Eternamente
146 Capítulo 145-Teatro/ Um vilão/ Sem medos/ Trabalhando/ Planejando
Isabella Marie Swan Cullen
Saí do teatro com a Nessie e a Ana. Nós não estávamos sozinhas, Ana veio com dois seguranças, Christian era um homem muito protetor.
-Foi uma ótima peça. –Disse.
Ana sorriu.
-Eu tenho que concordar. –Disse.
-É, foi boa. –Nessie disse.
-Você não parece muito animada. –Ana disse.
-Você sabe que eu não gosto muito de teatro. –Nessie disse.
-Desculpe, Nessie. Eu iria vir só com a Bella, justamente por que eu sei que você não gosta, mas o seu irmão disse pra eu te levar junto. –Ana disse.
-Tá tudo bem, Ana. Depois eu me entendo com aquele cabeça dura. –Nessie disse.
Nós caminhávamos até o restaurante. Olhei pela vitrine de uma loja e vi um reflexo do outro lado da rua.
Olhei e vi a pessoa, que estava com um capuz.
-Que foi, Bella? –Ana perguntou.
-Aquele cara, parece o Dr. Donovan, um médico que atacou a Alice no hospital. –Disse.
-Tem certeza de que é ele? –Nessie perguntou.
-Tenho. –Respondi.
-Taylor. –Ana disse.
O segurança atravessou a rua, e o desgraçado saiu correndo, o segurança foi atrás deles.
-Vamos para o restaurante. –O outro segurança nos levou para o restaurante.
Entramos no restaurante e nos sentamos na nossa mesa. Nessie e eu começamos a contar para a Ana, toda a história sobre o Dr. Donovan.
-Ah, sei bem com é, eu já tive um cara desses no meu pé, ele era o meu chefe, e tinha uma fixação pelo Christian. –Ana disse.
-É, ele era assustador. –Nessie disse.
O outro segurança apareceu.
-Sra. Grey, Srta. Grey, Sra. Cullen. Desculpe, mas o cara conseguiu fugir. –Ele disse.
-Tá tudo bem, Taylor. Iremos jantar e depois iremos pra casa. Esse cara não vai voltar a perturbar. –Ana disse.
Ele assentiu.
Pedimos o nosso jantar e comemos, enquanto conversávamos. Tivemos uma conversa bem agradável e bem divertida, nós conversamos sobre tudo, Nessie falou dos seus planos pra faculdade e que Seth iria junto com ela, quem diria. Ana e eu trocamos algumas coisas sobre as maravilhas de ser mãe.
Depois do nosso maravilhoso jantar, Ana pagou a conta e fomos embora, entramos no carro e seus seguranças nos levaram pra casa.
Fomos primeiro pra casa do meu pai, para deixar a Nessie. O segurança parou o carro em frente a casa, eu pude ver o meu pai na janela e acenei pra ele, ele sorriu e acenou de volta.
-Obrigada pela carona, Ana. –Nessie agradeceu.
-De nada, tenha uma boa noite, Nessie. –Ana disse.
-Vocês também. –Ela disse.
-Mande lembranças à todos. –Disse.
-Ok. Tchau.
-Tchau. –Dissemos.
Nessie pegou sua bolsa, saiu do carro e entrou em casa.
-Taylor, dirija pra casa da Bella. –Ana disse.
Ele dirigiu pra minha casa.
-Está tudo bem? Ficou com medo daquele cara? –Ana perguntou.
Sorri.
-Eu estou bem, não se preocupe. Eu já enfrentei aquele canalha antes. –Disse.
Ela sorriu.
-Você é bem corajosa. –Ela disse.
Comecei a rir.
-Você não faz ideia. –Disse.
Ela riu.
Não demorou muito, para chegarmos a minha casa.
-Chegamos, Sra. Cullen.
-Obrigada. –Olhei pra Ana. –Obrigada pela noite, foi muito divertido.
Ela sorriu.
-De nada. Foi muito divertido. –Ela disse.
Sorri.
-É.
-Eu te ligo, pra gente fazer aquele tour pela cidade. –Ela disse.
-Claro, você tem o meu número? –Perguntei.
-Eu pego com o Christian. –Ela disse.
-Ok, boa noite. –Disse.
-Boa noite, Bella. –Ela disse.
Peguei a minha bolsa e saí do carro.
Ana foi embora com os seus seguranças e eu entrei em casa.
Simba latiu e começou a subir em cima de mim.
-Oi, garotão. –Disse. –Todo mundo está dormindo?
Ele me olhou.
-Vem, vamos ver se você tem comida.
Fui pra cozinha com o Simba, ele tinha comida, só não tinha água. Coloquei água pra ele e ele foi beber.
-Boa noite. –Disse.
Saí da cozinha e tranquei as portas, apaguei as luzes e subi para o quarto. Fui para o quarto dos meninos, entrei no quarto e eles estavam dormindo, como dois anjinhos. Pelo visto Edward cuidou muito bem deles.
Dei um beijo na testa deles e saí do quarto.
Entrei no meu quarto, Edward estava jogado na cama, só de pijama e com alguns livros de medicina espalhados pela cama, ele havia dormido, lendo esses livros.
Fui ao closet e troquei de roupa, coloquei um pijama, fui ao banheiro, tirei minha maquiagem e escovei os dentes. Voltei para o quarto e tirei os livros da cama, os guardando, deitei-me ao lado do Edward e nos cobri, abracei o Edward e adormeci ao lado dele.
No dia seguinte…
Acordei com o meu despertador tocando, Edward ainda dormia. Ele com certeza ficou lendo aqueles livros até tarde.
Levantei-me e fui tomar banho. Tomei um banho e me arrumei, saí do closet e fui até o Edward, sentei-me ao seu lado e acariciei seu rosto.
-Gatinho, acorda. Você tem que levantar. –Disse.
-Hum. Você já chegou?
-Já, há horas. Edward, já amanheceu. –Disse.
Ele abriu os olhos.
-Sério?
-Sim. Eu cheguei e você estava dormindo.
-É, eu acho que dormi enquanto lia. –Ele disse.
-Estava fazendo alguma pesquisa? –Perguntei.
Ele negou.
-Não, eu só quero ficar bem informado, já que somos os representantes do hospital. –Ele disse.
Assenti.
-Ok.
Ele me olhou.
-Como foi a peça? –Ele perguntou.
-Boa, eu te conto tudo enquanto tomamos café. –Disse.
-Ok. –Ele me deu um selinho e foi para o banheiro.
A babá eletrônica começou a tocar e eu fui cuidar dos meninos.
***
Edward parou o carro no estacionamento do hospital.
-Tem certeza de que era ele? –Edward perguntou.
Assenti.
-Tenho, eu jamais iria esquecer o rosto daquele cara. –Disse. –Soube de alguma coisa?
-Ele saiu sob fiança há alguns meses. –Edward disse.
Respirei fundo.
-Eu não acredito nisso. –Disse.
-Calma amor, da última vez que ele tentou fazer algo, ele se deu mal. –Ele disse.
-Ele estava me seguindo!
-Eu sei, ele só tá tentando assustar, não caia na dele, você é mais forte que isso. –Ele disse.
Assenti.
-Tudo bem, você tem razão. –Disse.
Ele me beijou.
-Agora vamos.
Saímos do carro e entramos no hospital.
Edward me levou até a minha sala.
-E então? Vai almoçar hoje? –Ele perguntou.
Sorri.
-Claro, venha me buscar e almoçamos juntos. –Disse .
Ele sorriu.
-Ok, combinado. –Disse.
Ele me deu um beijo.
-Tenha um bom dia. –Ele disse.
-Você também. –Disse.
Ele me deu um selinho e foi pra sua sala. Entrei na minha sala e comecei a trabalhar.
Eu não queria pensar na volta do Dr. Donovan, e eu espero mesmo que ele não volte a nos atacar.
Algumas semanas depois…
Já faziam algumas semanas, que eu e as meninas, conseguimos nos organizar com os nossos pacientes, desde que voltamos. Edward e eu estávamos fazendo um ótimo trabalho e Christian estava gostando muito. Ele ainda estava na cidade, ele quis ficar mais algum tempo, para curtir uma segunda lua de mel com a Ana, Grace estava aqui com eles, e estava trabalhando aqui nos hospital, mas daqui há alguns dias, eles iriam voltar pra casa e já até tínhamos marcado a nossa saideira.
Hoje eu não tinha nenhum paciente agendado, então fiquei na minha sala, estudando um pouco na minha tese, depois eu fui ajudar na emergência.
A emergência estava lotado, parece que hoje era o dia dos acidentes, um acidente de carro, de moto, alguns pedreiros que tinham caído de um andaime.
Vic estava ali, ajudando no atendimento.
Ela estava aceitando aos poucos a morte do pai, e se focar na gravidez, nos preparativos do seu casamento e no trabalho, a ajudava. Edward também está procurando uma nova enfermeira chefe, pois a última, se aposentou para ir trabalhar como enfermeira particular. Edward cismou em querer uma enfermeira nova para o cargo, e ainda me colocou como encarregada, eu acho que era justamente para eu escolher a Victória, mas eu não podia escolher assim, sem aplicar alguns testes antes, então Victória estava se dedicando.
-Oi, Vic. –Disse.
-Oi, Dra. Cullen. –Ela disse.
-Vejo que está fazendo um ótimo trabalho para ser promovida, mas é melhor pegar leve, você está carregando um serzinho, esqueceu?
Ela sorriu.
-Não, amiga. E obrigada pela preocupação, eu estou bem. –Ela disse.
-Eu não vou deixar de te avaliar, se você pegar um pouco leve. Eu sei que está grávida. –Disse.
Ela me olhou.
-Bella, eu prometo que se eu me sentir mal, eu largo tudo para me cuidar, ok?
Assenti.
-Tudo bem. Então como supervisora para escolher uma enfermeira chefe, eu ficarei de olho. –Disse.
Ela riu.
-Tudo bem, Dra. Cullen. –Ela disse.
Sorri.
Melhores amigas, eu com certeza só tinha as malucas.
-E então, Enfermeira Dwyer. No que eu posso ajudar? –Perguntei.
-Dois casos extremamente graves, vamos ao primeiro. –Ela disse e caminhamos até uma das camas. –Aqui. Jensen Kaleb, 25 anos, engenheiro, estava dirigindo o seu carro, e foi fechado por um bêbado, ele acabou desviando, atropelando uma mulher grávida e saindo da pista. Sr. Kaleb, essa é a Dra. Isabella Cullen.
-Olá. –Disse.
Ele me olhou e sorriu.
-Oi.
-Ele está com uma grave arritmia cardíaca. Sua especialidade. –Ela disse.
Assenti.
-Ok, e o que aconteceu com o motorista bêbado?
-Bom, ele era esperto, viu o acidente que causou e tentou fugir com o seu carro, mas perdeu o controle, deslizou na pista, capotou e não sobreviveu, o corpo está no necrotério. –Ela disse.
-Nossa, que castigo. –Disse.
-Pois é. –Vic disse.
-Foi tarde. –O cara disse.
-E a mulher grávida? –Perguntei.
-Ela é o outro caso grave. –Ela disse.
-Ok, vamos ver essa arritmia. –Disse, pegando meu estetoscópio e escutando o seu coração.
O cara ficava me olhando.
-Você é uma médica bem bonita. –Ela disse.
Sorri.
-Obrigada. –Agradeci.
-Srta. Cullen…
-É Sra. Cullen. –Victória disse.
-Ah, é casada?
Assenti.
-Sim. –Respondi.
-E onde ele trabalha?
-No andar de cima. –Respondi.
-Ah, ele é médico também?
-Sim. –Respondi.
-E vocês são casados há muito tempo?
-Há quase um ano. –Respondi.
-Hum, e vocês tem filhos.
-Um casal de gêmeos e estamos planejando o próximo. –Disse.
Ele assentiu e ficou quieto.
Eu não dei bola para o cara e ele percebeu isso.
-Uma veia do coração está rompida, e tem sangue vazando. Leve-o para cirurgia com Jasper. –Disse.
-Ok. Tommy, Call. –Victória chamou outros dois enfermeiros.
-Oi linda. –Um deles disse.
-Tommy. –Victória o repreendeu.
Eles me olharam.
-Dra. Cullen. –Eles disseram.
Sorri.
-Olá. –Disse.
-Levem o paciente e o preparem pra cirurgia de emergência, com o Dr. Hale. –Victória disse.
-Ok.
Eles o levaram e eu olhei pra Victória.
-Linda? –Perguntei.
-Ele tem uma quedinha por mim, mas assim como você não deu bola para o seu paciente, eu não dou bola pra ele. –Victória disse.
Comecei a rir.
-Vamos para o próximo. –Disse.
-Ok.
Fomos pra outra mesa.
-A mulher grávida. Lisa Griger, grávida de 7 meses, 19 anos, bibliotecária. Estava atravessando a rua quando foi atropelada. –Victória disse. –Sra. Griger, essa é a Dra. Isabella Cullen.
-Oi, minha filha vai ficar bem? –Ela perguntou.
Sorri.
-Nós vamos ver. –Disse. –Alguma fratura?
-Não. –Victória respondeu.
A examinei e fiz um ultrassom.
-A placenta está 3 centímetros deslocado e está vazando um pouco de líquido amniótico. –Disse.
-Parto de emergência? –Victória perguntou.
-Talvez. Ela tem que ser examinada pela Alice. –Disse.
-Ela está fazendo um parto. –Victória disse.
-Então a mantenha estável, até Alice ficar livre. O bebê está bem, para esperar um pouco. –Disse.
-Ok. –Vic disse.
-Mais algums paciente?
-Agora só tratar de uns machucados graves. –Vic disse.
-Tá legal, vamos lá.
Fomos ao trabalho.
(…)
Depois de cuidar de mais de 20 pacientes na emergência, voltei pra minha sala, para descansar um pouco.
Joguei-me na minha cadeira e relaxei um pouco.
Bateram na minha porta.
-Entra. –Disse.
Rose e Allie entraram na sala.
-Oi. –Elas disseram.
-Olha só, se não são minhas outras duas maluquinhas. –Disse.
-E você tem mais?
Assenti.
-Victória. Edward me colocou para escolher uma enfermeira chefe, e ela está trabalhando duro para conseguir, e como ela está grávida, eu tenho que ficar de olho. Então eu deduzi que só tenho melhores amigas loucas. –Disse.
Elas sorriram.
-Agradecemos pela consideração. –Alice disse e as duas se sentaram a minha.
-Iriamos vir mais cedo, mas eu soube que estava trabalhando na emergência e a Alice estava fazendo um parto. –Rose disse.
-É, a paciente atropelada que você me mandou, ela está bem e teve uma linda menina. –Alice disse.
-Que bom. E o cara que eu mandei para o Jazz?
-Ah, o que se interessou por você. Jazz disse que antes de anestesia-lo, ele disse que você deu um fora nele, e que estava nos seus olhos que você é apaixonada pelo seu marido. –Alice disse, rindo. –Mas ele também vai ficar bem. Claro, ele foi operado pelo meu lindo marido.
-Eu ainda tive que tirar sangue da Alice e levar para o laboratório, então desculpe pela demora. –Rose disse.
Assenti.
-Tudo bem, eu acabei de voltar da emergência. E por que tirou sangue, Allie? –Perguntei.
-Teste de gravidez. –Alice respondeu. –Já fez o seu?
Neguei.
-Ainda não, não tive nenhum sintoma e quero sentir, para confirmar. –Respondi.
-Você e o Edward tem praticado? –Perguntei.
Assenti.
-Sim, sempre que temos uma oportunidade, Edward me procura. Ele está ansioso pra eu engravidar. –Disse.
-E quando foi o seu período fértil? –Rose perguntou.
-Há três semanas. –Respondi. –E eu transei com o Edward no meu período fértil.
-Bom, se estava no seu período fértil e transou com ele, não há dúvidas que esteja grávida, claro se estiver bem de saúde. –Rose disse.
-Até onde eu sei, eu estou ótima. Mas não senti nenhum sintoma, e quando eu engravidei dos gêmeos, eu fiquei bem enjoada. –Disse.
-Eram dois. –Rose disse.
-Você também ficou bem mal, Rosie.
-A minha gravidez é de risco. Vamos fazer um exame, Bella. Você pode estar grávida. –Rose disse.
-Tá, depois eu passo no laboratório e faço um exame de sangue. Foi sobre isso que vieram falar? –Perguntei.
-Não, viemos falar sobre a festa da minha princesa, é daqui há alguns meses e eu quero organizar tudo. –Rose disse.
Assenti.
-Tudo bem, então vamos falar sobre a festa da pequena Tinie.
-Olha, eu não vou deixar muito com cara de festa infantil. –Rose disse.
-E por que não?
-Por que temos outra coisa para comemorar nesse dia. –Ela disse.
A olhei e sorri.
-Rosie, não precisa fazer isso, Edward e eu iremos comemorar depois.
-E vocês vão faltar a festa da afilhada de vocês? –Alice perguntou.
-Não! Iremos comemorar depois. –Respondi.
-Não seja chata, Bella. Eu quero fazer uma homenagem pra vocês, é o aniversário de casamento dos padrinhos da aniversariante. –Rose disse.
Sorri.
-Tudo bem, a festa é da sua filha, faça o que quiser. –Disse.
Ela sorriu.
-Obrigada.
-Mas deixe a decoração infantil. Valentina ficará linda com uma fantasia. –Disse.
-Valentina não precisa ser a única fantasiada, podíamos colocar todas as crianças da festa. –Alice disse.
Rose sorriu.
-É, e os priminhos também podem se fantasiar. –Rose disse.
Sorri.
-Eu iria adorar ver os meus amorzinhos de fantasia. –Disse.
-Então vamos falar sobre o tema da festa. –Alice disse.
E assim aproveitamos, não estávamos com nenhum paciente, então fizemos uma pequena pausa para discutir sobre a festa da Valentina. Era uma data perfeita, pois também era meu aniversário de casamento. Passou tudo tão rápido, logo eu comemoraria 1 ano de casada, e foi o melhor ano da minha vida.
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