Estranho Coração

11 Novos caminhos nos leva para lugares antigos.


Notas iniciais
O que há no coração de Aiko? O que realmente importa? Tudo pode acabar em um momento e começar em outro.

Estava caminhando na rua, indo para o hospital era um dia agradável o sol estava coberto por nuvens passageiras. De longe podia ver aquele hospital, era quase um templo, podia ser visto por toda a cidade.

Cheguei e fui direto para o quarto, ele dormiu, parecia tão sereno e em paz, embora com a perna esquerda, o braço esquerdo e duas costelas quebradas. A mãe dele estava dormindo, o médico chegou.

— Você é amigo dele? – o que responder a esta pergunta.

— De certa forma. Ele esta bem?

— Dentro das possibilidades ele esta bem, mas — por que os “mas“ estão sempre em minha vida, eles deixam um suspense e as vezes um sentimento ruim, me da a sensação de que teremos algo a perder. – esta em coma e não sabemos quando poderá voltar.

— A mãe dele já sabe?

— Sim! Só estou fazendo os exames costumeiros, vamos esperar e a única coisa que podemos fazer. Quem sabe a mãe mude de idéia e doe os órgãos.

— Mas doação é para quem já esta morrendo, não é? – eu perguntei , um tanto assustado com a pergunta.

— Sim, ele esta com câncer de intestino. – Eu levei um choque, ele não havia me contado. Uma fúria raivosa cresceu em mim, ao mesmo que uma dor indescritível me tocou.

Eu fiquei mais algumas horas no hospital conversei um pouco com a mãe dele e depois fui embora. Não queria ficar ali, não conseguia ver mais ele doente e feliz.

Fui para o parque fiquei deitado ouvindo musica e pensando. Fechei os olhos, o sol apareceu e com ele os gritos de crianças, cachorros correndo, famílias, cheiros de bolos e guloseimas. Será que um dia eu serei feliz assim? Terei alguém e com esta pessoa um filho ou uma filha? Parece tudo tão perfeito, que pode até não existir.

A pessoa que mais gostei me traiu duas vezes. Vinicius esta morrendo, e eu não posso fazer nada, sou um nado. Ainda estou absorvendo esta dor, este vazio, não sei como, mas eu consigo.

O calor do sol parou, e eu senti algo quente encostar-se a minha boca. Abri meus olhos e o abracei, senti o peso do corpo dele sobre mim, precisava de um abraço, sentir-me protegido.

— Ainda bem que você veio! – eu disse o abraçando.

— Eu prometi que viria, porque esta chorando? – Alexander falou, um pouco assustado.

— Eu fui ao hospital esperando que ele estivesse melhor, mas quando cheguei descobri que ele estava em coma, não sei quando ele pode acordar...

— O que mais? Você parece estar escondendo algo.

— Ele vai morrer.

— Como? O que ele tem? – Alexander parecia preocupado, até mais que eu.

— Ele tem câncer de intestino um dos mais difíceis de se curar, o médico já perguntou em doar alguns órgãos então é questão de tempo de começar a se espalhar para corpo.

— Ele não contou isso para o meu pai, disse apenas que estava doente.

— O que tem o seu pai e Vinicius? –

— Vinicius é meio irmão meu não queria ti ver com ele, por ele ser meu meio irmão, senti tanto ciúmes. — Quanto informação apenas em um dia. — Vem em um lugar comigo, para você ficar feliz.

— Esta bem, mas onde é?

— Segredo.

Então saímos fomos além do parque, longe de casa, o suficiente para ir andando. Havia um rio próximo. Andamos próximo a pedras grandes até chegar ao rio. Neste rio tinha um barco de madeira, pequeno para duas pessoas.

— Gostou? – perguntou Alexander.

— Adorei, mas vamos para onde?

— Um pouco mais para frente tem um canal que leva para dentro da cidade, podemos entrar e descer na cidade.

Entramos no barco. Alexander tirou da mochila velas, e uma pizza. Eu adoro pizza.

Comemos um pouco, depois ele se deitou ao meu lado, o rio nos guiava até o nosso ponto. Ele começou a me beijar e disse:

— Tem mais uma surpresa em casa.

— Vai começar a me mimar?

— Só um pouco.

O rio descia e aos poucos apareciam casas antigas, pequenas indústrias do século passado. Mais adiante a casas maiores, prédios modernos e luxuosos e mais adiante o fim do canal.

Ele guardou o barco, fomos caminhando para casa. As pessoas daquela parte da cidade eram mais atarefadas, ali era a parte onde se trabalhava, não havia arte, apenas prédios cinza. Dentro de algumas universidades aquela região era chamada a parte”morta “ da cidade. Um lugar triste.

Um alto índice de suicídio, assaltos, estresse coletivo e mortes. Por mais que o lugar fosse assim, aquele era o coração da cidade.

Pegamos um ônibus e chegamos em questão de 15minutos em casa.

Subimos para o apartamento no silencio. Então entramos. Nada de diferente no apartamento, até que eu entrei no quarto, ele me empurrou prendeu-me na parede. Amarrou minhas mãos. Ele tirou minha calça e me deitou na cama. Subiu encima de mim e começou a me beijar, minha boca e meu pescoço,ele rasgou minha camiseta, e começou a me morder e arranhar meu corpo.

Suas mãos desceram pelo meu corpo chegaram perto do meu membro e começou a brincar com ele. A cada segundo eu ficava mais excitado. Nossas respirações estavam juntas.

— Agora você vai ter mais surpresas. – ele se levantou e me pôs uma venda.

Não podia ver nada, apenas sentir. Uma mordida no meu peito e uma mão indo alem de minhas bolas. Seus dedos passeando, querendo entrar em mim, e suas mordidas fortes. Então tudo parou. Ficou alguns minutos assim, então ele me tocou novamente, me virou.

Agora de bruços ele puxou minha cueca para cima, apertando contra minha pele,me deixando com mais vontade dele. Ele começou a lamber minha bunda, ainda puxando minha cueca para cima, aquilo me excitava. Aos poucos ele começou a misturar a sua língua com seus dedos entrando e saindo de mim.

Ele puxou com mais força, rasgando minha cueca. Ele se levantou e fui para perto de minha boca, onde ficou colocando seu membro dentro de minha boca, empurrando com força, eu queria mais e mais.

Ele parou e foi para trás de mim, começou a dar tapas em minha bunda. E colocou seu pênis dentro de mim, o empurrando com mais força, me fazendo gemer mais e mais. Eu ainda de bruços Alexander veio e puxou meu cabelo e enfiando mais e mais rápido seu membro. Ficamos alguns minutos assim, ele mordendo meu pescoço e enfiando mais rápido em mim. Mais gemidos meus.

— Eu quero foder essa bundinha linda – Alexander disse.

Então Alexander começou a me masturbar, aquele conjunto de sensações me deixavam com muita excitação, a voz de Alexander me preenchia, me fazia querê-lo mais.

Gozamos juntos, ele dentro de mim e eu em minha cama.

Ele e deitou na cama ainda preso e continuou a colocar seu dedo dentro de mim, até que seu sêmem escorre se para fora de mim. Ele subiu para perto de minha cabeça e tirou a venda, e desamarrou minhas mãos.

— Esta mais feliz agora? – disse entre suspiros

— Sim estou.

Eu me virei e ficamos abraçados. Dormimos nus na cama.

Notas finais
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