Estranho Coração
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Primeiro dia na grande cidade
Hoje é dia 5 de julho, são 6:30 da manhã o sol, nasceu a poucos minutos, as estrelas deveriam me alegrar, mas nem isto me deixa mais feliz. Podia me lembrar do passado onde parecia tudo perfeito e mais feliz. . . Melhor eu esquecer o passado e me focar no presente.
Minha mãe esta dirigindo faz duas horas, estamos no carro esportivo, com apenas duas malas no porta malas, com roupas e um álbum de fotos. Minha mãe é uma mulher com cabelos ruivos, com dedos cheios de anéis e muitos colares, de longe parece uma cigana, ela é feliz e aberta para vida, mas decidiu ir embora daquela cidade do interior e fugir para a cidade grande, onde temos uma apartamento.Seu nome é Gioconda, meus avós gostavam muito da imagem da mona lisa então decidiram dar este nome para ela.
Finalmente as luzes da cidade, estão aparecendo, embora ficando cada vez mais fraca com a chegada do sol.
- Como esta ai atrás? – minha mãe perguntou, só apenas checando como fazia a cada meia hora.
- Bem. – Mingau miou baixo.
Abri um pote que continha cheiro de rosas, com morangos, peguei um morango que estava com um pouco de pétalas de rosas.
- Que delicioso cheiro de rosas, com morangos é esse? – minha mãe fechou os olhos e por um segundo até esqueceu que estava dirigindo. – me um morango filho ?
Eu estendi minha mão e dei um a ela, e ela ficou olhando a estrada e dizendo como era delicioso aquele morango.
A viajem foi silenciosa a partir dali, mas o percurso foi rápido. Chegamos no apartamento no 20º andar, havia apenas dois apartamentos por andar e apartamento da frente foi comprado faz alguns meses.
Arrumei meu armário, e me joguei na cama, mingau deitou perto de mim, e o abracei. O cochilo durou até as dez horas, quando acordei com a campainha tocando.
- Aiko, venha temos visitas.
Desci as escada, encontrei, uma mulher morena, pela branca, e lábios suaves, segurando uma torta na mão. Minha mãe parecia conhecer ela de muitos anos.
- Venha filho – eu fui até a sala e cumprimentei a mulher em minha frente e o menino que parecia ter 15 anos, minha idade, sentado no sofá, com cara de tédio e puro desanimo.- Essa é uma velha amiga, dos tempo de escola, ela se mudou a pouco tempo para o apartamento ao lado e este é seu filho Alexander, ele tem a sua idade, leva ele até seu quarto e mostra seus livros.
- Vem. – eu o chamei e ele veio atrás de mim com
Eu andei pelo corredor, e o levei até o meu quarto, ele sentou na minha cama, e notou que tinha uma abajur de lava aceso, e um globo de plasma, um telescópio, apontado para a janela e uma montanha de livros ao pé da cama e mais uns outros dentro do armário.
- Você gosta de ler? – eu perguntei para ele, sua pele era morena, com um cabelo escuro, seus olhos era escuros, mas quando o sol chegava perto eles ficavam mais claros como o mel.
- Sim, mas não tanto quanto você, eu só leio alguns romances chatos, eu me sinto vazio quando leio livros, nunca acho um tema interessante. – Alexander era bonito se visto de longe, de perto ele era mais que bonito, era enlouquecedor.
- Eu sentia o mesmo, até que encontrei o tema certo. – seus lábios eram lindos, ele parecia morder os lábios.
- E qual foi o seu ? – Eu não vou responder essa pergunta, afinal meu tema preferido era lemon, como eu ficava excitado lendo isto.
- Talvez eu te conte um dia. – nossa o sol estava nele, ele parecia tão sedutor com isto.
Ele andou no quarto, viu alguns livros de física, brincou com o telescópio. Conversamos sobre musicas e nossos gostos.
- Aiko, com quem você vai passar as férias ? – Alexander me perguntou, eu estava querendo dizer, na sua cama, mas éramos apenas amigos e ele podia me deixar com muita vontade de fazer varias coisas.
- Com meus livros, não tenho amigos aqui. – eu disse deitando em minha cama, colocando minhas mãos na nuca e fechando os olhos.
- Aiko, você tem eu de amigo e você pode ir me visitar a qualquer hora. – ele se deitou ao meu lado. – no que esta pensando?
- No que eu podia ter tido na minha velha e pequena cidade. – sem querer uma lagrima escorreu.
Por que eu chorei, nunca tinha feito isto na frente de ninguém, o que isso agora, sinto o sua mão limpando meu rosto.
- Por que chora ? o que você deixou para trás?
- amigos...- droga, agora mais lagrimas estão caindo, eu não posso mais agüentar. E como um sinal de ajuda Alexander deitou minha cabeça em seu colo, me senti mais aliviado, embora ainda estivesse vazio.
- Não foram só amigos, não é? Você se apaixono por alguém? – ele começou a acariciar meu cabelo, sim eu amei alguém e muito aponto de ser idiota o bastante e não ser correspondido, e ainda gostar dessa pessoa.
- Não, não me apaixonei, apenas...
- Pode se abrir para mim, afinal eu serei seu único amigo durante um mês.
- ou a vida inteira – isto acabou escapando sem querer – minha mãe se mudou para cá, não são só férias mais sim, a eternidade. E sim eu me apaixonei, mas o passado morreu e se esqueceu.
- É bom ouvir isto, afinal, te quero bem feliz, e muito fofo.
Como assim ele me chamou de fofo? Afinal ele é homem e... homens não se chamam de fofos, a menos que ele. Mas ele também foi um fofo comigo.
Fechei os olhos e adormeci no seu colo, foi o primeiro dia de muitos que eu consegui dormir sem estar vazio.
Acordei estava escuro no meu quarto, fui acender a luz e vi o quarto vazio, dormi muito esta tarde, mas pelo menos dormi feliz, fui até a sala e Amanda ainda estava lá com Alexander.
-aiko você acabou dormindo, esta com fome ? você não almoçou.- perguntou minha mãe.
- Estou bem, mãe não se preocupe. Eu tenho morangos no armário.
Voltei ao meu quarto, queria continuar conversando com Alexander, ele foi o único que conheci que me deu carinho, sem eu ao menos pedir, foi o único que me tirou o vazio, não queria perder essa segurança.
Entrei dentro do armário e comecei a pensar no passado coloquei legião urbana, e comecei a comer morangos e logo o quarto inteiro começou a cheirar a morango.
- Você esta ai dentro? – tomei um susto quando alguém bateu na porta do armário.
- Sim, se quiser entrar pode vir. – a porta se abriu e ele entrou se sentou comigo perto de vários potes de morangos e de uma montanha de livros.
- Você gosta mesmo de morangos? – eu dei um sorriso de lado enquanto comia um morango.
- É a melhor fruta que existe. Prove um é uma delicia eu fiz um molho com açúcar e joguei no pote, assim elas ficam doce e saborosas. – ele abriu a boca, como um sinal para eu dar um nela, eu coloquei e sem querer ele mordeu a ponta do meu dedo.
- Desculpa eu te machuquei? – ele perguntou preocupado, pegando minha mão e olhando meu dedo avermelhado, colocou na boca e começou a lamber. – esta melhor ? – sua língua passou, por toda a ponta do meu dedo indicador. Estava começando a ficar excitado.
- Para! – eu disse em uma voz rouca, mas alta o suficiente para ele olhar para mim – O que esta fazendo, eu não me machuquei.
- Quero outro morango, mas eu quero que você coloque mais fundo em minha boca.
Eu fiz, afinal o que perderia, e também ele foi o único que me fez sentir melhor, não vejo outra forma de agradecê-lo, se não da maneira que ele quer. Coloquei um morango, mediano, em sua boca, bem profundo, então ele chupou todo o meu dedo, fazendo meu membro enrijecer, fiquei corado por que percebi que Alexander notou.
- Parece que não é só o seu dedo que quer brincar, mas vamos deixar isso para outro dia.
- O que você esta pensando que eu sou um qualquer? Que você entra no meu esconderijo e chupa meu dedo e depois me quer mais, não quero ser seu e saia do meu quarto agora. – eu joguei o pote de morangos no chão e levantei rápido demais, acabei batendo a cabeça em um dos cabides, mas pude mandar ele sair do armário, mas eu fiquei lá, e percebi que ele ficou parado perto da porta me observando chorar, Pedro ainda estava preso em minha cabeça, eu queria deixar isso no passado, mas era mais forte que eu.
- Você ainda será meu, e ira esquecer esta pessoa.
Alexander saiu do quarto, fiquei chorando quieto até ouvir meu celular tocar era Gabriel.
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