Eternamente

172 Capítulo 171-A verdade na família Swan


Isabella Marie Swan Cullen

No dia seguinte…

Eu estava terminando de arrumar as crianças, pra leva-los à casa dos avós, Edward ainda estava tomando café, ele havia acordado atrasado, e olha que eu o chamei várias vezes.

Olhei o relógio.

Ótimo.

-Edward, estamos atrasados. –Disse.

Ele apareceu na porta da cozinha.

-Eu vou ter que tirar a mesa e lavar a louça? –Ele perguntou, com aquela cara de preguiça.

Respirei fundo.

-Só tira a mesa, deixa que a louça eu lavo quando chegarmos. –Disse.

Ele sorriu.

-Ok.

Ele voltou pra cozinha e eu voltei a arrumar as crianças.

Ontem, tivemos um dia bem gostoso. Depois que saímos do motel, fomos direto pra casa dos pais do Edward, pra eu reabastecer as mamadeiras deles, depois, voltamos pra casa e passamos a tarde inteira dormindo. No final da tarde, nós acordamos e levamos o Simba pra passear pelo bairro, quando voltamos, colocamos Simba no carro, e fomos buscar os meninos, para o desgosto da Esme, pois, ela tinha uma forte alergia. Depois que buscamos os meninos, voltamos pra casa e passamos o resto da noite na companhia deles, jantamos, colocamos nossos pequenos pra dormir, demos comida para o Simba, e depois fomos curtir mais uma noite de amor, e hoje, meu querido marido inventa que está com preguiça e que por isso acordou mais tarde. Ele nem foi trabalhar ontem, era pra ele estar bem disposto hoje.

Meu celular começou a tocar. O peguei e vi que era a Leah.

-Olha só. –Olhei para os meninos. –É a titia. Será que o Miguel está bem? –Perguntei. –Oi, maninha.

—Oi, Bella. Você está no hospital?—Ela perguntou, sua voz não parecia nada bem.

-Não, eu estou saindo daqui a pouco de casa, vou levar a Meg e o Ethan pra casa da Esme, e depois vou para o hospital. –Respondi. –Por quê? Precisa de alguma coisa? Você está bem, o Miguel, Jake, papai?

—Estamos todos bem, pelo menos, eu estou bem fisicamente.—Ela disse.

-Como assim, Leah? Aconteceu alguma coisa?

—Eu preciso que venha aqui em casa, reunião da família Swan de emergência.—Ela disse.

-E o que aconteceu, pra convocar essa reunião? Nós nunca nem fizemos uma reunião dessas.

—É, o motivo está necessitando. Você vai saber de tudo, quando chegar aqui. Por favor, Bella.—Ela pediu.

-Tudo bem, eu vou avisar o Edward e depois vou para ai. –Disse.

—Obrigada, tchau.—Ela disse, desligando.

Desliguei e olhei para o meu celular.

-Muito estranho. –Disse.

-Gatinha, estou pronto para irmos. –Ele disse e eu o olhei. –Que foi? Tá tudo bem?

-Tá. Leah me ligou, ela convocou uma reunião da família Swan, praticamente implorou pra eu ir. –Disse.

-Será que aconteceu alguma coisa? –Ele perguntou.

-Eu não sei, ela disse que eu saberia quando chegasse lá. –Disse. –Olha, leva as crianças pra casa dos seus pais e vai para o hospital, eu pegou um taxi pra casa do meu pai, vejo o que está acontecendo e depois vou para o hospital.

-Não, eu deixo você no seu pai, deixo os meninos nos meus pais e depois vou trabalhar. –Ele disse.

Assenti.

-Tudo bem.

Peguei a minha bolsa, a bolsa do Ethan, e Edward pegou a bolsa da Megan e puxou o carrinho até a garagem, colocamos os meninos nas cadeirinhas, as bolsas ao lado deles e Edward guardou o carrinho no porta malas, entramos no carro, Edward abriu o portão e saiu com o carro, depois, ele fechou o portão, e dirigiu direto pra casa do meu pai.

Chegamos em frente a casa dos Swan e Edward parou o carro.

-Pronto, está entregue. Qualquer coisa, me liga. –Ele pediu.

-Ok. –Soltei meu cinto, virei-me pra trás e dei um beijo na bochecha do Ethan e da Megan. –Tchau, meus amores. Tenham um bom dia. –Virei-me para o Edward e lhe dei um selinho. –Tchau, gatinho. Te vejo no hospital.

-Tchau, gatinha. –Ele disse e beijou minha barriga. –Tchau, bebê.

Sorri e peguei minha bolsa.

-Te amo. –Disse.

-Eu também te amo.

Saí do carro e Edward foi embora, com os nossos filhos. Fui em direção a casa e entrei direto, com a minha chave.

-Oi. –Disse.

—Na sala.—Escutei meu pai dizer.

Fui em direção a sala de estar, e encontrei a família inteira. Meu pai e Sue, Leah e Jacob, Nessie e Seth, Vic e Dean.

-Olá. –Disse. –Tá tudo bem por aqui?

-Sim, querida. –Meu pai disse, se aproximando e me dando um beijo na bochecha. –E você? –Ele perguntou, passando a mão na minha barriga.

-Eu estou bem. –Disse. –Por que a reunião de emergência?

-Eu não sei. Coisa da sua irmã, ela está estranha desde ontem. –Meu pai respondeu.

Olhei pra Leah.

-E então, Leah? O que está acontecendo? –Perguntei.

Ela se levantou e nos olhou.

-Sentem-se. –Ela disse.

-Ok.

Meu pai se sentou no sofá, ao lado da Sue, eu me sentei não poltrona ao lado.

-Bella, me desculpe atrapalhar o seu trabalho, mas, isso também tem haver com você. –Ela disse.

Assenti.

-Tá. Mas o que tem haver comigo? Que eu me lembre, eu não fiz nada. –Disse.

-Não foi você que fez. –Ela me olhou. –Foi a sua mãe.

Levantei-me.

-Ai, pelo amor de Deus, Leah. Me atazanou logo cedo pra denegrir a memória da minha mãe? Ela está morta! Chega de ficar com raiva dela!

-Bella. –Vic me chamou e eu a olhei. –Não é nada disso, se acalme. Você não pode ficar nervosa.

Eu conhecia a Victória muito bem, e estava na cara que ela sabia do que se tratava.

Respirei fundo e me sentei.

-Tudo bem, prossiga, Leah.

Ela se aproximou de mim e me estendeu umas fotos.

-Olha isso.

Peguei as fotos e as olhei. Era uma foto antiga, meu pai com duas mulheres, espera, era a Sue, e uma mulher idêntica a ela. Comecei a me tocar, a mulher que eu vi na rua, pode ser essa mulher. Eu era mãe de gêmeos, então era isso, Sue tinha uma irmã gêmea.

-Isso é…

-Olha a outra. –Leah disse.

Olhei a outra foto, dessa vez, minha mãe estava junto e grávida, deduzi que estava grávida de mim, e havia uma menininha no colo da Sue ou da outra mulher.

-Reconhece a menininha?

Olhei bem pra menina, depois olhei para a Leah. Era ela. O bebê se parecia muito com ela e eu já vi fotos dela, de quando era criança.

-Mais o que é isso? –Perguntei.

-Era o que eu também gostaria de saber. –Ela disse, pegando as fotos da minha mão e indo até o meu pai e a Sue. –E eu quero que me expliquem isso.

Meu pai pegou as fotos, ele e Sue olharam as fotos, depois, se entreolharam.

-Onde conseguiu isso? –Meu pai perguntou.

-Vic e eu fomos de helicóptero para Miami ontem, fomos até a casa da Renée e achamos essas fotos escondidas. –Leah respondeu.

-E como sabia disso? –Perguntei.

-Eu escutei uma conversa deles, sobre alguma coisa que eles escondiam junto com a sua mãe, e que eu não podia saber. Falei com a Vic e ela disse que poderíamos achar alguma coisa na casa dela. –Leah disse.

Levantei-me e me aproximei da Leah e do meu pai.

-E então? O que está acontecendo? Por que estão juntos nessa foto? Então eu não estava ficando maluca, existe mesmo uma mulher idêntica a Sue, e como mãe de gêmeos, só pode ser uma irmã gêmea. –Disse.

-E por que eu estou no colo dessa mulher? –Leah perguntou.

-Isso… não é nada. –Sue disse, trêmula.

-Por que está tremendo, mãe? –Seth perguntou.

Sue não respondeu.

-Você só treme quando está mentindo.

-Não se intrometa, Seth! –Sue perguntou.

-Ele vai se intrometer sim, por que ele é da família! –Leah gritou.

-Papai. –Ele me olhou. –O que está escondendo?

Ele respirou fundo.

-Não era pra você saber desse jeito, Leah. –Ele disse.

-Charlie…

-Não tem mais como esconder isso dela, Sue. Está na hora dela saber a verdade. –Ele disse.

-O que eu preciso saber? –Leah perguntou.

-A mulher que está com você na foto… é irmã gêmea da Sue. –Ele disse.

-Isso já deu pra perceber, eu quero saber o por que dela estar me segurando.

-Por que… -Ele a olhou. –Ela é sua mãe.

As palavras que meu pai disse, foi inacreditável. Olhei pra Leah, que estava inconformada.

-Não. Minha mãe morreu. Ela adoeceu depois que a trocou pela Renée e morreu. –Leah disse.

-E você se lembra da morte dela? –Meu pai perguntou.

Ela negou.

-Não, eu era muito nova…

-Sim, e eu inventei tudo isso. Pra não revelar que ela te abandonou.

Leah balançou a cabeça.

-Não, não pode ser. –Ela disse. –Eu culpei a Renée, por todos esses anos, por ser a responsável pela morte da minha mãe.

-E isso fazia parte do plano. –Meu pai disse.

-Espera, pai, explica isso do começo, por favor. Isso tudo está confuso. –Pedi.

Ele respirou fundo.

-O nome dela é Susan Uley e algum dia já foi Susan Swan. Eu a conheci aos 17 anos. Eu e o pai do Seth, o Harry, somos amigos de infância, ele namorava a Sue e me apresentou a irmã gêmea dela, nós nos apaixonamos e nos casamos. Susan e eu tivemos a você, Leah. Nossa maior alegria.

-E o que aconteceu? –Perguntei.

-Susan sempre foi festeira, quando ela estava grávida, ela se segurou, mas, assim que a Leah nasceu, não durou um mês, ela já estava pelas festas. Eu não sei se ela chegou a me trair, mas, ela bebia e se drogava, chegava muito alterada em casa e foi ai que começaram as brigas. Eu implicava muito com ela, andando por estas festas. Em uma dessas festas, ela conheceu a Renée. Ela pediu pra ela… me distrair, pra ela poder se divertir em paz. Foi o que aconteceu, Renée se fingiu de empregada, pra eu não desconfiar, começou a se jogar em cima de mim, como a Susan nunca parava em casa, eu estava solitário, e acabei não resistindo, e comecei a me envolver com a Renée. Nós acabamos nos apaixonando. E a cada dia que passava, eu parava de me importar com a Susan, mas, ela só se deu conta, quando eu pedi o divórcio, pra ficar com a Renée. Ela se revoltou, chamou a Renée de traíra, quando foi ela mesmo que me jogou para os braços dela. Ela nunca perdeu o juízo. A raiva dela durou poucos dias, depois ela assinou o divórcio por livre e espontânea vontade, continuou amiga da Renée, e quando a Renée engravidou da Bella, e estava de 6 meses, ela chamou Renée e eu na casa dela, quando chegamos lá, ela estava de malas prontas e me entregou você, Leah. Disse que já que teríamos uma filha, podíamos cuidar de mais uma, ela disse que iria voltar de vez a sua vida festeira. Nós imploramos pra ela não fazer isso com você, mas, ela não nos ouviu, disse que não se prenderia a você, que ela tinha que viver, então, ela foi embora.

Leah soluçou.

-E por que inventaram que a mãe dela adoeceu e faleceu?

-Não queríamos que ela sofresse, por isso inventamos tudo isso, e Renée concordou em se passar por responsável.

-Não, minha mãe se chamava Judith Clearwater.

-Nunca se perguntou, por que tem o sobrenome do Seth?

-Você me disse que ela tinha sido adotada pela família do pai do Seth.

-Judith Clearwater era a mãe do meu falecido marido, avó do Seth, assim como todas as fotos que tem dela.

-Por isso eu nunca vi uma foto dos meus avós. –Disse.

-Não pode ser, vocês mentiram pra mim, por todos esses anos? Me registraram como uma Clearwater?

-Eu tirei o sobrenome Uley e Harry concordou em emprestar o sobrenome dele. –Meu pai disse.

Leah começou a chorar.

-Não, não pode ser. –Ela disse. –Isso não pode ser verdade.

-Leah, eu fiz isso para o seu bem. –Meu pai disse.

-Para o meu bem? Você escondeu a minha mãe de mim, me fez odiar a Renée a vida inteira, quando ela simplesmente não fez nada!

-Amor, se acalme. –Jake pediu.

-Eu só queria que tivesse uma boa memória da sua mãe. Eu não queria que soubesse que ela nunca se importou com você. E a Renée aceitou fazer o papel de madrasta má, por livre e espontânea vontade. Nós só queríamos o seu bem, Leah.

Ela não respondeu.

-Quando a minha irmã fez isso, eu achei sua atitude imperdoável. Realmente achei que conhecendo uma pessoa legal como o Charlie e se tornando mãe, ela mudaria o seu jeito, mas, eu me enganei, Susan só sabe magoar as pessoas, e não queríamos que tivesse uma lembrança dessas da sua mãe.

-Olha, querida, me escuta. Foi muito difícil ter que cuidar de você sem a sua mãe, a Renée estava grávida e ainda tinha que ficar mentindo sobre tudo. E, eu consegui, consegui criar você e a Bella, com a ajuda da Renée, mesmo você a odiando, ai a Renée conheceu o Phil e foi embora com ele, na mesma época, Harry teve um enfarto e acabou morrendo, eu me apoiei na Sue, Sue se apoiou em mim e acabamos nos apaixonando, e juntos, terminamos criando você e o Seth, enquanto a Bella estava morando em Miami, com a Renée, Phil e Victória.

-Então… a Bella realmente a viu? Era ela?

-Provavelmente sim, nós não sabemos o porquê dela ter voltado, mas… talvez ela venha te procurar. –Sue respondeu.

Leah assentiu.

-Ótimo. –Ela disse.

-Filha, nos perdoe. Pensamos que conseguiríamos esconder isso de você.

-E pretendiam me esconder isso a vida inteira?

-Bom, pretendíamos fazer como a Renée, levar esse segredo para o túmulo. –Disse.

Ela deu um sorriso irônico.

-Ah, mas isso não aconteceu. Eu descobri a verdade, descobri que mentiram pra mim a vida inteira. Vocês tem ideia do que fizeram comigo? Mentiram pra mim a vida inteira, fizeram-me odiar uma pessoa que simplesmente não fez nada.

-Leah…

-Não, Bella. –Ela me olhou. –Você sabe como eu vivi. Eu odiei a sua mãe por anos, e isso fez com que eu me afastasse de você. Eu pensei que sua mãe era uma pessoa horrível e que você não era diferente dela, e eu fui capaz de roubar o seu namorado.

-Leah! Eu sei que está chateada com tudo isso, mas, Jacob é seu marido, não envolva-o nisso. –Disse.

Ela soluçou.

-Eu fui uma irmã terrível pra você.

Não me contive e deixei as lágrimas rolarem.

-Leah…

-Filha, por favor. –Meu pai se levantou e pegou na mão da Leah, ela se afastou.

-NÃO ENCOSTA EM MIM!

Parecia tudo tão inacreditável. Crescemos com a história de que minha mãe foi amante do meu pai, tirou-o da mãe da Leah, ela acabou adoecendo e morrendo, Leah realmente cresceu culpando a minha mãe, e agora isso? Eles mentiram sobre tudo. Leah é filha da irmã gêmea da Sue, uma mulher que abandonou a filha pra viver nas festas. E agora, todos teríamos que suportar essa verdade.

Senti uma forte cólica e coloque a mão na barriga.

-Victória… -Disse, apoiando-me na poltrona.

Victória se levantou e se aproximou, me segurando.

-Hei, se acalma. –Ela disse.

Sentei-me na poltrona e todos se aproximaram de mim.

-Gente, dá um pouco de espaço pra ela. –Vic pediu.

-Eu vou pegar um pouco de água. –Seth disse, indo pra cozinha.

Ele voltou com um copo de água e entregou pra Victória.

-Aqui Bella, beba. –Bebi um pouco da água e olhei pra minha perna.

Passei os dedos pela dobra do joelho e vi meus dedos sujos de sangue.

-Vic.

-Meu Deus. –Ela pegou o copo das minhas mãos e colocou na mesinha. –Dean, me ajuda com ela, temos que levá-la para o hospital, ela está com um sangramento.

-Ok, vamos lá.

Dean me pegou no colo e me levou para o carro.

-Eu vou junto. –Meu pai disse.

-Eu também vou. –Nessie disse.

-Não cabem todos no carro, então, nos encontramos no hospital. –Sue disse.

-Ok. –Meu pai disse.

Dean me colocou dentro do seu carro. Victória foi atrás comigo, assim como o meu pai, Nessie foi na frente e Dean dirigiu direto para o hospital.

Eu não queria perder meu bebê, isso acabaria com toda a minha família e acabaria comigo. E eu não queria isso.

Edward Anthony Cullen

Hoje o hospital estava bem cheio, parece que uma virose estava atacando solta por aqui, e desde que eu cheguei, eu já havia atendido umas cindo pacientes.

Resolvi fazer uma pausa e fazer uma higiene, pra não acabar pegando uma virose dessas, até por que eu tinha uma esposa grávida e dois filhos pequenos.

Sentei-me na minha mesa e respirei fundo.

Peguei meu ramal e chamei a Jane.

—Sim, Dr. Cullen?

-Jane, pode me trazer um café bem forte? –Pedi.

-Claro, doutor. Quer alguma coisa pra comer também?—Ela perguntou.

-Não, só o café mesmo.

—Ok, daqui a pouco eu levo seu café, doutor.—Ela disse.

-Obrigado. –Agradeci.

—De nada.—Ela disse e desligou.

Fiquei esperando a Jane me trazer o café, o que demorou uma eternidade.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra Bella.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Oi, amor.

Como está indo a “Reunião de família”?

E.C

Enviei a mensagem pra ela, e fiquei esperando a resposta.

Bateram na minha porta.

-Entre. –Disse.

A porta abriu e Jane passou por ela.

-Jane, cadê o meu café? –Perguntei.

-Doutor, uma enfermeira ligou da emergência e disse que a Dra. Cullen acabou de dar entrada com fortes dores.

Levantei-me.

-O que? Não pode ser.

-Ela está acompanhada da Victória, sua irmã Renesmee e seu pai. –Ela respondeu.

-Eu vou lá agora mesmo, desmarque qualquer consulta que eu tiver. –Disse.

-Sim, doutor.

Saí da minha sala e corri pra emergência.

Cheguei a emergência e encontrei alguns enfermeiros, inclusive a Victória, cuidando dela.

-O que houve? –Perguntei.

Victória respirou fundo.

-Longa história. Resumindo: foram descobertas algumas coisas do passado, que fez com que ela passasse mal. Ela sentiu dor e está sangrando.

-Chamem a Alice! –Gritei e alguns enfermeiros foram atrás da Alice.

-Ela desmaiou no carro. –Victória respondeu.

-Ok, ajude-me a cuidar dela, enquanto a Alice não vem. –Pedi.

Ela assentiu.

-Ok.

Começamos a fazer todos os procedimentos necessários, pra não deixar a Bella e o meu filho morrerem.

Victória e eu tínhamos acabado de estancar o sangramento, mas, Bella ainda não havia acordado.

-Oi, desculpe a demora. –Alice apareceu, entrando na sala.

-Tudo bem. –Olhei para suas roupas. –Estava em algum parto?

-Uma cesárea. Pedi pra Rosie me substituir, então deixei o Jasper assumindo, enquanto ela não aparecia. O que aconteceu? –Alice perguntou.

-Ela estava na casa do Charlie, aconteceu uma longa história entre eles, que a fez passar mal. –Respondi.

-Ok, e o sangramento? –Alice perguntou.

-Conseguimos estancar.

-Me deixa dar uma olhada. –Ela disse, examinando a Bella. –O sangramento não foi tão grave.

-Ela também estava sentindo dores. –Victória disse.

-Ok, então vamos dar uma olhada no bebê.

Alice pegou o aparelho de ultrassonografia, colocou o gel na barriga da Bella, e passou o aparelho pela sua barriga.

Começamos a escutar os batimentos cardíacos dele.

Respirei aliviado.

-O bebê está bem. –Alice disse.

-Graças à Deus. –Disse.

Alice pegou o estetoscópio e escutou o coração da Bella.

-Ela também está bem, só precisa descansar. –Alice disse.

-Isso é ótimo. –Disse.

-Que alívio, por que o clima foi bem tenso. –Victória disse.

-Afinal, o que aconteceu? –Alice perguntou.

-Edward vai te contar tudo, eu preciso avisar o Charlie e a Nessie, que ela e o bebê vão ficar bem. –Vic disse.

-Ok.

Victória saiu da sala, e eu contei tudo o que ela havia me contado enquanto cuidávamos da Bella.

-Eu não acredito. A mãe biológica da Leah, é irmã gêmea da Sue? –Alice perguntou.

Assenti.

-É, parece que sim. E ela está muito viva. A mãe da Leah nunca morreu por que a Renée tirou o marido dela, muito pelo contrário, ela conheceu a Renée primeiro e praticamente a jogou em cima do Charlie, pra ela poder farrear.

-Que horror! Eu pensei que ela se lembrasse da mãe. –Alice disse.

-Parece que ela era muito nova quando ela decidiu ir embora, Renée estava grávida da Bella. Ela era bem festeira, e não queria se prender a nada.

-Que mulher horrorosa.

-Eles mentiram sobre o nome da mãe dela, deram o nome e a foto da mãe do primeiro marido da Sue, e a batizaram com o sobrenome do primeiro marido da Sue também, e Renée decidiu assumir o papel de madrasta má. E ainda levou esse segredo para o túmulo.

-Leah deve estar péssima. –Alice disse.

-E a Bella deve ter tomado as dores da irmã, o que a fez passar mal. –Disse.

Alice assentiu.

-Mas, ela vai ficar bem, não se preocupe, vamos transferi-la para um quarto e deixa-la descansar. –Alice disse.

Assenti.

Allie e eu transferimos a Bella para um quarto e eu fiquei ali com ela, segurando a sua mão, enquanto a Alice, foi atrás do Charlie, para explicar que a Bella vai ficar bem.

Eu estava velando o seu sono, até que ela abriu os olhos.

-Edward.

Sorri.

-Oi, gatinha. –Disse, acariciando seus cabelos.

Ela se sentou na cama.

-Devagar. –Disse, a ajudando.

Ela colocou a mão na barriga.

-O bebê…

-Não se preocupe, foi só um susto. Vocês estão bem. –Disse.

Ela me olhou.

-Tem certeza? –Ela perguntou.

-Sim Bella, eu tenho certeza. Allie e eu cuidamos de você, examinamos você. O bebê está com os batimentos normais, não se preocupe. –Disse.

Ela suspirou, aliviada.

-Eu soube de tudo, sinto muito pela Leah. –Disse.

Ela respirou fundo.

-Eu jamais poderia imaginar uma coisa dessas, e minha mãe morreu escondendo tudo isso. –Ela disse. –Leah está arrasada, e ela está se sentindo mal, por ter odiado a minha mãe e ter crescido afastada de mim por isso.

-Deve ser difícil pra ela, mentiram a vida inteira pra ela. –Disse.

Ela assentiu.

-É, eu sei. Eu fiquei tão abalada. –Ela disse.

-Eu sei, meu amor. Agora, você tem que descansar. Pelo seu bem e o bem do bebê.

Ela me olhou.

-Eu posso ir pra casa? –Ela perguntou.

-É melhor você passar essa noite aqui, amanhã você poderá ir pra casa. –Disse. –Eu vou ficar com você, pedirei pra minha mãe cuidar dos meninos.

Ela assentiu.

-Seu pai, Nessie e Vic estão lá fora, quer vê-los? –Perguntei.

Ela negou.

-Não, por favor. Eu quero um pouco de paz. –Ela respondeu.

-Tudo bem. –Levantei-me e sente-me na cama, ao seu lado e passei o braço envolta dela. –Então, eu vou ficar aqui com você.

Ela sorriu.

-Isso é ótimo. –Ela levantou o rosto e me olhou. –Eu prometo que vou me cuidar melhor.

Sorri.

-Eu sei que vai. Isso foi inevitável, sei que vai ficar bem e vai se cuidar muito bem. –Disse e beijei sua cabeça.

-Eu te amo. –Ela disse.

-Eu também te amo. –Disse e lhe dei um beijo. –Amo vocês dois. –Passei a mão na sua barriga.

Bella deitou a cabeça no meu ombro e ficamos assim por todo o dia.

Toda essa história era bem tensa. Leah não merecia passar por isso, ela estava vivendo momentos tão felizes recentemente, e isso era um grande balde de água fria. Mas, isso não era a pior coisa também. Bella havia visto essa irmã gêmea da Sue, ela estava por perto, e com certeza queria alguma coisa, pra ter voltado de tanto tempo. Eu só espero que ela não seja um problema, pra ninguém.