Eterna Paixão

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Olá meus lindo ou o que sobrou deles *-* Depois de um hiatos enorme e sem aviso, voltei. Devo desculpas a todos, mas se isso ajuda eu passei esses meses todos tentando escrever, mas me deu um bloqueio o que é super estranhos pq eu sabia o que escrever só que quando eu pegava pra fazer eu não conseguia enfim era isso. Desculpem qualquer erro porque o capitulo ficou enorme e eu li tanto que minha cabeça ta doendo haha. Espero compensar a demora com esse capitulo bem grandinho e espero que não fique chato ou entendiante. Enjoy meus amores *-*

– Droga San – Brittany andava de um lado para o outro com as mãos na cabeça – Sua abuela me odeia.

– Bê ela não te odeia – Santana estava sentada na cama olhando Brittany andar de um lado para o outro.

– Odeia sim. Ela me disse isso – Brittany continuava.

– Ela disse que não gostou de você, são coisas bem diferentes – Santana tirou os sapatos e sentou mais ao centro da cama com as pernas cruzadas como se fosse um índio.

– Obrigada por tentar me animar – Brittany ironizou.

– A sua disposição bebe – Santana gargalhou.

– San é serio – Brittany caminhou até a cama e se sentou de frente pra Santana – Se sua avó não me aprovar eu não posso ter nada com você.

– Fica calma Bê. Não é como se eu fosse proibida de ter algo com você se minha abuela disser que não gostou de você – Santana encostou-se à cabeceira da cama – É mais questão de respeito. Ela vai fazer jogo duro, então terá que conquista — lá.

– E como eu vou fazer isso? – O pânico era evidente na voz da loira.

– Você quer que eu resolva tudo? – Santana perguntou cruzando os braços, mas cedeu ao ver a cara triste e pidona que Brittany fazia – Converse com ela e fale suas reais intenções. Uma coisa que a família Lopez preza é a sinceridade.

– San me da um desconto eu nunca fui à casa de namorada pedir permissão – Brittany se aproximou e deitou no peito de Santana que ainda estava sentada encostada na cabeceira da cama – Eu apenas jantava com eles e tudo bem.

– Seja você mesma é apenas isso que te peço.

O silencio confortável se instalou entre as meninas enquanto Santana fazia cafuné nos cabelos de Brittany. Ambas pensavam na situação que estavam vivenciando.

Não era normal para nenhuma das meninas esse tipo de relacionamento alias, elas não tinham nada alem de amizade o que tornava tudo mais confuso. Confuso porque esse sentimento que tomava ambas era complicado de se explicar e a olhos alheios era totalmente uma amizade com certos benefícios e que não durariam mais do que uma noite assim que o ato fosse consumado.

Era estupidez pensar que era amor a primeira vista, mas tinham que admitir que ao se olharem pela primeira vez foi uma atração sem igual.

A bolha de pensamentos foi cortada assim que Brittany se pronunciou meio sonolenta devido ao cansaço da viagem junto aos carinhos que Santana fazia.

– Eu vou acabar dormindo San.

– Pode dormir Britt-Britt – Santana se moveu para olhar Brittany que mantinha os olhos fechados – Mas acho melhor você colocar roupas mais confortáveis.

– Eu amo esse cuidado que você tem – Brittany sorriu – Mas foi você quem passou a noite toda acordada então deveria dormir também.

– Estou acostumada há ficar muito tempo sem dormir – Santana deu um tapinha no braço de Brittany sinalizando para que ela levantasse – De qualquer forma já esta tarde. Depois de uma sessão de filmes infantis com a Sophy qualquer um ficaria cansado.

Brittany levantou e seguiu para a sua mala pegando uma calça de moletom e meias. Seguiu para o banheiro trocou de roupa e logo voltou para a cama onde encontrou Santana ainda encostada na cabeceira da cama, mas desta vez com um livro no colo e o abajur do quarto ligado.

– San se importa se eu dormir sem camisa? – Brittany perguntou tímida – Eu sinto muito calor à noite.

– Sem problemas, mas se sente calor porque dorme de calça e meias?

– Parece estranho, mas eu sinto muito calor na parte de cima do corpo e frio na parte inferior. Isso só acontece às vezes – Brittany sorriu e tirou a camisa que usava.

Santana estava aparentemente calma, mas se forçava a ficar com os olhos presos no livro ao invés de olhar para Brittany que logo tratou de deitar e se enrolar nas cobertas que Santana tinha jogado na cama.

A loira deitou virada para o lado que Santana estava e fechou os olhos esboçando um sorriso tranqüilo. A latina continuou a ler seu livro e instintivamente colocou a mão esquerda nos cabelos de Brittany fazendo uma leve massagem no couro cabeludo tendo como resultado suaves suspiros vindos da loira.

Santana estava quase dormindo quando desistiu de ler. Depositou o livro sobre o criado mudo localizado ao lado da cama junto com seus óculos. Era cerca de 22h40min e só agora o cansaço de um plantão estressante e da viagem estavam fazendo efeito sobre seu corpo. A mulher optou por apenas deitar ao lado de Brittany que já deveria estar em seu 10º sonho e parecia muito confortável. E foi isso que Santana fez. Deitou-se de costas para Brittany e apagou a luz do abajur. Antes que pudesse embalar em seus próprios sonhos Santana sentiu um par de braços a envolver pela cintura e sorriu para si mesma deixando que agora pudesse ter uma boa noite de sono.

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Brittany acordou sentindo-se relaxada e bem humorada afinal depois de uma bela noite de sono como poderia acordar de qualquer outra forma. A loira esticou os braços e as pernas se espreguiçando para tirar qualquer vestígio de sono que o corpo poderia ter e apalpou o espaço ao seu lado que se encontrava vazio nesse momento. Ela poderia jurar que tinha dormido junto com Santana, mas antes que qualquer pensamente pudesse ser concluído olhou para o relógio que estava no criado mudo e percebeu que já eram um pouco mais de 9hrs e por esse motivo Santana não estava mais deitada.

Depois de levantar e observar o sol que fazia ao lado de fora do quarto, Brittany segui para o banheiro e começou a fazer sua higiene matinal logo em seguida caminhando em direção a cozinha.

– Bom dia – Brittany escutou alguém dizer atrás de si quando entrou no ambiente.

– Bom dia – A loira cumprimentou um rapaz de sua altura, pele clara e bem cuidada, cabelos negros e bem penteados para o lado com uma quantidade exagerada de gel e olhos castanhos – Você deve ser o Blaine, estou certa? .

– Certíssima e pelo seu perfil deve ser a Brittany – Blaine sorriu amigavelmente.

– Sim sou eu – estendeu a mão e foi prontamente atendida.

– Você já tomou café? – Perguntou caminhando de volta para a cozinha.

– Não, mas eu estava procurando a Santana – Brittany dizia seguindo o rapaz.

– Ela deve estar tomando café no jardim. Ela sempre faz isso quando esta aqui – Blaine informou.

– Obrigado – Agradeceu e caminhou para a porta que dava acesso ao enorme jardim da mansão.

Brittany parou na porta ao observar Santana perto do grande canteiro onde possuía varias flores de diferentes cores e formas. O sol que batia na latina parecia iluminar sua pele e o brilho em seus olhos que mesmo de longe pode ser percebido a deixava mais linda e serena. Brittany soltou um suspiro de admiração e observou Santana tratar as plantas com carinho e delicadeza enquanto cortava algumas folhas secas e acrescentava mais terra se necessário.

– Ela sempre amou cuidar do jardim – Maribel comentou se aproximando de Brittany e assim assuntando a jovem – Desculpe se a assustei.

– Eu estava apenas um pouco distraída – Brittany lhe enviou um sorriso.

– Eu percebi – Maribel riu ao perceber que Brittany estava levemente corada – Ela sempre amou a natureza e tudo que se relacionava a isso.

– Eu pude perceber isso quando levei uma bronca por não cuidar direito de algumas flores que estavam em minha sacada – Brittany riu e foi acompanhada por Maribel.

– Me lembro de quando a Sanny tinha apenas dez anos e ela passava horas sentada admirando o jardineiro cuidar das plantas e de como ela ficava animada toda vez que ele lhe ensinava algo novo. Como cultivar uma mudinha ou apenas qual seria a melhor forma de fazer com que as flores crescessem mais forte e bonitas – Contou Maribel olhando para a filha que não tinha percebido sua presença nem a de Brittany que prestava atenção no que a Senhora falava.

– Tudo que a San faz é com amor, dedicação e carinho e são essas coisas que eu mais admiro em sua personalidade – Brittany suspirou apaixonada o que não passou despercebido pela mais velha – Eu só quero poder estar à altura de sua filha e fazer a coisa certa – Esse não era o assunto em questão porem à loira sentiu necessidade de desabafar.

– Vou lhe contar uma coisa. Não sei se é porque desde criança ela teve essa admiração pela natureza ou se é porque toda mulher aprecia isso, mas ela ama receber flores mesmo que seja um presente de seu pai ou de um amigo em alguma comemoração. Ela nunca recebeu flores de alguém especial e garanto que ficaria imensamente feliz se alguém o fizesse – Maribel terminou com um sorriu e piscou para Brittany retornando ao interior da casa.

Brittany estava com um sorriso que poderia rasgar sua boca de tão grande. Ela tinha tido uma idéia. Tudo bem que metade deveria dar créditos á Maribel, mas mesmo assim ela estava feliz por ter agora o presente de natal ideal para Santana.

Só foi tirada de seus pensamentos quando sentiu alguém abraçando suas pernas.

– Bom dia Britt – Sophia estava sorrindo.

– Bom dia pequena – Brittany agachou-se e pegou a garotinha no colo depositando um beijo em sua bochecha voltando a ficar de pé – Dormiu bem?

– Sim – Assentiu e continuou – Mas eu estou com fome.

– Eu também estou – Brittany concordou – Que tal irmos tomar café com a San? .

– Oba – Sophia pulava feliz nos braços de Brittany que ria da felicidade da pequena.

As duas estavam caminhando para a mesa que se encontrava no meio do gramado onde estava recheada de pães, frutas, sucos, leite e cereais. Antes que chegasse Sophia chamou a atenção de Brittany.

– Britt o que você vai dar de presente pra Sanny? – Brittany parou no meio do caminho.

– Eu vou fazer uma surpresa – Brittany explicou – Mas eu ainda tenho que comprar e organizar.

– Britt você esta atrasada – Sophia fez cara de assustada.

– Eu sei Sophy, mas eu não sabia o que dar – Brittany se defendeu – Mas agora eu já sei e que tal você me ajudar? .

– Yuppie – Gritou Sophia atraindo a atenção de Santana que caminhou em direção a elas.

– Finalmente acordaram – Santana sorriu – Bom dia.

– Bom dia – Disseram em uníssono.

As três caminharam em direção a mesa do café e logo Brittany e Sophia estavam atacando os pães enquanto Santana apenas admirava a cena e apreciava seu suco de frutas vermelhas.

– San depois do café eu e Sophy vamos sair – Brittany avisou.

– Aonde vocês vão? – Perguntou desconfiada.

– Eu preciso resolver algumas coisas que meu avô pediu – Explicou Brittany devorando um pedaço de melão.

– E porque a Sophia vai junto? – Perguntou novamente.

– Porque depois vamos ao parque que a Soso disse que tem aqui perto – Brittany tentou dar o assunto por encerrado.

– Eu posso levá-la – Santana propôs.

– Não – Sophia e Brittany disseram juntas.

– O que estão aprontando? – Santana perguntou percebendo que estavam escondendo algo.

– Nada Sanny, mas eu quero que a Britt me leve ao parque – Sophia respondeu se levantando – Eu vou me trocar.

– Tudo bem pequena. Em vinte minutos nos encontramos na sala – Sophia acenou positivamente e saiu correndo para dentro da mansão.

– Já fui trocada e isso porque ontem ela nem gostava de você – Santana suspirou e se recostou em sua cadeira.

– Fica calma tem Britt pra todo mundo – Brittany disse com um sorriso convencido nos lábios.

– Boba – Santana deu um tapa no braço de Brittany – Não demorem a voltar. Alguns parentes vão chegar hoje pela tarde e querem ver a Sophia e também os pais dela chegam hoje.

– Oh deus – Brittany engoliu em seco – Voltaremos antes do almoço.

– Fica calma bebe você não tem que agradar eles – Santana se levantou e sentou de lado nas pernas de Brittany que automaticamente colocou os braços envolta de sua cintura.

– De qualquer forma é sua família – Brittany fechou os olhos apreciando os carinhos que Santana fazia em sua nuca.

Um silencio agradável se instalou enquanto Santana continuava com os carinhos e Brittany soltava suspiros apreciando o contato tão próximo entre ela e a Latina. Elas ficaram vários minutos nessa mesma posição entorpecida pelo momento quando Brittany perguntou algo que deixou Santana estática parando seus movimentos.

– San quer namorar comigo? – A loira só voltou a abrir os olhos depois de alguns segundos quando não nenhuma resposta de Santana.

Quando Brittany olhou nos olhos de Santana percebeu um brilho diferente no olhar da latina misturado com um pouco de lagrimas que ainda não tinham saído.

– Não precisa me responder agora. Eu só quero que pense e me de sua resposta esta noite. Tudo bem – Brittany pediu – Eu preciso fazer algumas coisas hoje e quando eu fizer novamente esta pergunta eu quero que responda com certeza e confiança de que é isso mesmo que quer – Ela pegou a mão direta de Santana e depositou um beijo sem desviar o olhar.

Santana não conseguiu falar e nem raciocinar direito. Ela tinha sua resposta muito antes de Brittany lhe fazer o pedido e ela tinha sonhado há tanto tempo com isso que não podia acreditar que estivesse mesmo acontecendo e se sentiu patética que sua única reação foi um acenar concordando.

Ela ouviu Sophia chamar por Brittany que logo levantou fazendo que ela se levantasse também. A loira disse algo em seu ouviu antes de lhe depositar um beijo na bochecha a deixando sozinha segundos depois.

Depois de sair de seu transe Santana esboçou um sorriso de orelha a orelha com um único pensamente em mente. Essa noite de natal seria a mais perfeita de todas.

Brittany tinha acabado de sair da mansão Lopes junto com Sophia que estava sentada no banco de trás em uma cadeirinha própria para crianças de sua idade. Era estranho a loira ter uma dessas em seu carro sendo que não tinha filhos, mas Brittany saia com suas primas às vezes e isso exigia que ela tivesse um carro com essas adaptações.

– Você sabe onde é o shopping, pequena? – Brittany observou pelo retro visor Sophia negar – Então acho que estamos perdidas.

– Dios mío – Sophia bateu a mão na testa.

– Calma a gente da um jeito – Brittany olhou para trás quando parou no farol.

– Deberían haberte dado una manera antes de irnos – Sophia bufou e revirou os olhos.

– Eu não sei o que disse, mas sei que esta brava – Brittany voltou a olhar para estrada.

– No es para menos – revirou os olhos e cruzou os braços.

– Não tem como negar que você é parente da Santana porque vocês se irritam com uma facilidade que dá até medo – Brittany comentou sem desviar o olhar da estrada.

Elas continuaram dando algumas voltas quando Brittany avistou a enorme construção e sorriu para si mesma. Seguiu o fluxo dos carros e em menos de cinco minutos já estava estacionando no shopping GROVER.

– Viu? Nem foi tão difícil – Brittany sorriu saindo do carro para ajudar Sophia a sair da cadeirinha.

Brittany segurou a pequena pela mão enquanto iam para a entrada do shopping. Logo entraram e deram uma volta pelo lugar apenas para apreciar.

– Britt o que você vai comprar para a Sanny? – Sophia perguntou chamando a atenção da loira.

– Várias coisas Soso por isso você veio comigo – Disse sorrindo – Eu quero que me ajude a encontrar os presentes perfeitos para a San.

– Okay.

Brittany deixo-se ser guiada por Sophia que ia apontando varias lojas que poderiam ter presentes que Santana apreciaria. Depois de mais ou menos três horas Brittany carregava cerca de dez sacolas de varias marcas e tipos.

Santana já tinha mandado varias mensagens perguntando onde estavam, pois as meninas estavam demorando mais do que o combinado. Já se passava do meio dia e elas ainda precisavam passar em um lugar fora do shopping então Brittany resolveu avisar que almoçariam por ali mesmo e que estariam em casa as duas, o que não deixou a latina muito feliz, pois alguns de seus parentes já haviam chegado e perguntavam pela pequena.

Depois de almoçarem, Brittany e Sophia caminhavam para fora do estabelecimento quando a pequena latina correu em direção a uma loja de brinquedos que ficava próxima a saída. Sophia estava admirada com um enorme panda de pelúcia que estava na vitrine da loja e que deveria ter pelo menos um metro e meio de altura.

– Sophy porque não entramos e você escolhe algo que queira? – Brittany observou os olhinhos da garotinha brilharem e logo em seguida correr para a loja.

Sophia correu para a sessão de bonecas e esqueceu-se do grande urso de pelúcia que estava observando momentos antes o que de certa forma foi bom para Brittany que resolveu comprar o brinquedo para a pequena como presente de natal. Aproximou-se da atendente e pediu que lhe entregasse em casa, pois alem de ser enorme era uma surpresa.

Quando a pequena latina voltou, carregava no braço esquerdo o que parecia uma cabana de alguma princesa da Disney, já no braço direito tinha uma boneca com alguns apetrechos e tentando equilibrar com a mão a pequena carregava um Stitch de pelúcia.

– Como é que consegue carregar tudo isso sem derrubar? – Brittany perguntou rindo da dificuldade da pequena para entregar os brinquedos.

– Britt eu posso levar esses? – Sophia tinha uma carinha pidona que seria praticamente impossível negar-lhe algo.

– Só se me der um beijinho – Brittany se abaixou e Sophia grudou em seu pescoço lhe dando um beijo na bochecha.

Brittany pagou as compras e passou o endereço e horários que a entrega deveria ser feita e logo saíram do shopping.

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Como o combinado, chegaram à mansão Lopez às duas da tarde. Brittany levava uma Sophia sorridente nos braços enquanto carregava as sacolas de brinquedo da pequena que estava entretida contando que uma amiguinha do jardim de infância tinha esquecido os lápis de cor em casa e que ela emprestou os seus e por isso a professora lhe deu uma estrelinha dourada.

Seguiram para a sala onde encontraram Alma, Maribel e Juan sentados no sofá de três lugares, Santana estava sentada no chão próxima a mesinha de centro e mais algumas pessoas que provavelmente pertenciam à família Lopez.

Sophia desceu do colo de Brittany e correu em direção a um casal que estava sentado em algumas almofadas espalhadas pela sala. A julgar pela empolgação da pequena a loira poderia dizer que eram os pais dela. O homem lembrava muito Juan em todos os aspectos tanto na altura quanto na tonalidade da pele e biótipo já a mulher era clara de cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor, estatura mediana e traços delicados. Não importava se a família tinha mistura francesa ou italiana ou americana o que predominava a família Lopez era o sangue latino e a cor jambo.

– Bebe da mamãe – A mulher dizia enquanto abraçava a pequena.

– Eu estava com saudades mi corazon – O latino murmurou assim que a pequena pulou em seus braços.

– Yo tambiem Papi — Sophia soltou do braço e correu para o lado da Santana saltitante.

– Não parece – O homem comentou arrancando risos de todos na sala.

Sophia não escutou ou preferiu ignorar o comentário do pai e pulou no colo de Santana toda animada.

– Sanny, a Britt me levou pra tomar sorvete e depois nos fomos ao shopping e depois quando a gente tava indo embora a gente passou na loja de brinquedos e ela comprou um monte de coisas pra mim – Falou em um único fôlego fazendo todos olharem para a loira parada na porta com varias sacolas de uma famosa loja de brinquedos infantis nas mãos.

– Vejo que ela comprou muito brinquedos mesmo – Santana disse sorrindo em direção a Brittany e logo se virou para a pequena que ainda pulava sentada em seu colo – Acho que o papai Noel não precisa passar aqui então.

– Precisa sim – Disse parando de pular e olhando seria para a prima mais velha – A Britt disse que se eu me comportasse o papai Noel iria me fazer uma surpresa.

Novamente todos olharam para a loira que estava começando a ficar vermelha por receber tanta atenção dos familiares de Santana. O que há deixou um pouco aliviada foi o olhar que dona Alma lhe enviou como se aprovasse suas atitudes. A senhora não estava sorrindo, mas era perceptível o leve aceno que Alma lhe lançava como se concordasse com algo.

Ao perceber que Brittany estava sem graça e que ela ainda não tinha sido apresentada para a família Santana colocou Sophia sentada em seu lugar e caminhou em direção a loira.

– Vem Bê – Santana segurou a mão de Brittany e a levou para o meio da sala antes deixando as sacolas com Sophia que logo começou a mexer tirando as coisas e mostrando para sua Abuela – Brittany esses são Tio Marcos e Tia Alexandra pais da Sophy, tia Ana e tio Carlos irmãos da mama, Maria, Henrique e dona Solange são amigos da família e pessoal esta é a Brittany.

– O bom gosto faz parte do sangue Lopez – Marcos comentou depois que todos tinham cumprimentado Brittany e a mesma já tinha se sentado.

– Nisso não posso discordar – Juan abraçou a mulher e recebeu um selinho em troca do elogio.

Antes que Santana pudesse argumentar Lucia à empregada da família entrou pedindo licença a todos.

– Senhorita Lopez tem uma pessoa lhe esperando na porta – Lucia informou.

– Peça para que entre Lucia – Santana avisou estranhando.

– Ele esta aqui apenas para lhe fazer uma entrega – Assim que a empregada terminou de avisar Sophia e Brittany se olharam rapidamente o que passou despercebido por todos.

– Tudo bem avise que já estou indo – Lucia saiu deixando uma Santana curiosa – Mas eu não fiz nenhuma encomenda.

Santana se levantou e seguiu para a porta da mansão onde encontrou um entregador com um enorme buque compostas por varias flores brancas dentre elas Camélia, cornizo, cravo, flor de amendoeira, gardênia, jasmim, lírio e rosas. No centro do buque possuía outro buque porem de tulipas vermelhas.

Era eufemismo dizer que Santana estava apenas surpresa. Ela não se lembrava de nada que era preciso ser comemorado ou não recordava ter recebido um buque tão lindo antes. Os olhos da latina estavam marejados e assim que o rapaz lhe entregou buque seu único instinto foi inalar o aroma exuberante que aquelas flores exalavam juntas.

Antes que pudesse entrar o entregador lhe chamou mais uma vez lhe entregando uma caixa de veludo. Assim que se despediram Santana retornou a sala onde estavam apenas Maribel, Alma, Sophia e Alexandra.

– São lindas Santana – Alexandra comentou assim que Santana se sentou na poltrona ainda admirando o Buque.

– Quem é o remetente? – Maribel perguntou mesmo fazendo idéia de quem seria.

– Eu ainda não li o cartão – Santana comentou só agora pegando entre as flores um envelope branco.

– Por favor, leia em voz alta – Maribel pediu e antes que Santana pudesse reclamar continuou – estamos todas curiosas.

– Tudo bem – Foi só o que disse antes de começar a ler.

Nem sempre é necessário mandar Rosas vermelhas para demonstrar o quanto amamos uma pessoa. Às vezes uma simples rosa branca descreve mais desse sentimento do que se possa imaginar. Cada flor e cada cor têm o seu significado então nada melhor do que colocarmos tudo isso em um conjunto só. Caso não saiba flores brancas são sinônimos de inocência, lealdade, pureza e paz e com tudo isso eu posso te descrever Santana.

Inocência porque quando estou ao seu lado eu me transformo novamente em criança, lealdade porque sei que posso contar com você a qualquer hora independente do que aconteça, pureza porque o simples fato de você querer ajudar as pessoas seja no seu trabalho ou no dia a dia te faz a pessoa mais magnífica que eu poderia ter conhecido e o principal Paz cada abraço, carinho ou até o seu silencio me traz tranqüilidade.

“Eu achei que pessoas perfeitas não existissem, mas isso mudou quando conheci você.” “Eu Te Amo”

Santana tinha certeza que as lagrimas que escorriam sobre seu rosto nesse momento tinham começado assim que a primeira frase da carta foi lida. Um sorriso bobo tinha se formado e ela encarava o buque como se fosse à coisa mais bonita que já tinha visto e de alguma forma era. Não sabia que tinha lhe enviado tal coisa, mas aquele gesto estaria guardado em suas lembranças para sempre.

Levantou a cabeça e encontrou as três mulheres lhe encarando com sorrisos emocionados e olhos brilhando de algumas lagrimam que insistiram em cair. Antes que qualquer comentário fosse feito, Santana abriu a caixinha de veludo encontrando um lindo colar de ouro com um pingente em formato de mãos segurando um coração de mesma cor. Levantou o objeto e leu os dizeres em voz alta.

– Meu coração é todo seu.

Agora tinha certeza que nada mais poderia lhe surpreender. Naquele momento ela só pensava em uma pessoa. Brittany. Era obvio que seria a loira. Depois de tudo que tinha acontecido mais cedo tinha que ser Brittany quem lhe enviou aquele lindo presente.

– Santana isso é lindo – Maribel comentou sorrindo.

– Tenho que admirar quem lhe enviou isso Santanita – Dessa vez foi Alma quem se manifestou.

– Seu tio podia ser romântico assim – Alexandra comentou suspirando e arrancou risada de todas – Quem as enviou?

– Não tem remetente – Santana vasculhou pelo envelope por algum nome que não fosse o seu escrito em uma letra bem trabalhada na cor vermelha.

– Você não faz idéia de quem seja? – Perguntou novamente a tia.

– Eu gostaria que fosse apenas uma pessoa – Comentou sorrindo.

– Eu ainda não sei o porquê gosta daquela menina – Alma cruzou os braços e suspirou. Ela não gostava de saber que sua neta estava se apaixonando. Não que a senhora não estivesse feliz ao ver o brilhinho nos olhos castanhos, mas saber que Santana poderia realmente amar Brittany lhe trazia um sentimento de perda.

– A senhora não dá espaço para ela se aproximar. Como vai saber o que me fez apaixonar por ela – Santana perguntou levemente irritada. Sua avó nunca tinha agido dessa maneira com nenhuma de suas namoradas anteriores e muito menos com os namorados de seus primos. Porque essa implicância apenas agora? – Eu ainda não entendo essa implicância abuelita.

Antes que Alma pudesse dizer mais alguma coisa Juan entrou na sala acompanhado de seu irmão e mais alguns parentes que haviam chegado há poucos minutos a mansão. Santana gostaria de saber o porquê da implicância, mas optou por deixar o assunto de lado. Era natal, sua época favorita onde seus familiares estavam reunidos trazendo aquela nostalgia de quando era criança e corria pela casa juntos com seus primos. Estava feliz pelo presente recebido e para completar estava junto com a pessoa que amava.

Observou seus tios, primos, seus pais, sua abuela e alguns amigos sorrindo e cumprimentando uns aos outros e não pode deixar de sorrir também. Era uma sensação tão boa, tão aconchegante, tão familiar. Sentiu falta dos cabelos loiros quando passou os olhos por toda a sala e não os encontrou. Aproximou de seu pai que agora estava próximo a porta de vidro que levava ao jardim da mansão. O homem estava sorrindo então Santana supôs que o pai estava em seus devaneios e provavelmente pensando exatamente a mesma coisa que ela há minutos atrás.

– O que esta pensando Papi? – Perguntou chamando a atenção de Juan.

– No quanto é bom ver a família reunida novamente – Se virou sorrindo para a filha e a abraçou – Eu sentia falta disso.

– Eu também – Eles não se referiam apenas as pessoas que ali estavam, mas sim ao abraço caloroso de pai e filha que compartilhavam.

– O senhor sabe onde esta Brittany? – Depois de já afastados Santana resolveu perguntar.

– Ah sim. Ela pediu que lhe avisasse que ocorreram alguns problemas e teve que voltar para San Diego – Juan fez uma pausa, mas percebeu o olhar triste da filha e tratou de continuar – Disse para não se preocupar que no começo da noite estaria de volta.

– Okay – Santana deu um meio sorriso e se afastou do pai caminhando em direção ao buque que jazia na mesa de centro.

Ela recolheu as flores e as colocou em um vaso que Lucia tinha deixado disponível exatamente para elas. Cheirou mais uma vez e subiu as escadas em direção ao seu quarto. Antes que pudesse alcançar o mesmo Kurt se aproximou junto com Blaine.

– Latina vamos ao shopping. Gostaria de ir junto? – Perguntou Kurt ao se aproximar saltitando.

– Eu vou recusar – Santana ria da alegria do primo – Vou ajudar Mami com algumas coisas.

– Você quem sabe – Kurt saiu puxando o namorado que nem teve tempo de se despedir.

O resto da tarde teria sido normal se Santana não estivesse recebendo buques de flores e presentes a cada duas horas. Todos eram no mesmo formato do primeiro. Contendo um conjunto de diferentes flores de uma mesma cor e um buque de tulipas vermelhas bem no centro do maior. Os presentes variaram entre livros, jóias, bichinhos de pelúcia dentre eles um golfinho azul e branco que vinha com uma pergunta interessante e por mais infantil que fosse fazia com que pensasse se aquilo de fato seria verdade. Era uma pergunta que tiraria qualquer biólogo do serio e poderia arrancar risadas de alguns. A frase que Santana compartilhou com todos que estavam a sua volta uma vez que a encomenda havia chegado ao café da tarde onde a família Lopez se reunia fez com que até sua abuela abrisse um leve sorriso. “Você sabia que golfinhos são apenas tubarões gays?” essa foi à frase que jazia escrita em um pequeno papel anexado ao golfinho de pelúcia.

Santana se emocionou a cada cartão que vinha junto ao buque. Todos continham os significados de cada cor exceto as vermelhas. Em cada um a pessoa descrevia Santana de acordo com o que o buque representava. Era inegável que a latina amou toda a surpresa, mas por mais que estivesse extremamente feliz com toda aquela demonstração de amor ela queria ter a certeza que aquilo tinha sido obra de Brittany. Pedia em seus pensamentos que tudo aquilo fosse o tal presente que Brittany dissera que seria especial e estava sendo, ela apenas queria a confirmação.

Já era sete horas e a mansão Lopez já estava toda decorada com diversos pisca-piscas, enfeites que variavam entre renas, alguns duendes, pinhas, homens de neve entre outros. Era tradição que os familiares arrumassem tudo desde os enfeites até a ceia de natal. Sim, a família Lopez seguia suas tradições para demonstrar respeito com seus antepassados e isso não mudaria por um longo tempo já que desde pequenos aprendiam os valores impostos por seus tataravôs.

Com tudo pronto a casa estava em um silencio normal já que todos estavam em seus quartos se arrumando para que enfim a festa finalmente começasse. Por mais que a tradição Lopez de certa forma fosse rigorosa o natal não era o tipo americano onde apenas os familiares se reuniam envolta de uma mesa. O natal dos Lopez era regado de muita alegria e diversão. Continham musicas que não eram típicas daquela comemoração, todos dançavam alegres, tinha bebidas alcoólicas e não tinha essa de que o pai da família teria que cortar o primeiro pedaço do peru. Dona Alma sempre dizia “Se esta com fome vá e pegue seu próprio pedaço”, mas algo que a senhora não abria mão era da reza a meia noite onde todos se reuniam dando as mãos e agradeciam a Deus por tudo que ele havia lhes dado.

Santana agora estava parada em frente a seu antigo closet pensando. Não em que roupa usaria já que o que queria estava separado em cima da cama. Apenas parou ali por acaso enquanto imaginava o porquê da demora de Brittany. A loira tinha saído cedo e até agora não tinha dado noticias e nem quando Santana tentou ligar à loira atendeu.

Resolveu terminar de se arrumar porque não adiantaria ficar ali pensando. Seu pai tinha lhe entregado o recado que Brittany tinha pedido então ficar preocupada não levaria a lugar nenhum. Caminhou até a cama vestiu a roupa que tinha separado. Era um vestido que ia até a metade coxa, de manga comprida, preto na parte inferior e branco na superior. As cores não eram divididas em linha reta e sim em formato de montanhas que mais pareciam triângulos. Calçou um par de botas brancas de salto que chegavam quase aos joelhos. O cabelo estava partido ao meio e cheio de cachos grossos que davam um leve volume gracioso aos belos fios negros. A maquiagem era basicamente a de sempre. Olhos em contraste devido ao lápis forte e o delineador, lábios com pouco batom apenas para não ficarem sem nenhuma cor e na altura das bochechas podia se ver um pouco de blush. Para completar, Santana colocou um bracelete prata e no pescoço estava o colar que tinha ganhado da pessoa misteriosa.

– Achei que nunca mais sairia desse quarto – Kurt comentou assim que Santana desceu as escadas – É tão difícil assim ficar bonita? – O garoto gargalhou e se esquivou da almoçada que Santana tinha jogado assim que chegou ao sofá.

– Demorei, mas estou um arraso – Santana jogou os cabelos para o lado e fez uma cara sexy arrancado risadas de alguns primos que estavam por ali.

– Você esta mais do que um arraso – Uma voz escoou em suas costas fazendo Santana se virar rapidamente – Você esta perfeita.

Santana engoliu em seco ao se deparar com Brittany encostada no batente da porta com os braços cruzados e seu típico sorriso de canto de boca a encarando divertida e admirada. Ela não evitou sorrir e depois de um tempo reparou na roupa que a mesma usava. Brittany estava em um jeans escuro e botas de salto preta que chegavam até a canela. Na parte superior estava uma tomara que caia preta justa no corpo e uma jaqueta de couro branco finalizava o look. Já os cabelos estavam soltos formando cachos e a franja tampava toda a extensão da testa. A maquiagem sempre leve e o colar escrito “Britt” que sempre estava ali dava um toque especial. Brittany estava simples, mas belíssima.

– Onde vamos cantar San? – Brittany perguntou se aproximando e só agora Santana parou de admirar a mais nova e notou as cores semelhantes que usavam.

– Aqui mesmo – Santana gargalhou e abraçou Brittany que logo colocou o rosto em seu pescoço.

– Cheirosa como sempre – Brittany comentou bem próximo do ouvido da mais baixa e se afastou sorrindo – Será que podemos conversar?

Santana iria responder mais foi interrompida por Isadora avisando que sua mãe estava a chamando do lado de fora. Afastou-se de Brittany e olhou para a prima que olhava para Brittany com cara de desejo coisa que irritou Santana profundamente, mas isso não foi o pior. Quando Santana passou por Isadora pode ouvir a prima sussurra bem próxima.

– Aproveite enquanto pode porque a loirinha não vai resistir.

A única reação de Santana foi olhá-la nos olhos com uma cara nada amigável.

– Vamos ver.

Ela não armaria nenhuma confusão naquele momento. Brigar era a ultima coisa que pensava em fazer em uma data importante para todos. Não era justo que gastasse seu tempo discutindo com Isadora. Pela primeira vez desde que conheceu Brittany ela teria que confiar no seu taco afinal a loira estava ali por ela.

Antes de sair totalmente do local Santana voltou apenas para falar com Brittany.

– Podemos conversar mais tarde? – Brittany apenas concordou em um aceno e se sentou ao lado de Kurt e Blaine.

Já passava das dez e Santana não teve tempo de se sentar e ficar com Brittany. A loira por sua fez foi apresentada para todos os familiares que ali estavam. Uma hora era Maribel, outra era Kurt, e até mesmo Juan apresentava a loira com sua nora. De começo ela se assustou quando Maribel a apresentou como namorada de Santana. Na hora ela apenas esboçou um sorriso sem graça, mas depois foi natural já que Maribel dizia que já apresentaria como nora para não ocorrer confusão depois a alem do mais, ela sabia que mais dia menos dia aquelas duas estariam juntas.

Brittany caminhava em direção a cozinha depois de despistar Kurt que só falava de moda e Broadway. Sorria pensando em como o primo de Santana adoraria conhecer Rachel. Apesar de Blaine dar corda para o namorado, Brittany tinha gostado de conversar com o menino já que tinham gostos parecidos.

– Você esta uma delicia – Brittany deu um pulo ao ouvir a voz bem próxima a seu ouvido.

– Quer me matar de susto – Colocou a mão no peito e se virou para olhar Isadora.

– Quero te matar de prazer – Sorriu maliciosa.

– E eu achando que minhas cantadas eram toscas – Brittany soltou uma risada e logo se virou colocando a bebida em seu copo.

– Não precisa se fazer de difícil Brittany – Isadora se aproximou e encostou no balcão ao lado de Brittany – Não tem ninguém aqui.

– Quem disse que estou me fazendo de difícil? – perguntou sem olhar para Isadora.

– Então porque não aproveita a oportunidade que estou lhe dando – A menina passou a mão nas costas de Brittany que se sentiu desconfortável por ter apreciado o toque.

– Não estudei pra ser baba – Afastou a mão da garota e caminhou até a geladeira, mas antes que chegasse a mesma Isadora a abraçou por trás — Dá pra não relar, garota.

– Vamos lá, Brittany – Voltou a se aproximar – Eu não sou de se jogar fora. Vai dizer que não quer me tocar – Terminou de dizer passando as mãos suavemente sobre os seios e por mais que Brittany quisesse negar aquele era um belo par de seios – Vai dizer que não sou bonita.

– Eu não vou negar. Você é belíssima – Isadora sorriu mais abertamente – Se fosse há um tempo atrás na segunda investida você já estaria arfando na minha cama – Brittany afastou a menina e voltou a falar – Mas agora nem que você ficasse pelada na minha frente eu faria alguma coisa.

– Eu não sou gostosa o suficiente? Não sou merecedora de uma noite com você? – Era perceptível a ironia na voz de Isadora que estava irritada.

– Não é isso – Bebericou sua bebida sem tirar os olhos da garota que estava parada em sua frente com os braços cruzadas e uma cara que Brittany se perguntava se não era algo no gênesis dos Lopez.

– Então o que é? – Perguntou com a voz elevada.

– Você não é Santana Lopez – Sem tirar os olhos de Isadora que agora a olhava indignada e com a boca aberta caminhou em sua direção e tornou a falar – Você acha que eu perderia meu tempo com você tendo Santana. O mais engraçado é que você se acha superior a ela – Brittany se afastou em direção a saída, mas antes de alcançar a mesma se virou – Mas eu vou te contar um segredinho – Brittany sorriu – Você nunca chegara aos pés.

Voltou a caminhar para fora do local e pode ouvir Isadora se exaltar em espanhol. Só conseguia rir. Nunca antes teria dispensado alguém como Isadora, mas agora era diferente. Ela amava Santana então qual a necessidade disso? .

Seu corpo todo gelou ao ouvir uma voz cálida que vinha de suas costas.

– O que você tem que minhas netas se encantam?

– Senhora Lopez – Brittany não teve tempo de continuar.

– Primeiro Santana, depois Sophia e agora Isadora – Alma passou por Brittany sentou no sofá e pediu para que a menina se aproximasse. Mesmo relutante Brittany se aproximou da senhora que tinha um olhar simpático – Sabe, eu gostaria que nenhuma delas saíssem de casa. Eu não devo me preocupar com Sophia porque ela ainda é uma criança, mas Santana já é uma mulher formada e daqui a algum tempo Isadora saíra das minhas vistas.

– Eu não acho que a senhora deva se preocupar com isso – Brittany resolveu dizer alguma coisa. A conversa seguia um caminho estranho afinal Alma nem gostava dela.

– Eu os vi crescer principalmente Santana – Alma tinha um olhar vago e um leve sorriso – Santana é minha neta mais velha. Eu tenho mais quatro netos antes dela, mas ela foi à primeira menininha a nascer e eu tenho um carinho realmente especial por ela alem do mais eu a criei por longos anos. Isso não significa que eu não ame a todos. Tento demonstrar isso a eles todos os dias, mas parece que Isadora não entende dessa forma – Fez uma pausa e suspirou – Essa obsessão que ela esta criando por você não é apenas por que é bonita e sim porque quer atingir Santana.

– Eu não – Brittany tentou negar, mas Alma não deu tempo para que terminasse a frase.

– Quando olhei pra você pela primeira vez junto com Santana meus únicos pensamentos foram que você seria apenas mais uma garota mimada e bonita que gostaria de se aproveitar de minha neta e que na primeira oportunidade a deixaria com o coração partido – Alma olhou para Brittany que tinha o olhar triste por passar essa impressão para uma das pessoas mais importantes na vida de Santana e a senhora pode perceber – Não. Você não passa essa impressão Brittany – A loira a olhou confusão, Alma riu e continuou – Você aparenta ser uma pessoa bem alegre, boa, mas você quer entrar para essa família e roubou o coração da minha pequena. Não consegui ver coisas boas em você.

– Senhora Lopez, eu amo Santana – Brittany olhou para a senhora a sua frente e resolveu seguir o conselho de Santana e ser sincera com Alma – Eu a amo desde a primeira vez que a vi e desde então a única coisa em que eu penso é em fazê-la feliz. Eu tinha uma namorada que eu gostava muito. Ela foi especial pra mim porque foi com ela que eu cresci e aprendi a cuidar da minha própria vida e a ver que a vida é muito mais do que diversão. Mas Santana entrou em minha vida e eu sinto que ela é a pessoa certa pra mim. Não estou dizendo isso apenas porque estou tentando te convencer a me aprovar, mas estou aqui dizendo tudo isso porque a senhora é especial para Santana. Quero que saiba que eu jamais a magoaria porque alem de machucá-la eu estaria machucando a mim mesma.

Alma sorriu não apenas pela sinceridade das palavras ditas, mas sim pela sinceridade que os olhos da loira passavam. Agora naquele momento ela sabia que a mulher a sua frente faria sua neta feliz apenas agora percebeu que Brittany não era como os antigos relacionamentos de Santana no qual eram sempre interesseiros ou idiotas.

– Agora eu sei que sim – Alma voltou a falar sem perder o sorriso nos lábios – Mas vou avisando que se magoar Santanita não medirei esforços para fazer você sofrer.

– Então quer dizer que eu posso namorar Santana? – Brittany perguntou com um meio sorriso, mas levemente assustada.

– Sim – Alma não teve tempo para mais nada. Sentiu o corpo de Brittany abraçado ao seu e apenas riu retribuindo o carinho.

– Valeu abuela – Quando se tocou do que estava fazendo e dizendo, Brittany afastou pedindo desculpas, mas tudo o que recebeu foi um sorriso que ela estava começando a gostar.

– Tudo bem Brittany afinal você é praticamente da família agora – Alma segurou a mão da loira e voltou a falar – Eu gosto que me tratem assim. Mas agora me diz. Quando vai parar de enrolar minha neta?

Santana andava em direção a sala procurando por Brittany já que Kurt tinha informado que a loira havia entrado há algum tempo. Só agora teve um tempo para descansar depois de ajudar a mãe em vários preparativos. Não que não gostasse de ajudar, mas adoraria ter alguns empregados disponíveis nesse dia.

Parou na porta estática ao observar Alma e Brittany dançando ao som de alguma musica que no momento não sabia dizer qual era. Só podia ser ilusão. Há duas horas sua abuela não suportava ver a loira e agora estava dançando juntas? . Ouviu o som de gargalhadas e resolveu aproximar-se.

– Tudo bem por aqui? .

– Tudo ótimo Santanita – Alma responde se afastando de Brittany – Estava ensinando alguns passos para Brittany.

– San a abuela é demais – Brittany comentou eufórica se aproximando de Santana – Você disse que ela era dançarina, mas não disse que era tão boa.

– Que isso mi hija – Alma balançou a mão tentando negar – Eu era realmente boa quando era jovem. Eu me sentia completa toda vez que me apresentava.

– A senhora tem que ir a minha academia qualquer dia – Elas ignoraram a presença de Santana que estava confusa com tudo que estava acontecendo – O pessoal vai amar conhecê-la.

– Vai ser um prazer – Alma ria da empolgação da loira. Agora ela sabia o que fez suas meninas se encantarem por Brittany. Provavelmente era pelo jeito animado e eufórico que tinha ou o simples fato de que a mais nova fazia com que as pessoas se sentissem confortáveis ao seu redor.

– E aproveitamos e voamos de parapentium — Brittany parecia uma criança. Ela estava realmente feliz por se dar bem com a avó de Santana e com tudo isso descobriu ter gostos parecidos com a senhora que se mostrou amorosa e protetora quando se tratava de seus familiares.

– Você quer matar a minha abuela, Brittany? – Santana resolveu interromper. Ela estava confusa e atônita. De uma hora para a outra ela encontra as duas felizes e dançando juntas. Isso era confuso e ainda por cima Brittany queria levar sua avó para pular de um morro com no mínimo quarenta metros de altura – Ela é uma senhora de idade. Não pode ficar praticando essas coisas.

– Deixe disso, Santana – Alma se aproximou da neta resmungando – Eu estou na flor da idade.

– Abuela a senhora não pode fazer essas coisas – Santana cruzou os braços.

– Brittany marque o dia e me ligue – Alma saiu da sala ignorando totalmente o que Santana havia falado.

– Pode deixar – A loira disse um pouco mais alto para que a mulher que se afastava pudesse ouvir.

Brittany ainda sorria quando olhou para Santana e encontrou um olhar nada amigável.

– O que foi tudo isso? – Santana perguntou se aproximando.

– Nos conversamos. Isso não é ótimo? – Brittany perguntou – Acho que a abuela gosta de mim.

– Abuela? – Santana voltou a perguntar confusa – Eu saio por duas horas e vocês viram melhores amigas? .

– Mas isso não é bom? – Brittany perguntou confusa passando a mão esquerda nos cabelos soltos. A cara pensativa fez com que Santana soltasse uma leve risada e descruzasse os braços e terminou o espaço entre elas abraçando a loira pelo pescoço.

– Isso é maravilhoso – Santana deu um selinho na mais alta e se afastou – Mas o que vocês conversaram?

– Eu apenas segui seu conselho e fui totalmente sincera – Brittany respondeu – Mas o importante agora é que ela me aceita.

– Isso é bom – Santana deu um sorriso brilhante que fez Brittany pensar que tudo valeria à pena se estivesse com Santana.

– Sim – Concordou e prosseguiu – Podemos conversar agora? – Perguntou enquanto Santana brincava com alguns cachos de seu cabelo.

– Claro.

Soltaram-se do abraço e Brittany segurou a mão de Santana enquanto a levava para o lado de fora da casa onde tinham algumas mesas e bancos de pedra onde não tinham enfeites nem convidados. Sentaram nos bancos e observavam a noite escura que não possuía à tão linda lua ou qualquer sinal de estrelas.

O silencio era confortável, mas Santana estava curiosa. Curiosa para saber o que tanto Brittany queria conversar e curiosa para saber se havia sido a loira a lhe mandar presentes durante todo o dia. Sem conseguir se segurar Santana resolveu perguntar de uma vez.

– Bê, foi você que me mandou todos esses presentes durante todo o dia? .

– Quais presentes? – Brittany perguntou confusa olhando para Santana.

– As flores, jóias, ursinhos e todo o resto – Santana respondeu com a voz levemente embargada. Ela queria tanto que fosse Brittany a arquitetar tudo aqui que não penso na possibilidade de ser alguém mais a lhe mandar tão bonitas declarações – Diz que foi você Bê.

Brittany não respondeu apenas se levantou e caminhou entrando na casa. Santana suspirou para que as lagrimas que insistiam em cair não saíssem, mas era difícil. Quando se quer realmente algo é difícil receber uma resposta negativa. Alguns minutos se passaram e Brittany voltou com uma flor na mão e se sentou ao lado da morena novamente.

– Hoje você recebeu vários buques com diversas flores, mas sempre tinham as tulipas vermelhas – Brittany começou a falar olhando nos olhos de Santana que tinha um leve sorriso agora – As tulipas são um dos símbolos da Holanda e por um tempo ela foi à maior fonte de renda do país tanto que o brasão da minha família são tulipas. Tulipas vermelhas como as que recebeu tem um significado mais profundo do que qualquer outra flor vermelha – Fez uma pausa, mas continuou – Significa amor perfeito, verdadeiro e cuidadoso. Em geral, a tulipa vermelha significa amante perfeito ou ideal, mas o mais importante é que significa amor eterno. É isso que eu sinto todas as vezes que estou com você ou quando estou pensando em você. Sinto que se ficar comigo será para sempre e eu juro San que eu farei o possível e o impossível para que seus dias sejam perfeitos que nunca corram lagrimas de tristeza de seus olhos que a cada dia eu posso acordar ao seu lado e dizer o quanto eu te amo e dizer que nenhum mal vai te acontecer porque eu estarei te protegendo. Eu te amo pelo simples fato de você existir e não tem idéia da felicidade que eu sinto toda vez que me olha ou beija minha bochecha ou faz carinho no meu cabelo. Eu não sei como ou porque, mas eu sinto que você foi feita pra mim.

Quando terminou de dizer Brittany tinha algumas lagrimas escorrendo pelo rosto, mas não se comparava a Santana que chorava copiosamente e emitia leves soluços. Ela não conseguia dizer uma palavra se quer. Brittany a puxou para seu colo e abraçou pela cintura. As testa se conectaram e naquele momento só podia ser ouvido o leve choro de Santana.

Depois de alguns minutos, Brittany se afastou fazendo Santana abrir os olhos ainda com lagrimas. Brittany passou os dedões de leve para afastar as lagrimas e voltou a falar.

– Dizem que se soprar um botão de flor ela se abre – Levantou a tulipa que ainda esta em suas mãos e entregou a Santana que se ajeitou melhor no colo da outra – Tenta.

Santana dirigiu seu olhar para Brittany, mas logo o transferiu novamente a flor em sua mão. Soltou um suspiro daqueles após o choro e soprou de leve. Realmente a flor estava se abrindo então tornou a soprar para que desabrochasse por completo.

Quando a flor se abriu por completo, Santana vislumbrou um anel de prata com alguns leves detalhes em dourado. Seria bem simples se no centro do objeto não estivesse cravado uma pedra na cor vermelha. Não era muito grande nem muito pequena, mas a latina sabia que era uma pedra preciosa.

– Sua cor favorita, certo? – Comentou Brittany enquanto observava as feições de Santana que tinha um sorriso bobo e os olhos lacrimejando novamente.

– Brittany – Santana sussurrou.

– Vamos fazer isso certo – Brittany puxou a mão da latina tirando sua atenção do anel e olhou em seus olhos – Santana me daria o prazer de ser minha namorada? .

– Sabe por quanto tempo eu esperei ouvir essa frase? Acho que desde o começo. É estranho ter me apaixonado por você desde a primeira vez que te vi e depois desse dia você se tornou alguém tão especial que eu rezava em pensamento para que seu namoro acabasse – Santana riu em meio a lagrimas – Você se mostrou atenciosa, engraçada, amorosa e tudo o que eu apreciava em uma pessoa e eu pensava que a Mel era a pessoa mais sortuda que eu conhecia e isso me matava por dentro. Matava-me te desejar e não poder ter, mas eu sou uma pessoa de princípios então jamais que eu iria ceder aos seus encantos por mais difícil que fosse.

– Isso é um sim então? – Brittany perguntou curiosa.

– Deixe me pensar – Colocou a mão no queixo e riu da cara triste que Brittany fez – É claro que é sim.

– Então agora eu acho que eu posso te beijar – Brittany sorriu apertando a cintura de Santana.

– Agora você deve me beijar – Riu e passou os braços envoltos dos ombros da loira se aproximando.

Brittany fez carinho no nariz de Santana com o seu e em seguida fechou o espaço entre elas. Era um selinho, mas a loira estava cansada desses selinhos então como se lesse seus pensamentos, Santana entreabriu os lábios dando espaço para que a língua de Brittany explorasse o que tanto queria.

Nada do que as meninas imaginaram estava acontecendo. Aquele beijo era melhor do que qualquer coisa que tinham sonhado. Era perfeito. Brittany apreciava os lábios macios e grandes explorando cada pedaço possível. Santana estava entorpecia para a sensação que apenas um beijo lhe proporcionava.

Era ansioso quase desesperado o beijo trocado. Nada superava o beijo entre um casal apaixonado. Não tente imaginar como é amar alguém ou beijar alguém porque sempre será melhor, mais gostoso e carinhoso do que qualquer ser humano possa espera.

Brittany soltou um pequeno gemido ao sentir as unhas de Santana arranhando sua nuca e seguindo em direção aos seus cabelos dando um leve puxam. A morena sorriu durante o beijo gostando da sensação de sentir Brittany se arrepiando e ouvir aquele pequeno som saindo de seus lábios que foi o impulso que precisava para aprofundar mais ainda se isso era possível.

Para o primeiro beijo elas estavam bem à vontade, mas o que se esperar de algo que as duas desejavam há tempos? .

Santana prendeu o lábio inferior de Brittany entre seus dentes e puxou de leve arrancando mais um gemido da loira. Ela pretendia finalizar o beijo, mas Brittany a puxou de volta sem dar tempo para Santana respirar. Separam-se apenas quando ouviram alguns dos parentes da latina gritando feliz natal e Brittany pode ouvir alguns fogos de artifícios explodindo.

– Feliz Natal San – Brittany sussurrou sorrindo bem próximo aos lábios de Santana.

– Feliz Natal Britt-Britt.

Foi só o tempo de responder e Santana fechou novamente o espaço entre elas em um beijo mais calmo do que o primeiro trocado entre elas.

Notas finais
Estou perdoada pela demora? Espero que tenham gostado do primeiro beijo Brittana e do pedido de namoro. Obrigado por quem não abandonou a fic. Vocês são os leitores mais lindos do mundo :3 Ps: Feliz Natal atrasaderrimo e Feliz Ano novo atrasado haha