Notas iniciais
Oii, pessoal! Estou tão feliz!!! Finalmente a parte 2 está aqui!
Escrevi com todo o meu carinho e realmente espero que gostem!
BOA LEITURA =)

Trilha da Morte, Brookhaven, Geórgia, EUA

Inverno, quatro meses antes...


Evan apertou a mão de Enid na sua, a beijou brevemente e depois de afastou. Ele correu numa velocidade sobrenatural, e em poucos segundos ele parecia apenas um borrão.

Enid inspirou e respirou fundo e correu para o outro lado. Seu coração batia tão rápido que ela achou que seu peito ia explodir. As pernas estavam doendo, ela estava cansada, mas precisava fugir.

O que a fazia suportar era o motivo pelo qual ela estava correndo para longe naquela noite escura e fria de inverno. A chave precisava ficar segura, longe daqueles loucos doentios que queriam libertar Lúcifer.

Enid saiu da estrada e entrou na floresta. Não conseguia ver nada, mas a adrenalina era tanta que os outros sentidos estavam bem apurados. Desviou das árvores sem diminuir a velocidade, escorregou e caiu algumas vezes, deixando sua calça suja e molhada, mas não era com isso que ela se preocupava.

Evan era forte, imortal, mas eles podiam feri-lo. E ela nem queria imaginar isso. Só de pensar seu coração pulsou devagar e lágrimas umideceram seus olhos. Ela piscou para afastá-las e continuou correndo.

E aí ela sentiu. Era ele. Um deles. Estava perto, arrastando-se entre as árvores como um verme, muito perto dela. Enid sentiu a respiração falhando. Pontos brancos surgiram a sua visão e ela percebeu que estava a beira de uma crise de pânico. Mas ela não podia parar de correr.

"Eu vejo você", uma voz sussurrou na cabeça de Enid. "Estou perto, posso te ver".

Enid tapou os ouvidos disposta a ignorar aquilo e continuar correndo. O ritmo estava bem mais lento e ela mal sentia os pés tocarem no chão. Os pontos brancos piscaram na escuridão e ela sentiu que ia desmaiar.

"Pare. Olhe para mim. Estou do seu lado". Enid gritou e fechou os olhos com força. Ela caiu no chão e se encolheu, virando uma bola trêmula jogada na grama congelada. Ela apertou as mãos na orelha, temendo ouvir aquela voz perversa de novo. Se balançou ritmicamente, para frente e para trás, para frente e para trás, e cantarolou uma musiquinha de ninar. Aquele era o método que ela inventou para tentar se acalmar desde que os pesadelos chegaram. O pânico corroí­a suas veias.

Enid sentiu um toque leve e delicado em seu braço e se encolheu ainda mais.

"Posso fazer isso parar", sussurrou a voz na mente dela.

– O que você quer?! — Enid gritou, apavorada.

Ele sussurrou um "shhh" leve que mais parecia um assovio. "Você sabe o que eu quero. O que nós queremos". A voz se tornou calma demais, quase hipnótica. Enid sentiu mais um toque no seu pulso, e sentiu seu coração se apertar. Ele parecia não pulsar mais o sangue e o desespero era tanto que ela mal conseguiu se mexer.

A voz era tão doce que parecia som de harpas, e quando ele falou Enid sentiu seu corpo leve.

"Eu quero a chave".

Notas finais
Comentários, por favooor!
O que acharam do prólogo?