Eternamente

116 Capítulo 115-Pacientes dos colegas


Edward Anthony Cullen

Meu despertador tocou e eu me levantei. Hoje era segunda-feira e tínhamos que ir para o hospital. Nosso final de semana foi muito bom, teve o casamento das minhas irmãs e no dia seguinte ficamos na casa dos meus pais, curtindo a piscina com eles.

Nós voltamos pra casa por volta de umas 20h30, colocamos as crianças para dormir, Bella e eu fomos pra cama e acabamos terminando a noite, fazendo amor, fomos dormir apenas 6h00 da manhã, para acordarmos agora, 8h30. Dormimos apenas por duas horas. Pra mim era tranqüilo, pois eu já estava acostumado em fazer plantão, mas a Bella não estava tão acostumada, então ela daria trabalho para acordar, e hoje tínhamos que ficar bem atentos, pois éramos só nós dois naquele hospital.

Levantei-me e fui até o banheiro, tomei meu banho e fiz minha higiene matinal, fui para o closet e me vesti, quando fiquei pronto, fui para o quarto para acordar a Bella.

A babá eletrônica começou a tocar, saí do quarto e fui para o quarto dos meninos, Ethan estava acordado, mas Megan ainda estava dormindo. Essa puxou pra mãe.

Peguei o Ethan no colo.

-Bom dia, garotão. –Disse.

Ele me olhou.

-Vamos sair daqui, antes que a sua irmã acorde e vamos acordar a mamãe. –Disse e saí do quarto com ele.

Fui para o meu quarto e Bella ainda estava dormindo, sentei-me ao seu lado na cama, com o Ethan no meu colo.

Acariciei seus cabelos.

-Bella, acorda, meu amor. –Disse.

-Hum. –Ela se remexeu na cama.

-Amor, nós precisamos ir trabalhar, e o Ethan está com fome. –Disse.

-Ai, eu to morrendo de sono. –Ela disse.

-Eu sei, mas nós temos que ir trabalhar, e Ethan está com fome, então levanta para amamentá-lo. –Disse.

Ela se sentou na cama.

-A Megan está dormindo? –Ela perguntou.

Assenti.

-Sim, está. –Respondi.

-Ok.

Ela pegou o Ethan e começou a amamentá-lo.

-Dê mamar para eles, tome banho e se arrume. Deixa o café comigo. –Disse.

Ela assentiu,

Dei um beijo em sua testa e saí do quarto, desci para tomar café, Simba ainda estava dormindo. Pelo visto a preguiça estava pegando aqui nessa casa.

Fui pra cozinha e preparei o café da manhã, coloquei a mesa e me sentei para tomar café.

Bella apareceu na sala de jantar, com as crianças.

-Bom dia. –Ela disse.

-Bom dia. –Disse.

Ela os colocou no carrinho e se sentou para tomar café.

-Ainda tá com sono? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Muito, não devíamos ter ido dormir tão tarde. –Ela disse.

Sorri.

-Você tem que se acostumar. Logo você vai começar a fazer plantão. –Disse.

Ela fez careta.

-Vai, vamos tomar café, senão a gente chega atrasado. –Disse.

Ela respirou fundo e começou a tomar café.

-É melhor você tomar bastante café, esqueceu que será apenas nós dois na nossa equipe?

Ela fez uma careta.

-Não me desanime, Edward. –Ela disse.

Comecei a rir.

Nós terminamos de tomar café e eu fui lavar a louça, enquanto a Bella arrumava as crianças. Quando eu já tinha terminado tudo, Bella apareceu na cozinha.

-E ai, vamos? –Perguntei.

-Vamos. –Disse, secando minha mão no pano de prato.

Fomos pra sala de estar, Ethan e Megan estavam no carrinho, Bella pegou sua bolsa e a dos meninos, eu empurrei o carrinho deles até a garagem, Bella abriu o porta malas e colocou a bolsa deles, depois nós dois os colocamos na cadeirinha, ela entrou no carro e eu fechei o carrinho e guardei no porta malas. Fechei o porta malas e entrei no carro, Bella já estava dormindo.

-Bella. –A chamei.

-Hum, já chegamos? –Ela perguntou.

-Meu amor, a gente nem saiu ainda. –Ela disse.

-Ai, Edward!

-Coloca o cinto de seguranças pra gente sair. –Disse.

Ela colocou o cinto de segurança e voltou a dormir, liguei o carro e dirigi pra casa dos meus pais.

Cheguei em frente a casa.

-Bella, chegamos na casa dos meus pais, se despeça deles e deixa que eu levo eles. –Disse.

Ela abriu os olhos.

-Tudo bem. –Ela se virou para o banco de trás e deu um beijo na testa de cada um. –Tchau, meus amores, tenham um bom dia.

-Eu já volto. –Disse.

Ela assentiu.

-Tá.

Saí do carro, peguei o carrinho e o abri, coloquei os dois no carrinho e peguei a bolsa, fui até a entrada da casa e entrei com a minha chave.

Berta estava na sala de estar, Valentina estava no carrinho dela.

-Bom dia, Berta. –Disse.

-Bom dia Edward, Bella não veio com você?

-Veio sim, ela ficou no carro. –Respondi. –Meus pais ainda estão dormindo?

Ela assentiu.

-Estão sim. –Ela respondeu.

-Ok. –Deixei o carrinho ao lado do carrinho da Valentina. –Aqui estão eles. –Dei um beijo na testa deles. –Tchau, meus amores. –Olhei pra Berta. –Cuida bem deles.

Ela assentiu.

-Pode deixar. –Ela disse.

-Eu tenho que ir, tchau filhos, tchau Valentina. –Dei um beijo na testa da Valentina e outro na bochecha da Berta. –Tchau, Berta.

-Tchau, querido. –Ela disse.

Saí da casa dos meus pais e voltei para o meu carro, onde a Bella estava dormindo profundamente, liguei o carro e dirigi para o hospital.

Chegamos ao hospital e eu fui acordar a Bella.

-Gatinha, chegamos. –Disse.

Ela abriu os olhos e se espreguiçou.

-Ah, hora de trabalhar. –Ela disse, pegando sua bolsa e saindo do carro.

Saí também e me aproximei dela.

-É melhor você tomar um café. –Disse.

Ela sorriu.

-Eu tomo depois. –Ela disse.

Assenti.

Entramos no hospital e fomos pra recepção.

-Bom dia, Jane. –Dissemos.

-Bom dia, Dr e Dra. Cullen. –Ela disse.

Pegamos os nossos prontuários.

-Te vejo na hora do almoço. –Disse.

Ela sorriu.

-Até. –Ela me deu um selinho e foi pra sala dela.

-Tchau, Jane. –Disse.

-Tchau, Dr. Cullen. –Ela disse.

Fui pra minha sala e comecei a trabalhar.

(…)

Eu estava na minha sala trabalhando, até que bateram na porta.

-Entra. –Disse.

-Com licença, Dr. Cullen. –Jane disse, entrando na sala.

-Sim, Jane.

Tem uma paciente do Dr. McCarty precisando ser examinada. –Ela disse.

Assenti.

-Tudo bem, você pode me passar. –Disse. –Me dê o prontuário dela.

-Aqui. –Ela me entregou o prontuário.

-Obrigado, e me faça um favor, Jane.

-Claro. –Ela disse.

-As minhas irmãs e o Dr. McCarty e o Dr. Hale, ficarão fora por duas semanas, então, por favor, divida os pacientes deles entre eu e a Bella. –Pedi.

Ela assentiu.

-Ok, eu irei fazer isso. –Ela disse.

-Obrigado. –Agradeci.

-Precisa de mais alguma coisa? –Ela perguntou.

Neguei.

-Não, pode sair. –Disse.

Ela saiu da minha sala e eu olhei o prontuário da paciente do Emmett.

Ela era uma menina de 10 anos e estava internada aqui, há algum tempo e parece que foi violentada.

Era melhor eu ir olhar a paciente.

Saí da minha sala e fui até o quarto da menina, entrei no quarto e a menina estava com uma mulher.

-Bom dia. –Disse.

-Bom dia. –Ela respondeu.

-Sou o Dr. Edward Cullen, chefe do Dr. McCarty. –Disse, estendendo minha mão pra ela.

-É um prazer Dr. Cullen, sou Elizabeth Taylor, essa é minha filha, Brenda Taylor. –Ela disse, apertando a minha mão.

-É um prazer. –Disse. –Estou substituindo o Dr. McCarty, ele está em lua de mel.

Ela assentiu.

-Claro.

-Pode me dizer o que aconteceu com a sua filha? –Perguntei.

Ela respirou fundo.

-Há alguma semanas, ela chegou em casa, ela estava estranha, não quis falar com ninguém, eu não sabia o que estava acontecendo com ela. No dia seguinte ela surtou e a trouxemos para o hospital, aqui no hospital, eu descobri que ela foi violentada. –Ela disse.

-E não descobriu quem fez isso com ela? –Perguntei.

Ela negou.

-Não, ela não quis explicar o que tinha acontecido, ela não fala nenhuma palavra, se comunica com a gente por bilhetes. –Ela respondeu.

-E nem por bilhetes, ela quis dizer o que aconteceu com ela? –Perguntei.

Ela negou.

-Sua filha já passou com o psicólogo do hospital? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Já sim, mas não adiantou nada. –Ela respondeu.

Assenti.

-O Dr. McCarty a examinou? Ele teve alguma dificuldade com isso? –Perguntei.

-No começo sim, mas não foi difícil para ele adquirir a confiança dela. –Ela respondeu.

Sorri.

-É, Emmett é assim mesmo. –Disse. –Eu preciso examiná-la, e como eu sou um estranho pra ela, ela com certeza não vai permitir. Eu vou chamar a minha esposa para examiná-la.

Ela assentiu.

-Ok.

-Com licença.

Saí do quarto da menina e fui até a sala da Bella.

Entrei na sala e ela estava com a cabeça deitada na mesa, dormindo.

Pelo visto dormir tarde e acordar cedo, não era o forte dela.

Sentei-me de frente pra ela e peguei um livro.

Bati o livro na mesa e ela deu um pulo.

-Olá, Isabella Cullen. –Disse.

-Ai Edward. Você quase deixou os seus filhos órfãos de mãe. –Ela disse, colocando a mão no peito.

-Não seja exagerada, você é nova demais para morrer. –Disse. –É pra isso que eu te pago? Pra você ficar dormindo na mesa?

Ela respirou fundo.

-Foi mal, prometo que vou controlar o meu sono. –Ela disse.

Sorri.

-Eu preciso da sua ajuda. –Disse.

-Com o que? –Ela perguntou.

-Com uma paciente do Emmett, ela tem 10 anos, foi violentada. –Disse.

Ela me olhou.

-Sério?

-É, eu preciso de você para examiná-la, ela vai se sentir mais confortável. –Disse.

-Emmett já a examinou?

-Sim, mas você conhece o Emmett, ele é fácil de se confiar, principalmente com crianças.

Ela assentiu.

-Você tem razão. Um médico estranho, ainda mais um homem, seria muito difícil, eu vou te ajudar. –Ela disse, se levantando.

-Mas primeiro, eu vou te levar para tomar um café bem forte pra você perder esse sono. –Disse.

Ela sorriu.

-Tudo bem.

Saímos da sua sala e demos de cara com a Jane.

-Dr e Dra. Cullen, eu separei os prontuários das Dras. Cullen, e do Dr. Hale e Dr.McCarty. –Ela disse.

Assenti.

-Pode deixar na nossa mesa, Jane. Obrigado. –Disse.

-De nada. –Ela disse.

Peguei na mão da Bella.

-Venha. –Puxei a Bella para o refeitório.

No refeitório, Bella tomou um café bem forte e eu a acompanhei, depois do café, nós fomos para o quarto da paciente do Emmett.

-Sra. Taylor, essa é minha esposa, Dra. Isabella Cullen. Bella, essa é Elizabeth Taylor, mãe da paciente e essa é a paciente, Brenda Taylor. –As apresentei.

-Prazer, Sra. Taylor. –Bella disse.

-Prazer, Dra. Cullen.

-Podemos falar com ela? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Claro, fiquem a vontade. –Ela respondeu.

Bella e eu nos aproximamos da cama, Bella se sentou ao lado dela e eu fiquei em pé, ao seu lado.

-Oi, Brenda. –Dissemos.

-Eu sou o Dr. Edward Cullen, essa é minha esposa Dra. Isabella Cullen. –Disse.

-Nós somos amigos do Emmett. –Bella disse.

Brenda escreveu em seu bloquinho de notas e nos mostrou.

“O Dr. McCarty?”

Bella assentiu.

-Sim, o Dr. McCarty. –Bella respondeu.

Ela escreveu de novo e nos mostrou.

“Onde ele está?”

-Ele se casou e está em lua de mel, nós cuidaremos de você, ok? –Bella disse.

Ela assentiu.

-Brenda, a Dra. Cullen vai te examinar, mas não precisa ter medo, está bem? –Disse.

Ela assentiu.

Olhei pra Bella.

-Pode começar. –Disse.

Bella assentiu e olhou pra a Brenda.

-Brenda, eu vou começar a te examinar. –Ela disse.

Brenda assentiu.

Bella abriu a camisola dela. Seu corpo estava cheio de marcas.

-Eu preciso tomar café. –A mãe da Brenda disse e saiu.

Bella me olhou.

-O que aconteceu com ela? –Bella perguntou.

-Você conseguiria ver a Megan assim? –Perguntei.

-Não! Deus me livre! –Ela disse.

-Então você a entende. –Disse.

Ela assentiu.

-É, tem razão. –Ela disse e começou a examiná-la.

Bella examinou cada canto do seu corpo.

-Edward, pode ir buscar a máquina de ultra-som? –Ela pediu.

Assenti.

Era melhor eu sair, Brenda se sentiria mais a vontade com a Bella.

-Ok, eu já volto. –Disse.

-Tá.

Saí do quarto e fui atrás da máquina de ultra-som. Peguei a máquina e voltei para o quarto da Brenda.

-Aqui está.

-Obrigada. –Ela me olhou. –Toque a barriga dela.

A olhei.

-Não, ela pode se assustar. –Disse.

-Não vai não. Vai, é importante. –Ela disse.

Assenti.

-Tudo bem. –Disse e toquei sua barriga.

A barriga da garota estava volumosa, e um pouco dura.

Respirei fundo.

-Me diz que isso é prisão de ventre?

-Prisão de ventre não deixa a barriga desse jeito Edward, alguns casos sim, pode ficar inchada, mas não desse jeito. –Ela disse.

-Ela pode estar menstruada. –Disse.

-E como mulher eu digo que menstruação não deixa tão inchada assim. –Ela disse.

-Tudo bem, examina ela logo. –Disse e lhe entreguei o gel.

Ela passou o gel na barriga da menina e começou a passar o aparelho em sua barriga.

-Olha só Edward, você é um médico mais experiente que eu. –Ela disse.

Olhei pra tela.

-Um feto. –Disse.

-Sim, como eu desconfiava. –Ela disse.

-Ela não é paciente do Emmett tanto tempo assim. –Disse.

-E isso significa que ela estava sendo violentada há muito tempo. –Bella disse.

-Como o Emmett não descobriu isso?

-Provavelmente ele não tinha reparado nisso ainda, não tinha examinado ela por completo. Olha, ela confia no Emmett, mas talvez ela não confiou o bastante como confiou em mim para examiná-la desse jeito, lembre-se que Emmett é um homem e ela foi violentada. –Ela disse.

Assenti.

-É, tem razão. É bem provável que ele não tenha a examinado como você a examinou, é provável que ele estava indo aos poucos com ela. –Disse.

-É. Nós contamos pra mãe dela? –Bella perguntou.

-Acho melhor não, Emmett não vai demorar para voltar, é ele quem tem que dizer. –Respondi.

Ela assentiu.

-Tudo bem. –Ela disse e limpou a barriga da Brenda, depois fechou sua camisola. –Pronto querida, pode voltar a descansar, nós já terminamos.

Brenda assentiu.

A porta se abriu e a mãe dela entrou.

-Oi, já acabaram? –Ela perguntou.

-Sim, Sra. Taylor, nós já a examinamos.

-E encontraram algum problema? –Ela perguntou.

Bella e eu nos entreolhamos e depois eu olhei pra ela.

-Não, é que nós precisamos ficar informados sobre ela, para podermos ajudar, o Dr. McCarty ficará fora apenas por duas semanas, e enquanto ele ficar fora, nós cuidaremos dela. –Disse.

Ela assentiu.

-Eu agradeço Dr e Dra. Cullen. –Ela disse.

-De nada, nós iremos deixá-la sozinha com a sua filha. –Bella disse.

-Ok.

-Tchau, Sra. Taylor. –Dissemos.

-Tchau. –Ela disse.

Viramos-nos para a Brenda.

-Tchau, Brenda.

Ela acenou pra gente.

Bella e eu saímos do quarto.

-Ah, que caso difícil esse do Emmett. –Bella disse.

-Pois é, e eu que ainda achava que essa minha equipe não trabalhava, e justo o Emmett tem um caso delicado desse. –Disse.

-Será que os dos outros, também são delicados desse jeito? –Bella perguntou.

-Jasper é cirurgião, teremos que fazer cirurgias, Rosalie é ginecologista, teremos que cuidar das mulheres…

-Isso pode deixar comigo, eu não quero você tocando outras mulheres. –Bella disse.

Comecei a rir.

-Tudo bem, como quiser, mas lembre-se que pode pegar uma paciente lésbica. –Disse.

Ela me deu um tapa no braço e eu gargalhei.

-E por último, tem a Alice, que é obstetra, teremos que fazer partos. –Disse.

-É, pelo visto todos os pacientes dos nossos colegas, são delicados. –Ela disse.

-Pois é. Minha vida de chefe está suspensa por duas semanas. –Disse.

-Ai, tadinho dele. –Bella disse e me deu um selinho.

Sorri.

-Escuta, deve ser horrível ter uma filha que foi violentada. –Ela disse.

-É, deve ser muito ruim. –Disse.

-Espero que esse tipo de coisa, nunca aconteça com a nossa filha. –Ela disse.

-Não vai acontecer, por que a gente vai sempre protegê-la. –Disse, a abraçando.

Ela sorriu.

-É, você tem razão. –Ela disse. –Eu to com fome, vamos almoçar?

Assenti.

-Claro, vamos. –Disse e a puxei para o refeitório.

O nosso almoço seria bem curto, pois ainda tínhamos muito trabalho para fazer.