Notas iniciais
Depois de alguns anos fora daqui, resolvi voltar para finalizar a fic, uma vez que todos os capítulos foram escritos. Se alguém ainda estiver por aí lendo, peço desculpas pela ausência e espero sinceramente que aproveitem a leitura :)

“Eu não sou um joguinho seu

Sou ligada de um jeito diferente

Não sou um erro

Não sou uma farsa

Já está no meu DNA

Não me mude

Eu não posso ser domada”

(Miley Cyrus — Can't Be Tamed)

—Nossa! Exclamou Malia, surpresa admirando o grande e luxuoso casino a sua frente

—É, eu sei. Disse Stiles, sorrindo, enquanto tirava as malas do táxi

—Se eu não soubesse quem é o dono, moraria aqui. Comentou, pegando sua mala do chão

—Venha, meu pai já mandou nos hospedar. Disse, entrando no lugar

—Agora que você disse, eu me toquei que não sei quem seremos enquanto estivermos aqui. Comentou, encarando Stiles com curiosidade, mas o homem a ignorou e seguiu até o balcão, parando de frente a recepcionista que sorria simpática

—Boa noite! Vocês têm reserva? Perguntou, revezando o olhar entre Stiles e Malia

—Senhor e senhora Allen. Disse Stiles, com um sorriso falso, fazendo Malia se engasgar com a própria saliva

—A senhora se sente bem? Precisa de algo? Perguntou a recepcionista, preocupada, enquanto Stiles segurava a risada

—É amor, precisa de algo? Perguntou, irônico, fazendo Malia o fuzilar com o olhar

—Não. Eu estou bem. Afirmou, dando um sorriso forçado para a mulher a sua frente

—Ok. O quarto de vocês é o 902, décimo andar. Informou, entregando os cartões do quarto

Malia caminhava a passos duros até o elevador, nem sequer olhava para o lado o que deixava as coisas mais divertidas para Stiles, que a seguia com um sorriso contido. Ao entrar no elevador ficou apenas de braços cruzados, enquanto batia o pé impaciente.

—Você sabe que ficar de bico não vai resolver, não é? Perguntou, sorrindo abertamente, sendo ignorado pela mulher. –Ah Tate, eu estava apenas brincando com você. Disse Stiles, perdendo a paciência. Stiles ia abrir a boca novamente, quando o elevador parou e entrou um casal de idosos que aparentavam ser milionários. O homem não pôde deixar de notar quando um sorriso maldoso cresceu nos lábios de sua parceira, que cumprimentou o casal com um aceno, antes de se aproximar lentamente e o prensá-lo contra a parede do elevador, o deixando totalmente sem reação. Malia desceu a mão lentamente pelo peitoral do homem e o puxou, grudando seus lábios em um beijo ardente.

Stiles ficou imóvel por milésimos de segundos, até puxar a mulher pela cintura e corresponder a altura. O casal de idosos olhava a cena, totalmente horrorizados, e saíram do elevador as pressas, fazendo Malia se afastar de Stiles gargalhando.

—O que foi isso? Perguntou, ainda em choque pelo beijo

—Apenas uma brincadeira. Sussurrou, maldosa, com os lábios tocando os de Stiles

—Você se vingou pelo o que eu fiz na recepção? Perguntou, indignado, a empurrando levemente

—Ah qual é, Stillinski. Eu estava apenas brincando com você. Disse, rindo, saindo do elevador e indo em direção ao quarto, deixando um Stiles fervendo de raiva para trás

—Isso vai ter volta. Gritou, quando entrou no quarto

—Mal posso esperar. Respondeu, com uma piscadela, antes de entrar no banheiro com sua mala

—O que vai fazer? Perguntou, após Malia empurrar a porta com o pé

—Temos uma festa para ir. Esqueceu, amor? Perguntou, cínica, fazendo Stiles revirar os olhos

—Não, docinho. Estou bem ciente. Respondeu, no mesmo tom

—Ótimo. Separe sua roupa, logo teremos que descer.

Stiles colocou o smoking e os sapatos que havia levado em sua mala e se jogou no sofá de olhos fechados. Por mais que estivesse preocupado com a missão, não conseguia ignorar o acontecimento do elevador. Sempre fora tão discreto, mas quando Helena o beijou a última coisa que pensou era em quem o observava, e então ela se afastou gargalhando, mostrando que tudo não passava de uma vingança estúpida. Não sabia o que se passava na cabeça da mulher, mas se ela queria tornar aquilo um jogo, ele jogaria com prazer.

—Helena, não temos a noite toda. Sai logo desse banheiro. Gritou, impaciente, em pé de frente a porta. Então a porta se abriu, fazendo Stiles engolir seco ao ver sua parceira saindo do banheiro. Seus cabelos curtos estavam parcialmente presos, suas pernas estavam a mostra em um vestido curto e preto, que era justo na parte de cima e rodado na saia e em seu rosto uma maquiagem marcante e impecável completavam o look.

—Ouvi dizer que se tirar uma foto dura mais. Comentou, risonha, passando pelo homem que teve que se recompor antes de falar novamente

—Estamos atrasados. Disse, ignorando a provocação, saindo do quarto

—Isso é maneira de tratar sua esposa? Perguntou, cínica, entrando no elevador com Stiles

—Não me faça causar outra morte nesse casino, Tate. Ameaçou, a olhando pelo canto dos olhos, fazendo a mulher revirar os olhos

A porta do elevador se abriu e Stiles entrelaçou seus dedos com os de Malia. Em silencio, eles atravessaram a recepção e entraram no salão onde aconteciam as festas e os jogos. O lugar era extremamente luxuoso, mas o ambiente era descontraído. No segundo andar havia uma grande movimentação de jovens, que passeavam com suas bebidas na mão. Stiles olhou sua parceira de forma significativa, que entendeu e foi em direção as escadas.

—Stiles? Perguntou uma mulher, parando em frente a dupla

—Natasha? O que está fazendo aqui? Perguntou o homem, olhando para os lados, preocupado que seu disfarce fosse destruído

—Eu que te pergunto, bebê. Disse, melosa, passando os braços pelo pescoço de Stiles. Uma raiva descontrolável se apossou de Malia, que soltou sua mão da de Stiles com um puxão, o fazendo a encarar assustado.

—Helena, espera! Gritava Stiles, devido a música alta, enquanto Malia passava furiosa entre as pessoas

—Três tequilas, por favor. Gritava Malia, próximo a barmen, que apenas sorriu e saiu para pegar

—Noite difícil? Perguntou um homem, sentado ao seu lado, bebendo seu Whisky

—Você nem faz ideia. Disse, nervosa, virando uma dose de tequila de uma vez

—Se quiser, posso te ajudar com isso. Ofereceu, passando os olhos por todo o corpo de Malia

—Será que pode mesmo? Perguntou, sorrindo maliciosa, virando outra dose

—Posso te dar mais diversão do que imagina. Disse se aproximando, mostrando discretamente os comprimidos coloridos em sua mão, fazendo Malia gelar da cabeça aos pés

—Que tal sairmos daqui? Perguntou, após virar a última dose, arrancando uma gargalhada do homem, que bebeu o resto do seu Whisky de uma vez

—A senhorita que manda. Disse, trançando entre as pessoas da pista de dança de mãos dadas com Malia. A mulher olhava para os lados procurando por Stiles, e fechou a cara em uma carranca ao ver ele em um sofá com Natasha ao seu lado, se jogando em cima dele

—Algum problema, gata? Perguntou, o homem se aproximando. Malia fechou o espaço entre eles e o beijou com fervor. As mãos em seus cabelos o puxando para mais perto, o gosto de Whisky ainda vivo em sua boca, a adrenalina se espalhando pelo seu corpo enquanto o mesmo a guiava de forma desajeitada até o elevador. Malia não sabia bem o que estava fazendo, já havia enganado outras pessoas antes com disfarces, mas nada tão perigoso.

—Não saia daqui. Eu já volto. Sussurrou em seu ouvido, após deixar uma marca roxa em seu pescoço

—Não vou sair. Disse, ofegante, se encostando na porta do quarto após fecha-la com o pé. O homem entrou por outra porta, o que fez Malia pegar o seu localizador entre os seios e o ativar, antes de guarda-lo novamente

—Sentiu minha falta? Perguntou, voltando sem paletó, com duas taças de champanhe na mão

—Você não faz ideia. Disse, tentando sorrir. O homem largou as duas taças na cômoda e se aproximou de Malia, a virando de costas para ele e a abraçando por trás.

—Sabe o que me chamou mais atenção em você? Perguntou, abrindo o zíper do vestido e o fazendo cair aos pés da mulher

—Não. O que foi? Perguntou Malia, fechando os olhos nervosa

—Você achar que pode me passar para trás, agente. Sussurrou, com ódio, fazendo Malia abrir os olhos em alerta

—Ficou maluco? Perguntou, tentando se afastar do homem, que apertava seu braço

—Achou mesmo que eu não sabia que viria? Achou mesmo que eu não estava observando você e o seu maridinho querido? Perguntou, irônico, a puxando contra si

—Me solta. Mandou Malia, entre dentes, tentando o empurrar

—Te soltar? A festa está só começando, querida. Avisou, antes de acertar o seu rosto com um forte tapa

—Vai precisar de mais que isso se quiser me derrubar, idiota. Gritou, depois de acertar o joelho em suas partes intimas. Malia correu até a porta, mas sentiu suas pernas sendo puxadas para trás, o que a fez cair com o rosto no chão

—Obrigada pelo conselho, mas eu ainda não terminei com você. Disse, arfando de dor, a puxando para cima pelos cabelos. Malia lhe deu uma cotovelada no estomago e se virou para lhe acertar um soco, quando o mesmo se curvou sem ar. A mulher ia entrar no banheiro, quando foi puxada mais uma vez e arremessada contra a cômoda, fazendo suas costas bater violentamente e a mesma gemer de dor.

—Eu já disse o quanto odeio agentes? Eles sempre se acham espertos demais e se esquecem que estão no meu território. Gritava, furioso, caminhando até Malia com o nariz sagrando

—Seu território? Você só é mais um peão, e o dono disso aqui vai acabar com você quando descobrir quem te deu essa surra. Disse, rindo, enquanto seu sangue escorria por um corte em no supercilio

—Eu vou matar você. Gritou, a acertando com um soco no rosto de Malia, que cuspiu um pouco de sangue e começou se levantar se apoiando na cômoda. – Ainda acha que tem alguma chance de lutar? Perguntou o homem, gargalhando, se aproximando de Malia

—A luta só acaba quando o perdedor é nocauteado. Sussurrou, se virando com um vaso na mão e o quebrando na cabeça do homem o fazendo cair no chão desacordado

—Imbecil, já lidei com coisas piores que você. Cuspiu, furiosa, encarando o homem desmaiado no chão

—Helena! Gritou Stiles, entrando no quarto

—Acabou com sua amiguinha? Perguntou, com desprezo, o observando encarar tudo surpreso

—Você enlouqueceu? Poderia ter morrido. Gritava Stiles, segurando seu rosto entre as mãos, analisando os machucados de perto

—Se alguém quiser me matar, vai precisar de muito mais do que isso. Disse, saindo do quarto mancando, enquanto limpava o sangue que escorria da sua boca com as costas da mão