Estratégia
1 ESTRATÉGia
Notas iniciais

A Estratégia
—Otou-san? — o jovem tinha em sua face uma expressão cansada e preguiçosa, típica de si mesmo.
—Hai? — o mais velho ainda mantinha os olhos fixos no tabuleiro de shogi à sua frente, completamente desinteressado.
—Por que os sentimentos são tão complicados? — as costas curvadas, demostravam exaustão.
—Porque sempre tentamos encontrar razão neles, meu filho. Entretanto, razão e sentimentos não são algo que devam misturar-se. — silêncio.
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Shikamaru, caminhava pacatamente por Konoha. O cigarro em uma das mãos, a outra dentro do bolso, a expressão mais despreocupada possível. Os olhos vagavam por toda a vila. Os aldeões ainda trabalhavam dedicadamente às construções o que, para o Nara, era uma tarefa executada na vã tentativa de afastar de suas mentes a iminência da Guerra decretada por Madara.
O shinobi invejava a esperança que todos tinham, quando ele mesmo, não conseguia pensar em nada, além de suas próprias estratégias. Talvez, o fato de Naruto-Kun, o grande herói de Konohagakure, estar empenhado em mostrar-se forte por todos, os tenham contagiado e feito com que tal esperança queimasse em seus corações. Ele nunca o saberia.
Seus pés pararam defronte a floricultura pertencente à família Yamanaka, soltou a fumaça por entre os lábios, jogou o restante do cigarro no solo e pisou-o, adentrando o estabelecimento em seguida. Chouji carregava alguns caixotes de sementes e fertilizantes para os fundos da loja, enquanto Ino reposicionava alguns vasos à mostra na vitrine principal.
O sorriso largo da loira o aqueceu por dentro, ele era convidativo e grato. A colega de time surpreendera-se quando, no dia anterior, o Nara se oferecera para ajudar com os preparativos da reinauguração da floricultura. Conhecendo-o como ela o conhecia, era realmente algo grandioso o rapaz abster-se de seu costumeiro estado de preguiça para ajudá-la com algo tão "supérfluo", em suas próprias palavras.
Shikamaru parecia distante e distraído enquanto reposicionava alguns vasos nas prateleiras superiores, o que não passou desapercebido por seus colegas de time. Algo realmente o estava preocupando.
Lá pelo fim da tarde, Kurenai apareceu para ajudar com o que pudesse. Em seu estado, foi encarregada de cuidar das fitas de cetim que emoldurariam os arranjos.
—Minha nossa! — Kurenai levou uma das mãos ao ventre saliente, despertando a atenção de todos.
—Kurenai-san, está tudo bem? — Shikamaru se adiantou tirando das mãos da mais velha um emaranhado de fitas, e ajudando-a a sentar-se na cadeira ao lado do balcão.
—Sim, estou bem. Foi apenas um chute da nossa pequena kunoichi! — o sorriso em seus lábios vermelhos se alargou, e ela olhou com devoção para o próprio ventre.
—Tenho certeza que essa garotinha não desapontará o seu Sensei! — o Nara ainda encarava o ventre da mulher pensativo e, talvez, um tanto emotivo.
—Querem senti-la? — perguntou Kurenai, recebendo um gritinho da Yamanaka, e uma pequena lágrima de Chouji. Ambos juntaram as mãos sobre o ventre da kunoichi, assustando-se com o chute que o pequeno ser lhes devolvera.
—Shika-Kun? — a loira fitou-o preocupada. O shinobi permanecia imóvel, com as mãos no bolso, visivelmente nervoso.
Os colegas afastaram-se, dando espaço para que o Nara se aproximasse. O Akimichi puxou a colega de volta às vitrines, dando privacidade ao amigo. Ele, melhor do que ninguém, sabia que Shikamaru não gostava de demostrar seus sentimentos em público, embora, muitas vezes o quisesse fazer. E, agora, notoriamente era uma dessas ocasiões em que ele estava visivelmente estressado, e necessitava externar-se, ou explodiria.
Shikamaru abaixou-se, ficando frente a frente com o ventre saliente de Kurenai. Ele levantou as mãos e espalmou-o receoso. A resposta foi imediata, a pequena Kunoichi chutou levemente a palma de sua mão direita. O rapaz aproximou seu rosto, ignorando o olhar curioso dos colegas, ou da sensei à sua frente.
—Você tem a “Vontade do Fogo”, garotinha? — ele sussurrou, sentindo o movimento contra suas mãos. — Sim, eu sei que tem! — o rapaz levantou-se sorrindo, os olhos mais claros, como quando encontrava a brecha certa para que suas estratégias funcionassem efetivamente.
Kurenai despediu-se alguns minutos depois, afirmando precisar de repouso, e negando ruidosamente que Shikamaru a acompanhasse até sua casa.
—O churrasco será por minha conta hoje pessoal! — anunciou Yamanaka enquanto trancava o estabelecimento, já ao cair da noite.
—Espero que tenha poupado o dinheiro de suas missões Ino-chan, porque hoje eu estou com muita fome! — anunciou Akimichi lambendo os lábios.
E lá estava o time dez, comendo na churrascaria recentemente reinaugurada. Chouji esbanjava-se com a carne de porco, como se já estivesse sem comer há dias. Ino ria-se divertida, provavelmente já alterada pelo conteúdo de seu copo. Shikamaru observava-a atenciosamente, admirado a forma com que as maçãs de seu rosto estavam coradas, e como seus orbes azuis brilhavam ao encará-lo de volta.
O Nara tomou o restante do saquê, ajudando Chouji a levantar-se, enquanto Ino pagava a conta, visivelmente arrependida de ter se oferecido a fazê-lo.
Os amigos deixaram Chouji em casa, sob os cuidados protetores de sua mãe. Ino desculpou-se por permiti-lo extrapolar, mais uma vez, no churrasco e, consequentemente, no saquê. Shika riu-se, não era exatamente como se pudessem detê-lo mesmo que tentassem.
A luz da lua cobria os telhados das casas, o vento morno sobrava na direção sul. As ruas estavam menos movimentadas à esta hora da noite. Ino caminhava com as mãos juntas à parte de trás de seu corpo. Tranquila, despreocupada, relaxada. Ao contrário de Chouji, o saquê dava um efeito calmante e espontâneo à loira. Ela virou-se para olhar o moreno, que vinha o caminho inteiro seguindo-a, observando-a andar. Ele estacou, notando que haviam chegado a casa da Yamanaka.
—Destino final, Shikamaru-Kun- suspirou ela, envolvendo-o com seus orbes azuis. — A menos que queira levar-me à algum lugar mais interessante! — sorriu de canto.
Shikamaru caminhou até ela, puxando-a com o indicador pelo cós da saia, e aproximou os lábios finos do ouvido da loira.
—Não pretende me convidar para entrar, Ino-chan? — ele sussurrou, soprando seu hálito quente no pescoço desnudo.
—Se quiser ser pego pelo hijutsu do poderoso Yamanaka Inoichi, esta é realmente uma excelente ideia! -provocou ela lambendo -lhe o lóbulo, devolvendo na mesma moeda.
Não era recente que ambos provocavam -se, na esperança de amenizar a constante tensão sexual que existia entre eles. Muito embora, nunca passassem de palavras libidinosas, ameaças ou carícias um tanto íntimas.
—Seria interessante...- começou ele, apertando a cintura fina da loira com a mesma mão que a instigava, minutos antes, e empurrando-a contra a shoji — ... isso, se o "poderoso Yamanaka Inoichi", não tivesse sido incumbido pela própria Godaime-sama, para uma missão em Sunagakure No Sato! — sussurrou beijando o maxilar feminino.
—Neste caso, seria desrespeitoso da minha parte deixar que um colega de time tão dedicado, me ajude com a floricultura, e não seja devidamente recompensado! — ronronou a loira, a mão direita entre os fios negros do rapaz, incentivando-o a prosseguir com os beijos, enquanto a esquerda puxava o shoji para que ambos se projetassem pra dentro da casa.
A kunoichi puxou-o, fechando a shoji novamente atrás de si, permitindo-o que a prensasse contra a parede, apertando sua cintura e lambendo o pescoço alvo. Shikamaru soltou-a, puxou o queijo da loira e selou seus lábios. A princípio o beijo foi calmo, porém, a medida que ela ia adentrando seu colete com as mãos pequenas, foi transformando-se em algo imediatista e caloroso.
O Nara afastou-se para encará-la, ela estava deliciosamente sedutora. O cabelo levemente bagunçado, as maçãs coradas, o lábio vermelho pelo recente beijo, o peito subindo e descendo conforme o ar entrava e saia de seus pulmões. Yamanaka Ino era uma mulher linda e atraente, não era por puro capricho que ele correspondia, a altura, às provocações dela.
Ino chutou os próprios sapatos para um canto qualquer do genkan, sem desgrudar o oceano azul de seus olhos dos orbes negros do rapaz. Ela sorriu e encaminhou-se para a sala, quebrando, assim, o contato visual. Shikamaru não reclamou, ele podia ter uma visão privilegiada desta forma, conforme a kunoichi balançava os quadris enquanto andava.
O shinobi seguiu-a, após livrar-se dos sapatos. Ino sentou-se na mesa de centro, cruzando as pernas provocativa, dando ao Nara uma visão ampla de suas belas coxas torneadas. Ele sorriu cafagestemente. Naquele jogo de sedução, o primeiro a ceder, o mínimo que fosse, às investidas do outro, perdia pontos e, no momento, não estava nos planos do jovem ceder, muito embora pudesse sentir o desejo escorrer de seus lábios.
Shikamaru sentou-se no tatame frente a frente com Ino, acomodou-se com as pernas esticadas, apertando disfarçadamente o volume em suas calças, tentando conter-se. A loira, notando que o corpo do moreno dava sinais de excitação, aproximou-se engatinhando pelo tatame. Ela sentou-se no colo do colega de time, com as pernas afastadas, de modo a sentir a ereção de Shikamaru contra a própria intimidade.
Yamanaka envolveu o pescoço do moreno com os braços, trazendo-o para um beijo ardente. O shinobi podia sentir a pressão dos seios fartos da colega sobre o próprio tórax. Ele apertou a coxa direita dela com uma mão firmemente, enquanto com a outra puxava o elástico de seu rabo de cavalo, liberando seus cabelos dourados, enterrando os dedos na nuca feminina logo em seguida. A moça gemeu sobre os lábios finos de Shikamaru, e este pôde sentir as mãos ágeis dela tirando-lhe o colete ninja.
Ele ajudou-a tirando o próprio colete e a camisa. Ino sorriu com a necessidade estampada nas ações do colega. A loira gemeu mais uma vez, ao sentir as mãos quentes de Shikamaru subirem por suas coxas e alcançarem o elástico das laterais de sua calcinha. Imediatamente o moreno sentiu os mamilos dela projetarem-se contra seu tórax e sorriu entre o beijo.
Ino puxou a blusa, liberando os seios fartos, cobertos por uma fina camada de tecido rendado. Shikamaru fitou-os salivante, abocanhando um deles ainda coberto pelo sutiã. Qual foi seu prazer ao ouvi-la gemer mais alto e puxar seus cabelos negros, incitando-o a continuar.
—Shika...- gemeu ela, rebolando sobre sua ereção, fazendo-o gemer com ela.
A kunoichi aproveitou-se da vulnerabilidade do rapaz, e empurrou-o contra o tatame. Agilmente a loira começou a tirar as calças do shinobi, sendo ajudada por ele, que chutou a peça longe, revelando o tecido negro e fino que o encobria intimamente.
—Não faz assim comigo, Inozinha. — gemeu o moreno olhando enquanto a garota engatinhava por cima do corpo deste, com o lábio inferior preso entre os dentes.
Ino abaixou os lábios até a ereção do colega, mordendo-a por cima da cueca. Shika suspirou mordendo os próprios lábios, retendo um gemido mais alto que ia escapar-lhe. Os olhos negros captando cada movimento da mulher.
Desde que começaram com aquele jogo de provocações, nenhum deles cogitou estipular regras. Porém, Shikamaru tinha certeza que Ino-chan jogava sujo.
A kunoichi, foi subindo as mordidas por todo o abdômen másculo, até parar no maxilar e queijo, dando uma atenção especial àquela área. A loira amava quando o shinobi deixava de barbear-se, por pura preguiça, abandonando os poucos e ásperos pelos por fazer, causando uma onda de sensações ao senti-los contra a própria pele.
Sentou-se sobre o membro do rapaz, fazendo questão de esfregar-se contra sua intimidade. As mãos grandes de Shika subiram por todo o abdômen feminino, memorizando cada mínimo músculo que ela possuía ali, resultado de horas árduas de treinamento ninja. A Yamanaka, jogou a cabeça para trás, sentindo o contato firme do moreno, fazendo seu longo cabelo dourado repousar sobre as pernas deste.
As mãos do Nara fizeram o caminho inverso, descendo tortuosamente pelo quadril e coxas da loira, demorando-se mais neste último, decidindo-se entre retirar-lhe a peça roxa berrante, ou começar pela que tinha abaixo. Por fim, Shika levantou a saia da moça, retirando-a pela cabeça. O ninja salivou ao constatar que Ino vestia uma peça ainda menor do que a que ele imaginava, para cobrir sua intimidade.
Ele aproveitou-se da situação e girou o corpo da loira, mantendo-a debaixo de si, firmemente presa. O moreno começou a distribuir beijos por todo o maxilar, pescoço e colo da moça, enquanto suas habilidosas mãos puxavam as coxas roliças e alvas, para que pudesse encaixar-se melhor entre suas pernas.
—Esse jogo fica ainda mais interessante quando temos tempo, Shika-Kun! — sussurrou ela sôfrega ao sentir o colega de time esfregar a intimidade de ambos ainda cobertas por suas roupas de baixo.
—Espere até que eu possa devorá-la! — anunciou ele, descendo os beijos e carícias, chegando aos seios médios da Kunoichi. O moreno desabotoou o sutiã da moça, expondo-a.
Os orbes negros do Nara brilharam de luxúria ao encarar a pele alva tão exposta, como nunca a vira antes. Os mamilos róseos e empinados, indicando a intensa excitação. A respiração apressada da loira fazia-os movimentar-se apetitosamente e, sem conseguir conter-se, Shika abocanhou um dos seios.
Ino contorceu-se debaixo do corpo do shinobi, sentindo a língua quente do colega circular sua auréola, e chupar o bico com afinco e devoção. Ela podia sentir a ereção do rapaz aumentar por entre suas pernas, fazendo-a imaginar qual seria a sensação de senti-lo inteiro invadindo-a.
A loira gemia manhosamente, quando Shikamaru fê-la circular as pernas em volta de sua cintura, puxando-a para que pudesse sentar-se em seu colo. Os beijos dele subiram, invadindo a boca carnuda da colega, pedindo passagem com a língua, massageando-a voluptuosamente. Ele levantou-se com Ino grudada em seu corpo, e rumou corredor a dentro, esbarrando em alguns móveis no percurso.
—Onde? — sussurrou ele entre os beijos.
—Direita! — indicou ela, sentindo suas costas sendo empurradas contra a porta do próprio quarto.
Shikamaru abriu a porta não desgrudando dos lábios da mulher. Ino chupou sua língua, e o moreno imaginou o que ela poderia fazer com aquela boca em outras partes mais intimas de seu corpo. O shinobi jogou o corpo alvo e esguio da Yamanaka bruscamente sobre a cama, encarando-a cair de pernas abertas, totalmente entregue a ele.
—Quando foi que imaginou que chegaríamos a este nível do jogo, Shika-Kun? — a pergunta da loira foi retórica, mas, Shikamaru poderia responder, exatamente, o momento em que imaginara tocar a Kunoichi entre os lençóis.
Shikamaru ajoelhou-se puxando o quadril da moça de encontro ao seu rosto. Ino gemeu por antecedência. Os olhos negros não desgrudavam das expressões da moça, ele queria assistir, em sua face, todo o prazer que a proporcionaria, mesmo estando receoso sobre como fazê-lo.
—Seu Lanceiro foi promovido a General de Ouro. Omedetou, Shika-Kun! — a voz da loira saiu arrastada, ao fazer referência ao shogi, e à jogada que Shika acabara de fazer em seu “joguinho particular”.
—Trabalhei muito bem com meus peões até agora Inho-chan. Não os subestime! — rosnou Shikamaru massageando o ponto mais sensível da amiga, ainda por cima da calcinha. Aquela parte do corpo feminino ele conheceu maravilhosamente bem, enquanto masturbava Ino em uma das comemorações do time dez na churrascaria, enfiando a mão sorrateira e descaradamente por baixo da mesa.
O Nara podia sentir o pequeno músculo inchar-se ao seu toque, e ele estava deliciado ao ver a pequena Kunoichi contorcer-se de desejo e prazer, porém, ele queria mais. Queria vê-la implorar por mais. Só não fazia ideia de qual seria o limite para aquele jogo pervertido.
Sem cerimônias, Shikamaru puxou a calcinha de Ino para o lado, abocanhando com volúpia o clitóris latejante, recebendo um gemido de aprovação da mulher, totalmente entregue a si. Seu ego inflou, quando a mão da mulher puxou seus cabelos negros, mostrando-lhe que estava trabalhando bem naquele ponto recém-descoberto por sua língua.
—Shika... isso é... -gemeu Ino, prendendo a respiração ao sentir a língua áspera de seu colega passar tortuosamente por seu clitóris.
—Receio... que devo trabalhar... melhor com a língua... do que com os dedos! — rosnou Shika pausadamente, entre uma chupada e outra.
—Faz um excelente trabalho! — Ino gemia enlouquecida enquanto rebolava, auxiliando o Nara com os movimentos.
Shikamaru acelerou as chupadas, segurando o quadril da Kunoichi com vontade redobrada, enquanto ouvia os gritinhos agudos e sedutores de sua amante preencher o quarto desta. Ino estava prestes a ter um orgasmo, ele sabia, já conhecia os limites da garota.
A mulher podia sentir o amigo prender seu clitóris entre os dentes, torturando-a. Hora ou outra, ele lambia mais calmamente, proporcionando-lhe uma sensação de prazer intensa.
—Shika-Kun, Onegai! — começou ela, gemendo sôfrega.
—O que deseja, Ino-chan? Diga-me o que quer? — incitou Shikamaru, porém Ino calou-se, ela sabia que ele queria ouvi-la implorar.
As mãos hábeis dele buscavam apalpar todo o corpo dela, fazendo-a recordar-se de como o Kage Kubi Shibari No Jutsu do Nara enrola-se em suas vítimas e as enforca. E com a imagem de Shika a enforcando em mente, Yamanaka conduziu as mãos grandes até seu próprio pescoço, incentivando-o a pressioná-lo. O Nara obedeceu-a, sentindo-se ainda mais excitado ao fazê-lo e vê-la derramar-se, extasiada, em sua boca. O rapaz observava o líquido viscoso com curiosidade. Ele beijou a púbis da loira sentindo os espasmos do corpo feminino. Os beijos foram subindo, alcançando a parte interna das coxas, a barriga macia, a base dos seios ainda cobertos, o colo, pescoço e maxilar, até chegar aos lábios entreabertos de prazer.
—Espero que esteja apreciando este nível de jogo, Inozinha! — sussurrou ele no ouvido da loira, beijando-a nos lábios.
Ino beijou-o de volta com vontade e desejo. Shikamaru sentiu a mão delicada de sua colega invadir sua cueca e massagear seu membro completamente duro de tesão. E, por Deus, Yamanaka Ino sabia o que fazer com as mãos, como ninguém.
—Espero que aprecie minhas jogadas, tanto quanto! — Ela puxou o membro ereto deste para fora da cueca, liberando-o completamente de seu estado casto.
—Ino-chan... — desta vez era o rapaz que se renderia à kunoichi.
Sem muito pensar, Ino usou a entrega de seu colega para inverter as posições, sentando-se sobre o quadril de Shikamaru e espalmando as mãos em seu tronco definido. Ele sorriu surpreso, ela esfregou-se nele, lambendo os próprios lábios e fazendo os seios balançarem, dando-lhe a visão de um de seus sonhos mais sacanas.
Shikamaru aperou as nádegas carnudas da loira, fazendo-a rebolar e esfregar-se ainda mais sua intimidade semicoberta pela calcinha, em seu membro pulsante. O shinobi gemeu rouco agradecendo pela peça que ainda os afastava minimamente. Por enquanto.
—O que acha de me ajudar com esta última peça incômoda, Shika-Kun? — ronronou a moça mordendo o lóbulo do moreno e incentivando-o a ajudar-lhe com a calcinha, com uma das mãos.
—Ino-chan...- começou ele beijando os lábios inchados da kunoichi— ... este é um caminho sem volta. Tem certeza do que quer? — perguntou ele encarando-a sério. Os orbes azuis envolviam-no em pura luxúria.
—Eu me rendo Shika-kun, te dou todo o meu exército... apenas, onegai, toma-me pra si, Nara Shikamaru! — ela implorou.
O ninja ajudou-a com a calcinha, escorregando-a pelas belas pernas torneadas, expondo a carne rosada da intimidade da loira. Ino segurou o membro do rapaz, levando-o até seu clitóris, friccionando a glande contra seu ponto mais sensível, torturando Shikamaru com as sensações.
—Ino-chan, eu a desejo. Estás levando-me além dos meus limites! — avisou-a, puxando a nuca alva para diminuir a distância, sussurrando contra o ouvido dela. Ele não pretendia tomar decisão alguma àquela noite.
—Dê o seu xeque-mate, e roube o meu Rei, Shikazinho...- a voz da mulher saía sedutoramente tortuosa. Nenhum homem em sã consciência resistiria àquela provocação. Nem mesmo Shikamaru, com a falta desta. Ino escolhera entregar-se a ele, e ele, desejava tomá-la.
O shinobi posicionou seu membro na entrada da loira, forçando-se contra ela minimamente, tentando amenizar os danos, quaisquer que fossem. Ino jogou a cabeça pra trás, com os olhos fechados fortemente. O rapaz sentiu a barreira que o impedia de prosseguir.
—Ino-chan...- começou ele receoso.
—Continue Shika-kun, eu estou bem. — incentivou-o. No que o ninja continuou, calma e cuidadosamente, até sentir que o hímen da loira havia cedido. O moreno permaneceu imóvel, esperando até que Ino pudesse recompor-se.
—Ino-chan...
—Hora de comemorar a conquista do Rei, Shika-Kun...- Ino abriu os olhos, o oceano azul transbordava luxúria e desejo, a expressão dolorosa transformou-se em uma pervertida, surpreendendo-o.
—Porra, Inozinha...-Nara Shikamaru ouviu-se uivar ao sentir ser engolido pelas paredes quentes e apertadas de sua amante. Ino cavalgou em seu membro, puxando os próprios cabelos loucamente, deixando os seios vulneráveis, para que o rapaz os observasse subir e descer ritmadamente. Shika mantinha as mãos nas nádegas da loira ajudando-a com o próprio peso, ditando a velocidade e intensidade com que esta descia sobre seu “amiguinho”.
Shikamaru sentia seu membro ser pressionado deliciosamente, enquanto sua glande batia com vontade contra o ventre da loira. A Yamanaka podia sentir a púbis máscula ir em direção ao seu clitóris provocando-o, massageando-o rudemente.
Os gemidos dos ninjas preenchiam o quarto feminino, acompanhados do som de carne chocando-se contra carne. O cheiro de lavanda, nicotina, e o suor de ambos havia impregnado o ambiente e, muito provavelmente, aquele seria o cheiro que Ino associaria ao sexo com seu colega de time.
Shikamaru percebeu que a amiga estava se cansando e aproveitou-se para jogá-la com vontade contra a cama. Ino pareceu não entender a atitude do rapaz, porém, contentou-se ao vê-lo virá-la de costas e penetrá-la com vontade. A loira gritou de prazer, sentindo Shikamaru maior, e mais fundo.
O Nara investiu algumas vezes contra a Yamanaka, até senti-la rebolando contra seu corpo. Ele olhou para toda aquela cena, sorrindo largamente, juntando as longas madeixas douradas em um rabo de cavalo, puxando-o com força. Acordara muitas vezes molhado, ao sonhar que estava naquela mesma posição com Ino. Ela era maravilhosa, tinha que admitir.
—Ah Inozinha, não judia do seu Shika-kun!!!- gemeu ele sôfrego.
A kunoichi projetou-se para trás, empurrando o Nara, fazendo-o sair de eu interior. Shika olhou-a confuso. Ela apenas caminhou rebolando até a penteadeira, fitando-o pelo reflexo do espelho. Espalmou as mãos sobre o móvel e empinou-se convidando-o a penetrá-la, com um sorriso pervertido nos lábios vermelhos e inchados.
O shinobi obedeceu-a. A força da penetração empurrou o corpo da jovem contra a penteadeira, e Shikamaru pôde ver a loira com os olhos fechados, a boca entreaberta gemendo longamente. A imagem do traseiro avantajado de Ino chocando-se conta sua pélvis, rebolando, e o reflexo de sua expressão deliciosamente sedutora, fê-lo querer aumentar as estocadas.
O som de carne contra carne misturou-se aos gemidos felinos de Ino, ela gemia como uma gatinha no cio, estava prestes a gozar, sem sombra de dúvidas. Shikamaru gemeu roucamente ao sentir as paredes internas da loira fechar-se contra seu membro, e o corpo alvo estremecer. Ele estocou mais três vezes até derramar-se dentro da mulher.
O moreno puxou-a para a cama, deitando-a de lado. Ino ajeitou-se sobre as mãos, deitando de bruços, puxando ar e sentindo os últimos efeitos de um orgasmo massagearem todos os seus músculos.
—Xeque mate, Shikamaru-Kun. Acabou de ter a melhor foda da sua vida! — afirmou ela, fazendo a mínima ideia da veracidade do que dizia.
Shika deitou-se de barriga para baixo, com metade do corpo sobre a Yamanaka. A mão direita circulava a cintura fina, e a perna enrolava-se nas dela. A sonolência tomou conta, assim como o cansaço, e ambos adormeceram.
Os primeiros raios solares começaram a adentrar a janela entreaberta, juntamente com o vento morno, quando Ino despertou. Seu corpo estava coberto por um lençol fino, provavelmente Shika o fizera no meio da noite. Os oceanos azuis procuraram pelo moreno, encontrando-o sentado no parapeito da janela, observando o nascer do dia. Em uma das mãos o seu cigarro matinal, a fumaça serpenteando para fora de seus lábios. Estava intimamente absorto em suas conjecturas.
Ino sentou-se, puxando o lençol alvo para cobrir sua nudez, e descobrindo um ponto rubro em seu colchão. Era mínimo, quase insignificante, porém, para ela, significava a sua entrega completa a Nara Shikamaru.
—Algo o preocupa profundamente, Shika-Kun. — constatou ela aproximando-se da beirada da cama. — Sempre foi muito cauteloso ao fumar, porém, ontem soltou fumaça, descarada e imprudentemente por toda Konoha! — o rapaz continuou calado, muito embora Ino tivesse certeza de que ele tinha algo a dizer.
A kunoichi permaneceu imóvel, não sabendo como aprofundar o assunto. A verdade, é que o colga de time raramente expunha suas aflições internas, mesmo ela insistindo em demasia. Ele era muito racional, e fazê-lo baixar a guarda era um trabalho árduo.
—Sabaku No Temari tira-me a sanidade, Ino-chan! — ele soprou deixando as palavras irem-se com a fumaça. — Ela é Problemática!
—Temari-chan é incrivelmente privilegiada por ocupar os seus pensamentos, Shikamaru-Kun! — a loira esforçou-se para ser cordial, sentindo os olhos arderem.
—Estamos à beira da Quarta Guerra Ninja! — era uma constatação. — Consegue compreender em que isso implica, Ino-chan? — ele fitou-a pela primeira vez, levando o cigarro à boca novamente.
—Sim. — ela começou receosa, recebendo um aceno de Shika para prosseguir. — Mesmo com a aliança shinobi, isso implica em muitas perdas internas. Pessoas que nos cercam, com as quais convivemos. Pessoas que amamos!
—Temari-chan estará na linha de frente. Ela é irmã do Kazekage—sama, não poderá acovardar-se e esconder-se no meio dos civis! — constatou ele.
—O que Sabaku No Temari significa pra você, Shikamaru-Kun? — arriscou Ino. Ela não era tola, o rapaz sempre fora claro, deixando estritamente entendido que ele e Temari envolviam-se esporadicamente quando esta visitava Konohagakure.
—Um mistério. — os orbes negros pareceram distantes. — Tema-chan é como um enigma e, por Deus Ino-chan, nunca houve enigma algum que eu não pudesse desvendar. Entretanto, a frustração não supera, de forma alguma, o fascínio! — as palavras de Shikamaru, por mais doces que fossem, atingiam-na como kunais extremamente afiadas.
A loira não conseguia imaginar o porquê dele a estar machucando propositalmente, trazendo à tona o assunto “Temari”, logo após uma noite tão especial, ao menos para si, é claro. Ela não conseguiu conter uma lágrima que lhe escapou, porém, enxugou-a antes que o Nara notasse.
—Case-se com ela, Shika-Kun. É nítido o sentimento que nutre por Temari-chan! — incentivou a Yamanaka, mesmo sentindo que não era verdadeira em suas palavras.
—Preciso libertá-la, Ino-chan. Deixá-la ir, antes que esse sentimento seja insuportavelmente acolhedor. — o moreno tragou o cigarro. — É nosso dever estar aqui por nossa família e amigos, tanto quanto o dela, estar em Sunagakure, protegendo o seu povo. Não posso ser egoísta em pedi-la para abandona-los, ou tolo e covarde em colocar meus sentimentos juvenis acima de Konoha.
—Vai mesmo negar-se por todos nós, Shikamaru-Kun? — ela deixou a lágrima rolar descaradamente, permitindo-o assisti-la.
—Anular-se é um uma forma de amor, Ino-chan! — revelou ele emotivo.
—Como pode ter certeza disto? — interrogou inconformada. Shikamaru estava declarando seu amor à Temari, porém não permitia-se amá-la. O que Ino não daria por alguém que amasse!
—Sarutobi Asuma! — despejou, recordando-se de seu sensei. Asuma negou-se o privilégio de ver sua filha nascer e crescer, por amor a ela, ao seu povo, e à Konoha.
—Todo verdadeiro shinobi possui a “Vontade do Fogo”! — parafraseou a loira sorrindo nostálgica. Shikamaru encarou-a surpreso. — Não pense que foi o único beneficiado com o “Hi No Ishi” deixado por Asuma-sensei!
—Nunca considerei essa peça em meu shogi... — divagou o ninja jogando os restos do cigarro pela janela e aproximando-se da colega. — Entretanto, ela apenas torna-a ainda mais valiosa, Ino-chan.
—Não compreendo, Shika-Kun. — Ino sentiu a mão gelada do ninja segurá-la pelo maxilar, forçando-a a manter o contato visual.
—Case-se comigo, Yamanaka Ino! — sussurrou o moreno. Ino abriu a boca pretendendo contrariá-lo. — Deixe-me terminar, Ino-chan, Onegai. — ela fechou os lábios ouvindo-o. — Assisti-a matar o amor que sentia por Sasuke-Kun, dia após dia, até superá-lo, ao ponto de envolver-se comigo, emocionalmente. E não pense que desconhecia seu sentimento por mim. Mesmo escondendo-os atrás dos jogos pervertidos, eu posso vê-los claramente. Eu posso senti-los massagear-me a cada sorriso.
—Sinto muito, Shika-Kun. — a voz da mulher estava embargada quando começou, porém, ela tratou de continuar com firmeza desta vez. — Mas, se de fato sabe que há sentimento, não posso permitir que use-os como bandagens para suas feridas. Não pode aproveitar-se de mim desta forma, Shikamaru-Kun!
—Perdoe-me, Ino-chan, Onegai. Não pretendia ofendê-la! Minha intenção não é usá-la, ou a seus sentimentos... — ele usou o polegar para contornar o lábio inferior da loira. — Eu, apenas, precisei forçar-me a fazer uma escolha. Considere-se como uma muda de Take, e Temari-chan uma Gabera... — o convívio com a Yamanaka trouxera ao rapaz um certo conhecimento sobre as flores, e, na esperança de fazer-se entendido, optou por usá-las como analogia. — As duas foram plantadas no mesmo vaso. Ambas foram crescendo e desenvolvendo-se, entretanto, o espaço tornou-se pequeno demais, e uma escolha passou a ser necessária. Eu não poderia deixá-las crescer juntas, ou ambas sufocariam.
—Preferiu a lealdade, ao invés do amor. Porque, Shika-Kun? — o ninja suspirou aliviado, como esperado, Ino começara a compreendê-lo.
—A “Vontade do fogo” precisa permanecer viva em Konohagakure, Ino-chan. Asuma, deixou-me o seu legado, a sua vontade. Eu não poderia desapontá-lo! — as lágrimas ainda corriam pelo rosto alvo da Kunoichi.
—Asuma-sensei estaria orgulhoso dos ninjas que tornamo-nos, Shika-Kun! — afirmou ela limpando as lágrimas, decidida a não deixá-las cair novamente.
— Por outro lado, eu não seria capaz de decidir por nós dois, Ino-chan. Nós funcionamos perfeitamente bem juntos. Inúmeras missões bem-sucedidas não deixam-me mentir. Você, mais do que ninguém, pode interpretar-me e compreender-me sem ao menos trocarmos palavras. Por esse motivo, escolhi deixá-la decidir. Eu não tinha o direito de fazê-lo, seria algo que mudaria a vida de ambos!
—Temari-chan e você nunca...? — começou ela receosa.
—Não. — Shikamaru foi sincero. — Nunca passamos de provocações, ou fomos tão longe e, como disse, Temari-chan é problemática! Nunca estivemos conectados tão intimamente quanto eu e você estamos agora, Ino-chan!
—Anular-se é uma forma de amor! — parafraseou a loira, compreendendo, finalmente, que ele também a amava, e provara isto, abstendo-se dos próprios sentimentos, a favor dela. — Devo decidir-me agora, Shikamaru-Kun?
—Já o fez horas atrás, Ino-chan! — o shinobi fitou a mancha rubra nos lençóis brancos de Ino, por míseros segundos. — Um caminho sem volta, recorda-se?
—Ainda assim, poderá perder-nos a ambas na guerra, Shika-Kun! — alertou Ino, mesmo tendo total certeza de que o ninja estrategista já havia pensado em todas as probabilidades.
—Se o que fizemos hoje florescer, não terei que suportar vê-la na linha de frente, Ino-chan. Poderei lutar confiante de que a minha “Hi No Ishi” estará segura com você! — a mulher pôde ouvir as engrenagens do próprio cérebro estalarem ao constatar que Shikamaru pensara em tudo estrategicamente, pondo-se como peão de sacrifício.
— Sarutobi-sensei não arrepender-se-ia, em momento algum, por tê-lo deixado seu legado. Você honra-o, Shikamaru-Kun! — Ino comoveu-se ao observar as lágrimas descerem pela face do shinobi.
—Ensine-me à matar esse amor, como fez com o que sentia por Saske-kun. Onegai, Ino-chan! — o ninja recostou a testa sobre a da kunoichi, chorando e implorando copiosamente, sentindo como se incontáveis shurikens fossem lançadas contra seu peito. — Ensine-me a amar-te do jeito certo, da forma como merece, Ino-chan! — Ino sentiu Shikamaru abraça-la repousando a cabeça sobre o colo desta. Ela apertou-o contra o próprio coração.
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—Otou-san? — Shikamaru moveu sua torre cautelosamente.
—Hai. — o velho Nara pensava na próxima jogada completamente desinteressado.
—Preciso de sua ajuda com algo! — o moreno assistiu o pai avançar, tomando-lhe mais uma de suas peças.
—Porque quer fazer-me trabalhar, Shikamaru-Kun? — o mais velho bocejou antecipadamente.
—Não o faria, se não fosse estritamente importante, Otou.
—Hai. Prossiga.
—Desejo pedir a mão de Yamanaka Ino em casamento! — Shika recuou com seu bispo.
—Solicitarei uma reunião com Inoichi-san esta manhã. Hoje à noite iremos ao clã Yamanaka.
—Arigatou, Otou-san.
—Shikamaru-kun? — iniciou Shikaku.
—Hai.
—O que pretende fazer com o Rei? — o Nara mais novo tinha plena consciência que o pai não referia-se ao shogi.
—Protegê-lo. Garantir que o legado do “Hi No Ishi” de Asuma, viva em Sarutobi Mirai. — Shikamaru avançou com sua torre, capturando o Rei do exército de seu pai, dano um xeque-mate. — Assim como viverá em meu filho. — o shinobi levantou a peça na altura dos olhos, passou o polegar sobre as inscrições “oushou”, fitando o sorriso orgulhoso que seu pai oferecia-lhe.
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