Estrela da Alva
25 Confissões
Notas iniciais
POV. Alice Cullen
—Por que eu não posso ir com vocês, Alice? -Edward indagou irritado, revirei os olhos mantendo os meus braços cruzados sobre o peito.
—Edward, pelo amor de Deus, eu quero desfrutar um tempo a sós com a minha melhor amiga e com a minha irmã, será que é tão difícil entender isso?
—Mas isso não é justo. -Rangi os dentes tentando controlar a vontade absurda de voar no pescoço dele.
—Você não vai, entendeu? Vai caçar algo com o que se distrair com os rapazes. -Sugeri enfatizando bem a parte do caçar para que ele pudesse captar a informação, mas Edward estava irredutível.
—Eu quero ir com vocês. -Bati o pé irritada, eu já estava de saco cheio.
—Você não vai e ponto; até mesmo Jasper, que sempre vai comigo, está ficando.
—Mas...
—Bella, será que pode conversar com o seu namorado? -Pedi dando as costas e saindo dali batendo o pé, Jasper me seguiu enquanto os demais ficavam para trás rindo, inclusive Bella Swan. -Topetudo enxerido. -Reclamei entrando no carro da Swan e batendo a porta com força, abaixei a janela para que eu pudesse conversar com Jasper que já se inclinava para dentro rindo.
—Não fica assim, querida; ele só está um pouco ansioso.
—Então ele que vá encontrar uma maneira de diminuir essa ansiedade por que não vou levá-lo com a gente. -Jasper sorriu esticando o braço e tocando suavemente em minha bochecha.
—O que está acontecendo, amor? Você parece um tanto preocupada. -Suspirei olhando na direção em que os outros Cullen estavam, juntos com Isabella.
—Tem uma coisa me preocupando sim, é sobre Bella e Edward. -Murmurei baixo para que só ele pudesse ouvir, estávamos a uma distância segura da audição vampírica e Edward estava entretido demais para prestar atenção em nossa conversa.
—É sobre a sua visão de hoje? -Voltei a encarar seus olhos dourados.
—Isso também me preocupa, mas não é sobre isso, é sobre a minha primeira visão com a Bella.
—A de ontem? -Assenti confirmando.
—Eu não posso te contar agora, mas eu preciso que o distraia, quero conversar com ela sem a intromissão de Edward.
—Não se preocupe com isso, eu não vou largar do pé dele. -Prometeu me deixando mais tranquila.
—Obrigada.
—Vamos? -A Swan indagou aparecendo por trás de Jasper. -Já conversei com Edward.
—Eu ainda não estou satisfeito com isso. -Revirei os olhos aborrecida.
—Vai caçar Edward e para de encher o saco.
—Se divirtam. -Jazz falou se inclinando e me dando um beijo, vi Bella fazer o mesmo com Edward assumindo logo a direção, Rosálie se sentou no banco de trás.
—Nos vemos mais tarde, rapazes.
—Tomem cuidado. -Foi tudo o que consegui ouvir de Edward.
—Edward está ficando muito superprotetor. -Rosálie comentou preocupada.
—Ele está ficando é um chato, isso sim. — Bella riu.
—Na verdade, Edward sempre foi assim, acho que ele não mudou muita coisa.
—Hum...
—Não precisa ficar chateada, Allie; Edward só está muito preocupado com a minha segurança, uma preocupação desnecessária, devo dizer, mas ele está assim desde esta manhã. -Bella murmurou se inclinando para passar a mão no para-brisa para limpá-lo, Rosálie e eu trocamos um olhar culpado que passou despercebido pela Swan. -Acho que foi por causa do sonho.
—Que sonho? -Rosálie foi mais rápida em questionar.
—Digamos que eu tenha um dom parecido com o de Alice.
—Você prevê o futuro? -Indaguei surpresa.
—Mais ou menos. Na verdade, são apenas sonhos que me dizem o que está para vir. Eu não posso controlá-los, eles só aparecem quando alguém está em perigo.
—E sobre o que era o seu sonho? -Bella ficou tensa.
—Era sobre o meu irmão...
—Eu não sabia que você tinha um irmão. — Comentei surpresa. Na verdade, eu nem sabia por que me sentia assim, havia muitas coisas sobre Isabella Swan que eu não sabia.
—Fred não é meu irmão de verdade, ele é filho da Virgíny, a mulher que deveria ter sido como a minha mãe. -Senti uma raiva insana em apenas ouvir o nome daquela mulher.
—Você acha que ele está em perigo? — Rosálie indagou se inclinando entre os dois bancos.
—Eu não sei, a razão diz que Fred está seguro; Virgíny não o machucaria, eu acho, ele é filho dela, e Frederico está na escola, Hogwarts foi reformada para se tornar uma das mais seguras depois que a guerra aconteceu, não tem como ela se aproximar dele.
—Então... O que te preocupa? -Rosálie voltou a indagar.
—Eu aprendi a não negligenciar um sonho.
—Como assim? -Quando indaguei a postura de Bella mudou, ela ficou retraída e muda, nada mais falou até que já estivéssemos bem próximos do shopping.
—Eu sonhei com os Masen quando eles foram levados para o hospital, duvidei por um mês inteiro que realmente pudesse significar algo, quando decidi averiguar já era tarde. Sonhei com Alice, bem... eu demorei demais também e vocês sabem o que aconteceu. -Ela suspirou parando o carro, já havíamos chegado. -E aconteceu muitas outras vezes.
—Você não teve culpa, só não conseguia entender o que estava acontecendo. -Ela soltou uma risada amarga.
—Talvez. Vamos entrar? -Rosálie e eu trocamos um olhar preocupado.
—Vamos. -Murmurei por fim, descendo do carro junto com elas.
A tarde foi divertida, Bella conseguia perfeitamente acompanhar o meu ritmo e o de Rosalie, parecia até que ela era bem acostumada a ficar horas no shopping e isso era ótimo, poderia organizar novas idas mais vezes. Duas horas depois de chegarmos precisamos fazer uma parada na praça de alimentação para que Bella fizesse um lanche; segundo ela, seu metabolismo era bastante acelerado e, por esse motivo, não poderia esperar até o final das compras para comer; foi com grande surpresa que Rosalie e eu vimos, de olhos arregalados, ela pedir um pouco de cada coisa que estava no cardápio.
—O que é? -Indagou ao nos ver encarando.
—Você deve ter mesmo um metabolismo acelerado. -Rosálie comentou com uma careta, Bella riu.
—Isso pra mim não é tanta coisa, algumas vezes eu costumo comer bem mais, mas isso são em raras ocasiões. -Rosálie começou a interrogá-la sobre algumas coisas a respeito dela, mas eu me mantive quieta enquanto as duas conversavam, eu estava nervosa tentando encontrar uma maneira de iniciar aquele assunto.
—O que foi Alice? -Bella perguntou depois que o pedido dela tinha chegado e depois de ter comido metade da comida.
—Hum...?
—Você está quieta. Isso é normal? -Perguntou para Rosálie que balançou a cabeça.
—Eu estou bem.
—Não está não. O que foi? Quer me perguntar alguma coisa? -Encarei ela surpresa, Jasper estava certo, Bella era bastante observadora.
—Eu estava pensando.
—Sobre o quê? -O sorriso em seus lábios era gentil e ele me lembrava muito o sorriso de alguém, mas eu não conseguia me lembrar quem, balancei a cabeça afastando esses pensamentos.
—Você nunca fala dos seus pais biológicos. -Ela abaixou os olhos por um momento suspirando.
—Eu não gosto muito de falar sobre isso. -Começou, mordi os lábios ansiosa. -Na verdade, não há muito o que falar; minha mãe morreu no parto, talvez Edward tenha lhes dito. -Balancei a cabeça concordando, embora não fosse exatamente essa a verdade. -E eu não sei quem é o meu pai, acho que ele nem sabe que eu existo.
—Você não sabe nada dele? — Rosálie indagou sensibilizada, Bella apertou os lábios amassando entre seus dedos uma batata frita, seus olhos estavam fixos na mesa.
—Mais ou menos.
—Como assim? -Ela nos encarou jogando a batata de volta no prato e cruzando as mãos sobre a mesa.
—Existe algo sobre mim que vocês precisam saber. -Rosálie e eu trocamos um olhar preocupado.
—O que é? -Rose se adiantou.
—Eu não contei ao Edward ainda, pretendia fazer isso hoje.
—Bella, está me deixando preocupada. -Ela me lançou um sorriso discreto.
—Você sabe sobre isso, Alice. Na verdade, você sabe quase tudo sobre mim, apenas não se lembra.
—Definitivamente, eu estou preocupada. -Comuniquei, Bella riu balançando a cabeça e se recostando na cadeira com os braços cruzados.
—Não se preocupe, não é nada assustador. Rosálie me perguntou se eu sabia alguma coisa sobre o meu pai, bem... eu sei. -Bella lançou um olhar ao redor para ter certeza que ninguém estava nos ouvindo. -O meu pai é um vampiro.
—Seu pai é o quê? -Rosálie indagou de olhos arregalados.
—Um vampiro, Rosálie. -Rose a encarava séria, mas de repente começou a rir de forma sarcástica.
—Isso não tem graça, Swan. Vampiros não podem ter filhos.
—Corrigindo, as vampiras não podem ter filhos.
—Eu não estou entendendo. -Rosálie estava irritada, e eu podia entender os motivos dela; Rose sempre quis ter filhos, era seu sonho, e de repente Bella diz que é possível, mas não para ela?
—Uma gestação precisa de mudanças, principalmente em nosso corpo, mas o homem não precisa passar pela porcaria de nenhuma mudança, é fácil para eles procriar. -Bem... fazia sentido, de certa forma.
—Que ótimo... -Rosálie murmurou cerrando os punhos.
—O que foi? -Suspirei.
—Rosálie sempre quis ter filhos, ela ficou com esperanças de que fosse possível, mas agora acabou. -Bella a encarou de uma maneira estranha.
—Eu... sinto muito.
—O que foi? -Rose indagou ao perceber também o olhar de Bella.
—Não é nada. -Rose não estava satisfeita com a resposta, mas decidiu não falar nada.
—E você não sabe o nome do seu pai? -Ela balançou a cabeça.
—Acho que eu nunca vou saber quem é, somente Virgíny pode me dizer o nome dele, já que minha mãe está morta, mas ela não está disposta a fazer isso.
—Eu sinto muito. -Bella suspirou.
—Tudo bem, eu já me acostumei com a ideia. -Mesmo que Bella já tenha se acostumado com a ideia, eu não achava certo deixar essa história do jeito que estava, Bella precisava saber a verdade e eu faria de tudo para que essa verdade viesse à tona, eu descobriria quem era o pai de Isabella Swan.
—Você não é uma Swan, é? -Ela sorriu.
—Não.
—Então, qual é o seu verdadeiro nome? — Rosálie questionou surpresa, provavelmente por não ter pensado nesse detalhe.
—Eu usava o Stewart, o sobrenome da Virgíny, já que basicamente ela era a minha mãe, mas depois que me casei com o Edward eu passei a usar o Masen. -Eu e Rosalie nos encaramos de olhos arregalados.
—É o quê??? -Bella nos encarou nervosa.
—Ele não... falou!? -Então vocês estão casados. -Rose estava com um sorrisinho cínico nos lábios.
—Bem... sim.
—Isso me leva a seguinte pergunta, quando você pretende contar a ele? -Ela franziu a testa confusa.
—Contar a ele, o quê? -Dei de ombros mantendo em meu rosto um sorriso matreiro.
—Hum... não sei, sobre o filho de vocês, talvez.
—O quê!??
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