Notas iniciais
Vindo com a cara mais deslavada, fingindo que eu não atrasei o capítulo por uma semana(*  ̄︿ ̄), sorry. De qualquer forma, mais um capítulo. E como prometido, uma surpresa. *Para aquelas pessoas que estão acompanhando 'Estrela da Alva' desde o início, de antes de eu reeditá-la, vai perceber que esse é um capítulo totalmente inédito e que também teremos uma participação especial nesse, espero que goste, Enjoy. ♡. OBS.: Informações adicionais no fim. (❁´◡`❁)

POV. Bella Swan

Ao final da primeira semana eu estava destruída, apesar de ter me adaptado completamente à rotina de aulas e de conversar com todos, a ausência de Edward me feriu profundamente, ele não havia aparecido em nenhum dia após o nosso reencontro e eu sabia que a família dele estava me odiando por isso, principalmente Rosalie, que não poupava olhares furiosos em minha direção; eu decidi me manter o mais distante possível, principalmente depois da quarta-feira, quando Alice tentou se aproximar de mim na hora do almoço, eu entrei em pânico, com medo de que ela viesse me acusar assim como a vampira loira, do seu olhar de desprezo e de ouvir que eu havia deixado de ser importante pra ela, então me esgueirei covardemente para fora do refeitório e assim foi também no estacionamento e nos dias consecutivos. Eu estava desesperada para manter esse confronto o mais distante possível.

Na sexta-feira à noite Charlie estava preocupado, ele não havia me dito nada, mas eu o conhecia como a palma da minha mão.

—O que foi? -Sondei enquanto jantávamos, ele me encarou surpreso.

—O quê? -Franzi a testa o analisando minuciosamente.

—Você está nervoso. -Ele desviou os olhos embaraçado.

—Não estou não.

—Você está, Charlie; eu reconheço os sinais. -Ele engoliu em seco. -E então? -Charlie apertou o garfo entre os dedos batendo-o repetidamente em seu prato.

—É que...

—Pare com isso! -Exigi quando aquele barulho começou a incomodar.

—Me desculpe.

—O que foi, Charlie?

—É que...

—É que...? -Incentivei impaciente, ele suspirou.

—Billy e Harry me chamaram para pescar amanhã. -Franzi a testa confusa.

—E o que tem isso?

—Eu não queria ir.

—Você com certeza quer ir, querido. Você só não quer me deixar sozinha em casa, estou certa? -Anuiu. -Charlie, eu não sou mais criança, posso me virar sozinha; não quero que mude sua rotina apenas porque estou aqui. -Ele apertou os lábios.

—Não posso te deixar sozinha.

—É claro que pode, e vai. Não quero vê-lo aqui amanhã -Sentenciei recolhendo os pratos na mesa e levando-os para a pia.

—Mas...

—Nada de “mas”, eu vou ficar bem, acredite; além do mais, eu pretendo aproveitar a sua ausência para fazer uma faxina aqui em casa e colocar alguns trabalhos em dia.

—Mas a casa nem está suja. -Argumentou franzindo o cenho.

—Não discuta comigo, Charlie Swan.

—Ok, ok… tudo bem. -Eu ri. -Você tem certeza? Se quiser pode vir com a gente. -Sugeriu.

—Pescar...? -Questionei com uma careta. -Não, obrigada. Sabe que não é o meu forte.

—Vamos lá, Bella. Billy ficará feliz em vê-la.

—Eu sei disso, mas terei que declinar do convite; estou cansada, a semana foi corrida, tudo que eu quero é ficar em casa. Além do mais, sei que você e aquele velho sem vergonha só querem me colocar em situações constrangedoras na frente dos outros. -Acusei, Charlie riu.

—Não te colocamos em situações constrangedoras. -Defendeu-se.

—Uhum... Não mesmo. -O sarcasmo era evidente em minhas palavras.

—Tudo bem, se não quiser ir... Só não diga que não a convidei, Billy arrancaria os meus órgãos se ouvisse isso. -Falou com um leve tremor, sorri.

—Não se preocupe. De qualquer forma, eu agradeço. -Ele assentiu. -Agora eu vou subir, a louça é sua hoje espertinho, eu lavei duas noites seguidas. -Charlie fez uma careta.

—Ok. -Respondeu contrariado e eu ri.

—Boa noite, C. -Murmurei dando um beijo em sua cabeça.

—Boa noite, mãe. -Respondeu enquanto eu me afastava em direção às escadas. Entrei no quarto e segui direto para o banheiro, fiz minha higiene, vesti a minha camisola rosa-bebê e voltei para o quarto me enfiando debaixo das cobertas. Eu estava tão cansada que logo adormeci.

Quando desci na manhã seguinte ainda era cedo e Charlie ainda não havia levantado, aproveitei para fazer o nosso café da manhã e quando eu me preparava para colocar a mesa a campainha tocou. Franzi a testa reconhecendo o cheiro de chocolates e rosas, andei a passos apressados em direção à porta.

—O que aconteceu? -A garota sorriu.

—Bom dia para você também. -Respondeu dando um beijo em minha bochecha e entrando na casa, revirei os olhos.

—Lizzie, por favor, o que aconteceu? -Pedi angustiada. Fechei a porta seguindo-lhe até a sala.

—Não aconteceu nada, eu só vim te fazer uma visita.

—Mas você não deveria estar na Itália. -Ela fez um gesto displicente com a mão.

—Isto é apenas um detalhe. Onde está Charlie? -Apertei os olhos já entendendo o que estava acontecendo.

—Charlie Swan, foi você quem a chamou!? -Gritei indignada.

—Pelas barbas de Merlin. -Lizzie reclamou se encolhendo, ainda foi preciso gritar mais duas vezes para que Charlie aparecesse com o rosto inchado e confuso.

—Eu chamei quem? -Seus olhos se arregalaram surpresos. -Lizzie!?

—Oi, maninho. -Charlie desceu as escadas pulando dois degraus de cada vez e a envolveu em um abraço apertado, ele a levantou do chão, girando-a, assim como tinha feito comigo no aeroporto.

—Meu Deus, como eu estava com saudades. -Ela riu.

—Também senti sua falta, tampinha. -Charlie se retesou incomodado.

—Nós temos a mesma altura, Lizzie.

—Agora.

—O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa? -Ele a encarou preocupado, que fez uma careta.

—Então você não a chamou? -Inquiri ainda incerta. Charlie negou.

—Ei, eu ainda estou aqui. -Nós dois a encaramos. -O que foi?

—Você não nos respondeu. -Charlie e eu apontamos ao mesmo tempo, ela revirou os olhos.

—Vocês dois são muito chatos. Eu já disse, vim fazer uma visita.

—Eu pensei que você só visitasse a Itália. -Charlie acusou.

—Isso é ciúmes, chefe Swan? -Ele revirou os olhos.

—Não, é claro que não.

—Uhum... sei... de qualquer forma, eu vim porque precisava verificar o que estava acontecendo aqui. -Explicou. Charlie e eu trocamos um olhar nervoso.

—Tudo bem... -Lizzie o encarou desconfiada.

—Você sabe, não sabe?

—Eu não. -Se apressou a dizer. -Eu... estou de saída, vou pescar com Billy e Harry. -Comunicou já se afastando em direção as escadas.

—Espera, Charlie. O que você está escondendo? -Exigiu caminhando em sua direção. Ele me lançou um olhar em pânico.

—Não estou escondendo nada. -Rebateu pulando para longe dela.

—Se não está escondendo nada, por que então não me deixa te tocar?

—Eu... eu... preciso ir. -Falou disparando escada acima. Se não fosse tão trágico, a situação seria cômica. Lizzie se virou para mim desconfiada.

—Pode começar a falar. -Rolei os olhos tentando conter o nervosismo.

—Você está paranoica, amor.

—Sério!? Eu acho que não.

—Esquece isso. Você veio passar o final de semana ou apenas o dia? Posso preparar o seu quarto. -Suspirou me lançando um olhar desconfiado.

—Vou ficar o final de semana, meu Bebê não vai se importar. -Abri um sorriso zombeteiro.

—Se você diz... -Lizzie riu revirando os olhos.

—Vai fazer o quê hoje? -Dei de ombros.

—Faxina, trabalho, livro ou filme, cama. -Ela me lançou um olhar incrédulo.

—Não brinca. -Sorri.

—Eu não estou. -Lizzie abriu a boca para reclamar, mas eu a interrompi. -Já tomou café? -Ela meneou a cabeça. -Então venha, eu já estava pondo a mesa quando você chegou. -Lizzie sorriu animada. -Charlie, desça para o café. -Gritei do primeiro degrau.

—Eu estou bem. -Revirei os olhos.

—Desça logo. -Lizzie soltou uma risadinha jogando a mochila em cima do sofá e me seguindo em direção a cozinha. Ela me ajudou a preparar a mesa enquanto me contava as novas, Charlie apareceu minutos depois e se sentou o mais distante possível enquanto ela o encarava risonha; em um dado momento, Lizzie avançou sobre ele na intenção de pegar em seu braço, mas eu fui mais rápida a prendendo pelo ombro. -Elizabeth!!! -Repreendi, ela riu enquanto Charlie a encarava de olhos arregalados.

—Eu não poderia deixar de tentar.

—Eu... eu já vou indo. -Balbuciou se levantando.

—Tome o seu café, Charlie. -Ordenei, ele meneou a cabeça.

—Eu já tomei. -Era mentira, é claro, Charlie mal havia tocado na comida, mas decidi deixá-lo escapulir.

—Tudo bem, mande um beijo para Billy.

—Tá, tchau.

—Tchau, maninho. -Lizzie caçoou, Charlie saiu como uma bala.

—Por Deus, Elizabeth, parece uma criança; viu como o deixou? -Reclamei ao ouvir a viatura arrancar na entrada principal.

—Eu só estava brincando. -Falou fazendo uma cara de bebê inocente, revirei os olhos.

—Brincadeira sem graça.

—Mas teve graça sim. -Resmungou fazendo bico, apertei os lábios tentando conter o riso.

—Termine o seu café.

Lizzie voltou a tagarelar sobre várias coisas e eu tive que me esforçar para dedicar a ela toda a minha atenção, no final ela me ajudou a tirar a mesa e a lavar a louça deixando tudo arrumado.

—Você não disse o que vamos fazer hoje. -Comentou quando terminamos de guardar tudo.

—Eu disse. -Lizzie fez uma careta.

—Você não estava falando sério. -Dei um sorriso travesso.

—Eu estava.

—De jeito nenhum que eu vou te deixar enfurnada nessa casa um final de semana inteiro.

—E o que pretende fazer? -Questionei seguindo para a sala.

—Shopping. -Fiz uma careta.

—Não sei como você ainda não nos faliu. -Comentei pegando suas coisas no sofá e entregando a ela. Lizzie deu de ombros. -Vem, vamos arrumar o seu quarto.

O quarto dela era ao lado do meu, tinha o mesmo tamanho e também duas janelas que davam para a floresta, era creme com flores e ramos pretos. Segui até as janelas puxando as cortinas brancas para que a luz natural pudesse penetrar no ambiente.

—Precisa de uma reforma. -Reclamou jogando a bolsa em cima da mesinha redonda perto das janelas, revirei os olhos.

—Para você, todo lugar precisa de reforma. -Ela riu. -Eu vou buscar uma colcha limpa no meu quarto. -Informei já me direcionando para a porta, ela assentiu. Me apressei para fora deixando a porta aberta atrás de mim. Peguei no meu closet alguns lençóis limpos e uma colcha branca com flores rosas, quando estava voltando encontrei Lizzie sentada em minha cama com o retrato de Edward em suas mãos, estagnei surpresa; ela o virou para que a imagem ficasse de frente para mim.

—Sabe? Eu gosto dessa. -Engoli o nó que se formou em minha garganta, eu queria dizer que também gostava, mas em vez disso eu fiquei calada, não conseguiria proferir nenhuma palavra sem que desabasse. -Vamos? -Indagou devolvendo o quadro para o criado mudo e se levantando, assenti a seguindo para fora do quarto.

Durante toda a manhã Lizzie tentou me convencer a sair de casa, eu não queria, mas como ela fizera todo o esforço para me animar, decidi então ceder; almoçaríamos em Port Angeles e só então iríamos ao Shopping. Passamos a tarde enfurnadas em lojas e mais lojas, eu não me importava, gostava de passar esse tempo com ela.

—Você vai me dizer o que está acontecendo? -Sondou durante a nossa pausa na praça de alimentação.

—O quê? -Questionei com um sorriso confuso, ela suspirou.

—Eu passei a semana toda te ligando Bella e você estava sempre triste. O que está acontecendo? E não diga que eu estou paranoica porque até Lexi percebeu. -Meu sorriso desmanchou, meneei a cabeça.

—Não quero falar sobre isso Lizzie.

—Você precisa falar. -Encarei seus olhos verdes cheios de carinho e tomei coragem, contei a ela tudo o que aconteceu, Lizzie apenas me ouviu em silêncio, depois que eu terminei ela chamou a garçonete pedindo mais um milk-shake de chocolate. Esperei pacientemente. -Quando pretende contar a ele? -Sua pergunta direta me pegou de surpresa. Eu não tinha resposta.

—Eu não sei.

—Se demorar muito Tony pode não te perdoar.

—Eu sei. -Suspirei passando a mão pelo cabelo recém-cortado que agora estava na altura dos ombros.

—Eu não vou dizer nada por enquanto, mas você precisa resolver isso. -Assenti.

—Obrigada. -Murmurei, Lizzie anuiu um momento antes de chegarem com o seu pedido, ela agradeceu com um sorriso e assim que a garçonete se afastou ela tomou tudo de uma única vez, uma garotinha nos encarou de olhos arregalados e quando ela se inclinou para fazer a mesma coisa com o seu milk-shake de morango, Lizzie balançou a cabeça para ela que parou no mesmo momento. -Eu ia dizer que você parecia bem tranquila com tudo isso, mas acho que não. -A garota sentada em minha frente voltou a olhar para mim.

—Eu só preciso absorver, quem sabe mais tarde. -Anui.

Depois da nossa conversa voltamos para as lojas, mas a animação já não era mais a mesma, Lizzie estava distraída então decidimos encerrar nosso passeio e ir para casa, mas antes que pudéssemos nos afastar da última loja que estávamos, uma figura baixinha começou a se aproximar e eu entrei em pânico, era “Alice Cullen”.

—Vamos pelo outro lado. -Lizzie franziu a testa.

—Por quê?

—Eu explico depois. -Seus olhos encontraram Alice que havia sido interceptada pelo companheiro. -É ela? -Indagou com um leve sorriso nos lábios.

—É. -Ela me encarou com um olhar reprovador.

—Não vai fugir, vai?

—Eu não consigo Lizzie, vamos embora. -Choraminguei ao ver que Alice continuava se aproximando.

—Tudo bem. -Cedeu me puxando na direção contrária, olhei por sobre o ombro vendo Alice me encarar brava.

—Ela está com raiva. -Lamentei.

—Sim, eu sei. -Lizzie me arrastou para fora e assim que chegamos ao estacionamento ela tomou as chaves da minha bolsa. -Eu dirijo. -Apenas concordei vendo ela abrir a porta de trás e jogar as últimas sacolas lá dentro, mesmo que quase já não houvesse espaço. Entrei no carro enquanto Lizzie assumia a direção. -Você não poderá fugir para sempre. -Acusou.

—Mas ela estava brava, você viu.

—Eu sei, mas você precisa resolver isso mamãe, precisa deixar o passado ir.

—Eu não sei se consigo. -Lamentei.

—Tem que conseguir, eu não quero vê-la infeliz. -Olhei pela janela tentando conter as lágrimas que ameaçavam transbordar. -O marido dela é empata. -Soltou depois de um longo tempo de silêncio, encarei ela confusa.

—Quem? Jasper? -Ela assentiu.

—Ele estava tentando controlar a raiva dela, mas havia muitos outros sentimentos, a aura dele estava um pouco confusa.

—Você acha que ele pode ser também? -Lizzie deu de ombros.

—Teremos que investigar para ter certeza.

Notas finais
Antes de vocês saírem, eu quero explicar uma coisa pra vocês. Elizabeth tem mais de um dom (isso vocês devem ter percebido). Seu primeiro dom é a "Empatia", ela pode sentir e influenciar os sentimentos de qualquer pessoa, como Jasper, e dependendo da força do laço com a pessoa ela pode senti-lo de qualquer lugar do mundo, esse dom geralmente não a afeta como faz com Jasper, ela tem a capacidade de bloquear todos os sentimentos externos, mas dependendo da força do sentimento e da ligação entre eles, como é com Bella, Lizzie pode sentir o mesmo sentimento em pequena porcentagem ou às vezes dobrado, algumas vezes ela pode passar muito mal com isso, ela pode se sentir quente e meio enjoada, às vezes sentir dores de cabeça e tontura, e pode ficar inconsciente por dias, dependendo da quantidade de energia gasta para estabilizar esse sentimento. Seu segundo dom é a 'Telepatia', mas não exatamente como Edward. Lizzie pode saber o que qualquer pessoa está pensando, e qualquer segredo que o outro esteja tentando esconder naquele momento, mesmo que não esteja pensando nisso; no entanto, seu dom está limitado pelo toque, como Aro Volturi (se você se lembrar dele). Diferentemente de Aro, Lizzie não é capaz de ver todos os pensamentos já tido por eles, inclusive os passados, mas apenas os momento presente. Lizzie não precisa de muito tempo para capturar o pensamento que ela quer, apenas um rápido toque é o suficiente, mas ela precisa está bastante concentrada e ter em mente a informação que ela deseja se quiser saber dos pensamentos ocultos e deve incentivar a pessoa a conversar sobre isso. Dependendo do quão difícil a informação seja, ela pode sentir ume leve dor de cabeça e se sentir levemente nauseada. E então o que acham? espero que tenham gostado... Nos vemos no próximo, little stars. Bye Bye ♡.