Eternally Hunted

12 11 - Ameaças não, promessas


Notas iniciais
Hey beautiful people! Demorei pra postar porque, como expliquei, não tô conseguindo e tô enviando por email para uma amiga postar :/
Boa leitura!!

Enid precisou de alguns minutos para pensar. E então, depois de
perceber que não havia como reagir, apenas disse:
- Nossa...
Evan balançou a cabeça, concordando em silêncio. Ele realmente parecia
abalado, preocupado. Não era para menos porque pelo que ele acabara de
contar a Enid, sua melhor amiga estava ferrada.
- Bruxa? Nephilim? Maxine?
- Sim. É tudo muito confuso. — Evan passou a mão pelo cabelo, que
estava muito bagunçado. — Ainda não consigo acreditar.
- Nem eu.
Ficaram em silêncio por um minuto. Então a enfermeira, Ann Smith,
entrou no leito de onde Enid se despedia com um papel na mão.
- Sua alta. Pode ir para casa, srta. Arrow. Sua mãe e o pequeno Karl
também vão, estão te esperando.
Enid estava animada. Estava voltando para casa, para seu lar com sua
família... Bem, pelo menos parte dela.
- Lion... Ele está bem? — ela perguntou a Ann.
- Está instável. Os médicos disseram que ele já está voltando a
consciência pouco a pouco. Não se preocupe.
Enid olhou em volta. Dois dias inteiros ali dentro, não foi terrível
mas também não foi bom. E finalmente estava se despedindo.
- Posso vê-lo?
Ann hesitou, dando o papel de alta à Enid. Depois sorriu.
- Claro. Ele vai adorar. Vai dar forças a ele.
Evan desceu com as coisas de Enid, levou para o carro, enquanto isso
ela foi guiada por Ann até o quarto onde Lion estava.
- Vou deixá-la sozinha com ele. — Ann disse e afagou o ombro dela
levemente. — Ele vai gostar de ouvi-la.
Enid entrou no quarto. Era todo branco, com a cama e os lençóis azuis.
Lion estava na cama, deitado e com os olhos fechados. Havia tubos em
várias partes visíveis do corpo, um o ajudava a respirar, outra levava
soro à sua veia. Ele estava pálido, tão branco quanto as paredes, o
cabelo loiro despenteado e sem brilho. Não era o mesmo Lion músico que
era apaixonado por sua mãe. Pelo menos não parecia ser.
Cautelosamente Enid sentou na cadeira ao lado da cama e segurou sua mão.
- Oi — disse, primeiramente. — Olá, Lion. Como está se sentindo?
Ela estava um pouco tímida. Quantas milhares de vezes ela já havia
conversado com ele, mas em nenhuma ele estava em coma. Ele ouvia e
respondia com palavras ou gestos. Mas, naquela vez, sua resposta foi
um "bip" da máquina de frequência cardíaca.
- Espero que isso seja "bem". — Ela sorriu. — Estou preocupada com
você. Ann, a enfermeira mais legal do mundo, me disse que você está
instável. Mas instável não é bem, e eu preciso que você fique bem
logo.
Ela apertou um pouco a mão dele, dando forças.
- Sabe, vai ser estranho ficar em casa apenas com mamãe e Karl. Você
sabe como ela é, histérica. Sem você vai ser difícil. Você sabe como
controlá-la. Então... Acorde logo. Volte para casa. — As lágrimas
escorreram de seus olhos. — Reaja, Lion. Precisamos de você. Eu
preciso de você.
Ficou alguns minutos ali, observando-o imóvel. Viu as gotas de soro
pingar, ouvir sua frequência cardíaca e sentiu que ele estava bem. Só
estava dormindo.
- Preciso ir, Lion. Estou voltando para casa. Então fique bem logo
para você voltar também. — Se afastou dele, relutante e antes de sair
jogou um beijo no ar. — Eu te amo, Lion. Estou esperando por você.

Estar em casa era diferente. Enid não se sentia incomodada, mas também
não estava confortável.
A sala estava do mesmo jeito que ela se lembrava. Os brinquedos de
Karl ainda estavam dentro do chiqueirinho. Se não fosse pelo cheiro
nauseante de queimado, ela poderia dizer que estava tudo normal, que
nada tinha acontecido.
- Evan, querido, ponha as malas aqui mesmo. Eu arrumo tudo lá em cima
- disse Rosana, despertando a filha do transe. — Muito obrigada.
- De nada, Rosie. — Evan deixou as malas ao lado do sofá. Se aproximou
de Enid e pôs o braço em volta de seus ombros.
- Evan... — ela sussurrou, aproximando seus lábios dos dele. — Não me
deixa sozinha agora não. Vamos comigo até lá em cima.
Rosana observou a cena, desconfiada. Ela entendia que a filha estava
abalada, que o que ocorreu foi traumático, mas ela sabia que havia
algo errado.
- Tudo bem, eu vou. — Evan pegou a mochila dela e eles subiram em silêncio.
O cheiro de queimado ficou mais intenso quando eles chegaram no
segundo andar. Enid se encolheu e reprimiu as lágrimas.
De repente Evan ficou tenso. As pupilas estavam dilatadas, os olhos
fixos na porta do quarto de Enid. Seus músculos estavam rígidos e ele
não movia nenhum deles.
- O que foi? — Enid sussurrou. O pânico já estava a dominando.
- Shhh.
Evan continuou na mesma posição, mas agora sua mão apertava com força
a cintura de Enid, pronto para lançá-la para longe caso algo
acontecesse.
- Não saia daqui. Qualquer coisa, corra. — Evan avisou em sussurros.
Enid soluçou e o soltou. Evan deu dois passos na direção da porta. O
silêncio era tão sepulcral que os seus passos pareceram extremamente
pesados no piso de madeira.
- Cuidado... — Enid sussurrou.
Evan levantou uma mão, a pedindo para se calar. E pôs essa mesma mão
na maçaneta.
Enid reprimiu um gemido de desespero e se encolheu. E então, de uma
vez só, Evan abriu a porta.
Ele ficou em posição de ataque, aguardando, mas nada aconteceu. Suas
narinas inflaram e ele inspirou o ar do quarto.
- Ele esteve aqui. Um deles. Ou os dois.
Enid correu para dentro do quarto, puxando Evan para dentro e trancou
a porta. Se jogou na cama, trêmula, enquanto Evan olhava pela janela.
- Hum, não. Não estão mais.
Ele se juntou a Enid, na cama, e beijou seu ombro.
- Está tudo bem, amor. Eles não voltarão. Viram que você não está com
a chave, não têm mais o que fazer aqui.
- Isso é pior. Evan, eles vão descobrir que está com você. Isso é mil
vezes pior...
- Não, não é. — Ele a aproximou, colocando-a em seu colo. — Eu posso
lutar contra eles. Você não.
Enid deu uma risada sarcástica, e o fitou nos olhos.
- Você realmente acha que me tranquiliza dizendo isso. Só de pensar em
você lutando com aquelas criaturas diabólicas eu...
- Shhh. — Evan calou a boca dela com um beijo.
Enid relaxou nos braços dele e se deixou levar pelos lábios dele, pela
delicadeza de seu toque, pelos arrepios que suas mãos rápidas
faziam-na sentir quando levantava sua blusa.
Enid já estava no colo dele, acabando de tirar a blusa enquanto ele
assistia com desejo nos olhos, mordendo o lábios inferior com força.
Enid se abaixou para beijá-lo e tirar a blusa dele, mas Evan a manteve
no mesmo lugar e continuou fitando-a cheio de volúpia.
- Essa é a visão mais excitante que eu já vi — ele falou baixo com a voz rouca.
Enid olhou para si própria pelo espelho do armário. O que ela via? Uma
menina ruiva descabelada, apenas de sutiã e short jeans com as pernas
envolta de um garoto extremamente sexy que a observava mordendo os
lábios.
- Isso é sério? — ela perguntou, fazendo uma careta.
- Claro que é. — Num movimento rápido, Evan inverteu as posições,
fazendo Enid cair na cama e ficando por cima dela. Tirou a blusa
rapidamente e olhou para Enid, a instigando com um olhar travesso.
Ela riu de leve, como um ronronar.
- Isso sim é uma visão excitante — disse, medindo-o com os olhos.
Evan riu e olhou para o espelho também. Avaliou a imagem por uns
segundos e balançou a cabeça, assentindo.
- É, nisso eu tenho que concordar — falou e continuou de onde parou.

Enid acordou sentindo um toque frio e desconfortável no pescoço. Abriu
os olhos lentamente esperando que fosse Evan. O quarto estava escuro,
a luz apagada e uma coberta estava sobre ela.
Não estava tão tarde. Ela ainda não havia jantado. Lembrava-se de Evan
indo embora, porque Vine havia ligado para ele, e então ela ficou na
cama e dormiu.
Seus olhos se ajustaram a escuridão e ela viu uma silhueta masculina
sentada na poltrona preta ao lado da janela. Mas o toque frio
continuou, e ela despertou rapidamente, acendendo a luz do abajur.
O susto foi tão grande que ela nem conseguiu gritar. O grito ficou
entalado em sua garganta, a sufocando.
- Olá. — Aquela voz maldita disse, e seus lábios pálidos sorriram. -
Sinto muito pela inconveniência. — Gesticulou para trás, onde estava a
outra coisa transparente. — Esse é meu irmão, Saab.
- Olá. Como meu irmão disse, você é realmente uma bela humana.
Saab e Caius. Baas e Suiac. Enid nunca vida gêmeos tão idênticos.
Ultrapassavam os limites da genética, da ciência, do sobrenatural. Ela
absurdamente idênticos.
- Como fora sua estadia no hospital?
Enid abriu a boca, mas ao invés de palavras, o ar dos seus pulmões
saiu ruidosamente. Saab continuou onde estava, a fitando com seus
olhos invisíveis.
- Está tudo bem, já lhe.disse que não vou feri-la, oh bela humana.
Quero apenas conversar.
- Queremos falar com a senhorita. — Saab falou, mas seus lábios mal se
mexiam. Até a voz deles eram iguais, mas Saab falava com menos
delicadeza e mais lentamente.
- Por favor, acalme-se. — Caius se aproximou. — Podemos conversar aqui
mesmo, ou podemos ir para um lugar mais reservado. Sua escolha.
Ela escolheria que eles a deixassem e paz. Mas não ousava abrir a boca
para dizer isso. Nunca. Não sabia do que eles eram capazes. E sua mãe
estava ali, assim como Karl.

- Vamos apenas conversar. — Saab falou e Enid se perguntou de onde sua voz saía.
- Por favor, não recuse. — Caius insistiu.
Ela se remexeu na cama, apavorada. Se fosse com eles não sabia se
voltaria viva, se não fosse poderia morrer ali mesmo.
- D-do que se trata? — ela balbuciou.
- Temos assuntos pendentes. Vamos conversar. Onde prefere?
Aqui não, ela pensou. Karl estava no quarto ao lado e sua mãe na
cozinha, preparando o jantar.
- Aqui não.
- Ótimo. Onde prefere, então? — Caius perguntou um pouco de animação.
- Não sei, em qualquer lugar longe daqui. Quero que eles fiquem
seguros. — A voz dela vacilou.
- Eles quem? Sua família? — Saab perguntou e se levantou, deixando a
luz do abajur o iluminar. — Não queremos nada com ele. O que aconteceu
ao homem foi apenas um aviso. Não queremos machucar ninguém. Queremos
apenas a chave.
Ok, agora ela estava impressionada. Vê-los assim, um do lado do outro
ela como ver um espelho. Repetiam os mesmos gestos, estavam na mesma
posição, piscavam os vazios em seus olhos ao mesmo tempo. Gêmeos
extremamente idênticos.
- Ok — ela apenas disse. — Esperem um pouco, não posso ir agora. Minha
mãe não pode saber.
- Concordamos — disseram em uníssono. Depois apenas Caius disse: -
Esperamos por você na Trilha da Morte, às 3h em ponto.
- Da manhã? — Enid se exaltou.
- Sim. Esse é um horário sagrado. Não se atrase ou viremos te buscar.
- Saab avisou daquele jeito estranho, sem mexer os lábios.
Eles viraram para a janela ao mesmo tempo, mas Caius virou-se para
trás um segundo depois. Olhou para Enid e seus olhos vazios pareciam
perfurar o interior da sua alma.
- E mais uma coisa. Vá sozinha. — Avisou.
Depois os dois olharam para o jardim e saltaram pela janela. Enid, sem
conter a curiosidade, o espanto e a admiração, correu para a janela
para ver. E os viu caindo, completamente eretos. Os dois puseram o pé
no chão ao mesmo tempo e caminharam para dentro do jardim, sumindo na
escuridão.
- Querida...
Enid tomou um susto tão grande que chegou a gritar. Sua mãe também
ficou espantada e levou as mãos ao coração.
- Enid, por Deus, o que houve?! — perguntou, se abanando.
Enid olhou para sua mãe. Era apenas sua mãe.
- Você... Você precisava chegar tão sorrateiramente??? — ela disse
rapidamente. — Deus, que susto!
- Você não estava dormindo? — Rosana perguntou.
- Sim, estava. Acordei há uns cinco minutos.
- Te chamei para jantar, querida. Vamos.
Enid, relutante, seguiu a mãe.
Mal comeu duas garfadas da incrível macarronada de Rosana Arrow.
Estava nervosa, não sabia o que esperar daqueles dois. Não sabia os
planos dele, não sabia se ian matá-la se ela não falasse o que eles
queriam.
Mas era melhor morrer enfrentando do que morrer sendo covarde.

Notas finais
E aí, quero saber a opinião de vocês. Comentários, por favor de todos. Só recebi dois comentários no capítulo anterior de duas leitoras fiéis e espero que dessa vez todos comentam u.u
Beijosss e nos vemos no próximo capítulo ^^