Eternamente

166 Capítulo 165-Parto Victória


Isabella Marie Swan Cullen

Algum tempo depois…

Eu estava andando pelo hospital com a Alice.

-Vocês já pensaram em algum nome? –Alice perguntou.

-Edward deu a ideia de colocar o nome da minha mãe se for menina, mas ainda não pensamos em nenhum nome, se for menino. –Disse.

-Eu e Jazz até olhamos alguns nomes, mas ainda não nos decidimos. –Alice disse.

Sorri.

-Vocês ainda terão muito tempo. –Disse.

Ela sorriu.

-É, eu sei. –Ela disse. –E você, como anda?

-Bem e muito saudável. Já os meus dois mais velhos, estão ficando cada dia mais sapecas. –Disse.

Alice riu.

-Ah, nem dá pra acreditar, que em menos de 2 anos, você e o Edward praticamente já tem três filhos. –Ela disse.

Sorri.

-É, vantagens de ter gêmeos. –Disse.

Ela riu.

-E quanto a festa de aniversário deles? Já pensou em algo? –Alice perguntou.

-Eu estou fazendo umas pesquisas, mas ainda não decidi o tema. Eu quero uma mega festa, meus bebês merecem. –Disse.

Ela sorriu.

-Merecem mesmo. –Ela disse. –Sabe que Rosie e eu estamos a toda disposição pra ajudar.

Ela sorriu.

-Eu sei, são os afilhados de vocês. –Disse.

Ela riu.

-Eu gosto de festa fantasia. –Alice disse.

Assenti.

-É, quem sabe?

-Quem sabe o que? –Jasper apareceu atrás da gente e deu um beijo na bochecha da Alice.

-Estávamos falando sobre a festa dos gêmeos. –Alice disse.

-É, o aniversário deles tá chegando. Allie, tempos que pensar em um maravilhoso presente pra nossa afilhada. –Jasper disse.

-Só pra ela? –Perguntei.

Jasper riu.

-Para o Ethan também, Bella. Não se preocupe. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Melhorou.

-Bom, eles já vão ganhar um maravilhoso presente, um irmãozinho. –Alice disse.

-É mesmo, você já vai estar de barriguinha, na festa. –Jasper disse.

-Eu sei, minhas roupas já começaram a ficar apertadas. –Disse.

-Eu sei bem como é, as minhas também, isso é doloroso. Minhas preciosas roupas. –Alice disse.

-O seu filho vai ser mais precioso do que as suas roupas. –Disse.

Ela sorriu.

-Tem razão. –Ela disse.

-Ah, eu não vejo a hora de ver essas barriguinhas crescendo. –Jasper disse.

-Isso vai ser logo. –Disse.

-É, e tiraremos muitas fotos. –Alice disse.

Ele sorriu.

-Bom, mas enquanto isso não acontece, eu vou voltar para o trabalho, antes que o Edward apareça por aqui e nos dê uma baita bronca. –Jasper deu um selinho na Alice. –Até mais tarde.

-Tchau. –Dissemos.

Jasper voltou ao seu trabalho.

-Bom, eu vou ver o Edward. –Disse.

-Tá bom, nos vemos no almoço. –Alice disse.

-Tchau. –Disse.

-Tchau.

Fui em direção a sala do Edward.

Bati na porta.

—Entra.—Ele disse.

Entrei na sala.

-Oi, Dr. Marido. –Disse, fechando a porta atrás de mim.

Ele me olhou e sorriu.

-Oi, Dra. Esposa. –Ele disse.

Fui até ele e me sentei em seu colo.

-Como vai o seu trabalho?

-Indo, e o seu? –Ele perguntou, acariciando minha barriga.

-Indo, também. –Respondi. –Eu vim só te dar um beijinho.

-Hum, só um beijinho? –Ele perguntou, já me beijando e descendo sua mão pra minha bunda.

Afaste-me dele e segurei sua mão.

-Sim, foi só um beijinho que eu vim te dar. –Disse.

Ele sorriu.

-Como você é má. –Ele disse.

-Estamos em horário de trabalho, e você já perdeu muito tempo, ficando em casa. –Disse.

-Eu estava de licença médica. –Ele disse.

-Sim, e não vai ser eu que irei te atrapalhar. –Disse, levantando-me do seu colo. –Eu também tenho que trabalhar.

-Está bem. –Ele se levantou, me agarrou pela cintura e me deu um baita beijo. –O beijo que você veio me dar.

Sorri.

-Nos vemos no almoço. –Disse.

Ele me deu um selinho.

-Te amo. –Ele disse.

Sorri.

-Eu também te amo. –Disse.

Dei-lhe mais um selinho e saí da sua sala.

Assim que saí da sala, meu bipe apitou, era da emergência, então fui direto pra lá.

Cheguei à emergência e fui até a Victória.

-Precisa de ajuda? –Perguntei.

-Sim, dois carros bateram.

-Quantas vítimas? –Perguntei, vestindo as luvas látex nas minhas mãos.

-Cinco em um carro, duas em outro. –Ela respondeu.

-Sete pessoas. Estão todas vivas? –Perguntei.

-Sim, mas muito feridas. –Ela respondeu.

-Tá legal, vamos cuidar delas. –Disse.

-Quer que eu chame reforço? –Vic perguntou.

-Vamos ver o estado de todas as vítimas, se precisarmos, chamamos reforço. –Disse.

-Beleza, vamos lá.

Vic e eu examinamos vítima por vítima. Não eram casos graves, nem de cirurgia foi preciso, eram apenas algumas fraturas e pontos, pra sorte deles.

Tratei todos e Vic os mandou para o quarto, pra passarem essa noite em observação.

-Meus parabéns, Dra. Cullen, cuidou de tudo sozinha. –Vic disse.

Sorri.

-Obrigada, é por isso que sou uma das diretoras desse hospital. –Disse.

Ela riu.

-Bom, já está tudo certo por aqui, pode ir. –Vic disse.

-Tudo bem, qualquer coisa é só me chamar. –Disse.

-Ok.

Fui em direção a porta.

-Bella.

Virei-me e a olhei.

Victória estava pálida, os olhos arregalados.

-Que foi? –Perguntei.

Ela olhou pra baixo e eu acompanhei seu olhar. Havia uma pequena poça de água nos seus pés.

-Sua bolsa. –Disse, me aproximando dela. –Tá sentindo alguma dor?

Ela negou.

-Não, eu só senti essa água escorrendo pelas minhas pernas. –Ela respondeu.

-Ok, as contrações não vão demorar para começar, venha. –Disse.

A levei até uma maca e a deitei.

-Algum problema, Dra. Cullen? –Um dos enfermeiros se aproximou.

-A bolsa da Victória estourou. Clayton, vá chamar a Dra. Hale, por favor. –Pedi.

-Sim, doutora. –Ele disse e saiu da sala.

-Bella. –Olhei pra Vic. –Você não vai sair do meu lado, né?

Sorri.

-Não se preocupe. Eu jamais te deixaria sozinha. –Disse.

Ela assentiu.

-Preciso que avise o Dean e o seu pai.

-Eu vou fazer isso. Fique ai quietinha, Allie vai vir te examinar. –Disse.

Ela assentiu.

-Tá bom.

Afastei-me e peguei meu celular, eu tinha que avisar o papai e o meu pai. Ele praticamente adotou a Victória, a considerava como filha, então, ele ganharia mais um netinho.

(…)

Eu estava na sala de estar, sentada, Dean havia chegado a algum tempo e estava andando de um lado pra outro.

-Para quieto, Dean. –Disse.

-Não dá, eu preciso saber da Vic. –Ele me olhou. –Bella, você é médica, vai ver se ela está bem.

O olhei.

-Dean, Alice está examinando a Vic, pra ver o estado dela e o bebê para o parto. Victória está bem.

-E… Alice sabe o que está fazendo? –Ele perguntou.

-É claro que ela sabe. Obstetria é a especialidade dela. Senta ai e fique calmo, senão eu te costuro nessa cadeira.

Ele respirou fundo e se sentou ao meu lado.

-Dói muito? –Ele perguntou.

-Dói. –Respondi.

Ele me olhou.

-O que? Achei que eu queria que eu fosse sincera. –Disse.

-É, foi até demais. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Bella.

Olhei e vi meu pai e Sue se aproximarem.

-Oi. –Levantei e os cumprimentei.

-Oi. –Eles disseram e olharam para o Dean.

-Oi.

Dean sorriu.

-Oi.

-E a Vic? –Sue perguntou.

-Alice está a examinando. –Respondi.

-Ela devia ter tirado uma licença, antes do parto. –Meu pai disse.

-Se ela tivesse tirado, ela estaria em casa e ainda estaria a caminho do hospital, foi até mais fácil. –Disse.

-Você não está pensando em fazer isso, está? –Meu pai perguntou.

-Bom, eu sim. Edward, não. –Respondi.

-E ele não é seu chefe? Ele pode te impedir.

-Ele não é mais, nós dividimos o cargo na diretoria, então, ele não pode me impedir. –Disse.

-Olha, eu não sei se o meu coração aguenta. –Ele disse.

Sorri.

-Relaxa, papai. Tudo vai correr bem, não teremos nenhum problema. –Disse.

-Oi. –Edward apareceu.

-Oi, Edward. –Eles disseram.

-Eu soube que Victória entrou em trabalho de parto. –Ele disse.

-É, Allie está a examinando.

Ele assentiu.

-Eu estava andando pelo hospital, quando um de seus pacientes me perguntou de você, ele tinha hora marcada. –Edward disse.

-Ai, eu me esqueci de desmarcar minhas consultas. –Disse.

-Tudo bem, quando eu fui perguntar pra Jane sobre você, ela me disse que soube que Victória tinha entrado em trabalho de parto, e como eu sabia que ela iria te querer na sala com ela, eu pedi pra Jane remarcar todas as suas consultas. –Ele disse.

Sorri.

-Obrigada. –Agradeci.

Ele sorriu.

-De nada. –Ele me deu um beijo na testa. –Eu vou ver se arranco notícias da Vic.

-Valeu, Edward. –Dean agradeceu.

Edward sorriu e foi pra sala de exames, onde Alice estava examinando Victória.

Respirei fundo e passei a mão na minha barriga.

-Você está bem pra entrar na sala de cirurgia? –Meu pai perguntou.

Sorri.

-Não se preocupe, eu estou ótima, e vai dar tudo certo, Dean e eu entraremos e daremos apoio a Vic. –Disse.

Dean me olhou, ficando tremendamente pálido.

-O que? Você não quer entrar? Mas você é o pai.

-É, mas eu achei que só você era o suficiente. Você é média, mãe, tem mais experiência. –Ele disse.

-Deixa de ser frouxo, Dean! Você vai entrar, nem que eu te arraste. –Disse.

-É que… eu não gosto muito de sangue. –Ele disse.

-Então aprende a gostar, por que você vai ver muito. –Disse.

Ele ficou ainda mais pálido.

-Eu acho que eu não estou me sentindo muito bem. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Bella, pare de assustá-lo. –Meu pai disse.

-Eu vou pegar um chá pra você, não se preocupe, vai dar tudo certo. –Sue disse. –Não liga pra Bella, é piada de médico.

Comecei a rir.

Sue foi pra cantina e nós continuamos ali, esperando por notícias.

-Bella. –Edward voltou.

-Oi, e ai? –Perguntei.

-Alice disse que a bolsa estourou, mas ela ainda não está com dilatação e não sente contrações. Ela vai mantê-la no soro, para induzir as contrações, enquanto isso, vocês podem ficar com ela, ir pra casa pegar as coisas dela e do bebê, Bella, é melhor você ajudar a Alice, eu seguro as pontas do seu trabalho. –Edward disse.

Assenti.

-Tudo bem, obrigada. –Agradeci.

-De nada. –Ele disse.

-Bom, deixa que eu vou pegar as coisas da Vic e do bebê, Dean. Fique aqui e acompanhe o parto. –Meu pai disse.

-É… Charlie, Vic tem você como um pai. Você pode entrar na sala de parto se você quiser. –Dean disse.

Dei-lhe um tapa na cabeça.

-Papai, pode ir buscar as coisas da Vic. O Dean vai entrar na sala de parto. –Disse.

Meu pai sorriu.

-Não se preocupe, Dean. Será um momento único, você vai ver. –Meu pai disse.

Dean respirou fundo.

-Eu já volto, avisem a Sue. –Meu pai disse.

-Ok.

Meu pai me deu um beijo na testa e foi embora.

-Bom, eu vou voltar ao trabalho, me avisem, quando nascer. –Edward disse.

-Ok.

Edward me deu um selinho e voltou a trabalhar.

Olhei para o Dean.

-Você vai ficar bem sozinho? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Vou. –Ele respondeu.

-OK, eu vou ver como a Vic está e depois eu deixo você vê-la. –Disse.

-Tudo bem.

Dei-lhe um beijo na bochecha e fui até a sala de exames, onde Alice estava com Vic.

Entrei na sala e vi Vic deitada na cama, Alice ajeitava o soro dela.

-Olá. –Disse.

-Oi. –Elas disseram.

Aproximei-me.

-Como estão as coisas por aqui? –Perguntei.

-Até agora, bem. Logo as contrações dela vão começar. –Alice disse.

-Eu achava que sentiria dores, assim que a minha bolsa se rompesse. –Victória disse.

-Tudo bem, Vic. Isso é normal, acontece com a maioria das mulheres, aproveite esse momento, em que ainda não está sentindo dores. –Alice disse. –Eu ainda não passei por isso, mas sou obstetra, e sei como tudo vai aconteceu.

-Bom, eu já passei por isso, e te digo pra ir se preparando. –Disse.

-Vocês não estão me ajudando.

Alice sorriu.

-Só se mantenha calma, antes das dores virem. –Alice disse.

Ela assentiu.

-E o que eu tenho que fazer? –Vic perguntou.

-Seria bom se caminhasse um pouco. –Alice disse.

Ela assentiu.

-Tudo bem. –Ela me olhou. –O Dean já veio?

Assenti.

-Já, ele, meu pai e Sue. Meu pai voltou pra casa, pra pegar as suas coisas e as do bebê, mas, Dean está na sala de espera. –Respondi.

-Pode chama-lo aqui? –Ela pediu.

Olhei pra Alice.

-Tudo bem? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Claro, o pai do bebê tem que ficar com eles. –Ela respondeu.

-Tudo bem, eu vou chama-los. –Disse e saí do quarto.

Fui até a sala de espera e encontrei Dean, sentado, batendo os pés no chão.

-Dean.

Ele me olhou e se levantou.

-Oi, algum problema? –Ele perguntou.

-Não, ela está bem. As contrações ainda não começaram e Alice a colocou no soro, para induzi-las. –Disse. –Ela quer te ver.

Ele assentiu.

-Tá, me leve até ela. –Ele disse.

-Ok. Vem comigo.

Dean me acompanhou e voltamos para o quarto onde Victória estava.

-Meu amor. –Dean disse, se aproximando dela.

-Oi, amor. –Vic estendeu a mão pra ele e ele a pegou. –Que bom que você está aqui.

Dean sorriu.

-Eu jamais te abandonaria. –Ele disse.

-Tem certeza? Você me parece nervoso. –Ela disse.

-Impressão sua.

-Você estava quase desistindo de acompanhar o parto. –Disse.

Ele me olhou.

-Pode ficar quieta, Dra. Cullen? –Ele pediu.

Comecei a rir.

-Bella, vamos deixar os pombinhos sozinhos. Vic, você pode sair da maca e caminhar um pouco, isso vai ajudar a induzir as contrações. Dean, fique com ela, e qualquer coisa, é só apertar a campainha. –Alice disse.

Vic e Dean assentiram.

-Voltaremos depois. –Victória disse.

-Tchauzinho. –Disse e saímos do quarto.

-Ah, sabe, toda vez que eu atendo um paciente, eu fico cada vez mais ansiosa. –Alice disse.

Sorri.

-Não precisa ficar, o tempo passa voando, você vai ver. –Disse.

Ela sorriu.

-Tomara mesmo que passe. –Ela disse. –Bom, eu tenho outros pacientes pra atender. Te vejo mais tarde?

Assenti.

-Claro, tchau. –Disse.

-Tchau. –Alice disse e voltou para o seu trabalho.

Meu celular apitou. O peguei e vi que era uma mensagem do Edward.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Oi, meu amor.

Pode me fazer um favor?

Eu estou na minha sala, estou conferindo alguns exames e alguns documentos do hospital.

Eu estou morrendo de fome, pode trazer um lanchinho para o seu maridinho?

E.C

Sorri e respondi sua mensagem.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Gatinho, eu não sou garçonete, eu sou médica.

B.C

Ele respondeu.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Eu sei, gatinha. Não estou querendo me aproveitar de você.

Se estiver ocupada, não tem problema, eu peço pra Jane.

E.C

Acho que ele ficou bravo com a minha resposta.

Respirei fundo e fui até a cantina. Comprei seu lanche preferido. Sanduiche natural e um suco. Comprei dois de cada, pra eu comer com ele.

Fui pra sala dele e parei em frente a porta.

Bati na porta.

—Entra.

Entrei em sua sala.

-Oi. –Disse, fechando a porta.

Ele me olhou.

-Oi.

Aproximei-me e coloquei o saco em cima da mesa.

-Eu trouxe o seu lanche. –Disse.

Ele sorriu.

-Pensei que estivesse ocupada. –Ele disse.

Fui até ele e me sentei em seu colo.

-Desculpe, eu estava brincando, eu não queria que ficasse chateado. –Disse.

Ele riu.

-Tá tudo bem, Bella. Eu não fiquei chateado. Eu achei que estava ocupada e por isso não faria o que eu lhe pedi. –Ele disse.

Sorri.

-Eu tinha acabado de sair do quarto da Vic, ia voltar ao trabalho. Eu não estava ocupada. –Disse.

Ele assentiu.

-Tudo bem. –Ela disse e me deu um selinho. –O que você trouxe?

-Sanduíche natural e suco. –Disse.

Ele assentiu.

-Ótimo, obrigado. –Ele agradeceu e me deu um beijo no pescoço.

Tirei os lanches e sucos de dentro do saco.

-Eu não estou com tanta fome, pra você ter me trago dois, Bella. –Ele disse.

Sorri.

-E quem disse que os dois são pra você? Eu trouxe um pra gente. –Disse, passando a mão na minha barriga.

Ele sorriu.

-Ok.

Edward pegou um lanche, eu peguei o outro e começamos a comer.

-E como está a Vic? –Edward perguntou.

-Sem dilatação e sem contrações, Allie a colocou no soro. –Disse.

-Então vai demorar. –Edward disse.

Assenti.

-Já está preparada pra passar por tudo isso de novo?

Sorri.

-Bom, eu tenho que ficar, né?

Ele riu.

-Bom, você sabe que eu vou estar lá com você, não sabe?

Assenti.

-Sei. –O olhei. –Você jamais me abandonaria.

-Nem que eu estivesse louco. –Ele disse e me beijou.

-Hum, que romântico. Mas, se algum dia ficar louco, eu te interno. –Brinquei.

Ele riu.

-Engraçadinha.

Comecei a rir também.

Nós terminamos de comer e tomamos o suco.

-Com licença. –Edward pediu.

Levantei-me do seu colo e ele se levantou logo em seguida, sentei-me em sua cadeira. Edward pegou as embalagens de comida e jogou fora, depois ele foi até a porta e a trancou.

-Por que trancou a porta? –Perguntei, bebendo o resto do meu suco.

Ele sorriu.

-Para termos mais privacidade. –Ele disse, pegando o copo da minha mão e o jogando no lixo.

Sorri.

-Edward.

-O que? Seus pacientes fora dispensados, eu não tenho nenhum. –Ele disse, me puxando e me fazendo levantar. –Vamos aproveitar.

O olhei e sorri.

-Eu não consigo dizer não para o meu marido. –Disse.

Ele sorriu, me pegou pela cintura e me sentou em sua mesa, depois começou a me beijar. É, com certeza nós passaríamos um bom tempo aqui nessa sala.

Algumas horas depois…

Eu estava ajudando na emergência, quando Alice me bipou e eu fui direto para o quarto da Vic, entrei no quarto e Alice já estava lá, cuidando da Victória, junto com ela, tinha dois enfermeiros, meu pai, Sue e Dean.

-Oi.

-Oi, que bom que chegou. –Alice disse.

-Como estão as coisas por aqui? –Perguntei.

Victória soltou um grito.

-As contrações começaram já faz um tempo e ela acabou de dilatar o suficiente. –Alice disse.

-Então ela já está pronta. –Disse.

-Sim, iremos leva-la pra sala de cirurgia, Jasper já está preparando tudo. –Alice disse. –Você vai acompanhar, não vai?

Assenti.

-Sim.

-Ótimo. –Alice se virou para um dos enfermeiros. –Pode leva-la.

-Sim, doutora.

-Dean…

-Calma, linda. Vai dar tudo certo, daqui a pouco nos juntamos a você. Dean disse.

-Boa sorte, querida. Daqui a pouco você terá seu filho nos braços. –Meu pai disse.

-Vai dar tudo certo, querida. –Sue disse.

Ela assentiu.

-Obrigada.

O enfermeiro a levou pra sala de cirurgia.

Alice se virou para o outro enfermeiro.

-Leve o Sr. Winchester para trocar de roupa. –Alice pediu.

-Sim, doutora. Sr. Winchester, acompanhe-me.

-Boa sorte, papai. –Meu pai e Sue disseram.

-Valeu. –Dean disse e saiu com o enfermeiro.

-Bella, vamos nos trocar? –Alice perguntou.

Assenti.

-Vamos. –Olhei para o meu pai e minha madrasta. –Tchau.

-Tchau.

Saímos do quarto e fomos para o centro cirúrgico e fomos nos trocar.

Alice e eu nos trocamos e fomos para o centro cirúrgico.

-Já parou pra pensar que iremos trazer um bebê ao mundo, carregando outros bebês na nossa barriga? –Alice perguntou.

Sorri.

-É, é algo impressionante. –Disse.

Ela sorriu.

-Eu não vejo a hora de ser eu ali. –Ela disse.

-Quando estiver tento contrações, eu duvido que fale isso. –Disse.

Ela riu.

-Eu sei que dói, Bella. Mas é o meu filho que vai vir ao mundo. –Ela disse.

Sorri.

-É. No começo dói, e dói muito. Mas, depois, é somente alegria. –Disse.

Ela sorriu.

-É, e daqui há alguns meses, viveremos essa alegria. –Ela disse.

Sorri.

Entramos na sala de cirurgia e nos aproximamos da Vic.

-Oi Vic, como está? –Alice perguntou.

-Morrendo de dor. –Ela disse.

-Calma, nós já iremos começar, vamos esperar o Dean, que foi se trocar, para acompanhar o parto.

Ela assentiu e me olhou.

-Bella, você vai ficar bem aqui, não vai. Do meu lado? –Ela perguntou.

Sorri.

-É claro, Vic. Eu jamais te deixaria sozinha. –Disse.

Ela assentiu.

-Allie. –Jasper se aproximou. –Você assume a liderança, meu trabalho aqui é outro.

-Que trabalho? –Alice perguntou.

Jasper sorriu e pegou uma câmera.

-Estamos no parto da nossa enfermeira chefe, e ela também é da família, quase irmã da sua cunhada e minha concunhada. –Jasper respondeu.

Sorri.

-Obrigada, Jazz. Meu pai vai mesmo querer ver a adotada dele dar a luz. –Disse.

Dean entrou na sala com um dos enfermeiros.

-Vic. –Ele foi até ela.

-Dean, graças à Deus. –Vic disse, pegando em sua mão.

-Agora que o papai já chegou, nós podemos começar. –Alice disse e colocou suas luvas.

-Bella, eu e o meu bebê vamos ficar bem, não é?

Sorri.

-Claro que vão, Vic. Você já acompanhou a Alice em outros partos, você sabe que ela é ótima. Eu sei que nessas horas dá medo de algo errado acontecer, mas vocês vão ficar bem. –Disse.

Ela assentiu e pegou em minha mão.

Eu fiquei de um lado, segurando sua mão e Dean ficou do outro, segurando sua outra mão.

Ela fez uma careta.

-Ah! As dores estão ficando cada vez mais fortes!

Alice foi para o meio de suas pernas.

-Tá legal, Vic. Hora de começarmos. –Alice disse. –Como está a pressão dela?

-Está boa, Dra. Hale. –Um enfermeiro disso.

-Ok, vamos lá Vic, faça toda a força que conseguir. –Alice disse.

Vic apertou a minha mão e a mão do Dean.

-Mais um pouco, Vic. Você tem que ser mais forte e fazer um pouco mais de força. –Disse.

Ela assentiu.

Vic fez mais força.

-Mais um pouco, Vic. –Alice disse.

-AHHHHHHH! –Victória berrou, fazendo mais força.

-Eu já estou vendo a cabeça. Continue. –Alice disse.

-Vamos, meu amor. Nosso filho já está vindo. –Dean disse.

-Isso é muito difícil! –Victória disse, arfando.

-Eu sei que é difícil, mas você tem que continuar, é o seu filho que está ali, tentando sair. Ele precisa da sua ajudar pra sair Vic. –Disse.

Ela começou a chorar.

-Eu estou com medo. –Ela disse.

-Não precisa ficar, Vic. Tudo está indo perfeitamente, você e o bebê estão bem, mas a Bella está certa, ele precisa da sua ajuda, então erga a cabeça, senão o vídeo não vai ficar legal. Você foi escolhida como enfermeira chefe, por que é forte e competente. Mostre que também é assim, para trazer seu filho ao mundo. –Jasper disse.

Espero que ele seja tão sábio, quando for a Alice no lugar da Vic.

-Olha, o seu bebê, Megan, Ethan, e esse que está por vir, vão crescer juntos, como a gente sempre quis. –Disse.

Ela sorriu.

-Não exclua os seus sobrinhos. –Ela disse.

-Ela tem razão. –Jasper disse.

Sorri.

-Tudo bem, eu acrescendo a Tinie e o bebê Hale. –Disse.

-Ou a bebê. –Alice disse. –Vamos continuar, Vic? Ele precisa sair.

Vic assentiu e voltou a fazer força, apertando a minha mão e a mão do Dean, cada vez mais.

-A cabeça já saiu, falta só o corpo. Continue fazendo força. –Alice disse.

-AHHHHHHHH! –Victória deu um grito, fazendo mais força.

Escutamos o choro forte e alto.

Olhei pra Alice, que sorriu, o pegando.

-Oi, garotão. –Ele disse.

Os enfermeiros lhe entregaram um lençol e ela o enrolou. Alice foi com ele até o Dean.

-Faça as honras, papai. –Ela disse, lhe entregando a tesoura.

Dean pegou a tesoura, Alice lhe ensinou a cortar o cordão e ele cortou, depois, um enfermeiro pegou a tesoura.

-Aqui está, o seu filho. –Alice disse, entregando o bebê para o Dean.

Dean olhou para o bebê e sorriu.

-Oi garotão. –Dean disse e lhe deu um beijo na testa. –Seja bem vindo.

-Eu quero vê-lo. –Vic disse.

Alice o pegou do colo do Dean e o colocou no peito da Vic.

-Pronto. Agora você está com a mamãe. –Alice disse.

Ele era uma gracinha, seus cabeços eram da mesma cor que os cabelos da Vic e tinha os olhos verdes, como os do Dean.

-Oi, Henry. –Ela disse e lhe deu um beijo na testa. –Seja bem vindo ao mundo, filho.

-Agora, nós temos que cuidar de vocês, logo ficarão juntos de novo. Bella, pode cuidar do bebê, enquanto eu termino aqui com a Vic? –Alice pediu.

-Claro. –Olhei pra Vic. –Eu posso?

Ela sorriu.

-Claro que pode, você é tia dele. –Ela disse.

Sorri.

-Venha aqui, sobrinho. –O peguei no colo. –Oi, garotão. –Olhei pra Vic. –Henry, certo?

Vic assentiu.

-Isso mesmo. Henry Winchester.

-Era o nome do meu avô. –Dean disse.

Assenti.

-É um lindo nome, meus parabéns. Aos dois. Agora, eu vou cuidar dele. –Disse. –Até mais tarde.

-Tchau. –Eles disseram.

-Jazz, vem comigo, pra filmar os primeiros momentos dele. –Pedi.

-Ok.

Olhei pra Allie.

-Cuida bem dela. –Disse.

Ela assentiu.

-Pode deixar. –Ela disse.

Saí da sala de cirurgia com o Jasper e fomos pra maternidade, fomos pra sala de procedimentos e dei o primeiro banho dele, Jasper filmava tudo.

-É a primeira vez que eu vejo um bebê ruivo. –Jasper disse.

Sorri.

-É, pessoas ruivas não é muito comum. As únicas pessoas que eu conheci, foram a Vic e a mãe dela, agora, o filho dela. –Disse.

-Então, você chegou a conhecer a mãe dela?

-Claro, antes da minha mãe tirar o Phil da mãe dela. Nós éramos melhores amigas, ai o pai dela e minha mãe começaram a ter um caso, ele largou a mãe dela, Vic ficou com a mãe, que não aceitou o divórcio, adoeceu e morreu, depois Vic foi morar com a gente, mas não éramos mais amigas, ela não tinha aceitado o que minha mãe fez, ao tirar o pai dela de sua mãe, e acabou parando de falar comigo. Vivemos por anos na mesma casa, mas, não éramos mais amigas, só voltamos a ser amigas, quando ela veio me procurar, desolada, por descobrir que James estava fazendo surubas com a minha mãe e o seu pai. –Disse.

Jasper sorriu.

-Que bom que voltaram a se falar, vocês duas se tratam como irmãs. –Jasper disse.

-É, e também, por que meu pai praticamente a adotou. –Respondi.

Ele riu.

-Então, toda a família da mãe dela tem esse tom de cabelo?

-Eu só conheci a mãe dela, mas ela já me disse uma vez que sim, mãe dela tinha três irmãs e elas eram tudo ruivas, que puxaram pra mãe, assim como todas as mulheres da família, pelo visto isso se quebrou. Henry é o primeiro homem.

-Já parou pra pensar, que agora, da sua família, Megan é a única menina cercada pelo irmão e os primos? –Jasper perguntou.

Comecei a rir.

-É, ela vai ser a princesinha mais protegida. E pelo menos do lado da família Cullen, ela tem a companhia da Tinie. –Disse.

Ele sorriu.

-E talvez ela tenha mais uma companhia feminina, Allie quer ter uma menina. –Jasper disse.

-Será que ela vai puxar a falta de tamanho da mãe? –Perguntei.

Jasper riu.

-Eu não sei, acho que uma baixinha invocada morando comigo, já é o suficiente. –Ele respondeu.

Comecei a rir.

-Mas, eu gosto da ideia de ter uma menininha com aqueles cabelinhos pretos e seus pequenos olhinhos azuis. –Ele disse.

Sorri.

-É, Esme já me mostrou fotos da Alice quando era bebê, ela era um bebê lindo. Os três eram. Ethan é muito parecido com o Edward. –Disse.

-E a Megan? –Jasper perguntou.

-Ela é mais uma versão feminina dele, ela lembra um pouco a Rosalie, quando era bebê. –Respondi.

-Diferente da Valentina. –Ele disse.

-É por que a Valentina é a mistura da Rosalie com o Emmett, ela se parece com os dois. –Disse.

Ele assentiu.

-É, tem razão.

-Oi, doutores. –Um enfermeiro apareceu.

-Oi. –Dissemos.

-Então esse é o filho da Vic? –Ele perguntou.

-Como você sabe? –Jasper perguntou.

-O cabelo.

Sorri.

-Sim, é o filho dela. Henry Winchester. –Disse.

Ele sorriu.

-Se parece com ela. Espero que ele não seja uma pessoa chata como ela.

Comecei a rir.

-Victória tem um gênio difícil. Eu a conheço desde o jardim e moramos por mais de 5 anos sozinha, sei bem o quão ela é chata, mas é uma ótima chefe. –Disse.

-É, ela é mesmo. E guerreira. Ela é órfã, sozinha nesse mundo, e mesmo assim, eu nunca a vi tratar ninguém mal, ser uma pessoa ruim ou mal humorada.

Ele sorriu.

-É, bom. Eu tenho que voltar ao trabalho. –Ele disse.

-Pode bipar o Dr. McCarty?

Ele assentiu.

-Claro, o biparei e pedirei pra ele vir até aqui. –Ele disse.

-Obrigada. –Agradeci.

-De nada, doutora.

O enfermeiro foi embora e eu terminei o banho do pequeno Winchester.

Eu estava colocando a fralda dele, quando Emmett apareceu.

-Oi, família. –Ele disse.

-Oi. –Dissemos.

Ele se aproximou e sorriu.

-Oi bebê lindo, você é uma gracinha, se parece com a sua mãe. –Ele disse.

Henry sorriu pra ele. Era o primeiro sorriso dele.

-Ele gostou de você. –Jasper disse.

-Faz sentido, ele é pediatra. –Disse.

-E um excelente pediatra, não teve nenhuma criança que não gostou de mim. –Emmett disse.

-Seria engraçado se a Valentina não gostasse. –Jasper disse, rindo.

-Hei! Não ofende o futuro pediatra dos seus filhos. –Emmett disse e Jasper riu.

-Emm, vamos nos concentrar aqui? –Pedi.

-Tudo bem, como foi o parto? –Emmett perguntou.

-Tudo tranquilo, agora precisamos ver, como ele está. –Disse.

-Tudo bem, vamos ver como está esse garotão.

Emmett pegou o Henry e começou a examiná-lo. Ele fez um exame completo nele, pra saber se ele estava bem.

Quase meia hora depois, ele havia feito todos os exames necessário.

-Pronto, bebê. Já acabou, você já pode ver a mamãe, sei que está morrendo de fome. –Emmett disse.

-E está tudo bem com ele? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Sim, completamente saudável. Pode vesti-lo e levar pra Vic amamentar, por que ele está morrendo de fome. –Emmett disse.

-Ok.

Emmett me entregou ele.

-Obrigada, Emm. –Agradeci.

Ele sorriu.

-Não foi nada, eu só estou fazendo o meu trabalho. –Ele disse e acariciou a cabeça do Henry. –Seja bem vindo ao nosso mundo.

Comecei a rir.

-Tchau. –Emmett disse.

-Tchau. –Dissemos.

Emmett saiu da sala e eu vesti o Henry.

-Pronto, querido. Você já está pronto pra ir pra mamãe. –Disse.

-Eu pausei a filmagem, pra voltar a gravar, quando a Vic o pegar pela primeira vez. –Jasper disse.

Assenti.

-Ok, vamos pegar um berço e o levar até os papais. –Disse.

-Vamos lá.

Saímos da sala de procedimentos e pegamos um berço, o colocamos lá.

-Precisamos descobrir em que quarto a Vic está. –Disse.

-Fique aqui, eu vou descobrir. –Jasper disse.

-Ok.

Jasper me deixou sozinha com o Henry. Fiquei o olhando e lembrando de tudo o que havia acontecido.

Conheci a Victória no jardim, tínhamos por volta de uns 5 anos e sempre fomos grudadas uma na outra. Quando tínhamos 10 anos, tudo mudou, nossos pais se conheceram, e seu pai começou a ter um caso com a minha mãe. Minha mãe deixou o meu pai, descobriu que estava grávida e foi obrigada a dar pra adoção. Quando a mãe da Victória morreu de depressão, ela foi obrigada a viver com a gente, mas não éramos mais amigas, quando eu saí de casa, não pude nem me despedir dela, por que ela fazia de tudo pra me evitar, como se eu tivesse culpa, eu só fui voltar a vê-la, quando ela veio me procurar, depois de flagrar meu ex namorado, que era seu atual, fazendo um ménage com a minha mãe e seu pai. Eu era a única pessoa que ela tinha, voltamos a nos falar e ficou tudo uma paz de novo. Até minha mãe aparecer doente, seu pai a abandonou, por que ela estava doente e ela começou a namorar com o James, que apesar de ter traído eu e a Vic, ficou com a minha mãe até o fim, e hoje se recuperava da morte dela, namorando a Tanya e criando o filho dela.

Quanto ao Phil, bom ele enlouqueceu depois da morte da minha mãe, sequestrou a minha filha, e se não fosse a Victória intervindo, eu não sei o que poderia ter acontecido, e depois ele foi preso, e acabou sendo morto na cadeia. Mas, Victória foi forte, suportou a morte do pai, mesmo depois das coisas ruins que ele fez, ele ainda era o seu pai e ela o amava, e apesar dela tê-lo perdido, ela estava feliz, ela tinha a minha família, Dean, e agora ela tinha essa coisinha linda. Apesar das tragédias, ela ainda estava cheia de pessoas que a amavam e que jamais iriam decepcioná-la.

Eu estava feliz de tê-la por perto e acompanhar esse momento lindo.

Jasper voltou.

-Descobriu? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Sim, venha.

Puxei o berçário e o segui até o quarto da Victória.

Paramos em frente a porta e Jasper me olhou.

-Eu vou entrar primeiro, pra colocar a câmera pra gravar, depois você entra com ele. –Ele disse.

Assenti.

-Ok.

Jasper entrou e eu esperei por um tempo e contei até 10, depois olhei para o Henry.

-Tá legal, vamos ver a mamãe. –Disse.

Empurrei o berçário e entramos no quarto.

-Olá. –Disse.

-Oi.

Estava a família inteira com a Vic, Dean, meu pai, Sue, Leah, Jake, Seth, Nessie e até o Edward, Jasper estava filmando tudo.

Aproxime-me com o Henry da Vic.

-Eu trouxe o seu bebê pra te ver. –Disse.

Vic sorriu.

-Ah, eu estava contando os segundos pra pegá-lo. –Ela disse.

-Bom, chegou o momento. –Disse, o pegando do berço. –É hora de ir com a mamãe, Henry.

Entreguei-o pra Victória. Ela o pegou e sorriu pra ele.

-Oi, filho. –Ela disse.

-Ele está com fome. –Disse.

Ele assentiu.

-Claro, vamos resolver isso. –Ela disse e o colocou para amamentar.

-Olha só que gracinha. –Meu pai disse, todo babão. –Ele se parece muito com você.

-É, é cabelo de fogo como a mãe. –Dean disse.

Começamos a rir.

-Agora, a família está completa de crianças. –Leah disse. –Megan, Ethan, Miguel e agora o Henry.

-Como completa? Esqueceu que a sua irmã está esperando mais um? –Meu pai perguntou.

-É mesmo. O bebê já tem nome, Bella? –Leah perguntou.

Neguei.

-Ainda não. –Respondi.

-Vamos esperar descobrir o sexo primeiro, pra depois escolher um nome. –Edward disse, me abraçando por trás e pousando as mãos na minha barriga.

-Ok, então, por enquanto, vamos chama-lo de bebê. –Leah disse.

Sorrimos.

Victória terminou de amamentar o Henry e arrumou sua camisola.

-Jasper, pode mudar a câmera, pra tirar foto? –Vic pediu.

Jasper assentiu.

-Claro.

Jaspe mudou a câmera e tirou uma foto da Victória e do Dean, segurando o filho deles.

-Obrigada, agora, eu quero uma foto com os padrinhos. –Vic olhou pra mim e para o Edward.

-É claro.

Edward pegou o Henry no colo, ficamos ao lado da Vic e do Dean e Jasper tirou a foto.

-Agora, podemos tirar uma foto também? Somos família. –Leah perguntou.

Vic sorriu.

-Claro, podem vir. –Victória disse.

-Espera. –Meu pai disse. –Primeiro eu tenho um presente pra você, Victória.

-Pra mim? –Ela perguntou.

-Sim, há algum tempo, você me pediu para tentar retirar o sobrenome do seu pai, certo?

Ela assentiu.

-Sim, depois de tudo o que ele fez com a minha mãe, com a Renée e até com a Megan, me deixaram muito mal, eu sempre irei amá-lo, mas não quero mais carregar o sobrenome Dwyer. –Ela disse.

-E foi isso que eu fiz.

-Mas, como? Eu não posso ficar sem um sobrenome, Dean e eu ainda não nos casamos, pra eu adquirir o nome dele. –Vic disse.

Meu pai sorriu.

-É por isso que eu fiz algumas alterações. –Ele disse e lhe entregou o envelope pardo. –Veja você mesma.

Victória pegou o envelope e o abriu ela leu, sorriu e olhou para o meu pai.

-O que? Swan? Mas, como?

Meu pai sorriu.

-Eu pedi para retirar o seu sobrenome, já que você não queria ser mais reconhecida por ser filha de Philip Dwyer.

Ela assentiu.

-Sim, eu só quero ter o meu pai, nas minhas lembranças. –Ela disse.

-Desde que você foi atrás da Bella, para pedir abrigo, eu te acolhi na minha casa, não só como a amiga de infância da minha filha, mas também como uma filha, eu nunca vi um lado do Phil em você, eu conheci a sua mãe e você sempre foi pura como ela, ou até mesmo como as minhas filhas, e queremos ter você como filha. –Meu pai disse.

-É por isso que resolvemos te adotar, querida. –Sue disse.

-Sei que você é maior de idade, mas, para que você não fosse uma pessoa sem sobrenome, nós podemos te adotar. Agora você é Victória Swan, e futuramente, será Victória Swan Winchester. –Meu pai disse.

Ela sorriu, emocionada.

-Eu não acredito nisso. –Ela disse.

-Agora você é, definitivamente, nossa filha. –Sue disse.

-Eu nunca irei poder agradecer o suficiente. –Ela disse.

-Não precisa agradecer, só nos ame como uma família. –Meu pai disse.

-Eu já amo, todos vocês. –Ela disse.

-É, e agora, você tem três irmãs pra aturar e um irmão chato. –Leah disse.

-Ah, o que vai ser de mim no meio de todas essas irmãs? –Seth perguntou.

-Me tira dessa, Seth. Eu sou irmã da Bella, da Leah e agora da Vic, nós dois não somos irmãos, somos namorados, por isso, não podemos ser irmãos. –Nessie disse.

Seth sorriu.

-Tem toda razão, gata. –Ele disse e lhe deu um selinho.

-Tá legal, e que tal uma foto em família, já que a família cresceu? –Perguntei.

-Ótima ideia. –Meu pai disse.

-Juntem-se, eu tiro a foto. –Jasper disse.

-Não, tire com a gente. –Meu pai disse.

-Não, somente a família Swan, eu não sou da família. –Jasper disse.

-Claro que é. Você é cunhado do meu genro e da minha filha, padrinho da minha neta, é da família sim. –Meu pai disse.

-Sem contar que você filmou o parto, tirou fotos nossas, queremos você aqui, Jasper. –Vic disse.

Ele sorriu.

-Tudo bem.

Jasper colocou a câmera pra tirar foto automaticamente e se juntou a nós, ficamos ao lado do Edward e de mim, nos juntamos todos e tiramos a foto.

-Agora sim. Seja bem vinda a família, Vic. –Leah disse.

Victória sorriu.

-Obrigada, a todos. –Ela agradeceu.

-Bom, está tudo muito bom, mas, os médicos aqui, tem que voltar ao trabalho. –Disse.

-É, mas, nós voltamos depois, pra ver como a mãe e o bebê estão. –Edward disse.

-Tudo bem, eu vou ficar bem, podem ir. Eu sei que o hospital nunca para, então não se preocupem comigo. –Vic disse.

-Ok, então, se cuidem. –Disse.

-Nós iremos.

Edward devolveu Henry pra Vic e pegou na minha mão.

-Tchau, gente. –Dissemos.

-Tchau. –Eles disseram.

-Vamos, Jasper.

-Aqui está a câmera. –Jasper entregou a câmera para o Dean.

-Valeu, Jasper. –Dean agradeceu.

-De nada. Tchau gente. –Ele disse.

-Tchau. –Dissemos.

Nós três saímos do quarto da Vic e Jasper suspirou.

-Ah, eu não vejo a hora da nossa fadinha ter logo o nosso bebê. –Ele disse.

-É, eu sei bem como é. –Edward disse, passando a mão na minha barriga.

-É, mas você já tem dois filho, não tem que ficar tão ansioso. –Jasper disse.

-Quando a Bella estava grávida dos meninos, nós também estávamos assim, querendo ver o rostinho dos dois, e hoje, isso não muda nada, nós queremos ver o rostinho do nosso caçula.

Jasper riu.

-Eu espero que esses meses passem voando. –Ele disse.

-Vai passar, você vai ver. Logo ela vai te acordar, gritando de dor. –Disse.

-Pelo menos vocês são médicos, já vão saber o que fazer. –Edward disse.

Jasper riu.

-É, muito engraçado. –Ele disse. –Bom, eu vou voltar para o meu trabalho. Tchau.

-Tchau. –Dissemos.

Olhei para o Edward.

-E ai, chefinho? –Perguntei.

Ele me olhou e sorriu.

-Você sabe que eu não sou mais o seu chefe. –Ele disse.

Sorri.

-Eu sei, mas o apelido é fofinho. –Disse.

Ele começou a rir.

-Tudo bem. –Ele disse. –Ocorreu tudo bem no parto?

Assenti.

-Sim, Vic estava nas mãos da melhor obstetra.

Ele sorriu.

-Ah, isso é verdade. Mas, não fala isso pra Alice, senão ela vai ficar se achando.

Comecei a rir.

-Tudo bem. Então, ocorreu tudo bem, foi um parto normal, Dean e eu ficamos ali, segurando a sua mão, e Jasper, filmou todo o parto, a pedido do Dean. –Disse.

Ele assentiu.

-Que bom que ocorreu tudo bem. –Ele disse.

-É, graças à Deus. –Disse.

Edward sorriu.

-Deu até saudade, né? Lembra-se de quando os meninos nasceram? Aqueles dois pequeninos?

Sorri.

-Como eu poderia me esquecer? Foi um dos melhores momentos da minha vida. –O olhei. –Mas, não se preocupe. Logo viveremos esses momentos de novo.

Ele sorriu.

-Eu não vejo a hora. –Ele disse e passou a mão na minha barriga. –Olha, eu não tenho muito trabalho, você também não, vamos mais cedo pra casa, ficar com as crianças?

Sorri.

-Por mim, tudo bem. –Disse.

-Ótimo. –Ele disse. –Vem, vamos até a minha sala.

Edward me puxou pela mão e me levou pra sua sala, entramos na sua sala e ele trancou a porta.

-Por que me trouxe pra cá? –Perguntei, virando-me pra ele.

-Para termos um momento nosso, antes de irmos. Nós nos vimos pouco hoje. –Ele disse, me empurrando pra trás.

Ele me sentou em sua mesa.

-Edward. –Disse, rindo. –Eu pensei que queria ir pra casa.

-E eu quero, depois de ter você. –Ele disse e me beijou.

Eu acabei não resistindo, entreguei-me pra ele ali mesmo. Era bom ficar com ele, depois de ter assistido o parto da minha melhor amiga, me fazia lembrar dos meus filhos e do que eu ainda teria, e eu só os tenho hoje, graças a ele.