Eternal Mahou
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Poucos dias se passaram, mas a tensão não diminuía, com todos treinando duramente. Estava em mais uma das minhas aulas de reforço, que agora seriam práticas, quando Amadeus disse: “Olha, ser um Dragon Slayer não é fácil e dominar essa magia é demorado, eu sei bem quanto demora...”. Ao ouvir aquilo, gritei: “Eeeh?! Você é um Dragon Slayer também?”, e calmamente respondeu: “Sim, um Dragon Slayer de Metal. Você já deve ter ouvido do meu irmão de criação mais velho – encrenqueiro -, Gajell.”. Fiquei aturdido ao ouvir aquilo. Meu professor também é um Dragon Slayer e... também foi criado por um dragão!
Comecei a perguntar muitas coisas sobre o dragão que o criou e se sabia sobre o meu. Mas, com muita tristeza, me contou que os dragões nunca mais foram vistos desde sete anos atrás. Fiquei muito chateado com a notícia, mas treinei mais duro do que nunca para orgulhar o dragão que me criou, onde quer que ele esteja. Amadeus me ensinou técnicas novas, como o Punho do Dragão, no meu caso, de Fogo e o Rugido do Dragão (lançar chamas pela boca). Ele me contou também que é possível comer aquilo que domina; portanto, se eu domino o fogo, eu posso comê-lo!
Fui com Romeo e Qui-Gon treinar, já que a tensão no colégio estava altíssima. Nós socávamos as árvores e víamos quem conseguiria deixá-las mais gastas. É claro que eu fui o pior, chegando até a me machucar. Eu sou fraco e eles são fortes; logo, seria aniquilado se houvesse uma luta de verdade. Após saírem, fui treinar mais, pois precisava, e muito. Treinei a noite toda, sem me preocupar com a dor, pois estava determinado.
Na outra manhã, Romeo veio correndo me procurar e me encontrou dormindo abraçado à árvore. Ele me acordou, com uma cara de desespero, mas logo se acalmou ao ver que estava bem – além disso, ele viu a árvore que soquei durante noite toda, que estava extremamente gasta, e sorriu para mim como sinal de aprovação. Mas logo seu sorriso sumiu, e passou a ter uma expressão séria, e disse: “Não faça mais isso. Sério... Está proibido andar sozinho na escola.”. Sem entender, perguntei: “Por quê? Isso não faz sentido. O que aconteceu?”, e em seguida, respondeu: “Dois alunos sumiram ontem à noite enquanto conversavam no pátio, por isso, não podemos ficar sozinhos, além de que agora temos um toque de recolher às 9 horas.”.
Ainda aturdido com o que Romeo me dissera, fomos andando e fiquei sabendo dos detalhes da situação: Não tínhamos que simplesmente andar em grupos, mas em grupos pré-determinados. Enquanto era informado, ouvimos a voz de Mephisto no alto-falante: "Pedimos para que todos os alunos estejam no estádio daqui 5 minutos. Vamos definir os grupos.". Seguimos de imediato em direção ao campo, e encontramos lá alunos e mais alunos tentando encontrar um lugar para sentar. Nessa história de ver o movimento, acabamos ficando em pé.
O diretor começou a falar depois que todos se organizaram: "O esquema é esse: Ninguém pode ficar sozinho em nenhum momento e só pode andar nos pátios no grupos que aqui serão formados, de acordo com um critério básico: equilíbrio. Nós vamos colocar alunos de vários níveis em uma só equipe para que todos consigam defender uns aos outros. Haverão os líderes e sub-líderes para manter a ordem. Os líderes serão: Yurippe, Amadeus, Ashe e Lion. Eles têm uma lista das pessoas de seus grupos e estão esperando na sala de Ocultismo. Vão até lá e procurem seus nomes nas listas.".
Íamos para a sala quando encontramos Qui-Gon, e fomos juntos procurar nossos líderes. Ficamos meio sufocados com tanta gente naquele lugar, até que conseguimos encontrar nossas equipes, mas, infelizmente, ficamos em grupos diferentes: Eu fiquei na equipe da Yurippe, que já começou o dia brigando comigo por ter demorado tanto para aparecer — fui o último.
Fale com o autor