Estórias De Horror
50 4º Capítulo
Notas iniciais
– Ahh, não acredito que me fizeram andar até aqui pra nada! — exclama Ling após tentar de todas as maneiras possíveis abrir as portas do corredor em que se encontrava, porém sem sucesso.
– Não pode ser… Alguma porta tem que estar aberta — Yong junto de Ho forçavam uma porta na tentativa de a botarem a baixo – Mesmo tão velhas ainda são muito resistentes.
– O que vamos fazer agora? Não quero ter que passar a noite aqui nesse castelo! — comenta Ho olhando o lugar, e desta vez reparando em todos os detalhes macabros do lugar, o que o faz se arrepiar por inteiro – Só de pensar já me arrepia!
– Dormir aqui? — Yong encara o amigo concordando com o mesmo, como se pensassem a mesma coisa sobre a casa. Porém ao fitarem Ling a viram com uma enorme sorriso que ia de uma orelha a outra como se a idéia de dormir ali fosse a mais brilhante do mundo – Ling? No que está pensando?
– Hm? Ah, não é nada! — disfarça o sorriso– Vamos, precisamos encontrar uma saída não é mesmo?
Os três começam a difícil tarefa de retornar pelo caminho esburacado em que passaram à alguns minutos – Você teve sorte Ling, pelo jeito teremos que passar por aquele caminho macabro — comenta Ho aparentemente chateado.
– Você acha? — responde olhando para o garoto – Eu até já tinha desistido da ideia de ir por aquele caminho! — comenta tentando segurar um sorriso que lutava com todas suas forças pra se libertar. Yong e Ho se entreolham desconfiados.
Os três jovens, depois de certa dificuldade, conseguem retornar para a escada que liga os dois corredores do segundo piso – Bem… Acho que é isso — Ho fita o corredor escuro, seus olhos fundos não enxergavam o final do mesmo.
– Vamos então? — diz Ling caminhando na frente.
– Temos outra escolha… - comenta Ho apavorado.
“Não façam…”
– O que disseram? — pergunta Yong — que caminhava ao lado dos amigos — após ouvir algo.
– Não dissemos nada — responde Ling.
– Claro que disseram… Não Façam… — repete o que ouvira.
– Não… Você não vai conseguir me assustar Yong — exclama o outro encolhendo um pouco o corpo pelo medo.
– Ele deve estar ouvindo coisas! — diz Ling sem dar muita atenção.
O caminho parecia úmido. Quanto mais caminham, mais longe as portas ficam dos jovens, e a escuridão do local já se tornara forte o suficiente pra deixá-los quase sem visão – O que está havendo aqui? — indaga a garota que aumentava a velocidade de seus passos a cada momento na expectativa de chegar rapidamente a primeira porta do corredor.
– Então era isso?! — exclama Yong imóvel olhando o caminho a suas costas.
– Do que está falando? Isso o que? — pergunta Ho observando o amigo.
– Aquela voz estava tentando me avisar pra não virmos por esse caminho… — o jovem da alguns passos pra trás – Temos que voltar, não podemos continuar!
– Eu não cheguei até aqui pra voltar agora — exclama a garota – E já chega dessa história de voz misteriosa, porque não vai me assustar!
– Ling espera! — Ho tenta parar a jovem, porém a mesma foi mais rápida iniciando uma corrida pelo corredor.
– E agora?
– Acho que devemos ir atrás dela — comenta Ho.
– Não sei se é uma boa ideia — sussurra Yong sem deixar que Ho o ouça, seguindo o amigo logo depois.
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