Eternamente

202 Bônus I: Ciclo da vida


Bônus I-Ciclo da vida


Isabella Marie Swan Cullen

Cinco Anos Depois…


Ficar em um hospital veterinário, era pior do que ficar em um hospital, ainda mais em uma sala de espera. Era justamente o que eu estava fazendo. Já havia algum tempo que Simba havia adoecido. Ele já era um cachorro idoso, houve complicações em seu estado, por isso ele estava internado. Claro que eu não estava aqui sozinha, estava com Edward, que andava de um lado para o outro, preocupado com seu melhor amigo. Ethan estava conosco, já seus irmãos, estavam em casa com Berta, Ethan estava calmo e sereno, observando o pai.

̶ Mamãe, o papai está bem? – Ethan perguntou, ele estava sentado em uma de minhas pernas.

Sorri.

̶ Está sim, meu anjo. Papai só está preocupado. – disse.

Ethan me olhou.

̶ Chegou a hora de fazer o que o doutor nos falou? – ele perguntou.

Há alguns dias, trouxe Simba, que já estava doente para uma consulta, Ethan veio comigo e escutou tudo o que o veterinário nos disse. O estado de Simba era irreversível. Por ele ser um cachorro idoso, seus órgãos estavam falhando. Como médica, eu sabia que era o ciclo da vida se encerrando. O veterinário aconselhou que para Simba não sofrer mais, seria melhor sacrificá-lo. Claro que eu não autorizaria uma coisa dessas, afinal de contas, o cachorro não era meu e sim do Edward, mas quando comentei isso com ele, ele foi completamente contra, disse que não mataria o seu cachorro.

Eu entendia o lado dele, eutanásia não era permitido em seres humanos, e ele não faria isso com seu cachorro.

Ethan estava comigo no dia, ouviu tudo e me perguntou depois, eu não menti, expliquei a ele com todo o cuidado do mundo para ele não ficar triste, e para minha surpresa, ele reagiu muito bem, me disse que se fosse para o bem de Simba, que se fosse para que ele não sofresse mais, que permitisse. Fiquei admirada pela sua maturidade, afinal de contas, ele tinha apenas 4 anos, quase 5.

Dos três, Ethan era o mais sereno e calmo, completamente o oposto de Edward e eu, o que me lembrava muito Esme, acho que ele puxou para ela. Já Megan, que era sua irmã gêmea, era o oposto, ela tinha o gênio forte, não tinha muita paciência, também era o oposto de Edward e eu, mas, lembrava o meu pai, que também tem o gênio muito forte.

Quanto ao Anthony, com seus 3 aninhos, era muito cauteloso, gostava de beijos e abraços, muito carinhoso, mais apegado a mim do que a Edward. Já Renée, com 2 anos era nossa caçula, era muito mimada, gostava de ter a atenção, mas não minha e do Edward, e sim dos irmãos. Os quatro eram muito unidos, o que me deixava muito feliz, ver que eles puxaram a união de irmãos da família Cullen.

Enfim, Ethan estava superando tudo isso muito bem, diferente de Edward, que não estava assim, sereno.

̶ Filho, seu pai não vai permitir isso.

̶ Mas Simba está sofrendo, mamãe. Vai ser melhor assim.

Sorri.

No fundo, eu ficava feliz por saber que ele era um pequeno homenzinho.

̶ Meu amor, é difícil para ele. Seu pai pegou Simba ainda filhote, ele gosta muito dele, Simba o fazia companhia, quando eu conheci seu pai, ele viva em um apartamento sozinho com Simba, ele é o filho mais velho do seu pai, chegou na vida dele antes de mim, de você e dos seus irmãos. É difícil para ele, sabe?

Ele assentiu.

̶ Também é difícil para a gente mamãe. Crescemos na companhia dele. Mas, eu sei que tá na hora dele descansar.

Contive minhas lágrimas ao ouvir isso.

̶ Olha, vamos esperar pelo doutor, ok? Ai a gente tenta convencê-lo, está bem?

Ethan assentiu com a cabeça e deitou-se em meu peito.

Ficamos por mais um tempo ali, aguardando, esperando por notícias. Humano ou não, ficar nessa sala de espera, era horrível. Eu realmente entendia os familiares dos meus pacientes.

Doía em mim também perder o Simba, quando entrei na vida do Edward, ele já estava lá. Nunca teve ciúmes da gente, lembro-me dos nossos momentos no apartamento do Edward, naquela época éramos nós três, Simba sempre me aceitou muito bem, me aceitou como sua dona também e foi minha companhia para quando Edward não estava. Ele sempre gostou de brincar e correr com as crianças, sempre o amou. E era triste perde-lo. Há muito tempo que eu não perco ninguém, a última pessoa foi minha mãe, foi uma dor terrível, dado que em seus últimos momentos, ela se arrependeu de tudo de ruim que ela fez, e eu perdoei. Por isso doeu tanto perde-la. E sabendo disso, Edward quem sugeriu de déssemos o nome dela para nossa filha, por eu sentir sua falta, for ela não ter conhecido os outros netos. Nessie concordou com isso, tanto, que ela quem é a madrinha da nossa filha. Ela teve um menino com Seth, deu o nome de Harry, em homenagem ao pai de Seth.

Há alguns anos, desejei sempre ter felicidade em minha família, mas claro que isso não se aplicava em não perder pessoas, seres vivos não eram eternos, eu sabia disso, sabia que uma hora envelheceríamos, ficaríamos doentes e morreríamos, era o ciclo da vida que ninguém poderia impedir e ninguém escaparia disso, o que tínhamos que fazer era aceitar, tentar seguir em frente, superar. Seria difícil passar por isso, mas sei que iriamos conseguir, passaríamos por essa fase difícil.

O médico enfim apareceu, e assim que Edward o viu, foi em sua direção.

̶ Doutor, como está meu cachorro? – ele logo perguntou.

O veterinário suspirou e encarou-o.

̶ Sr. Cullen, o estado de Simba é delicado. Ele já é um cachorro idoso, viveu muito bem todos esses anos com seus ótimos cuidados, mas infelizmente ele está chegando ao fim de sua vida. Seus órgãos estão falhando, e… será necessário sacrificá-lo.

Edward negou com a cabeça.

̶ Não, fora de cogitação. – ele negou mais uma vez.

̶ O senhor é médico, entende o que estou dizendo.

̶ Não fazemos eutanásia!

̶ Bem, esta é a diferença entre tratar um humano e um animal.

̶ Eu não vou matar o meu cachorro! – Edward se exaltou.

̶ Edward, por favor, mantenha a calma. – pedi.

̶ Sr. Cullen, eu sinto muito mesmo, dói em mim também perder cada bichinho. Mas, infelizmente é a lei da vida. Se algo não for feito, ele vai continuar sofrendo.

Edward se sentou ao meu lado, suspirando, sem saber o que fazer.

Ethan desceu do meu colo.

̶ Doutor, Simba está sofrendo muito? Ele sente dor? – perguntou.

O médico só assentiu com a cabeça.

Ethan se virou para o seu pai.

̶ Papai. – Edward levantou o rosto, olhando para ele. — Eu sei que é muito triste, mas Simba tá sofrendo, ele tem que partir. – a pequena mãozinha tocou o rosto de Edward. – Tá na hora papai.

Edward sorriu, feliz pela maturidade do filho tentando convencê-lo, e sabia que havia funcionado. Ele suspirou e olhou para o médico.

̶ Se é para o bem dele… pode fazer. – disse, autorizando por fim.

O médico assentiu.

̶ Precisa assinar alguns papéis.

Edward assentiu.

̶ Podemos nos despedir dele? Temos outros filhos que gostariam de se despedir. – perguntei ao médico.

Ele assentiu.

̶ Claro, fiquem a vontade.

O médico nos deixou sozinhos. Peguei dinheiro na minha carteira e entreguei ao Ethan.

̶ Filho, pegue um chocolate para nós na máquina. – pedi.

Ethan pegou o dinheiro e foi até a máquina. Peguei na mão de Edward.

̶ Hei, sei que está sofrendo. Ele é seu melhor amigo, você o criou desde filhote. Mas, será melhor assim, meu amor. Ethan está certo, Simba está sofrendo.

Edward sorriu.

̶ Eu só espero que ele vá para um lugar melhor. – desejou.

̶ Ele vai querido. – beijei sua mão. – Se lembra das vezes em que eu estava sofrendo por causa da morte da minha mãe? Você sempre dizia que ela estava em um lugar melhor. Digo o mesmo do Simba, ele vai para um lugar melhor.

Edward me olhou nos olhos e sorriu.

̶ Obrigado. Eu te amo muito, sabia?

Sorri para dele.

̶ De nada e eu também te amo muito. – dei-lhe um selinho.

Edward olhou na direção em que Ethan estava, em frente a máquina de chocolates, fazendo o que eu havia lhe pedido.

̶ Meu filho de 4 anos é mais maduro que eu. – comentou.

Sorri.

̶ Ethan tem mesmo uma certa maturidade, mas não é bem assim. Ele… só aceita melhor as coisas, e fico feliz que ele seja assim, livre de sofrimentos. – disse.

̶ Tem razão. Sem contar que ele tem uma calma…

Comecei a rir.

̶ Bom, isso ele com certeza puxou a sua mãe. – disse.

̶ Com certeza. – Edward concordou.

Ethan se aproximou com os chocolates.

̶ Aqui, para melhorar. – ele entregou uma barra ao Edward, que sorriu para ele.

̶ Obrigado, filhão. – Edward agradeceu e ele entregou outra barra para mim.

̶ Obrigada, meu amor.

Comemos os chocolates os três.

̶ Acho que eles têm que fazer esse procedimento logo, não é mesmo? – Edward perguntou.

̶ Sim, provavelmente. Acho que quanto mais rápido, melhor.

Edward me olhou.

̶ Peça para a Berta trazer as crianças. Elas merecem se despedir também. – pediu.

Assenti.

̶ Irei ligar para ela e pedir para que tragam as crianças.

Fiquei ali algum tempo com eles antes de ir ligar para a Berta e pedir para que trouxessem as crianças, me preocupava com meus filhos, eu não sabia como seria a reação deles, poderia ser uma reação igual ao do Edward ou igual a do irmão deles.

***

Berta já havia chegado com os meninos e havíamos conversado com eles. Para a minha surpresa, eles tiveram a mesma reação que Ethan teve, o que me deixou mais tranquila, todos eles queriam que Simba parasse de sofrer.

̶ O único que não está aceitando muito bem é o Edward. – disse Berta.

Respirei fundo.

̶ É. Edward saiu de casa para fazer faculdade, quando se formou, foi morar sozinho. Ele se sentia muito isolado e sozinho, então adotou o Simba, que era um filhote. Era a companhia dele. Me dói vê-lo sofrendo tanto. – disse.

̶ Ele vai superar. Edward é forte.

Sorri.

̶ Eh, tomara que ele ainda tenha essa força dele.

O médico voltou a sala de espera.

̶ Bem, sugiro que queiram se despedir, antes de começar o procedimento, correto?

Todos assentiram com a cabeça.

̶ Certo, só não podem ir todos de uma vez.

Levantei-me.

̶ Irei entrar com as crianças. – avisei.

̶ Ok.

Peguei Renée no colo, Ethan e Megan pegaram Anthony pela mão e entramos na sala onde estava Simba, deitado, parecia um pouco triste, provavelmente pelas dores.

Ethan e Megan foram os primeiros a se despedirem dele.

̶ Sentiremos sua falta, amigo. Mas, sabemos que irá para um lugar melhor e não sentirá mais dor. – Megan beijou sua cabeça. – Adeus, Simba. Amamos você.

̶ Adeus amigo. E não se preocupe, iremos cuidaremos cuidar muito bem da mamãe e do papai. Principalmente do papai. – prometeu Ethan e eu tive que me segurar para não me emocionar.

Por último, Thony e Renée se despediram, dando um beijo na cabeça de Simba.

Depois que as crianças se despediram, chegou a minha vez. Aproximei-me e acariciei a cabeça de Simba. Sussurrei:

̶ Foi uma longa jornada, não é amigão? Você me recebeu muito bem, nunca me estranhou, gostou de mim e me aceitou como sua dona. Você acompanhou o nascimento de todos os nossos filhos e adorava brincar e correr com eles no jardim. Sentiremos muito a sua falta, mas vai ser melhor assim, agora você vai descansar. – beijei sua cabeça. – Obrigada por tudo. Cuidarei muito bem das crianças e do seu dono.

Ele suspirou.

Recompus-me e levei as crianças dali. O deixei com Berta e entrei com Edward, só faltava ele para se despedir.

Edward se aproximou de Simba.

̶ Oi amigão. – ele disse, acariciando sua cabeça. – Foram longos anos, não é mesmo? Parece que foi ontem que te levei para casa, tão pequeno. Espero ter cuidado muito bem de você, você tirou a minha solidão me acompanhou, me viu formar a minha família, amou a minha esposa e meus filhos. Agradeço muito por ter sido um ótimo amigo. Eu te amo. – ele suspirou. – Mas agora é hora de ir. Está tudo bem amigo, ficaremos bem. Pode ir.

Simba deu um suspiro pesado, que eu sabia que seu fim estava perto. Edward deu um beijo em sua cabeça. Olhei para o veterinário e assenti. Ele assentiu de volta e inseriu a injeção em Simba. Sentei-me ao lado do Edward e ficamos esperando a partida de nosso amigo.

O remédio começou a fazer efeito, Simba fechou os olhos adormecendo, as batidas de seu coração foram ficando fracas aos poucos, até pararem completamente, indicando a sua morte.

Não contive as minhas, assim como Edward, era uma dor para todos nós, e ficar sem nosso amigo, seria difícil.

̶ Eu sinto muito. – disse o veterinário e saiu da sala, para nos dar um pouco de privacidade.

Edward respirou fundo.

̶ Eu… quero fazer um funeral para ele, com lápide e tudo que ele tem direito.

Assenti.

̶ Claro, pode deixar que eu cuido disso. – disse e me levantei, pousei minhas mãos em seus ombros e ele encostou sua cabeça em minha barriga. – Está doendo em todos nós, mas foi melhor assim.

̶ Eu sei. O que me alivia, é que ele não sofreu.

Simba realmente não sofreu, o remédio dado, é para animais, sedando-o até seu coração parar, indolor, eles não sentem nada.

̶ Sim, isso é um alívio. – disse.

Ficamos mais um tempo ali, vendo o nosso cachorro morto, dando um último adeus.

Conversei com o veterinário que nos orientou sobre o velório e a empresa que fazia esta parte. Eram igual um velório de uma pessoa, ele seria velado e escolheríamos se enterrávamos ou cremávamos. Optei pelos dois a pedido do Edward, fechei tudo com a empresa por telefone, ali mesmo no hospital veterinário. Ele seria velado, colocaríamos uma lápide para ele, mas o cremaríamos.

Depois de tudo acertado, fomos embora, já estava tarde, as crianças estavam cansadas. E confesso que eu também.

Chegamos em casa, coloquei as crianças para dormirem e depois fui atrás do Edward, ele estava na sala de estar, o olhar vago. Ele não estava neste muito, estava aéreo. Aproximei-me dele e peguei em sua mão.

̶ Vamos gatinho. Já está tarde, acabei de colocar as crianças para dormirem. Vamos tomar um banho e dormir também.

Ele não disse nada, somente suspirou e se levantou. Sendo guiado por mim, subimos para o nosso quarto, entramos no quarto e eu tirei a sua roupa, levei-o até o banheiro e liguei a ducha, ele entrou no box e eu tirei a minha roupa, entrei no box e lhe dei um banho nele e depois tomei banho, desliguei o chuveiro e peguei a toalha de Edward, sequei-o e depois me sequei, fomos ao closet e peguei uma cueca samba-canção e o ajudei a se vestir. Deixei-o sentado na cama e voltei ao banheiro, peguei um calmante para ele e voltei ao quarto, ele continuava na mesma posição, enchi um copo de água e fui até ele.

̶ Tome este calmante. Vai ajuda-lo a dormir. – pedi.

Ele abriu a boca e eu coloquei o comprimido nela, em seguida lhe dei a água para beber, depois que ele tomou o comprimido, ele se deitou na cama, deixei o copo de água ao seu lado na cama e o cobri com o cobertor e lhe dei um beijo na bochecha.

̶ Boa noite, meu amor. – disse.

Edward fechou os olhos e espero o sono vir. Eu voltei ao closet, ainda estava de toalha, vesti uma camisola de seda longa lilás e um robe da mesma cor. Voltei ao quarto e fui até o Edward, ele já havia caído no sono, com ajuda do calmante. Saí do quarto e fui ao quarto dos gêmeos, eles estavam dormindo tranquilamente, dei um beijo na testa de cada um e saí do quarto, fui até o quarto de Thony e Renée, que também dormiam tranquilamente, também dei um beijo na testa deles e saí do quarto, desci e fechei a casa, liguei o alarme e fui tomar um copo d’água, ao chegar perto da cozinha escutei o barulho da tigela de comida de Simba.

̶ Mais o que…?

Entrei na cozinha e fui até o local onde ficavam as tigelas de Simba, estavam no mesmo lugar, não era possível terem feito barulho.

̶ Eu devo estar muito cansada, já estou escutando coisas.

Peguei um copo e enchi com água, bebi e deixei o copo na pia. Escutei uma movimentação no gramado e fui até a janela para ver, arregalei os olhos com o que vi. Uma mulher loura de costas, o cachorro ao lado dela, parecia o Simba, e a mulher…

̶ Mamãe?

Os dois sumiram no ar.

Fechei os olhos e balancei a cabeça. Abri os olhos de novo e não havia nada no jardim. Eu realmente deveria estar cansada. Apaguei as luzes, liguei o alarme da casa e subi, dei mais uma olhada nas crianças, que dormiam como anjinhos, fui para o meu quarto e me deitei ao lado do Edward, que estava dormindo em sono profundo. Abraçada ao Edward, logo dormi também.


No dia seguinte…


Fizemos um velório digno ao Simba, fizemos uma lápide a ele no cemitério de Animais e agora, estávamos esperando a cremação.

̶ Eu não imaginava que enterrar um bichinho seria tão triste quanto enterrar um ser humano. – disse Rosalie.

Suspirei.

̶ Eh, realmente é muito triste e Edward está péssimo.

̶ Sim. Meu irmão era muito apegado ao Simba. Ele sempre gostou muito de bicho, mas por causa da alergia de nossa mãe, nunca podemos ter. Ai, quando ele foi morar sozinho, ele resolveu ter. E Simba foi seu melhor amigo. Sem contar que foi ele quem deu a Lady para minha filha. Não quero nem imaginar quando um dia for ela.

̶ Não precisa se preocupar com isso agora, Rosie. Quando demos a Lady para Rorie, ela era filhote e Simba já era um adulto. A morte dele foi por que ele já estava muito velhinho. Lady ainda tem muito para viver.

Rosalie assentiu.

̶ Pensa em comprar outro? Pelo menos para as crianças.

̶ No momento não. Acho que precisamos de um tempo antes de termos outro.

̶ Uhum.

̶ Bella. – Esme e Carlisle vieram até mim.

̶ Irei levar as crianças para dormirem lá em casa. Vai ser melhor e terá um tempo para cuidar de Edward. – Esme disse. – Ele precisa de cuidados, ainda está muito abalado.

Assenti.

̶ Sim, obrigada Esme. – agradeci.

Esperamos finalizar a cremação. Encomendamos a urna e pegaríamos em alguns dias. Esme levou as crianças e eu fui embora com Edward. Ao chegarmos em casa, ele foi diretamente para o banho. Enquanto ele estava no banho, resolvi fazer o almoço, preparei seu prato predileto, coloquei a mesa ali na cozinha mesmo, pois, éramos somente nós dois.

Quando o almoço ficou pronto, esperei por ele.

̶ Oi. – ele apareceu na cozinha. Estava com os cabelos molhados, vestia um short cinza e uma camisa branca. – Senti o cheiro de comida lá de cima.

Sorri.

̶ Eh, eu fiz o almoço. Sei que está sem apetite com tudo o que aconteceu, mas você não pode ficar sem comer. Vai ficar doente, e eu não quero ficar sem você.

Edward sorriu.

̶ Realmente, eu não estava sentindo fome alguma, mas tenho um fraco pela sua comida. – ele se sentou ao meu lado.

Servi a nós dois e começamos a comer. Edward parecia bem enquanto comia, se recuperando aos poucos.

̶ Sua mãe pediu para ficar com as crianças hoje. Ela achou que você precisaria de um momento a sós comigo. – disse.

Edward assentiu.

̶ Acho uma boa ideia. – ele disse. – Quer assistir alguma coisa na TV?

Assenti.

̶ Claro, eu só preciso tomar um banho, se importa de tirar a mesa?

Ele negou.

̶ Não, vai lá.

̶ Ok. – levantei-me e lhe dei um selinho, saí da cozinha e subi para o quarto. Fui direto para o banheiro e tirei minha roupa, tomei um banho rápido e vesti um pijama leve, já que eu ficaria em casa mesmo.

Saí do quarto e desci, fui pra cozinha e Edward estava terminando de limpar a cozinha.

̶ Oi, precisa de ajuda? – perguntei.

̶ Não, eu já terminei. – ele estendeu o pano de prato. – Vamos escolher o filme?

Assenti.

Fomos para a sala de estar, eu me sentei e peguei o controle para escolher o filme. Edward voltou para a cozinha e voltou algum tempo depois com duas bacias de pipoca.

̶ Fiz pipoca doce e salgada para nós. – ele colocou as bacias em cima da mesa de centro. – Já escolheu o filme?

̶ Estou em dúvida entre uma comédia romântica e um romance.

̶ Vamos assistir aos dois.

Sorri.

̶ Ok! Comédia romântica primeiro? – perguntei.

̶ Claro.

Coloquei o filme e Edward se sentou ao meu lado. Assistimos ao filme enquanto comíamos a pipoca. Fazia muito tempo que não fazíamos um programa desses, nossa vida era sempre corrida entre o hospital e as crianças, os momentos íntimos que tínhamos, geralmente eram durante a madrugada, com as crianças dormindo. Estávamos sempre na correria.

No meio do filme, Edward pegou meu queixo e virou meu rosto para ele, roubando um beijo. O beijo era calmo e delicado, completamente apaixonado como sempre.

Afastei-me dele em busca de ar e sorri para ele.

̶ Achei que iriamos assistir ao filme. – disse.

Ele sorriu.

̶ Eu não resisti. – ele pegou em minha mão.

̶ Preciso te dizer umas coisas. – ele disse e eu virei meu corpo de lado para ficar de frente para ele.

̶ Pode falar.

Ele respirou fundo e me olhou nos olhos.

̶ Perder o Simba me deixou muito mal, ele era a minha companhia de quando eu morava sozinho e não tinha ninguém para me fazer companhia, isso nunca mudou, ele era o meu melhor amigo, me viu conhecer o amor da minha vida, nos viu formar a nossa família. – ele sorriu. – E ele sempre amou as crianças.

Sorri.

̶ Eh, eu não tive a oportunidade de vê-lo desde filhote como você, quando o conheci, ele já era um cachorro adulto. Nunca tive um bicho de estimação, pois sempre vivi com minha mãe e ela era alérgica, e quando vivi com meu pai, não fiquei morando muito tempo lá para ter um animal de estimação. E quando conheci o Simba, me apeguei a ele. – sorri. – Nunca vou me esquecer que ele foi a minha companhia quando entrei em trabalho de parto e decidi te chamar na hora certa, ele não me largou em nenhum momento. Essa memória ficará em minhas lembranças para sempre. Eu também o amei muito e estou sofrendo também. – respirei fundo. – Mas, temos que ser fortes. – sorri. – Nossos filhos estão sendo mais fortes do que nós.

Edward riu.

̶ Eh, verdade.

Beijei sua mão.

̶ Vamos passar por isso, ok?

Ele assentiu.

̶ Sim, iremos. Juntos. – ele disse e me deu um selinho.

Continuamos assistindo ao filme, nesse momento só nosso, éramos somente eu e ele ali, nos recuperando, e superando o que havia acontecido.


Alguns dias depois…


Terminei uma cirurgia com o Jasper, que havia sido um sucesso.

̶ Ah, adoro fazer dupla com você. – disse Jasper. – Somos uma dupla de cirurgiões incrível.

Comecei a rir.

̶ É, arrasamos mais uma vez. – disse.

̶ Sim.

Trocamos de roupa e saímos do centro cirúrgico. Em um dos corredores, encontramos com Rosalie.

̶ Oi! Como foi a cirurgia? – perguntou.

̶ Ótima! – Jasper respondeu. – Como sempre.

̶ Que bom. Acabei de sair de uma reunião com nossos sócios.

̶ E foi tudo certo? – perguntei.

̶ Sim, nada com o que temos que nos preocupar. – respondeu. – Quando saí de lá, tomei um lanche com Emm, agora, tenho uma consulta com Alice.

̶ E está tudo bem com ela? – Jasper perguntou, preocupado com sua esposa.

̶ Sim, estamos fazendo todos os exames para ver se ela está saudável. – Rose sorriu. – Tenho certeza de que logo, logo vocês terão um novo bebê. Até sonhei com isso, sabia? Vocês tinham gêmeos, dois meninos. Isso pode ser uma premonição.

Jasper riu.

̶ Ah, tá bom. Allie e eu não temos tendências a ter gêmeos.

̶ Ah, não tenha tanta certeza. Se esqueceu que na nossa família já tem gêmeos?

Jasper me olhou.

̶ Bem, talvez a sua premonição sejam com as mesmas pessoas que já possuem gêmeos.

Comecei a rir.

̶ Ah, não vem com essa não. Edward e eu não estamos planejando ter mais filhos, já temos 4 esqueceu? Sem contar que o Thony e a Renée são muito novos, e como médicos, sabemos que a probabilidade de ter uma segunda gestação de gêmeos é muito difícil. Então, deixo essa vez para vocês, já que você e Alice tem somente uma menina.

Jasper suspirou.

̶ Fico bem preocupado com duas crianças em casa, para falar a verdade.

̶ Ah, não esquenta com isso. Vocês tem uma bela casa para crianças. – Rosalie tentou tranquilizar o cunhado.

̶ Eu sei, mas… digo sobre não conseguirmos cuidar de mais de uma criança, sabe.

̶ Ah, relaxa quanto a isso também. Vocês pegam o jeito fácil. – disse Rosalie.

̶ Concordo com a Rosie. Vocês irão tirar de letra. Não é nenhum bicho de 7 cabeças. – disse.

Ele sorriu.

̶ Ah, o que seria da gente sem vocês para darem todo esse apoio?

̶ Somos uma família, Jazz. Não se esqueça disso. Estamos aqui para ajudar. – disse Rosalie.

Olhei no relógio e percebi que tinha que ir.

̶ Bom, e por falar em crianças, eu tenho que buscar as minhas.

̶ Vai sair mais cedo hoje? – Jasper perguntou.

̶ Vou, por que hoje eu faço plantão mais tarde. Tchauzinho.

̶ Tchau. – disse Jasper.

̶ Mande um beijo para as crianças. – Rosie disse.

̶ Ok.

Fui para minha sala e tirei meu jaleco, peguei a minha bolsa e saí da sala, assinei a minha saída na recepção e depois fui para a sala de Edward, bati na porta antes de entrar e ele me mandou entrar.

̶ Oi, gatinho. – disse, entrando na sala. – Atrapalho?

Ele sorriu para mim.

̶ Claro que não, meu amor. – ele me olhou. – Já está indo?

Assenti, aproximando-me dele.

̶ Sim, irei buscar as crianças na escola e volto mais tarde para o meu plantão. Vim só me despedir.

Ele assentiu.

̶ Ok.

̶ Posso ir com o carro? Como irei voltar, você não ficará na mão. – pedi.

Edward assentiu com a cabeça.

̶ Claro! – ele pegou as chaves e me entregou. – Pode ir, não se preocupe.

̶ Obrigada. – peguei as chaves de sua mão.

̶ Irá deixa-los nos meus pais? – Edward perguntou e eu assenti com a cabeça.

̶ Sim, irei deixa-los na casa dos seus pais com a Berta, irei para casa descansar um pouco e depois eu volto para o meu plantão. Então, não se esqueça que saindo daqui, você tem que passar para busca-los.

̶ Claro, não se preocupe.

̶ Ok, bom, deixe-me ir para não me atrasar. – fui até ele e lhe dei um selinho. – Tchau, te amo.

̶ Tchau, também te amo. Dirija com cuidado. – ele disse.

̶ Ok.

Saí da sala do Edward e fui até a recepção assinar meu ponto, em seguida, fui para o estacionamento, entrei no carro e fui para a escola das crianças, peguei Anthony e Renée na creche e depois fui para a escola de Megan e Ethan. Eles entraram no carro, me cumprimentando.

̶ Como foi o dia de vocês? – perguntei e eles e eles começaram a me contar tudo o que fizeram, assim como Anthony, já Renée, que era menor, acabou adormecendo no caminho.

Durante o caminho, Ethan olhava pela janela.

̶ Mamãe, pare aqui, por favor. – ele pediu e assim o fiz.

̶ O que foi, querido?

̶ Vamos entrar? – pediu, apontando para o Pet Shop.

̶ Para que você quer entrar ai? – perguntei.

̶ Por favor. – Ethan implorou e eu respirei fundo.

̶ Tudo bem, vamos lá.

Saímos do carro, por que todos queriam ir. Peguei Renée, que ainda estava dormindo, eu não a deixaria dormindo aqui sozinha no carro, então, deixei-a dormindo em meu ombro.

Entramos no Pet Shop e as crianças correram para ver os cachorros que estavam em adoção.

̶ Olha mãe, como são lindos. – disse Ethan.

Sorri.

̶ Sim, são lindos. – disse.

̶ Mamãe, podemos ficar com um? – Megan perguntou.

̶ Meu amor, acabamos de perder o Simba, e já quer colocar outro no lugar dele?

̶ Não, Simba é insubstituível. Não queremos outro para colocar no lugar dele, e sim vai ser mais um para amarmos.

Sorri.

̶ Podíamos dar de presente para o papai. – Ethan sugeriu.

̶ Ele vai adorar. Mas… ainda está muito cedo para termos outro cachorro.

̶ Olha esse! Tem que ser esse! – disse Ethan.

̶ É, ele é muito fofo, olha mamãe.

Era um filhote de dálmata, a coisa mais linda.

Respirei fundo.

̶ Olha, vamos fazer assim, eu vou reserva-lo e buscamos daqui uns meses, mas… vocês tem que me prometer que não contarão nada para o papai, ok? Será uma surpresa para ele.

̶ Ok! – eles gritaram.

̶ Shiii. Vamos lá.

Falei com o veterinário que havia cuidado do Simba, ele me disse que era normal as crianças quererem outro cachorro, pois, eles conviveram com Simba desde que nasceu e não sabem como é estar sem um cachorro. Ele também me disse que ter outro cachorro não iria fazer com que eles se esqueçam de Simba, ele sempre estaria na memória deles, de todos nós. Seria bom para eles. Pois, não iria substituir Simba e sim acrescentar.

Deixei tudo acertado para a adoção do cachorro e deixei sobre os cuidados do Pet Shop, o veterinário o deixaria na ala de cachorros que já foram vendidos e daqui alguns meses, buscaríamos eles, seria um presente para o Edward e sei que ele iria adorar.

Saí do Pet Shop com os meninos e entramos no carro.

̶ Tá legal, temos um acordo, não temos? – perguntei a eles.

̶ Sim, mamãe. – eles responderam.

̶ Não contaremos nada ao papai, prometemos. – disse Megan.

Sorri.

̶ Ótimo. Agora vamos.

Levei as crianças para a casa da Esme e deixei sob os cuidados de Berta, fui para casa e arrumei umas coisas por lá, preparei o jantar para Edward, já que hoje eu faria plantão e ele cuidaria das crianças, amanhã folgaríamos juntos, porém, eu só chegaria em casa de manhã.

Depois de preparar o jantar, arrumei a casa, limpei umas coisas e lavei algumas roupas que estavam se acumulando e deixei na secadora para Edward tirar depois, quando a casa ficou em ordem, já era hora de me arrumar para voltar ao hospital, tomei um banho e me arrumei, ao ficar pronta, fui para o hospital.

Cheguei ao hospital e fui para a sala do Edward, entrei na sala e o encontrei se arrumando para ir embora.

̶ Gatinho.

Ele se virou e sorriu.

̶ Oi, meu amor. – aproximei-me dele e lhe dei um selinho. – Ocorreu tudo bem por aqui?

̶ Perfeitamente bem. Até demais. – ele sorriu. – Agora é com você.

Fiz beicinho e ele me deu um selinho. Peguei a chave do carro e lhe entreguei.

̶ Aqui, agora é com você. Eu já fiz o jantar, ok?

̶ Hum, que esposa e mãe mais dedicada.

Comecei a rir.

̶ Eu não podia deixar meus amores largados. – disse e lhe dei um selinho.

̶ Bom, é melhor eu ir.

Acompanhei-o até o estacionamento e paramos ao lado do carro.

̶ Se precisar, é só me ligar. – ele disse.

Assenti.

̶ Digo o mesmo. Não deixe as crianças dormirem tarde. – pedi.

̶ Não se preocupe, iremos todos dormir cedo. – ele disse. – Venho te buscar pela manhã, ok?

Assenti.

̶ Ok.

Edward me puxou pela cintura e me beijou, o mesmo beijo apaixonado de sempre. E quase não conseguimos parar, afastei-me dele e ele encostou sua testa na minha.

̶ Desse jeito eu não consigo trabalhar. – disse.

Ele sorriu.

̶ E nem eu consigo ir embora. – ele suspirou. – Mas, eu tenho que cuidar das crianças, então…é melhor eu ir, tchau. – ele me deu um selinho

̶ Tchau.

Ele entrou no carro.

Acenei para ele e ele sorriu para mim, ligou o carro e foi embora, suspirei e voltei para dentro do hospital, era hora de trabalhar.


Edward Anthony Cullen


Ao sair do hospital fui direto para a casa dos meus pais, onde as crianças estavam sendo cuidadas por Berta. Cheguei em frente a casa e entrei, encontrei minha mãe na sala de estar, ela estava sentada no sofá, com alguns papéis na mão, olhando muito concentrada.

̶ Boa noite, mãe. – disse.

Ela levantou o olhar e me olhou, sorrindo.

̶ Oi, meu amor. Desculpe, estava tão concentrada aqui que não te ouvi chegar.

Dei-lhe um beijo na bochecha.

̶ E o que está vendo ai tão concentrada? – perguntei.

Ela sorriu e me mostrou a planta no papel.

̶ Estou planejando uma reforma aqui. – disse.

̶ Hum, e o papai já sabe disso? – perguntei.

̶ Claro que sabe. Eu jamais planejaria algo sem que ele soubesse. – ela disse. – Vai ficar perfeito.

Sorri.

̶ Claro que vai, tudo o que faz é belíssimo. Começando pelos seus filhos.

Ela riu.

̶ E por falar em filhos, onde estão os meus pequenos?

–Lá no quarto com a Berta. – respondeu.

–Tá, eu vou leva-los embora, antes que passe do horário deles comerem. – disse, me levantando.

–Ok

Subi para o segundo andar e fui para o quarto que minha mãe havia montado para os netos. Entrei no quarto e Berta estava fazendo Olívia (Filha do Jazz e Allie), dormir. Aurora e seu irmão, Ted, estavam dormindo, assim como a Renée e Anthony, os gêmeos estavam sentados no chão, jogando no celular.

–Oi. – disse e dei um beijo na bochecha da Berta e outro na testa de Olívia.

–Oi, papai. – disseram Megan e Ethan.

–Como você está, querido? – Berta perguntou.

–Bem. – respondi e olhei para as crianças. – Se arrumem que já vamos.

Os dois assentiram.

Voltei a olhar para Berta.

–Faz tempo que Thony e Renée dormiram? – perguntei.

–Quase uma hora, dormiram logo depois que a Bella os deixou aqui.

Assenti.

–Vou levá-los para casa antes que passe do horário deles comerem, senão a Bella me mata. Hoje ela fará plantão, então será tudo comigo. – disse.

Berta riu.

–O super Pai.

Comecei a rir.

–Eu vou arrumá-los no carro. – disse.

–Está bem.

Peguei Anthony no colo e desci com ele, fui para o meu carro e o arrumei na cadeirinha, antes de voltar, coloquei o carro para dentro da garagem e tranquei o portão, era mais seguro. Voltei para o quarto e peguei a Megan, fui para o carro com ela e a coloquei na cadeirinha, nenhum dos dois acordou, voltei mais uma vez para o quarto para pegar os gêmeos.

–Meninos, vamos. – disse.

–Tchau, Berta. – eles disseram.

–Tchau, queridos.

Dei um beijo na testa Aurora e Ted, que ainda dormiam e outro na Olívia, que já dormia nos braços de Berta, depois dei um beijo na bochecha de Berta.

–Tchau, Berta. Boa noite. – disse.

–Tchau, boa noite. – disse Berta.

Peguei as bolsas das crianças e descemos, fomos até a sala de estar, onde estava minha mãe, e os meninos deram um beijo na bochecha dela.

–Tchau, vovó. – disseram.

–Tchau, meus queridos. Venham aqui me dar um beijo.

Eles deram um beijo na bochecha dela.

–Mandem um beijo para a mamãe.

Eles assentiram.

Fui até minha mãe e dei um beijo em sua bochecha.

–Tchau mãe, dê lembranças ao papai por mim. – pedi.

–Tchau, querido. Pode deixar, dirija com cuidado, ok?

–Ok.

Fui para a garagem e abri a porta do carro para os meninos, eles entraram e eu fechei a porta, coloquei as bolsas deles no porta malas e entrei no carro, abri o portão, liguei o carro e saí, dirigi direto para casa.

Chegamos em casa e Megan e Ethan abriram a porta e correram para dentro de casa, saí do carro e peguei Renée no colo, entrei em casa com elas. Os meninos já estavam no sofá, assistindo desenho.

–Hei, os dois. Vão tomar banho para jantarmos.

–Ai papai, não pode ser depois? – Megan perguntou.

Neguei.

–Não, por que depois vocês não vão ter pique. Andem, vão logo.

Os dois se levantaram e subiram para seus quartos para tomarem banho. Subi também e fui para o quarto de Renée e a coloquei em seu berço, desci e voltei para o quarto para pegar Anthony, que também ainda dormia, peguei-o e o levei para o seu berço também, depois guardei as bolsas deles que estavam no porta malas, aproveitei para tomar banho também, e depois servir o jantar.

Estava arrumando a mesa do jantar, quando Megan e Ethan correram para a sala de jantar.

–Hei! Não corram!

–Papai, depois do jantar, podemos assistir um filme? – Ethan perguntou.

–Claro, contanto que não passe do horário de dormir. – respondi.

–Isso! Podemos assistir um filme de terror. – Megan disser.

–De jeito nenhum! Se vocês assistirem a algum filme de terror no meio da noite, vocês não irão dormir. Escolham outra coisa para assistirem. – disse.

Megan lamentou.

Terminei de arrumar a mesa.

–Sentem-se. – disse e os dois se sentaram, servi o jantar para eles e comemos juntos.

Enquanto comíamos, os meninos falavam como havia sido o dia deles.

–Então, eu decidi que para que eu fique melhor no teatro, eu deveria fazer umas aulas. – disse Megan.

Assenti.

–Sei, então você quer fazer teatro? – perguntei.

Megan assentiu com a cabeça.

–Sim! Teria algum problema? – Megan perguntou.

Sorri.

–Claro que não, meu amor. Nenhum problema, eu acho ótimo que vocês façam atividades extracurriculares. – disse.

Ethan já fazia futebol e natação, Megan por enquanto fazia somente balé.

–Então eu posso fazer? – Megan jáestava toda animada.

Sorri.

–Claro, falarei com a sua mãe e ela irá te matricular em uma escola de teatro, ok?

–Isso!

Comecei a rir.

Eles terminaram de comer e foram assistir TV, limpei a cozinha e coloquei Renée e Anthony para dormir, somente depois que eles dormiram, que me juntei aos mais velhos. Ethan e Megan haviam escolhido uma animação para assistirem, e assistiram até pegarem no sono, quando isso aconteceu, coloquei cada um deles em sua cama e depois fui dar uma olhada em Renée e Anthony, que ainda dormiam tranquilamente. Desliguei as luzes da casa, liguei o alarme e fui dormir.


No dia seguinte…


Acordei cedo e me arrumei, fiz o café da manhã das crianças e fiz as mamadeiras de Anthony e Renée. Subi e fui acordar Ethan e Megan. Enquanto eles se arrumavam, eu fui dar a mamadeira dos mais novos, que já estavam acordados, arrumei os dois, a bolsa deles e desci com eles, coloquei-os na cadeirinha e arrumei a mesa do café, quando os meninos desceram, tomei café com eles.

–A mamãe vai chegar que horas? – Megan perguntou.

–Quando chegarem em casa, ela já estará aqui. – respondi.

Eles assentiram.

Terminamos de tomar o café, enquanto Megan e Ethan escovavam os dentes, eu tirei a mesa, lavei a louça e arrumei os meninos no carro, guardei suas bolsas no porta-malas e fiquei esperando pelas crianças, eles entraram no carro e eu fechei a casa, entrei no carro, e saí da garagem, dirigi para a creche de Renée e Thony, deixei os dois e depois fui para a escola de Megan e Ethan, parei o carro em frente a escola.

–Boa aula, crianças. – disse.

Eles me deram um beijo na bochecha.

–Tchau, papai.

–Tchau.

Os dois saíram do carro e entraram na escola; assim que eles entraram na escola, fui direto para o hospital, agora eu trabalharia somente amanhã a noite e Bella trabalharia amanhã durante o dia, então hoje, teríamos o dia livre para nós dois aproveitarmos. Parei em frente ao hospital e mandei uma mensagem para ela.

Para: Gatinha

Bom dia, meu amor.

Estou te aguardando em frente ao hospital.

E.C

Ela respondeu.

Para: Gatinho

Bom dia, gatinho.

Já estou saindo.

B.C

Fiquei esperando por ela, e logo ela passou palas portas de saída do hospital, atravessou a rua e entrou no carro.

–Bom dia, querido. – ela me deu um selinho.

–Bom dia, amor.

Liguei o carro para casa.

–Já deixou as crianças na escola? – perguntou.

Assenti.

–Sim. E como estamos com a tarde livre, pensei em fazermos algo, claro, depois que você dormir um pouco. – disse.

Ela sorriu.

–Gostei da ideia de passarmos a tarde juntos, mas, estou bem, não pretendo dormir. – ela disse.

–Bella, você passou a noite em claro trabalhando.

–Eu já estou acostumada. – ela disse.

–Durma por pelo menos umas duas horas, ai eu organizo algo para fazermos. – disse.

–Você não vai desistir, não é mesmo?

Neguei.

–De jeito nenhum.

Ela riu.

–Tudo bem, eu vou dormir um pouco, mas primeiro preciso tomar um café da manhã decente. – disse.

Assenti.

–Pode deixar.

Chegamos em casa e preparei um café para Bella, com ovos, bacon, café com leite, uma fruta e suco. Depois que ela terminou seu café, subiu para tomar um banho e deitar um pouco. Lavei a louça e organizei algumas coisas em casa, antes que Bella acordasse.

(…)

Tomei um banho enquanto Bella dormia, e me arrumei. Ela dormiu exatamente por duas horas, acordou na hora do almoço, eu estava terminando de me arrumar, quando ela entrou no closet.

–Hum, tá cheiroso. – ela me deu um beijo no pescoço. – Vai sair?

–Nós iremos. – respondi.

Ela assentiu.

–E para onde iremos? – perguntou.

–Almoçaremos no shopping, pegaremos um cineminha. E na volta para casa, daremos umazinha antes das crianças chegarem. – respondi, sorrindo.

Ela se virou em minha direção e me encarou.

–Bem discreto, né?

Comecei a rir.

–Eu tento.

Ela riu.

–Está bem. Eu vou me arrumar. Pode esperar um pouco?

Assenti com a cabeça.

–Espero o tempo que for. – respondi.

Bella entrou no banheiro e eu terminei de me arrumar. Saí do quarto e desci. Fiquei aguardando-a na sala de estar, cerca de uns 20 minutos depois, ela apareceu, vestindo uma calça jeans escura, uma blusinha de alças finas no ombro e um pouco decotada e o cabelo solto, seu rosto estava natural, ela estava maravilhosa.

–E ai? Estou muito desleixada e simples? – perguntou.

Sorri.

–Você sempre está linda. E não precisa de muita produção, faremos um programa simples, apenas para passarmos um tempo juntos. E quando voltarmos para casa, você não vai precisar dessa roupa mesmo.

–Edward!

Comecei a rir.

–Vamos lá.

Fomos para o carro e eu dirigi direto para o shopping.

Chegamos ao shopping e fomos para a praça de alimentação almoçar, comemos juntos e depois fomos para o cinema, escolhemos uma comédia romântica, entramos na sala de cinema e nos aconchegamos para assistir ao filme.

***

Saímos do cinema. O passeio todo havia sido maravilhoso e ambos gostamos muito. Bella resolveu comprar algumas coisas para nós e as crianças, então ainda ficamos mais uma hora no shopping antes de irmos para casa.

Saímos do carro na garagem de casa, e Bella suspirou.

–O passeio foi maravilhoso. – ela comentou e eu sorri.

–Fico feliz que você tenha gostado. – disse. – Podemos fazer mais vezes.

Ela assentiu.

–Sim, come certeza. – ela se aproximou e me deu um selinho. – Pode levar as compras para dentro? Eu vou preparar a banheira para tomarmos banho.

Assenti.

–Claro.

Ela me deu outro selinho e entrou. Peguei as compras e levei para dentro, deixei as sacolas no sofá e subi para o quarto. Sentei-me na cama e coloquei no criado mudo minhas chaves, celular e carteira. Fui para o banheiro e Bella enchia a banheira, colocando juntos sais e óleos de banho, que formavam uma espuma.

–Já está tudo pronto? – perguntei e ela se virou para mim.

–Sim.

Bella e eu tiramos a roupa e entramos na banheira, que de inicio era só um banho e depois foram se apimentando as coisas.


Isabella Marie Swan Cullen


Edward havia ido buscar as crianças, e eu começava os preparativos para o jantar, como eu havia optado por fazer um assado e uma sobremesa, demandava um tempo maior de preparo. Então, eu tinha um tempo de preparo. Edward chegou com as crianças, Megan e Ethan agitados como sempre, Anthony estava sonolento e Renée estava dormindo no colo de Edward.

­­–Oi, mamãe. – disse Ethan e Megan e vieram me dar um beijo na bochecha.

–Oi, meus amores. Como foi o dia de vocês? – perguntei.

Eles começaram a falar sobre a escola e suas aventuras na casa da vovó, por que Esme os deixava fazerem de tudo. Casa de avó era assim, os netos podiam fazer de tudo.

–Vão tomar um banho.

–Podemos assistir TV depois do banho? – Ethan perguntou.

–Podem até a hora do jantar. – respondi.

Os dois subiram para tomar banho. Fui até Edward e peguei Anthony no colo, beijei sua bochecha.

–E você, meu amor? Vamos tomar um banho e dormir um pouco? – ele deitou a cabeça em meu ombro. – Coloca ela na cama?

Edward assentiu.

–Pode deixar.

Nós dois subimos com os mais novos e Edward foi colocar Renée na cama e eu fui para o banheiro dar um banho em Anthony. O banho teve que ser rápido, pois, ele estava cochilando. Depois do banho, coloquei um pijama confortável nele e o coloquei em seu berço, ele logo dormiu. Liguei a babá eletrônica e saí do quarto, desci e voltei para a cozinha. Enquanto o assado estava no forno, concentrei-me na sobremesa.

Edward apareceu na cozinha.

–Posso te ajudar? – perguntou.

Sorri para ele.

–Está tudo sob controle por aqui. Mas, se quiser dar uma mãozinha para eu ter a sua companhia, seria ótimo. – respondi.

Ele riu e se aproximou de mim.

–Eu te entendo. – ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço. – Passamos a tarde inteira juntos hoje e eu ainda quero mais.

Comecei a rir.

–Comporte-se, por que agora os nossos filhos estão em casa. – pedi.

Ele riu e me soltou.

–Precisa de ajuda com o que? – perguntou.

–Fique de olho no forno, estou preparando um assado. – disse.

–Hum, e já está cheirando. — ele disse.

–Eh, só que ainda não ficou pronto. Enquanto isso, pode cortar os morangos para a sobremesa? – pedi.

Ele assentiu.

–Claro.

Assim, com a ajuda de Edward, terminamos de preparar o jantar, juntos. Ele nunca foi de cozinhar, quando eu o conheci, ele nem sabia cozinhar e vivia comprando comida ou comendo no hospital mesmo, aos finais de semana, ele passava na casa dos pais, o que facilitava sua vida. Quando nos casamos, ele sempre me dava uma mão na cozinha e começou a aprender a cozinhar o básico, hoje em dia ele já até se virava, por que quando eu não estava por aqui, ele quem cuidava e cozinhava para os nossos filhos.

O assado ficou pronto e Edward tirou do forno enquanto eu terminava a sobremesa, depois de pronto, colocamos a mesa e chamamos as crianças para o jantar. Comemos como sempre conversando e escutando as histórias das crianças.

–Papai, onde passaremos seu aniversário esse ano? – Megan perguntou.

Edward fez uma careta.

–Eu não estou muito a fim de comemorar esse ano, querida. – revelou.

–Ah, mas nós comemoramos todoano, temos que comemorar, papai. – Megan choramingou.

–Eu sei, mas…

–Preparamos uma surpresa, não podemos voltar atrás. – disse Ethan.

Edward não se importava muito com aniversários, ele até comemorava, mas não era a prioridade para ele, para ele a prioridade sempre foi o aniversário das pessoas envolta dele, e agora que ele perdeu o Simba, eu entendia ele não querer comemorar.

–E o que é? – perguntou.

–Deixa de ser surpresa se contarmos. – disse Megan e Edward riu, em seguida ele me olhou.

–Você sabe o que é? – perguntou.

Assenti.

–Claro, fui eu que paguei. – respondi, enquanto mastigava minha comida.

Ele respirou fundo.

–Não acredito que gastaram dinheiro comigo. – reclamou.

–Edward. – chamei a sua atenção, ele me olhou e depois olhou para as crianças, entendendo o que eu queria dizer.

–Tá, tudo bem. – ele sorriu para eles. – Acho… que podemos dar uma festa para nossa família aqui em casa. – Ele me olhou. – O que acha? Pode organizar?

Sorri.

–Mas é claro. – respondi. – É só me dizer quem você quer que eu convide.

Ele assentiu.

–Claro, depois eu faço uma lista para você. – ele olhou para as crianças. – Gostaram da ideia?

–Sim!

–Ótimo! Agora, por favor, não gastem com mais presentes. – ele pediu.

–Não podemos nem comprar uma roupa nova para a festa? – Megan perguntou.

–Claro que podem. A mamãe levará vocês, ok?

Os dois assentiram.

O assunto mudou para as atividades das crianças, Ethan contava ao Edward sobre suas aulas de futebol, Megan me falava sobre seu interesse no balé e em outras danças.

–Eu não vejo problema nenhum, querida. Eu te matriculo nas aulas que você quiser. É até bom. Quando eu tinha a sua idade, eu também fazia balé, e é muito bom para o corpo. – disse.

–Eh, a mamãe tem uma flexibilidade incrível. – Edward me olhou e piscou para mim, eu revirei os olhos.

–Eu vou precisar de roupas para isso. – disse Megan.

–Iremos ver quando formos comprar roupas para a festa do papai. – disse.

Edward e eu também combinamos com eles de que iriamos passar o final de semana na casa de Esme e Carlisle, como nos velhos tempos, estávamos começando a pegar essa rotina novamente, e Esme adorava isso, pois, ela e Carlisle gostavam da casa cheia dos netos.

Depois de terminamos o jantar, fomos para a parte que as crianças mais gostavam, a sobremesa, fiz um doce de morango que eles amavam, eles comeram e depois foram assistir um pouco de TV, enquanto Edward e eu tirávamos a mesa do jantar e lavávamos a louça.

–Eu tenho duas ideias em mente para depois de colocarmos as crianças para dormir. Ou, ficamos assistindo um filme até dormirmos ou… vamos para o quarto mais cedo para brincarmos.

Comecei a rir.

–Nós dois trabalhamos amanhã, Edward. Não podemos ficar muito tempo acordados. – lembrei a ele.

–É por isso que eu estou falando para irmos para o quarto mais cedo. – ele disse.

O encarei.

–Você me pediu para fazer uma escolha. Mas, parece que já decidiu.

Ele sorriu.

–Eu passando tempo com você, já é ótimo.

Sorri.

–Tá, então você termina a louça e eu coloco as crianças para dormir, ok? Não se esqueça de fechar tudo e ligar o alarme. – sequei minhas mãos e coloquei o pano de prato em seu ombro.

–Pode deixar.

Saí da cozinha e fui para a sala de estar, onde as crianças estavam assistindo TV.

–Tá legal, meninos. Vamos lá. – desliguei a TV e subi com as crianças para o quarto.

Coloquei cada um na cama, Ethan e Megan dormiram rapidamente, eles já estavam cansados. Thony e Renée demoraram um tempo maior para dormirem, uma hora e meia depois, todos já estavam dormindo. Fui para o meu quarto e Edward ainda não havia subido, me arrumei para a noite. Edward veio para o quarto e eu estava vestindo um robe.

–Olá. – ele disse.

Sorri.

–Oi, meu amor. – aproximei-me dele. – Quer aproveitar um tempo comigo?

Ele sorriu.

–Todo o tempo do mundo.

Ele desamarrou meu robe e o deslizou pelos meus ombros, fazendo-o cair no chão aos meus pés, deixando-me somente com uma lingerie preta. Ele me levou para cama, e demos inicio a nossa noite de amor.