Eternamente

138 Capítulo 137-Primeiro dia em casa/ Velório/ Enterro/ Lembranças tristes


Edward Anthony Cullen

No dia seguinte…

Acordei com o meu despertador, Bella ainda dormia e assim ela ficaria, pois hoje apenas eu trabalharia.

Espreguicei-me e me sentei na cama.

Passei a mão no rosto.

Senti o braço da Bella passar pela minha cintura e a olhei.

-Bom dia. –Ela disse.

-Bom dia. Pode voltar a dormir se quiser. –Disse.

-Eu no quero. –Ela disse, se sentando na cama. –Não está cedo demais pra você ir?

Neguei.

-Não. É o horário que a gente sempre costuma acordar. –Disse.

Ela pegou meu rosto e me beijou, ela voltou a se deitar, me levando junto e fiquei por cima dela.

A olhei nos olhos.

-Acho que hoje eu vou me atrasar um pouco. –Disse.

Ela riu.

Voltei a beijá-la, e assim, nós dois acabamos me atrasando.

(…)

Bella e eu descemos e fomos pra cozinha.

-É, você realmente se atrasou. –Bella disse e começou a preparar o meu café.

-Você realmente é uma perdição. –Disse, me sentando a mesa.

Ela começou a rir.

Bella preparou o meu café e me serviu.

-Obrigado.

-De nada. Mas coma devagar, você já está atrasado mesmo. –Ela disse, se sentando a minha frente.

-Ok. –Disse e comecei a comer. –Você vai ficar bem aqui sozinha?

Ela assentiu.

-Vou, eu ficarei com as melhores pessoas do mundo. –Ela me olhou. –Desculpe, você perde pra eles.

Comecei a rir.

-Eu sei disso. –Disse. –Eu adorei a noite de ontem.

Ela sorriu.

-Eu sabia que iria gostar. –Disse.

Ela riu.

-Sabe, um dia desses você podia deixar as crianças dormirem na casa dos meus pais, eu saio do trabalho mais cedo e curtimos a noite toda. –Disse.

-Não é uma ideia ruim, eu vou ver o que posso fazer. –Ela disse.

Sorri.

-Ótimo. –Disse.

-Como ficarão as coisas no hospital? –Bella perguntou.

-Mandarei os pacientes da Rosie pra outro ginecologista, os da Allie pra outro obstetra e os seus… bom, eu ainda posso fica com eles. –Respondi.

Ela assentiu.

-Ok, eu só espero que não se canse muito.

-Pode deixar comigo.

-E você vai sair que horas? Por que temos o velório pra ir. –Bella disse.

Assenti.

-Claro, eu sairei uma hora antes. –Respondi.

Ela assentiu.

-Ok, então nós nos encontramos no hospital, eu levo o seu terno. –Ela disse.

-Tá, e as crianças?

-Eu vou deixa-las com a sua mãe. –Ela respondeu.

-Tudo bem.

Terminei de tomar café.

-Eu tenho que ir por que estou super atrasado. –Disse, me levantando.

Fiquei atrás da Bella e a abracei, ela deu um pulo

-Mas daremos continuação da noite passada, quando chegarmos. –Disse.

Ela riu.

-Tudo bem. –Ela virou o rosto e me deu um selinho. –Bom trabalho.

-Valeu. –Dei mais um selinho nela. –Te amo.

-Eu também. –Ela disse e se levantou. –Eu te acompanho.

-Tá.

Peguei minhas coisas e fomos pra garagem, paramos ao lado do meu carro e dei um beijo nela.

-Dê um beijo nos meninos por mim. –Disse.

-Pode deixar.

Dei-lhe um selinho.

-Tchau.

-Tchau. –Ela disse.

Entrei no carro e o liguei, Bella abriu o portão e eu saí com o carro, dirigi para o hospital.

Cheguei no hospital e fui direto pra minha sala, em frente a minha sala, encontrei Jasper e Emmett.

-Emm, o que faz aqui? Eu te dei o dia de folga. –Disse.

-Eu sei, mas eu estou bem. Sem contar que o trabalho vai ficar dobrado sem as meninas. –Ele disse.

-E o que vamos fazer com os pacientes delas? –Jasper perguntou.

-Terei que transferi-los para outros médicos, e os da Bella, eu posso atender. –Disse.

Eles assentiram.

-E vocês vão no velório? –Emmett perguntou.

-Sim, e vocês estão liberados para saírem uma hora antes. –Respondi.

-Ok, obrigado Edward. –Emmett disse.

-De nada. Agora vamos voltar ao trabalho, por que temos muita coisa pra fazer. –Disse.

-Vamos.

Fomos para as nossas salas e começamos a trabalhar. Não era a mesma coisa sem a Bella aqui, interrompendo o meu trabalho e tirando o meu juízo, se bem que o juízo ela já tirou ontem a noite e hoje de manhã, então não mudava nada, mas eu ainda sentia falta dela aqui. Espero que esse mês passe rápido.

Isabella Marie Swan Cullen

Depois que o Edward foi trabalhar, eu terminei o meu café e tirei a mesa, subi e fui para o quarto das crianças, entrei e eles ainda estavam dormindo, pesado.

Dei um beijo na testa deles e saí do quarto, voltei para o meu quarto e me joguei na cama, voltei a dormir um pouco, já que eu não iria trabalhar, eu tinha que aproveitar.

(…)

Acordei com a babá eletrônica e me levantei, fui ao quarto deles.

-Bom dia, meus lindinhos. –Disse e os peguei no colo.

Eles sorriram, todo alegres. Parece até que eles sabiam que eu ficaria em casa com eles.

-Vamos mamar e depois aproveitar o dia, meus lindos.

Sentei-me na poltrona com eles e os amamentei, depois eu lhes dei um banho e os vesti, depois desci com eles e os coloquei no carrinho.

-Simba!

Simba apareceu do jardim e latiu.

-Oi, garoto. Vamos comer?

Fomos pra cozinha e eu coloquei comida pra eles, depois voltei pra sala de estar e coloquei um desenho para Megan e Ethan assistirei e fiquei assistindo com eles.

Não importa o que eu iria fazer com eles, e importante era que eu estava com eles e iria aproveitar.

***

Eu já estava pronta para ir ao velório e arrumei os meninos pra ficarem com a vovó, depois peguei um terno para o Edward no closet, coloquei dentro da capa e desci, chamei um taxi e fui direto pra casa da Esme.

Cheguei lá e ela me recebeu.

-Oi Bella, crianças. –Ela disse.

-Oi Esme, espero que não se incomode em ficar com eles. –Disse.

-Claro que não, é muito bom ter a presença dos meus netos, Rosalie também deixará a Valentina aqui. –Esme disse.

Assenti.

-Ok, nós não iremos demorar muito, assim que sairmos do cemitério, nós viremos busca-los. –Disse.

Ela assentiu.

-Ok, não precisam se preocupar, eles ficarão bem. –Esme disse.

-Tudo bem. –Agachei-me a frente do carrinho e olhei para os meus filhos. –Hoje vocês ficarão com a vovó, meus lindos. Mais tarde a mamãe e o papai vêm buscar vocês.

Eles sorriram.

-Tchau. –Dei um beijo na testa deles e me levantei. –Tchau, Esme.

-Tchau Bella.

Saí da casa dos Cullen e entrei no taxi, fui para o hospital.

Cheguei em frente ao hospital e paguei o taxista, saí do carro e entrei no hospital.

Fui até a sala do Edward e bem no corredor da sua sala, estava a Dra. Volturi.

-Era só o que me faltava. –Disse, me aproximando.

-Dra. Swan, se me lembro bem, você está suspensa, então o que faz aqui? –Ela perguntou.

Essa mulher era bem arrogante e eu não gosto nenhum pouco dela.

Respirei fundo e sorri pra ela.

-Dra. Volturi, é um prazer vê-la também. A doutora sabe muito bem que há muito tempo eu não sou mais a Dra. Swan e sim Dra. Cullen, pois estou casada com o Dr. Edward Cullen.

Ela assentiu.

-Sim, eu me lembro bem, mas não me disse ainda o que faz aqui.

-Eu não estou aqui como médica e sim como esposa, e a senhora não pode me proibir de vir ver o meu marido, apenas pode me proibir de trabalhar não estou certa? Por que eu conheço todas as leis.

-Só por que é nora de um juiz?

-E filha de um promotor, eu cresci com ele me falando de cada lei, e se eu estiver errada, eu posso perguntar a ele e a minha irmã, que é uma excelente advogada. –Disse.

Ela me olhou.

-Não precisamos chegar a tanto. Fique a vontade para visitar o seu marido, enquanto estiver afastada. –Ela disse.

Sorri.

-Obrigada e com licença. –Disse e entrei na sala do Edward.

Ele me olhou.

-Parece brava. –Ele disse.

Respirei fundo.

-Essa Dra. Volturi é sempre chata ou ela só é assim com médicos que descumprem as regras e estão suspensos? –Perguntei.

Ele sorriu.

-Ela estava implicando com você, por que está quando, nos seu período se suspensão?

Assenti.

-É, eu tive um bom diálogo com ela, dizendo que não estava aqui como médica e sim como sua esposa. –Disse. –Também tive uma boa conversa sobre os meus direitos, já que sou filha de um promotor e ela parou de pegar no meu pé.

Ele riu.

-Ela pega leve quando se trata de lei, quando ela está errada comigo, ela até pede desculpas. –Ele disse, se levantando.

-Eu imagino, se ela já abaixou a guarda comigo que sou filha de um promotor, imagina com você, que é filho de um juiz. –Disse.

Ele se aproximou e me deu um selinho.

-Fica calma, tá? Com o tempo você se acostuma com o jeito dela. –Ele disse.

Assenti.

-Tudo bem. –Disse. –Toma o seu terno.

-Valeu. As crianças já estão com a minha mãe?

Assenti.

-Sim, eu os deixei lá e vim direto pra cá. Eu vim de taxi, para voltarmos no seu carro. –Disse.

Ele assentiu.

-Ok, então eu vou me trocar e vamos para o velório. –Ele disse.

-Tá. E o Emm e Jazz?

-Eles já foram embora, ficaram de nos encontrar lá. –Ele disse.

Assenti.

Edward foi para o seu banheiro e eu me sentei em sua mesa, com as pernas cruzadas.

Edward voltou alguns minutos depois, já pronto.

Ele me olhou.

-Você está tão comportada com essa roupa. –Ele disse, se aproximando.

Sorri.

-E as minhas roupas não são comportadas? –Perguntei.

Ele negou.

-Não, nenhum pouco.

Comecei a rir.

-Tudo bem, eu vou começar a usar umas roupas mais comportadas. –Disse.

-Não precisa. –Ele disse, se aproximando de mim, e ele colocou a mão na minha coxa. –Eu gosto das suas roupas.

Sorri.

Ele começou a subir sua mão e a enfiou dentro do meu vestido.

-Não começa, Edward. Nós temos um velório pra irmos. –Disse. –E eu fui suspensa por matar o trabalho, não quero ser demitida por atentado ao pudor com o meu chefe.

Ele riu.

-Você diz isso só por que nós temos que ir ao velório, por que já fizemos muita coisa nessa sala. –Ele disse.

Sorri.

-Vamos logo, a gente atenta lá em casa. –Disse, descendo da mesa.

-Ok.

Fui até a porta, Edward me virou e me prensou na parede e me beijou, sua mão começou a passear pelo meu corpo.

O empurrei.

-Gatinho, por favor. –Pedi.

Ele riu.

-Tudo bem, vamos. –Ele se afastou de mim e abriu a porta.

Saímos da sua sala e fomos em direção a saída.

-Dr. Cullen.

Edward respirou fundo e nós viramos.

-Sim, Dra. Volturi.

-Preciso que chegue mais cedo amanhã, já que está saindo mais cedo, até por que você tem que cobrir sua esposa e tem muitos pacientes com problemas cardíacos. –Ela disse.

Edward assentiu.

-Sim, senhora.

-Ótimo, pode ir agora. –Ela disse.

-Até amanhã, Dra. Volturi. –Edward disse e me puxou pra saída.

Fomos para o estacionamento e entramos no carro.

-Eu disse que ela é uma chata. –Disse.

Edward riu e ligou o carro.

-Tem um mais um motivo pra ela ser assim. –Ele disse, dirigindo.

-Que motivo.

-Ela tem 37 anos e é solteira. –Ele disse.

Assenti.

-Ah, então ela é uma solteirona. Sabia que tem muitos homens se prostituindo?

Ele riu.

-Ela tem uma certa raiva de mim e das minhas irmãs. –Ele disse.

-Uma certa raiva?

-É, há uns 5 anos ela tinha um noivo que a traiu, ela fez da vida do cara um inferno, ele é advogado e o meu pai o contratou, mesmo ela implorando para não contratá-lo, e para se vingar do meu pai, ela desconta toda a sua raiva em mim e nas minhas irmãs, agora em você, no Emmett e no Jasper, por serem nossos companheiros.

-Eu pensei que ela se desculpasse, pelo seu pai ser da lei. –Disse.

-Ela sabe separar as coisas. Tem uma pessoa acima dela, é o seu pai, ele é o dono do hospital, se ela for injusta comigo, eu posso facilmente envolver o meu pai, e agora você pode envolver o seu e a Leah, que não perde um caso, se ela envolver o hospital em algum processo jurídico, o pai dela acaba com a carreira dela. –Ele disse.

Assenti.

-Eu acho que eu vou gostar de conhecer esse cara.

-Nem pensar. Ele é um velho solteiro que adora garotas novas, eu não vou arriscar dele ficar de olho na minha mulher, já basta a Rosalie, que ele já ficou de olho por um bom tempo, até ela começar a namorar o Emmett. Apesar de ser velho e chefe, ele teve muito medo dos músculos do Emmett. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Sabe de uma coisa, Edward? –Perguntei.

-O que?

-Trabalhar nesse hospital é um barato. –Disse.

Ele riu.

-É, eu concordo. –Ele disse.

Apesar das várias coisas e confusões que nos metíamos dentro do hospital, nós éramos muito felizes trabalhando lá.

Chegamos a capela onde o corpo da garotinha seria enterrado, saímos do carro e entramos na capela, encontramos os outros.

-Oi. –Dissemos.

-Oi. –Eles disseram.

-Vocês demoraram. –Rosalie disse.

-Tive que deixar meus filhos com a Esme e ir levar o terno do Edward no hospital. –Respondi.

-Estão aqui há muito tempo? –Edward perguntou.

-Já faz um tempinho. –Alice respondeu.

-O corpo já será velado. –Emmett disse.

-Os pais dela estão péssimos. –Jasper disse.

-Vamos falar com eles. –Edward disse e me puxou até o casal. –Sr e Sra. Bloom. Mais uma vez, meus pêsames.

-Olá Dr. Cullen, muito obrigado.

-De nada, essa é minha esposa, Dra. Isabella Cullen. Bella, esse é o Kyle e Mia Bloom, pais da Rebecca.

-Um prazer Sr e Sra. Bloom, meus pêsames pela filha de vocês. –Disse.

-O prazer é nosso, Dra. Cullen. E muito obrigada. –A mulher disse.

-Qual a sua especialidade, Doutora? –O cara perguntou.

-Cardiologia. –Respondi.

-Que ótimo.

-Vocês têm filhos? –A mulher perguntou.

-Sim, temos um casal de gêmeos, Megan e Ethan, eles têm quase 1 ano. –Edward respondeu.

-Então aproveitem muito com eles, assim como os pais não são eternos, nós sabemos que os filhos também não. A lei natural diz que os pais tem que morrer antes dos filhos, mas muitas vezes os filhos morrem antes dos pais. –A mulher disse.

Sorri.

-Obrigada pelo conselhos, passaremos a maior parte do tempo com eles. –Disse.

Ela sorriu.

-Ok.

-Sr e Sra. Bloom, já vamos começar.

-Tudo bem.

Edward e eu fomos até os outros e acompanhamos o velório.

O último velório que eu fui, foi o da minha mãe, e isso começou a me deixar sentida.

Depois do velório, nós fomos para o cemitério

Assistimos ao velório e também foi bem triste.

-Espero que nunca passemos por isso. –Edward disse, olhando para os pais da garota.

-Não iremos. Faremos de tudo para proteger os nossos filhos. –Disse.

Ele assentiu.

-Concordo.

Depois do velório, fomos das os pêsames ao Sr e Sra. Bloom. Depois que dei os pêsames, eu me afastei.

Fui até o túmulo da minha mãe.

Ajoelhei-me em frente ao túmulo e acariciei com o dedo as letras.

“Renée Smith.

Mãe amada.”

Sorri.

-Oi, mamãe. –Disse.

Não consegui conter a emoção.

-Eu sei que já faz muito tempo e me perdoe por não ter vindo te ver. –Sorri. –Ethan e Megan estão lindos, estão crescendo e logo completarão 1 ano. Eu queria que você estivesse aqui para vê-los crescerem.

Senti uma brisa no meu rosto, e queria acreditar que era ela me respondendo.

-Eu sinto sua falta, mamãe. –Disse, chorando.

Fiquei ali um bom tempo, a mão apoiada no seu túmulo e eu chorava.

-Bella. –Edward me chamou.

Respirei fundo e me levantei, limpei meu rosto e me virei. Ele estava ali, junto com as suas irmãs e os seus maridos.

Edward foi o único que se aproximou de mim.

-Tudo bem?

Assenti.

-Tudo, já estamos indo?

-Sim. –Ele me olhou. –Você sente muita falta dela, não é?

O olhei e assenti.

-Todo esse clima de velório e cemitério… me fizeram lembrar dela, o que eu sofri com a morte dela. –Disse.

Ele assentiu.

-Eu me lembro do que sofreu e como ficou, mas agora ela está bem. –Ele disse.

Sorri.

-Eu sei.

-Vem cá. –Ele me puxou para um abraço.

Nós ficamos abraçados por um tempo, depois nos soltamos.

-Vamos embora. –Ele disse.

Juntamo-nos aos outros.

-Prontos para irem? –Rosalie perguntou.

-Sim. –Respondemos.

E assim nós saímos do cemitério, Edward e eu no carro dele e os outros no jipe do Emmett, mas fomos todos pra casa dos pais do Edward. Depois desse clima de velório e enterro, e eu ter lembrado da minha mãe, nada melhor ir ver os meus filhos e tomar um lanchinho feito pela minha sogra.