Eternamente
109 Capítulo 108-Depoimento/ Cara a cara/ Tudo bem agora
Isabella Marie Swan Cullen
Edward e eu chegamos à delegacia.
-Fique aqui, eu vou falar com algum policial. –Ele disse.
Assenti.
-Ok.
Sentei-me na sala de espera e fiquei esperando pelo Edward voltar.
Algum tempo depois ele voltou com alguns policiais.
-Autorizaram você a ver o Phil. –Ele disse.
Levantei-me.
-Ótimo. –Disse.
-Quer que eu entre com você? –Ele perguntou.
Neguei.
-Não precisa amor, eu quero ficar sozinha com ele. –Disse.
Ele assentiu.
-Tudo bem. –Ele me deu um selinho. –Boa sorte.
-Obrigada. –Disse e acompanhei os policiais.
Entrei na sala de visitas e fiquei esperando pelo Phil, logo os policiais o trouxeram e ele sentou à minha frente.
-Você por aqui, eu não esperava a sua visita depois de ontem. –Ele disse.
O olhei.
-Eu vim abrir o jogo com você, Phil. –Disse. –Quero saber exatamente do por que você ter me seqüestrado, por que adquiriu tanto ódio por mim.
Ele me olhou.
-A sua mãe, eu a amava, você a tirou de mim, a morte dela é culpa sua!
-Não Philip, você sabe muito bem que ela estava com câncer, eu não a matei, pelo contrário, fiz de tudo para ela ficar viva. –Disse.
-Você a mudou completamente, sua mãe era como eu e por sua causa ela mudou!
-Você tem razão, os dois eram mau caráter, fizeram a Victória sofrer, mas graças a Deus minha mãe conseguiu mudar. –Disse.
-Isso é que me faz te odiar, Isabella. Você mudou a mulher que eu amava, James também teve culpa por tirá-la de mim, eu nem sequer pude me despedir. –Ele disse.
-Você não sabe de nada, Phil. –Disse.
-É mesmo?
-Minha mãe te amava, você deu as costas pra ela quando ela ficou doente e ela sofreu muito, foi você que a deixou, foi você que a perdeu. Quando ela ficou doente, ela queria você a apoiando, mas você não queria isso não é? Você não queria ficar ali cuidando dela, então você preferiu ir embora. Quem teve atitude de homem e ficou ali com ela, foi o James, isso a conquistou e ela se apaixonou por ele. –Disse. –Sinceramente não dá para acreditar como a Victória e o James são da sua família, por que eles não parecem nadinha com você.
Ele me olhou.
-Eu a amava, Bella. –Ele disse.
-Mas você não soube valorizá-la. –Disse.
Ele ficou quieto.
-Me responde uma coisa, Phil. Fazer o que você fez ontem, a trouxe de volta? –Perguntei.
Ele negou.
-Não. –Respondi.
-E por que não quis criar aquele bebê que você deu? Soube que eu a reencontrei?
Ele me olhou.
-Aquela fedelha não era minha filha para eu criá-la. –Ele disse.
-E a minha filha? Por que bateu nela? –Perguntei.
-Ela não parava de chorar, parecia aquela fedelha da sua irmã! –Ele disse.
Desferi um tapa na sua cara e apontei o dedo em sua cara.
-Ouça bem, Philip. Nunca mais você chegará perto de mim, da Renesmee e muito menos dos meus filhos, seu verme!
Ele me olhou.
-Eu não quero mais nada com vocês, não se preocupe. –Ele disse.
O olhei.
-Ainda bem que a minha mãe não está viva pra ver o que fez com a gente ontem, e quanto a Victória, ela não merecia isso. –Disse e me levantei, fui em direção à porta.
-Bella.
Virei-me e o olhei.
-O que?
-Cuide bem da Victória, e diga a ela que a minha intenção não era machucá-la. –Ele disse.
Sorri.
-Phil, eu desejo que passe muitos anos atrás das grades, e quanto a Victória, não se preocupe com ela, ela está bem melhor sem você. –Disse e saí da sala.
Na sala de espera, Edward me esperava.
Corri até ele e o abracei.
-Pelo visto a conversa não foi muito boa. –Ele disse.
O soltei e o olhei.
-Ele teve a pachorra de dizer que eu tive culpa da morte da minha mãe, que ela era como ele e mudou por mim, ele também disse que entregou a Nessie, por que ela não era filha dele, e que bateu na Megan por que ela estava chorando. Ele é um monstro, Edward. –Disse, chorando.
-Shii, não chore gatinha, esse desgraçado não merece que derrame uma lágrima por ele. –Ele disse, secando minhas lágrimas.
-Ele pediu pra eu cuidar da Victória e dizer que ele não tinha intenção de machucá-la. –Disse.
-Ele vai pagar por tudo que ele fez, linda. Eu prometo. E Victória será bem mais feliz, esquecendo de quem é o seu pai. –Edward disse.
Assenti.
-Isabella Cullen?
Virei-me.
-Sim.
-Sou o delegado Borg, podemos começar o depoimento? –Ele perguntou.
Assenti.
-Claro. –Limpei meu rosto e dei um selinho no Edward. –Eu já volto.
-Ok, boa sorte. –Ele disse.
Fui para a sala de depoimento com o delegado, chegou à hora de colocar Phil na cadeia.
(…)
Eu já tinha dado o meu depoimento, agora eu estava esperando pelo Edward que estava depondo. Peguei meu celular e olhei a foto dos meus filhos, passei o dedo na tela.
Mais nada aconteceria com eles, eu prometo.
Edward saiu da sala de depoimentos.
O olhei.
-E aí? –Perguntei.
-Eu disse tudo. –Ele disse. –Eu tenho certeza de que ele vai ser condenado.
Sorri.
-É claro que vai, e tomara que seja o seu pai quem vai julgá-lo. –Disse.
-Bom isso já está quase certo, agora só nos basta esperar.
Assenti.
Ele estendeu a mão pra mim.
-Venha, vamos pra casa. –Ele disse.
Peguei em sua mão e me levantei. Saímos da delegacia e entramos no carro, Edward dirigiu para casa dos seus pais.
-Acho que já podemos voltar pra casa. –Disse.
Ele me olhou.
-Sério? Você quer ir embora? –Ele perguntou.
Assenti.
-Lembra de quando saímos de casa? De como Simba estava em relação a Megan? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Sim, eu achei que era besteira, mas depois eu percebi que ele havia pressentido que alguma coisa iria acontecer com ela. –Ele disse.
-É, ele deve ter ficado angustiado por todo esse tempo, quero ir pra casa e mostrar pra ele que ela está bem, antes que ele adoeça. –Disse.
Ele assentiu.
-Você tem razão. Era só o que faltava, meu precioso cachorro ficar doente, assim que chegarmos, nós arrumaremos nossas coisas e voltaremos pra casa. –Ele disse.
Assenti.
-Ok.
Logo nós chegamos à casa dos Cullen, entramos e encontramos Esme e Alice cuidando dos meus filhos.
-Oi. –Dissemos.
-Oi, como foi lá? –Esme perguntou.
-Nós damos o nosso depoimento, e sem dúvidas ele será condenado. –Edward respondeu.
-Bom, pelo menos uma boa notícia. –Esme disse.
-Mãe, nós iremos pra casa, os meninos vão ficar mais confortáveis. –Edward disse.
Esme assentiu.
-Claro, e vocês precisam descansar. Vão e qualquer problema ligue. –Ela disse.
-Ok. Vá arrumar as coisas, Bella. –Edward disse.
-Tá.
Subi para o quarto do Edward, arrumei nossas coisas e desci, Edward já estava com a Megan no colo, e eu peguei o Ethan.
-Megan está bem? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Sim, está. Ela vai se recuperar de tudo isso. –Ele respondeu.
-Claro que vai, até por que não vai haver mais nenhuma ameaça. –Esme disse.
-É, tomara. –Disse.
-E onde estão todos? –Edward perguntou.
-Carlisle foi até o fórum, ele disse que quer ficar atento quando o caso do Phil chegar lá, ele quer julgá-lo. –Esme disse.
-Ah, isso seria muito bom. –Edward disse.
-E a Rosalie foi dormir um pouco com a Valentina, Jasper e Emmett foram para o hospital, segurar as pontas para vocês.
-Ótimo. –Edward disse. –Bom, vamos pra casa. –Tchau mãe, Allie.
Despedimo-nos delas e fomos para o carro, Edward dirigiu pra casa.
Chegamos em casa, e encontramos Simba em um canto, meio triste.
-Simba. –Edward o chamou.
Ele olhou pra nós e correu.
Ele latiu em direção a Megan, ele parecia feliz.
-Acho que ele está mais calmo. –Disse.
Edward sorriu.
-É, agora ele está vendo que Megan está bem. –Edward disse.
-Viu só amor? Nós não somos mais os queridinhos dele, ele achou novos donos. –Disse.
Edward riu.
-Pois é. –Ele disse. –Sobe com as crianças, eu vou dar comida pra eles.
-Ok. –Peguei Megan com o outro braço e subi com os dois.
Entrei no quarto deles e coloquei cada um em um berço.
-Pronto, vocês já estão em casa. –Disse.
Abri minha blusa e os peguei de novo, sentei-me na poltrona e os amamentei
Depois de amamentá-lo, os coloquei no berço.
-Bella. –Edward entrou no quarto.
-Oi. Deu comida ao Simba? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Sim, dei sim. –Ele respondeu. –Quero saber que você pode ficar sozinha com as crianças por um tempinho.
-Por quê? Aonde você vai? –Perguntei.
-Eu quero ir ao hospital ver a Vic e a Leah. –Ele respondeu.
Assenti.
-Claro, sendo assim vai lá, eu também quero saber como elas estão, mas não quero desgrudar das crianças. –Disse.
-Então vocês vão ficar bem? –Ele perguntou.
Assenti.
-Não se preocupe, vá lá e cuide da minha irmã e da minha amiga. –Lhe dei um beijo. –Qualquer coisa me liga.
Ele assentiu.
-Tudo bem, o mesmo pra você. –Ele disse.
Sorri.
Edward foi até os berços e deu um beijo na testa de cada um.
-Tchau meus amores, e vê se não preocupam a mamãe. –Ele disse.
Sorri.
Edward se aproximou de mim e me deu um selinho.
-Tchau, te amo. –Ele disse.
-Tchau, eu também te amo. –Disse.
Edward saiu do quarto e foi para o hospital, eu continuei ali com os meus filhos, os fazendo dormir. Agora estava tudo bem.
Edward Anthony Cullen
Cheguei ao hospital e encontrei Emmett conversando com uma enfermeira. Aproximei-me deles e pigarreei.
A enfermeira me olhou.
-Olá, Dr. Cullen. –Ela disse.
Sorri.
-Oi. Será que eu poderia conversar com o meu cunhado?
-Claro, com licença.
A enfermeira foi embora, fiquei a frente do Emmett.
-Oi, como está a Bella e os meninos?
-Estão em casa e estão bem. –Respondi.
Ele sorriu.
-Que bom. –Ele disse.
Cruzei os braços e o olhei.
-Você e o Jasper não vieram segurar as pontas por aqui? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Claro, nós estamos trabalhando. –Ele respondeu.
-E você estava dando em cima daquela enfermeira? –Perguntei.
-Não! Eu sou comprometido, Edward. –Ele disse.
-Mesmo? Por que você sabe que se estiver, eu vou defender a minha irmã e a sua vida e seu emprego correrão riscos. –Disse.
-Edward, até parece que não me conhece. Só há duas mulheres que importam pra mim, Rosalie e a Valentina. Essa garota é amiga da Victória e queria saber como ela estava, eu só estava respondendo. –Ele disse.
Ele estava falando a verdade, eu sabia disso, por que ele estava com aquele olhar de cachorro abandonado, e ele fazia esse olhar, quando falava a verdade, se a Valentina tiver esse olhar, ela será tão fofa, ela e não o pai.
Assenti.
-Tudo bem, eu acredito em você. –Disse. –E como estão as coisas por aqui?
-Tudo tranqüilo. –Ele respondeu.
-Como estão a Leah e a Vic? –Perguntei.
-Ela vai ficar bem, quem a operou foi o Jasper e eu acompanhei a cirurgia, o tiro pegou no estômago, mas conseguimos remover, ela está sedada, mas logo irá acordar. –Emmett disse.
Assenti.
-Ótimo. E a Leah? –Perguntei.
-Eu não cuidei dela, quem cuidou foi o Jasper, soube que ele a operou também, mas eu não sei o estado delas. –Ele disse.
Assenti.
-Ok, eu vou visitá-las. –Disse.
-Você e o Jasper podem ficar mais uma hora por aqui e depois podem ir pra casa. –Disse.
Ele assentiu.
-Ok.
-Tchau. –Disse.
-Tchau. –Ele disse.
Fui até a recepção.
-Oi Jane. –Disse.
-Dr. Cullen, pensei que hoje o senhor estava de folga. –Ela disse.
-E estou. Eu só vim dar uma passadinha. –Disse.
-Como está a sua filha e a Dra. Cullen? –Ela perguntou.
Sorri.
-Estão bem, graças à Deus. –Respondi.
Ela sorriu.
-Que bom que deu tudo certo. –Ela disse.
-É. –Disse. –Pode me dar uma informação?
Ela assentiu.
-Claro.
-Sabe onde fica o quarto da enfermeira Victória Dwyer e Leah Black? –Perguntei.
Ela assentiu.
-Sim, Victória está no quarto 26 e a Sra. Black está no quarto 33. –Ela respondeu.
Assenti.
-Obrigada, Jane. –Agradeci.
-De nada.
Segui primeiro para o quarto da Victória, entrei no quarto e Victória estava dormindo, ao seu lado, segurando sua mão estava o Dean.
-Oi Dean. –Disse.
-Oi Edward. –Ele disse.
Peguei o prontuário da Victória e li o relatório do seu estado.
-Ela vai e salvar? –Ele perguntou.
Assenti.
-Sim, ela tem grandes chances. –Respondi.
-Eu quero que aquele maldito apodreça na cadeia!
-Ele vai apodrecer, pode ter certeza disso. –Disse.
Ele assentiu.
-Bom, eu só vim ver se ela estava bem. –Dei-lhe um beijo na testa e toquei o ombro do Dean. –Não se preocupe, ela não corre riscos, logo ela estará bem.
Ele assentiu.
-Ok.
-Eu tenho que ir, tchau. –Disse.
-Tchau.
Saí do quarto da Vic e fui para o quarto da Leah, entrei no quarto e Leah estava acordada, sentada na cama, ao seu lado estava seu marido Jacob e do outro estava Renesmee.
-Olá. –Disse.
-Oi. –Eles disseram.
Peguei o prontuário da Leah e li.
-Pelo visto você está bem, Victória. –Disse.
Ela sorriu.
-É, nós estamos. –Ela disse.
Olhei para o prontuário e depois olhei pra ela.
-Você já sabia que estava grávida?
Ela assentiu.
-Fiquei sabendo a pouco tempo. –Ela respondeu.
-Por que não disse nada? Você se colocou em risco. –Disse.
Ela sorriu.
-Não se sinta culpado Edward, eu tomei a decisão de me colocar nessa, eu sabia os riscos, mas era a minha sobrinha ali e a minha irmã. –Disse.
Assenti.
-Tudo bem, acho que já não vale mais a pena discutir. Como está a sua perna? –Perguntei.
-Eu sinto um pouco de dor, mas estou bem. –Ela respondeu.
Assenti.
-Que bom.
-E a Bella e a Megan? Estão bem?
Assenti.
-Sim, estão. Descobrimos alguns hematomas na Megan e percebemos que foi o Phil, eu a examinei para ver se não havia nenhuma violência sexual e graças à Deus não tinha, nós também fomos depor na delegacia e a Bella falou com ele, ele confirmou que bateu na Megan, por que ela não parava de chorar. –Disse.
-Mas que filho da puta! –Leah disse. –Eu faço questão de ser a advogada desse caso e irei colocá-lo na cadeia!
-Deus te ouça, Leah. –Disse.
-E como está a Vic? –Jacob perguntou.
-Ela levou um tiro no estômago, mas está se recuperando bem. –Respondi.
-Isso é bom. Pena que ela tenha um pai, que é um monstro. –Leah disse.
-Edward, será que eu posso falar com o Phil? Eu quero ficar cara a cara com o homem que me jogou no orfanato. –Nessie disse.
Assenti.
-Claro, é só você ir à delegacia, mas tome cuidado. –Disse.
Ela assentiu.
-Pode deixar.
-Bom, eu tenho que voltar pra casa pra ficar com a Bella e as crianças. –Disse.
-Mande lembranças pra Bella. –Leah disse.
-Eu mandarei. –Disse. –Tchau.
-Tchau.
Eles disseram.
Saí do quarto da Leah.
Meu celular apitou e o peguei, era uma mensagem do meu pai.
De: Papai
Para: Edward
Edward, o caso do Phil já chegou aqui no fórum.
Eu mexi os meus pauzinhos e irei julgar o caso, Charlie irá ser o promotor, Leah representará a Bella.
Pode ter certeza que eu darei a sentença de culpado para ele, afinal, ele fez mal para minha neta.
C.C
Sorri.
Que ótimo, isso era maravilhoso. Phil já estava condenado, esse desgraçado iria pagar pelos crimes dele.
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