Eternamente

167 Capítulo 166-Preocupações/ Manhã de folga/ Um segredo dos Swan


Isabella Marie Swan Cullen

Alguns dias depois…

Acordei enjoada e sentindo calor. Sentei-me na cama e respirei fundo.

Olhei para o lado e reparei que Edward ainda dormia. Peguei meu celular no criado mudo e olhei a hora. 3h52 da manhã.

Respirei fundo e voltei a deitar-me.

O enjoo piorou e fui obrigada a levantar. Corri até o banheiro e debrucei-me na privada, comecei a vomitar violentamente, e quando coloquei tudo pra fora, levantei-me e fui até a pia. Passei uma água no rosto e escovei os dentes.

—Bella!—Escutei Edward me chamar.

-Aqui no banheiro. –Disse, guardando minha escova e secando meu rosto na toalha.

Virei-me e vi Edward entrando no banheiro, tremendamente pálido. Parecia que agora ele estava passando mal.

-Oi, tudo bem? –Perguntei, indo até ele e acariciei sua bochecha.

-Tá, eu acordei e vi que não estava. –Ele disse.

-É, eu estava enjoada e acabei vomitando. –O olhei. –Mas, acordar e não me ver nunca foi um problema, e você não parece nada bem.

Ele respirou fundo.

-É que eu tive um pesadelo. –Ele disse.

-Que pesadelo? –Perguntei.

-Donovan. Ele estava atrás de você. –Ele disse.

Assenti.

-Donovan. Amor, isso não vai acontecer. –Disse.

-Ele tentou matar a minha mãe, Bella. Tentou me matar. -Ele disse.

-Eu sei, meu amor. Mas, ele não vai fazer nada comigo. -Disse.

-Você é minha mulher, Bella. Não tem como eu não me preocupar com você. –Ele disse.

-Eu sei, acha que eu também não estou preocupada? Sei que ele pode tentar fazer algo, até com os nossos filhos, mas, não podemos viver com medo, Edward. –Disse.

Ele respirou fundo.

-Eu sei, mas, eu não consigo deixar de ter medo. –Ele disse.

Aproximei-me mais dele e acariciei seu rosto.

-Meu amor, nada vai nos acontecer, Donovan não vai conseguir nos derrubar, disso eu tenho certeza. –Disse.

Ele assentiu.

-É, talvez tenha razão. –Ele disse.

-Eu tenho. –Respirei fundo. –E meu enjoo está voltando.

-Quer que eu te prepare um chá? –Ele perguntou.

-Não, deixa comigo. Voltei a dormir. –Disse.

-Tudo bem.

Voltamos para o quarto, Edward voltou pra cama e eu saí do quarto, desci e fui até a cozinha. Liguei a luz e encontrei Simba dormindo em sua caminha, fui até ele e acariciei sua cabeça, depois, fui preparar o chá, para o meu enjoo.

Preparei meu chá e tomei, depois, apaguei a luz e saí da cozinha, subi e fui para o quarto da Megan e do Ethan. Eles estavam dormindo, dei um beijo na testa dele e saí do quarto. Voltei para o meu quarto e Edward continuava deitado, deitei-me ao seu lado, de costas pra ele. Ele se aproximou de mim e passou um braço envolta da minha cintura.

-Tudo bem? –Ele perguntou.

-Sim. –Respondi.

Ele colocou a mão na minha barriga.

-Bebê, já está dando trabalho pra mamãe. –Ele disse.

Comecei a rir.

Virei-me em sua direção.

-E você? Está mais calmo? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Sim, estou. Mas, mesmo assim, precisamos ficar atentos. –Ele disse.

-Olha, Donovan mexeu com as pessoas erradas. Ele tentou te atacar e ferir a sua mãe pra te atingir, ele não mediu as consequências de mexer com a esposa e o filho de um juiz, e meu pai é promotor, está atrás dele, então, uma hora ele vai ser pego. –Disse.

Ele sorriu.

-É, você tem razão. Desculpe por isso. –Ele disse.

Sorri.

-Tudo bem. É normal você estar preocupado com o bem estar da sua mulher. –Disse.

Ele sorriu e me deu um selinho.

-Eu amo você. –Ele disse.

Sorri.

-Eu também amo você. –Disse.

Ele beijou meu pescoço.

-O seu enjoo já passou? –Ele perguntou.

-Já, por quê? –Perguntei.

Ele sorriu.

-Vamos terminar essa noite de outra maneira. –Ele disse.

Sorri.

-Ok.

-Vem cá.

Fui pra cima dele e sentei-me em seu colo, ele me olhou.

-Eu te amo, e jamais deixaria nada acontecer com você ou com os nossos filhos. –Ele disse.

Sorri.

-Eu também te amo, e confio em você. –Disse.

Ele me pegou pela nuca e me beijou. E, acabamos terminando nossa noite, nos esquecendo de tudo, de todos os problemas, ali, era somente nós dois.

No dia seguinte…

Acordei com Edward me chamando, eu ainda estava morrendo de sono e me sentindo casada.

-Que foi, Edward? –Perguntei, ainda de olhos fechados.

-Você está atrasada. –Ele disse.

-Hum, estou com tanto sono. –Disse.

-Deve ser as vitaminas pra gravidez, que está tomando. –Ele disse.

-Pode ser. –Abri os olhos e o olhei. –Ou, foi por termos dormido tarde ontem.

Ele sorriu.

-Não é a primeira vez que vamos dormir tarde, depois de fazer sexo, e você nunca teve trabalho em acordar cedo no dia seguinte, então, com certeza são as vitaminas. –Edward disse.

Sorri.

-É, tem razão. –Disse, sentando-me na cama. –Espera 10 minutos e eu fico pronta.

-Não, fica. Você está grávida e precisa dormir. Eu dou conta do hospital. –Ele disse.

-Tem certeza? –Perguntei.

-Tenho. Eu levo a Megan e o Ethan pra Berta, na casa dos meus pais, e depois eu vou trabalhar. Já você, vai ficar aqui quietinha, dormindo a manhã inteira. –Ele disse, acariciando meus cabelos.

Sorri.

-Tudo bem. Eu vou arrumar os meninos então, pode me trazer a bombinha e as mamadeiras?

Ele assentiu.

-Claro. Te vejo no quarto das crianças. –Ele disse, se levantando.

-Está bem. –Disse.

Ele me deu um beijo na testa e saí do quarto.

Respirei fundo, bocejei e me levantei. Saí do quarto e fui para o quarto dos meninos. Entrei no quarto e lá estavam eles, cada um em seu berço, e ambos jogavam seus brinquedos no chão.

Sorri.

-Hum, estão aprontando logo cedo, não é?

Eles me olharam e sorriram.

Fui até a Megan e a peguei no colo.

-Vem cá, princesa. –Disse.

Fui até a poltrona e sentei-me com ela, a amamentei e depois a coloquei no berço, peguei o Ethan e o amamentei, depois o coloquei de volta no berço e peguei a Megan de novo, dei um banho nela, depois dei banho no Ethan, eu estava arrumando eles, quando Edward entrou no quarto.

-Oi, já está terminando? –Ele perguntou.

-Sim. –Respondi.

-Quer ajuda? –Ele perguntou, se aproximando.

-Não. –Terminei de vestir o Ethan. –Pronto, terminei.

-Tá legal. Vá tirar o leite, eu fico de olho nesses dois anjinhos. –Ele disse.

-Ok.

Peguei a bombinha e tirei o leite, enchi as duas mamadeiras e coloquei na bolsa deles.

-Pronto. –Disse.

-Ok. Crianças, hora de se despedir da mamãe.

Aproximei-me e dei um beijo na bochecha dos dois.

-Tchau, meus amores. Tenham um bom dia. –Disse.

Edward me puxou pela cintura e me deu um selinho.

-Espero que tenha um bom dia. –Ele disse.

Sorri.

-Você também.

Edward pegou as bolsas e os meninos.

-Vamos lá. –Ele disse e me olhou. –Tchau, te amo.

-Tchau, também te amo. –Disse.

Edward saiu do quarto dos meninos e eu fui até a janela. Alguns minutos depois, vi o carro do Edward saindo.

Saí do quarto dos meninos e desci. Simba estava no jardim e vi que Edward já tinha colocado comida pra ele. Comi um pedaço de bolo e tome um copo de suco de laranja. Depois, voltei para o meu quarto e voltei a dormir.

Algumas horas depois…

Terminei de me arrumar.

Eu passei a manhã inteira dormindo. Hoje eu acordei com muito sono, mas eu já estava recuperada e tinha dormido o suficiente, agora eu estava pronta pra ir trabalhar.

Peguei minha bolsa e saí do quarto, desci e fui até a cozinha, Simba estava dormindo no jardim, deixei comida e água pra ele. Chamei um taxi, pra poder voltar pra casa com o Edward. Quando o meu taxi chegou, tranquei tudo e entrei no taxi, dei o endereço ao motorista e ele dirigiu para o hospital.

Chegamos em frente ao hospital, paguei o taxista e eu saí do taxi, ele foi embora e eu entrei no hospital.

-Bella!

Dei um pulo de susto e me virei. Alice se aproximou de mim.

-Quase me mata do coração, Alice!

-Desculpe, eu não queria te assustar. –Ela disse.

Assenti.

-E ai? O que aconteceu com você? Por que não veio com o meu irmão?

-Ele não te disse? –Perguntei.

-Não, eu quase não o vi hoje, só o vi de longe, estava com três partos pra fazer, e um deles, demorou além da conta, por causa de algumas complicações. –Ela respondeu.

Assenti.

-Ok. Eu acordei com muito sono hoje, acabei me atrasando e ele disse pra eu ficar dormindo, então, eu fiquei dormindo a manhã inteira e resolvi vir trabalhar agora. –Disse.

Ela assentiu.

-É, que vida boa pra quem é mulher do chefe. –Ela disse.

Sorri.

-O seu irmão não é mais meu chefe. –Disse.

-Tá. Então, que vida boa ser a chefe. –Ela se corrigiu.

Comecei a rir.

-Escuta, esse sono todo, deve ser as vitaminas, eu também fico assim as vezes. –Alice disse.

Assenti.

-É, eu sei. –Sorri. –Pelo visto, o seu querido irmãozinho vai ter que se virar com a ausência de duas médicas da sua equipe.

Ela sorriu.

-É, fazer o que? É para o bem desses bebezinhos.

Comecei a rir.

-É, com certeza. –Disse. –Bom, eu vou dar um oi no Edward e ir trabalhar.

-Bom trabalho. –Ela disse.

-Obrigada, pra você também. –Disse e fui em direção a sala do Edward.

Aproximei-me do balcão da Jane.

-Oi, Jane. –Disse.

Ela me olhou.

-Boa tarde, doutora. –Ela disse.

-Boa tarde. Tudo bem?

-Sim, tudo. –Ela respondeu. –E com você?

-Tudo ótimo. –Respondi. –Edward está na sala dele?

-Não, ele está em horário de almoço. –Ela respondeu.

-E ele foi almoçar fora?

-Não, no refeitório mesmo.

Assenti.

-Então, ele não vai demorar. –Disse.

-Quer que eu vá chama-lo? –Ela perguntou.

Neguei.

-Não precisa. Eu ficarei esperando em sua sala. Obrigada, Jane.

-De nada, doutora. –Ela disse e eu fui pra sala do Edward.

Entrei na sala, coloquei minha bolsa em cima da sua mesa e sentei-me em sua cadeira. Fiquei ali, esperando meu querido marido voltar do horário de almoço.

Enquanto ele não voltava, decidi mandar uma mensagem pra Berta, pra saber se as crianças estavam bem.

De: Bella Cullen

Para: Berta

Oi, Berta. Tudo bem?

Como estão os meninos?

B.C

Ela respondeu.

De: Berta

Para: Bella Cullen

Oi, Bella.

Está tudo bem, eles estão dormindo agora.

Não se preocupe.

B.V

Respondi.

De: Bella Cullen

Para: Berta

Ok, Berta.

Obrigada.

B.C

Ela respondeu.

De: Berta

Para: Bella Cullen.

De nada.

B.V

Guardei meu celular no meu bolso.

A porta da sala abriu e Edward passou por ela e ele me olhou.

-Oi. –Ele disse, fechando a porta.

-Oi. –Disse.

Ele se aproximou, curvou-se na mesa e me beijou.

-Veio fazer uma visita? –Ele perguntou.

-Muito pelo contrário, eu vim trabalhar. –Disse.

-O que? Eu disse que poderia ficar em casa. –Ele disse.

-Eu sei, e dormi a manhã inteira. Agora, eu estou bem para trabalhar. –Disse.

Ele assentiu.

-Tá, mas eu desmarquei todos os seus pacientes, terá que ficar na emergência, ou, ir lá pra cima ajudar a Heidi. –Ele disse.

O olhei.

-Eu prefiro mil vezes salvar vidas, perto da Heidi, eu tiraria, a dela. –Disse.

Edward riu.

-É, eu te entendo. Todo mundo faria uma escolha dessa. –Ele disse.

-Tá, eu vou pra minha sala me arrumar e depois, eu vou pra emergência, eu vim só te dar oi. –Disse, me levantando.

-Então, me dá oi direito. –Ele disse, se aproximando de mim.

Comecei a rir.

-Tudo bem, gatinho. –Disse, o abraçando pelo pescoço e o beijando.

Enquanto eu o beijava, suas mãos foram pra minha cintura e desceu para o meu quadril.

Afastei-me dele e o olhei.

-Bom, agora é hora de ir trabalhar. –Disse.

Ele assentiu.

-É, tem razão. –Ele disse.

-Mas, antes. –O olhei. –Como foi o seu almoço?

-Bom. Por quê?

-Almoçou sozinho? –Perguntei.

-Almocei, já que a minha esposa não estava, pra me fazer companhia. –Ele disse.

Sorri.

-Tá, eu te compenso fazendo o seu jantar preferido. –Disse.

Ele sorriu.

-Que tal jantarmos fora? –Ele perguntou.

-E os nossos filhos? –Perguntei.

-Eu vou falar com a Allie e o Jazz pra cuidarem deles. É bom que eles já vão treinando. –Edward disse.

Sorri.

-Tá bom, decidimos tudo quando formos pra casa. –Disse.

-Beleza. –Ele disse e me olhou. –E você? Almoçou?

Assenti.

-Sim, na companhia do Simba. –Disse.

Ele sorriu.

-Que sortuda. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Eu vou trabalhar. –Disse e lhe dei um selinho. –Te amo, tchau.

-Tchau, também te amo. –Ele disse.

Peguei minha bolsa e saí da sua sala. Fui pra minha sala, guardei minha bolsa e coloquei meu jaleco, depois fui pra emergência. Depois de passar a manhã inteira dormindo, agora, era hora de trabalhar.

Leah Clearwater-Swan Black

Eu estava terminando de trocar a fralda do Miguel. Meu garotinho ficava cada dia mais lindinho.

Sorri pra ele.

-Meu amor, você está ficando cada dia mais lindo, e a cara do papai. –Disse.

Miguel era a única coisa que me acalmava.

Eu nunca fiquei tanto tempo sem trabalhar, mas, aqui estava eu. Não estou reclamando, pois, esses meses, serão todos dedicados ao meu filho, mas, eu sentia o ar pesado aqui em casa. Eu estava com o Miguel no quarto, meu pai e Sue também estava em casa, mas, eu sentia que o ar estava mais pesado agora.

Respirei fundo.

-Ah, filho. Se pelo menos seu papai estivesse aqui para me acalmar. –Disse.

Ele começou a fazer barulhos zangados.

-Eu vou te dar mamar, calma, querido. –Disse, o pegando no colo.

Miguel era igual ao Jacob, ficava ranzinza quando estava com fome. É, tal pai tal filho.

Dei mamar para o Miguel e logo em seguida, ele dormiu. O coloquei no berço, liguei a babá eletrônica e saí do quarto. Desci as escadas e fui em direção a sala de estar.

Parei no meio da sala, ao ter um pressentimento muito ruim.

Olhei por todos os cantos da sala, até que reparei que a porta da sala do escritório, estava entreaberto e escutei chiados. Fui devagar até a porta, e escondida, olhei pra dentro da sala, meu pai e Sue estavam ali, conversando.

-Eu estou muito preocupada, Charlie. Ela voltou, e pode ser um perigo pra nossa família. –Sue disse.

-Relaxa, Sue. Nós nem sabemos se é ela mesmo. Bella pode ter se confundido. –Meu pai disse.

-Acha mesmo isso? Por que a descrição que ela deu, parecia ela, Charlie!

-Talvez a Bella esteja começando a enxergar mal, ou, ela encontrou só uma pessoa comum, pare de surtar, ou chamará a atenção de todos. –Meu pai disse.

-E se for ela mesmo? E se ela realmente voltou?

-Por que ela voltaria depois de tantos anos? –Meu pai perguntou.

-Eu não sei, mas será um problema pra gente. –Sue disse.

Meu pai respirou fundo.

-Tudo bem, vamos tentar descobrir alguma coisa. Se ela realmente voltou, será um problema pra todos nós, para as minhas filhas. Nessie viveu todos esses anos com outra família, ela não tem nada haver com isso, mas, Bella e Leah sim, e muito. Eu não quero trazer nenhuma dor de cabeça pra elas. –Meu pai disse.

Sue assentiu.

-Tem razão, e ambas estão tão felizes nos seus casamentos, com seus filhos. –Sue disse.

-E a Bella está grávida. Já basta tudo o que tivemos que suportar com o parto complicado da Leah, eu não quero que a Bella corra algum risco com toda essa história. Se ela continuasse desaparecida, ainda esconderíamos tudo. Mas, agora que ela voltou, vai ser complicado esconder tudo isso. –Meu pai disse.

-Pelo menos a Renée levou isso para o túmulo. –Sue disse.

-Mas, nós ainda estamos vivos, e temos que enfrentar isso. –Meu pai disse.

Mais do que é que eles estavam falando? E de quem eles estavam falando? Eles disseram que a Bella quem viu. Deve ser a mulher que ela comentou ter visto na rua, a mulher parecida com a Sue.

Espera, eles conheciam essa mulher?

Senti uma presença e virei-me, a segurando e tapando sua boca. Quando reparei, era a Victória. Eu havia me esquecido completamente que ela tinha vindo passar uns dias aqui, junto com o Dean e o filho deles, por que agora que meu pai a adotou, ele queria ficar perto do neto.

Encostei meu dedo indicador nos meus lábios, fazendo sinal de silêncio e ela assentiu.

A puxei pra escada e subimos, a levei para o meu quarto e tranquei a porta.

-O que está acontecendo, Leah? –Ela perguntou.

Respirei fundo.

-Eu também gostaria de saber, escutei uma conversa muito estranha do meu pai e da Sue. –Disse.

-Que conversa?

-Bella te contou que viu uma mulher na rua, muito parecida com a Sue, mas tinha o cabelo curto? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Sim, ela comentou a respeito. O que é que tem?

-Então, parece que eles conhecem essa mulher.

-Sério? Mas, como?

-Eu não sei, parece uma pessoa do passado deles, e sabe o que mais?

-Hum.

-Renée também está envolvida nesse segredo. –Disse.

-Renée?

-É, eles disseram que ela foi a única que levou esse segredo para o túmulo. –Disse.

Ela assentiu.

-É, Renée sempre tinha os seus segredos. –Victória disse. –O que será que deve ser?

-Eu não sei, mas os ouvi dizendo, que seria um problema pra mim e pra Bella. –Disse.

-Tá, isso é muito estranho. –Ela disse.

-Eu preciso descobrir o que é, alguma pista. O problema é que não dá pra eu vasculhar as coisas do meu pai, eles sempre estão em casa.

-Bom, talvez tenha um lugar que tenha tudo isso e que você possa procurar tranquilamente. –Vic disse.

-Onde? –Perguntei.

-Bom, se eles guardam alguma pista desse segredo, Renée também provavelmente guardava, e, por sorte, eu ainda tenho as chaves da nossa antiga casa. Ela estava no nome do meu pai, então eu herdei por direito. –Ela disse.

-Sério? E está tudo do mesmo jeito? Nada fora do lugar? –Perguntei.

-Tudo do mesmo jeito. –Ela respondeu. –Quer ir à Miami?

Sorri.

-Amanhã mesmo, nós duas, que recentemente viramos mães, teremos um passeio, o dia inteiro com os nossos filhos. –Disse.

Ela sorriu.

-Ok, mas e a Bella?

-Não falaremos nada pra ela. Ela está grávida, eu não quero que ela se sinta mal. –Disse.

Ela assentiu.

-Tudo bem, então, daremos uma desculpe, que nós duas queremos fazer um passeio, de irmãs com os nossos filhos. –Vic disse.

-E que não vamos chamar a Bella, por que nós duas queremos ter a proximidade que você e a Bella tem, e que também nossos filhos tenham. –Disse.

-Beleza. –Ela sorriu. –Você pensou muito bem.

Sorri.

-É por isso que ganho a maioria dos processos. –Disse.

Ela riu.

-Ok. Descobriremos o que Charlie Swan, Sue Swan e Renée Dwyer escondem em comum. –Vic disse.

-Sim, descobriremos. –Disse.

Eu sabia que o clima estava estranho nessa casa, era um segredo, um segredo do passado, e eu tinha que descobrir o que era, o que o meu pai pode ter escondido, junto com a sua ex mulher e a sua atual esposa.