Eternamente
176 Capítulo 175-Trabalhando sozinha/ Tentando trazer memória do Charlie de volta
Notas iniciais
Edward Anthony Cullen
Eu estava dirigindo em direção a casa dos meus pais, aproveitei o farol vermelho, pra olhar pra Bella, que olhava pela janela, e ela parecia estar em outro mundo.
Estávamos com muitos problemas, o Donovan rodeando e tentando machucar a nossa família, e agora tem toda essa crise na família Swan, e minha querida esposa estava arrasada, pelo que estava acontecendo com o seu pai, mas, como médico, eu sabia que ele ficaria bem.
-Hei. –Acariciei seus cabelos e ela me olhou. –Tudo bem?
Ela assentiu.
-Tudo. –Ela respondeu.
-Gatinha, você é médica. Sabe que vai ficar tudo bem com o seu pai, não precisa ter medo. –Disse.
-Eu não estou pensando como médica, estou pensando como filha. Ai as coisas são diferentes. –Ela disse.
-Então confia na minha palavra de médico. Ele vai se recuperar, vai recuperar a memória e lembrar que tem uma filha maravilhosa. –Disse.
-Ele tem três filhas.
Sorri.
-E pra mim, você é a melhor de todas. –Disse.
Ela riu.
-Seu bobo. –Ela disse.
Sorri e soprei um beijo pra ela.
-Você tem que se animar. Pelo bem dessa pessoinha. –Disse, acariciando sua barriga.
-Eu sei, e estou me esforçando pra não afetá-lo. –Ela disse.
-Eu vou ficar de olho em você. –Disse.
Ela sorriu e olhou pra frente.
-Sinal verde. –Ela disse.
Olhei para o sinal e vi que ele tinha ficado verde e voltei a dirigir o carro.
Parei o carro em frente a casa dos meus pais, e saímos do carro. Entramos na casa e encontramos a Berta.
-Oi, Berta. –Dissemos.
-Olá, que surpresa, vocês aqui, uma hora dessas. –Berta disse.
-Pois é, longa história. O pai da Bella sofreu um acidente no banheiro, bateu a cabeça e sofreu uma perda de memória.
-Ah, eu sinto muito, Bella. –Berta disse.
Bella sorriu.
-Obrigada, Berta.
-Nós viemos buscar os meninos, pra ver se ele se recorda de alguma coisa. –Disse.
Ela assentiu.
-Ok, tudo bem. Acho que fará muito bem pra ele. –Ela sorriu. –Os meninos são adoráveis.
-Minha mãe está em casa? –Perguntei.
Berta negou.
-Não, ela foi fazer alguns trabalhos. –Ela respondeu.
-Ok, então, se ela chegar, pode contar a ela o que aconteceu?
-Claro, não se preocupe. –Disse.
-Ok, então, levaremos Megan e Ethan, e você ficará somente com a Tinie. –Bella disse.
-Ok, não se preocupem. Espero que dê tudo certo para o seu pai, Bella. –Berta disse.
Bella sorriu.
-Obrigada, Berta. –Bella disse e se aproximou dos meninos, que sorriram ao olharem pra ela. –Oi, meus amores.
-Onde está a Tinie, Berta? –Perguntei.
-Está dormindo lá em cima. –Berta respondeu.
Assenti.
Aproximei-me da Bella e dos nossos filhos.
-Oi, amores. –Disse. –Querem ir ver o vovô?
Eles sorriram.
Olhei pra Bella.
-Vamos? –Perguntei.
Ela assentiu.
-Vamos. –Ela disse e pegou o Ethan.
Peguei a Megan e as bolsas deles.
-Tchau, Berta. –Disse.
-Tchau, Berta. –Edward disse.
-Tchau, meninos. Tchau, crianças.
-Até amanhã, Berta. –Bella disse.
-Até.
Bella e eu saímos da casa dos meus pais e colocamos as crianças no carro, voltamos para o hospital com eles.
-Espero que a presença dos netos, ajude meu pai. –Bella disse.
-Vai ajudar sim. As crianças sempre ajudam. Tenho certeza que ele vai se recordar de tudo, logo. –Disse.
Levamos as crianças direto para o quarto do Charlie, entramos no quarto e o encontramos com a Sue.
-Olá. –Bella disse.
Eles nos olharam.
-Oi.
-Nós trouxemos visitas. –Bella disse e nos aproximamos. –Olhe, papai. Esses são Ethan e Megan, seus netos, meus filhos e do Edward.
Charlie sorriu.
-Eles são lindos, e se parecem tanto com vocês. –Ele disse.
Sorri.
-É, são nossas preciosidades. –Disse. –Duas delas, já que um ainda está crescendo aqui. –Passei a mão na barriga da Bella.
-Isso mesmo. –Bella disse.
-Por que não os pega no colo, Charlie? Você sempre adorou seus netos. –Sue disse.
Ele assentiu.
-É, tudo bem.
Entreguei Megan pra ele e ele sorriu todo bobo pra ela.
-Oi, querida. Você é linda. –Ele disse.
Megan sorriu pra ele.
-Pegue o Ethan também. –Bella disse e arrumou os dois no colo dele.
Charlie estava sem lembrança, mas, o olhar dele, quando estava com as crianças, ainda era o mesmo.
-E ai, querido. O que sente em relação a eles? –Sue perguntou.
Ele sorriu.
-Bom, eu sinto algo muito especial por eles, disso eu tenho certeza. –Ele disse.
Bella sorriu.
-Isso é bom. –Ela me olhou. –Não é?
Assenti.
-Sim, é. Apesar dele não se lembrar, os sentimentos dele, continuam os mesmos. –Disse.
Bella respirou, aliviada.
-Quantos anos eles têm? –Charlie perguntou.
-Um ano. –Bella respondeu.
Ele sorriu.
-É, eles já tem tempo suficiente, pra você ter engravidado de novo. –Ele disse.
Bella sorriu.
-É, já estava na hora. –Ela disse.
Ele sorriu e olhou pra Bella.
-Me desculpe não me lembrar de nada, eu estou tentando. –Ele disse.
Bella sorriu.
-Tá tudo bem, papai. Não force a barra, temos todo o tempo do mundo pra você se lembrar de nós. Iremos esperar a hora certa. –Bella disse.
-Mesmo? Não está brava comigo?
Bella negou.
-Claro que não, está tudo bem. –Bella disse.
Ele sorriu.
-Obrigado. Você é adorável.
Bella sorriu.
-Você também é muito adorável. –Bella disse.
-Vamos ficar por aqui um pouco. Fazer um pouco de companhia. –Disse.
Bella concordou.
Ficamos ali sentados, conversando com o Charlie e falando mais sobre a Megan e o Ethan, e também sobre a gravidez da Bella.
***
Já estava ficando tarde, passamos muito tempo com o Charlie, estávamos todos cansados. Estávamos voltando pra casa, as crianças estavam dormindo no banco de trás, Bella também dormia ao meu lado.
O dia tinha sido longo, Charlie ainda não demonstrou se lembrar de nada, mas, pelo menos ficar com os netos, fez um bem danado pra ela. Agora, todos iriamos descansar, e amanhã veremos como ele está.
Chegamos em casa e abri o portão da garagem, entrei com o carro, fechei o portão e saí do carro, abri a porta traseira e peguei o Ethan, entrei em casa com ele e subi para o quarto, entrei no quarto dele e da Megan e o coloquei no berço, dei-lhe um beijo na testa e saí do quarto, desci e voltei pra garagem, peguei a Megan e subi com ela para o quarto, coloquei-a no berço e lhe dei um beijo na testa.
-Durmam bem, meus amores. –Disse, liguei a babá eletrônica e saí do quarto.
Desci e voltei pra garagem, para buscar a Bella. Ela ainda dormia, peguei-a no colo e a levei para o nosso quarto, deitei-a em nossa cama, tirei seus sapatos e a cobri com o cobertor, dei-lhe um beijo na testa e fui até o banheiro. Tirei minha roupa e tomei um banho rápido. Depois do banho, vesti apenas uma samba canção e fui pra cama, deitei-me ao lado da Bella e a abracei, logo, adormeci ao seu lado.
Isabella Marie Swan Cullen
No dia seguinte…
Acordei e espreguicei-me. Olhei no relógio e já era tarde, eu havia dormido demais. Sentei-me na cama e reparei que estava com a mesma roupa de ontem. Lembrei-me de sair do hospital, mas não lembre de ter vindo pra cama, Edward com certeza me trouxe para o quarto.
Olhei para o lado e Edward estava dormindo, como um anjinho.
Dei-lhe um beijo na bochecha e me levantei. Fui para o banheiro, tirei minha roupa e tomei um banho, arrumei-me e saí do quarto, desci e rfui preparar o café. Simba estava dormindo no tapete da sala e tentei não fazer barulho, para não acordá-lo. Fui até a cozinha e preparei o café da manhã.
Depois de preparar o café, sentei-me a mesa e comecei a tomar café, quando terminei, subi para avisar o Edward, que estava indo trabalhar.
Entrei no quarto e ele ainda estava dormindo, quando eu ia chama-lo, a babá eletrônica começou a tocar, dei meia volta, deixando o Edward dormindo e fui acudir meus pequenos.
Entrei no quarto e apenas Megan estava acordada, Ethan ainda estava em sono profundo, igual ao pai.
Peguei Megan no colo.
-Bom dia, minha princesa. –Disse.
Ela sorriu pra mim.
-Vamos mamar, depois você vai ficar com o papai, para o seu irmão dormir e a mamãe ir trabalhar. –Disse.
Sentei-me na poltrona com ela no colo e dei mamar pra ela. Depois de Megan mamar, saí de seu quarto com ela e voltei para o meu, onde Edward estava dormindo.
Coloquei Megan na cama, ao lado do Edward e coloquei uns travesseiros envolta dela, pra ela não cair, peguei o celular do Edward e coloquei os desenhos dela, pra ela assistir.
Saí do quarto e desci, fui até a cozinha e tirei leite para encher algumas mamadeiras, deixei na geladeira e voltei para o segundo andar, entrei no quarto e Megan estava concentrada em seu desenho, fui até o Edward e sentei-me na beirada da cama, acariciei seus cabelos.
-Amor, acorde, querido.
-Hum. –Ele abriu os olhos e me olhou. –Bom dia, amor.
-Bom dia. –Disse. –Eu estou indo trabalhar, você vai ficar em casa?
-Vou, estou cansado. –Ele disse.
-Tudo bem, Megan está ai ao seu lado, assistindo um desenho no seu celular.
Ele olhou para o lado e acariciou as costas da Megan.
-Bom dia, filha.
Megan não deu atenção, ela continuou assistindo seu desenho.
-Eu já dei mamar pra ela. Ethan ainda está dormindo, mas, deixei a mamadeira dele, dentro da geladeira. –Disse.
Ele assentiu.
-Está bem. –Ele disse.
-Eu tenho que ir. Aparece por lá depois? –Perguntei.
-Claro, mais tarde irei pra lá. –Ele disse.
-Tá bom. –Disse e lhe dei um selinho. –Tchau, te amo.
-Tchau, também te amo. –Ele disse.
Fui até a Megan e lhe dei um beijo na bochecha.
-Tchau, minha linda. –Disse e saí do quarto.
Fui até o quarto dos gêmeos e Ethan ainda dormia. Com certeza tinha puxado isso do pai. Dei-lhe um beijo na testa.
-Tchau, meu amor.
Saí do quarto dos gêmeos e desci, fui para a garagem e entrei no carro. Abri o portão da garagem, liguei o carro e saí da garagem, fechei o portão e dirigi direto para o hospital.
Cheguei ao hospital e fui direto para o quarto do meu pai, entrei no quarto e encontrei a Nessie com ele.
-Bom dia, Nessie. –Disse.
-Bom dia, Bella. –Ela disse.
-Onde está a Sue? –Perguntei.
-Foi pra casa descansar, ela estava exausta. Eu acabei de chegar. –Ela respondeu.
Assenti.
-Sabe se ele dormiu bem? –Perguntei, aproximando-me dele e acariciando seus cabelos.
-Eu perguntei pra Sue, ela disse que sim, ele dormiu a noite inteira. –Ela respondeu.
-Ótimo, isso é muito bom. –Disse. –Quando ele acordar, eu o examino melhor. Você ficará aqui o dia inteiro?
-Não, trocaremos de tudo na parte da tarde, Leah virá assumir, depois o Seth, a Vic e depois Sue volta.
Assenti.
-É, pessoa que não falta. Se precisarem de mim…
-De jeito nenhum. Você precisa se cuidar, deixa o papai com a gente, ele não gostaria de te estressar, estando na situação que você está. –Ela disse.
-Eu estou bem, tive uma ótima noite de sono. –Disse.
-Mesmo assim, acho que é bom evitar ao máximo. –Nessie disse.
-Eu estou bem. –Disse.
-Bella. –Nessie chamou minha atenção.
Lembro-me desse tom de voz da minha mãe, nas poucas vezes em que ela era autoritária comigo.
Respirei fundo.
-Tudo bem, Renesmee. Já que ele está dormindo, eu vou trabalhar. Tenho pacientes pra ver. –Disse. –E não precisa me dizer como eu devo me cuidar, eu sou a médica aqui.
Nessie riu.
-Está bem, Dra. Swan…
-Dra. Cullen, se esqueceu? Eu sou casada. –Disse, mostrando minha aliança.
Nessie gargalhou.
-Tudo bem, erro meu, Dra. Cullen, perdoe-me. –Ela disse.
Sorri.
-Está perdoada. –Disse e lhe dei um beijo na bochecha. –Volto mais tarde.
-Esta bem. Até mais tarde. –Nessie disse.
Fui até me pai, dei-lhe um beijo na testa e saí do quarto.
Encontrei Jasper, Alice, Rosalie e Emmett nos corredores.
Aproximei-me e eles estavam conversando.
-Posso saber o motivo da reunião? –Perguntei.
Eles me olharam.
-Bom dia, Bella. –Jasper disse.
-Bom dia.
-Você está ficando cada vez mais parecida com o Edward, é a convivência? –Emmett disse.
Sorri pra ele.
-Como está o seu pai? –Alice perguntou.
Respirei fundo.
-Ainda não se lembra de nada, mas, a visita dos gêmeos fez muito bem pra eles. Ele ainda está dormindo, está com a Nessie. Sue foi pra casa descansar um pouco. –Respondi.
-Eu tenho certeza de que ele vai se recuperar logo. -Rosie disse.
Assenti.
-Tomara. –Disse.
-E como você está, Bella? Está se cuidando? –Alice perguntou.
Assenti.
-Sim, eu estou. –Respondi. –E você?
Ela sorriu.
-Estou muito bem, tirando os enjoos matinais. –Alice disse.
-Eu não ando tendo muitos. Mas, relaxa que isso vai passar. –Disse.
Alice sorriu.
-É, eu sei. –Alice disse.
-Bom, que tal deixarmos de papo e vamos trabalhar? Todos aqui temos família pra sustentar e pacientes pra atender. –Disse.
-Sim, senhora. –Emmett disse.
-Nos vemos no almoço? –Rosie perguntou.
-Sim. –Respondi.
Cada um foi pra sua sala. Eu fui direto pra sala do Edward, sentei-me em sua cadeira e respirei fundo.
-Tudo bem, vamos começar.
Comecei a trabalhar, tentando ocupar minha cabeça, para não me preocupar tanto com o meu pai, eu tinha que pensar no bebê que eu estava carregando, não era justo ele ter que pagar, por eu ser uma mãe descuidada.
Horas depois…
Eu já estava faminta e louca por um bife bem passado do refeitório, por isso eu tinha que ir logo almoçar.
Levantei-me da cadeira e saí da sala.
-Jane, estou indo almoçar. –Disse.
-Ok, doutora. Bom almoço. –Ela disse.
-Obrigada.
Fui direto para o refeitório, escolhi meu almoço e com certeza o bife que eu estava desejando e fui me sentar para comer.
-Bella. –Escutei Alice me chamando.
Estava todo o grupo estavam sentados a mesa de sempre, aproximei-me e sentei-me com eles.
-Nossa. É muita comida pra uma pessoa tão pequena feito você. –Emmett disse.
-Se esqueceu que eu estou comendo por dois? Estou faminta. –Disse, começando a comer.
-Emm, pare de implicar. –Allie me defendeu.
-Diz isso por que também está comendo feito um dragão. –Emmett disse.
Alice mostrou o dedo do meio pra ele.
-Olha a educação. É assim que vai educar seu filho? –Emmett perguntou.
-Emmett, pare de perturbar. Como as suas pacientes e a sua filha te aguenta? –Alice perguntou.
-Eu sou fofo como um urso. –Emmett disse.
-Hum, meu ursão. –Rose disse e deu um selinho no marido.
-Ai, eu mereço. –Alice disse, revirando os olhos.
-Será que a gente pode ter um almoço tranquilo? Vocês parecem crianças. –Jasper disse.
-Crianças se comportam melhor. –Disse.
-Diz isso pela sua filha? Megan não está terrível? –Emmett perguntou.
-Está, mas eu a amo do mesmo jeito. Assim como você ama a Valentina. –Disse.
-Claro, ela é minha ursinha fofinha. –Emmett disse.
Começamos a rir.
-E o Edward? Está em casa?
Assenti.
-Sim, disse que viria mais tarde. –Respondi.
-E o seu pai? –Rosie perguntou.
-Eu só passei de manhã pelo quarto dele. Ele estava dormindo, voltarei lá depois do almoço, pra ver como ele está. –Respondi.
-Eu tenho certeza que ele irá se recuperar rápido. –Jasper disse.
-É, vendo que você é forte, você tem a quem puxar. –Emmett disse.
-Não fica preocupada, Bella. Vai dar tudo certo. –Rosie disse.
Assenti.
-É, eu sei. –Disse. –Também não posso baixar a guarda. O que aconteceu com o meu pai foi muito grave, mas, eu tenho que ter esperanças.
-E saiba que mandaremos nosso apoio total. –Jasper disse.
Sorri.
-Obrigada, gente. Eu não tenho o meu marido aqui para me dar apoio, mas, pelo menos eu tenho vocês. –Disse.
-Claro que tem, jamais te deixaríamos sozinha. –Rosie disse.
-Ainda mais por que isso pode contar o nosso emprego. –Emmett sorriu. –Mas, também fazemos isso, por que te amamos, Bella.
Sorri.
-Adoro a sua sinceridade, Emm. –Disse.
Ele riu.
-Obrigado. –Emmett agradeceu.
Nós continuamos comendo e conversando. Ao terminarmos o almoço. Rosie insistiu para examinar Alice e eu. Nos despedimos dos meninos e fomos pra sala da Rosie.
-Eu só quero checar se os meus sobrinhos estão bem. –Rosie disse, ao entrarmos na sala dela.
-Eu não estou reclamando. –Disse.
-Eu também não. Adoro as consultas para saber do meu bebê. –Alice disse.
-Tá legal, quem vai primeiro? –Rosie perguntou.
-Pode ir, Alice. Eu vou tentar falar com o Edward e saber se as crianças estão bem. –Disse.
-Ok. –Alice disse e foi se trocar para ser examinada.
Sentei-me na cadeira em frente a mesa da Rosie, e mandei uma mensagem para o Edward.
De: Bella
Para: Edward
Oi, amor. Tudo bem?
Como você e as crianças estão?
Eles estão com você ou os deixou na casa dos seus pais?
B.C
Enviei a mensagem e esperei pela resposta, enquanto Rosalie, estava examinando a Alice.
Meu celular apitou, era a resposta do Edward.
De: Edward
Para: Bella
Oi, amor. Estou bem.
Os meninos estão bem.
Estou levando eles pra casa dos meus pais, pra poder ir para ai.
Você está se cuidando? Já almoçou?
E.C
Respondi.
De: Bella
Para: Edward
Acabei de almoçar e estou me cuidando muito bem.
Estou em uma consulta junto com a Alice, com a Rosie.
Allie está sendo examinada agora.
B.C
Edward respondeu.
De: Edward
Para: Bella
Que bom que a Rosie está cuidando de você, de vocês duas.
E.C
Respondi.
De: Bella
Para: Edward
É, você a treinou muito bem.
B.C
Edward respondeu.
De: Edward
Para: Bella
É, eu sei.
Bom, eu preciso dirigir.
Te vejo daqui à pouco.
Beijos, te amo.
E.C
Respondi.
De: Bella
Para: Edward
Tá bom.
Beijos, também te amo.
B.C
Guardei meu celular e prestei atenção no exame da Alice.
-Você está ótima, Alice. Tudo ok com você. –Rosie disse.
-Tem certeza? –Alice perguntou.
-Sim, Alice. Eu tenho. Também sou médica. –Rosie disse.
-Eu sou obstetra, eu conheço o assunto. –Alice disse.
-Eu sou ginecologista, também entendo do assunto e fiz a mesma faculdade que você. Eu sei o que estou dizendo, você está bem. –Rosalie disse.
Revirei os olhos.
Essas duas.
-Quer ouvir o coração? –Rosie perguntou.
-Claro que eu quero. –Allie respondeu.
-Bella, venha ouvir também. –Rosie me chamou.
Levantei e me aproximei.
Rosie colocou a máquina e escutamos o coraçãozinho dele.
-Hum, coração forte. –Disse.
-Concordo. –Rosie disse.
-Ai, meu Deus. –Alice estava emocionada, como sempre.
-Por que está chorando, Allie? Não é a primeira vez que escuta um coração de bebê. Esse é o seu trabalho. –Rosie caçoou da irmã.
-Eu faço isso todo dia, mas, esse é o meu bebê, o coração do meu bebê. Fui eu que fiz. –Alice disse.
Rosie riu.
-Deixe-a, Rosie. É mãe de primeira viagem, já passamos por isso. –Disse.
Rosie assentiu.
-É, tem razão.
-Garanto que escutar dois coraçãozinhos batendo juntos, é uma explosão de emoções. –Disse.
-Eu prefiro ter um por vez. –Rosie disse.
-Eu também. –Alice disse.
-Olha, eu não pedi pra ter gêmeos, aconteceu. E sou muito feliz com o meu casalzinho lindo. –Disse.
Elas riram.
-Como está o coração dele, Rosie? –Alice perguntou.
-Ótimo. Muito saudável. E você também está, meus parabéns, Dra. Hale. –Rosie disse.
-Obrigada, Dra. McCarty. –Alice agradeceu.
-Agora, vá se vestir, pra eu examinar a Dra. Cullen. –Rosalie disse.
Alice riu.
-Ok.
Alice se levantou da maca e foi se vestir. Rosie me olhou.
-Sente-se bem? –Ela perguntou.
Assenti.
-Sim, estava falando com o Edward. Queria saber como estão meus garotos. –Disse.
-E eles estão bem? –Rose perguntou.
-Sim, ele está os levando para a casa dos seus pais e depois ele virá pra cá. –Respondi.
Rosie assentiu.
-Fico feliz. Acho que com ele aqui, você fica mais tranquila, você está muito tensa. –Rosie disse.
-Eu estou bem. –Disse.
-Ficarei mais tranquila, quando eu ver como está o meu sobrinho ou sobrinha. –Rosie disse.
Sorri.
Alice voltou, já vestida.
-Ok, Bella. Pode se trocar. –Rosie disse.
Fui me trocar, colocando a camisola de hospital, depois, deitei na maca e Rosalie passou o gel na minha barriga.
-Como anda se sentindo? –Allie perguntou.
-Apesar de tudo isso ter acontecido, eu me sinto bem. –Disse.
-Eu vou medir a sua pressão. –Allie disse.
-Ok.
Alice mediu minha pressão, enquanto a Rosalie fazia meu ultrassom.
-Sua pressão está muito boa. –Alice disse.
-Que ótimo. –Disse. –E o meu bebê?
-Rosie?
-Ele está ótimo. –Rosalie disse.
-Deixa eu ver. –Alice quase empurrou a irmã para ver.
Rosalie a olhou.
-Mary Alice.
-O que? –Alice perguntou, fazendo-se de inocente.
-Eu que sou a médica aqui, e a Bella é a minha paciente. –Rosalie disse.
-Eu não estou vendo como médica, e sim como tia do bebê. –Alice disse.
-Sei. –Rosalie disse, desconfiando da própria irmã.
Ai, essas duas.
-Tá legal, dá para as duas pararem e me dizerem como está o meu bebê? –Disse.
Rosalie continuou o ultrassom.
-Está tudo ótimo, Bella. Vamos ouvir o coração?
Assenti.
Rosie colocou o coração do meu bebê pra eu escutar.
Era maravilhoso, parecia música para os meus ouvidos.
-Perfeito. –Disse.
-Concordo. –Rosie disse. –Ele está bem saudável, assim como você, os dois estão ótimos.
-Sabemos que você está passando por muita coisa, Bella. Mas, faça um esforço para se cuidar. –Allie pediu.
-Claro que eu farei, não prejudicarei a vida do meu bebê. –Disse.
-Ótimo. –Alice disse.
-E então, Doutoras? Estou liberada? –Perguntei.
-Claro, Dra. Cullen. As duas estão. –Rosie respondeu.
-Ótimo. –Disse e me levantei da maca.
Fui me trocar, e ao voltar, Rosie entregou uma receita pra mim e outra pra Allie.
-Não se esqueçam das vitaminas. –Rosie disse.
-Pode deixar. –Dissemos.
O bipe da Alice começou a apitar.
-Eu tenho que ir trabalhar. Nos vemos mais tarde? –Alice disse.
-Sim. –Concordamos.
-Tchau. –Alice saiu da sala da Rosie.
-Bom, é melhor voltarmos ao trabalho. Edward daqui à pouco estará ai e ele vai querer ver se as coisas estão em ordem. –Disse.
-Vou só falar com o Emm e já volto para o trabalho. –Rosalie disse.
Assenti.
-Tudo bem, até mais. –Disse.
-Tchau.
Saí da sala da Rosalie e fui direto para o quarto do meu pai.
Entrei no quarto e encontrei a Nessie, junto com o Seth.
-Oi, meninos. –Disse.
-Oi, Bella. –Eles disseram.
Meu pai estava folheando um álbum.
Aproximei-me dele e lhe dei um beijo na bochecha.
-Oi, papai. –Disse.
Ele me deu um olhar rápido e sorriu.
-Oi. –Ele disse e voltou sua atenção para o álbum.
-O que está vendo? –Perguntei.
-Seu álbum de recém nascida. –Seth respondeu. –Era da sua mãe, ela entregou para seu pai, antes de morrer.
Sorri.
-Espero que esteja gostando do álbum. Se bem que eu prefiro como estou hoje. –Disse.
Ele me olhou.
-Eu não acho. Você era bonita e continua assim. –Ele disse.
Sorri.
-Obrigada pelo elogio. –Agradeci. –Consegue ter alguma recordação?
Ele negou.
-Não, infelizmente não. –Ele respondeu. –Espera…
-Lembrou-se de algo, papai? –Nessie perguntou.
-Essa mulher. –Ele apontou para a foto. –Ela não me é estranha.
Nessie e eu nos entreolhamos e depois olhamos pra ele.
-É a nossa mãe. –Respondi.
Ele nos olhou.
-Sério? –Ele perguntou.
-Sim, papai. Essa é a Renée, sua ex esposa e nossa mãe. –Nessie respondeu.
-Por que nos separamos? –Ele perguntou.
-Ela te trocou pelo pai da minha melhor amiga. –Respondi.
-A enfermeira ruiva?
-Isso mesmo, o pai da enfermeira ruiva, que se tornou sua filha adotiva. –Disse.
-E… o que aconteceu depois do divorcio? –Meu pai perguntou.
-Minha mãe e seu atual marido, Phil, foram embora para Miami, junto comigo e com a Victória. Você acabou refazendo sua vida com a Sue, e você a ama muito. –Disse.
-E o que aconteceu com a sua mãe?
-Bom. A convivência não foi fácil, Victória nunca aceitou seu pai ter deixado sua mãe, e apesar de morarmos na mesma casa, nós não éramos mais amigas. E crescemos assim. Eu tive um namorado, o nome dele era James, ele me traiu, de depois do término, eu acabei vindo terminar minha faculdade aqui, deixando minha mãe e todos em Miami.
-Então, você veio morar comigo? –Ele perguntou.
Assenti.
-Sim, eu fui morar com você. Morei um tempo com você, mas a conivência com a Leah não era nada boa, tudo por que seu atual marido, o Jacob, tinha namorado comigo e ele me largou para ficar com ela. Nós acabamos brigando e fui morar com o Edward. –Sorri. –Eu fui muito feliz morando com ele, até que engravidei e nos casamos, depois, tivemos Megan e Ethan. –Expliquei.
-Mas… você se entendeu com a Leah? –Meu pai perguntou.
Assenti.
-Sim, nós acabamos nos entendendo e hoje nos damos muito bem. –Respondi.
-E como você conheceu o seu marido? –Meu pai perguntou.
Sorri.
-Aqui mesmo no hospital. –Respondi. –Eu estava fazendo faculdade e consegui um estágio aqui, Edward era o meu chefe, quer dizer, ele ainda é, isso não mudou, só que hoje em dia, eu sou seu braço direito. –Disse. –Edward foi muito importante na minha vida, ele me ajudou a ser uma médica, até eu concluir minha faculdade e hoje sou o que sou. Não tenho nenhum privilégio por ser sua esposa, ele me dá o mérito próprio e me deixa crescer com as próprias pernas.
Meu pai sorriu.
-Isso é muito bom. –Ele disse. –Há quanto tempo estão juntos?
-Casados, quase um ano, juntos mesmo, um ano e meio. –Disse.
-É, vocês se casaram bem rápido. –Ele disse.
-Isso por que ele me engravidou. –Eles riram. –Estou brincando. Quando o amor é verdadeiro, não precisa de tempo para se unir.
Ele sorriu.
-É, eu vi vocês juntos. Vocês parecem uma pessoa só, se dão muito bem. –Ele disse.
Sorri.
-Não é a toa que temo um casamento maravilhoso. –Disse.
-E quanto a Victória? Como fizeram as pazes? –Meu pai perguntou.
-Vic estava namorando meu ex namorado, o James. Ele o traiu com a minha mãe, ela descobriu e fugiu de casa, ela pegou o primeiro voo e veio me procurar, ela queria um lugar pra ficar, uma nova vida. Então, você a deixou morar com a gente. Nós duas voltamos a nos falar e ela refez a vida dela todinha, virou uma ótima enfermeira, conheceu o Dean, que é seu motorista, foi assim que eles se conheceram. Você acabou adotando-a, estava movimentando os papéis, para inserir nosso sobrenome no nome dela.
Meu pai sorriu.
-Eu devia realmente gostar dela. –Ele disse.
Sorri.
-Sim, você gostava muito dela. –Disse.
-E quanto ao pai dela e sua mãe? –Ele perguntou.
Respirei fundo.
-Minha mãe e Phil vieram pra cá, por que minha mãe queria uma consulta, ela não estava se sentindo muito bem e eu e minha cunhada, Rosalie, a atendemos, descobrimos que ela estava com câncer de mama e já estava em estado avançado. Com o passar do tempo, Phil não quis cuidar e nem ficar ao seu lado, então ele a deixou.
-Mais que canalha! Como ele pôde deixar uma pessoa que estava doente e que precisava dele? –Ele perguntou.
-Concordo. Phil foi um verdadeiro monstro. –Disse.
-O que aconteceu com a sua mãe?
-Eu cuidei dela. Todos os dias da sua doença. Ela pediu perdão pra Victória, que a perdoou e também ajudou a cuidar dela. Nessa época, eu fiquei grávida, foi uma fase difícil da minha vida, e minha mãe só esperou eles nascerem, para partir. –Disse, tentando me controlar para não chorar.
-Eu sinto muito. –Meu pai disse.
Sorri.
-Tudo bem, papai. –Disse e o olhei. –Um pouco antes de partir, ela revelou sobre a Nessie.
Meu pai olhou pra ela, depois pra mim.
-Como assim? Não a criamos? –Ele perguntou.
Neguei.
-Não. –Respondi. –Quando minha mãe foi embora com o Phil, ela descobriu que estava grávida. Phil alegou que não era dele, por que ele dizia que tinha feito vasectomia, mas, depois descobrimos que era mentira, mas, isso não impediu nada, por sorte, ele não havia engravidado a minha mãe, e sim você. Phil obrigou minha mãe a se livrar da Nessie, ela a teve e entregou pra adoção. Eu nunca soube dessa gravidez, ela escondeu muito bem, por que nem eu e nem Victória desconfiamos.
-Então, conheço minha filha há pouco tempo?
Assenti.
-É, sim. Minha mãe queria conhece-la antes de partir e você também queria conhece-la, então Edward e eu fomos atrás, a encontramos, em uma ótima família, e ela aceitou vir com a gente e conhecer sua família biológica. –Disse.
-E jamais me arrependi. –Nessie disse. –É uma família de ouro.
Sorri.
-E somos muito felizes. –Disse.
-Eu consigo ver isso. Sinto-me em casa perto de vocês. –Ele disse. –Ela sofreu? Quando morreu?
Nessie e eu nos entreolhamos.
-Ela foi em paz. Ela cometeu muitos erros e se arrependeu de todos eles. Ela afastou as duas filhas, não foi uma madrasta boa, e olha só quem ficou com ela até o fim? As duas filhas e a enteada que ela tratou mal. –Disse. –Eu tive muitos motivos para odiá-la, mas como filha e como médica, eu estive ao lado dela até o fim. Mas, ainda não consegui superar. –Disse, com lágrimas nos olhos.
-Hei. –Nessie se aproximou de mim e me abraçou de lado. –Não precisa ficar assim, seja lá onde ela esteja, ela está feliz por todos nós e por esse bebê que está por vir. –Ela passou a mão na minha barriga. –Então, não fique assim, pelo bem dele.
Sorri e respirei fundo.
-Eu vou ficar. –Disse.
-Bom, eu não quero ver ninguém triste. –Meu pai disse.
-Ninguém aqui está triste. –Disse.
Nessie e eu o abraçamos.
-Queremos que fique bem. –Nessie disse.
-Eu vou ficar, eu prometo. –Ele disse.
-Tá legal, gente. Vamos cortar esse clima triste? Bella, acho que você tem que voltar ao trabalho. –Seth disse.
Assenti.
-Tem razão. E Edward daqui à pouco estará ai, e se ele não me vir trabalhando, vai surtar. Ele ainda é meu chefe. –Fui até o meu pai e lhe dei um beijo na bochecha. –Volto mais tarde.
Ele assentiu.
-Bom trabalho. –Ele disse.
-Obrigada. –Agradeci. –Tchau Nessie, Seth.
-Tchau. –Eles disseram.
-Se cuide. –Nessie disse.
-Pode deixar. –Disse e saí do quarto do meu pai.
Fui direto pra minha sala, eu tinha que voltar ao trabalho logo. Entrei na minha sala e assim que fechei a porta, fui agarrada, fazendo-me dar um pulo de susto.
Senti os braços do Edward.
-Edward!
Ele me soltou.
-Calminha, gatinha. –Ele disse.
Virei-me pra ele.
-Não faz isso. Quer matar eu e nosso bebê? –Perguntei.
-Claro que não, querida. –Ele disse, se ajoelhando e beijando minha barriga, depois ele se levantou e me olhou. –Você demorou.
-Desculpe. Eu estava com o meu pai. –Disse.
-E como ele está? –Edward perguntou.
-Está bem. Não teve nenhuma recordação, mas, Seth trouxe um álbum de fotos.
-Isso é bom.
Sorri.
-É, o álbum com fotos minhas. Minha mãe deixou com meu pai, antes de morrer. Tem muitas fotos minhas ali. –Disse.
-Fotos podem despertar a memória dele. -Edward disse.
-É, ele fez muitas perguntas. Sobre minha mãe, Phil, por que eles se separaram, como ela morreu. –Disse.
-Falar bastante sobre tudo o que aconteceu e todos os momentos que ele viveu, também pode ajudar e muito. –Edward disse.
-Eu sei, espero que tudo isso ajude. –Disse.
-Olha, eu sei que é errado também, por que ele é seu pai, mas, isso pode te ajudar e muito na sua tese, você pode ajuda-lo bastante. –Edward disse.
-Eu não quero usar o meu pai de cobaia. –Disse.
-Eu sei, mas, acho que um pode ajudar o outro. Você mais do que ninguém sabe que pode ser a única a ajuda-lo e trata-lo. –Ele disse.
O olhei e sorri.
-Que foi? –Ele perguntou.
-Me surpreende a confiança que tem em mim e toda a aposta que coloca em mim. –Disse.
Ele sorriu.
-Você começou sua carreira comigo. Claro que eu vou confiar em você. –Ele disse.
Sorri.
-E eu te amo por isso. Por confiar na minha capacidade. –Disse.
-Você tem uma capacidade incrível. –Ele disse.
-Eu sei. E agradeço por isso. Você é incrível. –Disse.
-Você que é incrível. –Ele disse.
Aproximei-me dele, passei os braços envolta do seu pescoço e o beijei.
Edward me segurou pela cintura, me apertando, até que ele me sentou na minha mesa.
-Edward…
Ele parou o beijo e me olhou.
-Você me deixou na mão ontem. Dormiu no carro e eu te levei para o quarto, depois levei Ethan e Megan. –Ele disse.
Sorri.
-Ah, então eu fui uma esposa ruim por ter ficado cansada? –Perguntei.
Ele riu.
-Um pouco. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Ah chefinho, você não tinha uma regra sobre transar em local de trabalho? –Perguntei.
Ele sorriu.
-Bom, se toda a minha equipe quebra as regras, por que eu não posso quebrar?
Comecei a rir.
-Sendo assim. –Dei-lhe um selinho. –Tranque a porta pra mim.
Edward se afastou de mim e foi até a porta, ele a trancou e voltou pra mim.
-Pronto. –Ele disse, pousando as mãos nas minhas pernas.
Sorri.
-Agora vem cá. –Disse e o puxei pela camisa, beijando-o.
Edward veio pra cima de mim, e acabei tirando o meu atraso com ele, fazendo-me esquecer de todos os problemas que eu tinha.
***
Edward e eu estávamos deitados no meio da minha sala, encima do meu tapete.
-Deveria dar o exemplo. –Disse.
Ele riu.
-Mas eu dou o exemplo. Sou o chefe aqui. –Ele disse.
-E que chefe é esse que impõe uma regra e não a segue? –Perguntei.
-Ah, não vem com essa, você está aqui comigo, eu não a descumpri sozinho. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Ai, meu bem, queria tanto umas férias em algum lugar deserto com você. –Disse.
-Quando toda essa loucura acabar, podemos fazer uma viagem, deixar as crianças com os meus pais. –Ele disse.
Sorri.
-Não seria uma má ideia. –Disse. –Mas, eu não posso me afastar do meu pai agora.
-Está certa, agora não é uma boa hora. Eu jamais te afastaria do seu pai, com ele em um momento desses, ficaremos todos juntos. –Ele disse.
Levantei a minha cabeça para olhá-lo.
-Você é o melhor marido do mundo. –Disse.
Ele sorriu.
-Contanto que você esteja feliz, eu me contento. –Ele disse.
Sorri.
-Eu te amo. –Disse.
-Eu também te amo. –Ele disse e me beijou. –Acho que já está na hora de encerrar seu dia.
-O que? Eu mal comecei o meu dia, Edward.
-Bella, você não pode ficar se esforçando. Pense no nosso bebê, eu não quero que fique se sentindo mal. Além disso, acho melhor tirar uma licença, enquanto seu pai está assim, pra você não ficar sobrecarregada. –Ele disse.
-Se eu estiver trabalhando, eu posso ficar com ele. –Disse.
-Você continuará vendo, Bella. Não precisa vir trabalhar pra isso. Eu não quero que se canse tanto. Tire uma licença. –Edward disse.
-Eu não preciso…
-Precisa sim. –Ele me interrompeu. –Tire a licença, e poderá vir somente para fazer companhia para o seu pai, depois, você poderá ir embora e passar o resto do seu dia com as crianças. Depois que toda essa loucura acabar, poderá voltar ao trabalho.
-Você não vai desistir, não é?
Ele sorriu.
-Claro que não.
Assenti.
-Tudo bem, Edward. Talvez eu concorde com a licença. –Disse.
-Ótimo. Prepararei a papelada. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Vai, vem pra casa comigo? –Ele pediu.
-Edward, sabe que se eu tirar uma licença, você não vai poder ficar dando esses perdidos no trabalho, não é?
-E se esqueceu que eu ainda tenho a Rosie para me substituir? Foi praticamente ela quem te contratou. –Ele disse.
Sorri.
-Isso é verdade. Você estava dando seus perdidos como sempre. –Disse.
Ele começou a rir.
-Eu mereço folgas. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Ai, meu Deus. –Disse.
-Isso não vem ao caso, pense bem na licença. Pode vir e ficar cuidando somente do seu pai. –Ele disse.
Assenti.
-Tudo bem, eu vou pensar. –Disse.
Ele assentiu.
-Ótimo. Agora, por favor. Por que não vem pra casa, para descansar? –Ele perguntou.
-Eu tenho que trabalhar, Edward. –Disse.
-Você pode ir pra casa pra descansar. –Ele disse.
-Eu estou bem. –Disse. –Meu dia mal começou.
-Deixe a Rosie como responsável. –Ele disse.
-Meu amor, eu fico por mais algumas horas e depois eu vou embora, ok?
-Promete que vai se cuidar? –Ele pediu.
Sorri.
-Eu prometo, meu amor. –Disse.
-Ok. Já que eu não te convenci a vir comigo, eu vou pra casa, ficar sozinho e abandonado. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Não faça drama, Edward. –Disse.
Ele sorriu e me olhou.
-Pedirei pra minha mãe cuidar dos gêmeos essa noite. –Edward disse
Sorri.
-E o que faremos essa noite? –Perguntei.
-Escolhe o restaurante. –Ele disse.
-O meu predileto então. –Disse.
Ele sorriu.
-Beleza. Eu vou reservar uma mesa. –Ele disse.
O olhei.
-Você é maravilhoso e eu te amo. –Disse.
Ele riu.
-Eu também te amo, gatinha. –Ele disse e respirou fundo. –Bom, acho melhor eu ir e te deixar trabalhar um pouco.
Assenti.
-É, eu também acho melhor você ir, senão eu não irei conseguir me concentrar.
Edward riu.
-Tudo bem.
Nós nos levantamos e nos vestimos, quando ficamos apresentáveis, Edward se aproximou de mim e segurou meu rosto com as mãos.
-Promete que não vai demorar muito? –Ele perguntou.
Assenti.
-Prometo. Logo estarei em casa. –Disse.
-Se cuida. –Ele disse e abaixou para dar um beijo na minha barriga. –E cuida no nosso bebê.
Sorri.
-Pode deixar, irei me cuidar e cuidar do nosso bebê. –Disse.
Ele se levantou, me puxou pela nuca e me beijou. Um beijo longo e muito gostoso.
Ele se afastou de mim e me olhou.
-Te vejo mais tarde? –Ele perguntou.
Assenti.
-Claro, só não esqueça de fazer a nossa reserva. –Disse.
-Eu não esquecerei. Pode deixar comigo. –Ele disse e me deu um selinho. –Eu te amo.
Sorri.
-Eu também te amo. –Disse e lhe dei mais um selinho.
-Tchau. –Ele disse.
-Tchau. –Disse.
Edward foi embora, deixando-me sozinha.
Eu sabia que ele tinha razão, eu tinha que me cuidar, tinha que pensar mais na minha gravidez também, e faria isso, terminaria de atender meus pacientes e iria embora mais cedo, para descansar antes do jantar. Meu pai estaria em boas mãos aqui, estaria mais ainda, quando eu deixasse de ser a médica e fosse a visita dele. Estava considerando tirar uma licença mais cedo, para cuidar da minha gravidez e do meu pai.
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