Eternamente

111 Capítulo 110-Julgamento/ Condenação


Notas iniciais
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Isabella Marie Swan Cullen

Dois meses depois…

Eu estava deitada, olhando para o teto, pensando no que aconteceria amanhã.

Edward entrou no quarto, ele estava sem camisa e de samba canção.

-Os meninos dormiram. –Ele disse.

Assenti.

-Ok, obrigada.

Ele se deitou ao meu lado.

-Ainda preocupada com amanhã? –Ele perguntou.

-Sim, eu estou com muito medo do Phil se inocentado. –Respondi.

Amanhã seria o julgamento do Phil e eu estava muito nervosa.

-Ele não vai ser inocentado, tem provas contra ele, e esqueceu que o meu pai que vai julgar? Ele não vai deixá-lo impune?

-Tem razão, espero que o seu pai faça ele pegar muitos ou lhe dê pena de morte. –Disse.

-Eu tenho certeza que o meu pai dará a pena que ele merece. –Edward disse.

Assenti.

-Eu vou descer para beber algo. Quer alguma coisa?

Neguei.

-Não, obrigada.

-Ok. –Ele me deu um selinho. –Eu já volto.

-Tá.

Edward saiu do quarto e eu fiquei pensando.

Eu ainda não estava calma com isso, eu espero mesmo que Carlisle dê uma pena bem longa para o Phil.

Esses últimos dois meses foram bem tranqüilos, tirando a correria para os preparativos do casamento das minhas queridas cunhadas.

Mas o dia havia chegado, amanhã Phil seria condenado, eu tinha certeza.

Leah e Victória também estavam recuperadas, o que era muito bom, pois elas estariam amanhã no depoimento.

Levantei e saí do quarto, fui até o quarto dos meninos. Eles estava dormindo como dois anjinhos, dei um beijo na testa de cada um.

-Boa noite, meus amores. –Disse e saí do quarto.

Voltei para o meu quarto e me deitei, algum tempo depois, Edward apareceu com uma xícara de chá na mão.

-Aqui, eu fiz um chá de camomila pra você. –Ele disse.

Sorri e me sentei na cama.

-Obrigada. –Agradeci, pegando a xícara.

-De nada, você vai dormir melhor. –Ele disse.

Tomei o chá e lhe entreguei a xícara.

-Eu vou levar a xícara pra cozinha. –Ele disse.

-Ok.

Edward saiu do quarto e voltei a me deitar, pronta para dormir.

Edward voltou para o quarto e deitou-se ao meu lado, ele me deu um beijo na testa.

-Boa noite, gatinha. –Ele disse.

Sorri.

-Boa noite, meu amor. –Disse.

Ele me abraçou e dormimos de conchinha.

No dia seguinte…

Eu mal havia conseguido dormir, então acordei bem cedo e me arrumei para o julgamento, deixei Edward dormindo e fui até o quarto dos meninos, eles ainda estavam dormindo, então eu desci para preparar o café.

Simba latiu ao me ver.

Sorri.

-Oi garotão. –Acariciei sua cabeça. –Venha, vamos tomar café.

Ele me seguiu até a cozinha e eu enchi sua tigela de ração, ele ficou comendo enquanto eu preparava o café da manhã.

Arrumei a mesa do café e fui olhar a hora, faltavam alguns minutos para eu acordar o Edward.

Fui pra sala de estar e me sentei no sofá.

A campainha tocou e eu fui abrir a porta.

Era a Berta com a Valentina.

-Oi Berta, oi princesa. –Dei um beijo na testa da Valentina.

-Oi Bella, chegamos cedo? –Ela perguntou.

-Um pouco, os meninos ainda estão dormindo. –Disse. –Entre.

Ela entrou e fomos pra sala de estar.

-Você parece nervosa. –Ela disse.

-Dá pra perceber?

Ela assentiu.

-Sim, e muito. –Ela respondeu.

-Você tem que manter a calma. –Ela disse.

Assenti.

-Eu vou tentar. –Disse. –Eu vou acordar o Edward.

-Ok. –Ela disse.

Subi para e fui para o meu quarto, Edward ainda estava dormindo, fui até a cama e lhe dei um beijo na bochecha.

-Ed, acorda gatinho. –Disse.

Ele abriu os olhos e esfregou as mãos no rosto.

-Bom dia. –Disse.

-Bom dia. –Ele disse e me deu um selinho.

-Levante-se, você tem que se arrumar. Berta já chegou. –Disse.

Ele me olhou.

-Que horas você acordou?

-Cedo, eu mal consegui dormir. –Respondi.

A babá eletrônica começou a tocar.

-Não se atrase, tá?

Ele assentiu.

-Tá, eu já to indo. –Ele disse, levantando.

Saí do quarto e fui para o quarto dos meninos.

Entrei no quarto e os meninos estavam acordados.

-Bom dia, meus amores. –Disse e os peguei no colo.

Olhei pra Megan.

-Hoje é o julgamento daquele infeliz, ele vai pagar por ter te machucado. –Disse e lhe dei um beijo na testa. –Vamos mamar.

Sentei-me na poltrona e amamentei os dois.

Depois de amamentá-los, os arrumei e saí do quarto com eles, voltei para o meu quarto e me sentei na cama com os meus filhos no colo.

Edward saiu do closet pronto.

-Bom dia, meus amores. –Ele disse, dando um beijo na testa de cada um e um selinho em mim. –Vocês estão lindos hoje.

Sorri.

-Você também está lindo. –Disse.

Ele riu.

-Vamos tomar café? –Ele perguntou.

Assenti.

-Vamos.

Edward pegou a Megan e saiu do quarto com ela, eu saí com o Ethan e descemos.

Berta estava na sala de estar com a Valentina.

-Bom dia, Berta. –Edward disse, lhe dando um beijo na bochecha e um beijo na testa da Valentina. –Bom dia, afilhada linda.

-Bom dia, Edward. –Berta disse.

-Berta, eu vou deixá-los aqui no carrinho. Nós iremos tomar café. –Disse, colocando o Ethan no carrinho.

-Ok. –Berta disse.

Edward colocou Megan no carrinho e fomos pra sala de jantar.

Sentamos-nos e começamos a tomar café.

-Ainda está nervosa? –Ele perguntou.

-Um pouco, mas só de pensar que vai ser o seu pai que vai julgá-lo, eu já me sinto bem melhor. –Respondi.

Ele assentiu.

-Vai dar tudo certo, não se preocupe. –Disse.

Terminamos de tomar café.

-Nós temos que ir para o fórum. –Edward disse.

Assenti.

-Eu só vou pegar minha bolsa. –Disse.

-Ok. –Ele disse.

Subi para o quarto e peguei a minha bolsa, desci e Edward estava se despedindo dos meninos.

-Estou pronta, Edward. –Disse.

Ele assentiu.

-Ok, então vamos. –Ele disse.

Fui até os meus filhos e lhes dei um beijo na bochecha.

-Tchau, meus amores. –Disse e dei um beijo na bochecha da Valentina. –Tchau, afilhada. Berta, qualquer coisa nos ligue.

Ela assentiu.

-Claro, pode deixar. Boa sorte para vocês. –Ela disse.

-Obrigada. –Agradeci.

-Tchau, Berta. –Edward disse.

-Tchau.

Fomos para a garagem e entramos no carro, Edward dirigiu para o fórum.

Chegamos ao fórum e encontramos Esme, Rosalie, Emmett, Alice, Jasper, Sue, Seth, Nessie, Jake, Victória e Dean.

-Oi. –Dissemos.

-Oi, estão prontos? –Esme perguntou.

-Sim. –Respondemos.

-E os meninos? –Alice perguntou.

-Ficaram lá em casa com a Berta. –Edward respondeu.

-E como está a Valentina? –Rose perguntou.

-Está ótima. –Respondi.

Rose assentiu.

-Bella, vai dar tudo certo. Nós iremos contar tudo o que o meu pai fez e ele apodrecerá na cadeia. –Vic disse.

Sorri.

-Obrigada, Vic. –Agradeci.

-Onde está o meu pai? –Edward perguntou.

-Está se aprontando para o julgamento, junto com o Charlie e a Leah. –Esme respondeu.

-Bom, vamos tomar um café para acalmar um pouco, o julgamento vai demorar em começar. –Rosalie disse.

-É uma ótima idéia, vamos. –Edward disse e fomos tomar um café.

(…)

Entramos no tribunal e nos sentamos, logo Phil apareceu algemado e se sentou em seu lugar, ele não parou de olhar para Victória.

Carlisle apareceu, se sentando em seu lugar, assim como o meu pai, Leah veio e se sentou ao meu lado.

-Oi. –Ela disse.

-Oi. –Disse.

-Como está?

-Nervosa. –Respondi.

Ela pegou na minha mão.

-Vai dar tudo certo. –Ela disse.

A olhei.

-E como você tá? –Perguntei.

Ela sorriu.

-Muito bem. –Ela respondeu.

Assenti.

-Bom dia. –Carlisle disse.

-Bom dia. –Respondemos.

-Estamos aqui para julgar o réu, Philip Dwyer, por vários crimes contra a vítima Isabella Marie Swan Cullen. Sou o Juiz Carlisle Cullen, junto comigo o promotor de acusação Charlie Swan, a advogada de defesa, Emily Young e a advogada da vítima, Leah Black. –Carlisle apresentou a todos. –Eu dou a palavra ao promotor, Charlie Swan.

-Obrigado, meritíssimo. –Meu pai disse e se aproximou de Phil.

-Sr. Dwyer, qual é o seu parentesco com Isabella Cullen? –Meu pai perguntou.

Ele sorriu.

-Ela se tornou minha enteada, no momento em que tirei Renée de você, seu velho! –Ele disse.

Leah se levantou.

-Protesto, meritíssimo. –Leah disse.

-Protesto aceito, Sra. Black. –Carlisle disse.

-O réu não está tratando o promotor como se deve, e sim está agindo com algo pessoal. –Leah disse.

-Está certa, Sra. Cullen. Sr. Dwyer, sei que tem algo pessoal com o nosso promotor, mas ele aqui é uma autoridade, então trate-o com respeito. –Carlisle disse.

-Peço desculpas pelo meu cliente, meritíssimo. –A advogada do Phil disse.

Leah voltou a se sentar.

-Leah. –A chamei.

-Hum.

-Como o Phil conseguiu uma advogada se ele não tem onde cair morto?

-Emily é defensora pública. Sem contar que ela é insuportável. –Ela respondeu.

Assenti.

-Pode dar continuidade, promotor. –Carlisle disse.

-Obrigado, meritíssimo. –Meu pai disse. –Responda a minha pergunta, Sr. Dwyer, dessa vez corretamente.

Phil respirou fundo.

-Eu me casei com a mãe dela. –Ele respondeu.

-E vocês moravam com ela?

-Sim, morava eu, ela, minha filha Victória e o meu sobrinho James. –Ele respondeu.

-E o que aconteceu para ela ir embora? –Meu pai perguntou.

-Ela veio terminar os estudos dela e acabou conhecendo esse mauricinho com quem ela se casou. –Ele disse.

-Por que a sua filha, Victória Dwyer te odeia tanto?

Ele respirou fundo.

-Victória nunca aceitou meu relacionamento com a Renée, ela nunca aceitou eu ter deixado a mãe dela, e sua relação com a Bella mudou muito por causa disso, ela só piorou depois do fim do namoro dela com o James e ela saiu de casa, vindo procurar a Bella. –Ele olhou para o meu pai. –Sem contar que você tirou minha filha de mim.

-E não se perguntou que foi por que você foi um péssimo pai?

-CALA A BOCA!

-Srta. Young, contenha se cliente. –Carlisle pediu.

-Acalme-se, Philip. –Emily disse.

-Continue, promotor.

-Sr. Dwyer, por que fez tanto mal a sua enteada? –Meu pai perguntou.

-Eu sempre me dei bem com ela, mas ai ela começou a colocar a Renée contra mim, ela mudou completamente e nos separamos, e a mãe dela morreu por causa dela. –Ele disse.

-Renée Smith morreu de câncer. –Meu pai disse.

-Bella é médica, quem me garante que ela não acelerou a morte dela?

-Eu não acredito nisso, eu jamais faria isso. –Disse.

-Nós sabemos, meu amor. Ele vai usar todas as armas para se defender. –Edward disse.

-Por isso seqüestrou Megan Cullen?

-Sim, eu queria atrair Bella até mim, queria acabar com ela e com aquela fedelha. –Ele disse.

-Você tentou matar a sua própria filha. –Meu pai o acusou.

-Foi um acidente. –Phil disse.

-Você estava fora de si e sua filha sofreu as conseqüências.

-Não foi assim.

-Sem contar que estuprou Tanya Denali.

-ISSO É MENTIRA!

-Protesto, Sr. Juiz. –A advogada do Phil se levantou. –O promotor Swan está acusando meu cliente sem ter provas.

-Protesto aceito, Sra. Young. –Carlisle disse. –Sr. Promotor, tem mais alguma pergunta?

-Não, Sr. Juiz. –Meu pai disse.

-Então vamos ouvir a vítima, Isabella Marie Swan Cullen. –Carlisle me chamou.

-Vamos Bella. –Leah disse.

-Boa sorte. –Edward disse e me deu um beijo na mão.

-Obrigada.

Levantei-me junto com a Leah e fomos para a cadeira de testemunhas.

-Sra. Cullen, a senhora confirma tudo o que o Sr. Dwyer disse? –Meu pai perguntou.

-Não. –Respondi.

-Você se dava bem com ele, quando ele era casado com a sua mãe?

-Sim, nós tínhamos um bom relacionamento, ai eu me mudei pra cá pra terminar a faculdade, algum tempo depois, minha mãe me procurou para fazer alguns exames e descobri que ela tinha câncer de mama. –Disse.

-E o que o Sr. Dwyer disse é verdade? A senhora apressou a morte da sua mãe?

Neguei.

-Não, minha mãe estava com câncer e já estava avançado, ela lutou o quanto ela podia para se manter viva, ela queria muito conhecer os netos e só deu tempo dela os conhecer. –Disse.

-E o que aconteceu entre sua mãe e o seu padrasto?

-Ele a abandonou quando soube da doença. –Respondi.

-ISSO É MENTIRA, JAMES A TIROU DE MIM! –Phil gritou.

-Ela só ficou com o James, por que ele ficou do lado dela, diferente de você. –Disse.

-E depois disso, ele tentou te infernizar? –Meu pai perguntou.

-Sim, e muito.

-O que aconteceu no dia em que ele seqüestrou sua filha?

-Eu e Edward estávamos trabalhando e deixamos nosso filho com a babá e a nossa sobrinha Valentina, na casa dos Cullen, minha sogra me ligou e me contou o que havia acontecido, eu entrei em desespero, ela foi cuidar da minha sobrinha e do meu filho, deixando Megan sozinha e ele a pegou. Ele me fez ir até lá, sem contar para ninguém, mas Edward e minha irmã agiram rápido e também foram, sem saber que eu iria, todos nós acabamos virando reféns, junto com a minha filha, até Victória aparecer e o impedir, mas ela acabou ferida. –Disse.

-E ele resolver se render, por que feriu a própria filha? –Meu pai perguntou.

-Sim.

-Sra. Cullen. –Carlisle me chamou. –A senhora acha que o Sr. Dwyer deva ser condenado?

Assenti.

-Sim, ele tem que ficar preso para sempre, não quero mais os meus filhos correndo perigo. –Respondi.

Carlisle assentiu.

-Mais alguma pergunta, promotor?

Meu pai negou.

-Não, Sr. Juiz. –Ele respondeu.

-Pode voltar para o seu lugar, Sra. Cullen. –Carlisle disse.

-Venha, Bella.

Leah e eu voltamos para o nosso lugar.

-Vamos para a próxima testemunha, o marido da vítima, Edward Cullen. –Carlisle disse.

Edward se levantou e se sentou na cadeira de testemunhas.

-Sr. Cullen, o senhor presenciou tudo o que Philip Dwyer fez, certo? –Meu pai perguntou.

-Sim. –Edward respondeu.

-E o senhor confirma tudo o que a sua esposa disse?

-Sim, eu confirmo. Também estava lá no seqüestro. –Edward respondeu.

-E sobre a acusação do Sr. Dwyer, de que sua esposa acelerou a morte de sua sogra, qual a sua opinião? Já que também é médico? –Meu pai perguntou.

-Bella não teria coragem de fazer isso, e não era ela quem estava tratando a Renée, era minha irmã, Rosalie Cullen. –Edward disse.

-E sobre a noite em que ele seqüestrou sua filha, ele brigou pela arma com a Srta. Dwyer e acabou a ferindo?

Ele assentiu.

-Sim, mas se Victória não tivesse brigado com ele pela arma, ele teria nos matado. –Edward disse.

Meu pai assentiu.

-Tudo bem, isso é tudo, meritíssimo.

-Pode voltar para o seu lugar, Sr. Cullen. –Carlisle disse.

Edward voltou para o meu lado e eu peguei em sua mão.

-Vamos para a próxima testemunha, Leah Swan Black. –Carlisle disse.

-Protesto, Sr. Juiz. –A advogada do Phil disse. –Minha colega não pode depor, ela é a advogada e está aqui para defender como eu.

-Protesto negado, Srta. Young. A Sra. Black também é uma testemunha e foi vítima do seu cliente.

Emily voltou a se sentar e Leah se sentou na cadeira de testemunhas.

-Sra. Black, a senhora foi vítima do Sr. Dwyer, certo?

Leah assentiu.

-Sim.

-O que aconteceu?

-Ele seqüestrou a minha sobrinha, eu e meu cunhado investigamos e fomos atrás deles, foi quando ele fez nós dois e Bella de refém e ele acabou ferindo a mim e sua filha Victória. –Respondi.

-E há muito tempo que o conhece? –Meu pai perguntou.

-Desde que Renée se casou com ele. Eu sempre ia visitar a Bella e tinha que ficar na casa dele. –Ela disse.

-E a senhora se dava bem com ele.

-Não, ele… abusava de mim quando eu ia pra lá. –Leah disse.

Meu pai encarou Phil, com fúria.

-Promotor. –Carlisle o chamou.

-Desculpe, meritíssimo.

-Tem mais alguma pergunta para a Sra. Black? –Carlisle perguntou.

-Não, senhor.

-Pode voltar para o seu lugar, Sra. Black.

Leah voltou a se sentar ao meu lado.

-Próxima testemunha, Victória Dwyer. –Carlisle a chamou.

Victória se levantou e foi até a cadeira de testemunhas e se sentou.

-Srta. Dwyer, como era o seu relacionamento com o seu pai? –Meu pai perguntou.

-Nós começamos à nos dar muito mal, no momento em que ele se casou com a Renée. –Victória respondeu.

-Renée Smith era mãe da sua melhor amiga, por que não gostava dela?

-Eu me dava bem com ela, quando ela era apenas a mãe da minha melhor amiga, eu a odiei quando ela tirou meu pai da minha mãe, por isso a minha mãe entrou em depressão e morreu. –Ela disse.

-E esse relacionamento com eles, chegou a piorar? –Meu pai perguntou.

Victória assentiu.

-Sim, depois que o meu pai se casou com a Renée e minha mãe morreu, eu fui morar com eles, eu não tinha mais amizade com a Bella, pelo que tinha acontecido com os nossos pais, eu a culpava de ser filha de quem era, até que ela foi embora, ela veio para Nova Iorque morar com a família do pai e terminar a faculdade. –Disse.

-E o que aconteceu? –Meu pai perguntou.

-Eu estava namorando com o meu primo, James Dwyer. Ele já havia namorado com a Bella e a traído, ele também me traiu. Um dia eu cheguei em casa e o encontrei transando com a Renée e o meu pai, aquilo me deu muita raiva, então eu arrumei minhas coisas e fui embora, vim atrás da Bella e ela me ajudou, me abrigando, e desde então eu moro na casa dos Swan. –Victória explicou.

-E desde então não tinha visto nem seu pai e nem a sua madrasta? –Meu pai perguntou.

-Meu pai não, Renée sim. Ela veio pra cá para se tratar da doença, meu pai a havia abandonado, nós até fizemos as pazes e eu cuidei dela.

-E o que aconteceu no dia do seqüestro de Megan Cullen?

-Fiquei sabendo que tinha sido o meu pai que a seqüestrou, Bella havia ido atrás dele para salvar a vida da sua filha, Edward e Leah foram logo atrás e depois eu fui, eu tentei resolver as coisas por que ela meu pai, ele estava transtornado, disposto a acabar com todos e eu não deixei, foi quando eu fui briguei com ele pela arma e a arma acabou disparando. –Ela disse.

-E foi ai que foi ferida? –Meu pai perguntou.

-Sim, ele se sentiu culpado quando viu que tinha me ferido e resolveu se entregar. –Victória disse.

-Srta. Dwyer, mesmo ele tendo se entregado, você poderia perdoá-lo por tudo que ele fez? –Carlisle perguntou.

Victória respirou fundo.

-Não, o que o meu pai fez foi imperdoável, ele foi um cretino, ele sabia que James era meu namorado e não me respeitou, ele abandonou Renée quando ela mais precisava, ele tentou fazer da vida da Bella um inferno, estuprou Tanya Denali e seqüestrou um bebê, sem contar dos maus tratos que fez a Megan. –Victória disse.

-Eu jamais esperava isso da minha própria filha. –Phil disse.

-Réu, fiquei quieto! –Meu pai disse.

-Mais alguma pergunta, promotor? –Carlisle perguntou.

-Não, Sr. Juiz. –Meu pai disse.

-Pode voltar para o seu lugar, Srta. Dwyer.

Victória se levantou e foi se sentar em seu lugar.

-Pelo visto já acabaram as testemunhas e posso dar a palavra para as advogadas. –Carlisle disse.

-Sr. Juiz, temos duas testemunhas surpresas. –Meu pai disse.

-Então mande-as entrar. –Carlisle disse.

-Primeira testemunha surpresa, o sobrinho do réu, James Dwyer. –Meu pai o chamou.

-Eu não sabia que James iria testemunhar. –Disse, para Leah.

-Ele mesmo quis testemunhar, ele faz questão de colocar Phil na cadeia. –Leah disse.

Assenti.

James apareceu e se sentou na cadeira de testemunhas.

-Sr. Dwyer, o senhor é sobrinho do réu por parte de quem? –Meu pai perguntou.

-Meu pai era irmão dele. –Ele disse.

-E o que houve com os seus pais, para você ir morar com o seu tio?

-Eles morreram em um acidente de avião e eu passei a morar com ele à partir dos 10 anos. –James respondeu.

-E como era o seu relacionamento com a família dele?

-Eu me dava muito bem com a primeira esposa dele e com a minha prima Victória, também me dava bem com a Renée e com a Bella. Aos 16 anos eu namorei a Bella, mas terminamos depois de uma infidelidade minha. –James disse.

-E você também namorou a Srta. Dwyer? –Meu pai perguntou.

-Sim, foi um namoro bem curto. Naquela época eu não respeitava as minhas namoradas e não a respeitei, a traindo também. Meu tio me chamou para fazer um ménage com ele e a Renée e eu aceitei, Victória viu a gente e ficou muito mal, ela saiu de casa e veio atrás da Bella e nunca mais voltou. –Ele disse.

-E como foi a convivência, depois que a Srta. Dwyer foi embora?

-Foi bem, algum tempo depois, Renée começou a se sentir mal e como Bella era médica, ela foi atrás dela, foi quando ela descobriu a sua doença, quando meu tio descobriu, ele não quis mais ficar com ela e a abandonou, eu já tinha sentimentos por ela e fiquei ao seu lado o tempo todo. –James disse.

-O senhor estava namorando Renée Smith antes dela falecer? –Meu pai perguntou.

-Sim, e a amava muito. –James disse.

-VOCÊ A TIROU DE MIM, SEU FEDELHO! –Phil gritou.

-Eu fiquei com ela, quando você a abandonou, seu porco! –James disse.

-Sr. Dwyer, contenha-se! –Carlisle disse.

-E o senhor afirma todos os crimes que o seu tio cometeu? –Meu pai perguntou.

-Sim. Quando morávamos juntos, ele me confessou que abusou sexualmente de Leah Black, assim como abusou de Tanya Denali, seqüestrou Megan Cullen e a agrediu, também fez tentativa de homicídio contra Isabella Cullen, Edward Cullen, Leah Black e a própria filha, Victória Dwyer. Ele também deixou em um orfanato a filha mais nova da Renée e do promotor Charlie Swan, Renesmee Grey Swan, quando apenas era um bebê. –James disse.

-SEU CANALHA MENTIROSO! –Phil gritou.

-Srta. Young, contenha seu cliente. –Carlisle disse.

-Philip, acalme-se, ainda não acabou. –Emily disse.

-E o senhor acha que seu tio merece ser condenado? –Carlisle perguntou.

James o olhou.

-Sim, se eu tivesse no seu lugar, dava pena de morte pra esse bandido. –James disse.

Carlisle assentiu.

-Mais alguma pergunta, promotor?

-Não senhor, a testemunha pode ir. –Meu pai disse.

James se levantou e se sentou perto do Jacob.

-Pode chamar a próxima testemunha surpresa, promotor. –Carlisle disse.

-Que entre a outra testemunha surpresa, Tanya Denali. –Meu pai disse.

-Tanya veio depor? –Perguntei.

-Sim, ela sofreu um abuso dele, ela tem que depor. –Leah disse.

Tanya entrou e se sentou na cadeira de testemunhas, Phil olhou com fúria para ela.

-Srta. Denali, como conheceu o réu e sua família? –Meu pai perguntou.

-Eu estudei com a Bella, não conhecia sua mãe e ele muito bem, apenas Bella, James e Victória. Bella e eu não nos dávamos muito bem e fui amante do James na época que eles namoravam, não voltei a ver Bella desde que ela veio para Nova Iorque, e não fiquei muito tempo com o James. Vim para Nova Iorque para buscar minha irmã mais nova, Irina Denali, que trabalhava de empregada e foi demitida por justa causa, e fiquei surpresa quando vi que na verdade ela trabalhava para o pai da Bella e havia sido demitida, depois de tentar matar a irmã da Bella, por causa de seu namorado, eu peguei a minha irmã e fomos embora, eu, Irina e minha outra irmã Kate, ficamos morando aqui, até que Phil me atacou. –Tanya disse.

-O que ele fez para a senhorita?

-Eu estava voltando do trabalho a noite, quando esbarrei com ele na rua, ele começou a puxar assunto comigo, depois ele me agarrou e me estuprou. –Tanya disse.

-Isso é mentira! Você que se ofereceu para mim, sua vadia! –Ele disse.

-Eu posso provar, estou grávida desse desgraçado. –Tanya disse. –Eu fiz um exame de DNA com a filha dele, essa criança é dele!

-E não pensou em tirar? –Carlisle perguntou.

-Não, por que esse bebê não tem culpa do monstro que é seu pai, nem ele e nem a Victória tem culpa. –Ela disse.

-Ele voltou a te atacar? –Meu pai perguntou.

-Sim, há algum tempo ele invadiu meu apartamento e tentou me matar, ele fugiu quando minhas irmãs iam ligar pra polícia. –Tanya disse.

-E a senhorita afirma todos os crimes que ele fez? –Meu pai perguntou.

-Não só afirmo, como também fui vítima. –Tanya disse.

-E quer que ele seja preso, Srta. Denali? -Carlisle perguntou.

-Sim, eu o quero bem longe de mim e dos meus filhos. –Tanya respondeu.

Carlisle assentiu.

-Mais alguma pergunta, promotor?

-Não.

-Então pode ir, Srta. Denali.

Tanya se levantou e foi se sentar ao lado do James.

-Tem mais alguma testemunha, Sr. Promotor? –Carlisle perguntou.

-Não, Sr. Juiz. –Meu pai disse.

-Então eu dou a palavra à advogada da vítima, Leah Black. –Carlisle disse.

Leah se levantou e se aproximou.

-Bom, este homem é um verdadeiro bandido, a palavra que eu dou, é que ele merece sim ser condenado, pois ele cometeu vários crimes. Ele teve a coragem de abusar de uma garota, sei disso por que essa garota era eu, ele me obrigou a ter relações com ele, quando eu ia visitar a minha irmã, ele sempre foi um verme, sem contar que ele teve a coragem de abandonar a esposa doente, depois ficou perseguindo minha cliente, abusou de Tanya Denali e ainda a engravidou, jogou uma recém nascida no orfanato, a impedindo de ficar com a mãe e a fazendo ter pouco tempo com ela, ele seqüestrou uma bebê, a agrediu, tentou matar minha cliente, seu marido e a mim também e quase matou a própria filha. Acham que um homem desses, merece a liberdade? Este homem merece ficar preso e se ele for solto, fará mais vítimas, este homem merece a prisão. –Leah disse. –Isso é tudo.

-Muito obrigado, Sra. Black. –Carlisle disse.

Leah voltou a se sentar ao meu lado.

-Dou agora a palavra à advogada de defesa do réu, Emily Young. –Carlisle disse.

Leah se levantou.

-Sr. Juiz, não farei um discurso como a minha colega. Meu cliente não merece a prisão, ele cometeu muitos erros sim, mas ele é humano, e qual o humano que não erra? Ele merece ser perdoado, Jesus Cristo perdoou aqueles que o crucificaram, por que nós não podemos perdoá-lo?

-Mais que vadia! –Leah disse.

-E sem contar que o meu cliente é um doente, ele sofre um transtorno, tem que fazer um tratamento, ele merece ter uma pena em uma clínica. Isso é tudo.

-Essa puta vadia está jogando sujo, ela quer que ele seja condenado a uma clínica, por que é mais fácil ele sair de lá. –Leah disse.

Pelo visto Leah não gostava dessa mulher.

Emily voltou a se sentar ao lado do Phil.

-Muito obrigado, Srta. Young. Teremos 30 minutos de recesso e voltamos como o veredicto. –Carlisle disse.

-Não se preocupe, Bella. Você sabe que ele já está condenado. –Leah disse.

Assenti.

-Venha gatinha, vamos tomar um café. –Edward disse e me tirou da sala.

Esses 30 minutos seriam muito longos pra mim.

Algum tempo depois…

Já estava quase na hora de voltarmos pra sala e eu estava tentando ficar calma, enquanto conversava com James e Tanya e estava até feliz por eles.

-Fico feliz que esteja refazendo a sua vida com a Tanya. –Disse.

James sorriu.

-Renée ficaria feliz com isso, depois de tudo que o Phil a fez passar, e esse tempo que eu estive ao seu lado, cuidando dela, me fez perceber que eu queria ficar sempre ao seu lado. –James disse, sorrindo.

-É, ele me ajudou muito a passar por tudo, inclusive me ajudou a tomar a decisão de ter esse bebê. –Tanya disse.

-É, esse bebê jamais será lembrado como filho daquele monstro, ele será um Dwyer, mas um Dwyer, filho de James Dwyer. –James disse, passando a mão na barriga da Tanya.

Sorri.

-Estou muito feliz por vocês. –Disse.

Edward apareceu.

-Oi, ligou pra Berta? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Sim, Bella, Rosie, fiquem tranqüilas por que Berta disse que as crianças estão bem. –Ele disse.

Assenti.

-Que bom. –Disse.

Edward se sentou ao meu lado e me deu um selinho.

—Atenção, todos do caso de Phil Dwyer, comparecer a sala de julgamentos para escutar o veredicto.

Respirei fundo.

-Chegou a hora. –Disse.

-Vamos lá. –Edward disse.

Levantamos-nos e fomos pra sala de julgamento.

Sentamos em nossos lugares e Carlisle começou.

-Voltamos do recesso com a decisão de Philip Dwyer. –Carlisle disse. –Philip Dwyer, acusado pelos crimes de abandono ao menor, abandono à sua esposa doente que estava incapaz, abuso sexual, seqüestro e tentativa de homicídio. À base de todos os depoimentos e todas as provas, eu declaro o réu culpado.

-NÃO! –Phil gritou.

-Com a pena de prisão perpétua em regime fechado. –Carlisle terminou.

-SEUS DESGRAÇADOS! –Phil gritou.

-Caso encerrado! –Carlisle disse e bateu o martelo. –Podem levá-lo.

-Não, não! –Phil tentou resistir, mas acabaram o levando.

-Eu disse que conseguiríamos. –Leah disse e me abraçou.

-Eu sabia que esse cara não sairia impune. –Edward disse e também me abraçou.

-Finalmente, nós nos livramos dele. –Disse.

-Ele não vai voltar a nos perturbar, Bella. Agora sim seremos felizes. –Victória disse.

Sorri.

-Sim, obrigada a todos que deporam e que ajudaram na condenação desse homem. –Disse.

Eles sorriram.

-Agora vamos embora daqui, por que eu quero ficar com os meus filhos e me arrumar para a comemoração. –Disse.

Eles riram.

-Vamos embora. –Edward disse.

Saímos do fórum e fomos embora.

Phil nunca mais sairia da cadeia e seriamos felizes, sem ninguém para nos incomodar, agora eu queria ficar com os meus filhos e a noite eu comemoraria na despedida de Alice e Rosalie.