Eternamente
191 Capítulo 190-A conversa com Susan
Isabella Marie Swan Cullen
Alguns dias depois…
Hoje era sábado e Edward estava em casa comigo. O que era muito bom. Ele me ajudava com as crianças. Estava contente pelo julgamento de Donovan ter sido marcado.
̶ Leah garantiu que me manteria informada. Pelo visto não houve nenhuma mudança. – disse, enquanto dava o café da manhã a Megan. Anthony já havia mamado e estava com Edward e Megan já havia tomado café.
̶ Graças a Deus, eu realmente não quero que mude nada, só quero que ele seja julgado e pegue uma pena bem longa. Eu só lamento que os crimes que ele cometeu, não encaixa em pena de morte.
̶ Isso não significa que ele não pegará uma pena bem longa, para passar o resto da vida na cadeia. Seu pai tratará de lhe dar uma pena bem longa.
Ele sorriu.
̶ Ele julgar o caso, me deixará tranquilo.
Sorri.
̶ Sim, e com meu pai como promotor de acusação. Ele sabe que estará ferrado. – disse.
̶ Mas, vamos deixar esse assunto para lá. – ele me olhou. – Já ligou para a mãe de Sue?
Respirei fundo e neguei com a cabeça,
̶ Ainda não. Mas, farei isso. Você irá me acompanhar no encontro, não vai?
Ele assentiu com a cabeça.
̶ Claro que eu vou. Não conheço essa mulher para deixa-la sozinha com ela.
̶ Eu não irei sozinha, Sue também vai. – disse. – Eu só quero ter certeza de que ela não tem segundas intenções.
Edward assentiu.
̶ E faz muito bem, ela não tem boa fama com seu pai e Sue. E Leah já levou um baque descobrindo tudo isso, se decepcionar com uma mãe interesseira, seria muito para ela.
̶ Por isso eu quero esse encontro com ela. Sem contar que era para mim que ela aparecia feito um fantasma, é como se ela quisesse falar comigo.
̶ Bom… ela e sua mãe eram amigas, não eram? Talvez seja por isso que ela queira falar com você.
̶ Eh, pode ser. – respirei fundo. – É melhor eu resolver logo esse problema.
Ele assentiu.
Terminei de dar o café da manhã para Megan.
̶ Prontinho, meu amor. – disse.
̶ Vamos aproveitar o sol no jardim? – Edward perguntou e eu assenti.
̶ Claro, eu vou tirar a mesa e lavar a louça, mas pode ir com as crianças, eu já me junto a vocês.
Coloquei Megan e Ethan no chão.
̶ Ok. Vamos crianças. – Edward se levantou com Anthony no colo, Megan e Ethan correram atrás deles.
Eu tirei a mesa do café da manhã, lavei, sequei e guardei a louça. Depois que coloquei a cozinha em ordem, não me juntei ao Edward e as crianças, fui até a sala de estar e peguei meu celular que estava ali, naquele momento ele tocou e era uma mensagem de Rose.
De: Rosie
Para: Bella
Bom dia, cunhada! Tudo bem?
Emm e eu também estamos de folga.
Tudo bem irmos fazer uma visita para Tinie brincar um pouco com as crianças?
R.M
Sorri com a mensagem.
De: Bella
Para: Rosie
Bom dia, cunhada. Estou muito bem.
Seria um prazer ter vocês aqui, estaremos esperando por vocês.
B.C
Logo, Rose respondeu.
De: Rosie
Para: Bella
Ótimo! Daqui a meia hora estaremos ai.
Até daqui a pouco.
R.M
Sorri. E sentei-me no sofá. Peguei o cartão que Leah havia me dado e digitei o número que havia ali.
̶ Alô?— ela atendeu, reconheci por que a voz era parecida com a voz de Sue.
̶ Susan? Susan Uley?
̶ Sim, quem está falando?
̶ Sou Isabella Cullen. Filha da Renée.
A linha ficou em silêncio por um tempo, e acreditei que ela desligaria.
̶ Sim, Isabella, oi…eu…precisava mesmo conversar com um de vocês.
̶ Então, deixe-me adiantar para você. Minha irmã, sua filha, já sabe de toda a verdade sobre você. Mas, o que soubemos sobre você, não foram coisas boas. Coisas que meu pai e sua irmã nos contaram.
̶ Claro, eu imagino o que eles devem ter falado.
̶ Podemos conversar pessoalmente?
̶ Sim, podemos. Eu… trabalho em uma lanchonete. Podemos nos encontrar aqui, eu posso te passar o endereço?
̶ Não, não precisa. Eu já tenho o endereço.
̶ Ah, tudo bem. Pode ser amanhã à tarde?— ela perguntou.
̶ Estarei lá. – afirmei.
̶ Ok. Até amanhã, Isabella.
̶ Até amanhã, Susan. – disse e desliguei.
Respirei fundo.
A conversa não foi ruim. Foi até que tranquila. Agora, eu realmente espero que seja um encontro bom. Mandei mensagem para minha madrasta.
De: Bella
Para: Sue
Bom dia, Sue.
Acabei de falar com a Susan.
Marquei um encontro com ela amanhã a tarde. Irá comigo?
B.C
Ela respondeu.
De: Sue
Para: Bella
Bom dia, Bella.
Claro que eu vou com você, quero ver o que ela tem a dizer. Está combinado.
S.S
Ótimo. Agora era só esperar. Deixei meu celular ali e fui até o jardim. Edward estava sentado em uma manta, com Anthony no colo. Megan e Ethan estavam brincando pelo jardim com Simba. Aproximei-me de Edward e Anthony.
̶ Oi. – sentei-me ao seu lado.
̶ Oi, você demorou.
̶ Estava falando com a Susan.
̶ E como foi?
̶ Até que bem. Marcamos o encontro para amanhã à tarde, na lanchonete que ela trabalha. Eu já falei com Sue e já combinamos tudo.
Ele assentiu.
̶ Estaremos lá. – ele garantiu.
Sorri.
̶ Obrigada. – dei um selinho nele. – Olha, receberemos visitas. Rose e Emm estão vindo para cá, para a Tinie brincar um pouco com as crianças.
Ele sorriu.
̶ Que bom. Pelo menos ela fica um pouco com Simba e vai se acostumando em ter um cachorro. – ele disse.
Eu comecei a rir. Ele não tinha tirado da cabeça, a ideia de dar um filhote para nossa afilhada.
Anthony começou a chorar.
̶ Hum, acho que deu fome. – peguei-o no colo. – Eu vou subir com ele, dou mamar e vejo a fralda dele. Receba nossas visitas, ok?
Ele assentiu.
̶ Ok.
Entrei com Anthony e fui para o quarto dele, para lhe dar mamar e trocar sua fralda.
***
Eu estava encostada na porta que dava para o jardim, Rose estava ao meu lado com Anthony no colo, Edward e Emmett estavam com as crianças no jardim.
̶ É uma história e tanta essa da Leah. – comentou Rosalie.
Assenti.
̶ Concordo. – olhei para ela. – Estará de folga amanhã também?
̶ Farei plantão a noite, a partir das 20h. – ela respondeu.
̶ Poderia ficar com as crianças a tarde? Edward irá junto comigo e Sue para o encontro. – pedi.
Rose sorriu.
̶ Claro amiga, Tinie irá adorar a companhia. Olha só como ela está se divertindo. – olhamos para o jardim, Tinie corria junto com os primos, brincando com Simba. Sorri.
̶ Como eles estão crescendo. – comentei.
̶ Eh. – Rose suspirou. – Eu parei de tomar minha pílula.
Olhei para ela e sorriu.
̶ Sério? Decidiu engravidar de novo?
Ela sorriu.
̶ Tinie adora a companhia dos primos, ela vai adorar ter um irmãozinho. E o aniversário do Emm está próximo. Será um presente perfeito, não acha?
Sorri.
̶ Sim, será. Ainda mais para ele que adora crianças.
Rose beijou a testa de Anthony.
̶ Vamos ver como será. – ela me olhou. – Mas, conte comigo amanhã, eu cuido deles.
Sorri.
̶ Obrigada. Eu pagarei auxiliando no seu futuro parto.
Ela riu.
Olhei para as crianças brincando. Tinie parecia tão feliz com Simba, talvez seja uma boa ideia ela ter um cachorro, só acho que Rosalie seria a única que não gostará muito.
Emmett e Edward entraram, deixando as crianças no jardim.
̶ E ai, fofoqueiras. – Emmett disse.
̶ Não estamos fofocando. – Rose nos defendeu.
Edward abraçou-me por trás.
̶ Viemos atrás de vocês para se juntarem a nós.
̶ Eh, que tal fazermos um almoço ao ar livre? – Emmett sugeriu.
̶ É uma boa ideia. – disse. – As crianças estão brincando no jardim, o que é seguro, Anthony está quietinho e só irá mamar daqui uma hora, podemos fazer o almoço tranquilamente.
̶ Então vamos começar! – Rose colocou Anthony no carrinho e o deixou ao lado da mesa.
Colocamos a mão na massa para fazermos o nosso almoço, nós quatro, enquanto Anthony, apesar de tão pequeno, nos observava. Era boa essa tranquilidade de sábado.
No dia seguinte…
Edward parou o carro em frente a casa dos Swan, para buscarmos a Sue.
̶ Eu vou dar um oi rápido ao meu pai, ok?
Edward assentiu e eu saí do carro. Caminhei até a soleira e toquei a campainha. Meu pai quem abriu a porta e sorriu para mim.
̶ Oi, papai. – disse.
̶ Querida. – ele me abraçou.
̶ Entre. E o Edward?
̶ Está no carro. Ele não vai entrar, estamos com pressa.
Ele assentiu.
̶ Tudo bem. – eu entrei e ele fechou a porta. – Sue já está descendo.
̶ Ok. – virei-me e o olhei. – Está tudo bem?
Ele assentiu.
̶ Sim, está. – ele respondeu. – E as crianças?
Sorri.
̶ Estão muito bem. Logo, os trarei para uma visita. – disse.
̶ Não precisa ter pressa, Anthony ainda é muito novo para ficar saindo. – ele alertou-me.
Assenti.
̶ Sim, eu sei. – o olhei. – E como está indo o caso do Donovan? A data está confirmada?
̶ Sim, não haverá alteração nenhuma. Carlisle julgará o caso, eu serei o promotor de acusação e Leah será sua advogada. – ele respondeu.
̶ Eu só quero que ele seja condenado de uma vez por todas. – disse.
̶ Ele será, meu bem. Ele será.
̶ E está tranquilo com essa nossa conversa sobre a Susan? – perguntei.
̶ Estou. Eu confio em vocês, só não confio nelas. Acho boa essa sua atitude de querer saber suas intenções antes dela se aproximar de Leah.
̶ Eu não quero que minha irmã se magoe. Mas… na sua opinião, o que acha que ela quer? – perguntei.
Ele respirou fundo.
̶ Eu não tenho boa lembranças dela, quer dizer… ela… foi uma pessoa horrível, como esposa, como mãe. Eu diria que ela é a gêmea má enquanto Sue era a gêmea boa.
̶ Bom, minha mãe também não era a melhor pessoa do mundo.
̶ Não era, tem razão. E apesar de Susan ter me entregado de bandeja para Renée, ela foi mais leal do que ela, tentou criar Leah, mesmo sua irmã a odiando, e criou você. Ela ajudou-me a superar depois de Susan ter sido uma péssima pessoa, a sua mãe ter me traído e ido embora com você e Phil, não se compara com o que eu senti com Susan. E, ela ainda foi uma mãe melhor que Susan, pelo menos ela não te abandonou.
̶ E ainda te ajudou a esconder a verdade de Leah, isso é surpreendente até para mim, ela ser assim, tão boa. – disse.
Ele sorriu.
̶ Pois é. Eu sinceramente tenho minhas dúvidas em relação a Susan, e espero realmente, para o bem da sua irmã, que ela tenha mudado, e querer se reaproximar da filha. – ele disse.
̶ Eu também espero. Afinal, uma de nós merece ter uma boa mãe, viva e presente. – disse, e meu peito se apertou. – Acha que ela sabe da morte de minha mãe?
Ele deu de ombros.
̶ Não sei. Renée nunca mencionou ter mantido qualquer contato com ela, então não tenho certeza se ela sabe de sua morte.
Assenti.
̶ Acho que seria mais fácil se ela estivesse aqui. – disse.
̶ Eu concordo. Mas… você está aqui, e fará melhor que ela. – ele disse e eu sorri.
̶ Obrigada pela confiança, papai. – agradeci.
Ele sorriu.
̶ Eu sempre confiarei nas minhas filhas, de olhos fechados. – ele disse.
Escutamos alguém descendo as escadas e Sue apareceu na sala de estar.
̶ Oi, Bella. – ela abraçou-me.
̶ Oi, Sue. – soltei-a e a olhei. – Está preparada?
Ela assentiu.
̶ Sim, podemos ir. – ela respondeu e se aproximou de meu pai.
̶ Qualquer problema, me liguem. – ele disse, pegando nas mãos de Sue.
̶ Não se preocupe, querido. Dará tudo certo. – ela disse.
Ele assentiu.
̶ Ok. – meu pai beijou os lábios de Sue. – Boa sorte.
Ela sorriu.
̶ Obrigada, vamos Bella?
Assenti.
̶ Vamos. – aproximei-me e dei um beijo na bochecha de meu pai. – Tchau, papai.
̶ Tchau, querida.
Sue e eu saímos da residência Swan e fomos em direção ao carro do Edward, entrando no carro, Sue no banco de trás e eu no banco do carona.
̶ Olá, Edward. – Sue cumprimentou Edward.
̶ Oi, Sue. – ele cumprimentou-a de volta, com um sorriso simpático. – Podemos ir, meninas?
̶ Sim. – respondi.
Edward ligou o carro e dirigiu para a lanchonete onde Susan trabalhava. Ficava um pouco longe, era quase na saída da cidade, quarenta minutos até chegar lá.
No caminho, percebi que Sue parecia nervosa. Fazia muito tempo que ela não via a irmã, e ela tinha as mesmas preocupações que eu. Todos estávamos preocupados que Susan acabasse magoando Leah.
Durante o caminho, mandei uma mensagem para Rosie, para saber como estavam as crianças. Era a primeira vez que eu me afastava de Anthony, fiquei preocupada dele dar trabalho.
De: Bella
Para: Rosie
Oi, Rosie.
Tudo certo com as crianças?
Em o Thony?
B.C
Ela logo respondeu.
De: Rosie
Para: Bella
Oi, cunhada.
Está tudo certo, os gêmeos estão brincando junto com a Tinie e o Simba, Anthony ainda está dormindo, e quando ele acordar, eu dou a mamadeira que você deixou. Emm está de olho nas crianças no jardim, para falar a verdade, ele está brincando junto com eles. Não se preocupe, ok? Está tudo sobre controle.
R.M
Respondi:
De: Bella
Para: Rosie
Ótimo! Qualquer coisa, é só me ligar.
B.C
Enviei a mensagem para ela e guardei meu celular. Passou-se algum tempo e Edward parou o carro em frente a uma lanchonete antiga.
̶ É aqui. – ele avisou.
Sue respirou fundo.
̶ Vamos lá.
Nós três saímos do carro e entramos na lanchonete. Não havia muitas pessoas ali. Sue olhou por toda a parte e parou no balcão, onde havia uma funcionária de costas.
̶ Ali está ela. – ela disse.
̶ Como sabe? – perguntei.
̶ Ela é minha irmã.
̶ Não reconheceria suas irmãs de costas? Eu reconheceria. E você e a Nessie são muito parecidas de costas. O que diferencia é a cor do cabelo. O dela é mais clara.
Assenti.
̶ Eh, tem razão.
A mulher virou-se e a semelhança era impressionante. Ela era um pouco mais gorda que Sue, que sempre estava em forma; o cabelo era curto, na altura dos ombros, de Sue ia até sua cintura e ela cuidava muito bem dele. O rosto era diferente, Sue aparentava ser mais nova do que era, já a mulher, tinha marcas de expressão, parecendo ser mais velha. Ela olhou diretamente para a irmã e deu um fraco sorriso. Mostrava a falta que ela fez. Eu jamais me imaginei ficar tantos anos longe das minhas irmãs. Quando eu morava com minha mãe, Leah geralmente ia me visitar de seis em seis meses, nunca passamos anos sem se ver, nem mesmo quando ela se casou com Jacob. A única que eu passei anos sem ter contato, foi com Renesmee, por que não sabíamos de sua existência.
Susan aproximou-se da gente.
̶ Olá, sejam bem vindos. – ela disse.
̶ Oi. – dissemos.
̶ Ah… eu tenho que atender algumas mesas, podem esperar um pouco? – ela perguntou.
̶ Claro, não se preocupe. – Sue disse.
Ela nos levou até uma mesa e entregou o cardápio, depois, foi atender outras mesas, Edward olhou o cardápio.
̶ Vocês querem alguma coisa? – ele perguntou.
̶ Não. – respondemos.
̶ Pretende comer aqui? – perguntei, o olhando.
̶ Claro que eu pretendo. Enquanto vocês conversam, eu como. – ele disse e Sue riu. Balancei a cabeça.
Susan voltou à mesa com um bloquinho de notas.
̶ Vocês querem alguma coisa? – ela perguntou.
̶ Sim! – Edward respondeu. – Eu quero o combo número 2.
Susan anotou o pedido.
̶ Mais alguma coisa? – ela perguntou.
Edward me olhou.
̶ Não quer nem uma salada de frutas? Um suco?
Neguei.
̶ Não amor, obrigada, eu estou bem. – dispensei.
Ele assentiu e olhou para Susan.
̶ É só isso. – ele disse e sorriu, ela sorriu de volta, derretendo-se toda.
̶ Ok.
Ela saiu para entregar o pedido. Encarei Edward.
̶ Não faça isso, meu bem. – pedi.
Ele me olhou.
̶ O que?
̶ Esses seus sorrisinhos. Ela já não tem uma boa fama, não quero ter que me preocupar com ela e meu marido. – olhei para Sue. – Desculpe a sinceridade, Sue.
Ela sorriu.
̶ Tudo bem, Bella. Você tem toda razão em se preocupar. No seu lugar, faria o mesmo. – ela disse.
Até por que hoje, ela era casada com o ex-marido de sua irmã.
Passou-se uns dez minutos e Susan apareceu carregando uma bandeja, ela entregou o prato com um hambúrguer, fritas e uma Coca-Cola.
̶ Aqui está seu pedido. – ela colocou a frente de Edward que sorriu.
̶ Obrigado. – ele agradeceu e logo começou a comer.
Susan pegou uma cadeira e se sentou na ponta da mesa, entre Edward e Sue.
̶ A quanto tempo, irmã. – ela disse.
Sue encarou-a.
̶ Sim, desde que se mandou, deixando sua filha com Charlie e Renée. – lembrou minha madrasta.
Susan assentiu.
̶ Eu sei o que eu fiz, não precisa me lembrar. – ela disse. – Soube que teve um filho com Harry.
Sue assentiu.
̶ Sim, Seth. – ela sorriu. – É um garoto lindo de 17 anos. Infelizmente Harry morreu quando Seth era muito novo, de ataque cardíaco.
̶ E depois disso, você se casou com meu marido.
̶ Na verdade, me casei com o marido de Renée, que já era ex dela. Não sei se você sabe, mas Renée deixou Charlie pelo seu amante, era professor de educação física da Bella.
Susan assentiu.
̶ Sim, fiquei sabendo. – ela me olhou e sorriu. – Isabella, você ficou tão parecida com Charlie.
Sorri.
̶ Obrigada, Susan. Esse é meu marido, Edward Cullen.
Susan olhou para Edward, que comia seu sanduiche.
̶ Olá. – ela disse.
Ele sorriu.
Susan voltou a me olhar.
̶ Pensei que encontraria Renée aqui também. – ela sorriu. – Ela também deve estar brava comigo.
Olhei para Sue e depois para Edward, que havia parado de comer. Susan não sabia da morte de minha mãe.
̶ O que foi?
̶ Você não soube? – Sue perguntou.
̶ Não soube do que?
̶ Há quase um ano minha mãe teve câncer e morreu. – respondi.
Susan arregalou os olhos, ela não estava esperando por isso.
̶ Ah, Deus! Eu não sabia de nada, não a via há tantos anos. – ela colocou a mão no peito. – Renée era minha melhor amiga, e eu não pude nem me despedir.
̶ E a culpa é de quem? – Sue perguntou. – Você optou em dar seu marido a ela, você entregou a sua filha para ela e saiu pelo mundo. Se não tivesse feito isso, poderia ter se despedido de sua melhor amiga.
Olhei para Sue surpresa. Eu nunca tinha a visto ser tão dura, nem mesmo com o próprio filho.
Susan encarou a irmã.
̶ Sei que não aprova o que fiz Sue.
̶ Como você quer que eu aprove? Você era completamente irresponsável, nem mesmo o casamento e a gravidez fez com que você mudasse Susan!
̶ Eu era nova e queria curtir a vida.
̶ E quanto a sua filha? Ela não merecia ser abandonada.
̶ Eu sabia que ela ficaria bem com a Renée. – ela disse.
Sue deu uma risada irônica.
̶ Sabe o que ela e Charlie fizeram para que Leah não se sentisse abandonada? Inventaram que a mãe morreu de depressão, depois que Renée tirou Charlie dela. Essa foi a história que Leah cresceu acreditando para que não sentisse a dor do abandono, ela cresceu odiando a Renée e só soube disso agora, quando Charlie e eu decidimos contar toda a verdade para ela.
̶ Eu… não sabia que eles tinham mentido para ela desse jeito. – Susan disse.
̶ Ninguém sabia. Eu também cresci com essa mentira. A convivência entre as duas foi muito complicada. Até meus pais se separarem. Eu não sei se sabe disso, mas, quando eu era criança, minha mãe deixou meu pai para ficar com o pai de uma das minhas melhores amigas, ele era casado. Ou seja, a história que meu pai inventou, realmente aconteceu. A mãe dessa minha amiga ficou com depressão e morreu. Eu vivia com eles e resolvi terminar minha faculdade aqui, morei com meu pai até me casar.
̶ E a Renée? Viveu um casamento feliz? Ela era muito feliz com Charlie, ela ter o abandonado, me deixou surpresa.
̶ Você e Renée era praticamente iguais. A diferença era que ela era mais humana que você. – Sue voltou a ataca-la e sua irmã respirou fundo.
̶ Bom, no começo, era mil maravilhas, pelo menos até eu sair daquela casa. Mas, aquele casamento me prejudicou muito. Eu pedir a amizade com minha amiga. Eu tive um namorado quando eu morava com eles e terminei a relação, depois que ele me traiu. Quando eu já não morava mais com eles, ele se envolveu com minha ex-amiga, que o flagrou em um ménage com minha mãe e seu pai. Aquilo a deixou devastada, então ela veio me procurar. Meu pai deu abrigo para ela e até a adotou.
Susan sorriu.
̶ Charlie sempre com um bom coração.
̶ Estávamos vivendo muito bem, até que minha mãe veio para cá com o marido, ela não se sentia muito bem e fiz alguns exames nela. Foi ai que descobri o câncer de mama dela. O canalha do marido a deixou por isso. Quem cuidou dela foi eu e meu ex-namorado, com quem ela fez ménage. No final das contas, ele quem a amou de verdade, ficou com ela até o fim. Já o “marido” dela, deu-me dores de cabeça. Ele estuprou e engravidou a garota que era amante desse meu ex namorado. Ela teve a criança e reatou com meu ex, eles o criam juntos. Ele também sequestrou minha filha, foi preso e acabou morrendo na cadeia. Já a filha dele, agora é filha adotada de Charlie e Sue, namora o motorista e teve um filho com ele.
̶ É bom saber que todos tiveram um final feliz. Só fico triste pela Renée, ela não merecia isso.
̶ Também tem a Renesmee. – disse Sue.
̶ Renesmee é minha irmã mais nova. Ela é a outra filha dos meus pais. Quando Renée descobriu que estava grávida, ela tinha acabado de se mudar com o novo marido. Mas não era dele e sim de meu pai. Ele não quis criar uma criança que não era dele. Fez minha mãe esconder a gravidez e assim que nasceu, ele mesmo a levou para adoção. Nem meu pai sabia disso, foi saber quando ela estava a beira da morte, ela queria acha-la antes de morrer. Então assim o fizemos. A sorte, era que ela havia sido adotada pela mentora da faculdade de Edward, então não tivemos muita dificuldade, fomos atrás dela, explicamos a história para ela e ela aceitou conhecer a família biológica. Esteve junto com minha mãe antes do fim, hoje em dia ela vive muito na casa do meu pai, e está em um relacionamento com o filho de Sue.
Ela assentiu.
̶ Fico feliz que todos tenham achado seu caminho. – ela me olhou. – Então, você teve sua própria família?
Sorri.
̶ Sim. Tenho um casal de gêmeos, Megan e Ethan, e acabei de ter um menino, Anthony. – respondi.
Ela sorriu.
̶ Meus parabéns.
Sorri.
̶ Obrigado.
̶ Agora, será que eu poderia saber sobre minha filha?
Assenti.
̶ Leah se formou em Direito e trabalha junto com meu pai.
̶ Você também é advogada?
Neguei.
̶ Sou médica, assim como o meu marido. Trabalhamos no hospital da cidade. – ela assentiu. – Leah é casado. Conheceu o marido quando foi me visitar, quando eu morava com minha mãe. Ele era meu namorado. No começo, isso acabou nos afastando, principalmente quando eu fui morar com meu pai, eles também moram lá e foi um pouco difícil a convivência, até que eu conheci o Edward e comecei a namorar com ele, nós acabamos nos reaproximando e hoje, somos muito unidas. Ela teve um folho, Miguel. Eu mesma fiz o parto.
Ela sorriu.
̶ Então eu tenho um neto?
̶ Para mim, você não teve nem filha quanto mais neto. – disse Sue.
Susan olhou para a irmã.
̶ Vai mesmo ficar me distribuindo patadas? – ela perguntou.
̶ Vou, até eu saber o que você quer.
̶ Susan, eu sei tudo o que você fez no passado e Leah também sabe. Se eu não a trouxe para essa conversa, foi para proteger minha irmã. Eu realmente quero saber suas intenções. Leah está muito bem, tem um marido, um filho, uma carreira maravilhosa, ela não merece passar por nenhuma decepção.
Susan assentiu.
̶ Eu entendo a reação de vocês, pelo visto Charlie se encarregou de falar tudo sobre mim.
̶ E meu marido não mentiu em nada, Susan. – Sue marcou um certo território.
̶ Enfim, dá para nos dizer quais são suas intenções? – perguntei.
Susan me olhou e respirou fundo.
̶ Isabella. Eu cometi muitos erros na minha vida. Fui uma adolescente problemática, fui a gêmea má, comparando-me a minha irmã. Sue que era sempre a boa, tinha um bom namorado, se casou com ele. Eu, que conheci seu pai na minha vida complicada, até tentei mudar por ele. Por que ele queria uma família estilo americana, eu tentei, tentei parar com essa minha vida louca ao me casar com ele, a Leah nascer, tentei fazer isso por ela, mas não consegui. E então conheci a Renée. No começo, ela era como eu, curtia a vida. E como Charlie pegava muito no meu pé, achava uma boa ideia ela fazer companhia para ele, para que eu pudesse curtir um pouco.
̶ Ah, você achou? – perguntei. – Acha normal entregar seu próprio marido para outra mulher?
Eu realmente não achava isso normal. Jamais colocaria outra em meu lugar, como ela colocou. Não pude deixar de olhar para o Edward, que já havia terminado seu lanche e estava comendo as fritas, ele notou o meu olhar.
̶ Que foi? – ele sussurrou e eu neguei com a cabeça, voltando a minha atenção para Susan.
̶ Como eu disse, na época eu achava uma boa ideia. E o que causou, foi que a Renée se apaixonou pelo Charlie, e o Charlie por ela. Então eu dancei. Não relutei com o divórcio, continuei minha amizade com eles, fiquei feliz quando a Renée engravidou. E quando ela teve você, eu comecei a refletir. Percebi que eu tinha mais liberdade nos finais de semana que Leah tinha o direito de passar com o pai, e decidi tornar isso fixo, então arrumei minhas coisas e a entreguei de vez para Charlie e Renée, eles já tinham uma filha, não se oporiam em cuidar de mais uma.
Achei aquilo um absurdo, até Edward parou de comer naquele momento. Acho que nenhum de nós três, se imaginava abandonando o próprio filho. As horas que eu passava no hospital, já eram torturantes para eu ficar longe dos meus filhos.
̶ Susan, o que andou fazendo por todos esses anos, e por onde andou? – Sue perguntou.
̶ Eu nunca ficava em um lugar ao mesmo tempo. Estive em vários estados, várias cidades, curtindo a vida, andando por festas, essas coisas.
̶ E chegou a ter mais filhos? – Sue continuou perguntando.
̶ Bom… uns cinco anos depois de ter ido embora, eu cheguei a engravidar, só que eu não sabia quem era o pai. Então… fiz um aborto.
Sue respirou fundo e eu fiquei sem acreditar. Lembrei-me do cisto que Leah teve antes de engravidar. A cirurgia que ela fez para retirar e poder ter ser bebê.
̶ Depois desse ocorrido, eu comecei a me prevenir melhor. Não tive nenhuma preocupação. E alguns anos depois, Leah devia ter uns quinze ou dezesseis anos, eu conheci uma pessoa, eu tentei mais uma vez que eu tentei com Charlie, fui morar com ele para tentar construir uma família. Planejei uma gravidez com ele, consegui engravidar, e quando estava com sete meses, senti dores muito fortes e fui para o hospital. Descobri que meu bebê morreu dentro da barriga e tive que tirá-lo. Fiquei devastada e sempre acreditei que era minha culpa, por ter abandonado uma filha. Meu namorado, ele acabou se envolvendo com uma ex-namorada, que acabou engravidando dele e realizando seu sonho, então ele me abandonou.
̶ E é por isso que voltou? Perdeu um filho e veio se redimir com a filha que abandonou?
̶ Mais ou menos. Depois desse ocorrido na minha vida, eu não conseguia ser a mesma, não conseguia mais me relacionar com ninguém, quando sentia que a pessoa queria algo a mais comigo, eu caia fora, tinha medo de tudo aquilo acontecer de novo. Eu sei que não sou uma boa pessoa e me fechei para não magoar mais ninguém. As festas só aumentaram para mim, era o jeito que eu tinha de esquecer tudo. Acabei tornando-me uma alcóolatra e quase morri por isso, de cirrose. Recuperei-me e não bebo mais nada há dois anos. Esse tempo todo eu venho fazendo terapia, tentando mudar a pessoa que eu era. Eu ainda não consigo me relacionar com ninguém, minha terapeuta aconselhou que eu resolvesse coisas do passado e a primeira da lista é minha filha, redimir-me com ela, pedir perdão por ter uma mãe como eu. A segunda, seria o Charlie. E a terceira, era Renée. Agora que eu sei que ela está morta… não sei o que irei fazer.
Sorri.
̶ Continue com minha irmã e meu pai. Minha mãe já não está mais aqui, ela também tinha seus pecados e foi perdoada. Tenho certeza de que ela também foi perdoada. – disse.
Susan assentiu.
̶ Posso saber onde ela está enterrada? – ela perguntou.
Assenti.
̶ No cemitério da cidade. – respondi.
Ela sorriu.
̶ Farei uma visita.
Sorri.
̶ Fique a vontade. – disse.
̶ Eu só peço um voto de confiança. Eu não vou magoá-la. Sue, por favor, pelos nossos pais.
̶ Que morreram de desgosto por sua causa?
̶ Sue, por favor. Uma chance. Eu só quero um recomeço. – Susan implorou.
Minha madrasta olhou-me, pedindo a minha permissão. Pensei por um momento e concluí que só saberíamos se ela estaria falando a verdade se arriscassem. Então, ela confirmou com a cabeça. Com a confirmação, Sue voltou a olhar para a irmã.
̶ Se for para entrar na vida dela, que seja para ficar. – ela avisou.
Susan assentiu.
̶ Eu prometo.
̶ Contarei com você, irmã. – Sue suspirou. – Pediremos para Leah vir te ver e você poder conversar com ela.
Susan sorriu.
̶ Obrigada, eu agradeço muito por isso. Prometo que não irei decepcioná-los.
̶ Assim esperamos, Susan. – Sue suspirou. – Bom, há algo mais? Acho que não poderá passar o dia conversando aqui conosco, já que está trabalhando.
Susan assentiu.
̶ Sim, eu realmente preciso voltar ao trabalho. – ela disse. – Isso é tudo, obrigada.
̶ Avisaremos sobre o encontro com Leah. – disse.
̶ Ok.
Olhei para o Edward.
̶ Já terminou, meu bem? – ele assentiu.
̶ Sim.
̶ Querem mais alguma coisa? – Susan perguntou.
Neguei.
̶ Não, precisamos ir. Obrigada. – respondi.
̶ Ok. Trarei a conta de vocês. – Susan levantou-se e saiu de nossa mesa.
Olhei para Sue.
̶ O que você acha? Podemos confiar nela? – perguntei.
Sue respirou fundo. Ela também tinha dúvidas.
̶ Vamos dar um voto de confiança, mas, não tiraremos os olhos dela. – ela disse e eu concordei com a cabeça.
̶ Ok.
Susan voltou e entregou a conta para o Edward, ele a olhou, pegou a carteira e lhe entregou algumas notas.
̶ Aqui está. Pode ficar com o troco como gorjeta.
Susan sorriu.
̶ Nossa! Obrigada.
Eu não vi o valor das notas, mas, pela sua expressão, com certeza era a maior gorjeta que ela havia ganho.
Sue se levantou.
̶ É melhor irmos.
Edward e eu também nos levantamos.
̶ Foi bom te conhecer, Susan. A comida estava ótima. – disse Edward e Susan sorriu.
̶ Obrigada, igualmente. É bom saber que a filha da minha melhor amiga, arrumou uma pessoa tão boa. – ela disse e Edward sorriu.
̶ Bom, até mais Susan. A manteremos informada.
Ela assentiu.
̶ Ok, obrigada Bella, até a próxima. – ela olhou para Sue. – Espero que possamos conversar melhor, como irmãs.
Sue assentiu.
̶ Claro, quem sabe.
Susan despediu-se mais uma vez e fomos embora. Quando entramos no carro, Sue respirou fundo.
̶ Eu realmente espero que tudo isso dê certo. – ela disse; assenti com a cabeça.
̶ Eu também espero. – olhei para Edward, que dirigia em direção a casa do meu pai. – O que você achou?
̶ Bom, eu não a conheço direito. Então a única coisa que possamos fazer, é dar um voto de confiança. Se ela vacilar, ela sabe que terá que enfrentar muitas pessoas.
̶ Seria bom ela conversar com meu pai também, ele a conhece muito bem. – disse.
̶ Eu não sei se fico muito a vontade com isso. – Sue ficou enciumada e eu sorri.
̶ Sue, meu pai não quer mais saber de Susan, ele a trocou antes mesmo dela ir embora, não foi?
Susan assentiu.
̶ Sim, foi. Olha, sua mãe pode ter cometido muitos erros, mas, entre as ex-mulheres de seu pai, ela foi a melhor. Pelo menos até o Phil aparecer na vida dela. – ela disse.
̶ Eh, olha, eu não perdoo tudo o que ele fez, principalmente tê-la abandonado quando minha mãe mais precisou, mas… se ele não tivesse causado o divórcio dos meus pais, você não estaria com ele.
Sue sorriu.
̶ Você tem razão. – ela respirou fundo. – Vamos torcer para tudo dar certo e isso tudo não for um problema para nós.
Edward e eu concordamos.
Paramos o carro em frente a casa do meu pai.
̶ Não querem entrar? – perguntou minha madrasta e neguei com a cabeça.
̶ Não, temos que voltar para casa, Emm e Rosie estão sozinhas com três crianças, precisamos ter certeza que está tudo certo. – respondi e Sue sorriu.
̶ Dê um beijo nas crianças por mim. – ela pediu.
̶ Claro.
̶ Tchau, meninos.
̶ Tchau. – dissemos.
Sue saiu do carro e entrou em casa. Respirei fundo e Edward me olhou.
̶ Está tranquila com tudo isso? – ele perguntou.
̶ Bom, estou tentando. – respondi. – Vamos para casa? Realmente quero ver se Rosie e Emm estão dando conta.
Ele assentiu.
̶ Claro, mas podemos passar em um lugar primeiro? – ele perguntou.
̶ Que lugar?
Ele sorriu.
̶ Pet Shop. Vou comprar o presente da nossa afilhada. – ele respondeu.
Balancei a cabeça negativamente.
̶ Você realmente quer que sua irmã te mata, não é mesmo?
Ele riu, dirigindo direto para o local.
̶ Emmett não vai permitir isso, ele irá adorar.
Comecei a rir. Eu queria só ver onde essa história vai dar.
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