Eternamente
142 Capítulo 141-Manhã/ A proposta/ Visita ao túmulo/ Visita a família/ Nova tragédia
Edward Anthony Cullen
No dia seguinte…
Acordei com o meu celular apitando, o peguei e olhei, era uma mensagem do Christian.
De: Christian Grey
Para: Edward
Bom dia, Edward.
C.G
Respondi.
De: Edward
Para: Christian
Bom dia, Christian.
Tudo bem?
E.C
Ele respondeu.
De: Christian
Para: Edward
Tudo.
Será que poderíamos marcar de nos encontrar? Eu preciso falar com você.
Podemos tomar café juntos?
C.G
Respondi.
De: Edward
Para: Christian
Claro.
E.C
Ele respondeu.
De: Christian
Para: Edward
Ok. Eu tenho que buscar minha esposa no aeroporto, então eu te vejo daqui à 2 horas. Te mandarei o endereço.
C.G
Respondi.
De: Edward
Para: Christian
Ok.
E.C
Mandei a mensagem e coloquei meu celular em cima da mesa, olhei pra Bella, ela ainda estava dormindo, e ela estava tão bonita.
Sorri.
A noite de ontem foi incrível, nós nos divertimos muito, foi maravilhoso, talvez até melhor que na nossa lua de mel.
Aproximei-me e beijei suas costas nuas.
-Gatinha. –Sussurrei.
Ela abriu os olhos e me olhou.
-Bom dia. –Ela disse.
-Bom dia. –Ela disse e me deu um selinho. –Grande noite.
Sorri.
-Concordo. A gente devia deixar os meninos irem dormir mais vezes com os meus pais. –Disse.
Ela riu.
-É, quem sabe? –Ela disse. –Posso te perguntar uma coisa?
Assenti.
-Claro.
Ela se sentou na cama e abriu a gaveta do seu criado mudo e retirou uma cartela de remédios e me entregou.
-Você vai querer que eu tome?
Olhei a cartela e depois olhei pra ela.
-É o seu anticoncepcional. –Sorri. –É por isso que planejou toda a nossa noite. Você mudou de ideia?
Ela sorriu.
-Eu conversei com a Alice, ela teve a ideia de nós duas engravidarmos juntas, a sua mãe adorou a ideia, ela quer até fazer uma sessão de fotos, com as duas grávidas, e eu tenho certeza de que Alice e Jasper tiveram a noite tão perfeita quanto a gente. –Ela disse.
-Ah! Não estrague a nossa manhã, falando da intimidade da minha irmã. –Disse. –Mas eu gostei da ideia, eu só quero ter mais um filho com você.
Ela sorriu.
-E então? Você não respondeu a minha pergunta. –Ela disse.
Sorri.
-Vamos jogar isso fora e tomar um banho. –Disse.
Ela sorriu.
-Um banho de espuma? –Ela perguntou.
Sorri.
-Sim, um bom banho de espuma. –Disse.
Levantamo-nos da cama e fomos para o banheiro, eu joguei sua cartela de remédio fora e preparamos o nosso banho. Eu estava mais feliz ainda, por finalmente a Bella ter concordado em engravidar.
(…)
Bella e eu estávamos tomando café na cozinha, e enquanto tomávamos café, eu falava pra ela, sobre o encontro que eu tinha com o Christian.
Ela só assentia quando eu falava.
A olhei.
-Bella.
-Hum
-Ontem você me disse que se encontro com Grace, Nessie e Christian.
Ela assentiu.
-É, eu encontrei. Por quê?
-O que ele te disse? –Perguntei.
-Ele só perguntou de você, nos chamou pra sair junto com ele e a mulher dele, e ele me contou sobre a relação de vocês, quando você morava com eles. –Ela disse.
-E ele não te disse nada sobre esse encontro que ele quer ter comigo? –Perguntei.
-Não.
Assenti.
-Alguma coisa me diz que você sabe de alguma coisa. –Disse.
Ela me olhou.
-O que?
-É muito estranho vocês terem se visto ontem e hoje ele querer me ver. –Disse.
-Tá maluco? O excesso de sexo deixou você paranoico? Eu não sei de nada. Ele deve estar só querendo te rever. Eu não sei de nada.
-Tem certeza de que não sabe? –Perguntei.
Ela respirou fundo.
-Eu já falei que não, você está me deixando irritada. –Ela disse.
-Tudo bem, eu acredito em você. Desculpe-me. –Pedi.
Ela assentiu.
-Tudo bem.
Continuamos tomando café.
-Quais são os seus planos pra hoje? –Perguntei.
-Estou pensando em ir visitar o meu pai, faz tempo que eu não o vejo. –Ela respondeu.
Ele assentiu.
-Só isso?
-E acho que vou no cemitério levar umas flores para o túmulo da minha mãe.
Sorri.
-É uma ótima ideia, acha que podemos almoçar juntos? –Perguntei.
-Claro, quer comer no hospital? –Ela perguntou.
-Estou com vontade de comer a sua comida, por que não faz um almoço aqui em casa e eu veio pra cá?
-Não fica muito cansativo pra você? –Ela perguntou.
Ele negou.
-Você sabe que eu sou duro na queda. –Disse.
Ela sorriu.
-É, sei muito bem. –Ela disse.
Começamos a rir.
-Tudo bem, eu vou fazer um almoço pra gente e te espero. –Ela disse.
-Mas vá buscar as crianças, eu estou com saudade. –Ele disse.
-Irei busca-los, assim que você sair. –Ela disse.
-Ok.
-E os meus pacientes? Precisa de alguma ajuda?
A olhei.
-Tá, isso é um não. –Ela disse.
-Eu já disse pra você arrumar alguma coisa pra fazer. –Disse.
Ela respirou fundo.
-Eu não sabia que ficar sem trabalhar, era tão ruim. –Ela disse.
-É por que você nunca trabalhou. Esse foi o seu primeiro emprego. –Disse.
Ela me mostrou a língua e eu comecei a rir.
Terminamos de tomar café e eu ajudei a Bella com a louça.
Reparei que na pia, tinha uma panela com alguma coisa queimada.
-O que era isso?
-Eu ia fazer o nosso jantar, mas eu estava muito nervosa e acabei deixando queimar. –Ela respondeu.
-Ah, então não era pra gente comer comida japonesa? –Perguntei.
Ela negou.
-Não, era pra gente comer a minha comida. –Ela respondeu.
Sorri.
-É uma pena, sua comida é muito boa e você deixar queimar, é novidade. –Disse.
-Eu estava nervosa, com a nossa noite. –Ela disse.
-Eu sei, você já me disse isso. Mas a comida japonesa também estava maravilhosa e foi tudo perfeito. –Disse.
Ela sorriu e me deu um selinho.
Terminamos de lavar e secar a louça, eu peguei minhas coisas e Bella foi comigo até a garagem.
Guardei minhas coisas dentro do carro e me despedi da Bella, com um beijo.
Alguma coisa se acendeu entre a gente e o beijo foi ficando quente.
Olhei pra Bella.
-Acho que o Christian não vai se importar, se eu atrasar um pouquinho. –Disse, sentando a Bella no capô do carro.
Ela começou a rir e me beijou.
Pelo visto, eu iria mesmo me atrasar.
(…)
Eu tinha me atrasado um pouco, foram muitas emoções na garagem, junto com a Bella.
Cheguei ao café, onde marquei com o Christian, entrei no café e o encontrei, tomando seu café da manhã.
-Bom dia, Christian.
-Edward. –Ele se levantou e me abraçou.
-Oi, como vai? –Perguntei.
-Vou bem, sente-se.
Sentei-me a sua frente.
-Como você está a Anastásia? Soube que tiveram uma menina.
Ele sorriu.
-Ela está bem e sim, tivemos uma linda princesinha.
Sorri.
-Meus parabéns. –Disse.
-Obrigado. Como estão os seus gêmeos?
-Muito bem, com quase 1 ano. –Disse.
Ele assentiu.
-É, crianças crescem rápido. –Ele disse. –Bella também está muito bem, o que é impressionante, já que ela é casada com você.
O olhei, sorrindo.
-Que engraçado, coitada é da Anastásia. –Disse.
Ele riu.
-E você continua…
Ele assentiu.
-Claro, ela concorda com tudo, quer dizer, quase tudo. Até pensamos em parar, mas isso mantém a nossa chama, o nosso fogo. –Ele disse.
Assenti.
-Eu imagino.
Ele sorriu.
-Eu sou maluco por ela. –Ele disse.
Sorri.
-Eu sei disso, você mudou muito desde que a conheceu. –Disse.
-Com certeza, ela que me mudou completamente, e pra melhor. –Ele disse. –Agora chega de falar de mim. Eu pensava que você chegaria a ficar com a Heidi. Ainda bem que isso não aconteceu.
-É, Heidi e eu somos pessoas muito diferentes. –Disse.
Ele assentiu.
-Eu sei, e é sobre ela mesma que eu quero falar, é por isso que te chamei aqui. –Ele disse.
-Não se preocupe, Christian. Ela não irá encher a sua mãe. –Disse.
-Não, não é isso. Minha mãe ficou furiosa quando Bella lhe contou o que Heidi fez, ela foi até conversar com ela, mas não adiantou muito, então eu resolvi ajudar.
-Ajudar? Você? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Sim, marquei uma conversa com o dono do hospital. O hospital não estava a venda, mas foi só eu fazer uma boa proposta, que logo ele topou em vender. –Ele disse.
-Você comprou o hospital?!
-Sim, e está quase fechado.
-Christian, você enlouqueceu? Agora sim a Heidi vai demitir eu e a minha equipe inteira. –Disse.
-Calma, Edward. Ela não vai demitir ninguém. Você sabe que minha mãe te considera um filho, então você é como um irmão pra mim, estou fazendo isso pra ajudar.
-Ontem, você contou pra Bella, não contou?
-Como sabe? –Ele perguntou.
-Ela é minha mulher, eu conheço muito bem, quando ela está mentindo.
Ele sorriu.
-Eu pedi pra ela não te falar nada, eu queria falar. –Ele disse.
Assenti.
-Tudo bem, eu vou perdoar vocês. –Disse. –Você comprou o hospital, e agora?
-Bom, você sabe que eu moro muito longe, tenho uma família e várias empresas para administrar, eu preciso de alguém, para me representar. Eu quero que você e a Bella sejam os meus representantes.
O olhei.
-É sério?
Ele assentiu.
-Sim, claro que vocês continuarão nas suas funções como médicos, mas tudo o que for feito no hospital, terá que ser passado a vocês, e nem você e nem a sua equipe, correrão o risco de perderem o emprego ou serem suspensos, pois isso também terá que ser passado por vocês, e quando a Heidi e o seu pai, eles não serão mais a autoridade de vocês dois e sim vocês serão a deles. –Christian disse.
Sorri.
-Você é maluco. –Disse.
Ele sorriu.
-Ao mexer com você e com a Bella, Heidi mexeu com a minha mãe, e se mexeu com a minha mãe, ela mexeu comigo. E também aos velhos tempos, quando moramos juntos. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Então? Você aceita? Por que a Bella já aceitou.
-Bom, você fez tudo isso pra ajudar a mim e a Bella, então sim, eu aceito. –Disse.
Ele sorriu.
-Ótimo, eu vou resolver os últimos detalhes da compra e aviso vocês. –Ele disse.
-E Heidi já está sabendo?
Ele negou.
-Não, ninguém sabe, e eles só vão saber, quando eu anunciar vocês, como meus representantes. –Ele disse.
Assenti.
-Ok. –O olhei. –Obrigado, Christian.
Ele sorriu.
-De nada, logo sua esposa e suas irmãs voltarão para o trabalho. –Ele disse.
Sorri.
-Ok.
-E depois nós dois e nossas esposas, sairemos para comemorar.
Comecei a rir.
-Com certeza. –Disse.
-Então está combinado. –Ele disse. –Quer comer alguma coisa? Deixa que eu pago.
-Só um café, eu já tomei café da manhã com a Bella. –Disse.
-Ok.
Christian pediu um café pra mim e ficamos conversando mais um pouco. Eu nunca me imaginei ser responsável pelo hospital inteiro, mas Heidi já passou dos limites, ela me puniu a vida inteira pelo emprego que o meu pai deu, para o ex noivo dela, agora eu iria dar o troco, com o meu novo cargo.
Isabella Marie Swan Cullen
Depois que Edward saiu, depois da nossa pequena aventurinha na garagem, ele foi ao encontro com o Christian. Eu sei que ele ficaria bravo por eu não ter dito nada, mas eu sei que Edward vai querer aceitar.
Fui até a cozinha.
-Simba.
Ele apareceu correndo.
-Oi garoto. –Acariciei sua cabeça. –Vamos dar uma volta?
Ele latiu.
-Então vamos.
Coloquei a coleira nele e saímos pra passear, dei algumas voltas no quarteirão com ele, nós corremos, brincamos.
Depois do passeio com o Simba, nós voltamos pra casa, Simba foi descansar do passeio no jardim e eu me arrumei para buscar os meus filhos.
Fiquei pronta e coloquei comida e água para o Simba, peguei minha bolsa e fui para o carro, dirigi direto pra floricultura.
Comprei as flores preferidas da minha mãe, orquídeas.
Voltei para o carro e dirigi direto para a casa dos Cullen.
Cheguei na casa e toquei a campainha, Rosalie abriu a porta.
-Oi!
-Oi, Rosie. –Lhe dei um beijo na bochecha. –Tudo bem?
-Tudo e você?
-Estou bem, entre.
Entrei e fomos pra sala de estar, encontrei Esme lá, com as crianças.
-Din, din. –Valentina andou em minha direção.
-Oi, querida. –A peguei no colo. –Como você está linda.
Ela sorriu e me deu um beijo na bochecha.
-Tá legal, você já matou a saudade da sua madrinha, agora deixa ela matar dos seus priminhos. –Rosalie disse, a pegando do meu colo.
Dei-lhe um beijo na testa e me aproximei dos meus filhos.
-Oi, Esme. –Disse.
-Oi, Bella.
-Como eles se comportaram? –Perguntei.
-Muito bem, nem sentiram sua falta. –Esme respondeu.
Sorri.
-Que bom.
-Vai passar a tarde com a gente? –Rose perguntou.
Neguei.
-Não posso, eu vou passar no cemitério para deixar umas flores no túmulo da minha mãe e depois vou visitar o meu pai. –Disse.
-É bom saber que você está arrumando coisas pra fazer. –Esme disse.
-É, eu preciso mesmo, pra não ficar entediada. –Disse.
-Eles devem estar com fome, já faz algum tempo que eles tomaram a última mamadeira e eu acabei de dar um suco pra eles. –Esme disse.
-Ok, eu vou amamenta-los. –Disse.
Sentei-me no sofá e peguei o Ethan, comecei a amamenta-lo.
-E então, Bella? Como foi a noite? –Rosalie perguntou.
Sorri.
-Ótima. –Respondi.
-E deu tudo certo? –Esme perguntou.
Assenti.
-Deu e hoje eu parei tomar anticoncepcional. –Disse.
-Ah, eu não vejo a hora dessa casa encher ainda mais de crianças. –Esme disse.
-E Alice?
-Eu falei com ela, ela disse que foi tudo ótimo e que ela tem certeza de que conseguiu engravidar. –Rosalie disse.
-Não acontece assim tão rápido. –Esme disse.
-E ela não pode ficar ansiosa desse jeito, se não ela não vai conseguir. –Disse.
-É, ela sabe disso, ela é obstetra. –Rosalie disse.
-E o Edward? Você contou a ele que você e Alice estão planejando engravidar? –Esme perguntou.
-Sim, ele ficou muito feliz, ele estava louco pra eu engravidar de novo. –Disse.
-Eu não vejo a hora de ver vocês gravidas. –Rosalie disse.
-E você, querida? Não pretende dar um irmãozinho pra Valentina? –Esme perguntou.
-Por enquanto não, e eu espero que ninguém dê essa ideia para o Emmett, senão ele vai se animar. –Rosalie disse.
Começamos a rir.
Terminei de amamentar o Ethan e fui amamentar a Megan.
-E sabem como estão as coisas no hospital? –Esme perguntou.
-Corridas, com a nossa ausência. –Rosalie disse.
-Heidi continua implicando com todos, mesmo tendo suspendido vocês?
-Mãe, você sabe que aquela mulher odeia Edward, Allie e eu, e agora ela odeia a Bella, o Jazz e o Emm, por que eles são casados com a gente. –Rose disse.
-Calma, Rose. Isso tudo já vai acabar. –Disse.
-Como assim? –Rose perguntou.
-Algumas coisas estão prestes a mudar, mas eu ainda não posso falar. –Disse.
-Sério? Segredo entre a gente? –Rose perguntou.
Sorri.
-Logo você vai saber. –Disse.
-Bom, de uma coisa eu sei. Carlisle não vai demitir o ex noivo dela, para satisfazê-la, ele é um ótimo policial, é um canalha e não pode ver um rabo de saia, mas ele é um bom advogado. –Esme disse.
-Essa história já deu o que tinha que dar, nós todos devíamos ter agido como profissionais. –Rose disse.
-O máximo que podem fazer, é respeitarem as suas regras. –Esme disse.
Isso estava prestes a mudar, Heidi não mandaria na gente por muito tempo.
Terminei de amamentar a Megan.
-Pronto, meus amores. Agora nós temos que ir. –Disse.
Os coloquei no carrinho.
-Mande lembranças a todos. –Esme disse.
-Pode deixar. –Disse.
-Escuta, será que podemos sair hoje? Fazer uma saída das garotas? Edward pode ficar com os meninos. –Rosalie disse.
Assenti.
-Claro, eu vou falar com ele e te aviso. –Disse.
-Ok.
Dei um beijo na testa da Valentina.
-Tchau, meu anjo. –Disse.
Ela acenou pra mim, com a pequena mãozinha.
-Tchau, Esme, Rosie.
-Tchau, Bella. –Elas se despediram dos meus filhos. –Tchau Ethan, Megan.
Saí da casa dos Cullen e fui para o carro, coloquei os meninos nas cadeirinhas e o carrinho no porta malas, entrei no carro e dirigi para o cemitério.
Cheguei ao cemitério e coloquei os meninos no carrinho, peguei as flores e fomos até o túmulo da minha mãe.
Chegamos ao túmulo e eu coloquei s flores lá.
-Oi, mamãe. Eu trouxe suas flores prediletas. –Disse.
Toquei o túmulo.
-Olha só que veio junto comigo, Megan e Ethan. –Disse. –Você iria gostar tanto de vê-los crescendo. Eles estão lindos, daqui a pouco vão estar andando e falando. –Respirei fundo. –Eu espero que você esteja bem.
Fiquei mais um tempo ali sentada, junto com os meus filhos, conversando com o túmulo da minha mãe.
Peguei meu celular e olhei as horas.
Eu tinha 2 horas até a hora do almoço, então dava pra eu ir ver meu pai e depois ir pra casa almoçar com o Edward.
-Eu tenho que ir, mamãe. Eu prometo que volto semana que vem. –Depositei um beijo na mão e toquei o túmulo. –Tchau, mamãe.
Levantei-me e fui embora com os meus filhos.
Entramos no carro e eu dirigi pra casa do meu pai.
Eu não gostava muito de vir aqui para ver o túmulo da minha mãe, isso me fazia lembrar dos últimos momentos dela, quando ela sofreu tanto, mas também eu me sentia mais perto dela.
Cheguei a casa do meu pai e coloquei os meninos no carrinho, usei a minha chave para entra.
-Oi, tem alguém em casa? –Perguntei, indo pra sala de estar.
Encontrei Nessie, Seth, Victória, Dean, Jacob e Leah.
-Bella. –Leah se levantou e me abraçou. –Tudo bem?
Assenti.
-Sim.
-Oi. –Ela pegou a Megan. –Ai, eu não vejo a hora de ter o meu bebê assim.
Sorri.
-Ainda vai demorar, amor. –Jacob disse.
-É, você fala isso, por que é começo de gravidez, mas vocês vão ver que vai passar voando. –Disse.
Jacob riu.
-É, tomara mesmo que passe voando, por que eu não vejo a hora de ver o meu garoto. –Dean disse.
-E como você sabe que é um menino? –Perguntei.
-Intuição de pai. –Dean disse.
Começamos a rir.
-Oi. –Meu pai apareceu, junto com a Sue.
-Oi, pai. –Disse, o abraçando.
-Como você está? –Ele perguntou.
-Bem. –Respondi. –Eu não esperava pegar todo mundo em casa.
-Resolvemos tirar uma folga. –Meu pai disse. –Olha só, como os meus netos estão lindos. –Ele pegou o Ethan no colo.
-É, e estão muito parecidos com o pai. –Sue disse, pegando Megan do colo da Leah.
-Soubemos da sua suspensão. –Meu pai disse.
-É, as noticias voam.
-Nós participamos de um julgamento junto com o Carlisle, e no intervalo, nós conversamos e ele nos contou.
-Sabemos o motivo, Heidi odeia vocês, por que o seu noivo trabalha com o Carlisle.
-Sabem da história? –Perguntei.
-Sim, eu estudei com o ex dela, a classe inteira sabia dessa novela. –Leah disse.
-É, mas Heidi ainda vai pagar caro por isso, o que é dela tá guardado. –Disse.
-Bella, não arrume confusão. Sabemos que Edward ficaria arrasado se tivesse que te demitir. –Meu pai disse.
-Eu não vou arrumar. –Disse.
O telefone tocou e Leah atendeu.
-Alô? –Ela atendeu. –Sim, é aqui mesmo. –Ela disse. –Só um momento. –Leah disse, tirando o fone do ouvido. –Vic, é pra você.
-Quem é? –Victória perguntou.
-Do presidio. –Leah respondeu.
Victória se levantou e foi atender o telefone.
-E então? Edward está segurando as pontas no hospital? –Meu pai perguntou.
Assenti.
-É, ele como clínico, ficou com os meus pacientes e entregou os pacientes da Alice e da Rosalie, pra outra obstetra e ginecologista, Emmett e Jasper continuaram na mesma. –Respondi.
-Ele deve estar cansado. –Sue disse.
-É, ele está mais cansado. Mas eu estou o deixando bem confortável, pra que ele possa descansar. –Disse.
-Faz mais que a sua obrigação como esposa. –Meu pai disse.
Comecei a rir.
-Não, não pode ser. –Victória disse.
A olhamos.
Dean se levantou e foi até ela.
-Vic, o que houve?
Victória largou o telefone, que caiu no chão.
-Não. –Ela começou a chorar. –Meu pai… ele morreu.
Aquilo pegou todo mundo de surpresa, Phil estava morto.
Leah pegou o telefone e falou com os responsáveis.
-Vic, se acalme, pense no bebê. –Dean disse.
Mas ela não conseguiu se acalmar e desmaiou nos braços do Dean.
-Vic!
Fui até eles e peguei o seu pulso, chegando sua pressão.
-A pressão dela tá baixa. –Disse.
-Dean, sobe com ela. –Meu pai pediu. –Bella, pode examiná-la? Nós cuidamos dos meninos.
Assenti.
-Claro, vamos lá Dean.
Dean a pegou no colo e subimos.
Phil ter morrido, me pegou de surpresa, claro que eu não sentia nada, até por que eu não me esqueci que ele sequestrou a minha filha, mas ele ainda era o pai da minha melhor amiga, e ela estava sentindo, ela estava grávida e precisava de cuidados, ela precisava de mim.
Continua…
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