Malia acordou com o som de uma nova mensagem no celular, ainda meio acordada e meio dormindo, esticou o braço em direção ao criado-mudo e acabou esbarrando em algo. Uma caixa.

Um mês... Você não via a hora de ir ao trabalho, não é? Aqui está uma coisinha para a sua volta.

—S

A mulher olhou para o lado e percebeu que realmente Stiles não estava lá, havia saído mais cedo. Ela abriu a caixa e achou uma pulseira com pingente com o símbolo da sua família. Ela se lembrou da conversa que haviam tido.

~Flashback on~

—Eu não aguento mais ficar aqui. Resmungou com a voz rouca.

—Sua garganta não melhorou ainda e o médico disse repouso total, lembra? Até meu pai deu uma bronca em você. Stiles respondeu, ainda prestando atenção no monstro gigante que estava esmagando um carro pela TV.

—Eu sei, mas não quero ficar aqui assistindo filmes e tomando chá.

—Ok, e se a gente fizer algo mais tarde? Quando essa chuva passar, nós poderíamos ir... que tal um boliche? Faz um bom tempo que não jogo boliche.

—Boliche, então.

—Mas, antes eu quero saber de uma coisa: O que é aquele símbolo que está espalhado por todo o seu escritório?

—O Triskele? É o emblema da família Tate. Vem de algumas gerações, por parte do meu pai. Tem vários significados, cada pai da família ensina algo diferente para o filho. Meu avô deu o significado de dinheiro, poder e amor, como se fosse uma pirâmide, dinheiro e poder são a base, mas o amor está no topo; já o meu pai deu o significado de amor, família e amigos, tudo que é preciso para a felicidade.

—Qual significado você daria?

—Acho que o mesmo que o meu pai, porque com isso eu realmente consegui ser feliz.

Stiles deu um sorrisinho de canto e voltou a ver o herói resgatar a mocinha do monstro.

~Flashback off~

Uma pontada de dor veio no coração da mulher. Ela sempre estava pensando em como contar para ele, e em todas as vezes cenas diferentes viam em sua cabeça: Ele a prendendo, com total indiferença ou ele arrancando o colar que tanto significou para os dois ou, até mesmo, dizendo que dali para frente ela estava sozinha.

Essa era a que mais a aterrorizava.

Se levantou, mas logo foi ao chão de novo, vomitando todo o seu jantar.

—Malia, você ainda... Malia! Exclamou Kira correndo em direção à mulher.

—Mal, o que aconteceu?

—Nada, eu simplesmente passei mal. Não foi nada demais. Disse levantando-se.

—Tem certeza?

Concordou, mas já estava no chão de novo, com mais uma onda de enjoo.

—Malia, posso fazer uma pergunta? Perguntou Kira que estava encostada na porta fechada do banheiro, esperando a amiga sair.

—Claro. Respondeu Malia abrindo a porta.

—Vocês têm usado camisinha?

—Como assim?

—Não faça essa cara de inocente, você sabe o que eu quero dizer.

—Não, eu uso anticoncepcional.

—Espera, em nenhuma das vezes vocês usaram? Mal, você sabe que os antibióticos que tem usado cortam o efeito dos anticoncepcionais, não sabe?

Malia deixou a escova que estava nas mãos cair e instintivamente as levou a barriga.

—Meu Deus...

~Agência FBI~

—Bom dia! Cumprimentou Malia entrando na sala de reuniões, sendo recebida com uma salva de palmas.

—Olha quem está de volta! Parece que gritar enquanto corria atrás de Alex Traynor não foi uma boa ideia, hein? Disse Scott, dando um abraço na morena.

—Acabei com as minhas cordas, mas o peguei.

—Oi! Cumprimentou Stiles, dando um beijo casto nos lábios da mulher.

—Oi, e obrigado pelo presente. Agradeceu, um pouco inquieta levantando o pulso.

—Não é nada demais, eu apenas gostei do significado.

—É... nós poderíamos ir lá para fora? Tem uns assuntos importantes que eu preciso tratar com você.

—Claro, eu só vou fa...

—Tate! Bem-vinda de volta. Cumprimentou John, interrompendo o que Stiles ia falar.

-Obrigada, algo novo?

—Sim, mas nada muito grande que precise envolver a toda a equipe, por isso quero apenas você, Stiles e Lydia na minha sala. Ordenou, apontando para cada um.

—Pelo visto a conversa irá ter que ficar para depois.

Malia assentiu e encontrou o olhar de Lydia, que apenas deu de ombros.

—E então, algo sobre a Wolfsbane? Perguntou Stiles, fazendo Malia engolir em seco.

—Não, é sobre um tal de Deucalian. Ele de alguma forma tem uma ligação muito perigosa com Ennis e descobrimos um possível local onde diversas coisas ilegais estão sendo vendidas. Podíamos deixar esse trabalho para a polícia de Nova York, mas como esse cara tem ligação com Ennis preferimos assumir a responsabilidade.

—Okay, e esse Deucalian, tem alguma ficha criminal? Perguntou Lydia, olhando para uma ficha sobre o Ennis que estava sobre a mesa.

—Nada. A não ser que multa por excesso de velocidade diga algo para vocês.

—Então, qual o local?

—Na New York Avenue com a Church Avenue, no Brooklyn, número 215.

—De acordo com o general e minha pesquisa, vocês estão no local correto. Confirmou Lydia, através do rádio.

—Obrigado, Lyd. Vamos entrar lá agora.

—Só... só tomem cuidado, okay?

—Não vai dar nada errado. Assegurou Stiles, olhando para Malia, como se aquilo valesse para a morena também.

Malia desceu do carro e foi para o lado de Stiles, enquanto esperava ele carregar a sua arma.

—Hey, lembre-se: você nunca vai estar sozinha, não importa o que aconteça. Ele segurou o colar no pescoço da dela, com a intenção de afirmar com mais convicção o que havia dito.

—Eu sei. Foi tudo o que Malia conseguiu dizer, pelo menos sem desabar.

Stiles apenas afirmou e andou em direção ao galpão, um pouco menor do que o último do qual haviam ido.

Entraram lá dentro, sem fazer barulho nenhum, sem entender o motivo de estarem ali já que o local estava vazio.

Um barulho. Uma arma sendo carregada atrás deles.

—Olá. Os dois se viram rapidamente, recebendo o choque da surpresa logo e seguida.

—Theo? Malia perguntou surpresa.

—Eu mesmo, Helena.

Notas finais
Estamos entrando na reta final, faltam só mais dois capítulos *-* E está faltando também seu comentário, onde está? Faça essa autora feliz :)