Eternamente
165 Capítulo 164-Alta/ Repouso/ Almoço nos Swan
Isabella Marie Swan Cullen
Depois de passar a noite aqui no hospital, eu finalmente iria pra casa. Acho que Edward tinha razão, era muito diferente ficar aqui como paciente, eu realmente gostava mais de ser médica.
-Bella. –Edward entrou no quarto. Virei minha cabeça, o olhando. –Precisa de ajuda?
-Não, eu estou bem. –Respondi.
Ele se aproximou e beijou meu ombro.
-Quando chegar em casa, terá que repousar. –Ele disse.
Assenti.
-Ok, eu farei isso. –O olhei. –Vai voltar para o hospital?
-Eu tenho que clinicar para compensar esse tempo que estive de licença, agora eu tenho que clinicar até melhorar de vez e poder voltar a ativa.
Assenti.
-Você vai ficar bem sozinha? –Ele perguntou.
-Vou sim, pretendo ficar dormindo e Simba me fará companhia. –Disse.
Ele assentiu.
-Tudo bem, quando eu sair do hospital, passo na casa dos meus pais e pego as crianças. –Ele disse.
-Tudo bem. –Disse.
-Allie assinou a sua alta, está pronta pra ir?
Assenti.
-Sim, vamos. Eu quero ir pra casa e dormir na minha cama. –Disse.
Ele riu.
-Tudo bem, vamos.
Edward passou o braço envolta dos meus ombros e saímos do quarto.
Fomos até a recepção e Edward assinou a minha saída do hospital.
-Melhoras, Dra. Cullen. –A recepcionista disse.
-Obrigada. –Agradeci.
Edward e eu saímos do hospital e fomos para o seu carro. Ele abriu a porta do carona e me olhou.
-Sra. Cullen.
Sorri.
-Obrigada, Sr. Cullen. –Disse e entrei no carro.
Edward fechou a porta e deu a volta, ele entrou no carro e me olhou.
-Pronta pra ir embora?
Assenti.
-Prontíssima. –Respondi.
-Ok. –Ele disse, ligando o carro e dirigindo pra casa.
-Será que você não pode voltar mais cedo pra casa? Eu ainda preciso de cuidados. –Disse.
Ele sorriu.
-Vou fazer o possível. –Ele disse.
Sorri.
-Ok.
-Como você está se sentindo? –Ele perguntou.
-Estou bem. –Respondi.
-Tem certeza? –Ele perguntou.
-Eu tenho Edward, não se preocupe. –Disse.
Ele assentiu.
-Tudo bem.
Logo, chegamos em casa e Edward me ajudou a descer do carro, como se eu precisasse de ajuda, e eu não estava precisando, eu podia muito bem sair do carro sozinha, mas, ele era cuidadoso.
Entramos em casa e escutamos o latido do Simba e ele veio correndo na nossa direção.
-Oi, garotão. –Disse, acariciando sua cabeça.
-Desculpe termos te abandonado essa noite, mas foi preciso. –Edward disse, fazendo carinho na sua cabeça.
-Ele entende. –Disse.
-Hoje, você vai tomar conta da sua dona. –Edward disse.
Sorri.
-É, seremos só nós dois. –Disse.
Simba correu para o jardim.
-É, ele está feliz que voltamos. –Edward disse. –Quer que eu te carregue?
-Não precisa, eu consigo ir sozinha. –Disse.
-Tudo bem.
Subimos as escadas e fomos para o nosso quarto.
-Quer deitar? –Ele perguntou.
Neguei.
-Não, eu vou tomar um bom banho primeiro. –Disse.
-Tudo bem, eu vou preparar alguma coisa pra você comer.
-Tá. –Aproximei-me dele e o beijei. –Não se esqueça de dar um pouco de atenção para o Simba.
Ele assentiu.
-Pode deixar. –Ele me deu um selinho e saiu do quarto.
Respirei fundo e fui para o banheiro. Enchi a banheira e tirei minha roupa, coloquei sais e óleo, formando espuma. Tirei minha roupa e entrei na banheira, relaxando na hora.
Fiquei um tempo ali, e quando eu me senti descansada, terminei de tomar meu banho e saí da banheira. Peguei minha toalha e me sequei. Fui para o closet e vesti um pijama de flanela.
Voltei para o quarto e fui pra cama. Deitei-me e fiquei esperando pelo Edward.
Algum tempo depois, Edward apareceu, com uma bandeja na mão.
-Oi, demorei?
-Não muito.
-Como foi o seu banho? –Ele perguntou, colocando a bandeja ao meu lado.
-Maravilhoso. –Respondi, sentando-me na cama. –É muito bom estar em casa de novo.
Ele sorriu.
-Foi só uma noite. –Ele disse.
-Eu sei, mas eu prefiro estar no meu local de trabalho, trabalhando. –Disse.
Ele riu.
-Tá legal, aqui está o seu lanche. Coma. Você está comendo por dois. Bom, pelo menos eu acho que é por dois.
Sorri.
-Eu estou grávida de um só dessa vez. –Disse.
Ele sorriu.
-Tudo bem.
Peguei o lanche e comecei a comer.
-E então? Quer que eu coloque algum filme pra você assistir, antes de eu voltar para o hospital? –Perguntei.
Neguei.
-Não.
-E o que vai ficar fazendo?
-Dormindo. –Respondi.
Ele sorriu.
-Sério? Sabe que o bebê pode ficar preguiçoso desse jeito, não sabe?
-Sei, mas eu ainda estou no começo da gravidez, ainda tenho tempo pra não deixar nosso bebê preguiçoso. E hoje eu estou de repouso, posso dormir o quanto quiser. –Disse.
Ele assentiu.
-É, você tem razão. Então aproveite para descansar bem, eu vou tentar voltar mais cedo, pra pegar as crianças e vir pra casa ficar com você. –Ele disse.
Assenti.
-Tudo bem. –Disse.
Eu terminei de comer o meu lanche e tomei meu suco, Edward pegou a bandeja assim que terminei.
-Eu vou levar isso aqui pra cozinha e volto pra me despedir. –Ele disse.
-Tá.
Ele saiu do quarto com a bandeja.
Deitei-me na cama e me cobri com as cobertas, fiquei esperando por ele.
Edward voltou para o quarto e se aproximou de mim.
-Gatinha, eu vou voltar para o hospital. –Ele disse.
Assenti.
-Tá bom. –Respondi.
Ele se sentou na cama, ao meu lado e acariciou meus cabelos.
-Você vai ficar bem? –Ele perguntou.
Assenti.
-Vou sim, não se preocupe. –Disse. –Qualquer coisa, eu te ligo.
Ele assentiu.
-Tudo bem, então se cuida. –Ele disse.
-Tá.
Ele beijou minha barriga e depois me deu um selinho.
-Eu te amo. –Ele disse.
Sorri.
-Eu também. –Disse.
Edward saiu do quarto e foi embora.
Eu me aconcheguei nos travesseiros. Ah, essa cama era muito confortável, bem melhor do que aquela cama de hospital. Era muito bom estar em casa.
Hoje eu tinha que ficar em casa repousando, então eu tinha que aproveitar, fechei os olhos e não demorou muito para o sono chegar. Logo eu estava dormindo.
Algumas horas depois…
Eu estava no meio da sala da casa do meu pai. Ele estava parado, ao seu lado estava a Sue, do outro lado da sala, bem de frente pra eles, estava a Leah, eles pareciam estar discutindo e Leah se derramava em lágrimas.
-Eu não acredito. Por quê? Por que fizeram isso comigo? –Ela perguntou.
-Foi para o seu bem. –Meu pai respondeu.
Leah caiu de joelhos no chão e chorou mais ainda.
Abri os olhos.
Pelo menos esse sonho não foi pior do que o outro, mas ainda assim foi estranho. Leah chorando por causa de alguma coisa que o nosso pai e Sue fez pra ela. O que será que isso significava? Eles jamais iriam fazer algo pra Leah, meu pai sempre tratou a Leah muito bem, melhor até do que tratou a mim e Sue tinha a Leah, como se fosse uma filha, então eu acho que não significava nada.
Espreguicei-me e peguei meu celular no criado mudo, olhei as horas e vi que ainda demorava algumas horas para o Edward chegar, no seu horário normal, mas, como ele disse que chegaria mais cedo hoje, não demoraria tanto assim. Espero que ele não demore muito, por que estou com saudade dos meus filhos.
Levantei-me e fui até o banheiro, passei uma água no rosto e desci para comer alguma coisa, pois, eu estava com fome.
Entrei na cozinha e fui até a porta que dava para o jardim, olhei o Simba, que estava dormindo. Virei-me e fui procurar alguma coisa pra comer.
Fiz algumas panquecas e as comi com mel, depois, tomei um copo de suco de laranja e voltei para o quarto, voltei a me deitar e liguei a TV, fiquei assistindo série, enquanto esperava meu marido chegar com nossos filhos.
Eu acabei pegando no sono de novo.
…
Acordei escutando barulhos lá embaixo.
Acho que Edward havia chegado.
Levantei-me e saí do quarto, desci e vi Edward no sofá com as crianças, Simba estava no tapete.
-Oi. –Disse.
Ele me olhou.
-Oi. Olhem só, é a mamãe. –Ele disse.
Megan e Ethan me olharam e sorriram.
-Oi, meus amores. –Disse.
Aproximei-me deles e dei um selinho no Edward e sentei-me ao seu lado, dei um beijo na testa das crianças e peguei o Ethan no colo.
-Como foi o seu dia? –Edward perguntou.
-Foi bom. Passei o dia inteiro dormindo e me sinto bem descansada. –Disse.
Ele sorriu.
-Que bom. –Ele disse.
-E o seu dia?
-Bom, passei o dia inteiro clinicando. –Ele respondeu.
-E quanto ao seu trabalho de diretor? –Perguntei.
-Eu ainda não voltei 100% , então, esse trabalho todo, ainda está com a Rosie. –Ele respondeu.
Assenti.
-OK.
-Tá bom. –Disse.
-Olha, deixa que eu dou banho nos meninos. Eu não quero que você se esforce. –Ele disse.
O olhei.
-Eu já estou bem, Edward. –Disse.
-Eu sei, mas até amanhã, você ainda está de repouso. –Ele disse.
Assenti.
-Ok, mas eu tenho que dar de mamar pra eles. –Disse.
-Depois que eu der banho neles. –Ele disse.
-Tudo bem. –Disse. –Então, já que eu não posso fazer nada, eu vou pedir o nosso jantar.
-Ótimo!
-O que você quer comer? –Perguntei.
-Comida tailandesa. –Ele respondeu.
O olhei.
-É sério? –Perguntei.
-É, faz tempo que eu não como. –Ele disse.
Sorri.
-É, eu gosto. Vai ser tailandesa. –Disse.
-Ok, eu vou cuidar dos meninos. –Ele disse, se levantando com a Megan e pegou o Ethan do meu colo, ele subiu com os meninos.
Olhei para o Simba.
-Vamos comer, garotão?
Ele me olhou.
Levantei-me do sofá.
-Vem.
Fui pra cozinha e Simba me seguiu. Dei comida pra ele e ele ficou comendo. Voltei pra sala e peguei o telefone. Liguei para o restaurante tailandês e encomendei nosso jantar. Fiquei esperando a entrega e resolvi ir até o quarto dos meninos pra ver se Edward estava dando conta.
Entrei no quarto e vi Ethan brincando no berço.
-Oi, lindinho. –Dei um beijo na sua testa. –Pelo visto a sua irmã foi a primeira.
Ethan estava concentrado nos seus bonecos de supre heróis.
-Continue ai brincando, eu vou ver o papai e a sua irmã. –Disse e fui para o banheiro.
Edward estava dando banho na Megan.
-Oi, tudo certo por aqui? –Perguntei.
-Tudo sim. –Ele respondeu. –Já pediu a nossa comida?
-Acabei de pedir. –Respondi.
-Ok, eu já estou terminando, pra você amamenta-la. –Ele disse.
Assenti.
-Ok, eu vou ficar com o Ethan. –Disse.
-Ok.
Saí do banheiro, voltando para o quarto e fiz companhia para o Ethan, que ainda estava distraído com os seus brinquedos.
Alguns minutos depois, Edward voltou para o quarto com ela e a colocou no trocador.
-Pronto, agora é só vesti-la. –Ele disse.
-Eu vou pegar uma roupa pra ela. –Disse.
-Tá bom. –Edward disse.
Peguei o pijama da Megan e uma fralda, entreguei para o Edward e ele a vestiu.
-Pronto, princesa. –Ele a levantou, fazendo-a ficar em pé e lhe deu um beijo na bochecha. –Está linda, puxou a beleza da sua mãe.
Sorri.
-Obrigada. –Agradeci e lhe dei um beijo na bochecha.
-Ela é toda sua. –Edward disse, me entregando Megan.
-Ok. –Disse.
-Vamos lá, filhão. –Edward disse, pegando Ethan no colo e foi para o banheiro com ele.
Sentei-me na poltrona com a Megan e comecei a amamenta-la.
-Ah, querida. Foi tão ruim passar essa noite longe de vocês. –Disse. –Isso não vai acontecer, somente quando o seu irmãozinho nascer.
Megan mamou quietinha, e ao terminar, eu a coloquei em seu berço, e ela ficou brincando com os seus ursinhos.
Dei-lhe um beijo na testa e fui até o banheiro, onde Edward estava dando banho no Ethan.
-Tudo bem por aqui, meninos? –Perguntei.
-Tudo. E a Megan?
-Ela está no berço, brincando com os seus ursinhos. –Respondi.
Ele assentiu.
A campainha tocou.
-Nossa comida.
-Vai lá, eu cuido deles. –Ele disse.
-Tá.
-Espera! Pega o meu cartão aqui na minha carteira. –Ele disse.
-Ok.
Fui até ele e enfiei a minha mão no seu bolso da frente e ele moveu o quadril pra frente.
-Edward.
-O que?
-Respeite o nosso filho. –O olhei. –Seu tarado.
Ele riu.
Peguei sua carteira.
-Eu já volto. –Disse.
-Tá.
Saí do banheiro e do quarto e desci, peguei um dos cartões do Edward e deixei sua carteira no sofá, fui até a porta e a abri, dando de cara com o motoboy.
-Boa noite. –Ele disse.
-Boa noite.
-É a Sra. Cullen? –Ele perguntou.
Assenti.
-Sim, eu mesma. –Respondi.
-O seu pedido, senhora. –Ele disse, me entregando os pacotes.
-Obrigada. –Disse, lhe entregando o cartão.
Ele passou o cartão na maquininha e me entregou para digitar a senha, digitei a senha e confirmei. Ele retirou o cartão e me entregou, junto com a nota fiscal.
-Prontinho.
-Obrigada, só um momento. –Disse e voltei ao sofá.
Peguei 20 dólares na carteira do Edward e voltei pra porta.
-Aqui está, sua gorjeta. –Disse, lhe entregando a nota.
-Obrigado, senhora. Tenha um bom jantar. –Ele disse.
-Obrigada.
-Boa noite. –Ele disse.
-Boa noite. –Disse.
Ele foi embora e eu fechei a porta.
Coloquei o cartão do Edward de volta na sua carteira e a deixei em cima da mesa de centro, junto com os pacotes onde estavam as comidas.
Tirei tudo dos pacotes e coloquei tudo em cima da mesa de centro.
-Hum, já está cheirando. –Edward apareceu, descendo as escadas com as crianças.
Sorri.
-Então vem. –Disse. –Olha, vamos comer tudo nos pratos descartáveis do restaurante, pra não sujar louça.
-Ok. –Ele disse. –Olha, você tem que dar mamar para o Ethan.
-Tá bom, termina de arrumar as coisas aqui e eu dou mamar pra ele.
-Ok. Filha, vai brincar um pouquinho.
Edward colocou Megan no tapete e ela começou a engatinhar pela sala inteira, depois ele me deu o Ethan.
-Oi, meu lindo. –Dei-lhe um beijo na bochecha. –A mamãe vai te dar mamar.
Comecei a amamenta-lo e Edward arrumou as embalagens de comida na mesa.
-Foi muito caro? –Ele perguntou.
Neguei.
-Não, a nota está na sua carteira. –Disse.
Edward pegou sua carteira e a abriu, olhando a nota.
-É, não foi caro. –Ele disse.
-E eu peguei 20 dólares na sua carteira, para dar gorjeta ao entregador. –Disse.
Ele assentiu.
-Tudo bem. –Ele disse. –Quer que eu espere você terminar, para comermos?
-Se quiser ir comendo, tudo bem pra mim. –Disse.
Ele sorriu.
-Eu te espero. Não quero comer sozinho. –Ele disse.
Sorri.
-Tudo bem, eu já estou terminando. –Disse.
-Ok.
Continuei amamentando o Ethan, e enquanto isso, Edward foi ver o Simba, que não estava por aqui com as crianças.
Terminei de amamentar o Ethan, e arrumei minha blusa.
-Quer ir fazer companhia pra sua irmãzinha? –Perguntei, colocando Ethan no tapete e ele engatinhou até a Megan. –Edward!
Edward apareceu da cozinha.
-Oi.
-E o Simba?
-Dormindo. –Ele respondeu.
-Ok, vamos comer? –Perguntei.
-Vamos.
-Coloque uma série pra gente assistir. –Disse.
-Está bem.
Edward ligou a TV e colocou em uma série, eu coloquei as comidas nos pratos e ele se sentou ao meu lado, nós começamos a comer, enquanto assistíamos TV e as crianças brincavam no tapete. Essa era a nossa noite em família, e eu queria que ainda tivéssemos muitas por vir. Ficar assim, juntinho de quem amamos, era a melhor coisa do mundo.
Alguns dias depois…
Hoje era sábado e iriamos almoçar na casa do meu pai. Isso era se a minha querida princesinha deixasse.
Era a terceira vez que eu trocava a Megan, em menos de 10 minutos. A primeira vez, ela havia feito xixi e eu troquei, a segunda vez, foi por que ela havia conseguido arrancar a fralda. Agora ela havia aprendido isso. Ela estava ficando atentada.
Terminei de colocar sua fralda e vi que havia ficado apertada, por que ela tinha encolhido a barriga.
Olhei pra ela e sorri.
-Sua sapequinha. –Disse.
Ela deu um sorriso torto.
O sorriso descarado do pai dela.
Acertei sua fralda, depois de muita luta, até ela se cansar de brinca.
Respirei fundo.
-Até que enfim, consegui! –Disse.
Megan gargalhou.
-Não é engraçado, sua sapequinha. –Disse, fazendo cosquinhas na sua barriga e ela gargalhou.
-Hum, estão se divertindo? –Edward perguntou, descendo com o Ethan.
-Ah, é só a sua filha que resolveu ser uma menina levada hoje. –Disse.
Ele sorriu.
-Ela parece um anjo. –Ele disse.
-Só parece, até por que, ela é sua filha. –Disse.
-Engraçadinha.
Comecei a rir.
-Estão prontas, garotas? –Ele perguntou.
-Só falta dar comida para o Simba. –Disse.
-Ok, vai colocando os meninos no carro, eu faço isso. –Ele disse.
-Está bem. –Disse, me levantando com a Megan e pegando o Ethan do Edward.
-Não demora. –Disse.
-Tá. –Edward disse e foi pra cozinha.
Fui para o carro e coloquei os meninos em suas cadeirinhas.
-Eu já volto amores, se comportem. –Disse e voltei pra sala.
Peguei as bolsas dos meninos, a minha bolsa e o carrinho deles e voltei pra garagem. Coloquei as bolsas deles ao lado deles no banco de trás, a minha bolsa no banco do carona e fechei o carrinho, o colocando dentro do bagageiro. Fechei o bagageiro, fechei a porta traseira e entrei no carro, fechando a minha porta.
Olhei pra trás.
-Como vocês estão? –Perguntei.
Eles sorriram pra mim e eu sorri de volta.
-Isso foi um bem. –Disse.
Edward apareceu na garagem e entrou no carro.
-Esqueceu alguma coisa? Por que eu já fechei toda a casa e liguei o alarme. –Ele perguntou.
Neguei.
-Não. –Respondi. –Deu comida para o Simba?
-Comida, água. Ele ficará bem. –Ele respondeu.
-Então vamos. –Disse.
-Ok, cadê a chave? –Ele perguntou.
Entreguei-lhe a chave. Ele a pegou, a enfiou na ignição e ligou o carro. Ele pegou o controle do portão o abriu e saiu com o carro, depois ele fechou o portão e Edward dirigiu direto pra casa do meu pai.
-Sabe o que poderíamos fazer amanhã? –Perguntei.
-O que?
-Nós podíamos fazer um piquenique no parque. E podíamos levar o Simba pra respirar um pouco de ar puro. –Disse.
-Ele respira ar puro no jardim. –Ele disse.
-É, mas nós nunca mais o levamos pra passear. –Disse.
Ele assentiu.
-É, nisso você tem razão. –Ele disse. –Tudo bem, amanhã faremos um piquenique em família.
Sorri.
-Ok.
Chegamos a casa do meu pai e Edward estacionou em frente, saímos do carro, pegamos o carrinho, colocamos os meninos neles e pegamos as bolsas, Edward fechou o carro e fomos em direção a entrada, entramos com a minha chave.
Fomos direto pra sala de estar, onde eu sabia que estariam todos.
-Oi. –Dissemos.
Eles nos olharam.
Lá estavam todos. Meu pai, Sue, Jacob, Leah, Seth e Nessie.
-Oi.
Meu pai se levantou e veio nos cumprimentar, depois a sua atenção foi nos meninos.
-Estávamos esperando vocês para almoçarmos. –Sue disse.
-Desculpe a demora. Megan estava brincando de tirar a fralda. –Disse.
-Ah, essa fase. Cuidado, eles vão aprontar muito agora. –Sue disse.
Sorri.
-É, já estou até vendo. –Disse.
Eles riram.
-E o Miguel? –Perguntei.
-Dormindo. Assim que ele acordar, eu o trago para se juntar com os priminhos. –Leah respondeu.
Assenti.
-Ok. –Respondi. –Que tal nós comermos? Eu estou morrendo de fome.
-Claro, até por que, você precisa se alimentar. –Meu pai disse, passando a mão na minha barriga.
Sorri.
-Isso mesmo.
-Eu vou colocar a mesa, esperem um pouco. –Sue disse, se levantando.
-Quer ajuda? –Perguntei.
-Não precisa, fiquem ai conversando. –Sue disse e foi pra cozinha.
-Quer um uísque, Edward? –Meu pai perguntou.
-Sim, por favor. –Edward respondeu e nos sentamos no sofá.
Meu pai foi preparar o uísque para o Edward.
-Soube que eles já estão engatinhando. –Leah disse.
Sorri.
-É, estão. Eles engatinham por toda parte. –Respondi.
-Ai, eu posso ver? –Ela perguntou.
-Claro, fique a vontade. –Respondi.
Leah os tirou do carrinho e os colocou no tapete, os dois começaram a engatinhar.
-Oh, que lindo. Eu não vejo a hora do Miguel começar a engatinhar. –Leah disse.
-Ainda está muito cedo pra pensar nisso. –Nessie disse.
-Concordo, curta cada minuto com ele, por que o tempo passa rápido. –Disse.
Ela sorriu.
-Eu vou curtir. –Ela disse.
-É, logo essas crianças estarão brincando, correndo por aí. –Jacob disse.
Começamos a rir.
Meu pai voltou com o copo de uísque.
-Aqui, Edward. –Meu pai lhe entregou o copo.
-Obrigado, Charlie. –Edward agradeceu.
-De nada. –Meu pai disse, se sentando. –E então? Minha filha está dando muito trabalho?
-Bom, nesses últimos dias, ela até que se comportou. –Edward respondeu.
Revirei os olhos.
Até parece que eu era uma criança desobediente.
-E já voltou a trabalhar, Bella? –Nessie perguntou.
Assenti.
-Sim, eu voltei a trabalhar normalmente e também me sinto ótima. –Disse.
-Então, tudo bem com a gravidez agora, depois daquele susto? –Meu pi perguntou.
Assenti.
-Sim, está correndo tudo bem de novo. –Respondi.
-E não são gêmeos? –Seth perguntou.
Sorri.
-Não, dessa vez, estou esperando somente um. –Respondi.
-E já pensaram nos nomes? –Nessie perguntou.
-Ainda estamos conversando sobre isso. –Edward respondeu.
-Bom, eu estou ficando cheia de sobrinhos, Megan, Ethan, Miguel, um do Elliot, dois do Christian, e agora, ele e a Ana estão esperando mais um. –Nessie disse.
-Sério? Anastasia está gravida? De novo?
-Qual é a idade da casula? –Perguntei.
-8 meses. –Nessie respondeu. –Eu fiquei impressionada. Achei que eles não iriam querer outro agora, mas eles estão bem felizes. Eles são muito estranhos.
Sorri.
-Bom, felicidades pra eles, então.
-Obrigada. E agora, ele já dava muita atenção pra Ana, isso vai dobrar, então, vocês terão que continuar cuidando do hospital.
-Deixa com a gente. –Edward disse.
-É, nós manteremos o hospital do jeitinho que ele está. –Disse.
Nessie sorriu.
-Os Grey confiam em vocês. –Ela disse.
Começamos a rir.
Sue apareceu da cozinha.
-Gente, o almoço está servido. –Ela disse.
-Então vamos. –Meu pai disse.
Edward deixou o copo na mesa de centro e pegou a Megan, eu peguei o Ethan, fomos pra sala de jantar e nos sentamos a mesa. Começamos a nos servir.
-Ah, é tão bom ter esses almoços em família. Significa um pouco de paz, e tem acontecido tanta coisa. –Leah disse.
-Verdade, eu me preocupo todos os dias com aquele médico maluco solto por ai, ele pode machucar qualquer um. –Meu pai disse.
-Nem me fale, é difícil não pensar que ele pode machucar a Bella ou as crianças. –Edward disse.
-Eu e as crianças estamos bem, não vamos falar daquele homem. –Disse.
-E como está a sua mãe, Edward? –Meu pai perguntou.
-Bem, ela é uma mulher forte, não se abala fácil. –Edward respondeu.
Meu pai sorriu.
-Que bom.
Nós começamos a comer e Sue serviu suco pra todos. Não seria servido bebida alcóolica, por minha causa.
Sorri.
-Obrigada, Sue. –Agradeci.
-De nada, querida.
-Sabe, eu vi uma coisa esquisita na rua, um dia desses. –Disse.
-O que? –Meu pai perguntou.
-Eu estava no carro, e vi uma mulher atravessando no farol. Ela era idêntica a Sue, mas, ela tinha o cabelo curto, eu até achei que era ela, mas quando a vi de novo, vi que ela não tinha cortado o cabelo, então, deve ter sido impressão.
Sue quase deixou a jarra de suco cair e ela e meu pai se entreolharam.
-Tá tudo bem?
Sue assentiu.
-Tá sim, a jarra que quase escapa da minha mãe. –Disse.
-E… você chegou a falar com essa mulher? –Meu pai perguntou.
Neguei.
-Não, eu estava dentro do carro. –Sorri. –Ela me chamaria de louca, se eu saísse gritando, achando que era a Sue.
Sue deu um fraco sorriso.
-É, como você disse, foi só impressão. Eu jamais cortaria meus cabelos. –Ela disse, se sentando.
Assenti.
-Tudo bem. –Disse, comendo. –Então, faremos a foto das crianças?
-Sim, assim que terminarmos aqui e o Miguel acordar. –Meu pai respondeu.
-Ele não vai demorar em acordar. –Leah disse.
-Vai ser a primeira vez que os três ficarão juntos, e daqui há 7 meses, tiraremos outra foto.
Sorri.
-Nós ainda tiraremos muitas fotos dessa turminha. –Disse.
-Vamos fazer um brinde, gente? A essas crianças maravilhosas. –Leah disse.
Levantamos nossos copos de suco e brindamos em homenagem às crianças.
Depois, voltamos ao nosso almoço, onde rimos e conversamos, falamos somente de coisas boas e sobre o meu bebê, que ainda não sabíamos se eram menino ou menina e nem que nome dar.
Depois do almoço, ajudamos Sue a lavar a louça e fomos pra sala de estar, tomar um café.
As atenções ainda estavam na Megan e no Ethan, todos estavam babando neles engatinhando para todo o canto.
Sue apareceu da cozinha e se juntou ao meu pai, também admirando os nossos filhos. Leah subiu e voltou alguns minutos depois, com Miguel no colo.
-Olha só quem resolveu acordar. –Leah disse, se aproximando da gente.
-Ah, oi sobrinho. –Disse, o pegando no colo e o olhando. –Como você se parece com o seu pai.
-O importante é que ele tem saúde. –Seth disse e Jake revirou os olhos, rindo.
-Que bom que acordou, agora nós podemos tirar fotos deles. –Meu pai disse.
-Tá legal. –Concordamos.
-Vamos arrumá-los no sofá. –Edward disse.
Pegamos a Megan e o Ethan e os sentamos no sofá. Leah colocou Miguel deitadinho nas almofadas, ao lado da Megan, os três ficaram quietinhos e meu pai bateu a foto.
-Ficou perfeito. –Ele disse.
Colocamos os meninos para engatinharem de novo e Leah pegou o Miguel.
-Logo, terão mais. Serão os três, o bebê da Vic e o da Bella, que está por vir. –Meu pai disse.
-E por que a Vic não veio para o almoço? –Perguntei.
-Ela está fazendo plantão, por isso não deu pra ela vir. Na minha opinião, ela já devia tirar licença, ela já está para dar a luz. –Meu pai disse.
-Ah, eu também acho, ela devia ficar em casa.
-Está dizendo isso, por que eu a coloquei para ficar de olho em você. –Edward disse.
-Olha só, não foi nada justo, ela fica no meu pé e vocês ainda dizem que é para o meu bem e o bem do bebê. –Disse.
-Mais é. –Edward disse.
-É, mas ninguém a conhece como eu. Ela saber ser muito má quando ela quer. –Disse.
Edward revirou os olhos.
-Tem o lado bom nisso. –Leah disse.
-Que lado? –Perguntei.
-Se ela entrar em trabalho de parto, ela já vai estar dentro do hospital. –Ela disse.
-E como eu fico até lá? –Perguntei.
-Muito bem, por que ela vai querer que acompanhe o parto. –Leah disse.
Sorri.
-É, tem razão. –Disse. –Sabe, a gente, que cresceu tudo junto, parece até inacreditável que já somos mães.
Leah sorriu.
-É mesmo, como o tempo passou. –Ela disse.
-É, e isso é bom. –Olhei para os meninos. –Agora nós temos valiosos tesouros.
-E, que tal agora a gente tirar uma foto em família? –Meu pai perguntou.
-Ótima ideia, vamos nos juntar. –Leah disse.
Edward pegou a Megan e eu peguei o Ethan e nos juntamos, meu pai colocou a câmera em modo automático e nos juntamos todos, e assim, tiramos a nossa foto em família, depois, continuamos conversando e admirando as crianças, era tão bom ficarmos assim, reunidos, era um momento único e essa família ainda estava para crescer mais.
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