Acordei 12:33 com o Sam chamando eu e o Dean. Levantei meia sonolenta com os braços doloridos de treinar com as mini — adagas. Sam olhou para mim e disse:

- Está tudo bem? Está com dor? — Disse me encarando.

- Acho que dormi por cima do braço, só isso. — Respondi.

- Ah, ok. Vá se arrumar, logo cairemos na estrada. — Disse Sam.

Não queria que Sam soubesse que havia treinado com o Dean. Queria surpreendê-lo. Me arrumei rapidinho, coloquei meus óculos escuro para tampar meus olhos inchados de noites mau dormidas acumuladas. Joguei minhas coisas no Impala e perguntei:

- Para onde vamos?

- River Pass, Colorado. — Disse Dean.

- O que tem por lá? — Perguntei ansiosa.

- Rufus, amigo do Bobby, ligou e disse que a cidade toda está possuída. — Disse Sam

- Como isso é possível? — Perguntei.

- Não sabemos, iremos lá descobrir. — Respondeu Dean

- Vão logo! — Ordenou Bobby.

Entramos no carro as presas, chegaremos em Colorado daqui 24hrs se nada der errado. Sam e Dean foram revisando a direção. Estava dormindo quando Dean deu uma freada brusca e eu gritei:

- Porra, o que foi?

- Cadê o resto da ponte? — Dean perguntou ao Sam.

- Não sei, cara. — Respondeu Sam;

Saímos do carro e realmente faltava metade da ponte. Dean olhou, foi até o porta mala, pegou armas, água benta, sal. Jogou minha mochila em mim e disse:

- Vamos andando.

Chegamos na tal cidade, não havia ninguém, apenas carros tombados e apenas um Mustang 1967 vermelho estacionado tocando música, achei estranho mas não comentei nada. Continuamos a andar quando ouvi um engatilhar de arma, peguei uma adaga e olhei para trás, Sam e Dean também olharam e falaram:

- Ellen?

- Olá garotos e garota.

Fiquei encarando ela com uma adaga na mão, ela estava rindo de mim até Dean falar:

- Guarde a adaga, conhecemos ela.

- Ah! Ok. — Disse guardando a adaga.

- O que faz aqui? — Sam perguntou a Ellen.

- Rufus me ligou e disse que estava atrás de um presságios, vim com a Jô conferir e logo a cidade inteira já estava possuída.

- Você anda caçando com a Jô? — Perguntou Dean.

- É...

- Cadê ela? — Perguntou Dean, com dois interesses.

- Eles... Eles a pegaram.

Ela foi caminhando e nós a seguindo. Chegamos perto de uma igreja bem pequena. Logo que entramos tinha uma chave de Salomão com uma tira de sal no meio. Ellen parou, olhou para Dean, bateu na cara dele e disse:

- Não liga nem para falar se está vivo, me coloque na discagem rápida.

- Sim senhora. — Respondeu Dean

Eu e Sam começamos a rir da cara do Dean. Continuamos andando e entramos em um comodo praticamente secreto. Ellen disse:

- Esses são Sam, Dean e.... Como é mesmo seu nome? — Disse Ellen olhando para mim.

- Charlotte. — Respondi

- Sim, isso. Esses são Sam, Dean e Charlotte. Todos eles sabem do assunto.

- O que iremos fazer?

- Vamos dar uma arma para cada um.

- Nós vimos uma loja que tem armas ali, vou lá buscar.

- Vamos nós três. — Falei.

Saímos da igrejinha. Fomos caminhando em direção a loja. Passamos por todos os carros tombados. Chegamos na frente da loja e Dean disse:

- Vamos juntos.

- Não Dean, vai na loja pegar as armas enquanto eu e a Charlotte vamos no mercado.

- Não, Sammy...

- Dean, confie em mim.

Senti um clima pesado entre os dois e eu até sei porque. Essa é a primeira caçada envolvendo demônios que temos desde que Sam parou de tomar sangue de demônio, ele tem medo que o Sam tenha uma recaída, e eu também.

Eu e Sam fomos até o mercado. Ele ficou olhando para ver se nenhum demônio se aproximava de mim enquanto pego o sal. Fui jogando tudo dentro da bolsa, escuto o sino da porta, olho pelo mini espelho e vejo os olhos negros de longe. Sam se abaixa e fala “tente matar um” e meu entregou a faca. Me coloquei a frente da situação, agora Sam pegava o sal e eu esperava o ataque. Um deles aparece na minha frente abrindo a geladeira. Eu, esperta que só eu, faço um barulho sem querer e ele olha para trás e caminha em minha direção. Na hora só lembrei do que o Dean me falou enquanto treinava “Ataque sem medo. Se sangra pode matar.”. Não pensei duas vezes, fui em direção ao demônio e o apunhalei, logo veio seu comparsa e, em um ataque surpresa, eu o apunhalo.

Dois demônios, muito sangue. Sam olhava para o sangue sem piscar, até que o sino da porta toca. Dean entra chamando o Sammy. Percebi que o Sam ainda deseja o sangue, mas agora não por vontade própria e sim pelo vicio. Dean chegou onde nós estávamos e percebeu a maneira que Sam olhava para o sangue a maneira que eu olhava para Sam. Dean disse:

- Vamos...

Seguimos o caminho de volta para a igreja. Sam e Dean ficaram ensinando as pessoas a como carregar as armas, mirar e atirar. Treinamos pouco, confesso que armas não é o meu forte, na verdade não tenho um forte com nada, mas facas, adagas e espadas é bem melhor, porém tenho que aprender pelo menos o básico com as armas. Pronto, cada um tinha sua arma, cada um por si e todos para sobreviver.

De repente, Ellen se levanta e fala:

- Não posso ficar parada esperando, tenho que salvar Jô.

- Eu vou com você. — Disse Dean.

- Não Dean, fique ensinando as pessoas a se proteger. — Disse Sam.

Dean olhou para mim, e olhou para Sam. Dean ainda não confiava. Sam percebeu a reação de Dean e o chamou para fora.

Ouvi algumas palavras em tom alto e uma batida na parede. Corri, cheguei e vi Dean encostado na parede e Sam nervoso, obviamente. Dean resolveu ficar. Eu acabei ficando para treinar mais um pouco.

Depois de 45 minutos, Ellen chegou, mas chegou sozinha. Eu e Dean ficamos olhando para porta esperando Sam entrar. Olhamos para Ellen e Dean disse:

- Cadê o Sam? — Perguntou Dean, extremamente preocupado

Ellen apenas fez um gesto de não com a cabeça. Me aproximei de Ellen e perguntei:

- O que aconteceu lá?

- Eles possuíram minha filha, ela me chamou de vadia e eles levaram o Sam. Mas o mais estranho foi que ela me chamou de vadia do olho preto!

Nesse momento olhei para os olhos dela, e eles estavam normais. Me levantei, fui para perto de Dean e disse:

- Dean, vá conversar com a Ellen

Dean me olhou meio espantado, ele se levantou e foi. Ellen contou que Jô tinha a chamado de vadia do olho preto. Dean olhou, se levantou e veio até mim dizendo:

- Qual é o sentido disso?

- Dean, lembra do Mustang vermelho que a gente viu? Lembra da bíblia? Vê se tem algo nela.

Dean rapidamente pegou a bíblia e abriu em apocalipse. Antes de começar a ler ele perguntou:

- Ellen, quais foram os presságios? — Perguntou Dean.

- Um rio secou é tudo que sei. — Respondeu Ellen

- E você padre, aconteceu algo ? — Perguntei ao Padre.

- Na noite do mesmo dia, vimos uma estrela cadente. Bem radiante e vermelha. — Respondeu

- Vermelha? — Perguntou Dean.

- Sim. — Respondeu padre.

- Dean, vermelho. — Exclamei.

Dean começou a ler Apocalipse e achou e leu em voz alta “E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. ( Apocalipse 6:4 )”

- É isso, é guerra. — Exclamei

- Guerra, dos quatros cavaleiros? Estamos falando do Apocalipse? O APOCALIPSE? — Perguntou o padre indignado.

- Sinto muito, mas é. — Disse Dean.

Nesse momento, o homem com a “aliança” estranha, piscou para mim e rodou o anel. E logo ouvi um grito:

- Olhem, os três são demônios!

Olhei para Dean e para Ellen e os olhos deles estavam pretos. Pelo visto os meus também já que Dean olhou e arregalou os olhos. Saímos correndo. Fomos em direção a casa onde as pessoas que achamos que fossem demônios estavam. Sei que parece suicídio mas tínhamos que avisar que tudo era por causa de Guerra.

Chegamos. Dean achou melhor entrar pela janela mas na hora que iamos entrando Dean viu um fio, jogou uma pedra e uma granada explodiu.

- “Rufus!” Disse Dean.

Logo veio a tal Jô e Rufus, batendo na gente. Olhei bem no fundo dos olhos da Jô e disse:

- É o cavaleiro Guerra que está fazendo tudo isso.

Nesse momento ela parou de bater em mim e acho ela conseguiu ver que na realidade meus olhos não estavam negros. Dean e Rufus ainda brigavam. Ellen foi ajudar Dean e gritou:

- Isso é tudo ilusão! Olhe no fundo dos meus olhos Rufus.

E então ele parou. Dean não esperou muito e já foi logo perguntando de Sam. Rufus mandou Dean subir. Fui atrás de Dean para ver o que tinha acontecido com Sam. Mal entramos e Sam já foi gritando:

- É o cavaleiro Guerra, ele controla tudo pelo anel.

Sam, eu e Dean descemos correndo enquanto Rufus mandavam cessar fogo. Estávamos indo em direção ao Mustang 67. E lá estava “Guerra” em seu “cavalo” vermelho, pronto para sair.

Sam e Dean correram para tentar tirar o anel, de longe vi a mão do cavaleiro em cima do capô. Não pensei duas vezes, peguei a adaga, mirei e atirei. Nesse momento, o anel caiu no chão e Guerra e seu “cavalo” sumiram, deixando-nos confuso.

Decidimos voltar a igreja, para pegar as armas e voltar para casa do Bobby. Sam e Dean foram tomar uma cerveja enquanto eu arrumava as minhas coisas ainda dentro da igreja. Se passou uma hora até Dean chegar e dizer:

- Vamos. — Disse Dean com uma cara de poucos amigos.

- Cadê o Sam? — Perguntei ao ver que ele não voltou.

- Ele decidiu se separar de nós.

- Ele me deixou? De novo? Qual é o problema dele? — Perguntei com raiva.

- Deixa ele, vai querer voltar ou não? — Disse Dean.

- Vou, mas de lá, seguirei meu rumo. Sem o Sam. — Disse decida.

Notas finais
Deixem comentarios :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.