Estranho Conhecido
30 Capítulo 30 Reencontro
Algum tempo depois...
— Hey me espera Kagome! Onde você vai com tanta pressa?! Calma!
— Calma Sango? Temos prova na primeira aula e você esqueceu meu celular no silencioso ontem! Por isso o bendito não despertou! Estamos atrasadíssimas! – Kagome gritou segurando apertado sua bolsa contra o corpo enquanto corria.
— Prova? Como assim? Você não me disse nada?! – Sango exclamou segurando o braço da amiga e ambas estacaram no meio do pátio do campus da faculdade.
— Ai Sango, você achou que eu tava estudando por que ontem? Você que ficou trocando mensagem com o Miroku a noite inteira com meu celular por que o seu está sem crédito ao invés de estudar como eu e ainda me fala que eu não te disse ontem? E ainda por cima esquece o seu próprio celular e o MEU no silencioso! Só você mesmo! Vamos logo! – Kagome se soltou da amiga e se pôs a correr.
Sango continuou parada sem acreditar que não estudara nada para a prova e que a amiga lhe dissera tudo aquilo num rompante – Kagome! Me espera você tem que me dar umas dicas! – ela gritou correndo atrás da amiga.
As duas estavam no quarto período, segundo ano da faculdade.
oOoooOo
— Ai minha cabeça – Sango reclamou esparramada sobre a mesa. A prova havia sido um desastre para ela.
— Ai San, ninguém mandou você não estudar, o Mi só te atrapalha, não consegue passar no vestibular, daí não estuda e fica te atrapalhando ainda por cima. – Kagome reclamou.
— Nossa Kag, você está azeda hoje, está naqueles dias? Tadinho do Mi, ele não teve culpa de ter reprovado o terceiro ano, e depois que conseguiu terminar o ensino médio não consegue passar no vestibular de medicina, sabe como é muito mais difícil! Coitado! Ele está trabalhando e fazendo cursinho e tudo mais! Meu pobre coitado! E me agonia ele ficar tão longe de mim...só podemos nos ver nos fins de semana e olhe lá, só quando ele consegue juntar dinheiro para pegar o ônibus para cá...você sabe que o coitado está estudando duro para passar no vestibular!
— Desculpa Sango, me perdoe...eu só..sei lá...estou deprimida. Hoje está fazendo três anos que não vejo o Inuyasha. – ela se lamentou.
— Ah! Agora entendi! Desculpa também Kag. Eu entendo por que está assim, você o ama muito não é? Não consegue esquecê-lo.
— Sim, nunca vou esquecê-lo e pensar que ele não me respondeu mais depois de ter dito que ia se assentar antes de me procurar... me sinto tão sozinha...apesar que eu tenho você e a Rin. – Kagome fungou e segurou o choro que estava na garganta. Não entendia a decisão que ele tomara de não responde-la mais, ela havia dito que não importava com o que ele era, ele era ele, simples assim, era só isso que precisava.
Sango a abraçou – Eu sei, mas eu e a Rin não somos ele né? Vamos, logo pro intervalo, a próxima aula não vai ter nada mesmo.
As duas deixaram a sala e se dirigiram até a cafeteria da faculdade.
— Desculpa Sango, não tenho estado bem você sabe...a propósito, tem notícias da sua mãe? – Kagome indagou.
— Eu te perdoo amiga, sei o quanto está sofrendo – ela bufou – Minha mãe está melhorando, o médico disse que ainda não está em condições de ir para casa, sempre que vamos visita-la, ela tem uma recaída.
— Que ruim isso, e eu aqui sendo egoísta, você é uma amiga de ouro San, você e a Rin.
— Você que é de ouro Kah, para nos aturar – ela riu e de repente estacou e Kagome quase trombou com a amiga.
— Ai Sango como você para assim sem dar sinal, quase que... – ela parou percebendo que a amiga não estava lhe prestando atenção. – Sango?
— Kagome...olha lá – a garota apontou.
Kagome seguiu com os olhos a direção que a amiga estava lhe apontando e sentiu o coração parar...aquele era...
Um homem vestido numa calça jeans negra e uma jaqueta de couro estilo motoqueiro estava parado ao lado duma moto velha no estacionamento, ele parecia estar procurando alguém. Seus cabelos eram brancos e estavam compridos na altura dos ombros. Uma camiseta branca podia ser vista sob a jaqueta.
— Inuyasha! – Kagome gritou e saiu correndo em disparada.
O homem a olhou com os olhos arregalados, seus lábios se abriram num sorriso e Kagome se jogou sobre ele, com tanta força que ambos caíram no chão.
Kagome socou-lhe o peito com ambas as mãos repetidamente enquanto gritava – Seu IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA!
— Calma Kagome! – ele exclamou segurando-lhe os pulsos. – Feh! Depois de tanto tempo é assim que me recebe? – ele perguntou segurando-a com força enquanto ela se rebatia, ele ficou atordoado ao notar que ela estava chorando resmungando: Idiota contra seu peito. — Hey Kagome? – ele chamou preocupado.
Ela ergueu os olhos para ele, as piscinas chocolates cheias de lágrimas – Onde esteve? Por que me deixou? Por que não me respondeu mais? – ela sussurrou. Se sentia tão atordoada.
Inuyasha lhe dirigiu um olhar culpado – Desculpa Kah, Não chore. – ele disse respirando fundo. – Vai parar de me bater se eu te soltar? – indagou.
Kagome o olhou confusa...ele parecia tão...sei lá.. maduro...tão diferente...mais másculo.
Ela assentiu se sentindo boba pelo ataque, ela ergueu os olhos e viu que muitas pessoas o estavam olhando assim, estatelados no chão.
Ele a soltou e ela começou a se levantar ajudando Inuyasha a erguer-se do chão com ela. Kagome se sentiu tímida de repente, ele estava mais lindo do que nunca, era todo um homem, não era mais um adolescente. Três anos o haviam transformado num belo espécime masculino.
Inuyasha sorriu para ela e a abraçou – Senti tanto a sua falta – ele sussurrou abaixando-se um pouco para que pudesse beijar-lhe o topo da cabeça, ele estava mais alto que ela.
Kagome derreteu-se de encontro a ele – Também senti sua falta, idiota – ela resmungou.
Ela sentiu as vibrações de seu riso no peito duro dele. Caramba! Ele estava esplêndido!
— Hum, como é bom te ter nos meus braços Kah – ele sussurrou – Você pode sair agora? – ele perguntou afastando-se para que pudessem se olhar nos olhos.
Kagome estava tão perdida que nem sabia dizer se tinha algo importante ou não – Posso – respondeu, não se afastaria dele por nada.
— Então vem – ele a puxou pela mão, avistou Sango ainda parada há alguns metros deles, os olhando com um sorriso enorme nos lábios – Oi Sango – ele disse e suas bochechas ficaram vermelhas. Kagome sorriu com isso, ele ficava lindo constrangido! – A propósito se sua irmã sumir por um tempo fique tranquila, Sesshy deve pega-la em breve, ok? – ele disse para Sango.
Sango arregalou os olhos, mas assentiu, Rin estava morando com elas no campus, mas fazia faculdade de administração.
Inuyasha pegou um capacete dentro do banco da moto e entregou a Kagome, pegou um para si próprio que estava no guidão da moto e o vestiu, estava louco para beija-la, mas queria ir com calma, as coisas podiam ter mudado muito nesse tempo que estavam longe um do outro.
Ele sorriu ao vê-la com o capacete e montou na moto, Kagome montou atrás dele e agarrou-se com força a cintura de Inuyasha, ainda não podia acreditar que ele estava de volta!
Inuyasha acelerou pelas ruas, Kagome sentiu os ventos nos cabelos e seus pensamentos correram soltos, estava tão feliz que Inuyasha estava aqui! Ela abraçou a cintura do garoto com força, suas mãos afagando o estômago dele, era tão bom tê-lo perto novamente, mas ele ainda devia muitas explicações.
Depois de alguns minutos eles pararam na frente de uma loja: Rockers bro's.
Inuyasha estacionou e Kagome desmontou da moto e parou na calçada sem saber o que fazer, queria abraça-lo, beija-lo, e ao mesmo tempo estava intimidada com a nova aparência dele. Tão lindo, sexy...
— Hey, você está bem? – Inuyasha perguntou a ajudando a tirar o capacete.
Kagome assentiu, sentindo-se insegura para falar, por alguma estranha razão sentia vontade de chorar.
— Feh, está bem uma ova – ele resmungou – Vamos – ele a puxou pela mão e destrancou a porta ao lado da loja, ao abri-la se depararam com uma escadaria.
Eles subiram, ele destrancou mais uma porta e deu espaço para Kagome entrar.
Kagome observou os móveis da casa onde ele a levara, ainda atordoada. A casa era simples, mas estava bem arrumada, o sofá era negro e a maioria dos objetos era preto ou branco, criando um ambiente preto e branco que era charmoso e masculino ao mesmo tempo.
Inuyasha guardou os capacetes e livrou-se de sua jaqueta.
— Ai eu sou muito idiota – ela resmungou de repente. Estava com Inuyasha novamente e parecia uma idiota que o gato comera a língua, que sentimentos estranhos eram esses?! Estava intimidada, confusa, ele estava tão lindo, tão homem...
Inuyasha a olhou sem entender nada. – Você está bem? Parece estranha.
Kagome riu – Desculpa, é que tão estranho te ver de novo depois de tanto tempo, você mudou.
Ele arqueou uma sobrancelha interrogativamente – Você está tão lindo. – ela comentou sentindo as bochechas quentes.
Inuyasha lhe brindou com um sorriso presunçoso e Kagome parou de sorrir – Hey, pode tirar esse sorriso da sua cara. – ela disse emburrada e Inuyasha a abraçou.
— Bobinha – ele beijou o topo da cabeça dela — Você é quem está linda – ele pegou na mão dela e a fez dar uma volta, ele assobiou e Kagome riu com o rosto vermelho, ela estava vestindo uma calça jeans justa, uma regata branca e uma sandália de salto baixo de tiras brancas. Uma bolsa estava pendurada no seu ombro.
Eles ficaram abraçados por alguns segundos e Inuyasha se afastou dela, puxou-a para o sofá para que ambos se sentassem. Kagome largou a bolsa no chão.
— Tenho tantas coisas para te contar, e tenho que me desculpar. – ele disse e respirou fundo, ficando em silêncio.
Kagome o observou por um instante, não entendia seu sentimentos, mas caramba! Era Inuyasha, ele estava de novo com ela e ela estava agindo feito um idiota! Num gesto abrupto jogou-se sobre ele e eles caíram deitados no sofá. Kagome lhe cobriu o rosto de beijos – Inu, Inu, Inu – ela disse entre beijos, sua boca encontrou a dele e Kagome se perdeu em beija-lo novamente.
Inuyasha sorriu contra os lábios dela e tomou-lhe a boca num beijo apaixonado, sentia-se perdido na sensação de beija-la novamente depois de tanto tempo. Suas línguas se enfrentaram num duelo por dominância, as mãos masculinas a segurando firme sobre o seu corpo.
— Ah Kagome – ele disse num sussurro rouco, afastando-se de seus lábios e encostando suas testas – Senti tanto sua falta.
— É mesmo? Pois não parece Inuyasha – Kagome resmungou sob os lábios dele, ele era tão bom! Ela sabia que sua cara devia estar parecendo um pimentão de tão vermelho. Olhar para ele a deixava nervosa e quente, ele era o mesmo de antes, mas caramba, ele estava um gato, um tigre...tão belo!
— Feh! Claro que senti sua falta! – ele exclamou.
— E por que não me procurou antes? Por que se afastou de mim? Por que parou de responder aos emails? – ela indagou sentindo a raiva e o rancor desses anos sem notícias, ela respirou fundo — Não me mandou nenhuma noticia em quase dois anos! – ela gritou batendo no peito dele de novo.
— Ai! – ele disse e fechou a cara – Eu te disse que queria me assentar antes de te procurar, não queria ser um Zé ninguém para você! Kagome, eu precisava disso, me desculpe! Eu li seus emails , desculpe não ter te respondido mais, eu precisava me reencontrar, ser alguém, Kagome – ele disse seriamente, Kagome fez menção de falar algo, mas ele pôs um dedo sobre os lábios dela. – Kagome, me perdoe. Eu sei que está com raiva de mim, mas poxa eu não podia ir atrás de você sem ter nada para te oferecer.
— Mas Inuyasha, eu só preciso de você, não ligo para dinheiro e todo o resto.
— Eu sei, mas como eu podia te olhar nos olhos sabendo que depois de tudo que eu passei, de todas as dificuldades que eu enfrentei, te olhar na cara, sair contigo, sabendo que eu não tinha dinheiro nem para fazer uma maldita ligação! Nem para sair de casa! Kagome, eu não podia fazer isso! – ele se exaltou e respirou fundo – Eu não queria te machucar, mas não podia ser de outro jeito, eu tive vergonha, depois de tudo que você já sabia da minha vida miserável, eu estava livre, mas continuava miserável. – ele disse numa voz triste.
Kagome acariciou o rosto dele, tentando compreender seus motivos, não aprovava, mas agora compreendia um pouco por que ele se afastara.
Kagome respirou fundo – Ok, tudo bem, olha, pelo menos você me procurou, achei que tinha me abandonado.
— Nunca! – ele disse e beijou-a novamente. Eles se beijaram com amor, Kagome sentiu as mãos dele afagando-lhe as costas, era tão maravilhoso estar com ele assim novamente!
Pouco a pouco eles se afastaram em busca de ar, Kagome respirou fundo e sorriu para ele, sentindo-se inteira novamente.
Ela o abraçou e ficaram assim por alguns instantes, somente relaxando na sensação de estarem nos braços um do outro de novo.
— Kah – Inuyasha chamou lhe afagando os cabelos – Você sempre quis saber por que eu fugi e bem, agora posso te contar.
Kagome se afastou levantando e os dois sentaram lado a lado no sofá, Inuyasha lhe pegou a mão na sua, e a acariciou enquanto começava a contar. Ele lhe contou então o que acontecera naquele dia que ele fugira, o confronto com Naraku, as mortes e a fuga.
— Não acredito! – Kagome exclamou com os olhos arregalados — Naraku morreu e a Yura também... – ela repetiu sem acreditar.
— Sim, foi um dia horrível por isso não pude te encontrar, nós tivemos que sair fugidos, não sabíamos o que os capangas de Naraku podiam fazer conosco, e tinha medo de algo lhe acontecer. Sesshy descobriu que Kagura assumiu o comando do tráfico e mandou matar meu pai na cadeia. — Kagome arregalou os olhos e ele continuou – É, acabou tudo, finalmente. Agora a única que sabe sobre nós é a Kagura, mas ela não tem motivos para se interessar por nós, e com todos os capangas de Naraku e meu pai mortos, estamos livres, não precisamos mais temer.
— Nossa! Estou chocada! Caramba! Quanta coisa aconteceu! Rin me disse que podia ter acontecido algo grave, mas nunca imaginei isso! Você deve estar aliviado, agora todo seu sofrimento acabou – ela sorriu.
Inuyasha sorriu para a morena e continuou – Desculpe por tudo Kagome. Eu sinto realmente – ele respirou — Você viu a loja lá embaixo? Eu e Sesshy a montamos, está indo de vento em polpa. – ele sorriu.
— Aquela loja é sua? – ela perguntou surpresa, já ouvira falar daquela loja, vendia roupas do estilo rock e davam aula de musica.
— Uhum – ele assentiu e abraçou-a apertado. – Estamos indo muito bem, o Sesshy e eu cuidamos da loja e dou aula de musica no meu tempo livre. Acho que você nunca me imaginaria nesse papel né?
— Pior que não, nunca pensei.. – ela disse. — Me conte tudo que você fez nesses anos! Não me esconda nada! – ela parou o que ia falar e seus olhos se arregalaram — Peraí! Você estava em Kyoto esse tempo todo?!
— Feh – ele coçou o cabelo envergonhado – Sim, estou aqui faz quase dois anos, temos trabalhado bastante para conseguir fazer a loja ir em frente e –
— Você estava aqui pertinho e nunca me procurou?! Inuyasha! Você sabia que eu tava aqui! – ela gritou indignada.
— Eu sei! Desculpa! – ela fez menção de se afastar, mas Inuyasha a abraçou – Hey, eu não podia Kah, eu não queria um namoro as pressas, não tinha tempo nem para mim, mal consegui montar minha banda de novo, eu queria você comigo, mas não um namoro no qual não tivesse tempo nem para te ver, sem tempo para te dar atenção, quero você na minha vida de modo permanente Kagome.
— Inuyasha, eu não ligo para nada disso, no passado você fugia para me encontrar, eram poucas horas por dia, mas fazia toda a diferença. – ela disse.
Inuyasha respirou fundo – Tá bom admito que foi uma atitude idiota. Eu...você pode me perdoar? Estou aqui agora, e não vou te deixar partir.
Ela suspirou e assentiu – Não faça isso nunca mais. – ela afirmou.
— Eu te prometo, se eu tiver que ir para qualquer lugar eu não vou sem você.
— É bom mesmo, por que eu não vou permitir que me deixe mais.
Ele sorriu para ela e a beijou – Te amo Kagome.
—Também te amo, seu idiota. – ela disse e beliscou-o.
— Ai! Por que isso? Desde que nos vimos você me bateu, gritou comigo e me beliscou! – ele acusou passando a mão sobre a área dolorida. O cenho franzido para ela.
— Sabe que merece muito mais por estar aqui bem pertinho todo esse tempo e não ir me ver.
— Já pedi desculpas! – ele gritou.
— Eu sei, mas isso não significa que não vai ter punição!
— E por que não me puni de um modo diferente?
— Que modo?
— Me enchendo de beijos, não me deixando respirar, que acha?
— Isso não seria uma punição e sim um presente! Você não merece! – ela fez bico.
— Kagome! – ele exclamou e ela virou-se de costas para ele, as mãos cruzadas na frente do corpo. Era tão bom poder fazer isso, ter controle da situação, provoca-lo como ele costumava fazer! Ela riu por dentro. Num segundo Inuyasha estava na frente dela e de repente ela foi tirada do sofá.
— Inuyasha! – ela gritou quando ele a levantou como um saco de batatas. Ela se remexeu tentando soltar-se – Inuyasha me põe no chão! – ela gritou batendo as mãos em suas costas.
— Não até que me diga que me perdoa! – ele retrucou a segurando apertado, ele rodopiou com ela pela sala. – Você se rende?
— Inuyasha! Vamos ficar os dois tontos! – ela gritou enquanto ele rodava, sua bunda no ar, e seus braços agarrando-se a ele.
— Você me perdoa? – ele perguntou de novo ainda rodando.
— Te perdoo! – ela gritou – Te perdoo, pare, se não vou vomitar! – ela gritou. Inuyasha parou de rodar e libertou-a de seu agarre, ela desceu pelo seu corpo, mole pela tontura. Ele segurou-a para que não caísse.
— Você está bem? – ele perguntou preocupado.
— Estou, deixa só a sala parar de rodar – ela disse se segurando a ele, assim que se sentiu melhor, suas pernas se firmaram no chão e ela o empurrou com toda a sua força. Inuyasha cambaleou para trás e ela o empurrou até o sofá. — Nunca mais faça isso! – ela disse o olhando ameaçadoramente, o dedo em riste contra seu peito. Inuyasha não disse nada. E ela suspirou – Quero que saiba que te perdoo sim, mas isso não significa que tenha esquecido, você me magoou muito Inuyasha. – ela disse deitando-se em cima dele e o abraçando em seguida. – Não faça mais isso – ela pediu.
Inuyasha a abraçou apertado, afagando suas costas, — Eu sei, nunca tive a intenção, na época parecia uma ideia genuína, eu vejo como fui idiota agora, não queria nunca te machucar. Desculpe. – ele disse de novo.
Kagome respirou o ar morno no vão do pescoço dele. – Tudo bem. – ela disse. – Senti muito a sua falta.
— Eu também... – ele ergueu o rosto dela para si e cobriu-lhe a boca com a sua.
— Hey!
Kagome se assustou e quase caiu de cima de Inuyasha, Shippo estava parado na porta, já não era mais uma criança e sim um adolescente.
— Kagome! – o garoto exclamou largando a mochila no chão. – ele vestia um uniforme de colégio.
Inuyasha ajudou Kagome a se levantar e assistiu com um sorriso nos lábios Shippo abraça-la, a garota tinha o rosto todo vermelho por ter sido pega deitada com ele no sofá, e isso o divertia.
— Shippo! Que saudade! – ela exclamou o abraçando apertado, ela fitou Inuyasha e lhe mostrou a língua, sabendo que ela estar vermelha o divertia.
— Kah, nem acredito que você está aqui o Inu disse que ia te trazer, mas nem acreditei, tanta coisa aconteceu! – ele parecia tão feliz, suas feições haviam amadurecido, estava até um pouco parecido com Inuyasha, só um pouco.
Ela riu – Pois é, quanto tempo, como você está? – ela perguntou.
— Muito bem, ótimo na verdade, o colégio é tão legal e esse lugar, olhe – ele apontou para a sala onde estavam – Isso é incrível!
Kagome sorriu, o lugar era simples, mas, realmente muito bacana.
Shippo passou a tagarelar sobre o colégio e Kagome sorriu escutando o que o garoto dizia, ele também parecia diferente, mais confiante, feliz.
Inuyasha lhe brindou com um sorriso e disse – Ein, já está na hora do almoço, vamos comer alguma coisa?
— Claro. – Kagome disse.
Shippo a soltou e disse – Hey, espera eu tirar o uniforme. – ele correu para uma das portas, a abriu e entrou, fechando-a em seguida. Kagome presumiu que fosse o quarto dele.
— Tudo bem? – Inuyasha perguntou.
— Sim, claro. Só impressionada com a mudança no Shippo.
— É, ele finalmente se desenvolveu, cresceu o pirralho – ele riu e abraçou Kagome, não conseguia ficar longe dela agora que ela estava com ele.
Kagome sorriu para ele e encostou o rosto no peito dele.
— Escuta, você me disse algo sobre uma banda, como assim?
— É, eu o Ban montamos uma banda nova se chama –
Kagome o cortou – Bankotsu? Ele está aqui? Você procurou ele e não me procurou? – ela o empurrou de novo.
Inuyasha engoliu em seco e Kagome o beliscou de novo – Ai! Sim, sim, o procurei, olha Kah já te disse! Muitas coisas mudaram nesses últimos anos... — ele disse esfregando o braço, ele suspirou — Eu estive trabalhando feito louco para juntar dinheiro, eu e o Sesshy alugamos esse lugar e montamos a loja, estamos indo muito bem e eu resolvi montar uma banda de novo, a musica foi muito importante para mim e sempre será... – ele respirou fundo — Depois que o ensino médio acabou o Ban me enviou uma mensagem no celular do Sesshy, e eu o convidei para vir para cá. O Ramires não quis mudar de cidade, as gêmeas também preferiram ficar por lá, os três estão cursando a faculdade lá em Tókio mesmo, eu não sei bem por que eles desistiram da banda, sei lá. – ele olhou para ela e continuou — E bem, desde então to trabalhando com a loja, as aulas e a banda com o Ban e uns amigos que eu fiz, e se tudo der certo no ano que vem termino o ensino médio e quem sabe começo a faculdade – ele disse.
— Você não conseguiu terminar até hoje né? – ela indagou.
— Não, não tive tempo, vou ter que fazer supletivo para terminar.
Kagome ficou triste por ele, mas bem, ele ia terminar ainda – Não entendi por que seus amigos não vieram para cá, estranho.
— Pois é – ele deu de ombros. – Acho que não queriam ficar longe da família deles, e afinal eles ganharam a vaga na faculdade de Tókio, por que largariam para vir para cá?
— É verdade...Mas o Bankotsu veio não é? Ele pediu transferência?
— É o Ban pediu e veio, ele está fazendo faculdade aqui na sua facul, não sei como não se encontraram.
— O campus é enorme – ela disse.
Inuyasha deu de ombros.
— E esses seus novos amigos são legais?
— São, vou te apresentar para eles, e aliás, a minha nova banda tem até uma vaga para vocal feminino, você poderia participar se quiser. – ele sugeriu a olhando com expectativa.
— Está falando sério? – ela arregalou os olhos.
— Claro, eu não menti quando disse que você arrasou naquele festival, você canta muito bem, e estamos sentindo falta de um vocal feminino em algumas musicas.
Kagome o olhou ainda surpresa, ela mordeu o lábio e perguntou — Qual o nome da banda?
— Dark Knights. — ele disse.
Kagome franziu as sobrancelhas — Não creio! A San comentou comigo esses dias que ouviu falar dessa banda que tocava rock pop, ela me passou até o nome de uma musica...como que era...Away from the sun, mas por alguma razão eu me esqueci de procurar.
Inuyasha riu, — É, já estamos começando a ficar conhecidos. Essa musica eu escrevi pouco depois de eu fugir, e incrivelmente é uma das que está fazendo mais sucesso junto com Far away e Breaking the habit, claro que ainda nenhuma delas está tocando nas rádios nem nada disso, mas está começando a bombar no youtube. E eu ainda tenho tantas letras que escrevi naquela época ainda...
— Nossa Inu! Que maravilha! Eu nem consigo acreditar que finalmente tudo acabou e que você está comigo e tem uma banda e uma loja – ela disse num fôlego só. – Quero ouvir as suas músicas!
Ele riu – Agora vamos poder namorar como um casal de verdade, Kah. Nada de encontro as escondidas, nada de sumiços ou fingirmos que nada acontece entre a gente – ele a fitou com o semblante sério – Quero ser seu namorado na real, Kagome.
Kagome sorriu – Ha! Isso não é um pedido de namoro, mas eu aceito! Tenho esperado por isso há tanto tempo! Eu nunca deixei de te amar Inu. Nunca.
Inuyasha a olhou com os olhos nublados de paixão e Kagome sentiu o ar faltar, ele a abraçou e beijou-a novamente cobrindo-lhe a boca carnuda com a sua. Beijou-a com volúpia e enredou os dedos nas madeixas negras e sedosas. A boca explorando a sua, estava tão feliz em tê-la consigo novamente!
Kagome sorriu no meio do beijo, sentira tanta falta dele! Ela pegou nos cabelos dele maravilhada com a maciez, ela se afastou e comentou – Você está deixando seu cabelo crescer de novo.
— Sim – ele disse encostando a testa na dela – Não gosta?
— Claro que gosto! Em você tudo fica sexy! – ela disse e então corou – Ai que vergonha! – ela disse cobrindo o rosto.
Inuyasha riu e a puxou para ele de novo – Ah Kagome – ele a abraçou e sussurrou no ouvido dela – Você que é sexy.
Kagome se sentiu vermelha e se inclinou para trás para olha-lo nos olhos, ela acariciou o rosto dele e sorriu timidamente – Você que é, andou malhando? – perguntou descendo as mãos para os ombros dele.
Ele deu de ombros – Acho que é resultado de muito trabalho duro.
Ela sorriu – Poxa funcionou – ela riu e ele sorriu para ela.
Inuyasha a beijou novamente e Shippo exclamou:
— Estou pronto! Vamos? – ele disse.
— Vamos. – Inuyasha respondeu e pegou a mão de Kagome, a garota pegou sua bolsa próxima ao sofá e os três deixaram a casa, enquanto desciam as escadas Inuyasha não lhe soltou a mão e Kagome ficou olhando para suas mãos unidas, quanto tempo sonhara em poder sair com ele assim? Simplesmente pegar na mão dele e caminhar?
Eles passaram na frente da loja e Inuyasha acenou para Bankotsu e Sesshoumaru, os dois saíram da loja para falar com eles.
— Hey – Bankotsu saldou – Oi Kagome – ela sorriu para ele, percebendo que nunca havia conversado com o amigo de Inuyasha.
— Oi Bankotsu – ela respondeu.
— Kagome – Sesshoumaru disse lhe estendendo a mão, Kagome pegou a mão dele e sorriu, caramba! Ele era maravilhoso! – Prazer em te ver de novo – ele disse.
— Obrigada – ela respondeu sentindo as bochechas quentes, Sesshoumaru soltou a mão dela e se dirigiu a Inuyasha.
— Vai leva-la para almoçar?
— Sim. – Inuyasha respondeu, e voltou a segurar a mão de Kagome firmemente na sua.
— Ok, pode tirar a tarde livre, amanhã será a minha vez. – o mais velho disse e voltou para dentro da loja.
— Hey Inuyasha – Bankotsu falou – Divirta-se! – exclamou e também voltou para dentro da loja.
— Como assim "amanhã será a minha vez"? – Kagome perguntou quando voltaram a caminhar, ela ainda de mãos dadas com Inuyasha enquanto Shippo seguia na frente.
Inuyasha suspirou – Ele quis dizer que estou devendo uma para ele, vai me dar à tarde de folga para eu poder ficar contigo, mas amanhã eu trabalho, fico com o turno da manhã, ainda bem que amanhã é sábado e a loja só fica aberta até meio dia, é por que amanhã ele vai atrás da Rin. Geralmente nós fazemos assim, um sábado eu trabalho e o outro ele, amanhã seria o dele.
— Ah entendi...
Ela percebeu que ele estava emburrado – Hey, o que houve?
— Que cara foi essa quando viu meu irmão? – ele perguntou.
Kagome riu – Ciúmes?
— Claro! Você não olhou para mim daquele jeito.
— Ai Inu, só você mesmo – ela riu, eles pararam de andar e Kagome o olhou da cabeça aos pés, fitou-lhe o rosto intensamente transmitindo o amor e a adoração que sentia por ele – É assim que eu olho para você – ela disse – Eu te amo seu bobo, e acho você um tremendo gato.
Ele sorriu para ela e pegou-a pelo queixo, uniu seus lábios aos dela e a trouxe para perto de si, aprofundando o beijo, suas mãos descendo para abraça-la de encontro a si, ele se afastou e olhou para ela – E é assim que eu olho para você, minha Kagome – ele a fitou, os olhos cor de mel brilhavam tão intensamente, Kagome sorriu e esticou-se beijando-o em seguida, ela o abraçou apertado.
Inuyasha sorriu contra os lábios dela e ouviu Shippo chamar – Hey! Vocês vão vir ou não?
Ele abraçou Kagome e juntos continuaram pela calçada. Kagome apoiou o corpo no dele enquanto caminhavam, sentindo-se tão feliz que parecia que estava sonhando.
Ela percebeu que muitas garotas os olhavam enquanto passavam e sentiu ciúmes pelo modo que fitavam seu Inuyasha. Ele estava tão mudado fisicamente.
Shippo entrou num restaurante a poucas quadras da loja dos irmãos.
— Chegamos – Inuyasha anunciou – Venho aqui sempre que dá.
Kagome sorriu, era tão inacreditável estar ali com ele! Eles entraram e procuraram uma mesa.
Eles se sentaram e enquanto os irmãos olhavam o menu Kagome ficou observando Inuyasha, ele mudara tanto! Sentia uma atração incrível por ele, os cabelos compridos o faziam parecer mais velho, ela tinha vontade de mergulhar os dedos naqueles cabelos brancos, quase prateados, era tão bonito, ele era todo um homem agora, e seu corpo fazia o dela estremecer com todos os sentimentos que fluíam ao olha-lo.
Nesses três anos que ficaram afastados ela nunca conseguira esquecê-lo, nem tentara na verdade, sabia que para ela só tinha ele. Era tão diferente as coisas agora, não havia mais segredos entre eles e finalmente estavam juntos novamente.
— Você está bem? – ele perguntou franzindo a testa.
Ela sorriu, se sentia boba, não conseguia parar de olha-lo e sorrir – Estou, só não consigo acreditar que você está aqui.
Ele sorriu e pegou na mão dela sobre a mesa – Está toda alvoroçada Kagome? – ele perguntou com um sorriso malicioso.
Kagome soltou a mão dele e bateu nela – Idiota! – ela disse e riu em seguida, se sentia tão estranha!
— Feh! Também te quero bobona – ele disse.
A garçonete se aproximou da mesa e Kagome ainda não decidira o que pedir. Ela olhou para o menu e só então percebeu que estava num restaurante que servia todos os tipos de ramen.
— Aff – ela bufou – Você é louco por ramen né?
— Feh! Você também gosta. – ele retrucou.
Ela balançou a cabeça e escolheu seu sabor favorito, Shippo e Inuyasha pediram os deles e ela percebeu que Shippo estava silencioso.
— Hey, tudo bem Shippo? – ela perguntou.
— Hum? Tudo bem.
— Relaxa Kags, ele só perdeu o costume de segurar vela. – Inuyasha respondeu.
Shippo fez cara feia. – Você tem totalmente a atenção da Kagome, também quero falar com ela.
— Humpf! É óbvio, que tenho a atenção dela, eu que sou o namorado dela né.
Kagome sorriu enquanto os irmãos começaram a discutir.
— É, mas também quero saber o que ela fez nesses últimos anos.
— Então pergunte pirralho – Inuyasha retrucou.
Shippo ficou vermelho se sentindo tímido de repente, Kagome sorriu.
— O que você fez nesses anos? – Shippo perguntou.
— Ah nada demais Shippo – ela disse – Bem, primeiro quis matar seu irmão por que ele não me respondeu mais nos emails – ela lançou um olhar duro para Inuyasha – E depois, bom, segui com a minha vida, continuei estudando, to fazendo faculdade de engenharia de som, a faculdade é bem legal, estou gostando bastante do curso, no ano passado fiz estágio numa gravadora, nesse ano não consegui um emprego decente ainda...nada de muito interessante.
— E garotos? Conheceu alguém? – Inuyasha perguntou.
— Claro. – ela disse e ele lhe fitou o rosto. Kagome riu – Claro que conheci né Inu, muitas pessoas, a faculdade é repleta de garotos.
— Feh, você entendeu o que eu quis dizer.
— Não Inu, no meu coração só tem lugar para você. Sabe disso. – ela disse com um sorriso nos lábios.
Inuyasha soltou o ar aliviado – Que susto! Tive medo que conhecesse alguém, me esquecesse...
— Pois não parece, já que me largou né.
Ele fechou a cara – Já te expliquei isso...
— Eu sei, eu sei, de qualquer modo ainda acho que foi uma atitude idiota, mas tudo bem.
— Bleah! Acho que vou ao banheiro, não to afim de assistir os pombinhos – Shippo disse e se levantou.
Kagome e Inuyasha deram risada – Pobre Shippo – Kagome comentou. – Ele já não devia ter passado da idade de achar 'romance' nojento, não?
Inuyasha puxou sua cadeira para mais próximo a da Kagome.
— Shippo... foi difícil para ele, os traumas de nosso passado... bem...ele nunca foi muito confiante, tem melhorado bastante é claro, mas não se aproximou de nenhuma menina ainda, apesar delas correrem atrás dele no colégio, eu não sei bem o que se passa com ele, é maduro demais em alguns aspectos e ingênuo em outros... – ele disse, Kagome não soube o que dizer, a infância de Shippo fora muito comprometida.
Inuyasha mudou de assunto alguns segundos depois.
— Senti tanto a sua falta Kah. – ele comentou o rosto sério.
— Eu senti mais, achei que tinha me esquecido. – ela respondeu.
— Nunca. Depois de tudo que passei...todos esses anos difíceis...você é tudo o que eu quero. Escrevi uma musica pensando em você...estava longe do meu sol de novo.
— Away from the Sun? A musica que você disse que está começando a fazer sucesso?
— Sim, quero canta-la para você.
— Quero ouvir – ela respondeu, aproximando seus lábios dos dele.
Inuyasha a beijou – Ah Kagome – ele sussurrou.
Eles se afastaram e Kagome perguntou – Você disse que montou uma nova banda, quero conhecer...e bem não sei, tem mesmo uma vaga para vocal feminino?
— Claro que tem, o pessoal é bem bacana, sou eu o Bankotsu, o Jakotsu que é primo distante do Ban, o Kohaku e o Ryoga.
— E será que vão aceitar?
— Kagome, eu faço as regras, eles aceitam, simples assim. – ele disse bufando, a franja subiu e ela viu o piercing que agora estava escondido sob o cabelo.
— Agora você é quem manda em tudo é? – ela tirou sarro.
— Claro, quem manda na minha vida sou eu. – ele sorriu – Fiz até uma musica, It's my life— ele riu. – Acho que vai ser um sucesso essa também.
Ela sorriu – Estou tão feliz que está tudo bem, estamos juntos finalmente e você está fazendo sucesso com suas musicas, você merece.
— Feh! – ele ficou vermelho e Kagome sorriu.
A garçonete trouxe as comidas e Shippo finalmente voltou do banheiro.
Eles começaram a comer e Kagome olhou de lado para Inuyasha o observando comer. Ele realmente chamava a atenção do sexo feminino, tão poderoso, sexy, ela notou então uma pequena tatuagem no lado inferior do pulso do braço direito dele, ela engastou-se com o ramen.
— Kagome! Você está bem? – ele a ajudou, batendo em suas costas, a preocupação em seus olhos. E ela desengasgou, olhando atordoada para os olhos dourados dele.
— Você tatuou meu nome no seu pulso?! – ela perguntou lutando para respirar.
Inuyasha sorriu expondo o pulso para ela, trazendo mais perto de seus olhos para que ela pudesse ver melhor.
— Você é louco?! Isso é permanente! É para sempre! – ela exclamou traçando o contorno de seu nome com a ponta do dedo maravilhada.
Inuyasha somente abriu mais o sorriso – Por isso mesmo, é como meu amor por você.
Kagome sentiu suas bochechas esquentando, ela sorriu para ele e cobriu-lhe a boca com a sua num beijo apaixonado.
Ela respirou fundo contra os lábios dele – Também te amo para sempre Inu. – ela disse com seriedade.
Inuyasha sorriu e os dois ouviram Shippo resmungar.
— Pare de ser mala Shippo, já devia estar acostumado com demonstrações de afeto, afinal Rin há um tempo atrás morou vários meses conosco. – Inuyasha retrucou bravo com a interrupção do mais novo.
— Eu sei – Shippo sussurrou sobre sua respiração. – Mas Sesshy e Rin não são tão melosos. Ugh!
Kagome sorriu e balançou a cabeça, decidindo ignorar, voltou a comer seu ramen ainda muito impressionada pela atitude de Inuyasha, em tatuar seu nome em sua pele.
Shippo acabou seu prato primeiro e indagou – Aonde vão agora?
Inuyasha engoliu o restante de seu ramen e respondeu – Vou levar a Kah na garagem para tocar para ela.
— Você ensaia numa garagem? – Kagome perguntou.
— Sim, Jak mora á poucas quadras daqui e ensaiamos na casa dele, nem se preocupe que não vai conhecê-lo agora, não estou pronto para compartilha-la ainda – ele sorriu – Jak trabalha como assistente em um estúdio de gravação, faz um tempo que está tentando conseguir que uma de nossas musicas seja gravada.
— Sério? Que bacana! – Kagome exclamou animada.
— E eu vou para casa estudar né. – Shippo afirmou.
Kagome ficou chateada por estar excluindo o mais novo, mas queria ficar a sós com Inuyasha. – Não quer ir conosco? – indagou contra sua vontade, na intenção de não magoar o garoto.
— Não. Tenho que estudar – ele sorriu – Mas, obrigada pelo convite mesmo assim. Depois a gente conversa, bleah. Eu sei que quer ficar a sós com meu irmão. – ele deu de ombros e Kagome ficou vermelha, ela sorriu e afagou-lhe a mão sobre a mesa, amava Shippo, ele sempre fora como um irmão para ela.
— Vamos então? – Inuyasha indagou levantando o braço para chamar o garçom. – A conta, por favor – disse quando o moço se aproximou da mesa.
Kagome queria pagar, mas sabia instintivamente que ofenderia Inuyasha se oferecesse. Resolveu ir ao banheiro enquanto o garçom não voltava.
— Eu já volto, vou ao banheiro – ela disse já se levantando.
Inuyasha assentiu e ela suspirou, era incrível como somente olhar para ele fazia seu coração se acelerar. Ela respirou fundo tentando se acalmar, caminhou para o banheiro, pensando em como estava se sentindo estranha somente em pensar em estar a sós com ele após tanto tempo. Não fazia sentido ficar nervosa agora, mas se sentia.
Inuyasha tirou um cartão prateado de sua carteira e pagou a conta quando o garçom voltou com a comanda e a maquininha.
— Vê se não estraga as coisas com a Kah – Shippo lhe alertou.
— E como e por que eu faria isso? – Inuyasha retrucou.
— Apressando as coisas com ela né – Shippo respondeu e Inuyasha ficou vermelho de constrangimento, entendendo o que o mais novo estava dizendo e ficando surpreso por um conselho desse saísse da boca de Shippo.
— Hey, eu sei o que estou fazendo pirralho! E isso não estraga as coisas, melhora as coisas! – ele gritou.
— Estou só dizendo – o mais novo concluiu e Inuyasha sentiu vontade de dar-lhe um cascudo. Kagome voltou do banheiro e não entendeu a razão da carranca feroz no rosto de seu amado.
— O que houve? – ela perguntou.
— Nada – Shippo e Inuyasha responderam juntos.
— Vou para casa – Shippo anunciou após alguns segundos.
— Vamos embora Kah – Inuyasha disse lhe pegando pela mão e quase a arrastando para fora.
— Tchau Shippo! – ela gritou sobre o ombro. – Hey Inuyasha! – ela exclamou se soltando dele – O que houve entre você e Shippo?
Inuyasha respirou fundo – Nada, ele só estava dando uma de irmão mais velho, coisa que ele não é.
Kagome o fitou sem entender – Como assim?
Inuyasha olhou para o céu como se pedisse paciência – Ele não quer que eu estrague as coisas contigo, mas eu não vou fazer isso, vamos indo? – ele pediu.
Kagome não entendeu, mas desistiu de insistir – Tá. Vamos! – ela deu de ombros e revirou os olhos, não tinha motivos para zangar-se, eles eram irmãos e não importava realmente o porquê de terem se desentendido, ela só conseguia pensar que Inuyasha finalmente estava na sua frente e ela não queria perder um segundo longe dele.
Inuyasha estranhou Kagome ter desistido tão facilmente, sabendo como a garota era teimosa, mas deu de ombros, agradecendo que ela não havia insistido no assunto, o mataria de vergonha ter que confessar que só pensava em colocar suas mãos sobre ela.
Ele pegou na mão dela e caminharam juntos, era tão bom, o simples fato de estar segurando a mão de Kagome já era suficiente para fazê-lo ofegante e feliz. Sentira tanto a falta dela, se lamentava tê-la afastado daquele jeito, mas fora melhor assim, agora ele era quem ele queria ser.
Caminharam juntos algumas quadras, ambos simplesmente aproveitando a presença um do outro, felizes com o silêncio confortável entre eles.
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