Estranha Atração

3 Capítulo III — Estranha Mudança.


Notas iniciais
Oi, oi, gente! Eu sei que fiquei bastante tempo longe e peço desculpa por isso. Mas eu perdi meu pendrive e demorou bastante para recupera-lo (com o capítulo). O capítulo ficou pequeno, eu sei, mas o próximo será bem maior e pelo ponto de vista do Oliver — AÊÊÊ. Obrigada a todos vocês que leram o capítulo, comentaram e favoritaram. Aos que me mandaram mensagem e estão interagindo de todo o modo. Enfim, vamos ao capítulo! Boa leitura... Ps: Ignorem os erros, não deu para beta-lo.

Capítulo III — Estranha Mudança.

Sentia meus olhos ficarem pesados e a visão um pouco turva, mas pisquei, respirei fundo e continuei com o trabalho.

Antigamente se eu não dormisse pelo menos seis horas à noite, ficava extremamente estressada. Mas hoje não posso me dar a este luxo. Pois como Jenna mesmo disse, enquanto estiver com este uniforme, sorria mesmo que seu rosto endureça.

Não poderia discutir com ela.

Entrei na cozinha e deixei os pedidos sobre a bancada, e peguei um copo de água em seguida. Devia estar uns quarenta graus aqui.

— Hey, menina, não pare! Temos atletas ricos e famintos aqui — Luca disse a mim, correndo com uma bandeja.

Suspirei alto e virei toda a água. Poderia dormir mais tarde, se tivesse sorte.

Oliver Queen não é um cara fácil de conviver. Na maioria das vezes que o vejo ele está com uma garota do lado ou expulsando-a da sua casa. Nas poucas vezes em que conversamos ele me parecia um cara legal, porém então se tornava frio e distante segundos depois. Isso me confundia.

Eu queria que tivéssemos uma boa convivência, que fossemos pelo menos amigos. Mas ele não facilita.

— Felicity? — a voz de Luca saiu surrada ao meu lado. — Está vendo aquele cara bonitão ali na mesa oito? — perguntou, e eu rapidamente olhei para lá. Avistei um homem de estatura alta, moreno, por volta de uns vinte e cinco anos. É um cara bonito, pensei. — Ele é herdeiro de tudo isso aqui. Além de ser o responsável por nós.

Fiquei surpresa com isso. Mas vendo o jeito com que ele estava concentrado nos papeis e no seu notebook deu para notar o qual responsável parece ser.

— Vá atende-lo — Luca me empurrou, mas enrosquei no lugar e me virei em sua direção.

— O que? Não! Você atende ele que eu vou para a área leste — disse a ele.

Já atendi vários riquinhos metidos e mal-educados, mas um riquinho mal-educado e ainda meu chefe... Oh, não mesmo.

— Eu acho que ele irá preferir uma garota gostosa do que um gostoso gay — me direcionou uma piscadela. — Agora mova seu traseiro bonito até lá — e saiu.

Respirei fundo e segui até a mesa oito. Ele estava concentrado nas suas coisas, mas quando me notou aproximando levantou a cabeça e sorriu de lado.

— Olá — cumprimentei e o mesmo maneou com a cabeça. — Já sabe o que vai pedir?

— Só quero um suco de laranja, por favor — pediu.

Não passou despercebido por mim que ele me avaliou de cima a baixo.

— Certo. Já trago — sorri gentilmente e voltei até a cozinha.

A maioria dos caras aqui me olham com malicia, Luca disse que é comum, porque sou a única garçonete jovem daqui. As mulheres também o fitam com desejo descarado, e é delas que ele recebe a maior gorjeta. Seus olhos negros e sorriso bonito fazem as senhoras daqui suspirarem.

Voltei até a mesa com o suco em mãos, servindo-o. Quando estava me retirando ouvi sua voz roubando minha atenção.

— Você é Felicity Smoak, certo? A nova garçonete que a Jenna contratou? — indagou e murmurei um sim. — Bom, é mais bonita do que me disseram — disse galanteador, e sorri sem graça. Mesmo recebendo muitos elogios dos homens daqui – alguns até indecentes – eu não conseguia me acostumar.

— Obrigada.

— Sou Ray — esticou a mão e eu a apertei. — Soube que está morando com o Queen — comentou.

— Sim, mas temporadamente — esclareci.

— Entendo — murmurou sem desviar seus olhos de mim, deixando-me perturbada com isso. Porque ele estava sendo gentil comigo? — Então, se você quiser, posso leva-la para dar um passeio qualquer dia desses.

Ergui a sobrancelhas totalmente surpresa com isso. Mordi o lábio inferior e desviei o olhar.

— Não acho que seja uma boa ideia — falei com cautela. Não queria deixa-lo bravo ou algo assim.

Mas Ray apenas sorriu.

— Tudo bem, eu só pensei que você gostaria de ter um amigo na cidade — deu de ombros.

Senti-me uma idiota, mas ainda sim me mantive firme. Não desejo ter nenhum tipo de contato com a sociedade alta. Principalmente com o meu chefe.

— Bom, com licença. — Pedi, sem resposta para sua fala anterior. Peguei o mesmo murmurado um tchau antes de sair para a outra mesa.

Obvio que eu gostaria de ter algum amigo por aqui – sem ser somente o Luca. Mas tenho outros objetivos mais importantes do que esse: Conseguir meu dinheiro e sair daqui o mais rápido possível... Quanto mesmo contato com James, melhor.

A tarde passou lenta, e o trabalho me ajudou a ocupar a cabeça e espantar o sono.

Tinha visto Tommy entrar na academia algumas horas atrás. Fiquei surpresa e contente quando o mesmo veio até mim e me cumprimento. Sinto falta de uma gentileza ás vezes. Acho que Luca e Tommy são as únicas pessoas que não fazem me sentir uma intrusa nesse lugar.

Eles são adoráveis.

— Vejo você na segunda, Felicity — Jenna se despediu quando eu passava pela porta dos fundos.

Não pude deixar de sorrir com isso, pois era quinta. Essa seria minha primeira folga da semana. Poderia descansar e dar uma volta pela praia. Queria muito sentir a água do mar nos meus pés.

— Ora, se não a garota que eu não vejo há dias. — Perdi o fôlego. Eu conhecia aquela voz rouca e masculina.

— Oi. — Me virei para Oliver que vinha ao meu lado.

— Você parece cansada — me avaliou, inclinando a cabeça para o lado. Cruzou seus braços a frente do seu corpo atraindo minha atenção.

Ele estava vestido como a maioria das caras que eu vi hoje. Mas a diferença é que Oliver conseguia ficar atraente mesmo estando suado.

— Tem sido dias puxados. — Murmurei, desviando o olhar.

Ele me deixava nervosa.

— Está indo pra casa? — perguntou.

— Sim.

Quando voltei a encara-lo quase suspirei com seu olhar intenso. Oliver tinha os olhos mais lindos que eu já vi. Suas orbes eram misteriosas e transparente ao mesmo tempo... E devo confessar que isso é muito atraente.

— Vem, eu te dou uma carona — acenou para o estacionamento a esquerda.

— Não preci... — tentei argumentar mas sua cara não me deixou continuar.

Eu realmente não queria mais nenhum favor dele. Sentia-me uma intrusa na casa dele, parecia que eu estava atrapalhando sua vida o tempo todo.

— Anda logo, Felicity. Não custa me custa nada, eu já estava indo pra casa de qualquer maneira — disse, por fim.

Mordi o lábio inferior e o segui até seu carro. Era um automóvel luxuoso – principalmente por dentro. Oliver colocou uma musica baixa enquanto saímos do Kohl.

Havia algo de sombrio no jeito que ele ficava quando estávamos pertos. Seus dedos estavam pressionados com força mais do que necessária no volante e creio por mim que se estivesse como ele escapar dali, ele já o teria feito. Era algo mais do que físico ou mental... Parecia incomoda-lo profundamente.

— Como vai o trabalho? — perguntou devagar.

— Hum... Bem — respondi.

Pelo menos ele esta sendo educado. Eu gostava quando ele era. Tornava nossa convivência mais pacifica, um pouco mais real. Fora que eu também gostava de ouvir sua voz baixa e lenta. Causava formigamentos em lugares que eu nem pensava que seria capaz. Mas ele sempre se desviava. Sempre. E querendo ou não Oliver era a pessoa que eu mais convivia – e ao mesmo tempo quase não nos vemos, uma vez que ele quase nunca está sem o Tommy ou uma garota do lado.

Em momentos assim eu me sentia sozinha. Perdi toda a minha família, meu pai não dá a mínima para mim e o filho da minha madrasta apenas me suporta. É frustrante toda essa situação.

E triste também.

— Chegamos — anunciou ele, olhando-me com a testa franzida. Olhei ao redor e percebi que já estávamos em casa.

— É... Obrigada pela carona — sorri sem graça antes de saltar do carro.

— Ei, espera. — Parei com sua voz e o vi se aproximar de mim com o coração acelerado.

Perto demais, perto demais. — Pensei.

— Eu pensei em sairmos para jantar em um restaurante novo na estrada — Seus olhos eram indecifráveis e isso me intrigava.

— Você quer me levar pra jantar? — meu tom de voz foi mais surpreso do que eu queria.

Ele sorriu.

— Sim — concordou. — Eu acho que você vai gostar de ir ao algum outro lugar sem ser ao Kohl e aquele quarto — foi sugestivo.

Era estranha essa súbita mudança de comportamento, mas não disse nada.

— Vou entender esse silencio como um sim — mudou seu olhar satisfeito para a casa. — Nos vemos mais tarde então.

Não houve tempo para responder por que ele entrou antes mesmo que eu pudesse pensar em algo para dizê-lo.

Não sei por que eu estava nervosa, mas a possibilidade de sair com Oliver era loucura demais. Eu não tinha nem roupa para isso. E, bem, ele estava sempre tão lindo que me sentia boba ao seu lado. Seu olhar em mim dava a impressão de que sabia o que eu estava pensado. E isso não era nem um pouco bom. Deus, seria frustrante se ele soubesse que imagino o quão bom seria sentir seus baços envoltos em mim.

Suspirei pela décima vez olhando minhas roupas. Todas elas eram antigas e pequenas demais.

Mas então me lembrei do vestido que minha avó havia encomendado para mim e me dado no meu aniversario de dezenove anos. Ele é vermelho, curto e rendado atrás.

Coloquei-o e apesar de ter ficado justo nos seios, apertando um pouco, serviu bem.

Com uma sandália trançada preta, cabelos soltos e uma maquiagem leve – quase imperceptível – eu já estava pronta.

Oliver estava na sala quando com um copo de uísque quando eu cheguei. Ele parecia perdido nos seus próprios pensamentos, pois não me percebeu chegando. Toquei em seus braços para chamar sua atenção e ele se virou para mim.

Seus olhos escureceram assim que olhou para mim. Primeiro pensei ter visto fascínio em neles, mas depois foi algo mais fundo e sombrio que com certeza não era algo bom. Recuei um passo confuso.

— O que houve, Oliver? Você está bem?

Seu maxilar enrijeceu como se estive com raiva de algo.

— Eu acho melhor cancelarmos o jantar.

Notas finais
E o que acharam? Esse Oliver vai deixar a Felicity maluca KKKK O próximo, como eu disse, será narrado pelo Oliver. Vamos entender mais o que se passa com ele. Se puderem, eu ficaria muito feliz em ver seus comentários. É bom demais para mim! Até o próximo. Kisses, Stilinsk ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.