eu tenho certeza de que ele vai me dar um dia de folga, pra eu descansar. –Disse.

Ele sorriu.

-Que sorte a sua. –Ele disse.

Sorri.

-Pois é. –Disse. –E você? Sentiu saudades?

-Muito, não sabe o quanto. –Ele disse.

-Então vamos matar essa saudade? –Perguntei.

Ele sorriu.

-Claro.

Ele me virou na cama, ficando por cima de mim e assim, matamos as saudades, e não nos damos conta que estávamos sentindo muita falta um do outro.

Algumas horas depois…

Acordei e não vi o Edward. Seu celular estava em seu criado mudo, o peguei e olhei que horas eram. 14h45 da tarde.

Eu havia chegado 5h30 da manhã, não dormi, muito pelo contrario, fiquei bem acordada com o Edward e só fui dormir às 8h da manhã, então é por isso que eu estou acordado nesse horário. Ainda estou cansada da longa viagem, mas era bom dormir na minha própria cama, sentindo o cheiro do meu perfume e o do Edward na cama.

A porta abriu e Edward entrou, com uma bandeja de café da manhã nas mãos.

-Minha Bella adormecida está acordada? –Ele perguntou.

Sorri.

-Sim, estou. –Respondi, me sentando na cama.

Ele se aproximou e colocou a bandeja na cama.

-Eu trouxe o seu café.

-Obrigada. –Agradeci e logo comecei a comer. –Não devia estar trabalhando?

-Eu liguei pra minhas irmãs e disse que você tinha voltado e eu passaria o dia com você. Pedi pra elas ficarem responsáveis por tudo lá no hospital. –Ele respondeu. –Também não levei os meninos pra casa dos meus pais, já que acabou de chegar, vamos passar o dia juntos, nós quatro.

Sorri.

-Eu adorei a ideia. –Disse.

-Eu tirei um pouco do seu leite pra dar à eles, você sentiu?

Neguei.

-Não, eu devia estar em um sono muito profundo. –Disse.

Ele riu.

-É, com certeza estava. –Ele disse.

-E como foram as coisas por aqui? –Perguntei.

-Normal. Eu fiquei com as crianças o tempo todo, recebi a visita das minhas irmãs e do Emm e Jazz, nós passamos o domingo inteiro aqui, assistindo filme. Foi bem tranquilo. –Ele disse. –E como foi sua viagem? Se divertiu muito com as suas irmãs?

Assenti.

-Sim, apesare de ter sentido muito a sua falta e a dos meninos, eu me diverti bastante. Até descobri uma gravidez. –Disse.

Ele me olhou, com os olhos arregalados.

Sorri.

-Não sou eu. –Disse.

-Então quem é?

-Victória.

Ele sorriu.

-Sério?

-Sim, ela já estava desconfiada, mas não contou a ninguém, só que eu a flagrei passando mal de madrugada.

-Justo você, doutora. –Ele disse.

Sorri.

-Pois é, ela tentou me enganar, dizendo que tinha sido algo que ela comeu, mas eu tinha me lembrado de que ela não tinha comido nada, então eu deduzi que era uma gravidez. –Disse.

-E o que fizeram? –Ele perguntou.

-Contamos para as minhas irmãs, Nessie e eu fomos à farmácia, compramos um teste de gravidez e fizemos Victória fazer. Deu positivo, ela ficou bem assustada, pois ela e Dean estão noivos e ainda moram na casa do meu pai, mas a reconfortamos, pois meu pai vai adorar a notícia, ele praticamente a adotou. –Disse.

-É, ele vai tratar o filho dela, como se fosse seu neto. –Edward disse.

-É, e tem mais. Ela nos convidou para sermos padrinhos. –Disse.

Ele sorriu.

-E você aceitou, né?

Assenti.

-Sim.

Ele sorriu.

-Que ótimo, por que eu aceito com o maior prazer. –Ele disse.

Sorri.

-Que bom. –Disse.

-E a gente? –Ele perguntou.

O olhei.

-A gente o que? –Perguntei.

-Nós temos que dar um irmãozinho pro Ethan e pra Megan. –Ele disse.

-Ai, lá vem você de novo. –Disse.

-O que? Eles já tem quase 1 ano. Já está na hora. –Ele disse.

Comecei a rir.

Terminei o meu café e me levantei.

-O café estava maravilhoso. –Disse, indo para o banheiro.

-Não vai me responder? –Ele perguntou.

Comecei a rir e entrei no banheiro.

Fiz minha higiene matinal, depois fui para o closet e troquei de roupa.

Saí do closet e Edward não estava mais no quarto, assim como a bandeja.

Saí do quarto e fui para o quarto dos meus lindinhos.

Eles já haviam acordado.

-Oi, meus amores. –Disse.

Os dois estenderam os braços pra mim.

Peguei os dois e os enchi de beijos.

-Ai, eu senti tanto a falta de vocês, a mamãe promete que nunca mais vai se afastar por tanto tempo. Espero que o papai tenha tomado conta de vocês. –Disse.

Eles sorriram.

-Isso foi um sim. –Disse. –Venha, vamos descer e nos juntar com o papai.

Saí do quarto com eles e descemos, fomos pra cozinha e Edward estava preparando uma cesta de piquenique.

-Oi, papai. –Disse.

Ele se virou e sorriu.

-Oi, os três amores da minha vida. –Ele disse, se aproximando e pegou a Megan do meu colo. –Já matou as saudades?

Neguei.

-Não, eu não vou soltá-los tão cedo. –Disse, apertando o Ethan nos meus braços.

Ele sorriu.

-Eu tenho uma ideia para matarmos a saudade todo mundo junto. –Ele disse.

-Que ideia? –Perguntei.

Ele sorriu, apontando pra cesta.

-Vamos fazer um piquenique no jardim. –Ele disse.

Sorri.

-Sim. É uma ótima ideia. –Disse.

-Então vamos? –Ele perguntou.

-Vamos.

Pegamos a cesta e fomos para o jardim.

Não era nada melhor voltar de viagem e passar o dia com essa família linda.

Eu não tinha mais coragem de passar tanto tempo longe deles, foi demais pra mim, eu nunca mais iria me desgrudar da minha família.