Estourando a Bolha
3 Rose Weasley
Sai daquela sala sem saber o que pensar ou o que fazer. Resolvi ir direto para o meu dormitório. Precisava pensar em tudo o que ele havia me dito. Ele parecia sincero em tudo, mas podia estar brincando com os meus sentimentos. Ele era meu amigo seria capaz de brincar comigo daquela forma?
O que eu faria? Deveria me abrir a essa oportunidade ou seguir com o meu plano original e ir em frente. Estava perdida em pensamentos quando a porta do dormitório se abriu vagarosamente. Olhei e vi a minha amiga entrando com um olhar curioso.
— Quer conversar? – ela perguntou ainda da porta.
— Você tem noção do que ele me falou?
— Bom se ele tiver mantido o que me falou eu tenho alguma noção.
— E o que ele te disse?
— Que ele lutaria por você.
— Você acha que ele está sendo sincero Ly?
— Rose meu irmão não e de mentir. Ele tem esse jeito de galinha, mas mentiroso ele nunca foi.
— Não estou dizendo que ele é mentiroso. Mas você acha que ele é capaz de largar as outras por mim.
— Se tem alguém capaz de fazer meu irmão sossegar é você.
— Não sei Lyra. Tenho medo de me magoar novamente.
— Por isso eu disse a ele que se ele quer mesmo algo verdadeiro com você, tem que te provar isso.
— Enquanto ele tenta me provar eu faço o que? Fico aqui esperando ele tomar jeito.
— De forma alguma. Eu disse a ele também que ele tem que estar preparado para te ver ficando com outros caras. Porque você disse que seguiria em frente.
— Você disse isso ao seu irmão? – perguntei alarmada.
— Claro. Ele se comportou como um verdadeiro idiota com você tem mais é que receber na mesma moeda. Não estou dizendo que você tem que ficar com alguém para atingi-lo, mas também não deve ficar aqui chorando e esperando uma atitude dele. Vive sua vida Rose, se for para vocês ficarem juntos vocês ficaram. Mas não vou mais aceitar te ver sofrer pelo idiota do meu irmão.
— Os irmãos Malfoys adoram chamar os outros de idiotas né – eu ri. – Ly muito obrigada por me ajudar, mesmo isso podendo significar atingir seu irmão.
— Eu o avisei. Avisei que se um dia ele te fizesse sofrer eu ficaria do seu lado.
— Avisou? Quando?
Ela me olhou bem culpada.
— O dia que você me contou que perdeu a virgindade com ele. Eu conversei com ele e disse que não queria te ver sofrer e que o que vocês estavam tendo poderia acabar mal pros dois. Então ele me prometeu que se afastaria de você daquela forma que seriam só amigos.
— Por isso quase não o vi nas férias?
Ela concordou.
— Desculpa, eu só não queria te ver assim.
— Você não tem que se desculpar por se preocupar comigo Lyra.
Ela veio e se sentou ao meu lado na cama.
— Então o que você vai fazer?
— Vou seguir meu plano, seguir em frente. Se ele me provar que merece uma nova chance eu dou, mas não vou criar expectativas antes da hora.
— Só não fecha seu coração totalmente pra ele. Ele me pareceu bem sincero em tudo que me disse.
— Eu também achei.
— Posso te pedir outra coisa?
— Claro Ly.
— Se você for seguir adiante com outra pessoa que seja qualquer um menos o Carter.
— O que há de errado com ele?
— Não gosto dele Rose. Sinto que ele quer só te ter como um troféu.
— Ly ele é um bom garoto e parece ser sincero nas suas atitudes.
— Escuta o que eu digo não gosto dele.
— Tá.
— Mas se você insistir em ficar com ele tentarei ao máximo conviver com ele, por você eu tento.
Eu sorri e a abracei.
— Eu ganhei uma irmã quando te conheci.
— É bom mesmo que me considere assim porque eu também te considero uma irmã.
— Deixe o senhor Malfoy escutar isso.
— Ele ficaria da cor dos seus cabelos assim como seu pai.
Nós rimos.
— Mas vamos ser sinceras eles já estão mais calmos em relação a nossa amizade. – ela sorriu – só quero ver meu pai surtar quando souber do meu namoro com o Al.
— Pensando por este lado é até melhor que eu e seu irmão continuemos como está.
— Por que?
— Porque meu pai e seu pai surtariam se eu e ele namorássemos. Imagina festas de fim de ano com aqueles dois no mesmo lugar. Eles colocariam fogo. Se cinco minutos na estação eles já quase saem no soco.
— Não é hora de pensar nisso. Uma hora ou outra eles aceitam.
— Chega desses assuntos. E melhor fazermos os trabalhos que temos.
— Sempre pensando nas notas né.
— Claro.
Ela riu.
— Vamos na biblioteca – ela pediu se levantando – o Al ia pra lá fazer trabalho também e pediu que se pudéssemos fossemos ajuda-lo.
— Será que é uma boa ideia? – ao ver a cara dela completei – não é melhor eu passar um tempo longe do seu irmão.
— Você quem tem que decidir isso. Mas lembro de ter me dito que sua decisão não afetaria a amizade de vocês.
— Você tem razão Ly. Vamos.
Pegamos nosso material e fomos até a biblioteca os meninos estavam sentados em uma mesa um pouco afastada. A Lyra me olhou como se esperasse uma confirmação se devíamos sentar com eles ou procurar uma outra mesa, eu sabia que independente da minha decisão ela aceitaria. Então nem a respondi me encaminhei a mesa deles e me sentei ao lado do Scorpius deixando a cadeira ao lado do Al vazia.
Vi quando o Scorpius me olhou surpreso.
— Como está o andamento do trabalho de vocês? – perguntei tranquilamente.
— Eu estou terminando o meu de poções. – Scorpius me respondeu – o Al parece nem ter começado ainda.
— Trabalho de poções? – perguntei confusa – o professor não passou pra nossa turma.
— Passou sim Rose.
— Quando Lyra? Eu não anotei nenhum trabalho de poção.
— Ele passou hoje, mas você parecia estar em outro mundo na hora.
— Realmente não prestei muita atenção na aula dele hoje.
Ela assentiu e me passou a folha com a anotação do trabalho.
— Não entendo por que esses professores passam trabalhos tão difíceis – Al se queixou.
— Al aonde é difícil esse trabalho. Listar dez poções que utiliza o sangue de dragão.
— Eu odeio poções.
Eu revirei os olhos e vi a Lyra fazer o mesmo. Começamos a fazer o trabalho todos concentrados, até que uma voz fina e insuportável chegou aos meus ouvidos.
— Oi Scorpius – Katy Parkison falou se encostado ao lado vazio dele na mesa – será que você tem um tempinho pra mim agora?
— Não – ele falou sem tirar os olhos do pergaminho – nem agora nem depois Katy.
Eu olhei pra Lyra surpresa pela resposta dele e depois vi a cara da Katy, ela estava extremamente surpresa.
— Como assim Scorpius, nem agora nem depois.
— E o que você ouviu Katy – ele finalmente olhou pra ela – não tenho mais tempo pra você. Nem hoje nem nunca mais.
— Por que? O que eu fiz?
— Você não fez nada. Eu que me toquei que não devo ficar perdendo meu tempo com garotas como você se eu posso ter alguém de verdade comigo.
— E que e esse alguém?
— Não é da sua conta Parkison. O que é da sua conta e que eu não quero mais nada com você por isso não me procure mais.
Ela bufou e saiu irritada, voltei minha atenção ao pergaminho sem coragem para olhar pra qualquer um daquela mesa, mas consegui ver pela visão periférica que o Scorp me encarava.
— Terminei – Al falou tentando aliviar o clima.
— Finalmente Al. Eu e a Rose terminamos antes você e olha que começamos só depois, já estamos fazendo o de transfiguração.
— Que bom assim você me empresta.
Eu continuei com o olhar baixo prestando atenção no meu pergaminho quando o Scorpius colocou um bilhete em cima do meu trabalho. Sem nem ao menos me mexer eu li o que estava escrito.
“Eu disse sério quando falei que ia lutar por uma nova chance.”
Terminei de ler e guardei o bilhete nas vestes. Eu ainda não sei o que fazer, ele parece verdadeiro, mas pode ter feito isso só por eu estar do lado. Minha insegurança me fazia duvidar até mesmo das atitudes dele. Olhei em volta e vi quando o Oliver começava a se aproximar da minha mesa, ele estava sendo tão gentil comigo e parecia querer algo serio comigo, com ele eu não correria o risco de levar chifre e nem sofrer, mas por ele o meu coração não batia mais forte. O que eu devo fazer?
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