Notas iniciais
Gente preciso de comentários :c ninguem comenta assim não sei se gostaram :c espero que nesse tenha comentários

Acordei com os raios de sol em meu rosto, sentei na cama e percebi um bilhete em cima da estante que dizia:

‘’Por sua culpa e pela nossa discussão de ontem eu não te acordei para ir na escola, espero que tenha ficado satisfeita e só para avisar a vovó foi na casa de uma sobrinha e então você terá que ir a pé querida! Um beijo de sua irmão Maria Eduarda’’

‘’Mas aquela menina me paga’’ eu pensei amaçando o papel e o jogando com a maior força possível no chão. Abri o armário me vesti, prendi os cabelos negros que estavam muito emaranhados e sai para a cozinha. Peguei uma maça, minha mochila e sai. Estava amarrando meus tênis quando vi Luiz saindo e pegando sua bicicleta.

Fui até a esquina e quando ia atravessar ele quase me atropela.

–Seu idiota você quase me atropelou! – eu gritei pegando minha mochila do chão.

–Você que é burra e não olha para os lados.- ele respondeu.

–E você é ignorante por não ver a faixa de pedestres seu retardado!- Respondi empurrando sua bicicleta.

–Ah vai se ferrar! Como eu odiava quando as pessoas me xingassem, ficamos discutindo por uns vinte minutos e todas as pessoas que passavam ficavam se entreolhando.

–Olha seu ser inútil, você me fez perder vinte minutos era pra eu estar na escola! -Ah- ele suspirou olhou pra cima e continuou- Então sobe aqui que eu te levo.

–Ah tá, não aceito carona de meia roda, vou a pé.- respondi me virando e andando.

–Então você quem sabe.- ele respondeu pedalando na minha frente.

Ele me irritava.

Até chegar na escola tive que ficar trinta minutos andando então cheguei lá eram oito horas. Entrei na escola e umas mulheres velhas com cara que passavam todos os dias massa corrida na cara, me entregaram um papel de atraso para o meu professor assinar. Entrei na sala numero dez, como elas tinham falado e o professor parou a explicação e se direcionou para mim.

–Olá mocinha, qual seu nome?- ele perguntou.

Ele era alto, cabelos negros e parecia ser jovem, tinha um óculos quadrado que escorregava do nariz cada vez que falava.

–Luana, e umas mulheres me mandaram entregar isso pra você assinar- respondi com desinteresse.

–Obrigado- ele disse olhando para o papel- pode se sentar atrás do Luiz Felipe.

–O que?- falei acho que alto de mais.

–Algum problema Luana?- ele perguntou cruzando os braços.

–Não nenhum- respondi.

Algum problema? Se tinha algum problema? Eu ia sentar atrás do menino mais repugnante, inútil e babaca de todos os tempos.

–Ora, ora quem é a alteza que irá se sentar aqui- ele disse olhando para trás.

–Ou você cala essa boca ou eu calo- respondi abrindo meu caderno.

–Bravinha- ele respondeu sussurrando e dando uma risada sarcástica.

Peguei o grafite na minha lapiseira e finquei no seu pescoço o fazendo me denunciar ao professor e ele me colocar pra fora da sala. Fiquei sentada no banco a aula inteira até que vi Maria Eduarda caminhando em minha direção.

–Primeiro dia e já de suspenção?- ela disse rindo.

–Cala a boca- respondi me levantando- eu só fui expulsa por causa daquele idiota do Luiz Felipe.

–Hum, amor e ódio isso vai dar casamento- ela respondeu enquanto sai andando

–Fique quieta sua idiota, manipuladora!- Gritei a fazendo rir.

Fiquei assistindo o resto das aulas. A ultima era uma surpresa que todas as turmas teriam juntas todos os dias.

–Bom jovens- a professora gorda, Roseli dizia enquanto andava de um lado para o outro- Hoje iremos fazer uma aula que nunca tivemos que se chama: Treinamento de Incêndio.

Eu apenas fiquei quieta, aqui ressoou aos meus ouvidos que eles ficaram até doloridos.

–Teremos todos os dias até o ultimo dia desse ano, e espero que vocês colaborem.

Maria estava do meu lado, ela me conhecia e sabia que eu não estava bem. Segurou minha mão tão forte que achei que iam quebrar todos os ossos, ela também estava insegura.

A aula ia começar quando eu e Maria fomos falar com a professora.

–Professora Roseli?- Maria a chamou.

–Falem logo- ela respondeu com um tom grosseiro.

–Eu a minha irmã nos recusamos de fazer esta aula.- Eu disse

–Como assim se recusam? Isso é obrigatório!

–Nós temos problemas pessoais e não queremos fazer.- Duda respondeu olhando pra baixo.

–Seus pais não te ensinaram a ter educação e participar de todas as aulas do colégio?- ela disse com um tom tão áspero que não me aguentei.

–Olha aqui sua velha gorda, nossos pais sofreram um acidente junto com nosso irmão e isso foi recente. Nós não queremos fazer esse tipo de aula porque isso trás más lembranças esta entendido agora?- respondi.

Todos pararam de conversar e foram olhar para nós duas, Duda me olhou tão incrédula que achei que iria ter um ataque do coração.

A velha engasgou, tossiu, e por fim disse.

–Não façam as aulas, mas estarão suspensas por dois dias por desrespeito a autoridade- ela dizia enquanto andava e mandava todos olharam para o outro lado.

Eu murchei na hora, apertei a mão da minha irmã e saímos da sala, meu rosto estava vermelho de raiva e tristeza. Ela apenas me abraçou e disse:

–Isso não parece tão ruim assim- o que me fez sorrir. Terminadas as aulas, vovó nos buscou e começou a fazer perguntas:

–E como foi o primeiro dia de aula meninas? Eu não queria dizer a ela mas não poderia mentir.

–Horrível vovó.

–Minhas netas- ela disse com uma voz triste.- Vamos conversar em casa. Chegamos nos trocamos e na hora do jantar falei tudo.

– E por fim tinha um aula de incêndio que nós não queríamos fazer e fomos suspensas por dois dias.

–Minha neta, como você gritou com sua professora assim?- ela disse soltando os talheres.

–Fiquei furiosa, aquela gorda ficava nos provocando.- respondi por fim.

Nós jantamos e vovó foi nos mostrar o álbum de família, ficamos horas e horas vendo até que ela nos mandou pra cama e guardou o álbum. Deitei na minha cama, que estava fria e sem vida e voltei a sala para pegar o álbum, subi as escadas e sentei na cama. Fiquei foleando as paginas daquele álbum enquanto vias as fotos de todos unidos, até que vi uma em que estávamos na casa da vovó todos felizes aquilo me apertou o coração e uma lagrima teimosa escorreu e foi parar na foto.

Fechei o albúm e fiquei ali pensando sobre como recomeçar a reconstruir meu coração.

Notas finais
Espero que tenham gostado