Eternamente
187 Capítulo 186-Fim do pesadelo
Isabella Marie Swan Cullen
Eu já havia perdido a noção do tempo. Não sabia que dia era hoje, nem se era dia ou noite, já que o quarto em que eu estava, não havia nenhuma janela. Donovan havia me desamarrado, mas, mesmo assim mantinha-me trancada. Eu já estava ficando frustrada. Só queria sair daqui o mais depressa possível, voltar para minha família. Aquele miserável não estava me dando nem comida e nem água, eu já estava fraca e não podia ficar assim, já que eu estava grávida, isso iria prejudicar meu filho.
Respirei fundo. Eu tinha que dar um jeito de sair daqui, tinha que dar um jeito de escapar desse lugar, senão, eu acabaria perdendo meu bebê e morrendo nas mãos de Donovan. Ele não havia pedido resgate, o que significava que ele somente queria torturar o Edward, e provavelmente estava conseguindo, Edward estava aflito, disso eu sabia. Donovan tirou sua paz a muito tempo, e agora que ele estava comigo, Edward provavelmente estava a ponto de perder a cabeça.
Andei de um lado para outro, tentando ter alguma ideia de como escaparia, eu não podia ficar esperando somente que me resgatassem, eu tinha que agir o mais depressa possível, tentar sair daqui e entrar em contato com o Edward para dar minha localização, já que ele não tinha ideia de onde eu estava. Mas como eu sairia daqui? Donovan está armado, pode atirar em mim e eu não poderia ir para muito longe com esse barrigão. Eu tinha que dar um jeito de tirar a arma de Donovan e atrasá-lo de alguma maneira para ele não vir atrás de mim. Mas, como eu faria isso?
Eu não conseguia pensar direito e tudo isso só piorou quando eu senti algo escorrendo pelas minhas pernas.
̶ Não, não…
Se fosse sangue, significava que Anthony não estava bem. Coloque as mãos entre as pernas e tirei-a em seguida, não era sangue, era água. E isso não melhorava as coisas. Minha bolsa havia rompido!
Fui até a porta e comecei a bater desesperadamente.
̶ DONOVAN! DONOVAN, EU PRECISO DE AJUDA! – berrei.
Ele abriu a porta, entrando logo em seguida.
̶ O que você quer? – ele perguntou. – Se quer ir ao banheiro, faça ai mesmo.
O olhei. Aquele desgraçado.
̶ Eu preciso de ajuda. Minha bolsa rompeu, estou entrando em trabalho de parto. Donovan, você tem que me ajudar. Você é médico e sabe o que fazer. – pedi. Eu não tinha alternativa, ele era o único que poderia me ajudar.
Ele riu.
̶ Acha mesmo que eu vou ajudar a trazer o filho daquele moleque ao mundo?
O encarei.
̶ Por favor, eu preciso de ajuda. – implorei.
̶ Eu não vou ajudar em nada! Se quiser ter essa criança, tenha-o sozinha, mas não ouse fazer escândalo, estou com uma dor de cabeça terrível. – ele sorriu. – Avise-me quando nascer, para eu jogá-lo no rio.
Meu instinto de mãe foi ativado. Fiquei furiosa quando ele revelou que faria mau ao meu filho, e eu não iria permitir isso de jeito nenhum…
̶ Desgraçado, filho da puta! – fui pra cima dele e comecei a esbofeteá-lo, tentando de alguma maneira machuca-lo.
̶ Saia! – ele me empurrou e eu caí no chão.
Senti uma forte dor no pé da barriga. As contrações começaram.
Olhei para Donovan, ele gargalhou e saiu daquele quarto, trancando a porta.
̶ Desgraçado…
Comecei a chorar. Eu teria meu filho naquele lugar horrível, sem o Edward e nossa família, e o pior de tudo, Donovan mataria Anthony se ele nascesse aqui, e provavelmente em seguida irá me matar. Eu tinha que dar um jeito de sair daqui antes do nascimento de Anthony, tinha que ter meu filho em um lugar seguro.
Mary Alice Cullen Hale
Os planos de Emmett para chegar antes do previsto não deram muito certo por que a estrada estava fechada. Ficamos horas esperando abrir e só chegamos próximo ao local no dia seguinte, mais de oito horas depois.
Emmett estacionou o carro.
̶ Acho que aqui é longe o bastante para vocês ficarem. – Emmett disse.
Assenti.
̶ Ok. Ficaremos aqui esperando vocês trazerem-na. – disse.
̶ Como tem tanta certeza de que ela está em trabalho de parto? – Jasper perguntou.
Respirei fundo.
̶ Com o inferno que ela está vivendo, com certeza adiantou seu parto. Só espero que ela não tenha o bebê perto daquele homem.
̶ É o que eu também espero e torço. – Edward disse.
̶ Vão. – disse Rosalie. – O papai está esperando por vocês junto com Charlie e os policiais.
̶ Qualquer coisa, estaremos com o celular. – alertou Jasper.
̶ Ok.
Jazz deu um selinho em mim e Emmett deu um em Rosalie, eles saíram junto com o nosso irmão pela mata, eu e Rosalie ficamos no carro, na estrada que ficava no meio do nada, esperando pelo resgate da Bella.
̶ É horrível ficar por aqui, sem notícia. – Rose disse.
̶ Sabe que eles jamais nos deixariam ficar perto de um confronto. – disse.
̶ Ainda mais com você estando grávida. – Rose concluiu.
̶ Sim. – acariciei minha barriga, Olívia estava agitada, parecia que estava pressentindo alguma coisa, espero que seja coisa boa.
̶ Está tudo bem? Está sentindo algo? – ela perguntou.
̶ Eu estou bem. É só a Livie que está agitada. – respondi.
Rose pegou meu pulso, e olhou para seu relógio.
̶ Sua pressão está boa. – ela disse.
̶ Ainda bem.
̶ Acha que Donovan pedirá resgate?
Neguei.
̶ Essa é a preocupação de Edward. Se ele não pediu resgate, é por que ele pretende fazer coisa pior. – disse.
̶ Ai. – Rose fechou os olhos por um segundo. – Esse cara tem uma obsessão.
̶ Sim, pelo Edward. Tudo isso por pura inveja. Ele que foi um médico ruim. – disse. – Sabe, o que sempre conversamos a respeito de termos seguido os passos do nosso irmão mais velho na medicina e trabalhar com ele? A parte que achavam que tínhamos privilégios por trabalharmos para ele?
Rose assentiu.
̶ Sim, e tínhamos. Abusamos bastante disso, se lembra? Quase prejudicamos Edward por isso. – ela disse.
̶ Eu sei. Mas, também mostramos que éramos profissionais, mostramos que não estávamos lá somente por ser irmã dele. Ali, naquele hospital, eu sei que sou a melhor obstetra, você, a melhor ginecologista. Nós mostramos profissionalmente os nossos valores.
Rosalie assentiu, concordando.
̶ Sim, fizemos tudo isso.
̶ Já o Edward, mostrou-se ser inteligente, aprendeu tudo o que Grace o ensinou, e pela sua dedicação, sua inteligência, ele se mostrou melhor que um médico mais velho, no caso, o Donovan, ganhou sua própria equipe e reuniu os melhores, eu e você, Emmett, que é o melhor pediatra, Jasper, que é o melhor cirurgião geral, e a Bella, que entrou como estagiária e também evoluiu e muito, mostrando também ser uma das melhores, não é a toa que chefia junto com ele.
̶ Eh, mas lembrando que foi eu quem a contratei. – disse Rosalie.
Comecei a rir.
̶ Sim. Bom, apesar de Edward ser novo, ele evoluiu de uma maneira impressionante. E nunca precisou queimar e nem derrubar ninguém, foi tudo por mérito próprio, mostrando a sua inteligência. Mas, o problema é que Donovan nunca aceitou isso, agiu por inveja e fez de tudo para acabar com nosso irmão.
Ela assentiu.
̶ Tenho que concordar. Primeiro foi a Lauren, aquela vadia. Ele conquistou-a só para tentar prejudicar Edward, o que não deu certo, por que ele sempre soube afastar sua vida pessoal do profissional, mesmo aquela vagabunda também trabalhar lá.
̶ Em seguida, quando ele viu que Edward estava em um relacionamento com a Bella, tentava dar em cima dela, mas, Bella não era a Lauren e não caiu na dele. – disse.
̶ Foi quando ele começou a enlouquecer. – completou minha irmã e eu assenti.
̶ Sim, ai ele me atacou e perdeu todos os seus privilégios no hospital, perdendo seu emprego e enlouquecendo de vez.
̶ Eh, quase matou a mamãe. – lembrou Rosalie, arrepiando-se toda.
̶ E agora isso, sequestrando a Bella, fazendo Edward torturar-se. – disse.
̶ Espero que dessa vez ele seja preso. – torceu Rosalie.
̶ Eu não espero que ele seja preso. – Rosalie me olhou surpresa. – Para falar a verdade, eu torço para ele tentar fugir ou troque tiros com a policia, fazendo com que eles o acertem e o matem de vez.
̶ Nossa Alice! Que profundo.
̶ Esse cara já deu muito trabalho para nossa família, Rosalie. Ele já fugiu da polícia antes e pode fugir de novo, para mim, a única alternativa, é matando-o.
̶ Ele com certeza morrerá de qualquer jeito. Você ouviu o papai. Mesmo o crime dele não se relacionando em pena de morte, papai o dará somente por ter se metido com a gente. – lembrou-me.
Respirei fundo.
̶ Tomara. – respirei fundo.
̶ E eu que achei que Bella e eu teríamos os nossos filhos juntas, no mesmo dia, tranquilamente. Olha o que ele estragou!
Rose sorriu.
̶ Olha, isso realmente foi horrível, mas, se ela não estiver em trabalho de parto, isso ainda pode acontecer. Ou, se ela tiver o bebê hoje, ela poderá estar com a gente no seu parto.
Sorri.
̶ Ela vai estar de licença maternidade. – disse.
̶ E acha que isso vai impedi-la, se fosse o contrário, tenho certeza de que você estaria lá.
Comecei a rir.
̶ Com toda a certeza.
Rose e eu continuamos conversando, tentando nos distrair. Emmett mandava mensagem para Rosalie para nos atualizar, eles ainda estavam a caminho de onde se encontrava a localização de Donovan. E assim, as horas foram se passando, Rose e eu acabamos dormindo ali no carro e acordamos somente quando nos deu fome, já estava quase na hora do almoço, trouxemos alguns sanduiches e começamos a comer.
Fomos interrompidas quando escutamos um berro muito alto vindo da floresta, que nos assustou.
̶ Ouviu isso? – perguntei.
̶ Tenho quase certeza que foi a Bella. – Rosalie estava convicta.
̶ Rose, vai! Eu vou logo atrás por que não posso correr. – disse.
Assim Rosalie o fez, saiu do carro e correu para dentro da floresta, em direção de onde veio o grito. Peguei minha maleta e fui logo atrás, eu estava com uma intuição.
Isabella Marie Swan Cullen
Eu passei horas insuportáveis. Minhas contrações só iam aumentando e pelas minhas contagens, logo eu teria o meu bebê. Eu tinha que arrumar um jeito de sair daqui. Passei a maior parte do tempo arrastando-me pelo chão, sofrendo as dores, e o pior de tudo, era que eu estava passando por tudo isso sozinha.
Nesse tempo em que estive com dores, pensei em várias maneiras de tentar fugir de uma maneira que não dê para Donovan vir atrás de mim. A única maneira era machucando-o de alguma maneira. Com muita dificuldade, levantei-me. Procurei ao redor, no meio de toda aquela bagunça, localizar algo em que possa ferir uma pessoa. Eu mal conseguia andar de tanta dor, tinha que tentar segurar ao máximo para Anthony não acabar nascendo aqui.
Eu respirava fundo a cada contração, o pior era que elas estavam vindo em intervalos curtos e era difícil recuperar-me de uma para outra.
Depois de todo esse tempo sentindo dores, pela primeira vez vi a sorte ao meu favor. Achei uma caixa de ferramentas. Ali deveria ter alguma coisa. Fucei a caixa e achei algumas chaves de fenda. Sorri. Seria perfeito, eu conseguiria me defender dele com isso, eu só precisava acertar o lugar certo.
Escondi a ferramenta no meu vestido, que a essa altura já estava todo sujo por eu ficar me arrastando no chão. Senti mais uma contração e caí de joelhos no chão. Encostei-me na parede e fechei as pernas, esperando a dor passar. Eu não podia gritar, por que se gritasse, Donovan me mataria, e passar pelo trabalho de parto sem gritar, era horrível.
Escutei o barulho da porta e abaixei a cabeça, ficando toda encolhida, esperando chamar a atenção de Donovan. Escutei-o aproximar-se e ele gargalhou.
̶ Olha só, vejo que está sofrendo. – ele sorriu. – Que ótimo.
Tentei me controlar, eu tinha que agir no momento certo.
̶ Vejo que logo essa peste nasce, não é mesmo? – ele disse e mais uma vez segurei-me para agir no momento certo. – Estou falando com você, olhe para mim!
Não fiz um movimento. Ele aproximou-se mais, e quando ficou bem perto de mim, juntei todas as forças que ainda tinha e agi. Peguei a chave de fenda e a enfiei em sua coxa, bem fundo. Donovan berrou e caiu no chão. Peguei a arma em sua cintura e levantei-me.
̶ Eu vou te pegar! – ele fez movimento de se levantar.
̶ Nem pense nisso. – apontei a arma para ele. – Eu não preciso nem atirar em você, Donovan. Acertei a sua artéria, se você se mexer, vai morrer de hemorragia.
̶ Sua vadia… ̶ ele colocou a mão na perna, tentando controlar seu sangramento.
̶ Você mexeu com a pessoa errada. – disse e saí correndo dali.
Do lado de fora da cabana, larguei a arma, percebi que estava no meio da floresta e fui para bem longe dali, temendo que Donovan fosse teimoso e viesse rastejando-se até mim.
Corri o mais longe que eu pude até eu não aguentar mais. Minhas dores só foram aumentando e não consegui dar mais nenhum passo, sentei-me encostada eu uma árvore e respirei fundo. Não dava mais para segurar, Anthony iria nascer e eu estava aqui sozinha, sem ninguém, sem Edward. Os planos que Alice tinha para os nossos filhos nascerem no mesmo dia, não dariam certo, meu filho nasceria agora.
Levei uma mão de cada lado da minha cabeça, segurando firma na árvore atrás de mim, levantei e dobrei os joelhos, firmando meus pés no chão. Respirei fundo e comecei a fazer força, a dor só ia aumentando. Eu sei que podia fazer isso sozinha. Eu era médica, sabia como funcionavam as coisas e conseguiria fazer isso, eu mesma traria meu filho ao mundo.
Continuei fazendo mais força, tentando trazer meu filho ao mundo. Berrei de dor enquanto fazia força, eu chorava muito. Ter um bebê sozinha não era fácil, e ainda tinha o medo de Donovan me encontrar e acabar fazendo algo com meu filho, era tremendo.
̶ Bella!
Escutei alguém me chamando, mas não consegui associar a voz a pessoa, continuei fazendo força enquanto berrava de dor.
̶ Bella, graças à Deus. – reconheci a silhueta loura aproximar-se de mim.
̶ Rose…
̶ Calma. – ela pediu.
̶ Estou em trabalho de parto…
Ela olhou entre minhas pernas.
̶ Alice! Aqui! – ela disse, enquanto tirava minha calcinha. Eu havia esquecido completamente da existência dela.
Vi Alice aproximando-se devagar por conta da barriga, ela estava com sua maleta na mão.
̶ Graças a Deus. Como você está, Bella? – ela perguntou.
̶ Ela está em trabalho de parto. – Rose avisou.
Alice assentiu.
̶ Como eu imaginava. – ela colocou sua maleta no chão e a abriu. – Deixe que eu assumo, Rose. Tente ligar para os meninos e dar a nossa localização.
̶ Ok.
Alice assumiu o controle, enquanto Rosalie tentava ligar para os meninos.
̶ Está sem sinal. Eu vou me afastar um pouco.
Rose afastou-se, indo para o outro lado da clareira, tentando buscar sinal.
̶ Bella, concentre-se. – Alice pediu. – Vamos trazer Anthony ao mundo.
Neguei com a cabeça.
̶ Eu quero o Edward.
̶ Estamos tentando falar com ele e logo ele estará aqui, mas, precisamos trazer Anthony ao mundo, ok?
Concordei com a cabeça.
̶ Vamos lá, você sabe o que fazer. – Alice incentivou-me.
Respirei fundo e comecei a fazer força, gritando em meio às dores.
̶ Rose, como está indo ai? – Alice perguntou, enquanto fazia meu parto.
̶ Ainda sem sinal.
̶ Bella, espere! – seu olhar estava entre minhas pernas. – Pare de fazer força.
̶ O que houve?
̶ O cordão está enrolado no pescoço. – ela disse.
̶ O que?!
̶ Acalme-se e não faça mais força, eu vou desenrolar.
Alice começou a trabalhar em mim, tentando salvar meu filho.
̶ Emmett, graças a Deus. Onde vocês estão? – Rose finalmente conseguiu falar com alguém. – Ah, que ótimo. Encontramos a Bella. – ela avisou. – Ela estava sozinha na floresta, Allie e eu estávamos no carro e escutamos um grito, fomos ver o que era e a encontramos, ela está entrando em trabalho de parto. Precisamos que venha para cá, estamos próximas da estrada. – ela avisou. – Ok. – Rose desligou o celular e aproximou-se. – Os meninos estão vindo pra cá, pegaram o Donovan, ele está ferido.
Alice me olhou.
̶ Você o feriu? – ela perguntou.
Assenti com a cabeça.
̶ Cortei sua artéria femoral com… uma chave de fenda. – disse, em meio às dores.
Rose assentiu.
̶ Fez muito bem. Ele não poderia ir atrás de você, ou sangraria até a morte. – ela disse e ajoelhou-se ao lado de Alice. – Como estão as coisas?
̶ Ele está com o cordão enrolado no pescoço, não posso fazer o parto enquanto não desenrolá-lo. Ajude-me aqui.
Rose começou a ajudar Alice com meu bebê e eu fiquei ali, sem poder fazer nada, morrendo de dores e já estava começando a ficar fraca. Eu não sabia o que estava acontecendo com o meu filho, só que estava demorando demais e eu só queria fazê-lo nascer. As dores aumentavam e muito. O que eu mais queria era que Donovan pagasse pelos seus crimes, se eu estivesse tendo meu filho no hospital, não estava sofrendo tanto, sem contar que estava fraca por que passei todo esse tempo sem comer nem beber nada, estava sofrendo demais e isso tudo era culpa de Donovan, ele quem me deixou nesse estado.
Perdi a noção do tempo, só sabia que havia se passado muito tempo.
̶ ROSALIE, ALICE! – reconheci a voz grossa de Emmett.
̶ AQUI! – Rose gritou e vi os três aparecendo.
̶ Bella! – Edward correu até mim e me abraçou de lado. – Meu amor, como é bom te encontrar. Como você está?
̶ Não muito bem…
̶ Allie, atualize-me. – Edward pediu.
̶ O cordão está enrolado no pescoço, estou tentando desenrolar. – Alice explicou.
Tombei minha cabeça para o lado.
̶ Ela vai desmaiar. – avisou Jasper.
̶ Edward, mantenha-a acordada. – Alice pediu.
̶ Amor, você não pode desmaiar agora.
̶ Eu… estou ficando fraca… não comi e nem bebi nada…
̶ Aquele desgraçado…
Alice olhou para a irmã.
̶ Vamos ter que coloca-la no soro. Está dentro da maleta.
Rose assentiu.
̶ Jazz.
Jasper assumiu o lugar de Rosalie, que pegou as coisas na maleta e colocou um acesso em mim, colocando-me no soro.
̶ Ele está reprimindo a cabeça, fica mais difícil desse jeito. – comentou Alice.
̶ Vai ter que colocar a mão. – disse seu marido e ele me olhou. – Bella, isso vai doer um pouco.
Assenti.
̶ Qualquer coisa para salvá-lo. – disse.
Jasper voltou a olhar para Alice.
̶ Vai!
Senti a mão de Alice entrando dentro de mim e fechei os olhos com força, ela mexia a mão envolta do meu bebê, isso doía, doía muito.
̶ Consegui! – disse Alice e retirou a mão que ficou coberta de sangue,
̶ Bella, faça força!
Abri meus olhos.
̶ O cordão…
̶ Já não está mais enrolado no pescoço, Alice conseguiu tirar. Agora é com você, faça forca!
̶ Vamos amor. – Edward segurou minha mão.
Apertei sua mão forte e comecei a fazer força, ainda berrando de dor, dessa vez para trazer meu filho ao mundo. Alice e Jasper iam incentivando-me, tentando puxar meu filho para fora, Edward também me incentivava enquanto segurava minha mão; Rose concentrava-se no soro em minha veia e tinha o auxilio de Emmett.
̶ Vamos Bella, mais um pouco, já estamos com a cabeça. – Jasper disse.
Apertei mais a mão de Edward e fiz mais força, mas sabia que não era o bastante, pois, estava fraca.
̶ Eu não consigo mais…
̶ Rose, eu seguro o soro, empurre a barriga, ela está muito fraca para isso. – disse Emmett.
Assim Rosalie o fez, colocou o braço na minha barriga e empurrou para baixo, tentando ajudar-me a empurrar meu filho para fora.
̶ A cabeça saiu! – avisou Jasper.
̶ Vamos Bella, só mais um pouco. – incentivou Alice.
Fiz toda força que eu pude e não sei de onde tirei tanta força. E quando senti-o sair de vez, desabei.
̶ Emmett. – Jasper o chamou.
Emmett entregou o soro que estava conectado em mim para Rosalie e juntou-se a Alice e Jasper, que entregaram meu menino para ele. Anthony não chorava, para o meu desespero.
Emm colocou Anthony no chão e com dois dedos, ele massageou seu peito, em seguida, assoprou sua boca em nariz; Anthony chorou logo em seguida. Fiquei aliviada.
̶ Oi, garotão. – Emmett sorriu e olhou para Alice. – Pode cortar.
Alice pegou a tesoura dentro de sua maleta e entregou ao Edward, ele me soltou e foi cortar o cordão de nosso filho. Emmett o pegou e entregou-o a mim.
̶ Pronto, o pior já passou. – ele disse, colocando-o em meu peito.
Sorri ao senti-lo em meu peito.
̶ Oh meu amor, tudo que você passou junto com a mamãe. – disse, chorando.
̶ Sim, meu amor. – Edward acariciou meus cabelos. – Acabou, agora acabou.
Ele também estava emocionado, esses últimos dois dias foi uma tortura para nós dois.
̶ Obrigada por me encontrar. – agradeci.
Ele sorriu.
̶ Eu jamais desistiria de você. – ele beijou minha testa. – Eu te amo, amo vocês dois.
̶ Eu também te amo. – disse.
̶ Temos que leva-los ao hospital. Eles ainda estão desnutridos. – Jasper alertou.
Edward concordou com a cabeça.
̶ Claro, vou chamar a equipe de resgate. – ele disse.
E assim foi feito. Edward chamou uma equipe, e enquanto eles não chegavam, eu e meu filho éramos cuidados pela melhor equipe de médicos que já existiu, e o que mais me confortava, era que finalmente havia acabado, aquele pesadelo enfim acabou.
Fale com o autor