Estranged
2 Tragic News.
Notas iniciais
Assim que meu pai deu a linda noticia de que agora eu teria que dividir minha casa com mais 5 rockeiros, meu mundo desabou, já não bastava aguentar aqueles que iam vir conversar com meu pai, pra pedir ajuda dele com as bandinhas sem futuro deles, agora eu dividiria uma casa com eles, e sem contar que um deles era meu tio/padrinho, tinha como ficar pior? Acho que não.
Subi pro quarto e fui fazer yoga, passei o resto do dia trancada ali, de noite, meu pai saiu pra resolver uns assuntos que ele não me disse o que era, e aqueles 5 seres das cavernas? Saíram também.
Aproveitei que estava sozinha, comi uma coisa qualquer e subi pro quarto, sentei na cama e olhei pro meu violão, fazia anos que eu nem tocava nele, peguei a foto da minha mãe na mesinha de cabeceira, queria poder ter ela ali novamente, pra poder conversar, eu sei que ela jamais se orgulharia da menina que eu havia me tornado no ensino médio, mas infelizmente, ou você era o tipo Regina George pra ser aceita, ou passará os três anos da sua vida sendo atormentado por uma como ela.
Dormi pouco tempo depois, abraçada a foto dela.
Lembram quando eu disse que não tinha como minha vida ficar pior? Bom, falei demais, porque eu descobri da pior forma que sim, ela podia ficar pior.
Quando acordei, meu pai não estava em casa, Steven e os outros da bandinha dele, estavam sentados na sala, com caras não muito boas.
—Lilyan, eu sei que a gente não se deu muito bem, mas tenho algo pra te contar.-Disse Steven, com uma cara triste vindo em minha direçao assim que desci as escadas.
—O que é?-Disse sem interesse.
—Lily, seu pai…-ele mal conseguiu terminar a frase pois já havia começado a chorar.
Um dos caras se levantou e veio em nossa direção, ele tinha os cabelos negros e lisos, na altura dos ombros, em um corte meio repicado e tinhas uns piercings
—Olá, eu sou o Izzy, então, porque a gente não vem aqui nessa sala pra que eu possa te contar o que aconteceu?!-Disse ele já me guiando pro escritório do meu pai, eu não estava entendendo nada.
—Lilyan né?!
Eu balancei a cabeça em sinal afirmativo.
—Então, a polícia nos ligou mais cedo, dizendo que… sabe… seu pai havia sido encontrado… morto
—O que? Como assim?-Eu disse com lágrimas já escorrendo pelo meu rosto.
—É…
Meu mundo havia desabado de verdade dessa vez, eu havia perdido a única pessoa que eu tinha, eu estava realmente só.
—Olha, eu queria poder dizer alguma coisa, mas nem sei o que dizer, nem imagino como deve ser perder alguém assim…
Eu não estava prestando atenção ao que ele dizia, estava em transe, só as lágrimas desciam pelo meu rosto.
—Ai meu Deus o que eu faço? Por favor, não chora não, eu não sei o que fazer quando uma garota chora na minha frente.
—Será que você pode me dar licença?
—Ah, tudo bem, se precisar de algo, é só gritar tá?!
Ele saiu do escritório e fechou a porta. Eu estava só.
Passei a tarde lá, eles até que tentaram fazer eu abrir a porta, mas eu não queria ouvir ninguém, havia perdido a única pessoa que eu realmente amava.
Peguei o celular e liguei para o telefone do meu pai, sentada encolhida no canto da sala, fiquei escutando enquanto o telefone tocava e caia na caixa de mensagem, e a voz do meu pai anunciava para deixar um recado.
Depois de muito chorar, decidi sair do escritório, afinal, eu estava ali com pijama, e nem tinha comido nada. Assim que saí me deparo com aqueles 5 na sala, caramba, eles não tinham nada pra fazer não?
—Lily, você tá bem?-Disse Steven vindo até mim.
Eu respirei fundo, estava nervosa, mas ele não merecia esse meu comportamento ruim com ele, afinal, ele só queria meu bem, e agora passava a ser o meu responsável legal.
—Eu tô bem sim, só precisava de um tempo sozinha.
—Sei que começamos mal, mas se precisar de mim…
—Obrigado, mas agora eu preciso comer um pouco.
—Eu entendo, mas os investigadores querem falar com você, a respeito de como foi...
—A gente pode resolver isso mais tarde?
—Claro, a hora que você puder.-Disse ele sorrindo tristemente.
Era incrível como aquele cara era legal com alguém que nem foi educada com ele.
Demorei um dia pra poder me recompor da melhor maneira possível e conseguir conversar com os investigadores.
—Senhorita Adler...
—Pode me chamar de Lily.
—Lily, o carro do seu pai foi encontrado numa estrada deserta, ele, o motorista e o guarda-costas, foram encontrados mortos, pelas investigações, houve uma troca de tiros, porém, não conseguimos chegar a nenhum suspeito, tudo indica que foi uma morte encomendada, e quem executou o serviço, fez muito bem, nao deixou nenhuma pista.
—Tudo bem.-Eu disse segurando as lágrimas.-Descobrir esse cara não vai trazer ele de volta.
—O corpo já foi liberado e você pode planejar as coisas pro enterro.
—Obrigada.
Os investigadores me deixaram sozinha no escritório, pouco tempo depois, o cara que era meu tio entrou.
—Você vai querer ajuda pras coisas do funeral.
—Sim, obrigada.
Passamos algumas horas resolvendo as coisas pro funeral e logo depois eu fui dormir.
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