Et maintenant?
1 Prólogo
Notas iniciais
-Consegui 2 meses de ferias no meu trabalho e as crianças estão de ferias de verão- falou Isobel enquanto eu escovava meu dentes.
- Et alors ? ( e dai?)- tirei a escova da boca e perguntei.
-E dai, que nos vamos passar as ferias com você ai no brasil — desse. Ah não. Peguei o celular decima da bancada do banheiro e a olhei incrédula — Chegaremos em dois dia- informou.
- Por que dessa viajem tao repentina ?- perguntei. Não, logo agora que estava tudo tranquilo.
- Porque sim- respondeu. Talvez seja eu estava errada, mas ela parecia bastante nervosa.
- Ok- Falei pausadamente Não convencida porque isobel não era de dar um ponto sem nó, tudo que ela fazia tinha uma segunda intensão por trás- Em que Hotel iram ficar ?
- Oras Elena! iremos ficar em sua casa. Esteja no aeroporto as 15 hs- Disse e encerou a chamada de vídeo.
- Só me faltava essa- resmunguei
Eu e Isobel sempre tivemos serias divergências. Nunca tivemos um relacionamento de mãe e filha. Tanto porque ela nunca foi minha mãe.
Sou fruto de um curto relacionamento quando ela tinha 17 anos em um de suas viagens pela a Europa. Como ela era ''uma adolescente inconsequente e sem juízo '' palavras de minha avó. Ela simplesmente me abandonou assim que eu nasci para meus avós me criarem e foi morar em Londres para fazer faculdade, só aparecia no natal, ligava 2 vezes no ano e me mandava um presentinho no meu aniversario achando que iria supris sua ausência em minha vida. Sempre no dia das mães eu fazia um desenho ou alguma coisa de macarrão para ela, com a ilusão de que ela iria aparecer algum dia.
Aos 6 anos descobri que ela tinha se casado e estava gravida, a parti desse momento eu passei a entender que ela não se importava comigo e não me amava, eu já não fazia mais questão de falar com ela das poucas vezes que ligava. Quando era época de natal eu ficava mais na casa da minha tia Miranda brincando com a minha prima Bonnie do que em casa ou quanto estava em casa ficava o tempo todo trancada no meu quanto. Depois dos 13 anos quando eu nao tinha como evita-la acabávamos brigando. Eu me irritava com o carinho que ela tinha com o filho dela que eu nunca fiz questão de me aproximar, um parte por inveja e a outra era raiva por ela nunca ter me dado esse carinho e amor. Eu não sentia falta porque a vovó Anne foi a melhor mãe que eu poderia ter tido, ela me dava todo o carinho e amor que eu precisava. Também não gostava do marido dela o John e do jeito que eles formava uma ''familia perfeita''. Não sentia falta de um pai pois vovô George era o melhor pai do mundo para mim.
Devem estar se perguntando que era meu pai. Não sei, não quero saber e tenho raiva de que sabe . Provavelmente deveria ser um carinha que minha mãe estava ficando que descobriu que ela estava gravida e deu um pé na bunda dela e foi embora. Não sei, eu nunca perguntei a ela.
Quanto eu tinha 16 anos, Isobel ficou gravida de novo e fui obrigada a morar com eles em paris. Os primeiros 6 meses foram os piores da minha vida ,mas depois eu vi que o Jeremy não era tao ruim assim e meus dias passou a ser suportáveis. Eles ate que tentavam me fazer sentir parte daquela família, mas o problema era que eu não queria .
A escola era meu refugio, onde conheci pessoas muito legais. E comecei a sair com uns amigos da alta sociedade francesa. Rapidamente fui reconhecida pelo nome e reputação de minha família e fui rotulada como La princesse brésilienne, Elena la pitite-fille de Anne et George Gilbert ou it girl.Os paparazzi clicavam tudo que eu fazia e o que eu não fazia. A fama foi meio que a minha salvação, porque eu passava mais tempo em na escola, eventos e festinhas do que em casa com a ''família perfeita''.
1 ano e meio depois eu fiz 18 anos entrei na universidade e me mudei . Nunca me afastei do Jeremy, ele era um amor de criança, ficamos cada vez mais próximos, eu o levava na disney todos os verões, íamos sempre a londrês nos estudios do Harry Potter com seus amigos e os meu e logico, porque eu não ia ficar de baba de pre-adolescentes sozinha . Consequentemente eu e Isobel nos aproximamos por causa do Jeremy, mas eu apenas a tolerava. Menos a Katherine, só eu e Jeremy sabemos como aquela criança era insuportável.
7 anos em paris decidi que já era hora de voltar para casa, por mais que eu tenha ficado todo esse tempo em paris nunca a considerei com meu lar. Eu sei que iria sentir falta do meu irmão , dos meus amigos e do glamour parisien. Mas eu sentia falta dos meus avos da minha familia.
Minha volta para o Brasil foi uma loucura, tanto em Charles de gaulle em Paris ,com no Jk em Brasilia parecia que todos os paparazzi do pais estavam la. Meu primeiro mês aqui foi de muitas entrevista para revistas e blogs de moda e comportamento, sessões de fotos, viagens pelo Brasil e festas. O segundo mês foi mais sossegado. Estava lidando com a decoração do meu apartamento que eu tinha comprado, curtindo mais a minha família e tudo mais.
E agora essa, minha mãe aqui para perturba a minha vida com aquela pirralha insuportável. A unica vantagem era que o Jeremias vinha junto.
Meus dias de paz estava contados.
Notas finais
Bjoss da Carol.
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