Etapas Da Vida

7 Capítulo VII - Vivendo um sonho


Notas iniciais
Boa Leitura ♥

Faltava pouco para a inauguração, todos estavam animados, eu tinha meus motivos para ficar com medo e ao mesmo tempo feliz, bom, meu sonho ia se realizar, e pensei que podia estar compartilhando esse momento com ele, podia, mas seguimos caminhos diferente, e preciso parar de achar que seria diferente. Numa manhã estava tomando café quando meu celular tocou, nem acreditei quando vi seu numero na chamada, pensei em atender e contar tudo, falar de como estava bem e queria compartilhar, mas fui firme desliguei o celular e terminei meu dejejum como se nada tivesse acontecido, depois coloquei uma roupa confortável e peguei minha bolsa, me olhei no espelho e dei uma arrumada no meu cabelo, tinha passado a madrugada inteira colocando twists(bom para quem não sabe é como aplique), e sai.
Com um folheto e um mapa comecei a viver meu grande sonho, nada de ficar trancada no quarto pensando bobeira, eu estava em Paris e tinha que aproveitar, como ir no Egito e não conhecer as pirâmides, fui conhecer cada lugar de Paris, a torre Eiffel era linda, e me sentia tão pequena ao lado dela, bem como uma boa turista pedi para um casal tirar uma foto pra mim, e não podia perder esse momento, o sol já estava se pondo e eu perambulando pela fabulosa cidade, arriscava as vezes falar francês, e isso era muito estranho quase cai na risada de mim mesma, parei em frente a uma cafeteria que era um charme, entrei e me senti tão bem pedi um café extra forte e via um casal sentado demostrando o seu amor um pelo o outro, aposto que estavam em lua de mel...

(Em algum lugar em Paris)

– Que merda... Já avisei que essa construção esta errada, vou ter que eu mesmo ir fazer?–Breno com raiva conversa com os empreiteiros, que mais uma vez tinham dado problemas, depois de ouvir o sermão do seu patrão eles se retiraram, ele ficou na sala avaliando seu projeto novamente tentando achar o erro, e se pegou olhando para o celular, esperando uma ligação ou mensagem dela, para ambos foi difícil a separação, mesmo tentando focar no trabalho ele pensava nela e até tentava entrar em contato, mas sempre sem sucesso, ele se recostou na cadeira e tirou uma foto do bolso e tentou entender porque de amar tanto ela, viu que já estava tarde e pegou suas coisas e caminhou ate a saída, no estacionamento viu um casal andando de mãos dadas e muito felizes, ele sentiu um aperto, entrou no carro e saiu em alta velocidade, era uma mistura de raiva com amor, ele não queria aceitar.
A cada semáforo acelerava mais, seu carro ultimo modelo, era potente e parecia voar na pista, passou tão rápido por uma cafeteria que por um segundo achou ter visto sua amada, dando uma freiada brusca quase colidido com o poste, ao sair do carro meio zonzo colocando as ideias no lugar, sabia que era impossível ser ela, e talvez tivesse ficando maluco ou era um sinal que ele devia fazer algo. voltou para o carro e fez uma ligação...

(Paris, Cafeteria)

Peguei o café e fui tomando enquanto voltava para o hotel, percebi que estava feliz, peguei meu celular e disquei o numero e esperei um pouco ate que ouvi a voz rouca dele, bem queria compartilha com alguém minha felicidade e com certeza ele ia me entender, Derick tem me compreendido como ninguém, sabe como lutar pelos seus sonhos, e me passava segurança, conversamos por horas, ele me falou que fotografou dois velhinhos comemorando 50 anos de casados e era com se tivessem casado ontem, e aquilo era o que ele amava fotografar, conversa vem conversa vai perguntei se ele queria ir comigo na inauguração da galeria, o silencio quase me deixou louca, mas ele respondeu que ia adorar e me animei.
A madrugada era calma o som do vento na janela me incomodava, me levantei e fechei a janelas, estava bem frio e quando olhei para fora percebi que estava nevando, sim nevando, era algo magico, eu coloquei um casaco e sai do quarto todos pareciam esta dormindo, caminhei ate fora do hotel e senti o frio penetrar minha pele, levantei a mão e senti aquele floco caindo na minha mão, foi a melhor sensação, nunca tinha tocado algo tão lindo, parecia uma criança, brincando com a neve que tinha no chão, senti meus pés congelando, quando acordei estava deitada na cama enrolada com 3 cobertores, minha cabeça doía, meu nariz estava escorrendo, meu corpo estava todo dolorido, bem resumindo tinha pegado um belo resfriado, e não queria sair de nenhuma maneira da cama.
A cama e eu tínhamos um pacto, a semana passou e minha gripe só piorava conforme a neve caia, Juli tentou me levar ao medico, mas me recusei não estava morrendo, apenas não queria sair da cama, no grande dia da inauguração, juntei o máximo de força para sair da cama, ela veio me ver e me falou que não estava com uma cara muito boa, apesar de eu ter me rebocado de maquiagem para ninguém notar, ela foi na frente como era braço direito de Carlos precisava deixar tudo preparado. fiquei sentada na cama esperando minha coragem voltar, estava quase pegando no sono quando alguém bateu na porta, achei que era ela e mandei entrar.
A porta abriu devagarinho, e vi um moço alto e bem vestido entrar pensei em falar algo, mas minha voz não saiu.

– Nossa, você esta com uma cara péssima!– Derick falou se aproximando e colocando a mão na minha testa, sentiu que minha febre estava alta, e com um sorriso de canto me pegou no colo e apenas o abracei forte, não tinha força para lutar e deixei ele me levar, ele me segurou firme e me levou ate o táxi, e de lá fomos para um lugar que não tinha nada haver com a galeria, assim que o táxi parou ele saiu e abriu a porta e me pegou no colo e entramos e fui percebendo que era um hospital, bem eu não queria, mais sem qualquer vontade de ir contra ele.
Acordei num quarto de hospital, sendo medicada e quando olhei para a porta ele estava entrando com dois cappuccino e me animei com aquele cheiro gostoso invadido o quarto.

– Obrigada! estou te devendo!–falei apreciando com muita vontade aquele cappuccino, não me sentia tímida perto dele, era como se nos conhecemos e tudo entre a gente era natural, ele se sentou ao meus pés e bebendo balançou a cabeça, demostrou aquele sorriso gentil que tinha. hora mais tarde fui liberada e ele pagou toda a despesa e fiquei muito brava, e prometi pagar um dia, ele me acompanhou ate a porta e mexeu no cabelo;

– Você pode me pagar... me levando para conhecer os seus famosos quadros o que acha?

Fiquei meio sem graça, e olhei no relógio talvez se a gente corresse daria tempo de aproveitar alguma coisa, no impulso segurei na mão dele e acenei para um taxi, e assim que um parou entramos e seguimos para o nosso destino, e em todo percurso seguimos de mão dadas.
No final do evento ele se ofereceu de me levar ate o hotel, bem eu aceitei, Juli ficou me encarando como se fosse gritar a todos que eu estava namorando ele, eu dei um tapa na costa dela para ela parar de secar, que estava ficando constrangedor, na volta ele preferiu caminhar e isso quase me enlouqueceu, bem não era muito longe, mas eu estava exausta e quando abri a porta do hotel nunca fiquei tão animada ao ver minha cama, ele ficou parado na porta esperando algo, olhei sem entender, depois de um tempo o convidei para entrar, ele deu um sorriso debochado, que atrevido, sentamos num sofá que ficava de frente a uma gostosa lareira e o silencio dominou o cômodo, ele tirou da bolsa dele um psp e começou a jogar como se eu não tivesse ali, aquilo me irritou e

~X~

Ultimas semanas, bem queria aproveitar o máximo, a minha exposição tinha sido bem vista, tive alguns elogios e claro criticas sempre tem e ate que foram poucas, Derick ficou do meu lado e com sua experiência em comunicação me ajudou bastante, e tudo foi bem. bom tinha feito uma lista de lugares que tinha que conhecer antes de ir embora, coloquei uma roupa bem quente, não poderia cometer a burrada de ficar doente novamente, arrumei meu cabelo, tirei o twists o deixando ao natural, e fui registrar na memoria e em fotos como era bom acreditar em mim mesma.

Notas finais
Obrigada Por ter chegado até aqui, deixe seu comentário construtivo eu aceito de coração. → Até o próximo capítulo ♥