Eternamente

185 Capítulo 184-Completando enxoval/ Rapto


Isabella Marie Swan Cullen

O dia foi longo. Passamos o dia no shopping, finalizando o enxoval dos bebês. Foi um dia muito cansativo, mas tudo valeu a pena.

̶ Ai, estou morta. – disse Alice, quando estávamos chegando ao estacionamento.

̶ Nem me fale. – disse.

̶ Acalmem-se, meninas, já estamos indo pra casa. Pelo menos conseguimos cumprir nossa missão. – Rose comentou.

̶ Ai! Com certeza, estou tão animada. – Alice disse.

̶ Todas estamos para a chegada desses anjinhos. – Rose disse e abriu a porta para mim e para Alice.

Entramos no carro e ela dirigiu para fora do estacionamento.

̶ Allie, já começou a montar o quartinho? – Rose perguntou.

̶ Sim, mas não fiz muitas coisas. Mas, agora que o enxoval está pronto, dá para dar continuidade. – ela respondeu.

̶ E você, Bella?

̶ Não fiz nada ainda, estava esperando para saber o sexo. Agora que eu sei, vou começar a montar. – respondi.

̶ Será que esses últimos meses vai passar rápido? – Alice perguntou.

̶ Não se preocupe Allie, você vai ver como vai passar voando. – disse Rosalie. – Não é mesmo, Bella?

Sorri e assenti.

̶ Sim, quando você for ver, já estará na mesa do centro cirúrgico, dando a luz. – disse.

̶ E você já pensou a respeito dos nossos partos? – ela perguntou.

̶ Ainda não me decidi e não me apresse. – disse.

Ela riu.

̶ Pode deixar. – ela disse.

̶ Bella, vai esperar pelo Edward ou quer que eu te leve pra casa? – Rose perguntou.

̶ É pedir muito para me deixar em casa? – ela perguntou.

Ela negou.

̶ Claro que não. Allie, você fica na casa dos nossos pais esperando pelo Jasper? Acho que ele não vai demorar em vir com o Emm.

̶ Claro, eu aproveito para tirar uma soneca. – disse Alice.

̶ Ótimo, e enquanto os meninos não chegam, eu levo Bella e as crianças pra casa.

Alice assentiu.

Logo, estávamos na casa de Esme e Carlisle, saímos do carro e entramos em casa, as crianças estavam brincando, assim que Megan e Ethan me viram, vieram até mim, assim como Valentina, quando viu Rosalie.

Abaixei-me e dei um beijo na cabeça dos meus amores.

̶ Oi, meus gatinhos. Comportaram-se? – perguntei e os dois riram, depois se penduraram em minhas pernas.

̶ Oi, minha ursinha. Que saudade, princesa. – Rosalie pegou e abraçou a filha.

̶ Ethan e Megan, vocês irão derrubar a mamãe. – Esme disse.

̶ Venham aqui, crianças, venham juntar os brinquedos. – disse Berta e os dois me soltaram, indo até a babá deles para guardarem os brinquedos. Rosalie também soltou a Tinie que seguiu os primos.

̶ Como foi o dia no shopping, meninas? – Esme perguntou.

Alice sorriu.

̶ Ótimo!

̶ Compraram tudo?

̶ Sim, iremos receber em casa.

̶ Que bom, pelo menos vocês não trouxeram tudo aquilo. – Esme disse.

̶ Com certeza, agora é só esperar chegar e ir arrumando tudo. – Alice parecia ansiosa.

̶ Sim, é só esperar. – Rose disse. – Agora, foi um longo dia e as duas mamães tem que descansar.

̶ Eu concordo. – Alice foi até o sofá e se sentou ao lado de Berta.

̶ Crianças, vamos embora? – perguntei, aproximando-me.

̶ Eu ajudo com eles, Bella. – disse Berta.

̶ Obrigada.

̶ Berta, pode me ajudar com o carrinho dele e as bolsas? – Rose perguntou.

̶ Claro, vamos lá.

As duas foram levando tudo para o carro.

̶ Vamos, meus amores. Despeçam-se da tia Allie. – disse.

̶ Tchau, meus lindos. – disse Alice e ela ganhou um beijo em cada bochecha.

̶ Esme, pode me ajudar? – pedi.

̶ Claro, querida.

Esme pegou Megan e eu peguei Ethan.

̶ Tchau, Allie. – despedi-me.

̶ Tchau, amiga. Até amanhã. – ela disse.

Saímos da casa, Rosalie e Berta estavam terminando de guardar tudo.

̶ O carro do Jasper não tem cadeirinha, vai conseguir leva-los? – Esme perguntou.

Assenti.

̶ Sim, eles ficam quietinhos dentro do carro, e Rose não dirige rápido. – disse. Esme assentiu.

As duas terminaram de guardar as coisas.

̶ Tudo certo? – Rose perguntou.

̶ Sim, vamos lá. Tchau Berta, Esme. – disse.

̶ Tchau. – elas disseram e se despediram das crianças.

̶ Avise quando chegar. – Esme disse.

̶ Ok.

Entrei no carro, colocando as crianças sentadas ao meu lado, eu as segurava o tempo todo. Esme fechou a porta pra mim e Rosalie entrou no carro.

̶ Vamos lá. – ela ligou o carro e dirigiu direto para mim casa. – Espero que quando eu voltar, Emmett já tenha chego. Quero ir pra casa, colocar Tinie pra dormir e curtir a noite com meu marido.

Comecei a rir.

̶ Você e Edward ainda estão tendo alguma relação?

Assenti.

̶ Sim, só ontem que não tivemos nada por que estava exausta e hoje provavelmente também não, estou do mesmo jeito.

̶ Quando paparam na primeira gravidez? – Rose perguntou.

̶ Uns dois meses antes do parto. Não por que eu não estava mais com vontade, e sim por que não aguentava, por causa do peso da barriga. Carregar dois bebês é difícil.

̶ Essa barriga está mais leve? – Rose perguntou.

Assenti.

̶ Sim. – sorri e olhei para as crianças. – Mas mesmo assim eu amo igualmente.

̶ Claro, com certeza. – ela disse.

Rose parou o carro em frente a minha casa.

̶ Prontinho. – ela saiu do carro e abriu a porta, tirando Megan e Ethan, colocando-os no chão. – Vão com a mamãe, mas andando. – ela me olhou. – Deixe-os andar um pouco.

Comecei a rir.

̶ Vamos meninos. – eu fiquei no meio deles, cada um segurando minha mão e fomos em direção a entrada, Rosalie ficou pegando o carrinho e as bolsas. Peguei a chave e abri a porta, entramos em casa e fomos recebidos por Simba. Liguei as luzes, encontrando-o na sala. – Oi Simba.

As crianças foram até ele e começaram a brincar com ele. Rose apareceu com o carrinho e as bolsas. Ela deixou o carrinho encostado na parede e as bolsas no sofá.

̶ Prontinho. Oi Simba. – ela fez carinho em sua cabeça e se virou pra mim. – Quer que eu fique até Edward chegar?

Neguei.

̶ Não precisa, pode ir. Ele não vai demorar em chegar. – disse.

Ela assentiu.

̶ Tudo bem, eu vou encontrar minha ursinha e ficar esperando pelo pai dela. – ela foi até os meninos. – Tchau, meus amores. – ela deu um beijo na bochecha deles e acariciou a cabeça de Simba, aproximou-se de mim e acariciou minha barriga. – Qualquer coisa me liga, tá?

Assenti.

̶ Tá bom, dirija com cuidado. – disse.

̶ Pode deixar. – ela me deu um beijo na bochecha. – Tchau.

̶ Tchau.

Rosalie foi embora e eu me sentei no sofá. Peguei meu celular na bolsa e mandei uma mensagem para Esme.

De: Bella

Para: Esme

Oi, Esme.

Já chegamos em casa e Rose já está voltando para sua casa.

B.C

Ela respondeu.

De: Esme

Para: Bella

Oi, Bella.

Que bom que chegaram bem, obrigada por avisar.

Agora vá descansar, meu anjo.

E.C

Sorri. Que preocupação.

Respondi.

De: Bella

Para: Esme

É o que irei fazer.

B.C

Mandei a mensagem para ela e depois mandei uma para o Edward.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Oi, amor.

Já estamos em casa, ok? Acabamos de chegar.

B.C

Ele respondeu.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Oi, gatinha.

Que bom que chegaram. Já estou terminando aqui e já vou pra casa.

E.C

Respondi.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Ok.

B.C

Decidi ficar esperando por ele, para que ele me ajudasse com as crianças. Observei meus bebês, eles continuavam brincando com Simba, todos felizes. Sorri e acariciei minha barriga. Ah, Anthony. Você já tem uma turminha aqui te esperando. Ele chutou algumas vezes e eu sorri. Essa sensação era tão boa.

Começou a me dar fome e resolvi ir até a cozinha para comer alguma coisa.

̶ Comportem-se, crianças. – disse e entrei na cozinha.

Preparei um sanduiche pra mim, peguei um suco na geladeira e voltei pra sala, as crianças ainda brincavam com Simba, com toda a energia. Sentei-me no sofá e comecei a comer, liguei a TV e fiquei assistindo enquanto eu comia.

Uns vinte minutos depois, escutei o barulho na garagem. Edward havia chegado.

̶ Hei. Advinha quem chegou? – perguntei.

Simba levantou-se e começou a latir em direção a porta da garagem, balançando o rabo. Edward apareceu e olhou para eles.

̶ Oi! – Edward abaixou-se e abraçou os dois. – Vocês se comportaram?

Os dois balançaram a cabeça.

̶ Que ótimo. – ele deu um beijo na bochecha de cada um e se levantou, passou pelo Simba e fez carinho em sua cabeça. – E ai garotão, comportou-se também?

Simba latiu em resposta. Ele finalmente me notou e veio até mim.

̶ Oi minha gravidinha. – ele se sentou ao meu lado e me deu um selinho.

̶ Oi, papai do ano. – disse.

Ele acariciou minha barriga.

̶ Como foi o dia de vocês? – ele perguntou.

̶ Cansativo. Passei o dia no shopping com as meninas.

̶ E fizeram todo o enxoval? – ele perguntou.

Assenti.

̶ Sim, completamos tudo.

̶ Trouxe tudo pra cá?

Neguei.

̶ Não, pedimos para entregar por que era muita coisa. – disse e ele assentiu. – Escuta, precisamos começar a montar o quarto.

̶ Claro, pode ser no final de semana. – ele disse.

̶ Vai ficar em casa no final de semana? – perguntei.

̶ Sim, depois do dia de hoje, eu preciso de um final de semana inteiro para me recuperar. – ele respondeu.

Comecei a rir.

̶ Trabalhou muito?

̶ Demais. Transferi os pacientes da Allie e da Rosie para outros obstetras e ginecologistas, e atendi os nossos clínicos. Que já são bastante. Agora na parte administrativa, que a Rosalie quem estava me ajudando, fiz tudo sozinho.

Comecei a rir.

̶ Ah, tadinho. Deve estar exausto. – acariciei seu rosto.

̶ Muito. Não vejo a hora de cair na cama. – ele disse e respirou fundo.

̶ Então me ajuda com as crianças. Vamos dar um banho nelas e colocar para dormir. Depois fazemos alguma coisa rápida pra gente comer e depois caímos na cama. – disse.

Ele sorriu.

̶ Acho uma ótima ideia.

Sorri.

̶ Então vamos lá.

Ele se levantou e depois me ajudou a levantar, pegamos as crianças e subimos com elas para darmos banho nela. Hoje, nós dois estávamos cansados e só iriamos cair na cama para dormirmos, para falar a verdade, nem sei se teríamos mais relações antes do parto.

Alguns meses depois…

Sentei-me na cama depois de fazer amor com o Edward. Eu estava no último mês de gestação, e não sei como eu conseguia ainda ter relações. É que eu estava me sentindo bem para isso. Edward estava deitado na cama. Eram meio dia e ele estava de folga nesse final de semana.

̶ Já vai levantar? As crianças ainda estão dormindo. – ele disse.

̶ Eu sei. Eu estava pensando em ir ao cemitério ver minha mãe. Quer ir comigo ou quer ficar com as crianças? Eu não vou demorar nem uma hora. Podemos almoçar fora.

Ele assentiu.

̶ Você está bem para sair sozinha? – ele perguntou.

Sorri.

̶ Perfeitamente bem. Nem parece que estou na fase final. – respondi.

̶ Então pegue um taxi. Eu arrumo as crianças e vamos te encontrar no cemitério, para sairmos pra almoçar. – ele disse.

̶ Tudo bem. – levantei-me com cuidado e fui até o banheiro.

Tomei um banho e fiz minha higiene matinal, arrumei-me e voltei ao quarto, Edward continuava deitado, ele mexia no celular.

̶ Ok, estou pronta. Vou descer, tomar café e já saio. Você faz o seu café depois?

̶ Uhum. – ele disse.

̶ Tá bom, tchau. – dei-lhe um selinho.

̶ Tchau. – ele parou e me olhou.

̶ Que foi? – perguntei, pois, ele me olhou de um jeito muito estranho.

̶ Ah… nada, bateu uma coisa aqui. Mas deve ser besteira.

̶ Ok. – dei-lhe mais um selinho. – Não demorem.

̶ Ok. Eu te amo. – ele disse.

Sorri.

̶ Também te amo.

Saí do quarto e fui até o quarto dos meninos para verificar se eles ainda estavam dormindo. Os dois dormiam tranquilamente, então desci e fui até a cozinha, até o Simba ainda dormia, então fiz o mínimo de barulho possível para não acordá-lo. Preparei um café da manhã bem rápido para mim. Fiz algumas torradas, tomei um suco de laranja e comi uma maçã. Ao terminar de tomar café, lavei a louça, e chamei meu taxi. Quando o táxi chegou, peguei minha bolsa e entrei no carro. Fui direto para o cemitério, comprando um buquê de margaridas, flor preferida da minha mãe.

Ao chegar ao cemitério, paguei o motorista e saí do carro, fui direto para o túmulo da minha mãe. Coloquei as flores em cima do túmulo e sentei-me nele.

̶ Oi, mamãe. – disse e respirei fundo. – Sei que já tem um tempo que eu não apareço aqui, e peço desculpas. Vida corrida, trabalho, casamento, filhos. – sorri. – Você teve a sorte de conhecer Megan e Ethan, mas, infelizmente não conhecerá o Anthony. E isso parte o meu coração, queria que estivesse aqui para ver cada neto seu crescer. Infelizmente a vida não quis assim. – respirei fundo. – Bom, só espero que olhe por todos eles. Eu ainda sinto muito a sua falta e jamais te esquecerei. Saiba que estamos todos bem. Edward e eu temos um casamento maravilhoso, nosso trabalho está indo muito bem e as crianças estão ótimas, crescendo rápido demais. – acariciei minha barriga. – E esse anjinho já está quase a caminho. Previsão de vir a qualquer momento. Espero que esteja comigo nesse momento, dando-me muito apoio, por que eu vou precisar.

Olhei sua foto no túmulo e sorri.

̶ Bom, Nessie também está indo muito bem, ok? Está em um relacionamento sério, focada na faculdade, e adora a família Swan. – comecei a rir. – Ela adaptou-se muito vem ali, sabia? Não nega que é filha de Charlie Swan. As coisas ali também são bastante movimentadas. Até a Leah mudou bastante, ela não tem mais aquela arrogância de antes, e hoje em dia nos damos muito bem, principalmente com o Jacob, nós dois nos respeitamos muito, mas mesmo assim Edward não vai muito com a cara dele, ele não fala nada, mas eu conheço bem o meu marido. – respirei fundo. – Bom, acho que é tudo, já te atualizei de tudo.

Fiquei ali em silencio, apenas observando o túmulo, refletindo. Pensando em como seriam as coisas se ela não estivesse morrido, se ela estivesse ficando velha, vendo os netos crescerem, tendo mais tempo com a Nessie, já que ela teve pouco tempo com ela. Imaginei um mundo com ela presente na minha vida. Tivemos muitos problemas e não tivemos tempo para consertarmos as coisas, foi tudo muito tarde; deveríamos ter tido mais tempo.

Cerca de uma hora depois, decidi ir embora, levantei do túmulo e peguei meu celular na bolsa. Mandei uma mensagem para o Edward.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Oi, amor.

Já estão prontos?

Estou aqui esperando por vocês.

B.C

Ele respondeu.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Oi gatinha.

Acabei de colocar as crianças no carro, daqui a pouquinho estaremos ai.

E.C

Respondi.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Ok. Estarei esperando na entrada do cemitério.

B.C

Guardei meu celular e fui para a saída do cemitério. Na calçada, fiquei ali, acariciando minha barriga e esperando pelo meu querido marido que estava atrasado.

De repente, sem eu nem perceber, alguém me segura por trás, tentei me defender, já achando que era um assalto. Minha boca foi tapada com um pano que havia um cheiro forte, fazendo-me cair na inconsciência rapidamente.