Esvaecidos de sua memória
4 Capitulo lV - Sonhos são como alucinações
A chuva caia em fervor, eu via lentamente seu cabelo molhar conforme ficava sobre a chuva, mas isso não te incomodava, você pegava o guarda chuva, que ironicamente para você não era necessário, e rodopiava até cair sentada sobre a poça de lama, e ai, ai você gostava de encenar " Oh, o que fazemos aqui? precisamos achar pistas, venha comigo!" e eu tinha o prazer de te acompanhar nas tuas aventuras, até o teu acidente.
Você corria, corria a minha procura, já era a sexta vez que eu me pusera a te ligar e nada, já cogitava voltar para a minha moradia quando ouço você gritar meu nome, de costas ainda, eu sorrio, você chegou. Sua presença me acalmava e me fazia esquecer do turbilhão de coisas que se passavam na minha cabeça, não falo como se fosse mais uns dos milhares que dizem isso sem pensar, muito pelo contrario, eu hesitei muito antes de admitir isso a você e para mim mesmo.
Quando me viro, já mostrando minha cara enraivecida, algo escapa dos meus pulmões com brutalidade, um grito sai sem permissão pela minha garganta, mas já era tarde de mais para te alertar, tudo que consegui ver foi seu corpo caído ao lado de um carro com manchas de sangue, eram o teu sangue, e de repente a noite pareceu encobrir tudo aquilo que estava bem na minha frente, a multidão curiosa se aproximava agindo como se quisesse ajudar, mas não fazendo absurdamente nada, os seres humanos são curiosos, mas pouco empáticos. Eles tem a ideia, mas custa muito mais do que tempo para lhe por em pratica, e eu não poderia esperar o tempo deles, porque o seu por um momento parecia estar acabando.
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